MedFoco

Atlas de Dermatologia

Equimose

Mancha cutânea causada pelo extravasamento de sangue para os tecidos, geralmente relacionada a trauma, fragilidade vascular, alterações plaquetárias, coagulopatias ou uso de medicamentos anticoagulantes.

Lesão purpúrica Mancha plana Variação de cor
Visão Geral
Características
Diagnóstico
Galeria
Tratamento
Referências
Equimose

Visão Geral

A equimose é uma alteração da coloração da pele causada pelo extravasamento de sangue dos vasos sanguíneos para o tecido subcutâneo, mantendo a superfície cutânea íntegra.

Clinicamente, aparece como uma mancha plana, não elevada, de coloração arroxeada, azulada, avermelhada ou amarelada, dependendo do tempo de evolução e da degradação dos pigmentos sanguíneos.

Pode surgir após traumas leves ou intensos, procedimentos, injeções, quedas, fragilidade capilar, envelhecimento cutâneo, uso de anticoagulantes, antiagregantes plaquetários ou doenças hematológicas.

Embora muitas equimoses sejam benignas e autolimitadas, lesões espontâneas, extensas, recorrentes ou associadas a sangramentos em outros locais devem levantar suspeita de distúrbios de coagulação ou plaquetas.

Principais achados
  1. Mancha plana na pele, geralmente não palpável
  2. Coloração roxa, azulada, avermelhada ou amarelada
  3. Bordas irregulares e tamanho variável
  4. Não desaparece à digitopressão
  5. Pode estar associada a dor local após trauma
  6. Costuma mudar de cor durante a evolução
Estrutura em destaque
Estrutura em destaque da equimose

A estrutura em destaque é a pele com extravasamento sanguíneo no tecido subcutâneo. A coloração ocorre pela presença e degradação do sangue fora dos vasos.

Estrutura em destaque da equimose
Características Clínicas

A equimose pertence ao grupo das lesões purpúricas e representa uma área de sangramento cutâneo ou subcutâneo maior que as petéquias. Diferente do eritema, não desaparece à pressão.

A aparência varia conforme a profundidade do sangramento, o tempo de evolução, a cor da pele, a região acometida e a causa associada.

Mancha plana

Geralmente é uma alteração plana da cor da pele, sem elevação significativa, calor ou descamação.

Variação de cor

Pode apresentar tons vermelho-arroxeados, azulados, esverdeados, amarelados ou acastanhados conforme a evolução.

Não some à pressão

Por representar sangue extravasado fora dos vasos, a lesão não desaparece quando comprimida.

Bordas irregulares

As margens costumam ser mal delimitadas ou irregulares, especialmente em equimoses traumáticas.

Tamanho variável

Pode variar de pequenas áreas purpúricas até lesões extensas, dependendo da intensidade do sangramento.

Evolução espontânea

Em casos simples, tende a regredir gradualmente ao longo de dias ou semanas, com mudança progressiva da coloração.

Relação com trauma

Muitas equimoses surgem após pancadas, quedas, compressão local, punções, injeções ou procedimentos.

Sinal de alerta

Equimoses espontâneas, recorrentes, muito extensas ou associadas a sangramentos devem ser investigadas.

Diagnóstico da Equimose

O diagnóstico da equimose é predominantemente clínico, baseado na inspeção da pele, na história do surgimento da lesão e na identificação de fatores precipitantes.

A investigação complementar é indicada quando há equimoses sem trauma evidente, recorrência, extensão desproporcional, uso de anticoagulantes, sinais sistêmicos ou sangramentos associados.

Exame clínico da pele

Avalia localização, tamanho, coloração, bordas, presença de dor, edema, outras lesões purpúricas e sinais de trauma.

Digitopressão

Ajuda a diferenciar equimose de eritema: lesões hemorrágicas não desaparecem com a pressão local.

História clínica

Investiga trauma, quedas, procedimentos, medicamentos, doenças hepáticas, sintomas sistêmicos e sangramentos prévios.

Hemograma e plaquetas

Úteis quando há suspeita de trombocitopenia, anemia, doença hematológica ou sangramento espontâneo.

Coagulograma

Pode incluir TP/INR, TTPa e outros testes conforme suspeita de coagulopatia ou uso de anticoagulantes.

Avaliação especializada

Pode ser necessária em casos recorrentes, extensos, inexplicados ou associados a alterações laboratoriais.

Diagnóstico diferencial

A equimose deve ser diferenciada de petéquias, púrpura palpável, hematoma, eritema, vasculites, dermatites pigmentares purpúricas e lesões vasculares.

A presença de lesão palpável, necrose, febre, dor intensa, sangramento mucoso ou sintomas sistêmicos muda a abordagem e exige avaliação clínica mais detalhada.

Galeria Dermatológica

Abaixo estão exemplos clínicos e imagens ilustrativas relacionadas à equimose, destacando diferentes localizações, padrões de cor e apresentações cutâneas.

Tratamento da Equimose

O tratamento depende da causa, extensão, localização, sintomas associados e contexto clínico. Equimoses traumáticas simples costumam ter manejo conservador.

Quando há suspeita de distúrbio hematológico, coagulopatia, uso inadequado de anticoagulantes ou sangramento sistêmico, a prioridade é identificar e tratar a causa de base.

Compressas frias

Nas primeiras horas após trauma, podem ajudar a reduzir dor, edema e extensão do sangramento local.

Repouso relativo

Evitar novos traumas e reduzir esforço local pode ser útil em equimoses dolorosas ou associadas a contusão.

Elevação do membro

Quando localizada em braços ou pernas, a elevação pode ajudar no controle do edema associado.

Revisão medicamentosa

Anticoagulantes, antiagregantes e outros medicamentos devem ser revisados quando houver equimoses frequentes ou extensas.

Investigação laboratorial

Indicada em lesões espontâneas, recorrentes, extensas ou associadas a sangramento nasal, gengival, urinário ou gastrointestinal.

Tratar causa de base

Coagulopatias, trombocitopenia, vasculites, doenças hepáticas ou deficiência nutricional exigem manejo específico.

Quando procurar atendimento?

Procurar avaliação médica se a equimose surgir sem causa aparente, for muito extensa, recorrente, dolorosa, associada a febre, queda do estado geral, sangramentos, uso de anticoagulantes ou trauma importante.

Equimoses ao redor dos olhos após trauma craniano, lesões em múltiplas regiões, suspeita de violência, sangramento ativo ou sinais de choque exigem avaliação urgente.

Referências Bibliográficas

As referências abaixo foram utilizadas como base para a construção deste conteúdo sobre equimose, lesões purpúricas, sangramento cutâneo e avaliação dermatológica.

Livros, Manuais e Dermatologia Clínica
  1. BOLOGNIA, J. L.; SCHAFFER, J. V.; CERRONI, L. Dermatology. 5. ed. Elsevier, 2024.
  2. FITZPATRICK, T. B. et al. Fitzpatrick's Dermatology. 9. ed. McGraw-Hill Education, 2019.
  3. HABIF, T. P. Clinical Dermatology: A Color Guide to Diagnosis and Therapy. 7. ed. Elsevier, 2021.
  4. DERMNET. Purpura; Bleeding and bruising. DermNet NZ.
  5. MERCK MANUAL PROFESSIONAL VERSION. Description of Skin Lesions; Purpura Simplex. Merck & Co.
Fontes das Imagens

As imagens utilizadas neste atlas dermatológico foram produzidas com finalidade educacional, utilizando referências clínicas reais e representações didáticas.

Parte das imagens pode ter sido editada ou aprimorada digitalmente para facilitar a identificação das características da equimose, mantendo finalidade exclusivamente ilustrativa.

Observação

Este material possui finalidade exclusivamente educacional e não substitui avaliação médica, diagnóstico individualizado ou conduta profissional.

Informações Rápidas
Lesão
Equimose
Tipo
Mancha hemorrágica cutânea
Estrutura afetada
Pele e tecido subcutâneo
Causa comum
Trauma, fragilidade vascular ou alterações da coagulação
Sinal típico
Coloração roxa, azulada ou amarelada que não some à pressão
Rolar para cima