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Regulação hospitalar • Rio de Janeiro

Internação Eletiva na Atenção Primária

Fluxo para solicitação de internação hospitalar programada a partir da Atenção Primária no município do Rio de Janeiro, destinada a pacientes com indicação de internação que não necessitam de transferência imediata ou no mesmo dia.

Internação programada Regulação hospitalar Município do Rio de Janeiro

Visão Geral

A internação eletiva é a solicitação de vaga hospitalar para situações em que há indicação clínica de internação, porém o paciente não necessita de transferência imediata ou de internação no mesmo dia. O objetivo é organizar o acesso hospitalar por meio da regulação, mantendo o acompanhamento clínico na Atenção Primária enquanto a vaga é aguardada.

No município do Rio de Janeiro, as solicitações de internação eletiva para investigação clínica são inseridas no fluxo de regulação hospitalar. A descrição clínica deve justificar claramente por que o paciente necessita de internação e quais informações sustentam essa indicação.

Esse fluxo não substitui o encaminhamento de urgência ou emergência. Quando o quadro exige recurso hospitalar imediato, remoção no mesmo dia ou há risco de deterioração clínica, deve ser utilizado o fluxo de urgência correspondente.

Sem necessidade imediata Indicação clínica Seguimento até regulação

Indicação hospitalar

O caso deve apresentar necessidade de investigação, tratamento ou cuidado em ambiente hospitalar, sem caráter de urgência imediata.

Justificativa clínica

O pedido deve conter informações suficientes para que a regulação compreenda a condição atual e o motivo da internação.

Acompanhamento

Enquanto aguarda a vaga, o caso deve permanecer sob acompanhamento e ter sua evolução atualizada quando houver mudança clínica.

Quando o fluxo eletivo faz sentido

Paciente com indicação de internação hospitalar, clinicamente estável e sem necessidade de transferência imediata ou no mesmo dia.

Quando não usar

Quadros de urgência ou emergência, instabilidade clínica ou necessidade de acesso hospitalar imediato não devem aguardar regulação eletiva.

Como solicitar

A solicitação deve ser realizada por profissional habilitado no fluxo municipal de regulação e vinculado à unidade de saúde correspondente. O cadastro e os perfis de acesso dependem da vinculação institucional do profissional e da unidade no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).

Para internação eletiva, o pedido deve ser inserido no módulo hospitalar do sistema de regulação utilizado pelo município, seguindo o fluxo institucional vigente da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro.

1

Confirmar a indicação de internação

Avalie se o paciente realmente necessita de cuidado hospitalar e se o quadro permite aguardar a regulação sem transferência imediata.

2

Acessar o fluxo de regulação

Utilize o acesso institucional disponibilizado à unidade para o módulo hospitalar de regulação, com perfil profissional vinculado ao serviço.

3

Descrever o caso de forma detalhada

Registre história clínica, evolução, achados relevantes do exame físico, exames disponíveis, hipóteses diagnósticas, tratamentos já realizados e a justificativa objetiva para internação hospitalar.

4

Manter dados de contato atualizados

Garanta que a unidade tenha meios de localizar o paciente e que as informações necessárias para comunicação da regulação estejam corretas.

5

Acompanhar a solicitação

Consulte o andamento do pedido e atualize a evolução clínica sempre que houver mudança relevante enquanto a vaga ainda não tiver sido regulada.

Informações que fortalecem a solicitação

Quadro clínico

Sintomas, tempo de evolução, gravidade e repercussão funcional.

Exame físico

Sinais vitais e achados positivos ou negativos que orientem a regulação.

Investigação

Exames laboratoriais e de imagem já realizados, quando disponíveis.

Objetivo

Motivo específico pelo qual o paciente necessita de internação hospitalar.

Solicitação incompleta pode dificultar a regulação

Evite descrições genéricas como “necessita internação” sem explicar o contexto clínico. A justificativa deve demonstrar por que o cuidado hospitalar é necessário e por que o caso pode seguir fluxo eletivo.

Acompanhamento enquanto aguarda a vaga

A solicitação de internação eletiva não encerra a responsabilidade assistencial da Atenção Primária. Enquanto a vaga não for disponibilizada, o paciente deve continuar sendo acompanhado de acordo com sua condição clínica e com a capacidade de seguimento da unidade.

O pedido deve ser revisto periodicamente. Caso ocorram novos sintomas, piora clínica, alteração de exames ou mudança da hipótese diagnóstica, essas informações devem ser incorporadas à solicitação conforme o fluxo disponível.

Durante a espera
  • Consultar regularmente o andamento da solicitação.
  • Manter contato e acompanhamento clínico do paciente.
  • Atualizar alterações relevantes do quadro clínico.
  • Registrar em prontuário as condutas e orientações realizadas.
  • Reavaliar se o paciente continua adequado ao fluxo eletivo.
Se o quadro mudar
  • Reavaliar o paciente clinicamente.
  • Identificar sinais de instabilidade ou necessidade de cuidado imediato.
  • Não manter em fila eletiva um caso que passou a exigir atenção hospitalar urgente.
  • Acionar o fluxo de urgência e regulação apropriado quando houver indicação.
  • Atualizar o prontuário e a solicitação conforme a evolução.
Internação eletiva x Vaga Zero
Característica Internação eletiva Vaga Zero / urgência
Tempo para acesso hospitalar Pode aguardar regulação. Necessidade de acesso imediato ou no mesmo dia.
Condição clínica Paciente estável, com indicação hospitalar não urgente. Urgência, emergência, instabilidade ou necessidade de recurso não disponível na APS de forma imediata.
Objetivo Internação programada para investigação, tratamento ou cuidado hospitalar. Remoção e acesso hospitalar urgente para avaliação ou tratamento.
Conduta enquanto aguarda Acompanhamento clínico e atualização do quadro. Estabilização e suporte até a transferência, conforme necessidade clínica.
Vaga Zero não é fluxo de internação eletiva

Vaga Zero é destinada a situações de urgência ou emergência que exigem acesso hospitalar imediato. Se o paciente piorar enquanto aguarda uma vaga eletiva, deve ser reavaliado e direcionado ao fluxo de urgência quando indicado.

Fluxos operacionais podem ser atualizados

Sistemas, perfis de acesso e canais institucionais podem sofrer mudanças. A equipe deve seguir as orientações vigentes da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro e da coordenação local de regulação.

Referências Bibliográficas

Referências utilizadas para contextualizar o fluxo de regulação hospitalar e diferenciar internação eletiva de situações de urgência no município do Rio de Janeiro.

Regulação e Atenção Primária
  1. SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DO RIO DE JANEIRO. SISREG – Protocolo para o Regulador: Referência Rápida de Critérios Clínicos para o Regulador. Rio de Janeiro: Secretaria Municipal de Saúde, 2016.
  2. SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DO RIO DE JANEIRO. Transparência do SUS Carioca – Portal de Transparência SISREG. Rio de Janeiro: Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.
  3. SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DO RIO DE JANEIRO. Relatório Anual de Gestão 2025 – SUBPAV. Rio de Janeiro: Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, 2026.
  4. SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DO RIO DE JANEIRO. SISREG – Protocolo para o Regulador: Protocolo Clínico de Critérios para Regulação de Vagas Ambulatoriais. Rio de Janeiro: Secretaria Municipal de Saúde, 2015.
Aplicação local

Este fluxo é específico para o contexto da rede municipal do Rio de Janeiro. Outros municípios e estados podem utilizar sistemas, critérios operacionais e canais de regulação diferentes.

Responsabilidade assistencial

A decisão sobre a necessidade e o caráter da internação deve considerar a avaliação clínica atual. Mudanças no estado do paciente exigem reavaliação e eventual mudança do fluxo de acesso.

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