Risco de Reynolds (Mulheres)
O Escore de Reynolds foi desenvolvido para aprimorar a predição do risco cardiovascular em mulheres, superando limitações dos modelos tradicionais como o de Framingham. Este escore incorpora não apenas os fatores clássicos de risco — como idade, pressão arterial, colesterol total e HDL — mas também variáveis adicionais que ampliam sua precisão, como a proteína C reativa ultrassensível (PCR-us), a hemoglobina A1c (para mulheres diabéticas), o tabagismo atual e o histórico familiar de infarto precoce.
O cálculo fornece uma estimativa personalizada do risco de eventos cardiovasculares maiores em 10 anos, como infarto agudo do miocárdio, AVC e morte cardiovascular. Ele é especialmente útil na estratificação de risco em mulheres aparentemente saudáveis, promovendo decisões clínicas mais precisas sobre prevenção primária.
A seguir, disponibilizamos uma calculadora prática e intuitiva para estimar o risco de forma rápida, baseada na fórmula original validada em estudos populacionais.
Escore de Risco de Reynolds (Mulheres)
Classificação de risco | Recomendação | |
<5% | Evidências pouco claras para terapia com estatinas | |
5% a <10% | Benefício mínimo da terapia com estatinas em comparação com o risco e o custo da terapia na prevenção de um evento cardiovascular nos próximos dez anos | |
10% a <20% |
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≥20% | Recomende fortemente a terapia com estatina em conjunto com a modificação do estilo de vida | |
Quem Criou?
Dr. Paul M. Ridker
📚 Referências Bibliográficas
- Ridker PM, Buring JE, Rifai N, Cook NR. Desenvolvimento e validação de algoritmos aprimorados para a avaliação do risco cardiovascular global em mulheres: o Reynolds Risk Score. JAMA. 14 de fevereiro de 2007; 297(6):611-9.
- Resumo Executivo do Terceiro Relatório do Painel de Especialistas do Programa Nacional de Educação em Colesterol (NCEP) sobre Detecção, Avaliação e Tratamento do Colesterol Alto no Sangue em Adultos (Painel de Tratamento de Adultos III). JAMA. 2001; 285:2486-2497
