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Hipernatremia

Distúrbio hiperosmolar definido por sódio sérico acima de 145 mEq/L, geralmente causado por déficit de água em relação ao sódio corporal. É comum em pacientes críticos, idosos ou sem acesso adequado à água, e a velocidade de correção deve ser sempre guiada pela duração do distúrbio e pela monitorização laboratorial seriada.

Déficit de água livre Risco neurológico Comum em UTI Na⁺ > 145 mEq/L
Tempo de leitura: 15 min
Atualizado em: 15/07/2026

Quadro clínico

  • Sede, fraqueza e sinais de desidratação
  • Letargia, irritabilidade ou confusão
  • Convulsões e coma nos casos graves
  • Poliúria quando há perda renal de água

Diagnóstico

  • Confirmar Na⁺ e duração do distúrbio
  • Avaliar volemia, glicemia e função renal
  • Medir diurese e osmolaridade urinária
  • Investigar perdas de água ou carga de sódio

Tratamento

  • Tratar a causa e interromper perdas
  • Restaurar perfusão antes da água livre
  • Preferir água oral/enteral quando segura
  • SG 5% ou solução hipotônica conforme volemia

Velocidade de correção

  • Aguda por carga de sódio: mais rápida
  • Crônica ou desconhecida: conservadora
  • Monitorização seriada obrigatória
  • Evitar correção excessivamente lenta

O que é hipernatremia

Hipernatremia é a concentração sérica de sódio acima de 145 mEq/L. Na maioria dos casos representa perda de água proporcionalmente maior que a perda de sódio; menos frequentemente, decorre de ganho de sódio hipertônico. Como o sódio é o principal determinante da tonicidade do líquido extracelular, a elevação sustentada costuma indicar hipertonicidade e deslocamento de água para fora das células.

Ferramenta de apoio clínico

Este conteúdo é educacional e não substitui avaliação médica, julgamento clínico, protocolos institucionais, monitorização laboratorial ou discussão com terapia intensiva, nefrologia e endocrinologia quando necessário.

Fisiopatologia

A elevação da tonicidade extracelular retira água do compartimento intracelular, causando contração celular. O cérebro inicia adaptação osmótica ao longo de cerca de 24 a 48 horas, acumulando osmólitos intracelulares para recuperar volume.

Essa adaptação explica por que a hipernatremia crônica pode ter menos sintomas — e também fundamenta a cautela tradicional com a correção rápida.

Defesas e vulnerabilidades

  • Sede e arginina-vasopressina (AVP) são as principais defesas contra o aumento do sódio.
  • Hipernatremia sustentada geralmente exige redução da sede, incapacidade de beber ou ausência de acesso à água.
  • Grupos vulneráveis — intubados, rebaixados, dependentes e idosos.
Por que a adaptação cerebral importa

Os osmólitos acumulados na forma crônica levam tempo para serem eliminados; por isso a redução muito rápida do sódio é o racional clássico do risco de edema cerebral.

Classificação prática

Leve

146–150 mEq/L.

Moderada

151–155 mEq/L.

Grave

Acima de 155 mEq/L.

Duração

Aguda < 48 h; crônica ≥ 48 h ou desconhecida.

Quando o momento de início não é confiável, conduza a velocidade de correção como hipernatremia crônica, salvo situação excepcional discutida por equipe experiente.

Quem apresenta maior risco

Idosos e dependentes

Menor percepção de sede, menor capacidade de concentrar urina e dificuldade de acesso à água.

Pacientes críticos

Ventilação mecânica, febre, perdas insensíveis, sedação e restrição de água livre.

Alteração neurológica

Coma, delirium, lesão cerebral, pós-operatório neurocirúrgico ou disfunção hipotalâmica.

Exposição iatrogênica

Soluções hipertônicas, bicarbonato, nutrição enteral sem água suficiente ou prescrição inadequada de fluidos.

Raciocínio por estado volêmico

A combinação entre história, exame físico, balanço hídrico, diurese e osmolaridade urinária direciona a etiologia. A hipernatremia pode ser hipovolêmica, euvolêmica ou hipervolêmica.

Hipovolêmica

Perda de água e sódio, com perda proporcionalmente maior de água. Exemplos: diarreia, vômitos, drenagens, sudorese, queimaduras, diuréticos de alça, diurese osmótica e fase poliúrica da lesão renal.

Euvolêmica

Predomínio de perda de água livre, sem sinais marcantes de depleção de volume. Exemplos: diabetes insípido central ou nefrogênico, hipodipsia e perdas insensíveis não repostas.

Hipervolêmica

Ganho hipertônico de sódio, geralmente iatrogênico: solução salina hipertônica, bicarbonato de sódio, carga salina ou diálise hipertônica.

Adquirida no hospital

Perdas previsíveis não repostas, água enteral insuficiente, diuréticos, hiperglicemia, febre ou administração excessiva de sódio.

Perdas de água

Extrarrenais

  • Diarreia, vômitos, fístulas e drenagem nasogástrica.
  • Febre, taquipneia, sudorese e queimaduras.
  • Ingesta reduzida por disfagia, rebaixamento ou falta de acesso.

Renais

  • Diabetes insípido central ou nefrogênico.
  • Diurese osmótica por glicose, ureia ou manitol.
  • Diuréticos de alça, diurese pós-obstrutiva ou recuperação de lesão tubular.

Diabetes insípido nefrogênico adquirido

  • Lítio, demeclociclina, anfotericina B, foscarnet e antagonistas do receptor V2.
  • Hipercalcemia ou hipocalemia importantes.
  • Doença renal tubulointersticial e redução da capacidade de concentração urinária.
  • Obstrução urinária e fase pós-obstrutiva.

Apresentação clínica

As manifestações dependem do grau, da velocidade de instalação, da idade e da doença de base. Sintomas neurológicos tendem a ser mais intensos na hipernatremia aguda e grave.

Sede

Pode ser intensa, mas estar ausente em pacientes com hipodipsia, rebaixamento ou incapacidade de comunicar-se.

Gerais

Fraqueza, fadiga, irritabilidade, mal-estar, perda de peso e mucosas secas.

Neurológicos

Agitação, letargia, confusão, hiperreflexia, mioclonias, déficit focal, convulsões e coma.

Urinários

Poliúria e noctúria sugerem perda renal de água; oligúria pode ocorrer na hipovolemia intensa.

Sinais de hipovolemia associados

  • Taquicardia, hipotensão, ortostatismo e redução da pressão venosa jugular.
  • Oligúria, elevação de ureia/creatinina e hemoconcentração.
  • Mucosas secas, perda ponderal e redução do turgor cutâneo.
Choque, hipotensão, convulsão, coma, sódio muito elevado ou hipernatremia de instalação rápida exigem manejo imediato em ambiente monitorizado.

Quando suspeitar de diabetes insípido

Considere diabetes insípido diante de poliúria hipotônica, geralmente acima de 3 L/dia ou 50 mL/kg/dia em adultos, associada a osmolaridade urinária inadequadamente baixa diante de sódio alto ou plasma hiperosmolar.

Pista forte

Hipernatremia + diurese elevada + osmolaridade urinária abaixo de 300 mOsm/kg sugere deficiência ou resistência à arginina-vasopressina, após exclusão de diurese osmótica.

Abordagem diagnóstica em etapas

  1. Confirmar o resultado: repetir o sódio se houver discordância clínica, revisar método laboratorial e comparar com medidas anteriores.
  2. Definir duração e gravidade: aguda se início conhecido em menos de 48 horas; crônica se 48 horas ou mais; desconhecida deve ser tratada como crônica para definição de meta.
  3. Avaliar estado volêmico: sinais de hipovolemia, euvolemia ou sobrecarga.
  4. Revisar entradas e saídas: água oral/enteral/EV, febre, diarreia, drenos, diuréticos, soluções hipertônicas, glicemia e nutrição.
  5. Medir urina: débito urinário, osmolaridade urinária e, conforme o caso, sódio e potássio urinários.
  6. Pesquisar distúrbios associados: glicose, ureia, creatinina, potássio, cálcio e demais eletrólitos.

Interpretação da osmolaridade urinária

Osmolaridade urináriaDiureseInterpretação provável
< 300 mOsm/kgPoliúriaDiabetes insípido completo é provável; excluir diurese osmótica e exposição medicamentosa.
300–800 mOsm/kgVariávelDI parcial, diurese osmótica, doença renal ou resposta parcial à hiperosmolalidade.
> 800 mOsm/kgBaixa ou normalResposta renal apropriada; pensar em perda extrarrenal de água, baixa ingesta ou carga de sódio.

Exames úteis

Sangue

Sódio seriado, glicemia, ureia, creatinina, potássio, cálcio, bicarbonato e osmolaridade medida quando disponível.

Urina

Volume horário/24 h, osmolaridade, sódio, potássio, glicose e densidade urinária como dado complementar.

Imagem

Não é rotineira para toda hipernatremia. Considere neuroimagem e avaliação hipotálamo-hipofisária em DI central novo, após estabilização.

Copeptina

Pode melhorar a diferenciação das síndromes poliúria-polidipsia em centros especializados, mas não deve atrasar o tratamento da hipernatremia.

Teste de privação hídrica: quando não fazer

Não realizar privação hídrica como teste de rotina em paciente já hipernatrêmico, hiperosmolar, instável ou sem monitorização especializada. O teste pode agravar desidratação e hipernatremia.

Na emergência, a combinação de hipernatremia, poliúria e urina diluída frequentemente permite direcionar a investigação. Testes formais de privação ou estímulo com copeptina pertencem a ambiente especializado e protocolado.

Princípios do tratamento

Dois objetivos simultâneos

Interromper a causa da hipernatremia e corrigir a hipertonidade de forma compatível com a duração, os sintomas, a volemia e a capacidade de monitorização.

  1. Garantir via aérea, ventilação, circulação e tratar convulsões ou choque.
  2. Suspender soluções hipertônicas e corrigir causas reversíveis: febre, diarreia, hiperglicemia, hipocalemia, hipercalcemia, obstrução e medicamentos.
  3. Se houver choque ou hipotensão, restaurar perfusão com cristaloide isotônico ANTES de priorizar água livre.
  4. Após estabilização, escolher água oral/enteral, SG 5% ou solução salina hipotônica conforme estado volêmico e perdas associadas.
  5. Somar perdas em curso e manutenção ao déficit estimado, com reajuste pelo sódio medido.

Metas de correção

A taxa ideal em adultos ainda não é sustentada por ensaios robustos; a estratégia abaixo combina recomendações tradicionais e evidência observacional mais recente. Toque em cada card para ver as metas.

Escolha do fluido conforme volemia

Não existe uma solução única para todos os pacientes. A escolha muda após a estabilização hemodinâmica. Rode a calculadora acima e toque em cada card para ver o volume e o mL/h já calculados para o seu paciente.

Estimador de água corporal e déficit

Água corporal total
Déficit até o alvo
Taxa média sem perdas
Queda média planejada
ΔNa estimado por 1 L
Classificação

Estimativa baseada em ACT × (Na atual ÷ Na alvo − 1) e na fórmula de Adrogué–Madias. Não inclui manutenção, perdas insensíveis, urinárias ou gastrointestinais. Não substitui prescrição nem monitorização seriada.

Fórmulas utilizadas Déficit de água (L) = ACT × [(Na atual ÷ Na alvo) − 1] ΔNa por 1 L = [(Na + K da infusão) − Na sérico] ÷ (ACT + 1)

As fórmulas podem falhar em depleção volêmica grave, função renal muito reduzida e perdas em curso; o sódio medido é o dado que deve orientar os ajustes.

Da calculadora à prescrição

O resultado da calculadora vira prescrição em cinco passos. A Taxa média sem perdas já corresponde ao SG 5% (água livre pura); para soluções com sódio, ajuste pela fração de água livre. Depois, abra os cards de fluido acima para ver o volume e o mL/h já calculados para o seu paciente.

  1. Déficit de água (L): use o valor “Déficit até o alvo” da calculadora.
  2. Escolha a solução conforme a volemia e ajuste pela fração de água livre (FAL): Volume da solução = déficit ÷ FAL.
  3. Some manutenção e perdas em curso (insensíveis, urinárias, gastrointestinais, febre).
  4. Distribua no tempo escolhido → mL/h. Para SG 5%, use direto a “Taxa média sem perdas”.
  5. Confirme e recheque: valide com o ΔNa por litro e dose o sódio a cada 2–4 h, reajustando pelo valor medido.

Fração de água livre (FAL) por solução

Solução (Na⁺ + K⁺)FAL aprox.Uso prático
SG 5% — 0 mEq/L~1,00100% do volume vira água livre; solução-base para o déficit.
NaCl 0,45% — 77 mEq/L~0,50Precisa de ~2× o volume; útil quando há também déficit de sódio/volume.
Ringer lactato — ~130 mEq/L~0,15–0,20Pouca água livre; mais para volume que para reduzir o Na⁺.
NaCl 0,9% — 154 mEq/L~0Sem água livre; só perfusão/expansão, não reduz o Na⁺.
FAL = 1 − (Na⁺ da solução ÷ Na⁺ sérico). Os valores acima são aproximações para Na⁺ ~160 mEq/L e mudam com o sódio do paciente — por isso os cards recalculam para o valor que você digitou.
Exemplo (paciente padrão da calculadora)

Homem de 70 kg (ACT 42 L), Na⁺ 160 → alvo 145 em 48 h → déficit ≈ 4,3 L. Com SG 5%: ~90 mL/h só para o déficit, mais manutenção e perdas. Com NaCl 0,45% (FAL ≈ 0,5) seriam ~8,4 L (~175 mL/h) para a mesma água livre. Queda planejada ≈ 7,5 mEq/L/dia — dentro da meta crônica de 6–10 mEq/L/dia.

A “Taxa média sem perdas” cobre apenas o déficit. Some sempre manutenção e perdas em curso e reajuste pelo sódio medido a cada 2–4 h.

Monitorização durante a correção

  • Sódio sérico a cada 2–4 horas durante ressuscitação ou correção ativa de casos graves; ampliar o intervalo quando estável e previsível.
  • Glicemia durante SG 5%, especialmente em diabetes ou infusões elevadas.
  • Balanço hídrico horário, diurese, peso, sinais vitais, perfusão e exame neurológico.
  • Potássio, cálcio, magnésio, função renal e osmolaridade conforme o contexto.
  • Recalcular a estratégia se o sódio não cair na velocidade desejada ou cair mais rapidamente que o planejado.
Em adultos, estudos observacionais não demonstraram edema cerebral por correção mais rápida e associaram correção excessivamente lenta a piores desfechos. Ainda assim, na hipernatremia crônica ou de duração desconhecida, permanece prudente usar meta conservadora com monitorização estreita.

Diabetes insípido: conceito atual

O diabetes insípido central também é denominado deficiência de arginina-vasopressina (AVP-D), enquanto o nefrogênico corresponde à resistência à arginina-vasopressina (AVP-R). Ambos causam incapacidade de concentrar urina, poliúria hipotônica e risco de hipernatremia quando a ingestão de água não acompanha as perdas.

Diferenciação prática

AchadoCentral / AVP-DNefrogênico / AVP-R
MecanismoProdução ou liberação insuficiente de AVP.Resposta renal inadequada à AVP.
Causas comunsNeurocirurgia, trauma, tumor, doença infiltrativa, hipóxia, infecção ou idiopática.Lítio, hipercalcemia, hipocalemia, doença renal e fármacos tubulotóxicos.
Resposta à desmopressinaAumento importante da osmolaridade urinária no quadro completo.Resposta pequena ou ausente no quadro completo.

Condutas específicas

A reposição de volume e água tem prioridade em DI descompensado. A terapia hormonal ou renal deve ser individualizada.

Segurança com desmopressina

  • Em DI central grave e descompensado, a reposição hídrica deve preceder ou acompanhar a desmopressina.
  • A combinação de grande carga de água com antidiurese súbita pode causar queda excessiva do sódio.
  • Repetir dose apenas com base em retorno de poliúria diluída e evolução laboratorial, conforme especialista/protocolo.
  • Monitorar sódio a cada 4 horas durante ressuscitação de paciente gravemente doente com AVP-D.

Complicações da hipernatremia

Neurológicas

Encefalopatia, convulsões, coma, hemorragia intracraniana e lesão vascular por retração cerebral, sobretudo na instalação aguda extrema.

Renais e circulatórias

Lesão renal por hipovolemia, choque, rabdomiólise e agravamento de disfunções orgânicas.

Desfechos

Associa-se a maior mortalidade e tempo de internação, embora a doença de base contribua fortemente.

Recorrência

Ocorre quando a causa, a oferta de água ou as perdas em curso não são corrigidas.

Riscos da correção inadequada

Correção rápida na forma crônica

Há risco teórico de edema cerebral devido à retenção intracelular de osmólitos. A evidência clínica desse dano em adultos é limitada, mas a meta conservadora permanece padrão prudente.

Correção excessivamente lenta

Pode prolongar a hipertonidade e, em estudos observacionais de adultos, foi associada a maior mortalidade. Evite inércia terapêutica e reavalie perdas não contabilizadas.

Prevenção hospitalar

  • Prescrever água enteral programada para pacientes dependentes de sonda quando apropriado.
  • Revisar diariamente balanço hídrico, sódio e perdas previsíveis.
  • Evitar excesso de sódio em diluentes, bicarbonato e nutrição.
  • Reconhecer rapidamente poliúria após neurocirurgia, trauma ou retirada de obstrução.
  • Garantir acesso à água a pacientes conscientes e com deglutição segura.

Referências bibliográficas

Fontes utilizadas para revisar definição, classificação, diagnóstico, fórmulas, velocidade de correção e manejo do diabetes insípido. Em caso de divergência, prevalecem os protocolos institucionais do seu serviço.

  1. Yun G, Baek SH, Kim S. Evaluation and management of hypernatremia in adults: clinical perspectives. Korean J Intern Med. 2023;38(3):290-302. Acessar.
  2. Feigin E, et al. Rate of Correction and All-Cause Mortality in Patients With Severe Hypernatremia. JAMA Netw Open. 2023;6(9):e2335415. Acessar.
  3. Tomkins M, et al. Diagnosis and treatment of hypernatremia. Best Pract Res Clin Endocrinol Metab. 2025. Acessar.
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  5. Society for Endocrinology. Arginine Vasopressin Deficiency (Diabetes Insipidus): inpatient management guidance and updated resources. Acessar.
  6. Flynn K, et al. Central and nephrogenic diabetes insipidus: updates on diagnosis and management. Front Endocrinol. 2025. Acessar.
  7. Brasil. Ministério da Saúde / Conitec. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Diabete Insípido. Relatório de recomendação nº 943, 2025. Acessar.
  8. Merck Manual Professional. Hypernatremia. Revisão profissional atualizada. Acessar.

Aviso importante

Este artigo é uma ferramenta de apoio à decisão clínica, de caráter educacional. Não substitui a avaliação médica presencial, o julgamento clínico individualizado, os protocolos institucionais nem a consulta às bulas e diretrizes vigentes. A taxa ideal de correção em adultos permanece tema de pesquisa; atualize a conduta conforme novas diretrizes e políticas do seu serviço.

Resumo rápido

Definição

Na⁺ sérico > 145 mEq/L.

Mecanismo principal

Déficit de água em relação ao sódio.

Tempo

Aguda < 48 h; crônica ≥ 48 h ou desconhecida.

Conduta

Tratar causa, volemia e repor água com monitorização.

Em provas / residência

Hipernatremia + poliúria + urina diluída sugere diabetes insípido. Em choque, expanda o intravascular antes da água livre.

Consulte a aba correspondente para contexto e limitações.

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