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Zoonoses

Febre Q

Infecção zoonótica causada pela bactéria Coxiella burnetii, transmitida principalmente pela inalação de aerossóis contaminados provenientes de animais infectados, especialmente bovinos, caprinos e ovinos.

Aerossóis contaminados Zoonose Bactéria intracelular Ruminantes
Tempo de leitura: 8 min
Atualizado em: 19/05/2026
Febre Q associada a ruminantes

Quadro clínico principal

  • Febre alta de início súbito
  • Cefaleia intensa
  • Mialgia e mal-estar importante
  • Tosse seca
  • Pneumonia atípica
  • Hepatite com elevação de transaminases

Diagnóstico

  • Sorologia por imunofluorescência indireta
  • IgG fase II elevada na forma aguda
  • IgG fase I elevada sugere forma crônica
  • PCR em sangue ou tecido nas fases iniciais

Tratamento

  • Doxiciclina por 14 dias na forma aguda
  • Iniciar precocemente quando houver suspeita clínica
  • Gestantes: manejo individualizado e acompanhamento especializado
  • Forma crônica: tratamento prolongado e especializado

Complicações

  • Pneumonia grave
  • Hepatite granulomatosa
  • Endocardite infecciosa crônica
  • Infecção vascular ou de próteses

O que é

A Febre Q é uma zoonose bacteriana causada pela Coxiella burnetii, uma bactéria intracelular obrigatória capaz de causar infecção aguda ou crônica em humanos. A forma aguda costuma se manifestar como síndrome febril inespecífica, pneumonia atípica ou hepatite, enquanto a forma crônica está classicamente associada à endocardite e infecções vasculares.

Agente etiológico

A doença é causada pela Coxiella burnetii, bactéria Gram-negativa, intracelular obrigatória e altamente resistente no ambiente.

  • Coxiella burnetii — agente causador da Febre Q.
  • Bactéria intracelular obrigatória — multiplica-se dentro de células do hospedeiro.
  • Alta resistência ambiental — pode permanecer viável em poeira, solo, lã, palha e materiais contaminados.
  • Baixa dose infectante — poucos microrganismos podem ser suficientes para causar infecção.
Bactéria Coxiella burnetii

Epidemiologia

A Febre Q apresenta distribuição mundial, sendo mais associada a áreas rurais, criação de ruminantes e exposição ocupacional a animais, produtos de parto ou aerossóis contaminados.

Distribuição mundial

Presente em diversos países, com surtos relacionados a rebanhos infectados.

Situação no Brasil

Provavelmente subdiagnosticada e subnotificada.

Mortalidade

Baixa na forma aguda; maior risco na forma crônica.

Morbidade

Pode causar doença prolongada, fadiga persistente e complicações crônicas.

Perfil típico

Trabalhadores rurais, veterinários, criadores, abatedouros e laboratoristas.

Reservatórios e transmissão

Principais reservatórios

  • Bovinos.
  • Caprinos.
  • Ovinos.
  • Outros mamíferos, aves e carrapatos podem participar do ciclo epidemiológico.

Formas de transmissão

  • Inalação de aerossóis ou poeira contaminada.
  • Contato com placenta, líquidos do parto, urina, fezes ou leite de animais infectados.
  • Exposição ocupacional em fazendas, abatedouros, laboratórios e serviços veterinários.
  • Consumo de leite cru ou derivados não pasteurizados, embora menos comum que a via inalatória.
A transmissão pessoa a pessoa é rara e não representa a principal forma de disseminação da doença.

Fisiopatologia

A Coxiella burnetii é geralmente adquirida pela inalação de aerossóis contaminados. Após atingir o trato respiratório, é fagocitada por células do sistema mononuclear fagocítico, onde consegue sobreviver e se multiplicar no interior de vacúolos intracelulares.

A resposta inflamatória sistêmica pode gerar febre, cefaleia, mialgia, pneumonia atípica e hepatite. Em pacientes com valvopatias, próteses vasculares, imunossupressão ou gestação, há maior risco de evolução para formas persistentes ou crônicas, especialmente endocardite e infecção vascular.

Ciclo de vida e fisiopatologia da Febre Q Clique para ampliar

Como ocorre a transmissão

A Coxiella burnetii é transmitida principalmente pela inalação de aerossóis ou poeira contaminada por secreções, placenta, líquidos do parto, fezes, urina ou leite de animais infectados. A bactéria é altamente resistente no ambiente e pode permanecer viável por longos períodos em materiais contaminados.

Principais vias de infecção

Via inalatória

Principal forma de transmissão. Ocorre pela inalação de poeira ou aerossóis contaminados, especialmente em ambientes rurais, currais, fazendas, abatedouros e laboratórios.

Via ocupacional

Contato com animais infectados, placenta, líquidos do parto, lã, palha, esterco, carcaças ou materiais contaminados.

Via alimentar

Consumo de leite cru ou derivados não pasteurizados contaminados, embora essa via seja considerada menos importante que a via respiratória.

Acidente laboratorial

Manipulação de amostras, tecidos, culturas ou materiais contaminados sem biossegurança adequada.

Grupos de maior risco

  • Trabalhadores rurais.
  • Veterinários e estudantes de veterinária.
  • Funcionários de frigoríficos, abatedouros e laticínios.
  • Criadores de bovinos, caprinos e ovinos.
  • Profissionais de laboratório.
  • Pessoas que vivem próximas a rebanhos infectados ou áreas com poeira contaminada.
  • Gestantes, imunossuprimidos e pacientes com valvopatias ou próteses vasculares, pelo maior risco de complicações.
A transmissão pessoa a pessoa é rara. A principal forma de disseminação da Febre Q é a inalação de aerossóis ou poeira contaminada por materiais de animais infectados.

Quadro clínico

A Febre Q pode ser assintomática ou causar uma síndrome febril aguda inespecífica. Quando sintomática, costuma se apresentar com febre alta, cefaleia intensa, mialgia, mal-estar importante, pneumonia atípica ou hepatite. Em alguns pacientes, pode evoluir para formas persistentes ou crônicas.

Sintomas mais comuns

Febre alta

Geralmente de início súbito, podendo vir acompanhada de calafrios e mal-estar intenso.

Cefaleia intensa

Um dos sintomas mais característicos da forma aguda, frequentemente associada a prostração.

Astenia

Cansaço importante, fraqueza e queda do estado geral durante o quadro agudo.

Tosse seca

Pode ocorrer em casos com acometimento pulmonar, geralmente como pneumonia atípica.

Mialgia e artralgia

Dores musculares e articulares podem acompanhar a febre e o quadro sistêmico.

Alterações hepáticas

Pode haver hepatite, dor abdominal, náuseas e elevação de transaminases.

Formas clínicas

  • Assintomática: infecção sem manifestações clínicas evidentes, identificada apenas por sorologia ou investigação epidemiológica.
  • Aguda: febre alta, cefaleia intensa, mialgia, mal-estar, tosse seca, pneumonia atípica ou hepatite.
  • Pós-Febre Q: fadiga prolongada, intolerância ao esforço, dor muscular e sintomas persistentes após a infecção aguda.
  • Crônica: evolução persistente, geralmente associada a endocardite, infecção vascular ou infecção de próteses.

Suspeita diagnóstica

Deve ser suspeitada em pacientes com febre aguda inespecífica, cefaleia intensa, mialgia, pneumonia atípica ou hepatite, especialmente quando houver história de exposição a bovinos, caprinos, ovinos, produtos de parto, poeira de ambiente rural ou consumo de leite não pasteurizado.

Exames utilizados

Sorologia por imunofluorescência

Principal método diagnóstico. Avalia anticorpos contra antígenos de fase I e fase II da Coxiella burnetii.

IgG fase II

Títulos elevados contra fase II são mais associados à Febre Q aguda.

IgG fase I

Títulos elevados contra fase I sugerem forma crônica, especialmente endocardite ou infecção vascular.

PCR

Mais útil no início da doença, antes da soroconversão, podendo ser realizado em sangue ou tecido em centros especializados.

Diagnósticos diferenciais

  • Influenza e outras viroses respiratórias.
  • Pneumonia atípica por Mycoplasma, Chlamydia ou Legionella.
  • Leptospirose.
  • Brucelose.
  • Dengue, chikungunya e outras arboviroses.
  • Hepatites virais.
  • Endocardite infecciosa, principalmente em quadros prolongados.
Na Febre Q, a sorologia pode ser negativa nos primeiros dias. Quando a suspeita clínica for forte, pode ser necessário repetir os exames após algumas semanas ou associar PCR na fase inicial.

Princípios do tratamento

O tratamento da Febre Q depende da forma clínica, da presença de gestação e do risco de doença crônica. Na doença aguda, o objetivo é reduzir duração dos sintomas e prevenir complicações. Nas formas crônicas, cardiovasculares, osteoarticulares ou associadas a próteses, o tratamento deve ser prolongado e acompanhado de forma especializada.

Tratamento ambulatorial

Indicado para pacientes estáveis, sem sinais de gravidade, com possibilidade de tratamento oral e acompanhamento clínico. Escolha o esquema conforme o perfil do paciente e a forma clínica.

Esquema A — Doença aguda em não gestantes

Tratamento empírico com monoterapia. Escolha uma das seguintes opções:

Doxiciclina

100 mg VO de 12/12 horas, por 14 dias.

Sulfametoxazol + Trimetoprima

800 + 160 mg VO de 12/12 horas, por 14 dias.

Claritromicina

500 mg VO de 12/12 horas, por 14 dias.

Azitromicina

500 mg VO de 24/24 horas, por 10 dias.

Moxifloxacino

400 mg VO de 24/24 horas, por 2–3 semanas.

Esquema B — Doença aguda em gestantes

Sulfametoxazol + Trimetoprima

800 + 160 mg VO de 12/12 horas, até o final do sétimo mês de gestação. Após esse período, interromper para evitar hiperbilirrubinemia no recém-nascido. Após o nascimento, substituir pela associação indicada para doença crônica, quando necessário.

Esquema C — Doença crônica, osteomielite, artrite e/ou acometimento cardiovascular em não gestantes

Tratamento empírico com associação:

Doxiciclina

100 mg VO de 12/12 horas, por 18–24 meses.

Hidroxicloroquina

200 mg VO de 8/8 horas, por 18–24 meses.

Esquema D — Doença crônica, osteomielite, artrite e/ou acometimento cardiovascular em gestantes

Sulfametoxazol + Trimetoprima

800 + 160 mg VO de 12/12 horas, até o final do sétimo mês de gestação. Após esse período, interromper para evitar hiperbilirrubinemia no recém-nascido. Após o nascimento, substituir pela associação do esquema C.

Esquema E — Endocardite por válvula artificial ou infecção vascular em não gestantes

Tratamento empírico com associação:

Doxiciclina

100 mg VO de 12/12 horas, por 18–24 meses.

Hidroxicloroquina

200 mg VO de 8/8 horas, por 18–24 meses.

Esquema F — Endocardite por válvula artificial ou infecção vascular em gestantes

Sulfametoxazol + Trimetoprima

800 + 160 mg VO de 12/12 horas, até o final do sétimo mês de gestação. Após esse período, interromper para evitar hiperbilirrubinemia no recém-nascido. Após o nascimento, substituir pela associação do esquema E.

Tratamento hospitalar

Indicado para pacientes com instabilidade clínica, pneumonia grave, hepatite importante, acometimento cardiovascular, doença crônica, gestação de risco, imunossupressão, suspeita de endocardite, infecção vascular ou necessidade de suporte clínico.

Suporte clínico

  • Dieta oral livre: conforme aceitação, se o paciente estiver lúcido e orientado.
  • Ajuste da dieta: realizar variações conforme comorbidades, como diabetes, doença renal, hepatopatia ou restrições clínicas.
  • Paciente instável: optar por dieta zero e aporte calórico basal, com aproximadamente 100 g de glicose ao dia, conforme protocolo institucional.
  • Hidratação venosa: Ringer lactato cerca de 20 mL/kg EV ou SF 0,9% entre 20 e 30 mL/kg/dia EV, ajustando o volume conforme estado clínico, perfusão, função renal, cardiopatia e demais comorbidades.

Tratamento farmacológico hospitalar

Escolha o esquema conforme forma clínica, gravidade, gestação e possibilidade de uso por via oral ou endovenosa.

Esquema A — Doença aguda em não gestantes

Tratamento empírico com monoterapia. Escolha uma das seguintes opções:

Doxiciclina

100 mg VO/EV de 12/12 horas, por 14 dias.

Sulfametoxazol + Trimetoprima

800 + 160 mg VO/EV de 12/12 horas, por 14 dias.

Claritromicina

500 mg VO/EV de 12/12 horas, por 14 dias.

Azitromicina

500 mg VO/EV de 24/24 horas, por 10 dias.

Moxifloxacino

400 mg VO de 24/24 horas, por 2–3 semanas.

Esquema B — Doença aguda em gestantes

Sulfametoxazol + Trimetoprima

800 + 160 mg VO/EV de 12/12 horas, até o final do sétimo mês de gestação. Após esse período, interromper para evitar hiperbilirrubinemia no recém-nascido. Após o nascimento, substituir pela associação do esquema C.

Esquema C — Doença crônica, osteomielite, artrite e/ou acometimento cardiovascular em não gestantes

Tratamento empírico com associação:

Doxiciclina

100 mg VO/EV de 12/12 horas, por 18–24 meses.

Hidroxicloroquina

200 mg VO de 8/8 horas, por 18–24 meses.

Esquema D — Doença crônica, osteomielite, artrite e/ou acometimento cardiovascular em gestantes

Sulfametoxazol + Trimetoprima

800 + 160 mg VO de 12/12 horas, até o final do sétimo mês de gestação. Após esse período, interromper para evitar hiperbilirrubinemia no recém-nascido. Após o nascimento, substituir pela associação do esquema C.

Esquema E — Endocardite por válvula artificial ou infecção vascular em não gestantes

Tratamento empírico com associação:

Doxiciclina

100 mg VO/EV de 12/12 horas, por 24 meses.

Hidroxicloroquina

200 mg VO de 8/8 horas, por 24 meses.

Esquema F — Endocardite por válvula artificial ou infecção vascular em gestantes

Sulfametoxazol + Trimetoprima

800 + 160 mg VO/EV de 12/12 horas, até o final do sétimo mês de gestação. Após esse período, interromper para evitar hiperbilirrubinemia no recém-nascido. Após o nascimento, substituir pela associação do esquema E.

Acompanhamento

Pacientes com suspeita de doença crônica, endocardite, infecção vascular, próteses, valvopatias, imunossupressão ou gestação devem ser acompanhados de forma rigorosa. Pode ser necessário monitorar resposta clínica, sorologia, função hepática, função renal, hemograma e efeitos adversos das medicações utilizadas por tempo prolongado.

A forma crônica da Febre Q exige tratamento prolongado. Endocardite, infecção vascular e acometimento de próteses devem ser avaliados em conjunto com infectologia, cardiologia ou cirurgia vascular, conforme o caso.

Complicações da Febre Q

As complicações são mais prováveis em pacientes com diagnóstico tardio, tratamento inadequado, gestação, imunossupressão, valvopatias, próteses vasculares ou doença cardiovascular prévia. A principal preocupação é a evolução para doença crônica, especialmente endocardite e infecção vascular.

Principais acometimentos

Pulmonar

Pneumonia atípica, tosse seca, dispneia, infiltrados pulmonares e, em casos graves, insuficiência respiratória.

Hepático

Hepatite granulomatosa, elevação de transaminases, dor abdominal, náuseas e hepatomegalia.

Cardíaco

Endocardite crônica, principalmente em pacientes com valvopatias, próteses valvares ou cardiopatia estrutural.

Vascular

Infecção de aneurismas, próteses vasculares ou enxertos, podendo evoluir com complicações graves e necessidade de abordagem cirúrgica.

Osteoarticular

Osteomielite, artrite, dor óssea persistente e acometimento articular em formas prolongadas ou crônicas.

Gestacional

Maior risco de aborto, parto prematuro, restrição de crescimento fetal e infecção persistente durante a gestação.

Situações de maior risco para forma crônica

  • Valvopatia prévia ou prótese valvar.
  • Prótese vascular, aneurisma ou enxerto vascular.
  • Imunossupressão.
  • Gestação.
  • Doença aguda não tratada ou tratada tardiamente.
  • Persistência de febre, fadiga, perda de peso ou marcadores inflamatórios elevados.
Em paciente com Febre Q e valvopatia, prótese valvar, aneurisma ou prótese vascular, deve-se investigar forma crônica, principalmente endocardite ou infecção vascular.

Como prevenir

A prevenção da Febre Q depende principalmente da redução da exposição a aerossóis e poeira contaminada, do controle sanitário de rebanhos e da adoção de medidas de biossegurança por pessoas expostas a bovinos, caprinos, ovinos, produtos de parto e materiais contaminados.

Medidas individuais

  • Evitar contato desprotegido com placenta, líquidos do parto, fetos abortados, urina, fezes e leite de animais infectados.
  • Utilizar luvas, máscara, botas, avental e proteção ocular ao lidar com partos, abortos, carcaças ou materiais contaminados.
  • Evitar inalar poeira de currais, galpões, estábulos, abatedouros e locais com possível contaminação por secreções animais.
  • Consumir apenas leite pasteurizado ou fervido e evitar derivados lácteos sem inspeção sanitária.
  • Higienizar mãos, roupas, botas, utensílios e superfícies após contato com animais ou ambiente rural.
  • Gestantes, imunossuprimidos e pessoas com valvopatias ou próteses vasculares devem evitar exposição a ambientes de maior risco.

Medidas coletivas

Controle veterinário

Monitoramento de rebanhos, investigação de abortos em animais e manejo adequado de animais suspeitos ou infectados.

Controle ambiental

Limpeza úmida, desinfecção de áreas contaminadas e redução da formação de poeira em ambientes rurais e de criação animal.

Manejo de resíduos

Descarte seguro de placenta, fetos abortados, secreções e materiais contaminados após parto ou aborto animal.

Inspeção sanitária

Fiscalização de leite, derivados, abatedouros, laticínios e ambientes ocupacionais de maior risco.

Educação em saúde

Orientação de trabalhadores rurais, veterinários, laboratoristas, produtores e população exposta sobre riscos e uso de EPIs.

Biossegurança laboratorial

Manipulação de amostras suspeitas apenas com contenção, equipamentos adequados e protocolos de segurança.

A principal forma de prevenção é evitar a inalação de aerossóis ou poeira contaminada. A transmissão pode ocorrer mesmo sem contato direto com o animal, especialmente em ambientes rurais contaminados.

Importante

A Febre Q pode evoluir para formas crônicas graves, especialmente endocardite e infecção vascular, principalmente em pacientes com valvopatias, próteses vasculares, aneurismas, imunossupressão ou gestação.

Referências bibliográficas

Ver todas as referências utilizadas neste artigo

Em provas / residência

Febre Q → febre alta + cefaleia intensa + pneumonia atípica ou hepatite + exposição a ruminantes ou aerossóis contaminados.

Lembre-se da associação com endocardite crônica e infecção vascular em pacientes com valvopatias, próteses, aneurismas ou imunossupressão.

Mais informações nas abas acima do artigo.

Referências bibliográficas

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