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Pontuação ABCD² para AIT

Pontuação ABCD² para AIT O Ataque Isquêmico Transitório (AIT) é uma condição neurológica caracterizada por sintomas focais de início súbito e curta duração, geralmente causados por isquemia cerebral sem infarto definitivo. Embora os sintomas regridam espontaneamente, o AIT representa um sinal de alerta importante, sendo um dos principais preditores de Acidente Vascular Cerebral (AVC) nos dias ou semanas subsequentes. Para estratificar o risco de AVC após um AIT, foi desenvolvida a escala ABCD², uma ferramenta simples e validada que combina cinco critérios clínicos objetivos: idade, pressão arterial, características clínicas, duração dos sintomas e presença de diabetes. A pontuação final varia de 0 a 7 pontos e permite categorizar os pacientes em grupos de baixo, moderado ou alto risco, ajudando na tomada de decisão quanto à necessidade de investigação e internação hospitalar. A calculadora abaixo permite aplicar rapidamente a escala ABCD² na prática clínica, fornecendo o risco estimado de AVC em 2, 7 e 90 dias de acordo com a pontuação total. Escala ABCD² para AIT Escala ABCD² para AIT Idade ≥ 60 anos: Sim Não Pressão arterial ≥ 140/90 mmHg: Sim Não Características clínicas do AIT: Fraqueza unilateral Distúrbio da fala sem fraqueza Outros sintomas Duração dos sintomas: ≥ 60 minutos 10–59 minutos < 10 minutos História de diabetes: Sim Não Preencha os campos acima para ver o resultado. Quem Criou? Dr. S. Claiborne Johnston S. Claiborne Johnston, MD, PhD é o Diretor do Serviço de AVC da Universidade da Califórnia, San Francisco, onde é Professor de Neurologia e Epidemiologia e Diretor do Instituto de Ciências Clínicas e Translacionais (CTSI). Ele publicou extensivamente na prevenção e tratamento de acidente vascular cerebral e ataque isquêmico transitório. O Dr. Johnston foi homenageado com vários prêmios, incluindo o Prêmio Pessin da Academia Americana de Neurologia para Liderança em AVC. 📚 Referências Bibliográficas Johnston SC, Rothwell PM, Nguyen-Huynh MN, Giles MF, Elkins JS, Bernstein AL, Sidney S. Validação e refinamento de pontuações para prever o risco de AVC muito precoce após ataque isquêmico transitório. Lanceta. 27 de janeiro de 2007; 369(9558):283-92. Josephson SA, Sidney S, Pham TN, Bernstein AL, Johnston SC. Derrame. Novembro de 2008; 39(11):3096-8. DOI: 10.1161/STROKEAHA.108.514562. Epub 2008 7 de agosto. Deixe um comentário Cancelar resposta Conectado como Dr. Marcelo Negreiros. Edite seu perfil. Sair? Campos obrigatórios são marcados com * Message* Mais Calculadoras! Calculadoras Médicas Pontuação ABCD² para AIT Dr. Marcelo Negreiros junho 25, 2025 Calculadoras Médicas Escala de Coma de Glasgow Dr. Marcelo Negreiros junho 25, 2025 Calculadoras Médicas Escala RASS Dr. Marcelo Negreiros junho 25, 2025 Calculadoras Médicas Correção de Hipomagnesemia Dr. Marcelo Negreiros junho 15, 2025

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Escala de Coma de Glasgow

Escala de Coma de Glasgow A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma ferramenta amplamente utilizada na prática clínica para avaliar e monitorar o nível de consciência de pacientes com alterações neurológicas agudas, especialmente após traumatismo cranioencefálico. Criada em 1974 por Graham Teasdale e Bryan Jennett, essa escala permite uma avaliação padronizada da resposta ocular, verbal e motora do paciente, atribuindo uma pontuação total que varia de 3 a 15. Quanto menor a pontuação, mais grave é o comprometimento do sistema nervoso central, sendo que valores iguais ou inferiores a 8 indicam coma e sugerem a necessidade de medidas como proteção das vias aéreas. A ECG também pode ser usada em outros contextos clínicos, como em pacientes sedados, intubados ou com suspeita de deterioração neurológica. Sua simplicidade, reprodutibilidade e validade prognóstica tornam a Escala de Glasgow uma ferramenta indispensável em emergências, UTIs e ambientes hospitalares. Escala de Coma de Glasgow Escala de Coma de Glasgow Olhos Os olhos se abrem espontaneamente (+4) Abertura dos olhos para o comando verbal (+3) Abertura dos olhos para a dor (+2) Sem abertura dos olhos (+1) Não testável (NT) Verbal Orientado (+5) Confuso (+4) Palavras inadequadas (+3) Sons incompreensíveis (+2) Sem resposta verbal (+1) Não testável/intubado (NT) Motor Obedece comandos (+6) Localiza a dor (+5) Retirada da dor (+4) Flexão à dor (+3) Extensão à dor (+2) Sem resposta motora (+1) Não testável (NT) Quem Criou? Dr. Bryan Jennett Bryan Jennett, MD, (falecido em 2008) foi um neurocirurgião, professor de neurocirurgia e reitor de medicina na Universidade de Glasgow, na Escócia. Em 1992, foi nomeado Comandante da Ordem do Império Britânico (CBE). A pesquisa primária do Dr. Jennett foi focada no prognóstico após traumatismo craniano e critérios para morte cerebral. 📚 Referências Bibliográficas Teasdale G, Jennett B.Avaliação de coma e consciência prejudicada. Uma balança prática. Lanceta. 13 de julho de 1974; 2(7872):81-4. Moore L, Lavoie A, Camden S, Le Sage N, Sampalis JS, Bergeron E, Abdous B. Validação estatística do Glasgow Coma Score.J Trauma. Junho de 2006; 60(6):1238-43; discussão 1243-4. Reith FC, Van den brande R, Synnot A, Gruen R, Maas AI. A confiabilidade da Escala de Coma de Glasgow: uma revisão sistemática. Terapia Intensiva Med. 2016; 42(1):3-15. Deixe um comentário Cancelar resposta Conectado como Dr. Marcelo Negreiros. Edite seu perfil. Sair? Campos obrigatórios são marcados com * Message* Mais Calculadoras! Calculadoras Médicas Escala de Coma de Glasgow Dr. Marcelo Negreiros junho 25, 2025 Calculadoras Médicas Escala RASS Dr. Marcelo Negreiros junho 25, 2025 Calculadoras Médicas Correção de Hipomagnesemia Dr. Marcelo Negreiros junho 15, 2025 Calculadoras Médicas Déficit Hídrico Livre na Hipernatremia Dr. Marcelo Negreiros junho 15, 2025

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Escala RASS

Escala RASS A Escala RASS (Richmond Agitation-Sedation Scale) é um instrumento clínico padronizado utilizado para avaliar o nível de sedação ou agitação de pacientes internados, principalmente em unidades de terapia intensiva (UTI). Seu uso é fundamental para garantir a segurança do paciente, ajustar corretamente a sedação e monitorar o estado neurológico de forma contínua. A escala varia de +4 (belicoso) a -5 (não despertável), permitindo a avaliação rápida e objetiva do comportamento do paciente frente a estímulos verbais e físicos. Com base na pontuação obtida, é possível identificar se o paciente está adequadamente sedado, agitado ou excessivamente sedado, auxiliando na tomada de decisões quanto ao manejo medicamentoso e suporte clínico. Neste artigo, disponibilizamos uma ferramenta interativa para aplicação prática da Escala RASS, juntamente com orientações clínicas baseadas na pontuação selecionada, com o objetivo de facilitar o monitoramento e o ajuste da sedação de forma segura e eficiente. Escala RASS Escala RASS (Richmond Agitation-Sedation Scale) +4 — Belicoso: Perigo abertamente combativo, violento e imediato para a equipe +3 — Muito agitado: Puxa ou remove tubo(s) ou cateter(es); agressivo +2 — Agitado: Movimento frequente e não intencional, combate o ventilador +1 — Inquieto: Ansioso, mas movimentos não agressivos vigorosos 0 — Alerta e calmo -1 — Sonolento: Não totalmente alerta, mas desperta sustentado (>10s) à voz -2 — Sedação leve: Acorda brevemente com contato visual (

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Correção de Hipomagnesemia

Correção de Hipomagnesemia A hipomagnesemia é um distúrbio eletrolítico frequentemente subdiagnosticado, mas com implicações clínicas significativas, especialmente no contexto de arritmias, tetania, convulsões e resistência à correção de outros distúrbios eletrolíticos, como hipocalemia e hipocalcemia. Sua identificação e correção são fundamentais tanto em ambientes ambulatoriais quanto hospitalares, incluindo unidades de terapia intensiva. O manejo da hipomagnesemia varia de acordo com a gravidade da deficiência e a presença ou não de sintomas. Casos leves podem ser tratados com reposição oral ou infusões simples, enquanto quadros graves — principalmente se acompanhados de manifestações como tetania, arritmias ou convulsões — exigem abordagens mais rápidas e efetivas, incluindo doses de ataque e manutenção intravenosa. Além disso, situações específicas, como o manejo de arritmias graves como Torsades de Pointes, possuem esquemas próprios de correção. A seguir, disponibilizamos uma calculadora interativa que auxilia na estratificação da hipomagnesemia (leve ou grave) e na escolha do esquema terapêutico mais adequado, baseado nas melhores práticas clínicas. Calculadora de Correção de Hipomagnesemia Correção de Hipomagnesemia Magnésio sérico (mg/dL): Calcular Torsades de Pointes Quem Criou? Dr. Marcelo Negreiros Dr. Marcelo Negreiros é um médico reconhecido por sua dedicação à prática clínica e ao ensino médico. Com uma formação sólida e ampla experiência em Urgência e Emergência e, Obesidade e Emagrecimento, ele é conhecido por sua abordagem humanizada e pelo compromisso em oferecer cuidado de excelência aos seus pacientes. 📚 Referências Bibliográficas Ray E, Mohan K, Ahmad S, Wolf MTF. Physiology of a Forgotten Electrolyte-Magnesium Disorders. Adv Kidney Dis Health. 2023; 30(2):148-163. Salinas M, López-Garrigós M, Flores E, Leiva-Salinas C. Improving diagnosis and treatment of hypomagnesemia. Clin Chem Lab Med. 2023; 62(2):234-248. Liamis G, Hoorn EJ, Florentin M, et al. An overview of diagnosis and management of drug-induced hypomagnesemia. Pharmacol Res Perspect. 2021; 9(4):e00829. Deixe um comentário Cancelar resposta Conectado como Dr. Marcelo Negreiros. Edite seu perfil. Sair? Campos obrigatórios são marcados com * Message* Mais Calculadoras! Calculadoras Médicas Correção de Hipomagnesemia Dr. Marcelo Negreiros junho 15, 2025 Calculadoras Médicas Déficit Hídrico Livre na Hipernatremia Dr. Marcelo Negreiros junho 15, 2025 Calculadoras Médicas Escore Cardíaco de Marburg Dr. Marcelo Negreiros junho 15, 2025 Calculadoras Médicas Risco de Reynolds Dr. Marcelo Negreiros junho 13, 2025

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Déficit Hídrico Livre na Hipernatremia

Cálculo do Déficit Hídrico Livre na Hipernatremia A hipernatremia é um distúrbio hidroeletrolítico caracterizado pela elevação do sódio sérico, geralmente acima de 145 mEq/L, e reflete um estado de desidratação, com perda de água livre em relação ao sódio corporal. A correção adequada desse distúrbio é essencial, uma vez que ele está associado a alta morbidade e mortalidade, principalmente em idosos, crianças e pacientes críticos. O cálculo do Déficit Hídrico Livre permite estimar a quantidade de água necessária para reduzir o sódio sérico até um nível desejado, geralmente próximo de 140 mEq/L. Esse cálculo leva em consideração a água corporal total, que varia conforme idade e sexo, além do peso do paciente e dos valores de sódio atual e alvo. A seguir, disponibilizamos uma calculadora prática que aplica a fórmula clássica para estimar rapidamente o déficit hídrico livre na hipernatremia, auxiliando no planejamento terapêutico de forma segura e precisa. Calculadora – Déficit Hídrico Livre na Hipernatremia Déficit Hídrico Livre na Hipernatremia Peso do paciente (kg): Sódio atual (mEq/L): Sódio desejado (mEq/L): Selecione o grupo do paciente: Homem adulto (60%)Mulher adulta (50%)Idoso masculino (50%)Idosa (45%)Criança (60%) Calcular Quem Criou? Dr. Nicolaos E. Madias Nicolaos E. Madias, MD, é o presidente do departamento de medicina do St. Elizabeth’s Medical Center em Boston, Massachusetts. Ele também é professor de medicina, com especialização em Nefrologia, na Tufts University School of Medicine. O Dr. Madias é coautor de mais de 100 artigos publicados em periódicos revisados por pares. 📚 Referências Bibliográficas Adrogue HJ e Madias NE. Atenção Primária: Hipernatremia. Jornal de Medicina da Nova Inglaterra 2000; 342(20):1493-1499. Adrogue HJ e Madias NE. Atenção Primária: Hiponatremia. Jornal de Medicina da Nova Inglaterra 2000; 342(21):1581-1589. Deixe um comentário Cancelar resposta Conectado como Dr. Marcelo Negreiros. Edite seu perfil. Sair? Campos obrigatórios são marcados com * Message* Mais Calculadoras! Calculadoras Médicas Déficit Hídrico Livre na Hipernatremia Dr. Marcelo Negreiros junho 15, 2025 Calculadoras Médicas Escore Cardíaco de Marburg Dr. Marcelo Negreiros junho 15, 2025 Calculadoras Médicas Risco de Reynolds Dr. Marcelo Negreiros junho 13, 2025 Calculadoras Médicas Débito de potência cardíaca Dr. Marcelo Negreiros junho 13, 2025

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Escore Cardíaco de Marburg

Escore Cardíaco de Marburg O Escore Cardíaco de Marburg é uma ferramenta clínica simples, porém extremamente útil, para a avaliação inicial de pacientes com dor torácica na atenção primária e em serviços de urgência. Ele foi desenvolvido para ajudar a diferenciar a dor torácica de origem cardíaca (principalmente doença arterial coronariana) de causas não cardíacas, utilizando critérios clínicos objetivos e de fácil aplicação. O escore é baseado em cinco variáveis: idade e sexo, presença de doença cardiovascular prévia, dor que piora com esforço físico, dor reprodutível à palpação e a percepção do próprio paciente sobre a origem cardíaca da dor. A soma dos pontos permite estratificar o risco como baixo, intermediário ou alto, orientando de forma prática a necessidade de investigação adicional ou encaminhamento. A seguir, disponibilizamos uma calculadora interativa que permite calcular o Escore de Marburg rapidamente, auxiliando na tomada de decisão clínica. Calculadora – Escore Cardíaco de Marburg Escore Cardíaco de Marburg Idade e Sexo: Feminino <65 anos ou Masculino <55 anosFeminino ≥65 anos ou Masculino ≥55 anos DAC, doença cerebrovascular ou doença vascular periférica conhecida: NãoSim Dor piora com exercício: NãoSim Dor reprodutível à palpação: SimNão O paciente acredita que a dor é cardíaca: NãoSim Calcular Pontuação cardíaca de Marburg Risco de DAC Recomendação 0–2 3% Avaliação ambulatorial conforme necessário ≥3 23% Considere avaliação urgente ou internação hospitalar Quem Criou? Dr. Stefan Bösner Stefan Bösner, MD, MPH, é professor de clínica geral e medicina familiar na Philipps University of Marburg em Marburg, Alemanha. Ele é ativo clinicamente como clínico geral. O Dr. Bösner publicou vários estudos sobre doença arterial coronariana, especificamente dor no peito na atenção primária e na tomada de decisões médicas. 📚 Referências Bibliográficas Referência original/primária  Bösner S, Haasenritter J, Becker A, et al. Descartando doença arterial coronariana na atenção primária: desenvolvimento e validação de uma regra de predição simples. CMAJ. 2010; 182(12):1295-300. Validação  Haasenritter J, Bösner S, Vaucher P, et al. Descartando doença coronariana na atenção primária: validação externa de uma regra de predição clínica. Br J Gen Pract. 2012; 62(599):e415-21. Haasenritter J, Donner-banzhoff N, Bösner S. Dor torácica para doença cardíaca coronária na clínica geral: julgamento clínico e uma regra de decisão clínica. Br J Gen Pract. 2015; 65(640):e748-53. Outras referências  Gencer B, Vaucher P, Herzig L, et al. Descartando doença cardíaca coronária em pacientes de cuidados primários com dor torácica: um escore de predição clínica. BMC Med. 2010;8:9. Ebell MH. Avaliação da dor torácica em pacientes da atenção primária. Sou médico da família. 2011; 83(5):603-5. Cayley WE Jr. Dor no peito – ferramentas para melhorar sua avaliação no consultório. J Fam Pract. Maio de 2014; 63(5):246-51. Aerts M, Minalu G, Bösner S, et al. Dados agrupados de pacientes individuais de cinco países foram usados para derivar uma regra de previsão clínica para doença arterial coronariana na atenção primária. J Clin Epidemiol. 2017;81:120-128. Deixe um comentário Cancelar resposta Conectado como Dr. Marcelo Negreiros. Edite seu perfil. Sair? Campos obrigatórios são marcados com * Message* Mais Calculadoras! Calculadoras Médicas Escore Cardíaco de Marburg Dr. Marcelo Negreiros junho 15, 2025 Calculadoras Médicas Risco de Reynolds Dr. Marcelo Negreiros junho 13, 2025 Calculadoras Médicas Débito de potência cardíaca Dr. Marcelo Negreiros junho 13, 2025 Calculadoras Médicas Fórmula de Fick para Débito Cardíaco Dr. Marcelo Negreiros junho 13, 2025

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Risco de Reynolds

Risco de Reynolds (Mulheres) O Escore de Reynolds foi desenvolvido para aprimorar a predição do risco cardiovascular em mulheres, superando limitações dos modelos tradicionais como o de Framingham. Este escore incorpora não apenas os fatores clássicos de risco — como idade, pressão arterial, colesterol total e HDL — mas também variáveis adicionais que ampliam sua precisão, como a proteína C reativa ultrassensível (PCR-us), a hemoglobina A1c (para mulheres diabéticas), o tabagismo atual e o histórico familiar de infarto precoce. O cálculo fornece uma estimativa personalizada do risco de eventos cardiovasculares maiores em 10 anos, como infarto agudo do miocárdio, AVC e morte cardiovascular. Ele é especialmente útil na estratificação de risco em mulheres aparentemente saudáveis, promovendo decisões clínicas mais precisas sobre prevenção primária. A seguir, disponibilizamos uma calculadora prática e intuitiva para estimar o risco de forma rápida, baseada na fórmula original validada em estudos populacionais. Calculadora – Escore de Reynolds (Mulheres) Escore de Risco de Reynolds (Mulheres) Idade (anos): Pressão Arterial Sistólica (mmHg): Proteína C Reativa ultrassensível (mg/L): Colesterol Total (mg/dL): HDL (mg/dL): Hemoglobina A1c (%) – Preencher apenas se diabética: Fumante atual História familiar de IAM precoce Calcular Classificação de risco Recomendação <5% Evidências pouco claras para terapia com estatinas 5% a <10% Benefício mínimo da terapia com estatinas em comparação com o risco e o custo da terapia na prevenção de um evento cardiovascular nos próximos dez anos 10% a <20% Discussão sobre modificação do estilo de vida e início da terapia com estatinas As diretrizes de tratamento dos EUA recomendam o início do tratamento com estimativas de risco de 10 anos >10% Compreender a preferência e motivação do paciente e discussão franca com os pacientes sobre os riscos e benefícios da terapia com estatinas na redução de eventos cardiovasculares, como acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio e AVC em pacientes do sexo feminino nos próximos dez anos ≥20% Recomende fortemente a terapia com estatina em conjunto com a modificação do estilo de vida Quem Criou? Dr. Paul M. Ridker Paul M. Ridker, MD, MPH, é o Professor de Medicina Eugene Braunwald na Harvard Medical School e dirige o Centro de Prevenção de Doenças Cardiovasculares, uma unidade de pesquisa translacional no Brigham and Women’s Hospital em Boston. Ele também é cardiologista praticante no Brigham and Women’s Hospital e ecocardiografista por treinamento de subespecialidade. A pesquisa do Dr. Ridker se concentra no projeto e condução de ensaios randomizados multinacionais, no desenvolvimento de biomarcadores inflamatórios para uso clínico e de pesquisa, na epidemiologia molecular e genética de doenças cardiovasculares e em novas estratégias para detecção e prevenção de doenças cardiovasculares. 📚 Referências Bibliográficas Ridker PM, Buring JE, Rifai N, Cook NR. Desenvolvimento e validação de algoritmos aprimorados para a avaliação do risco cardiovascular global em mulheres: o Reynolds Risk Score. JAMA. 14 de fevereiro de 2007; 297(6):611-9. Resumo Executivo do Terceiro Relatório do Painel de Especialistas do Programa Nacional de Educação em Colesterol (NCEP) sobre Detecção, Avaliação e Tratamento do Colesterol Alto no Sangue em Adultos (Painel de Tratamento de Adultos III). JAMA. 2001; 285:2486-2497 Deixe um comentário Cancelar resposta Conectado como Dr. Marcelo Negreiros. Edite seu perfil. Sair? Campos obrigatórios são marcados com * Message* Mais Calculadoras! Calculadoras Médicas Risco de Reynolds Dr. Marcelo Negreiros junho 13, 2025 Calculadoras Médicas Débito de potência cardíaca Dr. Marcelo Negreiros junho 13, 2025 Calculadoras Médicas Fórmula de Fick para Débito Cardíaco Dr. Marcelo Negreiros junho 13, 2025 Calculadoras de Cardiologia Calculadoras Médicas Protocolo IAMCSST – Copy Dr. Marcelo Negreiros março 28, 2025

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Débito de potência cardíaca

Débito de Potência Cardíaca O débito de potência cardíaca (Cardiac Power Output – CPO) é um dos mais robustos indicadores da performance global do coração, combinando o fluxo sanguíneo (débito cardíaco) com a pressão de perfusão (pressão arterial média). Por refletir diretamente o trabalho mecânico realizado pelo coração, o CPO tem sido valorizado como um marcador prognóstico em situações críticas, como choque cardiogênico, insuficiência cardíaca aguda e pós-operatórios cardiovasculares. Sua obtenção é relativamente simples, exigindo apenas dois parâmetros clínicos rotineiramente disponíveis: o débito cardíaco (CO) e a pressão arterial média (PAM). A fórmula divide o produto entre esses dois valores por uma constante de conversão (451), resultando em Watts (W), a unidade de potência. A seguir, você pode utilizar nossa calculadora interativa para estimar rapidamente o CPO do seu paciente e auxiliar na tomada de decisões clínicas. Calculadora de Potência Cardíaca (CPO) Calculadora de Potência Cardíaca (CPO) Pressão Arterial Média (mmHg): Débito Cardíaco (L/min): Calcular Em geral: O CPO em repouso em um adulto hemodinamicamente estável e de tamanho médio é de ~ 1W. Estados de exercício ou estresse podem aumentar a reserva de CPO (com valores tão altos quanto 6W relatados na literatura). A IC pode diminuir significativamente o CPO. Um CPO <0.6W indica disfunção ventricular grave e pressagia mau prognóstico. Para IC crônica: Um CPO basal pode ajudar na estratificação de risco para hospitalização ou morte relacionada à IC. Os resultados podem informar a otimização da terapia de IC dirigida por diretrizes, particularmente quando a reserva de CPO é baixa. Para choque cardiogênico: O CPO demonstrou ser um forte preditor independente de mortalidade intra-hospitalar. Obtenha CPO na apresentação e em série durante o tratamento. Valores persistentemente baixos ou decrescentes devem levar ao aumento de inotrópicos ou suporte circulatório mecânico, enquanto a melhora sustentada suporta o descalonamento. Quem Criou? Dr. Rupert Fincke Rupert Fincke, MD, é cardiologista da Northern Light Health em Bangor, ME. A pesquisa primária do Dr. Fincke está focada em cardiologia intervencionista. 📚 Referências Bibliográficas Fincke R, Hochman JS, Lowe AM, et al. A potência cardíaca é o correlato hemodinâmico mais forte da mortalidade no choque cardiogênico: um relatório do registro do estudo SHOCK. J Am Coll Cardiol. 2004; 44(2):340-348. Mendoza DD, Cooper HA, Panza JA. O débito cardíaco prediz a mortalidade em um amplo espectro de pacientes com doença cardíaca aguda. Am Heart J. 2007; 153(3):366-370. Lim HS. Potência cardíaca revisitada. Falha cardíaca circ. 2020; 13(10):e007393. Deixe um comentário Cancelar resposta Conectado como Dr. Marcelo Negreiros. Edite seu perfil. Sair? Campos obrigatórios são marcados com * Message* Mais Calculadoras! Calculadoras Médicas Débito de potência cardíaca Dr. Marcelo Negreiros junho 13, 2025 Calculadoras Médicas Fórmula de Fick para Débito Cardíaco Dr. Marcelo Negreiros junho 13, 2025 Calculadoras de Cardiologia Calculadoras Médicas Protocolo IAMCSST – Copy Dr. Marcelo Negreiros março 28, 2025 Calculadoras de Cardiologia Calculadoras Médicas Protocolo Crise Convulsiva Dr. Marcelo Negreiros março 18, 2025

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Fórmula de Fick para Débito Cardíaco

Débito Cardíaco O débito cardíaco (DC) é uma das principais medidas da função cardiovascular, refletindo o volume de sangue bombeado pelo coração por minuto. A avaliação precisa desse parâmetro é fundamental em diversos contextos clínicos, especialmente em pacientes críticos, com insuficiência cardíaca ou em pós-operatório de cirurgias cardíacas. A Fórmula de Fick é uma das formas clássicas e mais utilizadas para estimar o débito cardíaco de maneira indireta, com base no consumo de oxigênio (VO₂) e na diferença arteriovenosa de oxigênio (SaO₂ – SvO₂). Apesar de sua origem fisiológica e do uso inicialmente invasivo, hoje a fórmula pode ser aplicada de forma simplificada com estimativas práticas, permitindo uma avaliação útil à beira do leito. Além do débito cardíaco, a fórmula também possibilita o cálculo de outros parâmetros clínicos relevantes, como o índice cardíaco (CI) — que ajusta o débito à superfície corporal — e o volume sistólico (SV), que representa a quantidade de sangue ejetada em cada batimento cardíaco. A seguir, disponibilizamos uma calculadora interativa baseada na Fórmula de Fick para facilitar sua aplicação na prática médica. Calculadora – Fórmula de Fick Calculadora da Fórmula de Fick para Débito Cardíaco Altura (cm): Peso (kg): Idade (anos): Hb (g/dL): SaO2 (%): SvO2 (%): Frequência Cardíaca (bpm): Calcular Quem Criou? Dr. Adolf E. Fick Adolf E. Fick (m. 1901) foi um fisiologista da Universidade de Zurique, na Suíça. A pesquisa do Dr. Fick se concentrou principalmente em fisiologia e física médica. 📚 Referências Bibliográficas Ragosta M. Livro didático de hemodinâmica clínica. Elsevier; 2017. Lafarge CG, Miettinen OS. A estimativa do consumo de oxigênio. Cardiovasc Res. 1970; 4(1):23-30. Deixe um comentário Cancelar resposta Conectado como Dr. Marcelo Negreiros. Edite seu perfil. Sair? Campos obrigatórios são marcados com * Message* Mais Calculadoras! Calculadoras Médicas Fórmula de Fick para Débito Cardíaco Dr. Marcelo Negreiros junho 13, 2025 Calculadoras de Cardiologia Calculadoras Médicas Protocolo IAMCSST – Copy Dr. Marcelo Negreiros março 28, 2025 Calculadoras de Cardiologia Calculadoras Médicas Protocolo Crise Convulsiva Dr. Marcelo Negreiros março 18, 2025 Calculadoras Médicas Teste Calculadora de Medicações Pediátricas Dr. Ian Batista fevereiro 13, 2025

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Protocolo IAMCSST

Protocolo IAMCSST (AHA) O Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMCSST) é uma das principais emergências cardiológicas, exigindo intervenção rápida e precisa para minimizar danos ao miocárdio. A definição do tipo de reperfusão (farmacológica ou mecânica), bem como o ajuste das doses de antiagregantes, anticoagulantes e trombolíticos, é fundamental para o sucesso do tratamento. A Calculadora de Manejo do IAMCSST do MedFoco visa auxiliar profissionais de saúde na escolha e titulação dos fármacos utilizados no contexto do IAM com supradesnivelamento do ST. Além disso, orienta sobre o uso de betabloqueadores, nitratos, analgésicos, estatinas de alta potência e inibidores do sistema renina-angiotensina-aldosterona. Protocolo IAMCSST – Calculadora Multi‐etapas Protocolo IAMCSST (AHA) Tempo desde o início dos sintomas (horas): Próximo Tem Angioplastia (PCI) disponível? SelecioneSimNão Próximo Tempo estimado para reperfusão por PCI (minutos): Próximo Pode fazer trombólise? SelecioneSimNão Próximo Peso do paciente (kg): Idade do paciente (anos): Calcular Observação: Caso o clearance esteja disponível e seja < 30 mL/min, considerar ajuste para 1 mg/kg SC a cada 24 horas (sem bolus). Analgesia Para alívio da dor e redução de pré-carga, utilizam-se nitratos sob algumas restrições, principalmente em casos de infarto de ventrículo direito e em pacientes que utilizaram inibidores de fosfodiesterase-5 (sildenafila, tadalafil, etc.) recentemente. Medicamento Dose e Posologia Mononitrato de isossorbida 5 mg SL; repetir a cada 5 minutos, se dor persistente Dinitrato de isossorbida 2,5-5 mg SL; repetir a cada 5 minutos, se dor persistente Nitroglicerina (50 mg/10 mL) 50 mg + SG 5% 240 mL (conc. 200 mcg/mL). Dose inicial: 5-10 mcg/min (1,5-3 mL/h). Aumentar em 10 mcg/min até controle da dor ou efeitos adversos. Máx.: 60 mL/h. Contraindicações de nitratos: infarto de VD, uso prévio de inibidores de fosfodiesterase-5. Caso a dor não seja controlada, podem-se associar analgésicos como: Dipirona (500 mg/mL, 2 mL/ampola): 1 g EV a cada 6 horas; Morfina (10 mg/1 mL): 10 mg + 9 mL de AD (1 mg/mL). Administrar 2-5 mg EV prontamente, podendo repetir a cada 5 minutos. Betabloqueadores O uso de betabloqueadores é recomendado para reduzir o consumo de oxigênio pelo miocárdio, diminuindo a frequência cardíaca e a contractilidade. No entanto, existem contraindicações específicas, como frequência cardíaca < 60 bpm, pressão arterial sistólica < 100 mmHg, intervalo PR > 0,24 s, bloqueio AV de 2º ou 3º graus, asma ou DPOC não compensadas, doença vascular periférica grave  classe Killip ≥ II. Betabloqueador Dose e Posologia Metoprolol 25-100 mg VO a cada 24 horas Propranolol 10-80 mg VO a cada 8-12 horas Atenolol 25-100 mg VO a cada 12 horas Bisoprolol 2,5-10 mg VO a cada 24 horas Carvedilol 3,125-25 mg VO a cada 12 horas Estatinas As estatinas de alta intensidade são fundamentais para o manejo de pacientes com IAMCSST, pois reduzem significativamente o risco de eventos adversos cardiovasculares. Atorvastatina: 40-80 mg VO de 24/24 horas; Rosuvastatina: 20-40 mg VO de 24/24 horas; Nos casos em que não for possível utilizar estatinas de alta intensidade, recomenda-se Sinvastatina 40 mg. IECA/BRA Os Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (IECA) e os Bloqueadores dos Receptores de Angiotensina (BRA) são indicados em pacientes com disfunção sistólica de ventrículo esquerdo, hipertensão ou insuficiência cardíaca. Eles auxiliam na redução do remodelamento cardíaco pós-infarto. Fármaco Dose e Posologia Captopril 6,25-50 mg VO a cada 8 horas Enalapril 2,5-20 mg VO a cada 12 horas Lisinopril 2,5-10 mg VO a cada 24 horas Losartana 25-50 mg VO a cada 12 horas Valsartana (40 mg/comprimido) 80-320 mg VO a cada 24 horas Candesartana (8 mg/comprimido) 4-8 mg VO a cada 24 horas Telmisartana 40-80 mg VO a cada 24 horas Para alívio da dor e redução de pré-carga, utilizam-se nitratos sob algumas restrições, principalmente em casos de infarto de ventrículo direito e em pacientes que utilizaram inibidores de fosfodiesterase-5 (sildenafila, tadalafil, etc.) recentemente. Medicamento Dose e Posologia Mononitrato de isossorbida 5 mg SL; repetir a cada 5 minutos, se dor persistente Dinitrato de isossorbida 2,5-5 mg SL; repetir a cada 5 minutos, se dor persistente Nitroglicerina (50 mg/10 mL) 50 mg + SG 5% 240 mL (conc. 200 mcg/mL). Dose inicial: 5-10 mcg/min (1,5-3 mL/h). Aumentar em 10 mcg/min até controle da dor ou efeitos adversos. Máx.: 60 mL/h. Contraindicações de nitratos: infarto de VD, uso prévio de inibidores de fosfodiesterase-5. Caso a dor não seja controlada, podem-se associar analgésicos como: Dipirona (500 mg/mL, 2 mL/ampola): 1 g EV a cada 6 horas; Morfina (10 mg/1 mL): 10 mg + 9 mL de AD (1 mg/mL). Administrar 2-5 mg EV prontamente, podendo repetir a cada 5 minutos. O uso de betabloqueadores é recomendado para reduzir o consumo de oxigênio pelo miocárdio, diminuindo a frequência cardíaca e a contractilidade. No entanto, existem contraindicações específicas, como frequência cardíaca < 60 bpm, pressão arterial sistólica < 100 mmHg, intervalo PR > 0,24 s, bloqueio AV de 2º ou 3º graus, asma ou DPOC não compensadas, doença vascular periférica grave  classe Killip ≥ II. Betabloqueador Dose e Posologia Metoprolol 25-100 mg VO a cada 24 horas Propranolol 10-80 mg VO a cada 8-12 horas Atenolol 25-100 mg VO a cada 12 horas Bisoprolol 2,5-10 mg VO a cada 24 horas Carvedilol 3,125-25 mg VO a cada 12 horas As estatinas de alta intensidade são fundamentais para o manejo de pacientes com IAMCSST, pois reduzem significativamente o risco de eventos adversos cardiovasculares. Atorvastatina: 40-80 mg VO de 24/24 horas; Rosuvastatina: 20-40 mg VO de 24/24 horas; Nos casos em que não for possível utilizar estatinas de alta intensidade, recomenda-se Sinvastatina 40 mg. Os Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (IECA) e os Bloqueadores dos Receptores de Angiotensina (BRA) são indicados em pacientes com disfunção sistólica de ventrículo esquerdo, hipertensão ou insuficiência cardíaca. Eles auxiliam na redução do remodelamento cardíaco pós-infarto. Fármaco Dose e Posologia Captopril 6,25-50 mg VO a cada 8 horas Enalapril 2,5-20 mg VO a cada 12 horas Lisinopril 2,5-10 mg VO a cada 24 horas Losartana 25-50 mg VO a cada 12 horas Valsartana (40 mg/comprimido) 80-320 mg VO a cada 24 horas Candesartana (8 mg/comprimido) 4-8

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