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Choque Cardiogênico

Hipoperfusão tecidual causada por falência da bomba cardíaca, com mortalidade que ainda chega a cerca de 50%. O manejo tem dois eixos simultâneos: estabilizar a hemodinâmica e tratar a causa — no infarto, a revascularização precoce é a intervenção que mais reduz mortalidade.

Suporte hemodinâmico Tratar a causa Aminas e inotrópicos Suporte mecânico
Tempo de leitura: 10 min
Atualizado em: 13/07/2026

Reconhecimento

  • PAS < 90 mmHg por ≥ 30 min ou necessidade de droga vasoativa
  • Sinais de hipoperfusão: oligúria, confusão, extremidades frias
  • Lactato elevado e acidose metabólica
  • Congestão pulmonar frequentemente associada

Primeiras medidas

  • Monitorização, O₂ e acesso central + linha arterial
  • ECG e ecocardiograma precoces
  • Corrigir a PA antes de associar inotrópico
  • IAM: revascularizar sem atraso

Drogas vasoativas

  • Noradrenalina: 1ª escolha no hipotenso
  • Dobutamina ou milrinona: baixo débito
  • Vasodilatador só no normo/hipertenso
  • Furosemida apenas se congestão

Refratário

  • Suporte circulatório mecânico
  • Impella CP no choque pós-IAMCSST selecionado
  • ECMO-VA sem benefício de mortalidade
  • Decisão por shock team multidisciplinar

O que é

O choque cardiogênico é um estado de hipoperfusão tecidual sustentada decorrente de falência primária da bomba cardíaca, com débito cardíaco insuficiente para as demandas metabólicas apesar de volemia adequada. É a forma de choque com maior letalidade — a mortalidade descrita ainda alcança cerca de 50%.

O infarto agudo do miocárdio é a causa mais frequente, e o reconhecimento rápido, associado ao suporte hemodinâmico e ao tratamento da causa, é o que muda o desfecho.

No choque por IAM, a revascularização precoce é a medida com maior impacto sobre a mortalidade. Estabilize a hemodinâmica e trate a causa em paralelo, nunca em sequência.

Fisiopatologia

A queda da contratilidade reduz o volume sistólico e o débito cardíaco, elevando as pressões de enchimento e gerando congestão pulmonar. A hipoperfusão coronária agrava a isquemia, fechando um ciclo vicioso de disfunção progressiva.

Inicialmente há aumento compensatório da resistência vascular periférica. Nas fases avançadas, a resposta inflamatória sistêmica e a acidose produzem vasoplegia, e o quadro passa a somar componente distributivo — por isso alguns pacientes deixam de responder apenas ao inotrópico.

Consequências clínicas diretas

  • ↓ Débito cardíaco → hipotensão, oligúria, confusão, extremidades frias.
  • ↑ Pressões de enchimento → dispneia, estertores, congestão pulmonar.
  • ↓ Perfusão coronária → mais isquemia e mais disfunção.
  • Hipoperfusão sistêmica → lactato elevado, acidose, lesão renal e hepática.
  • Vasoplegia tardia → resposta inflamatória, com queda da RVP.
Perfil hemodinâmico clássico

Índice cardíaco baixo (< 2,2 L/min/m² com suporte, ou < 1,8 sem suporte), PCAP elevada (> 15 mmHg) e RVP habitualmente aumentada. É o padrão "frio e úmido".

Números que importam

Mortalidade

Ainda próxima de 50% nas séries atuais.

Causa principal

IAM e suas complicações mecânicas.

Incidência no IAMCSST

Cerca de 10% dos pacientes com supra de ST.

Tempo

Reperfusão precoce é o fator modificável mais importante.

Shock team

Abordagem multidisciplinar melhora a tomada de decisão.

Quadro clínico

Hipotensão

PAS baixa e/ou necessidade de vasopressor, acompanhada de sinais de baixo débito.

Oligúria

Diurese < 0,5 mL/kg/h por má perfusão renal.

Rebaixamento

Confusão, agitação ou torpor por hipoperfusão cerebral.

Extremidades frias

Pele fria e pegajosa, moteamento, enchimento capilar lentificado.

Congestão

Dispneia, ortopneia e estertores por congestão pulmonar.

Dor / palpitações

Frequentes no IAM; instalação súbita sugere arritmia ou complicação mecânica.

Nem todo paciente está hipotenso no primeiro atendimento: o pré-choque (SCAI B) cursa com PA ainda preservada, mas já há taquicardia e sinais precoces de má perfusão.

Critérios diagnósticos

Diagnóstico clínico-hemodinâmico. Considerar choque cardiogênico quando há hipotensão sustentada associada a evidência de hipoperfusão, em contexto de disfunção cardíaca.

# Componente Como reconhecer
1 Hipotensão sustentada PAS < 90 mmHg por ≥ 30 minutos;
ou necessidade de vasopressor / inotrópico para manter PAS > 90 mmHg.
2 Evidência de hipoperfusão Pelo menos um: oligúria (< 0,5 mL/kg/h) • rebaixamento do nível de consciência • extremidades frias e mal perfundidas • lactato elevado / acidose metabólica.
3 Confirmação hemodinâmica
(quando disponível)
Índice cardíaco < 1,8 L/min/m² sem suporte (ou < 2,2 com suporte) e PCAP > 15 mmHg — perfil de baixo débito com pressões de enchimento elevadas.
A hipovolemia deve ser afastada: o choque cardiogênico é definido por falência de bomba, não por volume insuficiente. Ecocardiograma e ultrassom à beira-leito ajudam nessa distinção.

Estadiamento SCAI SHOCK

A classificação SCAI organiza o espectro do choque em cinco estágios, do risco à refratariedade. É útil para comunicação entre equipes, triagem e prognóstico — a mortalidade aumenta progressivamente de A para E.

Estágio Descrição Perfil clínico
A Em risco
(at risk)
Sem sinais de choque ou hipoperfusão, mas com risco de evoluir (ex.: IAM extenso, IC descompensada).
B Início / pré-choque
(beginning)
Hipotensão relativa ou taquicardia sem hipoperfusão: perfusão ainda preservada, lactato normal.
C Clássico
(classic)
Hipoperfusão instalada, exigindo intervenção (droga vasoativa, volume ou suporte mecânico) além do volume isolado.
D Deteriorando
(deteriorating)
Falha em responder às medidas iniciais: necessidade de escalonar drogas ou dispositivos.
E Extremo
(extremis)
Colapso circulatório, muitas vezes com parada cardíaca refratária e necessidade de suporte máximo.
A parada cardíaca é considerada um modificador do estágio, e não um estágio isolado — ela agrava o prognóstico em qualquer letra.

Fatores de risco para evoluir com choque

Idade avançada

Reserva cardiovascular reduzida e maior carga de comorbidades.

IAM de parede anterior

Maior massa miocárdica acometida e pior função ventricular.

Doença multiarterial

Menor reserva coronária e maior extensão de isquemia.

PAS baixa e FC elevada

Sinais precoces de baixo débito já na admissão.

IAMCSST com BRE

Marcador de maior extensão e pior prognóstico.

Diabetes e doença renal

Aumentam a mortalidade e limitam as opções terapêuticas.

Principais causas

O infarto agudo do miocárdio e suas complicações mecânicas são a causa mais comum de choque cardiogênico.
IAM e complicações mecânicas

Insuficiência mitral aguda por ruptura de músculo papilar/cordoalha, comunicação interventricular e ruptura de parede livre do VE.

IC crônica agudizada

Descompensação grave de insuficiência cardíaca, com evolução para baixo débito.

Arritmias

Taqui ou bradiarritmias com colapso hemodinâmico — instalação súbita.

Miocardite

Inflamação miocárdica aguda com disfunção ventricular grave, sobretudo a forma fulminante.

Takotsubo

Disfunção apical transitória; particularidade importante — pode melhorar com betabloqueador.

Outras

Dissecção aórtica com insuficiência aórtica aguda, trauma cardíaco, endocardite valvar e TEP maciço com cor pulmonale agudo.

Diagnósticos diferenciais

Todo choque com hipotensão e hipoperfusão exige distinguir o mecanismo — o tratamento diverge radicalmente. O ecocardiograma à beira-leito costuma resolver a dúvida.

  • Choque séptico — extremidades quentes, RVP baixa, débito habitualmente elevado.
  • Choque hipovolêmico — pressões de enchimento baixas; responde ao volume.
  • Choque obstrutivo — tamponamento cardíaco, TEP maciço, pneumotórax hipertensivo.
  • Estenose aórtica grave — cuidado: inotrópico e vasodilatador podem ser deletérios.
  • Cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva — a dobutamina piora a obstrução da via de saída.
  • Choque misto — combinação frequente na UTI (cardiogênico + distributivo).
Sopro novo em paciente com IAM e deterioração hemodinâmica: pense em complicação mecânica e solicite ecocardiograma imediatamente.

Investigação complementar

A investigação corre em paralelo à estabilização, nunca antes dela. O objetivo é definir a causa (isquemia, arritmia, complicação mecânica) e o perfil hemodinâmico.

ECG

Supra ou infra de ST, inversão de T, arritmias (TV), BAV total e sinais de sobrecarga. Essencial para detectar IAM e arritmias precipitantes — deve ser feito em minutos.

Ecocardiograma

Exame-chave: avalia função de VE e VD, débito, pressões de enchimento e identifica complicações mecânicas, lesões valvares e tamponamento.

Radiografia de tórax

Congestão pulmonar, linhas B de Kerley, infiltrado alveolar, derrames e cardiomegalia.

Laboratório e gasometria

Lactato e acidose metabólica (marcadores de hipoperfusão e de resposta ao tratamento), troponina, BNP/NT-proBNP, função renal e hepática, ScvO₂ < 65% e gap de CO₂ ≥ 6 mmHg.

Coronariografia

Diagnóstica e terapêutica na suspeita de choque por IAM. Não deve ser adiada por exames adicionais.

Cateter de artéria pulmonar (Swan-Ganz)

Útil quando o mecanismo é incerto, no choque misto ou para guiar o desmame de suporte. PCAP > 15 mmHg e índice cardíaco baixo confirmam o perfil. Contraindicado nas complicações mecânicas do infarto com shunt não caracterizado.

O lactato seriado é um dos melhores marcadores de resposta terapêutica: a queda progressiva indica melhora da perfusão tecidual.

Sequência inicial

Aplique o ABCDE e trate causa e hemodinâmica ao mesmo tempo. As primeiras horas definem o desfecho.

  1. Monitorização contínua: ECG, PA, SpO₂ e diurese (sonda vesical).
  2. Oxigênio se hipoxemia — alvo de SatO₂ > 90%. Considerar IOT e ventilação mecânica na insuficiência respiratória ou no rebaixamento do nível de consciência.
  3. Acesso venoso central (preferir jugular interna) e linha arterial para monitorização contínua da PA.
  4. ECG e ecocardiograma precoces — tratar a CAUSA (isquemia, arritmia, complicação mecânica).
  5. Se IAM: revascularização precoce — angioplastia primária da lesão culpada (fibrinólise apenas se ICP indisponível em tempo hábil).
  6. Suspender betabloqueadores e demais anti-hipertensivos (exceção: Takotsubo, que pode melhorar com betabloqueador).
  7. Corrigir a pressão arterial com noradrenalina e só então associar o inotrópico ("cabeça de pressão" antes do inotrópico).
  8. Corrigir arritmias, distúrbios eletrolíticos, hipoxemia e acidose — todos agravam a disfunção de bomba.
  9. Acionar cardiologia/hemodinâmica e considerar suporte mecânico se refratário.

A sequência das drogas

Normalize a PA primeiro (noradrenalina) e só depois associe o inotrópico. Vasodilatador apenas no paciente normo/hipertenso e em uso de inotrópico — nunca no hipotenso.
Primeiro
Noradrenalina
Vasopressor de escolha no hipotenso — alvo de PAM > 60–65 mmHg
0,05–1 mcg/kg/min em BIC
Depois
Inotrópico
Dobutamina, milrinona ou levosimendana, conforme o perfil
Só após PA aceitável
Não há evidência de superioridade entre os inotrópicos: o estudo DOREMI não mostrou diferença entre dobutamina e milrinona. Individualize e use a menor dose eficaz, pelo menor tempo possível.

Volume: usar com cautela

Diferente dos demais choques, aqui a expansão volêmica não é a regra. A maioria dos pacientes está congesta, com pressões de enchimento elevadas.

Quando considerar volume

Se houver dúvida sobre hipovolemia associada (ex.: IAM de VD, uso prévio de diurético, jejum prolongado), teste com bolus pequeno e criterioso de cristaloide, reavaliando imediatamente perfusão e ausculta.

Quando evitar

Congestão pulmonar evidente, PCAP elevada ou piora da hipoxemia após o bolus. Nesses casos, o caminho é inotrópico, vasopressor e, se houver hipervolemia, diurético de alça.

Calculadora de infusões

Informe o peso para obter a velocidade em mL/h nas diluições padronizadas. Todas as drogas em BIC seguem a fórmula: mL/h = (dose [mcg/kg/min] × peso [kg] × 60) ÷ concentração [mcg/mL].

kg
Droga e diluição Dose Velocidade
Valores calculados para as diluições listadas. A nitroglicerina é dose fixa (mcg/min), independente do peso, e a furosemida é bolus (mL). Ferramenta de apoio: confira sempre a apresentação disponível e titule pela resposta clínica.

Vasopressor — 1ª linha no hipotenso

No paciente com PAS < 90 mmHg, a noradrenalina é a escolha inicial razoável, com alvo de PAM > 60–65 mmHg. Ela cria a "cabeça de pressão" necessária para que o inotrópico possa ser associado com segurança.

Inotrópicos — baixo débito

Indicados no baixo débito sintomático, após a correção da pressão arterial. Não há superioridade demonstrada entre os agentes (DOREMI): escolha conforme betabloqueio prévio, função renal e disponibilidade, sempre na menor dose eficaz.

Vasodilatadores e diurético

Vasodilatadores reduzem a pós-carga e as pressões de enchimento, mas só podem ser usados em pacientes normo/hipertensos e bem ressuscitados, associados a inotrópico. O diurético entra apenas quando há congestão/hipervolemia.

Suporte circulatório mecânico

Indicado no choque refratário à terapia farmacológica, como ponte para recuperação, transplante ou decisão. A escolha depende da etiologia, do ventrículo acometido, do acesso vascular e da disponibilidade local — a decisão deve ser tomada por equipe multidisciplinar (shock team).

Todos esses dispositivos exigem cânulas de grande calibre e trazem risco relevante de sangramento, isquemia de membro e hemólise. O benefício depende da seleção correta do paciente.

Dispositivos

Balão intra-aórtico (BIA)

Contrapulsação: melhora a perfusão coronária na diástole e reduz discretamente a pós-carga. O estudo IABP-SHOCK II não mostrou redução de mortalidade no choque pós-IAM. Papel maior nas complicações mecânicas (insuficiência mitral aguda, CIV). Contraindicado na insuficiência aórtica grave.

Bomba microaxial (Impella®)

Bomba transvalvar aórtica percutânea que descarrega o VE. O estudo DanGer Shock (2024) foi o primeiro a mostrar redução de mortalidade com o Impella CP em pacientes selecionados com choque por IAMCSST — ao custo de mais sangramento, hemólise e complicações vasculares.

TandemHeart®

Bomba centrífuga percutânea com suporte de até cerca de 5 L/min; requer punção transeptal e tem uso restrito a poucas semanas.

ECMO veno-arterial

Oferece suporte circulatório e respiratório completo, inclusive biventricular. O ECLS-SHOCK (2023) não mostrou redução de mortalidade em 30 dias no choque pós-IAM, com mais complicações. Pode ser considerado em cenários selecionados, geralmente associado a estratégia de descarga do VE.

DAV de média/longa permanência

Dispositivos cirúrgicos (CentriMag®, Excor®, HeartMate 3®) para uso por semanas a meses — ponte para recuperação, transplante ou terapia de destino.

Shock team

Protocolos com equipe dedicada (cardiologia, hemodinâmica, intensivismo, cirurgia) e transferência precoce para centros de referência melhoram a tomada de decisão.

O que os ensaios mostraram

Estudo Intervenção Resultado principal
SHOCK (1999)Revascularização precoceBenefício de sobrevida a longo prazo — base do tratamento até hoje.
IABP-SHOCK II (2012)Balão intra-aórticoSem redução de mortalidade em 30 dias no choque pós-IAM.
CULPRIT-SHOCK (2017)ICP da lesão culpada vs. multiarterial imediataMelhor desfecho com abordagem apenas da lesão culpada.
DOREMI (2021)Dobutamina vs. milrinonaSem diferença em mortalidade ou eventos adversos.
ECLS-SHOCK (2023)ECMO-VA precoceSem redução de mortalidade em 30 dias; mais complicações.
DanGer Shock (2024)Impella CP no IAMCSSTRedução de mortalidade em 180 dias em pacientes selecionados, com mais eventos adversos.

Erros fatais

  • Atrasar a revascularização no choque por IAM.
  • Iniciar inotrópico antes de corrigir a pressão arterial (sem "cabeça de pressão").
  • Usar vasodilatador no paciente hipotenso.
  • Manter betabloqueador e outros anti-hipertensivos (exceção: Takotsubo).
  • Ignorar complicações mecânicas do infarto diante de sopro novo e deterioração súbita.
  • Usar dobutamina na cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva ou na estenose aórtica grave.
  • Expandir volume indiscriminadamente em paciente já congesto.
  • Não seriar lactato e não reavaliar a perfusão após cada intervenção.

Cuidados gerais

  • Dieta zero enquanto houver aminas em doses elevadas ou instabilidade.
  • Considerar dieta enteral quando as doses de amina estiverem aceitáveis e estáveis, sobretudo em ventilação mecânica.
  • Evitar sobrecarga de volume; reavaliar congestão a cada intervenção.
  • Desmame gradual das drogas vasoativas conforme a melhora hemodinâmica e a queda do lactato.
  • Controlar precipitantes: isquemia, arritmia, infecção, anemia e distúrbios eletrolíticos.
  • Profilaxia de TEV e de úlcera de estresse conforme o protocolo institucional.

Checklist de plantão

  • Acesso venoso central (jugular) e linha arterial instalados.
  • Monitor multiparamétrico, sonda vesical e controle rigoroso de diurese.
  • ECG e ecocardiograma realizados precocemente.
  • Aminas e inotrópicos preparados, rotulados e em bomba de infusão.
  • Cardiologia/hemodinâmica acionadas; leito de UTI garantido.
  • Lactato seriado e gasometria em andamento.
  • Suporte mecânico considerado se refratário — acionar shock team.

Aviso importante

Este artigo é uma ferramenta de apoio à decisão clínica, de caráter educacional. Não substitui a avaliação médica presencial, o julgamento clínico individualizado, os protocolos da sua instituição nem a consulta às bulas e diretrizes vigentes. Doses, diluições e velocidades de infusão devem ser sempre conferidas antes da administração.

Referências bibliográficas

Fontes utilizadas na construção deste artigo. Em caso de divergência, prevalecem os protocolos institucionais do seu serviço e as bulas vigentes.

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Dose rápida

Noradrenalina (1ª linha)

0,05–1 mcg/kg/min • 20 mg + 80 mL SG 5% = 200 mcg/mL.

Dobutamina

5–20 mcg/kg/min • 750 mg + 190 mL SG 5% = 3.000 mcg/mL.

Milrinona

0,375–0,75 mcg/kg/min • 20 mg + 180 mL SF = 100 mcg/mL.

Furosemida (se congestão)

0,5–1 mg/kg EV = 0,05–0,1 mL/kg da solução 10 mg/mL.

Em provas / residência

Choque cardiogênico → hipotensão + hipoperfusão + pressões de enchimento altas. Frio e úmido, com RVP elevada.

Decore: noradrenalina antes do inotrópico; ICP da lesão culpada (CULPRIT-SHOCK); BIA e ECMO sem benefício de mortalidade; DanGer Shock favorece o Impella no IAMCSST selecionado.

Mais informações nas abas do artigo.

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