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Esquistossomose

Infecção por trematódeos do gênero Schistosoma; no Brasil, a doença é causada por Schistosoma mansoni e está ligada ao contato da pele com água doce onde há caramujos transmissores. O diagnóstico é principalmente parasitológico, e o praziquantel permanece o tratamento de escolha.

Trematódeo Água doce Kato-Katz Praziquantel Hipertensão portal
20–24 min de leitura Atualizado em agosto de 2026

Quando suspeitar

Contato com água doce em área de transmissão + dermatite cercariana, síndrome febril com eosinofilia ou doença intestinal/hepatoesplênica.

Diagnóstico

Pesquisa de ovos nas fezes, preferencialmente por Kato-Katz. Baixa carga exige amostras seriadas; imagem avalia fibrose periportal e complicações.

Tratamento / Conduta

No Brasil: praziquantel VO em dose única, 50 mg/kg para adultos e 60 mg/kg para crianças. Formas agudas graves e neurológicas exigem manejo especial.

Prevenção

Saneamento, água segura, diagnóstico e tratamento dos infectados, educação em saúde e redução de contato com coleções hídricas de risco.

O que é esquistossomose

A esquistossomose é uma doença parasitária aguda e crônica causada por trematódeos sanguíneos do gênero Schistosoma. No território brasileiro, a transmissão autóctone está relacionada ao S. mansoni, cujos vermes adultos vivem principalmente em vênulas mesentéricas.

A maior parte do dano tecidual não decorre diretamente dos vermes adultos, mas da resposta inflamatória e granulomatosa contra ovos retidos nos tecidos. No intestino e no fígado, essa resposta pode evoluir para fibrose periportal, hipertensão portal, esplenomegalia, circulação colateral e hemorragia digestiva.

Uma história de banho, travessia, pesca, trabalho ou lazer em água doce potencialmente contaminada é uma pista epidemiológica central — a infecção ocorre pela penetração ativa de cercárias pela pele, não pela ingestão de água.

O agente

Schistosoma são trematódeos dioicos: há vermes machos e fêmeas separados. O macho possui canal ginecóforo, no qual a fêmea permanece acoplada. No S. mansoni, os ovos caracteristicamente apresentam espinho lateral, achado útil no reconhecimento microscópico.

O ciclo exige um hospedeiro intermediário. No Brasil, caramujos de água doce do gênero Biomphalaria participam da manutenção da transmissão. Humanos infectados eliminam ovos nas fezes, perpetuando o ciclo quando há contaminação de coleções hídricas adequadas ao molusco.

Ponto parasitológico:

o verme adulto pode persistir por anos. A morbidade crônica resulta sobretudo da deposição de ovos e da resposta imune do hospedeiro.

Schistosoma — imagem do parasito adulto. Toque/clique para ampliar.

Ciclo de vida e fisiopatologia

O ciclo alterna entre o ser humano e o caramujo. A infecção humana começa quando cercárias liberadas por moluscos infectados penetram a pele em contato com água doce.

  1. Eliminação dos ovos: ovos de S. mansoni alcançam a luz intestinal e são eliminados nas fezes.
  2. Fase aquática: em água, o ovo libera o miracídio, que infecta caramujos suscetíveis do gênero Biomphalaria.
  3. Multiplicação no molusco: esporocistos se desenvolvem e originam numerosas cercárias.
  4. Penetração cutânea: cercárias atravessam a pele, perdem a cauda e transformam-se em esquistossômulos.
  5. Migração e maturação: os esquistossômulos migram pela circulação, passam pelos pulmões e sistema porta e amadurecem; o processo até a fase adulta leva aproximadamente 2–6 semanas.
  6. Oviposição: casais adultos nas vênulas mesentéricas produzem ovos; parte é eliminada e parte fica retida em intestino, fígado e outros tecidos.
  7. Granuloma e fibrose: ovos retidos induzem resposta imune, granulomas e, em infecção crônica intensa, fibrose periportal e hipertensão portal.
A lógica clínica deriva do ciclo: exposição hídrica → penetração cutânea → maturação → oviposição → inflamação por ovos. Isso também explica por que o praziquantel atua melhor quando há vermes maduros.
Ciclo de vida e fisiopatologia da esquistossomose — toque/clique para ampliar.

Espécies de importância clínica

S. mansoni

Esquistossomose intestinal/hepática. É a espécie responsável pela transmissão no Brasil.

S. haematobium

Predomina na forma urogenital, especialmente na África e em alguns focos relacionados.

S. japonicum / S. mekongi

Espécies asiáticas de esquistossomose intestinal; a posologia internacional difere da adotada no Brasil para S. mansoni.

Como ocorre a transmissão

A transmissão depende da presença simultânea de pessoas infectadas eliminando ovos, coleções hídricas adequadas e caramujos suscetíveis. As cercárias liberadas na água penetram a pele durante o contato.

Exposição hídrica

Banho, travessia de rios, pesca, lavagem de roupas, trabalho agrícola, irrigação e lazer em água doce de risco.

Pele é a porta de entrada

A cercária penetra ativamente a pele. Engolir a água não é o mecanismo necessário para a infecção.

Não é transmissão direta

Não há contágio pessoa a pessoa pelo contato cotidiano; os ovos precisam alcançar a água e passar pelo caramujo.

Quem tem maior risco

Moradores de áreas de transmissão

Risco maior onde saneamento e abastecimento de água são insuficientes e há caramujos transmissores.

Atividades ocupacionais

Pescadores, agricultores, trabalhadores de irrigação e pessoas que entram regularmente em água doce.

Crianças e adolescentes

Brincadeiras, banho e natação podem aumentar a exposição repetida em áreas endêmicas.

Viajantes

Uma única exposição pode causar doença aguda; baixa carga parasitária torna o diagnóstico parasitológico mais difícil.

Epidemiologia no Brasil

A esquistossomose mansoni mantém transmissão focal em diferentes áreas do país, historicamente concentrada sobretudo nas regiões Nordeste e Sudeste. Urbanização, deslocamentos populacionais, obras e ecoturismo podem modificar a distribuição dos focos.

Na anamnese, não se limite ao município de residência: investigue local exato do contato com água doce, viagens, trabalho, pesca, banho, trilhas, cachoeiras e exposições anteriores.

Fase inicial e esquistossomose aguda

Muitas infecções permanecem assintomáticas. Quando há manifestações iniciais, podem ocorrer dermatite cercariana e, semanas depois, síndrome aguda de hipersensibilidade relacionada à maturação dos vermes e início da oviposição.

Dermatite cercariana

Prurido e erupção transitória no local de penetração; é inespecífica e nem sempre ocorre.

Febre de Katayama

Febre, mal-estar, cefaleia, mialgia, tosse e sintomas abdominais, frequentemente com eosinofilia.

Hepatoesplenomegalia

Pode acompanhar a fase aguda, especialmente em apresentações mais intensas.

Comprometimento pulmonar importante, manifestações cerebrais/medulares, instabilidade clínica ou intensa repercussão sistêmica caracterizam cenário que deve sair do manejo ambulatorial simples.

Formas crônicas

FormaAchadosPonto prático
IntestinalDor abdominal, diarreia, sangue nas fezes em alguns casos.Pode ter baixa intensidade e poucos sintomas.
Hepatointestinal / hepáticaHepatomegalia e alterações associadas à deposição de ovos e reação granulomatosa.Ultrassonografia ajuda a caracterizar fibrose periportal.
HepatoesplênicaFibrose periportal, hipertensão portal, esplenomegalia, hiperesplenismo e circulação colateral.Varizes esofagogástricas e hemorragia digestiva são complicações centrais.
VasculopulmonarHipertensão pulmonar e repercussão cardiopulmonar.Dispneia progressiva, síncope ou sinais de cor pulmonale exigem avaliação especializada.
NeurológicaMielite, mielorradiculopatia, cone medular/cauda equina; mais raramente formas cerebrais.Déficit motor/sensitivo e disfunção esfincteriana são emergências diagnósticas.
RenalGlomerulopatia associada a formas avançadas.Proteinúria, hematúria e disfunção renal merecem investigação dirigida.

Sinais de gravidade

  • Hemorragia digestiva: hematêmese, melena, instabilidade ou anemia relacionada a varizes.
  • Déficit neurológico: fraqueza, alteração sensitiva, dor radicular, retenção/incontinência urinária ou fecal.
  • Comprometimento cardiopulmonar: dispneia importante, síncope, hipoxemia ou sinais de hipertensão pulmonar.
  • Forma aguda grave: repercussão pulmonar, cerebral/medular ou sistêmica intensa.
  • Forma hepatoesplênica descompensada: ascite, sangramento, infecção associada ou disfunção orgânica.

Diagnóstico: exposição + evidência da infecção

O diagnóstico parte da história de contato com água doce em área de transmissão e é confirmado preferencialmente pela demonstração de ovos do parasito. A carga de ovos pode ser baixa e a eliminação intermitente, especialmente em infecções leves ou em viajantes.

  1. Defina a exposição: onde, quando e quantas vezes houve contato com água doce.
  2. Defina a fase: aguda febril/eosinofílica, intestinal crônica, hepatoesplênica ou ectópica.
  3. Pesquise ovos: em S. mansoni, o exame parasitológico de fezes é o método direto central.
  4. Aumente a sensibilidade quando necessário: use amostras seriadas em baixa carga.
  5. Investigue repercussão: ultrassom, endoscopia, ressonância ou ecocardiografia conforme o órgão-alvo.

Parasitológico de fezes e Kato-Katz

A técnica de Kato-Katz permite identificar e quantificar ovos de S. mansoni. Em áreas de baixa ou moderada endemicidade, uma única lâmina ou amostra pode perder infecções de pequena carga.

  • Quando possível, ampliar a investigação com três amostras de fezes em dias alternados.
  • Diretrizes brasileiras recomendam maior número de lâminas em cenários de baixa intensidade para elevar a sensibilidade.
  • Resultado negativo isolado não exclui infecção recente ou de baixa carga se a epidemiologia for forte.
  • Em S. haematobium, a pesquisa de ovos é feita principalmente em urina; isso é relevante em casos importados.

Sorologia e outros métodos

A sorologia pode ser útil especialmente em viajantes ou imigrantes com baixa carga parasitária e sem tratamento prévio, mas anticorpos podem persistir e não servem bem para comprovar cura. Em infecção recente, a resposta sorológica pode ainda não estar detectável.

Para viajantes, o CDC orienta considerar que a sorologia se torna mais informativa semanas após a exposição; o tratamento também deve respeitar a maturação do parasito, já que o praziquantel é mais ativo contra vermes adultos.

Exames de imagem e complicações

Ultrassonografia abdominal

Avalia fibrose periportal, baço, calibre vascular, ascite e repercussões da forma hepatosplênica.

Endoscopia digestiva alta

Indicada para avaliação de varizes e risco hemorrágico em hipertensão portal.

Ressonância magnética

Exame de grande importância na suspeita de mielorradiculopatia ou acometimento do SNC.

Ecocardiografia

Integra a investigação inicial quando há suspeita de hipertensão pulmonar.

Princípios do tratamento

O praziquantel é o fármaco de escolha e o medicamento específico utilizado pelo programa brasileiro. Para a esquistossomose mansoni sem lesões avançadas, o Ministério da Saúde recomenda comprimidos de 600 mg, administrados por via oral após refeição, preferencialmente em dose única.

Referência brasileira principal

Adultos: 50 mg/kg VO em dose única. Crianças: 60 mg/kg VO em dose única. Casos especiais, formas graves e contraindicações exigem avaliação médica individualizada.

A seção abaixo usa tratamento antiparasitário, não “antibioticoterapia”. Esquemas internacionais por espécie são apresentados separadamente para não misturar a recomendação brasileira com protocolos de outros países.

Calculadora educativa — tabela brasileira de praziquantel 600 mg

Ferramenta para consulta rápida das faixas de comprimidos descritas nas tabelas do Ministério da Saúde. Não substitui avaliação clínica, contraindicações, idade, função orgânica ou decisão sobre formas especiais.

Dose por faixa de peso

Selecione o grupo e informe o peso. Para pacientes fora das faixas padronizadas, a ferramenta orienta avaliação individual.

Selecione o grupo e informe o peso.

Tabela MS 2024: crianças 4–15 anos usam 60 mg/kg e adultos 50 mg/kg. Crianças <4 anos e/ou <10 kg devem ser avaliadas individualmente; idosos >70 anos requerem supervisão médica.

Tratamento antiparasitário

Cards clicáveis com a dose brasileira e as principais situações em que o manejo muda.

Formas agudas e complicadas

Não aplicar automaticamente um esquema ambulatorial simples. Corticosteroides e suporte são definidos pela gravidade e pelo órgão acometido.

Quando considerar internação ou referência imediata

  • Esquistossomose aguda grave, especialmente com comprometimento pulmonar importante, cerebral ou medular.
  • Hemorragia digestiva, instabilidade, anemia importante ou suspeita de sangramento por varizes.
  • Déficit neurológico, dor radicular progressiva ou disfunção vesical/intestinal.
  • Hipertensão pulmonar descompensada, hipoxemia, síncope ou sinais de cor pulmonale.
  • Forma hepatoesplênica descompensada, ascite importante, disfunção orgânica ou necessidade de procedimento.
Hidratação, dieta e suporte devem ser prescritos de acordo com a alteração clínica. Não há indicação para um volume fixo de cristaloide ou dieta zero simplesmente pelo diagnóstico de esquistossomose.

Gestação e lactação: Brasil × OMS

A página atual do Ministério da Saúde orienta, de maneira geral, não adotar praziquantel durante a gestação e, na lactação, suspender a amamentação por 72 horas se a nutriz for medicada. Já a OMS recomenda acesso ao praziquantel em programas de controle para gestantes após o primeiro trimestre e lactantes.

Como há diferença entre a recomendação brasileira publicada e a diretriz internacional, a conduta individual deve considerar gravidade, momento gestacional, risco de adiar o tratamento e discussão com obstetrícia/infectologia. Este artigo prioriza a referência brasileira para prescrição no país.

Crianças pequenas

O manual brasileiro de 2024 orienta avaliação individual para crianças menores de 4 anos e/ou com menos de 10 kg. A página atual do Ministério da Saúde também lista menores de 2 anos entre as situações em que, de maneira geral, o praziquantel não deve ser adotado rotineiramente. A OMS possui experiência programática mais permissiva a partir de 2 anos e evidência crescente em pré-escolares.

Viajantes e espécies não autóctones

Viajantes podem ter baixa carga e síndrome de Katayama. O CDC recomenda considerar tratamento ao menos 6–8 semanas após a última exposição quando o objetivo é atingir vermes maduros; em infecções leves pode ser necessário repetir o tratamento em 2–4 semanas. Essa repetição não deve ser extrapolada como rotina para todos os casos brasileiros.

Para S. mansoni, S. haematobium e S. intercalatum, o CDC usa 40 mg/kg/dia em duas doses no mesmo dia; para S. japonicum e S. mekongi, 60 mg/kg/dia em três doses no mesmo dia. No Brasil, para esquistossomose mansoni, prevalece a recomendação nacional de 50 mg/kg em adultos e 60 mg/kg em crianças, preferencialmente em dose única.

Mielorradiculopatia e outras formas neurológicas

Déficit neurológico em contexto epidemiológico compatível exige avaliação urgente, ressonância magnética e exclusão de diagnósticos diferenciais. O tratamento combina esquistossomicida e corticosteroide; a duração do corticoide é prolongada e o desmame deve ser lento, sob seguimento especializado.

Não utilizar esquemas de dexametasona ou prednisona de alta dose copiados de fontes secundárias sem reconferência. O manual brasileiro de 2024 contém trechos com inconsistências tipográficas de unidade nessa seção; por isso, o artigo adota apenas o regime textual mais claro e ressalta manejo especializado.

Controle pós-tratamento

Para avaliar cura parasitológica, o manual brasileiro recomenda Kato-Katz em três amostras de fezes coletadas em dias alternados, com a primeira amostra a partir de 40 dias após o tratamento. Casos que permanecem positivos devem ser tratados novamente pelo mesmo protocolo, após revisão clínica.

Isso é diferente de prescrever automaticamente uma segunda dose em 4–6 semanas para todos. No Brasil, a repetição pode ser direcionada pelo controle parasitológico; recomendações internacionais permitem repetição seletiva em baixa carga ou exposição recente.

Prevenção e controle

Água e saneamento

Abastecimento seguro e destino adequado de fezes interrompem o elo humano–água–caramujo.

Redução de exposição

Evitar contato com água doce de risco quando não houver informação segura sobre transmissão local.

Diagnóstico e tratamento

Tratar pessoas infectadas reduz morbidade e a eliminação de ovos no ambiente.

Controle de caramujos e ambiente

Medidas ambientais e malacológicas podem integrar estratégias locais, associadas a WASH e educação em saúde.

Saúde Única:

o controle exige integração entre vigilância, saneamento, ambiente, educação, serviços de saúde e conhecimento dos habitats de Biomphalaria.

Notificação

Na Lista Nacional de Notificação Compulsória vigente após a Portaria GM/MS nº 11.211, de 13 de maio de 2026, esquistossomose consta como agravo de notificação semanal em todo o território nacional.

Estados e municípios podem adotar fluxos complementares. Confirme o procedimento local e registre no sistema de vigilância aplicável.

Referências principais

  1. Brasil. Ministério da Saúde. Vigilância da Esquistossomose Mansoni: Diretrizes Técnicas. Brasília, 2024. Documento oficial.
  2. Ministério da Saúde. Esquistossomose — Protocolos de tratamento. Página oficial.
  3. Ministério da Saúde. Esquistossomose — informações sobre diagnóstico, tratamento, prevenção e epidemiologia. Página oficial.
  4. Brasil. Portaria GM/MS nº 11.211, de 13 de maio de 2026. Lista Nacional de Notificação Compulsória. Texto oficial.
  5. World Health Organization. Schistosomiasis — Fact sheet. 23 Feb 2026. WHO.
  6. World Health Organization. WHO guideline on control and elimination of human schistosomiasis. 2022. WHO Guideline.
  7. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Clinical Care of Schistosomiasis. 4 Mar 2024. CDC.
  8. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Clinical Testing and Diagnosis for Schistosomiasis. 11 Mar 2024. CDC.
  9. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Clinical Overview of Schistosomiasis. 11 Mar 2024. CDC.

Aviso importante

Material educacional de apoio à decisão clínica. Não substitui avaliação individualizada, protocolos institucionais, serviço de referência, infectologia, pediatria/obstetrícia nem consulta às bulas. Doses por peso, função renal/hepática, formas focais graves, gestação e profilaxia após exposição devem ser conferidas antes da prescrição.

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