MedFoco

Bulário clínico · Antimicrobiano

Ceftolozana + Tazobactam

Associação de cefalosporina com alta atividade antipseudomonas e inibidor de betalactamase, de uso endovenoso hospitalar, indicada em infecções intra-abdominais e urinárias complicadas e em pneumonia nosocomial, inclusive associada à ventilação, com ajuste obrigatório pela função renal.

Cefalosporina + IBLInfusão EV em 1 hAntipseudomonasAjuste renalUso hospitalarReceita com retenção

Revisado em pela equipe MedFoco

A dose da pneumonia nosocomial é o dobro da dose de IIAc e ITUc

IIAc e ITUc usam 1,5 g de 8/8 h; pneumonia nosocomial, incluindo associada à ventilação, usa 3 g de 8/8 h. Os ajustes renais também diferem entre os dois cenários. Confirme a indicação antes de prescrever ou preparar a dose.

Informações rápidas Toque em um cartão para abrir o resumo sem sair da página.

Visão geral

O essencial do perfil clínico em uma tela.

O que é a ceftolozana + tazobactam?

É a associação de uma cefalosporina com atividade antipseudomonas potente (ceftolozana) a um inibidor de betalactamases da classe A (tazobactam). De uso endovenoso e restrito a estabelecimentos de saúde, é indicada em adultos para infecções intra-abdominais complicadas (com metronidazol), infecções do trato urinário complicadas, incluindo pielonefrite, e pneumonia nosocomial, incluindo a associada à ventilação mecânica; em pediatria, do nascimento a menos de 18 anos, para IIAc e ITUc.

ViaInfusão EV em 1 h
Faixa etáriaNascimento a adulto
SUSFora da RENAME 2024
ReceitaAntimicrobiano · 2 vias

Composição e papel de cada componente2 ativos

Ceftolozana

Betalactâmico bactericida que se liga às PBPs e inibe a síntese da parede celular, com alta afinidade pelas PBPs de Pseudomonas aeruginosa e estabilidade frente à AmpC cromossômica.

Cefalosporina antipseudomonas
Tazobactam

Inibe irreversivelmente diversas betalactamases da classe A, incluindo muitas ESBL (TEM, SHV, CTX-M), protegendo a ceftolozana da hidrólise.

Inibidor de betalactamase

Quando usar e quando evitar

Indicações
  • Infecções intra-abdominais complicadas, em associação com metronidazol, em adultos e pacientes pediátricos.
  • Infecções do trato urinário complicadas, incluindo pielonefrite, em adultos e pacientes pediátricos.
  • Pneumonia nosocomial, incluindo pneumonia associada à ventilação mecânica, em adultos.
  • Infecções por Pseudomonas aeruginosa resistente a outros betalactâmicos antipseudomonas, quando sensível e orientada por antibiograma.
  • Infecções por enterobactérias produtoras de ESBL sensíveis, especialmente em estratégias de poupança de carbapenêmicos.
Não indicado
  • Infecções por bactérias produtoras de carbapenemases (KPC, metalobetalactamases, OXA-48).
  • Pneumonia nosocomial em pacientes pediátricos, por ausência de posologia estabelecida.
  • Pacientes pediátricos com TFGe ≤ 50 mL/min/1,73 m².
  • Monoterapia de infecções em que anaeróbios são relevantes, sem cobertura adicional.
  • Infecções por Enterococcus spp. ou Staphylococcus aureus resistente à meticilina.
  • Pacientes com alergia a cefalosporinas ou hipersensibilidade grave a qualquer betalactâmico.

Apresentações

Concentrações, embalagens e nomes comerciais no Brasil.

Apresentações disponíveis1 apresentação

ApresentaçãoForma farmacêuticaConcentração / composiçãoEmbalagemNomes comerciais
Ceftolozana 1 g + Tazobactam 0,5 gRefrigerar 2–8 °CPó para solução para infusãoCeftolozana (como sulfato) 1 gTazobactam (como sódico) 0,5 gSódio ≈ 230 mg por frascoCaixa com 10 frascos-ampola.
Zerbaxa
Ceftolozana 1 g + Tazobactam 0,5 gPó para solução para infusão
Refrigerar 2–8 °C
Concentração / composição
Ceftolozana (como sulfato) 1 gTazobactam (como sódico) 0,5 gSódio ≈ 230 mg por frasco
EmbalagemCaixa com 10 frascos-ampola.
Nomes comerciais
Zerbaxa
Atenção

A dose é expressa pela soma dos dois componentes

Um frasco de 1,5 g contém 1 g de ceftolozana + 0,5 g de tazobactam. A dose de 3 g da pneumonia nosocomial corresponde a dois frascos completos (2 g + 1 g). Doses reduzidas por função renal são retiradas em volumes fracionados do frasco reconstituído.

Posologia

Dose, frequência e duração por população.

IIAc · ITUc1,5 g 8/8 h

Adulto com ClCr > 50 mL/min; IIAc com metronidazol.

Pneumonia nosocomial3 g 8/8 h

Inclui pneumonia associada à ventilação, por 8 a 14 dias.

Pediatria30 mg/kg 8/8 h

Máximo 1,5 g por dose; somente se TFGe > 50 mL/min/1,73 m².

Infusão1 hora

Todas as doses, inclusive as ajustadas, em infusão EV de 1 h.

Esquemas por população3 grupos

Adulto

Via endovenosa3 esquemas
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Dose usual — infecção intra-abdominal complicada1,5 g (1 g de ceftolozana + 0,5 g de tazobactam)8/8 h, infusão em 1 h4 a 14 diasAssociar metronidazol 500 mg EV de 8/8 h. Dose para ClCr > 50 mL/min; duração guiada por controle do foco e evolução clínica.
Dose usual — ITU complicada, incluindo pielonefrite1,5 g (1 g de ceftolozana + 0,5 g de tazobactam)8/8 h, infusão em 1 h7 diasDose para ClCr > 50 mL/min. Ajustar pela função renal e reavaliar conforme urocultura e resposta clínica.
Pneumonia nosocomial, incluindo associada à ventilação3 g (2 g de ceftolozana + 1 g de tazobactam)8/8 h, infusão em 1 h8 a 14 diasDose para ClCr > 50 mL/min; corresponde a dois frascos completos. Em hiperdepuração renal (ClCr ≥ 150 mL/min) não há ajuste adicional previsto.
Dose usual — infecção intra-abdominal complicada
1,5 g (1 g de ceftolozana + 0,5 g de tazobactam)8/8 h, infusão em 1 h
Detalhes
Duração4 a 14 dias
Observações

Associar metronidazol 500 mg EV de 8/8 h. Dose para ClCr > 50 mL/min; duração guiada por controle do foco e evolução clínica.

Dose usual — ITU complicada, incluindo pielonefrite
1,5 g (1 g de ceftolozana + 0,5 g de tazobactam)8/8 h, infusão em 1 h
Detalhes
Duração7 dias
Observações

Dose para ClCr > 50 mL/min. Ajustar pela função renal e reavaliar conforme urocultura e resposta clínica.

Pneumonia nosocomial, incluindo associada à ventilação
3 g (2 g de ceftolozana + 1 g de tazobactam)8/8 h, infusão em 1 h
Detalhes
Duração8 a 14 dias
Observações

Dose para ClCr > 50 mL/min; corresponde a dois frascos completos. Em hiperdepuração renal (ClCr ≥ 150 mL/min) não há ajuste adicional previsto.

Pediatria (nascimento a < 18 anos)

Via endovenosa3 esquemas
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Dose usual — infecção intra-abdominal complicada30 mg/kg (dose da associação)8/8 h, infusão em 1 h5 a 14 diasMáximo 1,5 g por dose (peso > 50 kg não excede 1,5 g). Usar com metronidazol. Somente se TFGe > 50 mL/min/1,73 m², estimada por equação apropriada para a idade.
Dose usual — ITU complicada, incluindo pielonefrite30 mg/kg (dose da associação)8/8 h, infusão em 1 h7 a 14 diasMáximo 1,5 g por dose. Somente se TFGe > 50 mL/min/1,73 m²; recém-nascidos e lactentes jovens podem não atingir esse limiar.
Pneumonia nosocomialPosologia não estabelecida——Segurança e eficácia não estabelecidas em pacientes pediátricos para pneumonia nosocomial, incluindo PAV.
Dose usual — infecção intra-abdominal complicada
30 mg/kg (dose da associação)8/8 h, infusão em 1 h
Detalhes
Duração5 a 14 dias
Observações

Máximo 1,5 g por dose (peso > 50 kg não excede 1,5 g). Usar com metronidazol. Somente se TFGe > 50 mL/min/1,73 m², estimada por equação apropriada para a idade.

Dose usual — ITU complicada, incluindo pielonefrite
30 mg/kg (dose da associação)8/8 h, infusão em 1 h
Detalhes
Duração7 a 14 dias
Observações

Máximo 1,5 g por dose. Somente se TFGe > 50 mL/min/1,73 m²; recém-nascidos e lactentes jovens podem não atingir esse limiar.

Pneumonia nosocomial
Posologia não estabelecida—
Detalhes
Duração—
Observações

Segurança e eficácia não estabelecidas em pacientes pediátricos para pneumonia nosocomial, incluindo PAV.

Populações especiais

Gestação e lactação

Gestação

Categoria B

Usar apenas se o benefício justificar o risco

Não há dados em gestantes. Estudos em animais não mostraram dano fetal com ceftolozana; o tazobactam atravessa a placenta em ratos.

Lactação

Avaliar risco-benefício

Decidir entre manter o tratamento ou a amamentação

Desconhece-se a excreção no leite humano. Considerar o benefício da amamentação e a necessidade do tratamento materno.

Ajuste por órgão

CondiçãoAjuste / DoseFrequênciaObservações
ClCr 30 a 50 mL/min · IIAc e ITUcAjustar dose750 mg (500 mg + 250 mg)8/8 hAjustar dose. ClCr estimado por Cockcroft-Gault. Infusão em 1 h. Monitorar o ClCr ao menos diariamente se a função renal estiver variando.
ClCr 15 a 29 mL/min · IIAc e ITUcAjustar dose375 mg (250 mg + 125 mg)8/8 hAjustar dose. Infusão em 1 h. Reajustar se houver recuperação da função renal.
Hemodiálise · IIAc e ITUcAtaque + manutençãoAtaque único de 750 mg (500 mg + 250 mg), depois 150 mg (100 mg + 50 mg)Manutenção 8/8 hAtaque + manutenção. Em dias de hemodiálise, administrar a dose o mais cedo possível após o término da sessão.
ClCr 30 a 50 mL/min · pneumonia nosocomialAjustar dose1,5 g (1 g + 0,5 g)8/8 hAjustar dose. Infusão em 1 h. Monitorar a função renal com frequência.
ClCr 15 a 29 mL/min · pneumonia nosocomialAjustar dose750 mg (500 mg + 250 mg)8/8 hAjustar dose. Infusão em 1 h.
Hemodiálise · pneumonia nosocomialAtaque + manutençãoAtaque único de 2,25 g (1,5 g + 0,75 g), depois 450 mg (300 mg + 150 mg)Manutenção 8/8 hAtaque + manutenção. Em dias de hemodiálise, administrar a dose o mais cedo possível após o término da sessão. A hemodiálise remove cerca de 66% da ceftolozana e 56% do tazobactam.
ClCr < 15 mL/min sem hemodiáliseSem recomendaçãoSem posologia estabelecida—Sem recomendação. Não há recomendação específica para ClCr < 15 mL/min fora de hemodiálise; individualizar com apoio de farmácia clínica e infectologia.
Pediatria com TFGe ≤ 50 mL/min/1,73 m²Não recomendadoUso não recomendado—Não recomendado. Não há dados suficientes para recomendar ajuste de dose em pacientes pediátricos com função renal reduzida.
Insuficiência hepáticaSem ajusteSem ajuste posológico específicoConforme indicação e função renalSem ajuste. A ceftolozana não é metabolizada e o tazobactam é hidrolisado a metabólito inativo; a eliminação é renal.
ClCr 30 a 50 mL/min · IIAc e ITUcAjustar dose
750 mg (500 mg + 250 mg)
Frequência8/8 h
Observações

Ajustar dose. ClCr estimado por Cockcroft-Gault. Infusão em 1 h. Monitorar o ClCr ao menos diariamente se a função renal estiver variando.

ClCr 15 a 29 mL/min · IIAc e ITUcAjustar dose
375 mg (250 mg + 125 mg)
Frequência8/8 h
Observações

Ajustar dose. Infusão em 1 h. Reajustar se houver recuperação da função renal.

Hemodiálise · IIAc e ITUcAtaque + manutenção
Ataque único de 750 mg (500 mg + 250 mg), depois 150 mg (100 mg + 50 mg)
FrequênciaManutenção 8/8 h
Observações

Ataque + manutenção. Em dias de hemodiálise, administrar a dose o mais cedo possível após o término da sessão.

ClCr 30 a 50 mL/min · pneumonia nosocomialAjustar dose
1,5 g (1 g + 0,5 g)
Frequência8/8 h
Observações

Ajustar dose. Infusão em 1 h. Monitorar a função renal com frequência.

ClCr 15 a 29 mL/min · pneumonia nosocomialAjustar dose
750 mg (500 mg + 250 mg)
Frequência8/8 h
Observações

Ajustar dose. Infusão em 1 h.

Hemodiálise · pneumonia nosocomialAtaque + manutenção
Ataque único de 2,25 g (1,5 g + 0,75 g), depois 450 mg (300 mg + 150 mg)
FrequênciaManutenção 8/8 h
Observações

Ataque + manutenção. Em dias de hemodiálise, administrar a dose o mais cedo possível após o término da sessão. A hemodiálise remove cerca de 66% da ceftolozana e 56% do tazobactam.

ClCr < 15 mL/min sem hemodiáliseSem recomendação
Sem posologia estabelecida
Frequência—
Observações

Sem recomendação. Não há recomendação específica para ClCr < 15 mL/min fora de hemodiálise; individualizar com apoio de farmácia clínica e infectologia.

Pediatria com TFGe ≤ 50 mL/min/1,73 m²Não recomendado
Uso não recomendado
Frequência—
Observações

Não recomendado. Não há dados suficientes para recomendar ajuste de dose em pacientes pediátricos com função renal reduzida.

Insuficiência hepáticaSem ajuste
Sem ajuste posológico específico
FrequênciaConforme indicação e função renal
Observações

Sem ajuste. A ceftolozana não é metabolizada e o tazobactam é hidrolisado a metabólito inativo; a eliminação é renal.

Outras populações

CondiçãoAjuste / DoseFrequênciaObservações
IdosoAjustar pela função renalSem redução apenas pela idadeConforme ClCrAjustar pela função renal. Maior probabilidade de redução da função renal; estimar ClCr antes de iniciar e monitorar durante o tratamento.
IdosoAjustar pela função renal
Sem redução apenas pela idade
FrequênciaConforme ClCr
Observações

Ajustar pela função renal. Maior probabilidade de redução da função renal; estimar ClCr antes de iniciar e monitorar durante o tratamento.

Modelos de prescrição5 modelos

Adulto · infecção intra-abdominal complicadaVia endovenosaAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.
Adulto · ITU complicada / pielonefriteVia endovenosaAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.
Adulto · pneumonia nosocomial / PAVVia endovenosaAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.
Pediatria · infecção intra-abdominal complicadaVia endovenosaAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.
Pediatria · ITU complicada / pielonefriteVia endovenosaAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.

Administração

Técnica de aplicação, vias e situações especiais.

DiluentesSF 0,9% · SG 5%
Via principalInfusão endovenosa

Administrar exclusivamente por infusão EV intermitente em 1 hora, após reconstituição e diluição. A solução reconstituída não deve ser injetada diretamente.

Reconstituição10 mL de água para injeção ou SF 0,9% por frasco

Agitar suavemente até dissolver. Volume final de aproximadamente 11,4 mL por frasco. Usar em até 1 hora após a reconstituição.

Técnica de aplicação6 passos

1
Confirme indicação e função renal

A dose difere entre IIAc/ITUc (1,5 g) e pneumonia nosocomial (3 g). Estimar ClCr por Cockcroft-Gault e aplicar a tabela de ajuste correspondente à indicação.

2
Reconstitua com técnica asséptica

Adicionar 10 mL de água para injeção ou SF 0,9% a cada frasco e agitar suavemente. O produto não contém conservante.

3
Retire o volume da dose

3 g: dois frascos completos (2 × 11,4 mL). 2,25 g: 11,4 mL + 5,7 mL. 1,5 g: 11,4 mL. 750 mg: 5,7 mL. 450 mg: 3,5 mL. 375 mg: 2,9 mL. 150 mg: 1,2 mL.

4
Dilua em 100 mL

Transferir o volume retirado para bolsa de 100 mL de SF 0,9% ou SG 5%. Transferir em até 1 hora após a reconstituição.

5
Inspecione a solução

A solução final varia de incolor a levemente amarelada, o que não altera a potência. Descartar se houver partículas.

6
Infunda em 1 hora, isoladamente

Não misturar com outros medicamentos nem adicionar a soluções que contenham outros fármacos.

Diluições e preparo4 preparos

Infusão intermitente — dose de 1,5 g

IIAc e ITUc em adultos com ClCr > 50 mL/min

1 frasco reconstituído (11,4 mL) + 100 mL de diluente

  1. Reconstituir 1 frasco com 10 mL de água para injeção ou SF 0,9%.
  2. Retirar todo o conteúdo (≈ 11,4 mL).
  3. Adicionar à bolsa de 100 mL de SF 0,9% ou SG 5% e homogeneizar.
Volume final≈ 111 mL
DiluenteSF 0,9% ou SG 5%
Tempo / modo1 hora
EstabilidadeDiluída: 24 h em temperatura ambiente ou 7 dias sob refrigeração (2–8 °C). Não congelar.

Não injetar a solução reconstituída diretamente.

Infusão intermitente — dose de 1,5 gIIAc e ITUc em adultos com ClCr > 50 mL/min

1 frasco reconstituído (11,4 mL) + 100 mL de diluente

  1. Reconstituir 1 frasco com 10 mL de água para injeção ou SF 0,9%.
  2. Retirar todo o conteúdo (≈ 11,4 mL).
  3. Adicionar à bolsa de 100 mL de SF 0,9% ou SG 5% e homogeneizar.
Volume final≈ 111 mL
DiluenteSF 0,9% ou SG 5%
Tempo / modo1 hora
EstabilidadeDiluída: 24 h em temperatura ambiente ou 7 dias sob refrigeração (2–8 °C). Não congelar.

Não injetar a solução reconstituída diretamente.

Infusão intermitente — dose de 3 g

Pneumonia nosocomial em adultos com ClCr > 50 mL/min

2 frascos reconstituídos (2 × 11,4 mL) + 100 mL de diluente

  1. Reconstituir 2 frascos, cada um com 10 mL de água para injeção ou SF 0,9%.
  2. Retirar todo o conteúdo dos dois frascos (≈ 22,8 mL).
  3. Adicionar à bolsa de 100 mL de SF 0,9% ou SG 5% e homogeneizar.
Volume final≈ 123 mL
DiluenteSF 0,9% ou SG 5%
Tempo / modo1 hora
EstabilidadeDiluída: 24 h em temperatura ambiente ou 7 dias sob refrigeração (2–8 °C). Não congelar.
Infusão intermitente — dose de 3 gPneumonia nosocomial em adultos com ClCr > 50 mL/min

2 frascos reconstituídos (2 × 11,4 mL) + 100 mL de diluente

  1. Reconstituir 2 frascos, cada um com 10 mL de água para injeção ou SF 0,9%.
  2. Retirar todo o conteúdo dos dois frascos (≈ 22,8 mL).
  3. Adicionar à bolsa de 100 mL de SF 0,9% ou SG 5% e homogeneizar.
Volume final≈ 123 mL
DiluenteSF 0,9% ou SG 5%
Tempo / modo1 hora
EstabilidadeDiluída: 24 h em temperatura ambiente ou 7 dias sob refrigeração (2–8 °C). Não congelar.

Doses ajustadas pela função renal

ClCr ≤ 50 mL/min e hemodiálise

Volume do frasco reconstituído proporcional à dose (≈ 131,6 mg/mL da associação)

  1. 2,25 g: 11,4 mL de um frasco + 5,7 mL de um segundo frasco.
  2. 750 mg: 5,7 mL · 450 mg: 3,5 mL · 375 mg: 2,9 mL · 150 mg: 1,2 mL.
  3. Adicionar o volume retirado à bolsa de 100 mL de SF 0,9% ou SG 5%.
DiluenteSF 0,9% ou SG 5%
Tempo / modo1 hora
EstabilidadeReconstituída: transferir em até 1 hora. Diluída: 24 h em temperatura ambiente ou 7 dias sob refrigeração.

Descartar o volume remanescente do frasco reconstituído conforme rotina institucional.

Doses ajustadas pela função renalClCr ≤ 50 mL/min e hemodiálise

Volume do frasco reconstituído proporcional à dose (≈ 131,6 mg/mL da associação)

  1. 2,25 g: 11,4 mL de um frasco + 5,7 mL de um segundo frasco.
  2. 750 mg: 5,7 mL · 450 mg: 3,5 mL · 375 mg: 2,9 mL · 150 mg: 1,2 mL.
  3. Adicionar o volume retirado à bolsa de 100 mL de SF 0,9% ou SG 5%.
DiluenteSF 0,9% ou SG 5%
Tempo / modo1 hora
EstabilidadeReconstituída: transferir em até 1 hora. Diluída: 24 h em temperatura ambiente ou 7 dias sob refrigeração.

Descartar o volume remanescente do frasco reconstituído conforme rotina institucional.

Dose pediátrica por peso

IIAc e ITUc, nascimento a < 18 anos, TFGe > 50 mL/min/1,73 m²

Volume (mL) = dose em mg ÷ ≈ 131,6 mg/mL do frasco reconstituído

  1. Calcular 30 mg/kg (máximo 1,5 g).
  2. Retirar o volume correspondente do frasco reconstituído.
  3. Diluir em SF 0,9% ou SG 5%, em volume compatível com idade e balanço hídrico.
DiluenteSF 0,9% ou SG 5%
Tempo / modo1 hora

O preparo padrão utiliza bolsa de 100 mL; em lactentes e crianças pequenas, seguir protocolo institucional para volume final.

Dose pediátrica por pesoIIAc e ITUc, nascimento a < 18 anos, TFGe > 50 mL/min/1,73 m²

Volume (mL) = dose em mg ÷ ≈ 131,6 mg/mL do frasco reconstituído

  1. Calcular 30 mg/kg (máximo 1,5 g).
  2. Retirar o volume correspondente do frasco reconstituído.
  3. Diluir em SF 0,9% ou SG 5%, em volume compatível com idade e balanço hídrico.
DiluenteSF 0,9% ou SG 5%
Tempo / modo1 hora

O preparo padrão utiliza bolsa de 100 mL; em lactentes e crianças pequenas, seguir protocolo institucional para volume final.

Compatibilidade por via

ViaStatusObservações
EndovenosaVia indicadaSomente infusão intermitente em 1 hora, após reconstituição e diluição em 100 mL de SF 0,9% ou SG 5%.
IntramuscularNão usarNão há formulação nem estudos para uso IM.
OralNão se aplicaNão há formulação oral.
SublingualNão se aplicaNão se aplica.
SubcutâneaNão usarVia não estudada; não administrar.
RetalNão se aplicaNão se aplica.
Tópica/mucosasNão se aplicaNão se aplica.
SNG/SNENão se aplicaNão se aplica.
EndovenosaVia indicada
Observações

Somente infusão intermitente em 1 hora, após reconstituição e diluição em 100 mL de SF 0,9% ou SG 5%.

IntramuscularNão usar
Observações

Não há formulação nem estudos para uso IM.

OralNão se aplica
Observações

Não há formulação oral.

SublingualNão se aplica
Observações

Não se aplica.

SubcutâneaNão usar
Observações

Via não estudada; não administrar.

RetalNão se aplica
Observações

Não se aplica.

Tópica/mucosasNão se aplica
Observações

Não se aplica.

SNG/SNENão se aplica
Observações

Não se aplica.

Situações especiais

Conservação

Frascos fechados sob refrigeração

Armazenar o pó entre 2 °C e 8 °C, na embalagem original e protegido da luz. Nem a solução reconstituída nem a diluída devem ser congeladas.

Restrição de sódio

230 mg de sódio por frasco

A dose de 3 g de 8/8 h fornece cerca de 1,4 g de sódio por dia, sem contar o diluente. Considerar em insuficiência cardíaca, hipertensão e cirrose com ascite.

Hemodiálise

Dose logo após a sessão

A hemodiálise remove parte significativa do fármaco; nos dias de diálise, administrar a dose o mais cedo possível após o término da sessão.

Compatibilidade em Y

Não estabelecida

A compatibilidade com outros medicamentos não foi estabelecida. Infundir isoladamente ou lavar a via antes e depois da infusão.

Cuidados

Contraindicações, monitoramento e eventos adversos.

Antimicrobiano de reserva: use com indicação microbiológica clara

A ceftolozana + tazobactam é uma das principais opções contra Pseudomonas aeruginosa difícil de tratar. O uso sem comprovação ou forte suspeita de infecção por microrganismo sensível favorece resistência. Ajustar a dose sempre pela função renal e pela indicação.

Contraindicações4 itens

  • Hipersensibilidade à ceftolozana, ao tazobactam ou a qualquer excipiente.
  • Hipersensibilidade a qualquer antibacteriano cefalosporínico.
  • Hipersensibilidade grave (reação anafilática, reação cutânea grave) a qualquer betalactâmico, como penicilinas ou carbapenêmicos.
  • Pacientes pediátricos com TFGe ≤ 50 mL/min/1,73 m² (uso não recomendado).

Populações especiais

Gestação

Categoria B

Sem dados em gestantes. Estudos em animais não demonstraram dano fetal com ceftolozana em exposições superiores às humanas. Usar apenas se o benefício potencial justificar o risco.

Lactação

Avaliar risco-benefício

Não se sabe se ceftolozana e tazobactam são excretados no leite humano. Decidir entre interromper a amamentação ou o tratamento, considerando o benefício para a criança e para a mãe.

Função renal

Ajuste obrigatório

Reduzir a dose em adultos com ClCr ≤ 50 mL/min e em hemodiálise, com esquemas diferentes para IIAc/ITUc e pneumonia nosocomial. Monitorar o ClCr ao menos diariamente quando a função renal estiver instável.

Função hepática

Sem ajuste

Não é necessário ajuste de dose na insuficiência hepática.

Monitoramento

Sinais de melhora
  • Resposta clínica (febre, parâmetros ventilatórios, sinais do foco) em 48 a 72 horas.
  • Diarreia durante ou após o tratamento (suspeita de C. difficile).
  • Sinais de hipersensibilidade, especialmente na primeira infusão.
  • Reações no local de infusão e flebite.
  • Balanço hídrico e sobrecarga de sódio em pacientes suscetíveis.
Sinais de alerta
  • Creatinina e ClCr antes do início e com frequência (ao menos diariamente se função renal instável).
  • Culturas e antibiograma para confirmar sensibilidade e permitir descalonamento.
  • Potássio sérico (hipocalemia descrita) e transaminases.
  • Hemograma em tratamentos prolongados; teste de Coombs direto pode positivar.

Eventos adversos

Gastrointestinais e geraisComuns (≥ 1%)
Náusea, diarreia, vômitos e constipaçãoDor abdominalPirexiaCefaleia, insônia e ansiedadeReações no local da infusão
Laboratoriais e cardiovascularesComuns (≥ 1%)
Aumento de ALT, AST e transaminasesHipocalemiaAnemia e trombocitoseHipotensão e fibrilação atrialErupção cutânea
Menos frequentes< 1%
Gastrite, dispepsia, distensão abdominal, íleo paralíticoCandidíase orofaríngea e vulvovaginalHiperglicemia, hipomagnesemia, hipofosfatemiaTaquicardia, angina, trombose venosa, dispneia, urticáriaTeste de Coombs direto positivo
GravesRaros, exigem ação imediata
Anafilaxia e reações de hipersensibilidade gravesColite por Clostridioides difficileComprometimento ou falência renalAVC isquêmico

Advertências

  • Investigar reações prévias a penicilinas, cefalosporinas e carbapenêmicos; há sensibilidade cruzada. Suspender e tratar se houver anafilaxia.
  • Considerar diarreia associada a C. difficile em qualquer diarreia durante ou após o uso; avaliar suspensão e tratamento específico.
  • Em IIAc e ITUc, a cura clínica foi menor com ClCr basal de 30 a 50 mL/min; monitorar a função renal com frequência e reajustar a dose.
  • Pacientes imunocomprometidos e com neutropenia grave foram excluídos dos estudos clínicos.
  • Contém cerca de 230 mg de sódio por frasco; considerar em dieta com restrição de sódio.
  • Usar somente para infecções comprovadas ou fortemente suspeitas por microrganismos sensíveis, para reduzir seleção de resistência.
  • Em pediatria, recém-nascidos a termo ou pré-termo podem não ter TFGe > 50 mL/min/1,73 m² nos primeiros meses de vida.

Técnico

Farmacologia, interações e informação regulatória.

Mecanismo de ação2 componentes

Ceftolozana

Cefalosporina bactericida que se liga às proteínas de ligação à penicilina (PBPs), inibindo a síntese da parede celular. Tem alta afinidade pelas PBPs de P. aeruginosa e mantém atividade frente à hiperprodução de AmpC, perda de porina OprD e bombas de efluxo.

Tazobactam

Inibidor de betalactamase estruturalmente relacionado às penicilinas. Inibe diversas enzimas da classe molecular A, incluindo ESBL dos grupos TEM, SHV e CTX-M, e algumas enzimas OXA, sem atividade relevante contra carbapenemases.

Farmacocinética

Baixa ligação proteica e distribuição extracelular

A ceftolozana tem ligação a proteínas plasmáticas de 16% a 21% e volume de distribuição médio de 13,5 L; o tazobactam, cerca de 30% e 18,2 L.

A ceftolozana não é metabolizada; o tazobactam é hidrolisado a um metabólito inativo (M1). A atividade é tempo-dependente, o que sustenta a administração de 8/8 h.

Ligação proteica 16–30%Vd ≈ 13–18 LTempo-dependente
Eliminação

Excreção renal, removível por hemodiálise

Mais de 95% da ceftolozana e mais de 80% do tazobactam são excretados inalterados na urina. A meia-vida é de cerca de 3 horas para a ceftolozana e 1 hora para o tazobactam com função renal normal.

A hemodiálise remove cerca de 66% da ceftolozana, 56% do tazobactam e 51% do metabólito M1, justificando a dose após a sessão.

t½ ≈ 3 h / 1 hExcreção urináriaDialisável

Interações medicamentosas

O perfil de interações é favorável: ceftolozana e tazobactam não inibem nem induzem as principais enzimas do citocromo P450 em concentrações terapêuticas, e não são previstas interações relevantes por essa via. O tazobactam é substrato dos transportadores renais OAT1 e OAT3; inibidores desses transportadores, como a probenecida, prolongam sua meia-vida (cerca de 71%) e podem elevar suas concentrações. A coadministração com furosemida não alterou de forma significativa a exposição ao diurético. A positivação do teste de Coombs direto pode interferir em provas pré-transfusionais. A compatibilidade com outros fármacos não foi estabelecida, por isso a infusão deve ser feita isoladamente.

Informação regulatória

SUSFora da RENAMENão consta na RENAME 2024. A disponibilidade depende de padronização hospitalar e de protocolos institucionais de controle de antimicrobianos.
GenéricoIndisponívelComercializado no Brasil apenas como medicamento de referência (Zerbaxa), sem genérico registrado.
ATCJ01DI54WHO ATC/DDD: ceftolozana e inibidor de betalactamase, grupo de outras cefalosporinas e penems de uso sistêmico.

Receituário

Tipo de receitaAntimicrobiano (RDC 471/2021)
Número de vias2 vias
Retenção2ª via retida
Validade10 dias

Referências

Fontes regulatórias e clínicas utilizadas.

01
Bula profissional

Zerbaxa® — sulfato de ceftolozana + tazobactam sódico

Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda. Bula para o profissional de saúde aprovada pela Anvisa em junho de 2025, utilizada para indicações, posologia adulta e pediátrica, ajuste renal, preparo, estabilidade, segurança e farmacocinética.

2025
02
Relação nacional

RENAME 2024

Ministério da Saúde. Relação Nacional de Medicamentos Essenciais, consultada para situação no SUS.

2024
03
Classificação

ATC/DDD Index — J01DI54

WHO Collaborating Centre for Drug Statistics Methodology. Ceftolozane and beta-lactamase inhibitor.

2026
04
Regulatório

RDC Anvisa nº 471/2021

Critérios para prescrição, dispensação, controle, embalagem e rotulagem de medicamentos à base de substâncias antimicrobianas.

2021
05
Diretriz internacional

IDSA Guidance on the Treatment of Antimicrobial-Resistant Gram-Negative Infections

Infectious Diseases Society of America. Papel da ceftolozana + tazobactam em Pseudomonas aeruginosa com resistência difícil de tratar e em enterobactérias produtoras de ESBL.

2024
06
Ensaio clínico

ASPECT-NP

Kollef MH et al. Ceftolozane-tazobactam versus meropenem for treatment of nosocomial pneumonia: a randomised, controlled, double-blind, phase 3, non-inferiority trial. Lancet Infect Dis. 2019;19(12):1299-1311.

2019
07
Ensaio clínico

ASPECT-cIAI e ASPECT-cUTI

Solomkin J et al. Clin Infect Dis. 2015;60(10):1462-71; Wagenlehner FM et al. Lancet. 2015;385(9981):1949-56. Estudos de fase 3 em infecções intra-abdominais e urinárias complicadas.

2015
Revisão MedFoco: outubro de 2026. Conteúdo de apoio à prática clínica — confirme apresentação, concentração, contraindicações e recomendações na bula profissional vigente e nos protocolos da sua instituição.
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