Miose
Contração da pupila que pode ser fisiológica, relacionada à luminosidade, ou indicar alterações neurológicas, uso de fármacos, intoxicações ou doenças oculares específicas.
Visão Geral
A miose é a contração da pupila, podendo ser uma resposta fisiológica à luz ou estar associada a uso de medicamentos, intoxicações e doenças neurológicas ou oculares.
Em muitos casos, representa apenas uma adaptação normal do olho à luminosidade, mas também pode sinalizar alterações clínicas importantes.
Pode estar associada a dor ocular, anisocoria, ptose palpebral ou outros achados, dependendo da etiologia subjacente.
A identificação da causa é essencial para distinguir condições benignas de situações que exigem investigação, como síndrome de Horner, uveítes ou intoxicação por opioides.
- Pupila contraída
- Resposta à luz geralmente preservada ou aumentada
- Possível anisocoria
- Associação com ptose em alguns casos
- Pode ocorrer em intoxicações
- Pode estar presente em doenças neurológicas ou inflamatórias
A alteração envolve principalmente a pupila e o músculo esfíncter da íris, sob controle parassimpático, que promove a contração pupilar.
A miose é caracterizada pela contração da pupila, podendo representar uma resposta fisiológica à luz ou estar associada a alterações neurológicas, inflamatórias, farmacológicas ou tóxicas.
A interpretação depende do contexto clínico, da presença de anisocoria, da resposta pupilar à luz e de sintomas associados, como dor ocular, ptose ou alterações sistêmicas.
Pupila contraída
O principal achado é a redução do diâmetro pupilar, que pode ocorrer em um ou ambos os olhos.
Resposta à luz
A miose pode ser uma resposta normal à luminosidade intensa, com contração pupilar bilateral e simétrica.
Anisocoria
Quando unilateral, pode gerar diferença entre o tamanho das pupilas, devendo ser correlacionada com outros sinais clínicos.
Uso de medicamentos
Pode ocorrer com colírios mióticos ou medicamentos que aumentam a atividade parassimpática ou reduzem o tônus simpático.
Intoxicações
Miose bilateral pode estar presente em intoxicações, especialmente por opioides ou substâncias colinérgicas.
Alterações neurológicas
Pode estar associada a condições neurológicas, como síndrome de Horner, principalmente quando acompanhada de ptose.
Inflamação ocular
Uveítes e outras inflamações intraoculares podem cursar com miose, dor ocular, fotofobia e hiperemia.
Sinais de alerta
Miose associada a rebaixamento de consciência, dispneia, dor ocular intensa ou ptose deve ser avaliada rapidamente.
O diagnóstico da miose é feito pela identificação da pupila contraída, associada à avaliação da simetria pupilar, da resposta à luz e do contexto clínico do paciente.
A investigação deve diferenciar a contração pupilar fisiológica de causas medicamentosas, neurológicas, inflamatórias ou tóxicas.
Inspeção pupilar
Avalia o diâmetro das pupilas, se a miose é unilateral ou bilateral e se existe diferença pupilar significativa.
Reflexo fotomotor
Permite observar se a pupila responde adequadamente à luz e ajuda a diferenciar causas fisiológicas de alterações patológicas.
História medicamentosa e tóxica
Investiga uso de colírios mióticos, opioides, organofosforados, drogas colinérgicas ou outras substâncias associadas à contração pupilar.
Avaliação neurológica
Deve ser considerada quando há ptose, alteração da sudorese facial, cefaleia, déficit neurológico ou suspeita de síndrome de Horner.
Pesquisa de inflamação ocular
A presença de dor ocular, fotofobia, hiperemia e baixa visual deve levantar suspeita de uveíte ou outras inflamações intraoculares.
Acompanhamento especializado
Miose persistente, assimétrica ou associada a sinais neurológicos, dor ocular ou sintomas sistêmicos deve ser avaliada por especialista.
A miose deve ser diferenciada de resposta fisiológica à luz, síndrome de Horner, intoxicação por opioides, intoxicação colinérgica, uveíte anterior e uso de colírios mióticos.
Miose com rebaixamento do nível de consciência, dificuldade respiratória, ptose, dor ocular intensa ou sinais neurológicos deve ser considerada sinal de alerta.
Abaixo estão exemplos clínicos e imagens ilustrativas relacionadas a miose e suas principais alterações associadas.
O tratamento da miose depende da causa responsável pela contração pupilar, podendo variar desde observação em situações fisiológicas até abordagem urgente em intoxicações ou doenças neurológicas.
O manejo deve considerar se a miose é unilateral ou bilateral, se há dor ocular, alterações neurológicas, uso de medicamentos ou sinais sistêmicos associados.
Observação em casos fisiológicos
Quando ocorre como resposta normal à luz intensa, a miose não exige tratamento específico.
Revisão medicamentosa
Deve-se investigar colírios mióticos, opioides, drogas colinérgicas ou outras substâncias que possam causar contração pupilar.
Tratamento de intoxicações
Miose associada a rebaixamento de consciência, dispneia ou sinais colinérgicos exige avaliação urgente e tratamento específico da intoxicação.
Controle de inflamação ocular
Quando associada à uveíte ou inflamações intraoculares, o tratamento deve ser direcionado ao controle da inflamação e da dor ocular.
Investigação neurológica
Miose unilateral com ptose, alteração da sudorese facial ou dor cervical pode sugerir síndrome de Horner e requer investigação da causa.
Acompanhamento especializado
A avaliação oftalmológica ou neurológica é indicada quando a miose é persistente, assimétrica ou acompanhada de sinais de alerta.
O prognóstico da miose é excelente quando se trata de uma resposta fisiológica ou de causa medicamentosa reversível.
Em situações associadas a uveíte, intoxicações ou alterações neurológicas, o prognóstico depende da causa de base e da rapidez do tratamento.
As referências abaixo foram utilizadas como base para a construção deste conteúdo sobre miose, avaliação pupilar e alterações neuro-oftalmológicas.
- KANSKI, J. J.; BOWLING, B. Clinical Ophthalmology: A Systematic Approach. 9. ed. Elsevier, 2020.
- YANOFF, M.; DUKER, J. S. Ophthalmology. 6. ed. Elsevier, 2022.
- AMERICAN ACADEMY OF OPHTHALMOLOGY. Basic and Clinical Science Course (BCSC). San Francisco: AAO, 2024.
- REMINGTON, L. A. Clinical Anatomy and Physiology of the Visual System. 4. ed. Elsevier, 2021.
As imagens utilizadas neste atlas oftalmológico foram produzidas com finalidade educacional utilizando referências clínicas reais e representações anatômicas didáticas.
Parte das imagens pode ter sido editada ou aprimorada digitalmente para facilitar a identificação da pupila, da íris e das alterações do diâmetro pupilar.
Este material possui finalidade exclusivamente educacional e não substitui avaliação oftalmológica especializada, livros-texto completos ou orientação acadêmica.
