2025

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Bolha

Bolha A bolha é uma lesão elementar caracterizada por uma elevação circunscrita da pele, contendo líquido seroso, hemorrágico ou purulento, com diâmetro superior a 1 cm. Pode surgir de forma isolada ou múltipla e é uma evolução das vesículas, diferenciando-se apenas pelo tamanho. São observadas em diversas condições, como doenças autoimunes bolhosas, queimaduras, infecções e dermatites, sendo uma manifestação clínica de grande relevância diagnóstica. Fisiopatologia As bolhas resultam do acúmulo de fluido entre as camadas da pele, podendo ser: Intraepidérmicas → rompimento de queratinócitos ou degeneração celular (ex.: pênfigo vulgar). Subepidérmicas → clivagem entre epiderme e derme (ex.: penfigoide bolhoso, epidermólise bolhosa).Os mecanismos principais incluem: Espongiose intensa: edema intercelular acentuado (ex.: dermatite de contato grave). Degeneração balonizante: necrose de queratinócitos por infecção viral. Clivagem imunológica: autoanticorpos atacando desmossomos ou hemidesmossomos (ex.: pênfigo e penfigoide). Necrose epidérmica: destruição difusa da epiderme em reações graves como a síndrome de Stevens-Johnson e a necrólise epidérmica tóxica. Principais Causas Doenças autoimunes bolhosas: pênfigo vulgar, penfigoide bolhoso, dermatite herpetiforme. Infecções: impetigo bolhoso, herpes simples ou zoster em lesões maiores. Reações medicamentosas graves: síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica. Queimaduras: térmicas ou químicas de 2º grau. Outras: picadas de insetos, epidermólises hereditárias. Descrição Dermatológica Lesão elevada, circunscrita e de conteúdo líquido, com diâmetro > 1 cm. Conteúdo pode ser seroso, hemorrágico ou purulento. A parede pode ser fina e frágil (rompendo-se facilmente, como no pênfigo vulgar) ou espessa e tensa (mais resistente, como no penfigoide bolhoso). Após ruptura, deixa erosões úmidas e dolorosas, que podem evoluir para crostas ou ulcerações. Tratamento O manejo depende da causa: Doenças autoimunes: corticoides sistêmicos, imunossupressores (azatioprina, micofenolato, ciclofosfamida) e imunobiológicos (rituximabe). Infecções: antibióticos tópicos ou sistêmicos (ex.: impetigo bolhoso). Reações medicamentosas graves: suspensão imediata da droga, suporte intensivo hospitalar. Queimaduras: curativos estéreis, analgesia, prevenção de infecção e reposição volêmica em grandes extensões. Lesões isoladas benignas: podem ser apenas protegidas para evitar ruptura precoce. Doenças autoimunes bolhosas: pênfigo vulgar, penfigoide bolhoso, dermatite herpetiforme. Infecções: impetigo bolhoso, herpes simples ou zoster em lesões maiores. Reações medicamentosas graves: síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica. Queimaduras: térmicas ou químicas de 2º grau. Outras: picadas de insetos, epidermólises hereditárias. Lesão elevada, circunscrita e de conteúdo líquido, com diâmetro > 1 cm. Conteúdo pode ser seroso, hemorrágico ou purulento. A parede pode ser fina e frágil (rompendo-se facilmente, como no pênfigo vulgar) ou espessa e tensa (mais resistente, como no penfigoide bolhoso). Após ruptura, deixa erosões úmidas e dolorosas, que podem evoluir para crostas ou ulcerações. O manejo depende da causa: Doenças autoimunes: corticoides sistêmicos, imunossupressores (azatioprina, micofenolato, ciclofosfamida) e imunobiológicos (rituximabe). Infecções: antibióticos tópicos ou sistêmicos (ex.: impetigo bolhoso). Reações medicamentosas graves: suspensão imediata da droga, suporte intensivo hospitalar. Queimaduras: curativos estéreis, analgesia, prevenção de infecção e reposição volêmica em grandes extensões. Lesões isoladas benignas: podem ser apenas protegidas para evitar ruptura precoce. As bolhas podem se manifestar em qualquer região da pele e mucosas, dependendo da etiologia. Nas doenças autoimunes, como o penfigoide bolhoso, acometem principalmente o tronco, abdome e extremidades, sendo mais frequentes em idosos. Já o pênfigo vulgar tende a envolver mucosa oral e pele de forma disseminada em adultos de meia-idade. As bolhas infecciosas, como as do impetigo bolhoso, predominam em face e membros de crianças, enquanto as bolhas por queimaduras surgem em áreas de maior exposição a calor ou agentes químicos. A incidência varia conforme a causa: doenças autoimunes bolhosas são relativamente raras, enquanto bolhas por queimaduras e reações medicamentosas graves são mais comuns em ambientes hospitalares. Entre os principais fatores desencadeantes destacam-se autoimunidade, infecções bacterianas ou virais, traumas térmicos ou químicos, uso de fármacos (como antibióticos, anticonvulsivantes, anti-inflamatórios), predisposição genética e exposição a agentes ambientais irritativos. 📚 Referências Bibliográficas Azulay RD, Azulay DR. Dermatologia. 7ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2017. Fitzpatrick TB, Wolff K, et al. Fitzpatrick’s Dermatology in General Medicine. 9th ed. McGraw-Hill; 2019. Belda Junior W, Di Chiacchio N, Criado PR. Tratado de Dermatologia. 3ª ed. Atheneu; 2018. Deixe um comentário Cancelar resposta Conectado como Dr. Marcelo Negreiros. Edite seu perfil. Sair? Campos obrigatórios são marcados com * Message* Mais Calculadoras! Atlas de Dermatologia Bolha Dr. Marcelo Negreiros agosto 25, 2025 Atlas de Dermatologia Vesícula Dr. Marcelo Negreiros agosto 25, 2025 Atlas de Dermatologia Placa Dr. Marcelo Negreiros agosto 25, 2025 Atlas de Dermatologia Pápula Dr. Marcelo Negreiros agosto 25, 2025

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Vesícula

Vesícula A vesícula é uma lesão elementar caracterizada por uma elevação circunscrita da pele, de conteúdo líquido claro, com diâmetro menor que 1 cm. Trata-se de uma lesão frágil, de curta duração, que pode evoluir para ruptura e formação de crostas ou erosões. É uma manifestação comum em doenças infecciosas, inflamatórias e autoimunes, desempenhando papel diagnóstico importante em dermatologia, especialmente quando analisada em conjunto com a distribuição e o contexto clínico. Fisiopatologia A vesícula resulta do acúmulo de fluido seroso entre as camadas da pele. Esse líquido pode se localizar: Intraepidérmico → ruptura de queratinócitos e formação de espaços (ex.: herpes simples, dermatite de contato). Subepidérmico → clivagem entre a epiderme e a derme (ex.: penfigoide bolhoso em fase inicial).Os mecanismos envolvidos incluem: Espongiose: edema intercelular epidérmico (ex.: dermatite eczematosa). Degeneração balonizante: necrose de queratinócitos por infecção viral (ex.: herpes simples, varicela). Clivagem imunológica: ação de autoanticorpos contra componentes da junção dermoepidérmica (ex.: doenças bolhosas autoimunes). Principais Causas Infecciosas: herpes simples, herpes zoster, varicela, impetigo bolhoso inicial. Inflamatórias/alérgicas: dermatite de contato, dermatite herpetiforme. Autoimunes: penfigoide bolhoso, pênfigo vulgar (fase vesicular). Outras: queimaduras de 2º grau superficiais, reações medicamentosas. Descrição Dermatológica Lesão elevada, circunscrita, de conteúdo líquido claro ou citrino, geralmente menor que 1 cm. A parede é fina e frágil, rompendo-se facilmente. Pode ser isolada ou agrupada, formando aspecto em “cacho de uva” (típico do herpes simples). Após ruptura, deixam erosões úmidas, seguidas de crostas. Tratamento O manejo depende da etiologia: Infecções virais (herpes, varicela, zoster): antivirais (aciclovir, valaciclovir). Dermatite de contato/eczema vesicular: corticoides tópicos, compressas secativas, evitar agente causal. Doenças autoimunes: corticoides sistêmicos e imunossupressores (azatioprina, dapsona em dermatite herpetiforme). Queimaduras: curativos apropriados, analgesia e prevenção de infecção secundária. Infecciosas: herpes simples, herpes zoster, varicela, impetigo bolhoso inicial. Inflamatórias/alérgicas: dermatite de contato, dermatite herpetiforme. Autoimunes: penfigoide bolhoso, pênfigo vulgar (fase vesicular). Outras: queimaduras de 2º grau superficiais, reações medicamentosas. Lesão elevada, circunscrita, de conteúdo líquido claro ou citrino, geralmente menor que 1 cm. A parede é fina e frágil, rompendo-se facilmente. Pode ser isolada ou agrupada, formando aspecto em “cacho de uva” (típico do herpes simples). Após ruptura, deixam erosões úmidas, seguidas de crostas. O manejo depende da etiologia: Infecções virais (herpes, varicela, zoster): antivirais (aciclovir, valaciclovir). Dermatite de contato/eczema vesicular: corticoides tópicos, compressas secativas, evitar agente causal. Doenças autoimunes: corticoides sistêmicos e imunossupressores (azatioprina, dapsona em dermatite herpetiforme). Queimaduras: curativos apropriados, analgesia e prevenção de infecção secundária. As vesículas podem surgir em qualquer parte da pele ou mucosas, sendo mais prevalentes em determinadas condições clínicas. Nas infecções virais, como herpes simples e varicela, predominam em face, lábios, mucosa oral e região genital, enquanto no herpes zoster distribuem-se ao longo de um dermátomo. Na dermatite de contato, aparecem em áreas expostas ao agente desencadeante, como mãos, antebraços e face. Em doenças autoimunes como o penfigoide bolhoso e a dermatite herpetiforme, são mais frequentes em tronco e extremidades. Epidemiologicamente, as vesículas são muito comuns em crianças devido às doenças exantemáticas virais (varicela) e em adultos por reativações virais (herpes zoster). Entre os principais fatores desencadeantes estão infecções virais, contato com alérgenos, queimaduras térmicas ou químicas, uso de medicamentos e distúrbios autoimunes. 📚 Referências Bibliográficas Azulay RD, Azulay DR. Dermatologia. 7ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2017. Fitzpatrick TB, Wolff K, et al. Fitzpatrick’s Dermatology in General Medicine. 9th ed. McGraw-Hill; 2019. Belda Junior W, Di Chiacchio N, Criado PR. Tratado de Dermatologia. 3ª ed. Atheneu; 2018. Deixe um comentário Cancelar resposta Conectado como Dr. Marcelo Negreiros. Edite seu perfil. Sair? Campos obrigatórios são marcados com * Message* Mais Calculadoras! Atlas de Dermatologia Vesícula Dr. Marcelo Negreiros agosto 25, 2025 Atlas de Dermatologia Placa Dr. Marcelo Negreiros agosto 25, 2025 Atlas de Dermatologia Pápula Dr. Marcelo Negreiros agosto 25, 2025 Atlas de Dermatologia Melasma Dr. Marcelo Negreiros agosto 25, 2025

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Placa

Placa A placa é uma lesão elementar dermatológica definida como uma elevação sólida, plana e extensa da pele, com diâmetro superior a 1 cm. É considerada uma evolução ou confluência de múltiplas pápulas, podendo apresentar formas variadas e bordas bem ou mal delimitadas. As placas são manifestações comuns em doenças inflamatórias crônicas da pele, como psoríase e líquen plano, mas também podem ser observadas em processos infecciosos, autoimunes e neoplásicos. Fisiopatologia As placas surgem a partir de processos inflamatórios, proliferativos ou infiltrativos que acometem camadas superficiais da pele, provocando elevação sustentada e difusa. A fusão de múltiplas pápulas é o mecanismo mais frequente, mas também podem se originar do espessamento epidérmico (hiperplasia de queratinócitos), infiltração dérmica por células inflamatórias ou depósitos de substâncias (colágeno, mucina, amiloide). Em doenças como a psoríase, há hiperproliferação epidérmica acelerada, associada a disfunção imunológica. Já no lúpus eritematoso cutâneo, as placas resultam de processos autoimunes mediando inflamação crônica e dano tecidual. Principais Causas Inflamatórias crônicas: psoríase, líquen plano, dermatite atópica, dermatite seborreica. Autoimunes: lúpus eritematoso cutâneo, esclerodermia localizada. Infecciosas: hanseníase tuberculoide, micoses cutâneas crônicas. Neoplásicas: micose fungoide (linfoma cutâneo de células T). Descrição Dermatológica Lesão sólida, elevada e plana, com superfície que pode ser lisa, descamativa ou infiltrada. Diâmetro maior que 1 cm, geralmente bem delimitado. Coloração variável: eritematosa, violácea, acastanhada ou hipocrômica. Pode apresentar bordas nítidas (psoríase) ou difusas (dermatites crônicas). Disposição única ou múltipla, frequentemente em áreas simétricas. Tratamento O manejo depende da causa de base: Psoríase: corticoides tópicos, análogos da vitamina D, fototerapia, imunobiológicos em casos graves. Lúpus eritematoso cutâneo: fotoproteção, corticoides tópicos, antimaláricos (hidroxicloroquina). Líquen plano: corticoides tópicos ou sistêmicos, imunossupressores. Dermatite crônica: corticoides tópicos, hidratantes, imunomoduladores (tacrolimo, pimecrolimo). Hanseníase e infecções fúngicas: tratamento específico antimicrobiano/antifúngico. Inflamatórias crônicas: psoríase, líquen plano, dermatite atópica, dermatite seborreica. Autoimunes: lúpus eritematoso cutâneo, esclerodermia localizada. Infecciosas: hanseníase tuberculoide, micoses cutâneas crônicas. Neoplásicas: micose fungoide (linfoma cutâneo de células T). Lesão sólida, elevada e plana, com superfície que pode ser lisa, descamativa ou infiltrada. Diâmetro maior que 1 cm, geralmente bem delimitado. Coloração variável: eritematosa, violácea, acastanhada ou hipocrômica. Pode apresentar bordas nítidas (psoríase) ou difusas (dermatites crônicas). Disposição única ou múltipla, frequentemente em áreas simétricas. O manejo depende da causa de base: Psoríase: corticoides tópicos, análogos da vitamina D, fototerapia, imunobiológicos em casos graves. Lúpus eritematoso cutâneo: fotoproteção, corticoides tópicos, antimaláricos (hidroxicloroquina). Líquen plano: corticoides tópicos ou sistêmicos, imunossupressores. Dermatite crônica: corticoides tópicos, hidratantes, imunomoduladores (tacrolimo, pimecrolimo). Hanseníase e infecções fúngicas: tratamento específico antimicrobiano/antifúngico. As placas representam uma das manifestações cutâneas mais prevalentes em doenças inflamatórias e autoimunes. São particularmente comuns na psoríase, que afeta entre 1 e 3% da população mundial e apresenta predileção por áreas como cotovelos, joelhos, couro cabeludo e região lombossacra. No líquen plano, as placas ocorrem principalmente em superfícies flexoras dos punhos e tornozelos, enquanto no lúpus eritematoso cutâneo aparecem em áreas fotoexpostas, como face e colo. Em doenças infecciosas como a hanseníase, as placas são hipocrômicas ou eritematosas e surgem principalmente em membros e tronco. Os principais fatores desencadeantes incluem predisposição genética, estímulos autoimunes, infecções, uso de medicamentos, exposição solar e traumas repetidos (fenômeno de Koebner). 📚 Referências Bibliográficas Azulay RD, Azulay DR. Dermatologia. 7ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2017. Fitzpatrick TB, Wolff K, et al. Fitzpatrick’s Dermatology in General Medicine. 9th ed. McGraw-Hill; 2019. Belda Junior W, Di Chiacchio N, Criado PR. Tratado de Dermatologia. 3ª ed. Atheneu; 2018. Deixe um comentário Cancelar resposta Conectado como Dr. Marcelo Negreiros. Edite seu perfil. Sair? Campos obrigatórios são marcados com * Message* Mais Calculadoras! Atlas de Dermatologia Placa Dr. Marcelo Negreiros agosto 25, 2025 Atlas de Dermatologia Pápula Dr. Marcelo Negreiros agosto 25, 2025 Atlas de Dermatologia Melasma Dr. Marcelo Negreiros agosto 25, 2025 Atlas de Dermatologia Mácula Dr. Marcelo Negreiros outubro 14, 2024

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Pápula

Pápula A pápula é uma das lesões elementares mais comuns na prática dermatológica, representando uma elevação sólida, circunscrita e superficial da pele, geralmente com até 1 cm de diâmetro. Ao contrário das máculas, que se manifestam apenas por alteração de cor, as pápulas são palpáveis, resultando de alterações estruturais na epiderme, na derme ou em ambas. São manifestações extremamente frequentes em doenças inflamatórias, infecciosas, autoimunes, alérgicas e proliferativas, sendo muitas vezes o primeiro sinal visível de processos patológicos cutâneos. Fisiopatologia A formação de pápulas ocorre devido a processos que aumentam o volume localizado da pele sem acúmulo de líquido, diferentemente de vesículas ou bolhas. Esses processos incluem: Inflamação dérmica/epidérmica: infiltração de células inflamatórias (ex.: dermatite de contato, líquen plano). Proliferação celular: aumento do número de queratinócitos ou fibroblastos (ex.: verrugas virais, molusco contagioso). Deposição de substâncias: acúmulo de material metabólico ou imunológico (ex.: sarcoidose, amiloidose cutânea). Reação imunológica: ativação linfocitária e liberação de citocinas, induzindo resposta inflamatória localizada. Em muitos casos, as pápulas representam um estágio inicial de lesões maiores (como placas ou nódulos), podendo regredir espontaneamente ou evoluir para outras formas de manifestação dermatológica. Principais Causas Inflamatórias/alérgicas: dermatite atópica, dermatite de contato, urticária. Infecciosas: molusco contagioso, verrugas virais, sífilis secundária. Autoimunes: líquen plano, lúpus eritematoso cutâneo. Outras: acne vulgar, reações medicamentosas, sarcoidose cutânea. Descrição Dermatológica Lesão elevada, firme ao tato, geralmente com menos de 1 cm de diâmetro. Pode ser eritematosa, hiperpigmentada ou da cor da pele. Pode apresentar superfície lisa, rugosa ou verrucosa. Distribuição única ou múltipla, agrupada ou disseminada. Pode regredir sem deixar cicatriz, mas algumas evoluem para descamação, crostas ou lesões residuais pigmentares. Tratamento O tratamento depende da causa de base: Inflamatórias/alérgicas: corticoides tópicos, anti-histamínicos, imunomoduladores. Infecciosas: antivirais, antibióticos ou procedimentos (ex.: crioterapia para verrugas). Autoimunes: corticoides tópicos ou sistêmicos, imunossupressores em casos graves. Acne: retinoides tópicos, antibióticos tópicos ou orais, isotretinoína em casos refratários. Inflamatórias/alérgicas: dermatite atópica, dermatite de contato, urticária. Infecciosas: molusco contagioso, verrugas virais, sífilis secundária. Autoimunes: líquen plano, lúpus eritematoso cutâneo. Outras: acne vulgar, reações medicamentosas, sarcoidose cutânea. Lesão elevada, firme ao tato, geralmente com menos de 1 cm de diâmetro. Pode ser eritematosa, hiperpigmentada ou da cor da pele. Pode apresentar superfície lisa, rugosa ou verrucosa. Distribuição única ou múltipla, agrupada ou disseminada. Pode regredir sem deixar cicatriz, mas algumas evoluem para descamação, crostas ou lesões residuais pigmentares. O tratamento depende da causa de base: Inflamatórias/alérgicas: corticoides tópicos, anti-histamínicos, imunomoduladores. Infecciosas: antivirais, antibióticos ou procedimentos (ex.: crioterapia para verrugas). Autoimunes: corticoides tópicos ou sistêmicos, imunossupressores em casos graves. Acne: retinoides tópicos, antibióticos tópicos ou orais, isotretinoína em casos refratários. As pápulas são lesões dermatológicas altamente prevalentes, podendo surgir em qualquer região do tegumento cutâneo. Em doenças como a acne vulgar, predominam na face, dorso e tórax superior, regiões ricas em glândulas sebáceas. Já em dermatoses infecciosas como as verrugas virais e o molusco contagioso, são mais comuns em mãos, pés e regiões genitais. No líquen plano, aparecem sobretudo em punhos, tornozelos e mucosas, enquanto na urticária são difusas e transitórias, podendo acometer tronco e extremidades. Do ponto de vista epidemiológico, as pápulas podem afetar todas as faixas etárias, mas algumas condições são mais típicas: acne na adolescência, dermatite atópica na infância, líquen plano e lúpus em adultos jovens, verrugas em crianças e púrpuras papulosas em idosos. Entre os principais fatores desencadeantes destacam-se predisposição genética, exposição solar, infecções virais, estresse, reações medicamentosas, traumas locais (fenômeno de Koebner em dermatoses autoimunes) e doenças sistêmicas inflamatórias ou imunológicas. 📚 Referências Bibliográficas Azulay RD, Azulay DR. Dermatologia. 7ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2017. Fitzpatrick TB, Wolff K, et al. Fitzpatrick’s Dermatology in General Medicine. 9th ed. McGraw-Hill; 2019. Belda Junior W, Di Chiacchio N, Criado PR. Tratado de Dermatologia. 3ª ed. Atheneu; 2018. Deixe um comentário Cancelar resposta Conectado como Dr. Marcelo Negreiros. Edite seu perfil. Sair? Campos obrigatórios são marcados com * Message* Mais Calculadoras! Atlas de Dermatologia Pápula Dr. Marcelo Negreiros agosto 25, 2025 Atlas de Dermatologia Melasma Dr. Marcelo Negreiros agosto 25, 2025 Atlas de Dermatologia Mácula Dr. Marcelo Negreiros outubro 14, 2024 Atlas de Dermatologia Psoríase Dr. Marcelo Negreiros outubro 14, 2024

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Melasma

Melasma A mácula é uma das lesões elementares fundamentais da dermatologia. Trata-se de uma alteração circunscrita da pele caracterizada apenas por mudança de cor, sem relevo, depressão ou alteração da espessura. É uma lesão plana, perceptível visualmente, mas não palpável. Fisiopatologia A fisiopatologia do melasma envolve a hiperatividade dos melanócitos, as células responsáveis pela produção de melanina, que é o pigmento que dá cor à pele. Esse processo é desencadeado principalmente pela exposição à radiação ultravioleta (UV), mas também pode ser influenciado por fatores hormonais, genéticos e ambientais. Quando a pele é exposta à radiação UV, os melanócitos aumentam a produção de melanina, resultando na hiperpigmentação característica do melasma. Além disso, mudanças hormonais, como aquelas ocorridas durante a gravidez ou com o uso de contraceptivos hormonais, podem estimular os melanócitos a produzirem mais melanina. A combinação desses fatores leva à formação de manchas marrons ou acinzentadas, principalmente na face, embora possam ocorrer em outras áreas do corpo. A fisiopatologia exata do melasma ainda não é totalmente compreendida, mas a interação entre fatores genéticos, hormonais e ambientais desempenha um papel crucial no seu desenvolvimento. Principais Causas As principais causas do melasma incluem: Exposição ao Sol: A radiação ultravioleta (UV) é um dos principais fatores desencadeantes do melasma, pois estimula os melanócitos a produzirem mais melanina. Alterações Hormonais: Mudanças hormonais, como aquelas ocorridas durante a gravidez (cloasma) ou com o uso de anticoncepcionais hormonais, podem desencadear ou agravar o melasma. Predisposição Genética: Ter um histórico familiar de melasma pode aumentar o risco de desenvolver a condição. Estresse: Situações de estresse emocional podem contribuir para o surgimento ou agravamento do melasma. Altas Temperaturas: O calor intenso pode aumentar a produção de melanina, exacerbando o melasma. Esses fatores podem variar de pessoa para pessoa, e a combinação deles pode influenciar a gravidade e a frequência dos episódios de melasma. Descrição Dermatológica Agora vamos criar um exemplo fictício de uma descrição semiológica dessa lesão de pele: “Hiperpigmentação simétrica nas áreas expostas ao sol do rosto (bochechas, testa, nariz e lábio superior). São manchas acastanhadas ou acinzentadas, com bordas irregulares, mas bem definidas. A textura da pele sobre as manchas é normal, sem espessamento ou descamação.” Tratamento O tratamento do melasma geralmente envolve uma abordagem multidisciplinar, que pode incluir: Proteção Solar: O uso diário de protetor solar com alto FPS (preferencialmente 50 ou superior) é essencial para prevenir a piora das manchas. Cremes Descolorantes: Produtos contendo hidroquinona, ácido kójico, ácido tranexâmico ou ácido retinoico podem ajudar a clarear as manchas. Tratamentos Tópicos: Cremes ou loções com ingredientes como ácido kójico, ácido tranexâmico, niacinamida ou vitamina C podem ser eficazes. Tratamentos Injeáveis: Injeções de ácido hialurônico ou toxina botulínica podem ajudar a melhorar a aparência da pele. Terapias Láser: Tratamentos a laser ou IPL (Irradiação Pulsada de Luz) podem ajudar a reduzir a pigmentação, embora possam ser necessárias várias sessões e o risco de hiperpigmentação deve ser considerado. Peeling Químico: Peels de ácido glicólico ou tricloroacético podem ajudar a remover as camadas superiores da pele, reduzindo a pigmentação. Mudanças no Estilo de Vida: Reduzir o estresse, manter uma dieta equilibrada e evitar fatores desencadeantes conhecidos pode ajudar a controlar o melasma. As principais causas do melasma incluem: Exposição ao Sol: A radiação ultravioleta (UV) é um dos principais fatores desencadeantes do melasma, pois estimula os melanócitos a produzirem mais melanina. Alterações Hormonais: Mudanças hormonais, como aquelas ocorridas durante a gravidez (cloasma) ou com o uso de anticoncepcionais hormonais, podem desencadear ou agravar o melasma. Predisposição Genética: Ter um histórico familiar de melasma pode aumentar o risco de desenvolver a condição. Estresse: Situações de estresse emocional podem contribuir para o surgimento ou agravamento do melasma. Altas Temperaturas: O calor intenso pode aumentar a produção de melanina, exacerbando o melasma. Esses fatores podem variar de pessoa para pessoa, e a combinação deles pode influenciar a gravidade e a frequência dos episódios de melasma. Agora vamos criar um exemplo fictício de uma descrição semiológica dessa lesão de pele: “Hiperpigmentação simétrica nas áreas expostas ao sol do rosto (bochechas, testa, nariz e lábio superior). São manchas acastanhadas ou acinzentadas, com bordas irregulares, mas bem definidas. A textura da pele sobre as manchas é normal, sem espessamento ou descamação.” O tratamento do melasma geralmente envolve uma abordagem multidisciplinar, que pode incluir: Proteção Solar: O uso diário de protetor solar com alto FPS (preferencialmente 50 ou superior) é essencial para prevenir a piora das manchas. Cremes Descolorantes: Produtos contendo hidroquinona, ácido kójico, ácido tranexâmico ou ácido retinoico podem ajudar a clarear as manchas. Tratamentos Tópicos: Cremes ou loções com ingredientes como ácido kójico, ácido tranexâmico, niacinamida ou vitamina C podem ser eficazes. Tratamentos Injeáveis: Injeções de ácido hialurônico ou toxina botulínica podem ajudar a melhorar a aparência da pele. Terapias Láser: Tratamentos a laser ou IPL (Irradiação Pulsada de Luz) podem ajudar a reduzir a pigmentação, embora possam ser necessárias várias sessões e o risco de hiperpigmentação deve ser considerado. Peeling Químico: Peels de ácido glicólico ou tricloroacético podem ajudar a remover as camadas superiores da pele, reduzindo a pigmentação. Mudanças no Estilo de Vida: Reduzir o estresse, manter uma dieta equilibrada e evitar fatores desencadeantes conhecidos pode ajudar a controlar o melasma. O melasma é descrito como uma condição de hiperpigmentação caracterizada por manchas marrons ou acinzentadas na pele, predominantemente no rosto. As áreas mais afetadas incluem as bochechas, testa, nariz e lábio superior. Essas manchas são geralmente simétricas e têm bordas irregulares, mas bem definidas. A condição é mais comum em mulheres e em pessoas com pele mais escura, e pode ser desencadeada por fatores como exposição ao sol, alterações hormonais, e predisposição genética. 📚 Referências Bibliográficas McKesey J, Tovar-Garza A, Pandya AG. Melasma Treatment: An Evidence-Based Review. Am J Clin Dermatol. 2020; 21(2):173-225. de Abreu L, Ramos-E-Silva M, Quintella LP, et al. Dermoscopic classification of melasma: Concordance study and correlation with the melanophages count. J Cosmet Dermatol. 2022; 21(11):5887-5894. Lupi O, Cunha PR. Rotinas de diagnóstico e tratamento da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). 2a ed. Rio de Janeiro:

Espaço da Mulher

Sabonete Íntimo: usar ou não?

Sabonete Íntimo: usar ou não? O cuidado com a região íntima é parte importante da saúde da mulher, mas ainda cercado de dúvidas e informações conflitantes. Entre os produtos que mais geram debate está o sabonete íntimo.Enquanto algumas mulheres acreditam que ele é indispensável para a higiene diária, outras têm receio de que seu uso possa prejudicar a flora vaginal e causar infecções. Mas, afinal, usar ou não usar? A resposta depende de entender como o sabonete íntimo age, quando ele é realmente necessário e quais cuidados devem ser tomados. A importância da flora vaginal e do pH íntimo A região íntima feminina tem um ecossistema próprio, formado por micro-organismos benéficos, principalmente os lactobacilos, que ajudam a: Produzir ácido lático, mantendo o pH ácido (entre 3,8 e 4,5). Criar uma barreira natural contra bactérias e fungos causadores de infecções. Evitar a proliferação de micro-organismos nocivos. Qualquer alteração nesse equilíbrio — seja por medicamentos, hormônios ou produtos de higiene inadequados — pode abrir espaço para infecções como candidíase e vaginose bacteriana. O que é o sabonete íntimo e como ele funciona O sabonete íntimo é formulado com pH próximo ao da vulva, menos agressivo que o sabonete comum, que costuma ter pH alcalino (acima de 7). Ele é indicado para a limpeza da parte externa da região íntima (vulva), ajudando a remover suor, secreções naturais e resíduos que se acumulam ao longo do dia. É importante reforçar: a vagina não precisa de limpeza interna — ela se limpa sozinha, e qualquer tentativa de “lavagem” interna (ducha vaginal) pode prejudicar a flora e causar infecções. Potenciais benefícios do sabonete íntimo Quando bem indicado e usado corretamente, o sabonete íntimo pode oferecer vantagens: Mantém o pH equilibrado – especialmente útil durante alterações hormonais ou no período menstrual. Sensação de frescor e limpeza – ajuda no conforto, principalmente em dias de calor ou após atividade física. Menor potencial de irritação – fórmulas específicas para a região íntima são mais suaves que sabonetes corporais comuns. Auxílio em casos específicos – alguns sabonetes têm fórmulas para situações como pós-parto, menopausa ou tendência a irritações. Quando bem indicado e usado corretamente, o sabonete íntimo pode oferecer vantagens: Mantém o pH equilibrado – especialmente útil durante alterações hormonais ou no período menstrual. Sensação de frescor e limpeza – ajuda no conforto, principalmente em dias de calor ou após atividade física. Menor potencial de irritação – fórmulas específicas para a região íntima são mais suaves que sabonetes corporais comuns. Auxílio em casos específicos – alguns sabonetes têm fórmulas para situações como pós-parto, menopausa ou tendência a irritações. Possíveis riscos do uso Apesar dos benefícios, o uso incorreto ou excessivo do sabonete íntimo pode trazer problemas: Desequilíbrio da flora vaginal – uso exagerado pode reduzir a população de lactobacilos. Alergias e irritações – fragrâncias, corantes ou conservantes podem causar reações. Falsa sensação de “proteção extra” – sabonete íntimo não previne ISTs ou infecções por si só. Apesar dos benefícios, o uso incorreto ou excessivo do sabonete íntimo pode trazer problemas: Desequilíbrio da flora vaginal – uso exagerado pode reduzir a população de lactobacilos. Alergias e irritações – fragrâncias, corantes ou conservantes podem causar reações. Falsa sensação de “proteção extra” – sabonete íntimo não previne ISTs ou infecções por si só. Como usar de forma segura Higienize apenas a parte externa (vulva e dobras entre os grandes lábios). Use pouca quantidade, evitando espuma excessiva. Enxágue bem para não deixar resíduos. Prefira sabonetes sem perfume, corantes ou álcool. O uso não precisa ser diário; pode ser intercalado com lavagem apenas com água, dependendo da sensibilidade da pele. Consulte um(a) ginecologista para escolher o produto mais adequado ao seu caso. Quem pode se beneficiar mais do uso Mulheres que sentem desconforto ou odor mais acentuado durante o período menstrual. Mulheres na menopausa, que sofrem com ressecamento e precisam de fórmulas mais suaves. Pacientes no pós-parto, com indicação médica. Mulheres com sudorese excessiva ou praticantes de atividades físicas intensas. Conclusão O sabonete íntimo não é obrigatório, mas pode ser um aliado para manter o conforto e a higiene, desde que seja usado corretamente e apenas na parte externa.Mais importante que o produto em si é adotar hábitos saudáveis: Usar roupas íntimas de algodão Trocar absorventes regularmente Evitar roupas muito apertadas Manter consultas ginecológicas em dia Lembre-se: cada corpo é único, e o que funciona para uma mulher pode não ser o ideal para outra. O acompanhamento médico é a melhor forma de definir a rotina de higiene íntima mais segura para você. Higiene Íntima Aqui estão algumas dicas práticas para garantir que você esteja fazendo isso da melhor maneira possível: Use Sabonetes Neutros: Opte por sabonetes neutros ou específicos para a região íntima. Evite produtos perfumados, pois eles podem causar irritação e desequilíbrio na flora vaginal. Lave Apenas a Parte Externa: A vagina tem um sistema de autolimpeza natural. Lave apenas a parte externa (vulva) com água e sabonete neutro. Evite duchas internas, pois elas podem alterar o equilíbrio natural da flora vaginal. Seque Bem: Após a lavagem, seque bem a região íntima com uma toalha limpa e macia. A umidade pode favorecer o crescimento de fungos e bactérias. Roupas Íntimas de Algodão: Prefira roupas íntimas de algodão, que permitem a ventilação e ajudam a manter a região seca. Evite tecidos sintéticos que podem reter a umidade. Troque de Roupa Íntima Diariamente: Troque de roupa íntima todos os dias e, se possível, após atividades físicas intensas ou em dias muito quentes. Evite Produtos Desodorantes: Produtos desodorantes para a região íntima podem causar irritação e alergias. Mantenha a higiene simples e natural. Higiene Durante a Menstruação: Durante o período menstrual, troque os absorventes ou tampões regularmente, a cada 4 a 6 horas, para evitar odores e infecções. Higiene Após Relações Sexuais: Após relações sexuais, lave a região íntima com água e sabonete neutro para remover resíduos de lubrificantes e secreções. Seguindo essas dicas, você estará cuidando da sua saúde íntima de maneira eficaz e segura. Lembre-se de que cada corpo é único, e é

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Pontuação ABCD² para AIT

Pontuação ABCD² para AIT O Ataque Isquêmico Transitório (AIT) é uma condição neurológica caracterizada por sintomas focais de início súbito e curta duração, geralmente causados por isquemia cerebral sem infarto definitivo. Embora os sintomas regridam espontaneamente, o AIT representa um sinal de alerta importante, sendo um dos principais preditores de Acidente Vascular Cerebral (AVC) nos dias ou semanas subsequentes. Para estratificar o risco de AVC após um AIT, foi desenvolvida a escala ABCD², uma ferramenta simples e validada que combina cinco critérios clínicos objetivos: idade, pressão arterial, características clínicas, duração dos sintomas e presença de diabetes. A pontuação final varia de 0 a 7 pontos e permite categorizar os pacientes em grupos de baixo, moderado ou alto risco, ajudando na tomada de decisão quanto à necessidade de investigação e internação hospitalar. A calculadora abaixo permite aplicar rapidamente a escala ABCD² na prática clínica, fornecendo o risco estimado de AVC em 2, 7 e 90 dias de acordo com a pontuação total. Escala ABCD² para AIT Escala ABCD² para AIT Idade ≥ 60 anos: Sim Não Pressão arterial ≥ 140/90 mmHg: Sim Não Características clínicas do AIT: Fraqueza unilateral Distúrbio da fala sem fraqueza Outros sintomas Duração dos sintomas: ≥ 60 minutos 10–59 minutos < 10 minutos História de diabetes: Sim Não Preencha os campos acima para ver o resultado. Quem Criou? Dr. S. Claiborne Johnston S. Claiborne Johnston, MD, PhD é o Diretor do Serviço de AVC da Universidade da Califórnia, San Francisco, onde é Professor de Neurologia e Epidemiologia e Diretor do Instituto de Ciências Clínicas e Translacionais (CTSI). Ele publicou extensivamente na prevenção e tratamento de acidente vascular cerebral e ataque isquêmico transitório. O Dr. Johnston foi homenageado com vários prêmios, incluindo o Prêmio Pessin da Academia Americana de Neurologia para Liderança em AVC. 📚 Referências Bibliográficas Johnston SC, Rothwell PM, Nguyen-Huynh MN, Giles MF, Elkins JS, Bernstein AL, Sidney S. Validação e refinamento de pontuações para prever o risco de AVC muito precoce após ataque isquêmico transitório. Lanceta. 27 de janeiro de 2007; 369(9558):283-92. Josephson SA, Sidney S, Pham TN, Bernstein AL, Johnston SC. Derrame. Novembro de 2008; 39(11):3096-8. DOI: 10.1161/STROKEAHA.108.514562. Epub 2008 7 de agosto. Deixe um comentário Cancelar resposta Conectado como Dr. Marcelo Negreiros. Edite seu perfil. Sair? Campos obrigatórios são marcados com * Message* Mais Calculadoras! Calculadoras Médicas Pontuação ABCD² para AIT Dr. Marcelo Negreiros junho 25, 2025 Calculadoras Médicas Escala de Coma de Glasgow Dr. Marcelo Negreiros junho 25, 2025 Calculadoras Médicas Escala RASS Dr. Marcelo Negreiros junho 25, 2025 Calculadoras Médicas Correção de Hipomagnesemia Dr. Marcelo Negreiros junho 15, 2025

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Escala de Coma de Glasgow

Escala de Coma de Glasgow A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma ferramenta amplamente utilizada na prática clínica para avaliar e monitorar o nível de consciência de pacientes com alterações neurológicas agudas, especialmente após traumatismo cranioencefálico. Criada em 1974 por Graham Teasdale e Bryan Jennett, essa escala permite uma avaliação padronizada da resposta ocular, verbal e motora do paciente, atribuindo uma pontuação total que varia de 3 a 15. Quanto menor a pontuação, mais grave é o comprometimento do sistema nervoso central, sendo que valores iguais ou inferiores a 8 indicam coma e sugerem a necessidade de medidas como proteção das vias aéreas. A ECG também pode ser usada em outros contextos clínicos, como em pacientes sedados, intubados ou com suspeita de deterioração neurológica. Sua simplicidade, reprodutibilidade e validade prognóstica tornam a Escala de Glasgow uma ferramenta indispensável em emergências, UTIs e ambientes hospitalares. Escala de Coma de Glasgow Escala de Coma de Glasgow Olhos Os olhos se abrem espontaneamente (+4) Abertura dos olhos para o comando verbal (+3) Abertura dos olhos para a dor (+2) Sem abertura dos olhos (+1) Não testável (NT) Verbal Orientado (+5) Confuso (+4) Palavras inadequadas (+3) Sons incompreensíveis (+2) Sem resposta verbal (+1) Não testável/intubado (NT) Motor Obedece comandos (+6) Localiza a dor (+5) Retirada da dor (+4) Flexão à dor (+3) Extensão à dor (+2) Sem resposta motora (+1) Não testável (NT) Quem Criou? Dr. Bryan Jennett Bryan Jennett, MD, (falecido em 2008) foi um neurocirurgião, professor de neurocirurgia e reitor de medicina na Universidade de Glasgow, na Escócia. Em 1992, foi nomeado Comandante da Ordem do Império Britânico (CBE). A pesquisa primária do Dr. Jennett foi focada no prognóstico após traumatismo craniano e critérios para morte cerebral. 📚 Referências Bibliográficas Teasdale G, Jennett B.Avaliação de coma e consciência prejudicada. Uma balança prática. Lanceta. 13 de julho de 1974; 2(7872):81-4. Moore L, Lavoie A, Camden S, Le Sage N, Sampalis JS, Bergeron E, Abdous B. Validação estatística do Glasgow Coma Score.J Trauma. Junho de 2006; 60(6):1238-43; discussão 1243-4. Reith FC, Van den brande R, Synnot A, Gruen R, Maas AI. A confiabilidade da Escala de Coma de Glasgow: uma revisão sistemática. Terapia Intensiva Med. 2016; 42(1):3-15. Deixe um comentário Cancelar resposta Conectado como Dr. Marcelo Negreiros. Edite seu perfil. Sair? Campos obrigatórios são marcados com * Message* Mais Calculadoras! Calculadoras Médicas Escala de Coma de Glasgow Dr. Marcelo Negreiros junho 25, 2025 Calculadoras Médicas Escala RASS Dr. Marcelo Negreiros junho 25, 2025 Calculadoras Médicas Correção de Hipomagnesemia Dr. Marcelo Negreiros junho 15, 2025 Calculadoras Médicas Déficit Hídrico Livre na Hipernatremia Dr. Marcelo Negreiros junho 15, 2025

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Escala RASS

Escala RASS A Escala RASS (Richmond Agitation-Sedation Scale) é um instrumento clínico padronizado utilizado para avaliar o nível de sedação ou agitação de pacientes internados, principalmente em unidades de terapia intensiva (UTI). Seu uso é fundamental para garantir a segurança do paciente, ajustar corretamente a sedação e monitorar o estado neurológico de forma contínua. A escala varia de +4 (belicoso) a -5 (não despertável), permitindo a avaliação rápida e objetiva do comportamento do paciente frente a estímulos verbais e físicos. Com base na pontuação obtida, é possível identificar se o paciente está adequadamente sedado, agitado ou excessivamente sedado, auxiliando na tomada de decisões quanto ao manejo medicamentoso e suporte clínico. Neste artigo, disponibilizamos uma ferramenta interativa para aplicação prática da Escala RASS, juntamente com orientações clínicas baseadas na pontuação selecionada, com o objetivo de facilitar o monitoramento e o ajuste da sedação de forma segura e eficiente. Escala RASS Escala RASS (Richmond Agitation-Sedation Scale) +4 — Belicoso: Perigo abertamente combativo, violento e imediato para a equipe +3 — Muito agitado: Puxa ou remove tubo(s) ou cateter(es); agressivo +2 — Agitado: Movimento frequente e não intencional, combate o ventilador +1 — Inquieto: Ansioso, mas movimentos não agressivos vigorosos 0 — Alerta e calmo -1 — Sonolento: Não totalmente alerta, mas desperta sustentado (>10s) à voz -2 — Sedação leve: Acorda brevemente com contato visual (

Teorias da Enfermagem

Teoria da Adaptação

Teoria da Adaptação A Teoria da Adaptação, desenvolvida por Callista Roy, é uma das teorias de enfermagem mais reconhecidas e aplicadas mundialmente. Sua proposta central é compreender o ser humano como um sistema biológico, psicológico e social que está constantemente interagindo e se adaptando ao ambiente. Na visão de Roy, o papel da enfermagem é promover a adaptação dos indivíduos diante das mudanças e dos desafios que ameaçam seu equilíbrio, sua saúde e seu bem-estar. A enfermeira, segundo essa teoria, atua como um facilitador, ajudando o paciente a se adaptar de forma eficaz aos estímulos internos e externos. A adaptação é vista como um processo dinâmico que permite ao indivíduo manter sua integridade física, emocional e social diante de situações adversas, enfermidades ou transformações. Fundamentos A Teoria da Adaptação de Callista Roy é baseada na teoria dos sistemas e nos princípios da homeostase. Roy define quatro modos de adaptação, que são os pilares de sua teoria: Modo fisiológico-físico: Relacionado às necessidades físicas básicas, como oxigenação, nutrição, eliminação, atividade, descanso e proteção. Modo de autoconceito-identidade: Refere-se à percepção que o indivíduo tem de si mesmo, incluindo aspectos físicos, emocionais e espirituais. Modo de função de papel: Diz respeito aos papéis sociais desempenhados pelo indivíduo, como profissional, familiar, social, entre outros. Modo de interdependência: Foca nas relações afetivas, de apoio e dependência, tanto de pessoas quanto de sistemas sociais. Além disso, Roy classifica os estímulos que afetam o paciente em três tipos: Focal: O estímulo mais imediato, aquele que exige atenção prioritária. Contextual: Todos os outros estímulos que contribuem para o efeito do estímulo focal. Residual: Fatores cujos efeitos são incertos, como crenças, atitudes e experiências passadas. O enfermeiro, ao aplicar a teoria, avalia esses estímulos e intervém para promover respostas adaptativas eficazes. Impáctos na Prática A aplicação da Teoria da Adaptação de Callista Roy na prática da enfermagem gera diversos impactos positivos: Cuidado centrado no paciente: Permite um olhar mais amplo sobre o indivíduo, considerando não apenas a doença, mas todo o contexto biopsicossocial. Promoção da resiliência: Fomenta a capacidade dos pacientes enfrentarem mudanças, desafios e doenças com maior equilíbrio emocional, físico e social. Planejamento de cuidado personalizado: Direciona o enfermeiro a criar planos de cuidado individualizados, com foco na avaliação dos estímulos e nas respostas adaptativas. Melhora dos desfechos clínicos: Ao ajudar o paciente a se adaptar de forma eficiente, contribui para uma recuperação mais rápida, menor tempo de internação e melhores índices de qualidade de vida. Fortalecimento da prática reflexiva: Incentiva os profissionais a analisarem continuamente como os pacientes respondem às intervenções, ajustando o cuidado de acordo com as necessidades. Desafios e Limitações Apesar de sua ampla aplicabilidade, a Teoria da Adaptação também apresenta alguns desafios e limitações: Complexidade na aplicação: Exige uma avaliação abrangente, considerando múltiplos estímulos e modos de adaptação, o que pode ser difícil em ambientes de alta demanda, como emergências. Demanda de tempo e recursos: A análise profunda dos estímulos contextuais e residuais requer tempo, o que nem sempre está disponível na prática diária. Subjetividade na avaliação: Aspectos como autoconceito e interdependência podem ser difíceis de mensurar objetivamente. Necessidade de capacitação: Enfermeiros precisam estar bem treinados para aplicar corretamente os princípios da teoria, o que demanda investimento em educação continuada. Limitações culturais: A percepção de adaptação pode variar conforme valores culturais, crenças e contextos sociais dos pacientes. Quem Criou? Enf. Callista Roy Callista Roy nasceu em 1939 nos Estados Unidos. É enfermeira, teórica e professora, uma das mais influentes na enfermagem moderna. Formou-se pela Mount St. Mary’s College e depois concluiu mestrado e doutorado na Universidade da Califórnia, em Los Angeles (UCLA). Sua trajetória acadêmica é marcada pelo compromisso com a excelência no ensino e na prática da enfermagem. Desenvolveu a Teoria da Adaptação no final da década de 1960, quando percebeu a importância de entender os pacientes como sistemas em constante interação e adaptação com o meio. Além de sua produção teórica, Roy atuou ativamente na formação de enfermeiros e na pesquisa científica, contribuindo para o avanço da profissão no mundo todo. 📚 Referências Bibliográficas Roy, C. (2009). The Roy Adaptation Model. 3rd ed. Pearson. Fawcett, J., & DeSanto-Madeya, S. (2012). Contemporary Nursing Knowledge: Analysis and Evaluation of Nursing Models and Theories. F.A. Davis Company. Phillips, K.D. (2010). The Roy Adaptation Model in action. Nursing Science Quarterly, 23(1), 1-7. Polit, D.F., & Beck, C.T. (2017). Nursing Research: Generating and Assessing Evidence for Nursing Practice. 10th ed. Wolters Kluwer. Deixe um comentário Cancelar resposta Conectado como Dr. Marcelo Negreiros. Edite seu perfil. Sair? Campos obrigatórios são marcados com * Message* Também pode te interessar… Teorias da Enfermagem Teoria da Adaptação Dr. Marcelo Negreiros junho 16, 2025 Teorias da Enfermagem Teoria da Autoeficácia Dr. Marcelo Negreiros novembro 1, 2024 Teorias da Enfermagem Teoria das Transições Dr. Marcelo Negreiros novembro 1, 2024 Teorias da Enfermagem Teoria do Ser Humano Unitário Dr. Marcelo Negreiros novembro 1, 2024

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