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Direitos trabalhistas e família

Licença Paternidade

Orientações aos homens quanto à dispensa do trabalho, sem prejuízo do emprego, do salário e dos demais benefícios, por conta do direito de licença paternidade.

Nascimento ou adoção Direito trabalhista Apoio familiar

Visão Geral

A licença paternidade é um direito garantido ao pai para que ele possa se afastar temporariamente do trabalho após o nascimento, adoção ou guarda judicial para fins de adoção de uma criança, sem prejuízo do emprego, do salário e dos demais benefícios.

Esse período tem como objetivo permitir que o pai esteja presente nos primeiros dias de adaptação familiar, oferecendo apoio à mulher no pós-parto, participando dos cuidados iniciais com o recém-nascido e fortalecendo o vínculo com a criança.

Assim como a licença maternidade, a licença paternidade integra o conjunto de direitos relacionados à parentalidade e à proteção da família no contexto trabalhista.

5 dias corridos Empresa Cidadã: até 20 dias Adoção: regra específica

Nascimento da criança

Em regra, a licença paternidade tem duração de 5 dias corridos, contados a partir do primeiro dia útil após o nascimento da criança.

Apoio no pós-parto

A presença do pai nos primeiros dias ajuda no suporte à mulher, na divisão dos cuidados e na adaptação da família à nova rotina.

Sem atestado médico

Para solicitar a licença paternidade, não é necessária a emissão de atestado médico. A comprovação ocorre por meio da certidão de nascimento.

Resumo prático para orientação
Licença Paternidade

A licença paternidade é o direito de afastamento remunerado concedido ao pai em razão do nascimento, adoção ou guarda judicial para fins de adoção de uma criança.

No nascimento de filho biológico, a duração habitual é de 5 dias corridos, iniciando-se a partir do primeiro dia útil após o nascimento da criança.

Quando a empresa participa do Programa Empresa Cidadã, o pai poderá ter direito à prorrogação da licença, totalizando até 20 dias de afastamento, desde que cumpra os critérios exigidos.

Para solicitar o afastamento, o trabalhador deve comunicar previamente o setor de Recursos Humanos da empresa e apresentar a certidão de nascimento no primeiro dia útil após a licença.

Em casos de adoção ou guarda judicial para fins de adoção, há regras específicas relacionadas ao direito de licença remunerada, especialmente para o pai adotante.

Observação: esta página possui finalidade educacional e informativa. Em situações específicas, recomenda-se confirmar as regras aplicáveis junto ao setor de Recursos Humanos, sindicato, assessoria jurídica ou legislação vigente.
Mensagem central

A licença paternidade busca garantir a presença do pai nos primeiros dias após o nascimento ou chegada da criança, fortalecendo o cuidado compartilhado e o vínculo familiar.

Direitos quanto à paternidade

A licença paternidade, assim como a licença maternidade, é um dos direitos garantidos pela Consolidação das Leis Trabalhistas, sendo destinada a assegurar o afastamento do pai do trabalho por período determinado, sem prejuízo do emprego, do salário e dos demais benefícios.

Na regra geral, a duração da licença paternidade é de 5 dias corridos, contados a partir do primeiro dia útil após o nascimento da criança.

Regra geral

O pai tem direito a 5 dias corridos de licença paternidade, iniciando a contagem no primeiro dia útil após o nascimento da criança.

Empresa Cidadã

Se a empresa participar do Programa Empresa Cidadã, o pai poderá ter direito à extensão da licença para um total de 20 dias de afastamento.

Servidores públicos

Em muitos contextos do serviço público, pode haver prorrogação semelhante, conforme regras administrativas e normativas aplicáveis ao vínculo do trabalhador.

Adoção ou guarda judicial

Em caso de adoção ou guarda judicial para fins de adoção, é direito do homem que adota uma criança a licença paternidade remunerada de 120 dias, permitindo maior adaptação à rotina familiar e aos cuidados com o filho.

Esse período favorece a construção do vínculo, a organização da rotina doméstica e a participação ativa do pai nos cuidados iniciais da criança.

Adoção por casal

Caso a adoção seja feita com outra pessoa, seja em relacionamento heteroafetivo ou homoafetivo, apenas uma delas terá direito à licença de 120 dias, conforme escolha do casal.

O benefício de licença paternidade estendida de 120 dias cabe somente ao pai adotante. Portanto, o pai biológico segue com direito a apenas 5 dias.

Resumo dos prazos

Regra geral: 5 dias corridos. Empresa Cidadã: até 20 dias. Adoção ou guarda judicial para fins de adoção: regra específica de 120 dias para o pai adotante.

Atenção às regras da instituição

Empresas, órgãos públicos e vínculos específicos podem ter normas próprias de solicitação, documentação e prorrogação. Oriente o pai a confirmar o fluxo com o RH.

Orientações gerais

É importante estimular a presença do pai durante o seguimento e as consultas do pré-natal. Esse momento representa uma oportunidade para informar, orientar e discutir os direitos relacionados à licença paternidade.

A participação do pai no pré-natal favorece o vínculo familiar, amplia a compreensão sobre os cuidados com a gestante e com o recém-nascido e ajuda na organização prática dos primeiros dias após o parto.

Como solicitar a licença
  1. Comunicar com antecedência ao setor de Recursos Humanos da empresa a necessidade de afastamento.
  2. Informar a previsão do parto ou a data provável de início da licença, quando possível.
  3. Após o nascimento, apresentar a certidão de nascimento no primeiro dia útil após a licença.
  4. Não é necessária a emissão de atestado médico para solicitar a licença paternidade.
Para prorrogar para 20 dias
  1. Confirmar se a empresa está incluída no Programa Empresa Cidadã.
  2. Solicitar a prorrogação em até 2 dias úteis após o parto da criança.
  3. Comprovar participação em programa ou atividade de orientação sobre paternidade responsável.
  4. Verificar se a atividade de orientação aceita pela instituição pode ser presencial ou online.
Papel da equipe de saúde

Durante o pré-natal, a equipe de saúde pode orientar o pai sobre seus direitos, explicar os prazos da licença paternidade e reforçar a importância da presença paterna nos cuidados iniciais com a criança.

Essa conversa também pode abordar a divisão de tarefas, sinais de alerta no pós-parto, apoio emocional à mulher e participação nas consultas de seguimento.

Por que esse direito importa?

A ideia da licença paternidade é garantir que o pai esteja presente com a mulher nos primeiros dias que sucedem o parto, apoiando sua família e dividindo os cuidados.

Esse período também permite que o pai se adapte à nova realidade, compreenda melhor a rotina do bebê e participe de forma ativa da construção do cuidado familiar.

Orientação útil ao pai

“Converse previamente com o RH, confirme os documentos exigidos e organize sua ausência do trabalho para estar presente nos primeiros dias após o nascimento.”

Não confundir com atestado

A licença paternidade não depende de atestado médico. O documento utilizado para comprovação, em regra, é a certidão de nascimento da criança.

Referências Bibliográficas

As referências abaixo servem como base para as orientações relacionadas à licença paternidade, direitos parentais, atenção primária e cuidado familiar.

Livros e legislação
  1. DUNCAN, B. B.; SCHMIDT, M. I.; GIUGLIANI, E. R. J. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2013.
  2. GUSSO, G.; LOPES, J. M. C. Tratado de medicina de família e comunidade. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019.
  3. BRASIL. Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jurídicos. Lei nº 10.421, de 15 de abril de 2002. Brasília: Casa Civil, 2002.
  4. BRASIL. Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jurídicos. Lei nº 12.873, de 24 de outubro de 2013. Brasília: Casa Civil, 2013.
Observação legal

As regras de licença paternidade podem variar conforme o vínculo de trabalho, normas institucionais, acordos coletivos, regime jurídico e adesão ao Programa Empresa Cidadã.

Por isso, em caso de dúvida, é recomendado confirmar a regra aplicável com o setor de Recursos Humanos, sindicato, assessoria jurídica ou fonte oficial atualizada.

Finalidade educacional

Este conteúdo tem finalidade educacional e deve ser utilizado como orientação geral. A aplicação prática deve considerar a legislação vigente e o contexto específico do trabalhador.

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