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Bulário clínico · Antimicrobiano

Sulfato de Estreptomicina

Primeiro aminoglicosídeo de uso clínico, administrado por via intramuscular profunda, reservado no Brasil a esquemas especiais de tuberculose, micobacterioses, brucelose, peste e tularemia, com ajuste renal e vigilância de toxicidade vestibular e auditiva.

AminoglicosídeoIM profundaTuberculoseAjuste renalReceita com retençãoToxicidade vestibular

Revisado em pela equipe MedFoco

Toxicidade vestibular é a marca da estreptomicina

Vertigem, desequilíbrio e zumbido podem preceder dano permanente. O risco aumenta com insuficiência renal, idade avançada, desidratação, obesidade, doses altas e tratamento prolongado. Crianças não devem receber doses acima das recomendadas pelo risco de depressão respiratória e coma.

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Visão geral

O essencial do perfil clínico em uma tela.

O que é a estreptomicina?

A estreptomicina é um aminoglicosídeo obtido de Streptomyces griseus, bactericida, que se liga à subunidade 30S do ribossomo e prejudica a síntese proteica de micro-organismos em multiplicação. Atua sobre Mycobacterium tuberculosis em multiplicação ativa extracelular, Yersinia pestis, Francisella tularensis e Brucella, entre outros.

ViasIM · EV em situações especiais
Faixa etáriaCriança (dose por peso) a adulto
SUSRENAME · Estratégico
ReceitaAntimicrobiano · 2 vias

Composição e papel de cada componente1 ativos

Estreptomicina

Bactericida que se liga à proteína S12 da subunidade 30S, causando leitura incorreta do RNA mensageiro e inibição da síntese proteica.

Aminoglicosídeo

Quando usar e quando evitar

Indicações
  • Tuberculose em esquemas especiais (falência, intolerância ou resistência), sempre associada a outros tuberculostáticos.
  • Micobacterioses, incluindo formas cutâneas atípicas e úlcera de Buruli, conforme protocolo.
  • Brucelose, em associação com doxiciclina.
  • Peste (Yersinia pestis), incluindo linfadenite pestosa.
  • Tularemia (Francisella tularensis).
Não indicado
  • Hipersensibilidade à estreptomicina ou a outros aminoglicosídeos.
  • Monoterapia da tuberculose, pelo risco de seleção de resistência.
  • Infecções por micro-organismos não sensíveis ou para profilaxia sem indicação estabelecida.
  • Meningite como fármaco isolado, pela baixa penetração liquórica.

Apresentações

Concentrações, embalagens e nomes comerciais no Brasil.

Apresentações disponíveis1 apresentação

ApresentaçãoForma farmacêuticaConcentração / composiçãoEmbalagemNomes comerciais
Estreptomicina 1 gRENAME · EstratégicoPó para solução injetável1,2529 g (equivalente a 1 g de estreptomicina base)Caixa com 50 frascos-ampola acompanhados de 50 ampolas de 5 mL de água para injeção.
FURP-Estreptomicina
Estreptomicina 1 gPó para solução injetável
RENAME · Estratégico
Concentração / composição
1,2529 g (equivalente a 1 g de estreptomicina base)
EmbalagemCaixa com 50 frascos-ampola acompanhados de 50 ampolas de 5 mL de água para injeção.
Nomes comerciais
FURP-Estreptomicina
Atenção

Rótulo em base, concentração em sal

A solução reconstituída contém ≈ 216 mg/mL de sulfato de estreptomicina, equivalentes a ≈ 172 mg/mL de estreptomicina base. A dose prescrita refere-se à base: 1 g corresponde ao frasco inteiro (≈ 5,8 mL).

Posologia

Dose, frequência e duração por população.

Adulto1 g/dia

IM profunda, dose única diária.

Pediatria20 mg/kg/dia

Até 20 kg; 500 mg/dia de 20 a 35 kg; 1 g/dia acima de 35 kg.

Duração na TB3 meses

Fase intensiva, sempre em associação.

Função renalAmpliar intervalo

ClCr < 50 mL/min: a cada 24–96 h.

Esquemas por população3 grupos

Adulto

Via intramuscular3 esquemas
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Dose usual1.000 mg1 vez ao dia3 meses (tuberculose)Sempre em associação com outros tuberculostáticos. IM profunda após reconstituição. Ajustar pela função renal; em idosos, considerar 500–750 mg/dia.
Brucelose1.000 mg1 vez ao dia14 a 21 diasAssociada a doxiciclina por 6 semanas.
Peste e tularemia1.000 mg12/12 h7 a 10 diasEsquema de diretrizes internacionais de referência (2 g/dia). Monitorar função renal e vestibular.
Dose usual
1.000 mg1 vez ao dia
Detalhes
Duração3 meses (tuberculose)
Observações

Sempre em associação com outros tuberculostáticos. IM profunda após reconstituição. Ajustar pela função renal; em idosos, considerar 500–750 mg/dia.

Brucelose
1.000 mg1 vez ao dia
Detalhes
Duração14 a 21 dias
Observações

Associada a doxiciclina por 6 semanas.

Peste e tularemia
1.000 mg12/12 h
Detalhes
Duração7 a 10 dias
Observações

Esquema de diretrizes internacionais de referência (2 g/dia). Monitorar função renal e vestibular.

Via endovenosa1 esquema
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Uso endovenoso (situações especiais)Mesma dose da via IMConforme indicaçãoConforme indicaçãoDiluir em 50 a 100 mL de SF 0,9% e infundir em, no mínimo, 30 minutos.
Uso endovenoso (situações especiais)
Mesma dose da via IMConforme indicação
Detalhes
DuraçãoConforme indicação
Observações

Diluir em 50 a 100 mL de SF 0,9% e infundir em, no mínimo, 30 minutos.

Pediatria

Via intramuscular3 esquemas
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Dose usual20 mg/kg1 vez ao dia3 meses (tuberculose)Crianças com até 20 kg. Sempre em associação. Não exceder a dose recomendada pelo risco de depressão respiratória e coma.
500 mg1 vez ao dia3 meses (tuberculose)Crianças de 20 a 35 kg. Corresponde a ≈ 2,9 mL da solução reconstituída.
1.000 mg1 vez ao dia3 meses (tuberculose)Crianças com mais de 35 kg. Frasco inteiro reconstituído.
Dose usual
20 mg/kg1 vez ao dia
Detalhes
Duração3 meses (tuberculose)
Observações

Crianças com até 20 kg. Sempre em associação. Não exceder a dose recomendada pelo risco de depressão respiratória e coma.

500 mg1 vez ao dia
Detalhes
Duração3 meses (tuberculose)
Observações

Crianças de 20 a 35 kg. Corresponde a ≈ 2,9 mL da solução reconstituída.

1.000 mg1 vez ao dia
Detalhes
Duração3 meses (tuberculose)
Observações

Crianças com mais de 35 kg. Frasco inteiro reconstituído.

Populações especiais

Gestação e lactação

Gestação

Categoria D

Evitar; usar apenas sem alternativa

Atravessa a placenta; há relatos de surdez congênita bilateral irreversível com estreptomicina. Não integra esquemas de tuberculose para gestantes quando há alternativa.

Lactação

Avaliar risco-benefício

Usar com cautela

Excretada em pequenas quantidades no leite, com absorção oral mínima pelo lactente. Observar diarreia e candidíase no lactente.

Ajuste por órgão

CondiçãoAjuste / DoseFrequênciaObservações
ClCr 10–50 mL/minAjustar intervaloDose usualA cada 24–72 hAjustar intervalo. Monitorar creatinina, audiometria e sinais vestibulares.
ClCr < 10 mL/minAjustar intervaloDose usualA cada 72–96 hAjustar intervalo. Risco elevado de neurotoxicidade; preferir alternativa quando possível.
HemodiáliseDose suplementarDose usual + ½ doseNos dias de diáliseDose suplementar. Administrar após a sessão.
Insuficiência hepáticaSem ajusteSem ajuste posológico específicoConforme indicaçãoSem ajuste. Sem metabolismo hepático relevante. Na tuberculose com hepatopatia, a estreptomicina é uma das opções para esquemas sem fármacos hepatotóxicos.
ClCr 10–50 mL/minAjustar intervalo
Dose usual
FrequênciaA cada 24–72 h
Observações

Ajustar intervalo. Monitorar creatinina, audiometria e sinais vestibulares.

ClCr < 10 mL/minAjustar intervalo
Dose usual
FrequênciaA cada 72–96 h
Observações

Ajustar intervalo. Risco elevado de neurotoxicidade; preferir alternativa quando possível.

HemodiáliseDose suplementar
Dose usual + ½ dose
FrequênciaNos dias de diálise
Observações

Dose suplementar. Administrar após a sessão.

Insuficiência hepáticaSem ajuste
Sem ajuste posológico específico
FrequênciaConforme indicação
Observações

Sem ajuste. Sem metabolismo hepático relevante. Na tuberculose com hepatopatia, a estreptomicina é uma das opções para esquemas sem fármacos hepatotóxicos.

Outras populações

CondiçãoAjuste / DoseFrequênciaObservações
IdosoReduzir dose500–750 mg1 vez ao diaReduzir dose. Maior risco de ototoxicidade; estimar ClCr e monitorar audição e equilíbrio.
IdosoReduzir dose
500–750 mg
Frequência1 vez ao dia
Observações

Reduzir dose. Maior risco de ototoxicidade; estimar ClCr e monitorar audição e equilíbrio.

Modelos de prescrição4 modelos

Adulto · tuberculoseVia intramuscularAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.
Pediatria · até 20 kgVia intramuscularAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.
Pediatria · 20 a 35 kgVia intramuscularAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.
Pediatria · acima de 35 kgVia intramuscularAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.

Administração

Técnica de aplicação, vias e situações especiais.

DiluentesÁgua para injeção (reconstituição) · SF 0,9% (infusão EV)
Via principalIntramuscular profunda

Aplicar em grande massa muscular (glúteo ou face lateral da coxa), alternando os locais. A via EV é reservada a situações especiais, sempre diluída e infundida lentamente.

ReconstituiçãoReconstituir 1 g com 5 mL de água para injeção

Volume final de ≈ 5,8 mL, com ≈ 172 mg/mL de estreptomicina base. Usar logo após o preparo.

Técnica de aplicação6 passos

1
Confirme peso e função renal

Definir a dose pela faixa de peso e idade e estimar ClCr antes de iniciar; realizar audiometria basal sempre que possível.

2
Reconstitua

Adicionar 5 mL de água para injeção ao frasco e agitar até dissolução completa.

3
Aspire a dose calculada

Usar ≈ 172 mg/mL para converter mg em mL; desprezar o volume excedente.

4
Aplique IM profunda

Injetar lentamente em grande massa muscular, alternando os locais para reduzir dor e abscesso estéril.

5
Se EV, dilua e infunda lentamente

Diluir em 50 a 100 mL de SF 0,9% e infundir em no mínimo 30 minutos.

6
Monitore durante o tratamento

Audiometria periódica, perguntas dirigidas sobre zumbido e vertigem, função renal e respiratória.

Diluições e preparo2 preparos

Reconstituição para IM

Via intramuscular (padrão)

≈ 172 mg/mL de estreptomicina base

1 g + 5 mL de água para injeção.

  1. Adicionar 5 mL de água para injeção ao frasco-ampola.
  2. Agitar até dissolução completa.
  3. Aspirar o volume correspondente à dose.
Volume final≈ 5,8 mL
DiluenteÁgua para injeção
EstabilidadeUsar imediatamente após a reconstituição
Reconstituição para IMVia intramuscular (padrão)≈ 172 mg/mL de estreptomicina base

1 g + 5 mL de água para injeção.

  1. Adicionar 5 mL de água para injeção ao frasco-ampola.
  2. Agitar até dissolução completa.
  3. Aspirar o volume correspondente à dose.
Volume final≈ 5,8 mL
DiluenteÁgua para injeção
EstabilidadeUsar imediatamente após a reconstituição

Infusão EV

Situações especiais em que a IM não é viável

Dose reconstituída em 50 ou 100 mL de SF 0,9%.

  1. Reconstituir conforme a técnica IM.
  2. Transferir a dose para 50 ou 100 mL de SF 0,9%.
  3. Homogeneizar e iniciar a infusão.
Volume final50–100 mL
DiluenteSF 0,9%
Tempo / modoMínimo de 30 minutos

Infusão rápida aumenta o risco de bloqueio neuromuscular.

Infusão EVSituações especiais em que a IM não é viável

Dose reconstituída em 50 ou 100 mL de SF 0,9%.

  1. Reconstituir conforme a técnica IM.
  2. Transferir a dose para 50 ou 100 mL de SF 0,9%.
  3. Homogeneizar e iniciar a infusão.
Volume final50–100 mL
DiluenteSF 0,9%
Tempo / modoMínimo de 30 minutos

Infusão rápida aumenta o risco de bloqueio neuromuscular.

Compatibilidade por via

ViaStatusObservações
IntramuscularVia indicadaIM profunda após reconstituição. Via padrão.
EndovenosaSituações especiaisDiluída em 50–100 mL de SF 0,9%, em no mínimo 30 minutos.
OralNão se aplicaAbsorção gastrointestinal desprezível.
SublingualNão se aplicaNão se aplica.
SubcutâneaNão utilizarDor e lesão tecidual; não é via aprovada.
RetalNão se aplicaNão se aplica.
Tópica/mucosasNão utilizarAbsorção sistêmica imprevisível em superfícies extensas, com risco de toxicidade.
SNG/SNENão se aplicaNão se aplica.
IntramuscularVia indicada
Observações

IM profunda após reconstituição. Via padrão.

EndovenosaSituações especiais
Observações

Diluída em 50–100 mL de SF 0,9%, em no mínimo 30 minutos.

OralNão se aplica
Observações

Absorção gastrointestinal desprezível.

SublingualNão se aplica
Observações

Não se aplica.

SubcutâneaNão utilizar
Observações

Dor e lesão tecidual; não é via aprovada.

RetalNão se aplica
Observações

Não se aplica.

Tópica/mucosasNão utilizar
Observações

Absorção sistêmica imprevisível em superfícies extensas, com risco de toxicidade.

SNG/SNENão se aplica
Observações

Não se aplica.

Situações especiais

Tuberculose com hepatopatia

Opção sem hepatotoxicidade

Por não ser metabolizada no fígado, pode compor esquemas especiais em pacientes com hepatopatia grave ou hepatotoxicidade aos tuberculostáticos de primeira linha, conforme protocolo do Ministério da Saúde.

Bloqueio neuromuscular

Anestesia e miastenia

Risco de depressão respiratória com anestésicos, curarizantes e em miastenia gravis ou botulismo. Sais de cálcio e suporte ventilatório revertem o quadro.

Obesidade e desidratação

Mais ototoxicidade

Idosos, desidratados e obesos têm maior risco de alterações auditivas; corrigir volemia e calcular a dose com cautela.

Cuidados

Contraindicações, monitoramento e eventos adversos.

Vigilância auditiva, vestibular e renal

Zumbido e sensação de ouvido cheio são sinais precoces de dano auditivo, que pode regredir com a suspensão imediata. Doses altas e uso prolongado aumentam o risco de toxicidade renal e auditiva permanente.

Contraindicações4 itens

  • Hipersensibilidade à estreptomicina.
  • Hipersensibilidade a outros aminoglicosídeos.
  • Hipersensibilidade aos componentes da formulação.
  • Doses acima das recomendadas em crianças.

Populações especiais

Gestação

Categoria D

Risco de surdez congênita irreversível. Evitar na gestação, sobretudo quando houver alternativa terapêutica.

Lactação

Avaliar risco-benefício

Excretada em pequenas quantidades no leite; absorção oral desprezível pelo lactente. Usar com cautela.

Função renal

Ajustar intervalo

Eliminação renal inalterada de 60% a 95% da dose. Ampliar o intervalo conforme ClCr e suplementar após hemodiálise.

Função hepática

Sem ajuste específico

Sem metabolismo hepático relevante; não requer ajuste.

Monitoramento

Sinais de melhora
  • Zumbido, plenitude auricular, hipoacusia e vertigem.
  • Parestesias periorais e periféricas.
  • Alterações visuais.
  • Função respiratória, especialmente em crianças e pacientes com doença neuromuscular.
Sinais de alerta
  • Audiometria basal e periódica.
  • Avaliação vestibular quando houver sintomas.
  • Creatinina e ureia periódicas.
  • Urina tipo 1 durante tratamento prolongado.

Eventos adversos

Vestibulares e neurológicosComuns
Vertigem e desequilíbrioParestesias faciais e perioraisNáuseas e vômitos
HipersensibilidadeIncomuns
Erupções cutâneas e urticáriaFebre medicamentosaAngioedemaEosinofilia
OutrosRaros
Diplopia e ambliopiaNeuropatia periféricaDermatite esfoliativaAlterações hematológicas
Exigem suspensão e avaliaçãoPotencialmente graves
Surdez e dano vestibular permanenteNefrotoxicidadeBloqueio neuromuscular e depressão respiratóriaAnafilaxia

Advertências

  • Reações neurotóxicas (visão, audição, nervos periféricos) são mais frequentes na insuficiência renal; ajustar a dose diante delas.
  • Idosos, desidratados e obesos têm maior risco de alterações auditivas.
  • Evitar uso prolongado e doses altas pelo risco de toxicidade renal e auditiva.
  • Zumbido e plenitude auricular precedem dano auditivo; suspender precocemente pode permitir reversão.
  • Não usar em infecções por micro-organismos não sensíveis, pelo risco de seleção de resistência.
  • Evitar associação com outros aminoglicosídeos, polimixinas, vancomicina, anfotericina B, cisplatina e diuréticos de alça.

Técnico

Farmacologia, interações e informação regulatória.

Mecanismo de ação1 componentes

Estreptomicina

Liga-se à proteína S12 da subunidade ribossômica 30S, distorce o sítio de decodificação e induz leitura incorreta do RNA mensageiro, inibindo a síntese proteica durante a multiplicação bacteriana. Efeito bactericida concentração-dependente.

Farmacocinética

Absorção IM rápida e baixa penetração liquórica

Após injeção IM, o pico sérico ocorre em 1 a 2 horas. Distribui-se bem pelos tecidos e líquidos extracelulares, exceto o líquido cefalorraquidiano.

Cerca de um terço liga-se às proteínas plasmáticas. Atravessa a placenta, alcançando o feto.

Pico IM 1–2 hLigação proteica ≈ 1/3Atravessa placenta
Eliminação

Renal, na forma inalterada

Não sofre metabolização relevante; 60% a 95% da dose são eliminados inalterados na urina em 24 horas.

A meia-vida, de 2 a 3 horas em adultos jovens, prolonga-se em idosos e na insuficiência renal. Pequenas quantidades aparecem no suor, saliva e leite.

T½ ≈ 2–3 hExcreção renalAjuste por ClCr

Interações medicamentosas

A toxicidade aditiva é o eixo principal: outros aminoglicosídeos, capreomicina, polimixinas, vancomicina, anfotericina B, cisplatina, ciclosporina e cefalosporinas nefrotóxicas aumentam o risco renal e auditivo e devem ser evitados ou monitorados. Diuréticos de alça e ácido etacrínico potencializam a ototoxicidade. Anestésicos gerais, bloqueadores neuromusculares, toxina botulínica e transfusão maciça de sangue citratado intensificam o bloqueio neuromuscular, com risco de apneia. Beta-lactâmicos não devem ser misturados na mesma seringa ou solução pelo risco de inativação.

Informação regulatória

SUSRENAME · EstratégicoSulfato de estreptomicina 1 g pó para solução injetável consta na RENAME no Componente Estratégico da Assistência Farmacêutica, distribuído pelos programas de tuberculose e de doenças de interesse estratégico.
GenéricoIndisponívelNão há genérico comercializado; o abastecimento nacional depende da produção pública (FURP) para o SUS.
ATCJ01GA01WHO ATC/DDD: estreptomicina, grupo das estreptomicinas, aminoglicosídeos antibacterianos sistêmicos. DDD parenteral: 1 g.

Receituário

Tipo de receitaAntimicrobiano
Número de vias2 vias
Retenção2ª via
Validade10 dias

Referências

Fontes regulatórias e clínicas utilizadas.

01
Bula profissional

FURP-Estreptomicina — sulfato de estreptomicina 1 g

Fundação para o Remédio Popular. Apresentação, reconstituição, posologia por peso, vias, contraindicações e advertências.

2023
02
Relação nacional

RENAME 2024

Ministério da Saúde. Sulfato de estreptomicina 1 g no Componente Estratégico.

2024
03
Diretriz

Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil

Ministério da Saúde. Esquemas especiais com estreptomicina, ajustes em hepatopatia, nefropatia e idosos.

2019
04
Diretriz

WHO consolidated guidelines on tuberculosis — Module 4: treatment

Organização Mundial da Saúde. Posição atual dos injetáveis no tratamento da tuberculose resistente.

2025
05
Diretriz

Plague and tularemia — clinical guidance

CDC. Esquemas de aminoglicosídeos para peste e tularemia.

2024
06
Classificação

ATC/DDD Index — J01GA01

WHO Collaborating Centre for Drug Statistics Methodology. Streptomycin; DDD parenteral de 1 g.

2026
07
Regulatório

RDC Anvisa nº 471/2021

Critérios para prescrição, dispensação, controle e retenção de receita de medicamentos antimicrobianos.

2021
Revisão MedFoco: outubro de 2026. Conteúdo de apoio à prática clínica — confirme apresentação, concentração, contraindicações e recomendações na bula profissional vigente e nos protocolos da sua instituição.
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