2025

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Leucocoria

Leucocoria A leucocoria é um sinal oftalmológico caracterizado por um reflexo pupilar branco, em vez do reflexo vermelho normal observado ao incidir luz nos olhos. Esse achado pode indicar a presença de diversas doenças oculares, algumas potencialmente graves, como o retinoblastoma, catarata congênita e a persistência do vítreo primário hiperplásico. Fisiopatologia A leucocoria ocorre devido à obstrução ou modificação do eixo visual, resultando em um reflexo anormal da pupila. A luz que entra no olho normalmente reflete a retina e retorna um reflexo vermelho. Quando há opacidade nos meios ópticos, desorganização da retina ou outras anomalias, a luz reflete de maneira anormal, causando a aparência esbranquiçada na pupila. Essa condição pode ser causada por diversas patologias, sendo fundamental a identificação precoce para um manejo adequado.   A leucocoria pode ser percebida em fotografias com flash, quando um dos olhos apresenta um reflexo branco em vez do reflexo vermelho normal. O exame clínico deve ser minucioso, incluindo o teste do reflexo vermelho e a fundoscopia para avaliação da retina e do cristalino. Entre as principais condições associadas à leucocoria, destacam-se: Retinoblastoma: Tumor ocular maligno mais comum na infância, frequentemente identificado pela leucocoria. Catarata congênita: Opacificação do cristalino que impede a passagem da luz. Descolamento de retina: Pode ocorrer em diversas condições congênitas ou adquiridas. Persistência do vítreo primário hiperplásico (PVPH): Anomalia congênita do desenvolvimento ocular. Doença de Coats: Doença vascular que causa exsudação e descolamento da retina. Toxoplasmose ocular congênita: Pode resultar em cicatrizes retinianas com leucocoria associada. Tratamento O tratamento da leucocoria depende da causa subjacente. Algumas abordagens incluem: Cirurgia: Indicada para catarata congênita, descolamento de retina e PVPH. Quimioterapia, radioterapia ou enucleação: Opções para tratamento do retinoblastoma. Fotocoagulação a laser ou crioterapia: Utilizadas para tratar a doença de Coats em estágios iniciais. Correção de erros refrativos e reabilitação visual: Para minimizar impactos na acuidade visual em casos de anomalias menos severas. Acompanhamento oftalmológico rigoroso: Essencial para monitoramento da progressão da doença e intervenção precoce. Referências Kanski, J. J., Bowling, B. “Oftalmologia Clínica: Uma Abordagem Sistemática”. Elsevier, 2015. Yanoff, M., Duker, J. S. “Oftalmologia de Yanoff e Duker”. Elsevier, 2018. American Academy of Ophthalmology. “Microphthalmia and Anophthalmia: Diagnosis and Management”. Sociedade Brasileira de Oftalmologia. “Diretrizes para Avaliação de Malformações Congênitas Oculares”. Deixe um comentário Cancelar resposta Conectado como Dr. Marcelo Negreiros. Edite seu perfil. Sair? Campos obrigatórios são marcados com * Message* Também pode te interessar… Atlas de Oftalmo Leucocoria Dr. Marcelo Negreiros fevereiro 27, 2025 Atlas de Oftalmo Anoftalmia Dr. Marcelo Negreiros fevereiro 27, 2025 Atlas de Oftalmo Microftalmia Dr. Marcelo Negreiros fevereiro 26, 2025 Atlas de Oftalmo Conjuntivite Alérgica Dr. Marcelo Negreiros fevereiro 20, 2025

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Anoftalmia

Anoftalmia A anoftalmia é uma condição congênita ou adquirida caracterizada pela ausência de um ou ambos os globos oculares. Essa anomalia pode ocorrer isoladamente ou estar associada a outras malformações craniofaciais e síndromes genéticas. O diagnóstico precoce e a intervenção multidisciplinar são fundamentais para o manejo adequado da condição. Fisiopatologia A anoftalmia congênita ocorre devido a falhas no desenvolvimento do olho durante a embriogênese, resultando na ausência completa do globo ocular. Essa condição pode ser causada por mutações genéticas, infecções intrauterinas (rubéola, toxoplasmose, citomegalovírus), exposição a agentes teratogênicos ou deficiências nutricionais maternas. A anoftalmia adquirida, por sua vez, pode resultar de trauma grave, infecções severas ou cirurgias oculares para remoção do globo ocular em casos de tumores malignos, como o retinoblastoma. A anoftalmia congênita geralmente é identificada ao nascimento, sendo caracterizada pela ausência visível do globo ocular e, em alguns casos, por uma cavidade orbitária subdesenvolvida. O desenvolvimento da face pode ser assimétrico devido à falta de estímulo de crescimento da órbita. Em exames complementares, como ultrassonografia ocular e ressonância magnética, pode-se confirmar a ausência total do tecido ocular e avaliar a presença de outras anomalias associadas. Em casos adquiridos, a cavidade orbitária pode apresentar retração progressiva se não for adequadamente manejada. Tratamento O tratamento da anoftalmia depende do tipo e da gravidade do quadro clínico. As principais abordagens incluem: Próteses oculares personalizadas, essenciais para promover o crescimento adequado da cavidade orbitária em crianças e para a estética facial em adultos. Expansores orbitários, usados em crianças com cavidade subdesenvolvida para estimular o crescimento ósseo e o desenvolvimento facial. Cirurgias reconstrutivas, indicadas em casos de anoftalmia adquirida para adaptação da cavidade orbitária antes da colocação de uma prótese. Acompanhamento multidisciplinar, envolvendo oftalmologistas, cirurgiões plásticos, geneticistas e terapeutas ocupacionais, garantindo um manejo adequado e reabilitação funcional e estética. Nos casos em que a anoftalmia está associada a síndromes genéticas, a avaliação genética é fundamental para aconselhamento familiar e planejamento terapêutico. Referências Kanski, J. J., Bowling, B. “Oftalmologia Clínica: Uma Abordagem Sistemática”. Elsevier, 2015. Yanoff, M., Duker, J. S. “Oftalmologia de Yanoff e Duker”. Elsevier, 2018. American Academy of Ophthalmology. “Microphthalmia and Anophthalmia: Diagnosis and Management”. Sociedade Brasileira de Oftalmologia. “Diretrizes para Avaliação de Malformações Congênitas Oculares”. Deixe um comentário Cancelar resposta Conectado como Dr. Marcelo Negreiros. Edite seu perfil. Sair? Campos obrigatórios são marcados com * Message* Também pode te interessar… Atlas de Oftalmo Anoftalmia Dr. Marcelo Negreiros fevereiro 27, 2025 Atlas de Oftalmo Microftalmia Dr. Marcelo Negreiros fevereiro 26, 2025 Atlas de Oftalmo Conjuntivite Alérgica Dr. Marcelo Negreiros fevereiro 20, 2025 Atlas de Oftalmo Conjuntivite Bacteriana Dr. Marcelo Negreiros fevereiro 20, 2025

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Microftalmia

Microftalmia A microftalmia é uma anomalia congênita caracterizada pelo desenvolvimento anormalmente pequeno de um ou ambos os olhos. A condição pode variar em gravidade, desde formas leves até casos severos em que o olho é significativamente reduzido ou ausente. Essa alteração pode estar associada a outras malformações oculares e síndromes genéticas. Fisiopatologia A microftalmia ocorre devido a falhas no desenvolvimento ocular durante as primeiras semanas de gestação. A interrupção no crescimento do globo ocular pode ser causada por mutações genéticas, exposição a agentes teratogênicos (como infecções congênitas por rubéola, toxoplasmose ou citomegalovírus), deficiências nutricionais maternas ou exposição a substâncias tóxicas durante a gravidez. Dependendo da gravidade da alteração, a estrutura ocular pode ser funcional ou apresentar anormalidades que comprometam a visão. A microftalmia pode ser identificada ao nascimento ou nos primeiros meses de vida. O olho afetado é visivelmente menor do que o normal e pode apresentar opacidades corneanas, colobomas ou anormalidades no cristalino e na retina. Em casos mais graves, o olho pode estar completamente ausente (anoftalmia). A acuidade visual varia conforme a extensão do comprometimento estrutural, podendo ir de leve redução visual até cegueira completa. Exames oftalmológicos detalhados, como ultrassonografia ocular e ressonância magnética, são essenciais para avaliar a anatomia interna do olho e planejar abordagens terapêuticas. Tratamento O tratamento da microftalmia depende do grau de comprometimento ocular e da presença de outras anomalias. As principais abordagens incluem: Uso de próteses oculares para estimular o crescimento da cavidade orbitária e melhorar a estética facial em casos graves. Correção cirúrgica de anormalidades associadas, como coloboma ou catarata congênita. Óculos ou lentes de contato especiais, quando há algum grau de função visual preservada. Acompanhamento multidisciplinar com oftalmologistas, geneticistas e terapeutas ocupacionais para otimizar a adaptação do paciente à sua condição. Nos casos associados a síndromes genéticas, a avaliação genética é fundamental para diagnóstico preciso e aconselhamento familiar. Referências Kanski, J. J., Bowling, B. “Oftalmologia Clínica: Uma Abordagem Sistemática”. Elsevier, 2015. Yanoff, M., Duker, J. S. “Oftalmologia de Yanoff e Duker”. Elsevier, 2018. American Academy of Ophthalmology. “Microphthalmia and Anophthalmia: Diagnosis and Management”. Sociedade Brasileira de Oftalmologia. “Diretrizes para Avaliação de Malformações Congênitas Oculares”. Deixe um comentário Cancelar resposta Conectado como Dr. Marcelo Negreiros. Edite seu perfil. Sair? Campos obrigatórios são marcados com * Message* Também pode te interessar… Atlas de Oftalmo Microftalmia Dr. Marcelo Negreiros fevereiro 26, 2025 Atlas de Oftalmo Conjuntivite Alérgica Dr. Marcelo Negreiros fevereiro 20, 2025 Atlas de Oftalmo Conjuntivite Bacteriana Dr. Marcelo Negreiros fevereiro 20, 2025 Atlas de Oftalmo Conjuntivite Viral Dr. Marcelo Negreiros fevereiro 20, 2025

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Atenção Primária Prisional

Atenção Primária Prisional A Atenção Primária Prisional no Brasil é regida pela Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional (PNAISP), instituída em 2014. Esta política visa garantir que indivíduos privados de liberdade tenham acesso integral aos serviços de saúde oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), assegurando cuidados contínuos e de qualidade. Principais Objetivos do Programa A PNAISP tem como principal objetivo promover a cidadania e a inclusão social das pessoas privadas de liberdade, assegurando-lhes acesso universal e equânime aos serviços de saúde. Além disso, busca-se a atenção integral às necessidades dessa população, com ênfase em atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais. Componentes Estruturais Para a efetivação da PNAISP, foram estabelecidos os seguintes componentes estruturais:​ Equipes de Atenção Primária Prisional (EAPP): Formadas por profissionais de saúde capacitados para atuar no ambiente prisional, essas equipes são responsáveis por desenvolver ações de promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde dos internos.  Unidades Básicas de Saúde Prisional (UBSP): Espaços físicos dentro das unidades prisionais equipados para oferecer atendimento básico de saúde, funcionando como pontos de atenção da Rede de Atenção à Saúde (RAS) do SUS. Metodologia de Implementação A implementação da PNAISP ocorre por meio da adesão voluntária dos estados e municípios, que devem seguir os seguintes passos:​ Adesão Estadual e Municipal: Os governos estaduais e municipais formalizam a adesão à PNAISP, comprometendo-se com a implantação das ações previstas. ​ Formação das EAPP: Constituição das equipes multiprofissionais de saúde para atuação nas unidades prisionais.​ Estruturação das UBSP: Adequação dos espaços físicos nas unidades prisionais para o funcionamento das Unidades Básicas de Saúde Prisional.​ Integração com a Rede de Saúde: Articulação entre as unidades prisionais e os demais pontos da Rede de Atenção à Saúde para garantir a continuidade do cuidado. Desde a implementação da PNAISP, observou-se um aumento significativo no número de equipes de atenção primária prisional. Em 2023, o Brasil registrou um crescimento de mais de 80% nessas equipes, totalizando 588 grupos dedicados ao cuidado e assistência das pessoas privadas de liberdade. ​ Referências Ministério da Saúde. Sobre a PNAISP. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/pnaisp/sobre-a-pnaisp. Acesso em: 26 fev. 2025. Conselho Nacional do Ministério Público. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional. Disponível em: https://www.cnmp.mp.br/portal/images/Publicacoes/documentos/2023/pnaisp.pdf. Acesso em: 26 fev. 2025. Agência Brasil. Ministério da Saúde amplia em mais de 80% as equipes de atenção primária prisional. Disponível em: https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202402/ministerio-da-saude-amplia-em-mais-de-80-as-equipes-de-atencao-primaria-prisional. Acesso em: 26 fev. 2025. Deixe um comentário Cancelar resposta Conectado como Dr. Marcelo Negreiros. Edite seu perfil. Sair? Campos obrigatórios são marcados com * Message* Também pode te interessar… Estudo do SUS Atenção Primária Prisional Dr. Marcelo Negreiros fevereiro 26, 2025 Estudo do SUS Academia da Saúde Dr. Marcelo Negreiros fevereiro 26, 2025 Estudo do SUS Nutri SUS Dr. Marcelo Negreiros fevereiro 26, 2025 Estudo do SUS Consultório na Rua Dr. Marcelo Negreiros fevereiro 26, 2025

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Academia da Saúde

Academia da Saúde A promoção da saúde e a prevenção de doenças são pilares essenciais para a construção de uma sociedade mais saudável. No Brasil, o Programa Academia da Saúde (PAS), criado em 2011 pelo Ministério da Saúde, surge como uma estratégia para incentivar práticas corporais, atividades físicas, alimentação saudável e ações de educação em saúde, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da população. Integrado à Atenção Primária à Saúde (APS), o programa busca fortalecer o cuidado preventivo por meio da implantação de polos estruturados em espaços públicos, onde profissionais capacitados desenvolvem ações para incentivar hábitos de vida saudáveis e reduzir o risco de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e obesidade. Com diferentes modalidades de polos e um enfoque multiprofissional, o Academia da Saúde se tornou uma referência na promoção do bem-estar físico e mental, alinhado às diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS). Além de atuar como um espaço de atividades físicas, o programa tem um papel fundamental na mobilização comunitária, integrando a população às ações de saúde pública e incentivando a participação social. Principais Objetivos do Programa O objetivo principal do Academia da Saúde é promover modos de vida saudáveis e fortalecer a produção do cuidado em saúde, por meio da implantação de polos estruturados onde são oferecidas atividades voltadas ao bem-estar físico, mental e social da comunidade. Ampliar o acesso da população às políticas de promoção da saúde Criar espaços adequados para o desenvolvimento de atividades que incentivem hábitos saudáveis. Oferecer um ambiente seguro e acessível para diferentes faixas etárias. Estimular a prática regular de atividades físicas e esportivas Reduzir o sedentarismo e o risco de doenças associadas, como obesidade, hipertensão e diabetes. Promover a integração social por meio de práticas corporais e esportivas comunitárias. Fortalecer a educação em saúde e a autonomia da população no autocuidado Realizar ações de orientação nutricional, controle do estresse e educação em saúde, promovendo uma maior conscientização sobre a importância de hábitos saudáveis. Incentivar mudanças de comportamento que contribuam para a longevidade e qualidade de vida. Reduzir os índices de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) Prevenir e controlar doenças como hipertensão arterial, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e transtornos mentais por meio da promoção da atividade física e da alimentação saudável. Apoiar a adesão de pacientes com DCNT a tratamentos e acompanhamento contínuo. Criar espaços adequados para o desenvolvimento de atividades que incentivem hábitos saudáveis. Oferecer um ambiente seguro e acessível para diferentes faixas etárias. Reduzir o sedentarismo e o risco de doenças associadas, como obesidade, hipertensão e diabetes. Promover a integração social por meio de práticas corporais e esportivas comunitárias. Realizar ações de orientação nutricional, controle do estresse e educação em saúde, promovendo uma maior conscientização sobre a importância de hábitos saudáveis. Incentivar mudanças de comportamento que contribuam para a longevidade e qualidade de vida. Prevenir e controlar doenças como hipertensão arterial, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e transtornos mentais por meio da promoção da atividade física e da alimentação saudável. Apoiar a adesão de pacientes com DCNT a tratamentos e acompanhamento contínuo. O Programa Academia da Saúde é, portanto, uma estratégia fundamental para fortalecer a atenção primária e proporcionar à população um espaço acessível, seguro e estruturado para práticas de saúde, lazer e bem-estar, impactando positivamente a saúde pública e a qualidade de vida dos brasileiros. Componentes Estruturais do Programa Academia da Saúde O Programa Academia da Saúde (PAS) foi desenvolvido com uma estrutura física e organizacional planejada para garantir um espaço adequado à prática de atividades físicas, promoção da saúde e educação em saúde. Os polos da Academia da Saúde contam com infraestrutura, equipamentos e profissionais qualificados, possibilitando um atendimento eficiente e acessível à população. O Ministério da Saúde classifica os polos da Academia da Saúde em três modalidades, de acordo com o tamanho da infraestrutura e os serviços ofertados: Polos Básicos (300 m²): Contam com infraestrutura essencial para a realização de atividades físicas e educativas, incluindo uma área de vivência e equipamentos básicos. Polos Intermediários (400 m²): Possuem uma estrutura mais ampla, com maior variedade de equipamentos para práticas corporais e ações integradas de saúde. Polos Ampliados (500 m² ou mais): São os espaços mais completos, com estrutura para diversas modalidades de atividades físicas, salas para atendimento individual e coletivo, além de áreas para práticas integrativas. Cada polo é projetado para atender às necessidades da comunidade local, garantindo acessibilidade e integração com outros serviços da Atenção Primária à Saúde (APS). Referências BRASIL. Ministério da Saúde. Programa Academia da Saúde. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/academia-da-saude. Acesso em: 26 fev. 2025. BRASIL. Ministério da Saúde. Cartilha Informativa: Programa Academia da Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/academia_saude_cartilha.pdf. Acesso em: 26 fev. 2025. CARVALHO, F.F.B.; JAIME, P.C. O Programa Academia da Saúde – um estabelecimento de saúde da Atenção Básica. Saúde em Debate, v. 43, n. 121, p. 347-356, 2019. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/334712362_O_Programa_Academia_da_Saude_-_um_estabelecimento_de_saude_da_Atencao_Basica. Acesso em: 26 fev. 2025. Deixe um comentário Cancelar resposta Conectado como Dr. Marcelo Negreiros. Edite seu perfil. Sair? Campos obrigatórios são marcados com * Message* Também pode te interessar… Estudo do SUS Academia da Saúde Dr. Marcelo Negreiros fevereiro 26, 2025 Estudo do SUS Nutri SUS Dr. Marcelo Negreiros fevereiro 26, 2025 Estudo do SUS Consultório na Rua Dr. Marcelo Negreiros fevereiro 26, 2025 Estudo do SUS Conselho Nacional de Saúde Dr. Marcelo Negreiros outubro 29, 2024

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Nutri SUS

Nutri SUS A nutrição adequada nos primeiros anos de vida é essencial para o crescimento saudável, o desenvolvimento cognitivo e a prevenção de doenças. No Brasil, a deficiência de micronutrientes, especialmente o ferro, ainda é um problema significativo de saúde pública, levando a quadros como a anemia ferropriva, que pode comprometer o desenvolvimento infantil. Para enfrentar essa realidade, o Sistema Único de Saúde (SUS) implementou o NutriSUS, uma estratégia de fortificação alimentar com micronutrientes em pó, voltada para crianças de 6 a 48 meses. Esse programa tem como objetivo suplementar a alimentação infantil com ferro, zinco, vitaminas do complexo B, vitamina A e outros nutrientes essenciais, prevenindo e combatendo carências nutricionais. Os sachês de micronutrientes são distribuídos principalmente em creches públicas e unidades de educação infantil, sendo adicionados às refeições das crianças sem alterar sabor ou textura dos alimentos. A implementação do NutriSUS ocorre de forma integrada com a Atenção Primária à Saúde (APS) e o Programa Saúde na Escola (PSE), promovendo não apenas a suplementação, mas também a conscientização das famílias e profissionais sobre a importância da nutrição infantil. Principais Objetivos do Programa O NutriSUS é uma estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) que tem como principal objetivo reduzir a deficiência de micronutrientes em crianças de 6 a 48 meses, garantindo um desenvolvimento saudável e prevenindo doenças associadas à desnutrição. A fortificação alimentar com micronutrientes em pó busca suprir carências nutricionais e promover o crescimento adequado na infância, um período crítico para o desenvolvimento físico e cognitivo. Prevenir e reduzir a anemia ferropriva e outras deficiências nutricionais A deficiência de ferro é uma das principais causas de anemia em crianças, impactando diretamente sua capacidade de aprendizado, crescimento e imunidade. O NutriSUS fornece suplementação regular para prevenir essa condição e reduzir sua prevalência. Promover o desenvolvimento saudável na primeira infância A ingestão adequada de micronutrientes, como ferro, zinco, vitamina A e vitaminas do complexo B, é essencial para o desenvolvimento neurocognitivo e motor. O NutriSUS busca garantir que as crianças tenham acesso a esses nutrientes de forma eficaz. Fortalecer a alimentação escolar e domiciliar Os sachês do NutriSUS são adicionados às refeições servidas em creches públicas e instituições de educação infantil, enriquecendo a alimentação oferecida às crianças. Isso contribui para que a dieta infantil seja mais equilibrada e adequada às necessidades nutricionais. Reduzir impactos da desnutrição e melhorar indicadores de saúde infantil A falta de micronutrientes pode comprometer o sistema imunológico e aumentar a vulnerabilidade das crianças a infecções. O NutriSUS contribui para a redução da morbidade e mortalidade infantil, fortalecendo a resistência do organismo a doenças. Promover equidade no acesso à nutrição adequada O programa prioriza crianças em situação de vulnerabilidade social e nutricional, garantindo que aquelas que mais necessitam recebam os benefícios da fortificação alimentar. Dessa forma, o NutriSUS atua como uma importante ferramenta para a redução das desigualdades em saúde. Integrar ações de saúde e educação O NutriSUS funciona de maneira integrada com o Programa Saúde na Escola (PSE) e a Atenção Primária à Saúde (APS), fortalecendo a relação entre unidades de saúde, escolas e famílias. Essa integração possibilita o acompanhamento da saúde das crianças e o monitoramento dos impactos da suplementação nutricional. A deficiência de ferro é uma das principais causas de anemia em crianças, impactando diretamente sua capacidade de aprendizado, crescimento e imunidade. O NutriSUS fornece suplementação regular para prevenir essa condição e reduzir sua prevalência. A ingestão adequada de micronutrientes, como ferro, zinco, vitamina A e vitaminas do complexo B, é essencial para o desenvolvimento neurocognitivo e motor. O NutriSUS busca garantir que as crianças tenham acesso a esses nutrientes de forma eficaz. Os sachês do NutriSUS são adicionados às refeições servidas em creches públicas e instituições de educação infantil, enriquecendo a alimentação oferecida às crianças. Isso contribui para que a dieta infantil seja mais equilibrada e adequada às necessidades nutricionais. A falta de micronutrientes pode comprometer o sistema imunológico e aumentar a vulnerabilidade das crianças a infecções. O NutriSUS contribui para a redução da morbidade e mortalidade infantil, fortalecendo a resistência do organismo a doenças. O programa prioriza crianças em situação de vulnerabilidade social e nutricional, garantindo que aquelas que mais necessitam recebam os benefícios da fortificação alimentar. Dessa forma, o NutriSUS atua como uma importante ferramenta para a redução das desigualdades em saúde. O NutriSUS funciona de maneira integrada com o Programa Saúde na Escola (PSE) e a Atenção Primária à Saúde (APS), fortalecendo a relação entre unidades de saúde, escolas e famílias. Essa integração possibilita o acompanhamento da saúde das crianças e o monitoramento dos impactos da suplementação nutricional. Estudos indicam que estratégias de fortificação alimentar, como o NutriSUS, são eficazes na redução de casos de anemia infantil e na melhoria do estado nutricional das crianças. Além disso, o programa tem potencial para melhorar o desempenho escolar, já que uma alimentação balanceada está diretamente relacionada à capacidade de aprendizado e concentração. Metodologia de Implementação A implementação do NutriSUS segue uma abordagem estruturada para garantir que a suplementação com micronutrientes em pó chegue às crianças de maneira eficiente e segura. O programa é conduzido de forma integrada com a Atenção Primária à Saúde (APS) e o Programa Saúde na Escola (PSE), permitindo o acompanhamento contínuo das crianças beneficiadas. Manifestação de interesse: Os municípios interessados devem formalizar sua adesão junto ao Ministério da Saúde. Capacitação das equipes: Profissionais de saúde e educação recebem treinamento sobre o uso correto dos micronutrientes e a importância da fortificação alimentar. Distribuição dos sachês: O governo federal fornece os sachês de micronutrientes às unidades participantes, garantindo o abastecimento adequado para o público-alvo. O NutriSUS disponibiliza sachês de fortificação alimentar contendo uma mistura de 15 vitaminas e minerais essenciais, incluindo ferro, zinco, vitaminas do complexo B e vitamina A. A administração é feita da seguinte forma: Cada criança recebe um sachê por dia, durante cinco dias por semana, misturado na comida já preparada (como arroz, feijão ou purês). O pó não altera o sabor, cheiro ou textura dos alimentos, facilitando a aceitação pelas crianças. O ciclo de

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Consultório na Rua

Consultório na Rua A população em situação de rua enfrenta múltiplas vulnerabilidades que comprometem sua saúde e dificultam o acesso aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). As barreiras sociais, econômicas e estruturais tornam esse grupo mais suscetível a doenças crônicas, infecções, transtornos mentais e uso abusivo de substâncias, além de agravos relacionados à falta de moradia, higiene e alimentação adequada. Para enfrentar essa realidade e garantir a equidade no cuidado, o SUS implementou os Consultórios na Rua (CnR), uma estratégia da Atenção Primária à Saúde (APS) que busca oferecer atendimento itinerante, humanizado e adaptado às necessidades dessa população. Com equipes multiprofissionais que atuam diretamente nos territórios, os CnR realizam consultas médicas, acolhimento psicossocial, distribuição de insumos, orientação em saúde e encaminhamento para outros serviços da rede de atenção. O que são os Consultórios na Rua? Diferentemente das Unidades Básicas de Saúde (UBS) convencionais, os Consultórios na Rua funcionam de forma itinerante, ou seja, as equipes de saúde vão até onde a população em situação de rua está. Isso inclui praças, viadutos, ocupações, abrigos e outros espaços onde essas pessoas vivem ou transitam. Dessa forma, o serviço se adapta às necessidades desse grupo, levando o cuidado médico, psicológico e social diretamente até eles. Os CnR trabalham com um enfoque multiprofissional, contando com médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, agentes comunitários de saúde e outros profissionais que atuam juntos para oferecer não apenas atendimento clínico, mas também suporte psicossocial, orientação sobre direitos e encaminhamento para outros serviços da rede de atenção à saúde. Além do tratamento de doenças e agravos comuns nesse público, como tuberculose, infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), transtornos mentais e dependência química, os Consultórios na Rua desempenham um papel essencial na promoção da saúde, prevenção de agravos e fortalecimento do vínculo entre os serviços de saúde e a população mais vulnerável. Ao longo dos anos, essa estratégia tem se consolidado como uma ferramenta essencial para a ampliação do acesso à saúde, garantindo que os princípios de universalidade, equidade e integralidade do SUS sejam efetivados para aqueles que mais precisam. Funcionamento e Composição das Equipes Os Consultórios na Rua (CnR) são uma iniciativa do Sistema Único de Saúde (SUS) que visa ampliar o acesso da população em situação de rua aos serviços de saúde, oferecendo atenção integral e humanizada. Instituídos pela Política Nacional de Atenção Básica em 2011, os CnR operam de forma itinerante, levando cuidados de saúde diretamente aos locais onde essa população se encontra, como ruas, praças e abrigos. As equipes dos CnR desenvolvem suas atividades de maneira flexível e adaptada às necessidades da população em situação de rua. As principais características do funcionamento incluem: Atendimento Itinerante: As equipes deslocam-se até os locais de permanência da população em situação de rua, realizando abordagens ativas e oferecendo serviços de saúde diretamente no território. Horário de Funcionamento: As atividades são planejadas para atender às demandas específicas dessa população, podendo ocorrer em períodos diurnos e/ou noturnos, durante todos os dias da semana, com uma carga horária mínima semanal de 30 horas. Articulação em Rede: As ações são integradas com Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), serviços de urgência e emergência, além de outras instituições que compõem a rede de assistência social, garantindo um cuidado contínuo e abrangente. As equipes dos Consultórios na Rua são multiprofissionais, compostas por profissionais de diferentes áreas que trabalham de forma integrada para atender às diversas necessidades de saúde da população em situação de rua. A composição das equipes varia conforme a modalidade, definida pelo Ministério da Saúde: Modalidade I: Composta por, no mínimo, 4 profissionais, sendo obrigatória a presença de pelo menos 2 dos seguintes: enfermeiro, psicólogo, assistente social ou terapeuta ocupacional. Os demais membros podem incluir agente social, técnico ou auxiliar de enfermagem, técnico em saúde bucal, cirurgião-dentista, profissional de educação física ou profissional com formação em arte e educação. Modalidade II: Formada por, no mínimo, 6 profissionais, com a exigência de pelo menos 3 dos seguintes: enfermeiro, psicólogo, assistente social ou terapeuta ocupacional. Os outros integrantes podem ser escolhidos entre as mesmas categorias mencionadas na Modalidade I. Modalidade III: Equivalente à Modalidade II, acrescida de um profissional médico, totalizando, no mínimo, 7 profissionais. Além desses profissionais, as equipes podem contar com Agentes Comunitários de Saúde (ACS) para fortalecer a ligação entre os serviços de saúde e a comunidade atendida. Referências BRASIL. Ministério da Saúde. Consultório na Rua. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/consultorio-na-rua. Acesso em: 26 fev. 2025. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Política Nacional para a População em Situação de Rua e o SUS. Brasília: Ministério da Saúde, 2011. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_populacao_rua.pdf. Acesso em: 26 fev. 2025. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Diretrizes para a organização e implementação dos Consultórios na Rua no SUS. Brasília: Ministério da Saúde, 2012. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_consultorios_rua_sus.pdf. Acesso em: 26 fev. 2025. FIOCRUZ. Estratégias de cuidado à população em situação de rua no Brasil: desafios e avanços. Disponível em: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/45131. Acesso em: 26 fev. 2025. PAHO/WHO – Organização Pan-Americana da Saúde. Atenção Primária à Saúde no Brasil e experiências internacionais. Disponível em: https://www.paho.org/pt/topicos/atencao-primaria-saude. Acesso em: 26 fev. 2025. Deixe um comentário Cancelar resposta Conectado como Dr. Marcelo Negreiros. Edite seu perfil. Sair? Campos obrigatórios são marcados com * Message* Também pode te interessar… Estudo do SUS Consultório na Rua Dr. Marcelo Negreiros fevereiro 26, 2025 Estudo do SUS Conselho Nacional de Saúde Dr. Marcelo Negreiros outubro 29, 2024 Estudo do SUS Objetivos e Atribuições Dr. Marcelo Negreiros outubro 22, 2024 Estudo do SUS Conselhos de Secretarias Municipais de Saúde Dr. Marcelo Negreiros outubro 22, 2024

Guia de Zoonoses

Esporotricose

Esporotricose A esporotricose é uma micose subcutânea causada por fungos do gênero Sporothrix, que acomete principalmente a pele e os tecidos linfáticos, mas também pode afetar órgãos internos, especialmente em indivíduos imunossuprimidos. Trata-se de uma zoonose emergente, com grande relevância em áreas urbanas e periurbanas, principalmente devido à transmissão por gatos infectados. É conhecida popularmente como “doença da roseira”, embora hoje sua principal fonte de infecção esteja associada ao contato com animais, principalmente felinos. Agente Etiológico Sporothrix schenckii O agente etiológico mais comum da esporotricose é o fungo Sporothrix schenckii e outras espécies do complexo Sporothrix (como S. brasiliensis, S. globosa e S. mexicana). Trata-se de um fungo dimórfico, ou seja, apresenta formas diferentes dependendo da temperatura: é filamentoso no ambiente (25°C) e leveduriforme nos tecidos humanos (37°C). Epidemiologia A esporotricose é endêmica em várias regiões tropicais e subtropicais do mundo, mas o Brasil tem se destacado por apresentar surtos urbanos com transmissão zoonótica, especialmente envolvendo gatos. No estado do Rio de Janeiro, entre 1998 e 2022, foram registrados mais de 12 mil casos, com uma clara tendência de crescimento nos últimos anos. A doença também é relatada em São Paulo, Bahia, Minas Gerais e outros estados, muitas vezes associada a populações em vulnerabilidade social, onde o contato com animais não tratados é mais frequente. A mortalidade é baixa nas formas cutâneas, mas pode atingir níveis preocupantes nas formas sistêmicas, particularmente em pacientes com HIV. A morbidade, no entanto, é elevada, pois a doença pode causar cicatrizes deformantes e exigir meses de tratamento. O paciente típico é um adulto jovem, geralmente do sexo feminino, com histórico de contato próximo com gatos doentes ou de trabalho em jardinagem. Principais Reservatórios Os principais reservatórios são: Gatos domésticos infectados, que eliminam o fungo por meio de lesões ulceradas, saliva e secreções. Ambiente: Solo, palha, vegetação em decomposição, principalmente em áreas rurais ou jardins. A transmissão ocorre principalmente por arranhaduras, mordeduras ou contato com secreção de gatos infectados, mas também pode ocorrer por inoculação traumática com materiais orgânicos contaminados. Ciclo de Vida Não há um ciclo de vida complexo com hospedeiros intermediários. O fungo vive no ambiente como micélio (forma filamentosa) e, ao penetrar na pele humana, transforma-se em levedura. Essa forma leveduriforme se multiplica nos tecidos, provocando resposta inflamatória local. Em indivíduos imunocomprometidos, pode ocorrer disseminação hematogênica para outros órgãos. Quadro Clínico A esporotricose pode se manifestar de formas variadas, e o reconhecimento das apresentações clínicas facilita o diagnóstico precoce. O início geralmente ocorre com o surgimento de um nódulo ou pápula no local da inoculação (braços, mãos, pernas ou face), que evolui para ulceração. Na forma cutâneo-linfática, que é a mais comum, essas lesões se espalham seguindo os vasos linfáticos. Formas disseminadas e extracutâneas são mais raras, ocorrendo principalmente em pacientes imunossuprimidos. Forma Cutânea (Mais Comum) A esporotricose cutânea ocorre quando o fungo Sporothrix spp. penetra na pele através de ferimentos ou arranhaduras, frequentemente associada ao contato com gatos infectados ou material vegetal contaminado. Inicialmente, aparece um nódulo avermelhado e indolor, que pode ulcerar e drenar secreção purulenta. Em algumas semanas, novas lesões surgem ao longo do trajeto dos vasos linfáticos, formando um padrão característico chamado esporotricose cutâneo-linfática. Além dessa apresentação, há também a forma cutânea fixa, na qual a infecção se restringe a uma única lesão nodular ou ulcerada, sem disseminação linfática. Esse tipo é mais frequente em indivíduos com boa resposta imunológica. Mucosas O fungo pode afetar mucosas, especialmente do nariz, boca e faringe, causando úlceras dolorosas e crônicas. Essa forma é menos comum, mas pode ocorrer em pessoas que inalam o fungo ou em casos de disseminação a partir de lesões cutâneas. Pulmonar Embora rara, a esporotricose pulmonar pode ocorrer quando o fungo é inalado, principalmente em trabalhadores expostos a grandes quantidades de material contaminado, como agricultores e jardineiros. A infecção pode se manifestar como tosse persistente, febre, dor torácica e sintomas semelhantes à tuberculose, com formação de nódulos pulmonares ou cavitações. Forma Disseminada A esporotricose disseminada é a forma mais grave da doença e ocorre quando o fungo se espalha pela corrente sanguínea, afetando órgãos internos como pulmões, fígado, ossos e até o sistema nervoso central. Esse quadro é mais comum em pacientes imunossuprimidos, como portadores de HIV/AIDS e pessoas em tratamento com imunossupressores. A doença pode levar a febre persistente, lesões cutâneas múltiplas, comprometimento ósseo e até meningite fúngica, tornando-se uma infecção potencialmente fatal se não tratada. A esporotricose cutânea ocorre quando o fungo Sporothrix spp. penetra na pele através de ferimentos ou arranhaduras, frequentemente associada ao contato com gatos infectados ou material vegetal contaminado. Inicialmente, aparece um nódulo avermelhado e indolor, que pode ulcerar e drenar secreção purulenta. Em algumas semanas, novas lesões surgem ao longo do trajeto dos vasos linfáticos, formando um padrão característico chamado esporotricose cutâneo-linfática. Além dessa apresentação, há também a forma cutânea fixa, na qual a infecção se restringe a uma única lesão nodular ou ulcerada, sem disseminação linfática. Esse tipo é mais frequente em indivíduos com boa resposta imunológica. O fungo pode afetar mucosas, especialmente do nariz, boca e faringe, causando úlceras dolorosas e crônicas. Essa forma é menos comum, mas pode ocorrer em pessoas que inalam o fungo ou em casos de disseminação a partir de lesões cutâneas. Embora rara, a esporotricose pulmonar pode ocorrer quando o fungo é inalado, principalmente em trabalhadores expostos a grandes quantidades de material contaminado, como agricultores e jardineiros. A infecção pode se manifestar como tosse persistente, febre, dor torácica e sintomas semelhantes à tuberculose, com formação de nódulos pulmonares ou cavitações. A esporotricose disseminada é a forma mais grave da doença e ocorre quando o fungo se espalha pela corrente sanguínea, afetando órgãos internos como pulmões, fígado, ossos e até o sistema nervoso central. Esse quadro é mais comum em pacientes imunossuprimidos, como portadores de HIV/AIDS e pessoas em tratamento com imunossupressores. A doença pode levar a febre persistente, lesões cutâneas múltiplas, comprometimento ósseo e até meningite fúngica, tornando-se uma infecção potencialmente fatal se não tratada. A infecção desencadeia uma reação inflamatória granulomatosa.

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Conjuntivite Alérgica

Voltar Conjuntivite Alérgica A conjuntivite alérgica é uma reação inflamatória da conjuntiva causada por uma resposta imune exagerada a alérgenos ambientais, como pólen, ácaros, pelos de animais e produtos químicos. Geralmente, acomete ambos os olhos e está associada a condições alérgicas sistêmicas, como rinite alérgica e asma. Fisiopatologia A conjuntivite alérgica ocorre devido a uma resposta de hipersensibilidade mediada por imunoglobulina E (IgE). Quando o alérgeno entra em contato com a conjuntiva, há ativação de mastócitos, que liberam histamina e outros mediadores inflamatórios. Essa reação leva a sintomas como prurido, hiperemia conjuntival, lacrimejamento e edema palpebral. Em casos crônicos, pode haver espessamento conjuntival e formação de papilas na conjuntiva tarsal. O olho com conjuntivite alérgica apresenta hiperemia conjuntival moderada, com um tom avermelhado e vasos dilatados visíveis. O sintoma mais característico é o prurido intenso, que leva o paciente a esfregar os olhos constantemente, piorando a inflamação. O lacrimejamento é frequente e acompanhado de secreção serosa, mas sem presença de pus, diferenciando-se da conjuntivite bacteriana. Pode haver edema palpebral e leve fotofobia. Em quadros crônicos ou sazonais, podem ser observadas papilas hipertrofiadas na conjuntiva tarsal superior. A evolução do quadro geralmente é recorrente e está relacionada à exposição a alérgenos, sendo mais comum durante determinadas estações do ano. Tratamento O tratamento da conjuntivite alérgica envolve o controle dos sintomas e a redução da exposição aos alérgenos. As principais abordagens incluem: Evitar o contato com alérgenos conhecidos, como pólen, poeira e pelos de animais. Lágrimas artificiais para ajudar a diluir e remover os alérgenos da superfície ocular. Colírios anti-histamínicos e estabilizadores de mastócitos, como olopatadina e cetotifeno, para reduzir a resposta alérgica. Corticosteroides tópicos de curta duração, apenas em casos graves e sob supervisão médica. Anti-histamínicos orais, como loratadina e cetirizina, quando a conjuntivite está associada a outros sintomas alérgicos. Compressas frias para aliviar o edema e a irritação ocular. O manejo adequado e a prevenção da exposição a alérgenos são essenciais para reduzir a recorrência da condição. Referências Kanski, J. J., Bowling, B. “Oftalmologia Clínica: Uma Abordagem Sistemática”. Elsevier, 2015. Yanoff, M., Duker, J. S. “Oftalmologia de Yanoff e Duker”. Elsevier, 2018. American Academy of Ophthalmology. “Bacterial Conjunctivitis: Diagnosis and Management”. Sociedade Brasileira de Oftalmologia. “Protocolo de Conjuntivites Alérgicas”. Deixe um comentário Cancelar resposta Conectado como Dr. Marcelo Negreiros. Edite seu perfil. Sair? Campos obrigatórios são marcados com * Message* Também pode te interessar… Atlas de Oftalmo Conjuntivite Alérgica Dr. Marcelo Negreiros fevereiro 20, 2025 Atlas de Oftalmo Conjuntivite Bacteriana Dr. Marcelo Negreiros fevereiro 20, 2025 Atlas de Oftalmo Conjuntivite Viral Dr. Marcelo Negreiros fevereiro 20, 2025 Atlas de Oftalmo Manchas de Bitot Dr. Marcelo Negreiros outubro 16, 2024

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Conjuntivite Bacteriana

Voltar Conjuntivite Bacteriana A conjuntivite bacteriana é uma infecção da conjuntiva causada por bactérias, resultando em inflamação, secreção purulenta e desconforto ocular. Pode afetar um ou ambos os olhos e sua transmissão ocorre por contato direto com secreções contaminadas, superfícies infectadas ou pelo uso compartilhado de objetos pessoais. Fisiopatologia A conjuntivite bacteriana ocorre quando bactérias patogênicas invadem a conjuntiva, desencadeando uma resposta inflamatória. Os principais agentes causadores incluem Staphylococcus aureus, Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae e Moraxella catarrhalis. Essas bactérias aderem ao epitélio conjuntival, promovem a liberação de toxinas e desencadeiam uma resposta inflamatória que resulta em edema, secreção purulenta e hiperemia ocular. O olho com conjuntivite bacteriana apresenta hiperemia conjuntival difusa, com vasos dilatados e um tom vermelho intenso. A secreção característica é espessa e purulenta, variando de amarelo a verde, podendo formar crostas ao redor dos olhos, especialmente ao despertar. O paciente frequentemente relata sensação de areia ou corpo estranho nos olhos, associada a ardência e desconforto. Em alguns casos, pode haver edema palpebral significativo, dificultando a abertura dos olhos pela manhã devido ao acúmulo de secreção seca. A fotofobia costuma ser leve ou ausente. O acometimento é, geralmente, unilateral no início, mas pode se espalhar para o outro olho rapidamente se não forem seguidos cuidados de higiene adequados. A evolução pode variar de 5 a 7 dias, com melhora progressiva caso haja tratamento adequado. Tratamento O tratamento da conjuntivite bacteriana é baseado no uso de antibióticos tópicos para erradicar a infecção e reduzir a inflamação. As principais medidas incluem: Antibióticos tópicos: colírios ou pomadas contendo ciprofloxacino, tobramicina, cloranfenicol ou sulfacetamida, aplicados conforme prescrição médica. Higiene rigorosa: lavar as mãos frequentemente e evitar tocar os olhos para reduzir a disseminação da infecção. Remoção da secreção: compressas mornas ajudam a remover crostas e aliviar o desconforto. Evitar o uso de lentes de contato durante a infecção para prevenir complicações adicionais. A maioria dos casos apresenta melhora significativa em 48 a 72 horas após o início do tratamento adequado. O uso de antibióticos deve ser mantido pelo período prescrito, mesmo que os sintomas melhorem antes do término do tratamento. Referências Kanski, J. J., Bowling, B. “Oftalmologia Clínica: Uma Abordagem Sistemática”. Elsevier, 2015. Yanoff, M., Duker, J. S. “Oftalmologia de Yanoff e Duker”. Elsevier, 2018. American Academy of Ophthalmology. “Bacterial Conjunctivitis: Diagnosis and Management”. Sociedade Brasileira de Oftalmologia. “Protocolo de Conjuntivites Infecciosas”. Deixe um comentário Cancelar resposta Conectado como Dr. Marcelo Negreiros. Edite seu perfil. Sair? Campos obrigatórios são marcados com * Message* Também pode te interessar… Atlas de Oftalmo Conjuntivite Bacteriana Dr. Marcelo Negreiros fevereiro 20, 2025 Atlas de Oftalmo Conjuntivite Viral Dr. Marcelo Negreiros fevereiro 20, 2025 Atlas de Oftalmo Manchas de Bitot Dr. Marcelo Negreiros outubro 16, 2024 Atlas de Oftalmo Arco Senil Dr. Marcelo Negreiros outubro 16, 2024

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