Vacina dTpa (Tríplice Acelular: Difteria, Tétano e Coqueluche)

A vacina dTpa é uma versão acelular da tríplice bacteriana, que protege contra difteria, tétano e coqueluche. Ao contrário da DTP usada na infância, a dTpa contém componentes purificados da bactéria da coqueluche, o que reduz significativamente os efeitos adversos, tornando-a mais segura para adolescentes, adultos, gestantes e profissionais da saúde. É especialmente importante durante a gravidez, pois protege o bebê nos primeiros meses de vida por meio de anticorpos maternos.

Disponibilidade SUS

A vacina dTpa está disponível gratuitamente pelo SUS, mas restrita a grupos prioritários, como:

  • Gestantes (uma dose a cada gestação, preferencialmente entre 27 e 36 semanas);

  • Pessoas que cuidam de recém-nascidos (puérperas, profissionais da saúde, cuidadores em UTIs neonatais), em campanhas e estratégias específicas.

Na rede privada, está disponível para qualquer pessoa a partir dos 4 anos de idade.

Indicações e público-alvo

Indicada para:

  • Gestantes a cada gestação;
  • Puérperas não vacinadas durante a gestação (até 45 dias após o parto);
  • Profissionais de saúde e da educação infantil;
  • Adolescentes e adultos como reforço da dT a cada 10 anos (opcional na rede privada).
  • Alergia grave (anafilaxia) a algum componente da vacina ou dose anterior;
  • História de encefalopatia nos 7 dias após vacinação com componente pertussis;
  • Doença aguda febril moderada ou grave (adiar a vacinação).

Esquema vacinal (doses e reforços)

No SUS:

  • Gestantes: 1 dose a cada gestação (preferência entre 27 e 36 semanas)
  • Puérperas: 1 dose até 45 dias pós-parto (se não recebeu na gestação)

Na rede privada:

  • Pode ser usada como reforço a cada 10 anos no lugar da vacina dT.

Resumo:

  • Via de administração: intramuscular
  • Local: braço (região deltóide)

Mecanismo de Ação

A dTpa contém:

  • Toxoide diftérico e tetânico, que estimulam o organismo a produzir anticorpos contra as toxinas da difteria e do tétano;
  • Componentes acelulares da Bordetella pertussis (coqueluche), que induzem imunidade com menos efeitos adversos.

A vacina gera proteção individual prolongada e, no caso das gestantes, imunidade passiva para o recém-nascido, reduzindo o risco de coqueluche grave nos primeiros meses de vida.

Efeitos colaterais mais comuns

  • Dor, vermelhidão e inchaço no local da aplicação;
  • Febre leve;
  • Mal-estar ou dor de cabeça.

Eventos adversos graves são raros, e as reações são, em geral, mais leves do que com a DTP infantil.

❓ Perguntas Frequentes

  • DTP: usada na infância, contém células inteiras da coqueluche, mais reações adversas.
  • dT: dupla adulto, sem coqueluche.
  • dTpa: versão acelular e segura, usada em adultos, gestantes e reforços.

Sim. Uma dose em toda gestação, entre 27 e 36 semanas, protege a mãe e o bebê contra coqueluche nos primeiros meses de vida.

Sim. A dTpa pode ser administrada com outras vacinas, como influenza e hepatite B, desde que em locais diferentes.

Sim, pode substituir. Embora não obrigatória, a dTpa oferece também proteção contra coqueluche, sendo uma excelente alternativa.

Não. A vacina é feita com toxoides e fragmentos purificados de bactéria, não contém microrganismos vivos e não transmite doenças.

📚 Referências Bibliográficas

  1. Ministério da Saúde. Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação. Brasília: MS; 2014.
  2. Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Calendário de Vacinação do Adulto e Gestante – 2024.
  3. Organização Mundial da Saúde. Pertussis vaccines: WHO position paper – August 2015.
  4. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Tdap Vaccine Information Statement. 2023.
  5. Brasil. Programa Nacional de Imunizações (PNI). Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svs/pni

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