MedFoco

Bulário clínico · Antimicrobiano

Piperacilina Sódica + Tazobactam Sódico

Associação de penicilina antipseudomonas com inibidor de beta-lactamase, de amplo espectro contra Gram-positivos, Gram-negativos (incluindo Pseudomonas aeruginosa) e anaeróbios. Usada em infecções hospitalares, intra-abdominais, respiratórias, de pele, pé diabético e neutropenia febril.

Penicilina + inibidorSomente EVUso hospitalarAntipseudomonasAjuste renalReceita com retenção

Revisado em pela equipe MedFoco

Contraindicado em alergia a qualquer betalactâmico

A bula contraindica o uso em hipersensibilidade a penicilinas, cefalosporinas ou inibidores de beta-lactamase. A associação com vancomicina aumenta a incidência de lesão renal aguda, e doses altas na insuficiência renal favorecem convulsões.

Informações rápidas Toque em um cartão para abrir o resumo sem sair da página.

Visão geral

O essencial do perfil clínico em uma tela.

O que é piperacilina + tazobactam?

É a associação de piperacilina, uma ureidopenicilina semissintética com atividade antipseudomonas, e tazobactam, um inibidor de beta-lactamases derivado do ácido penicilânico. O tazobactam protege a piperacilina de muitas enzimas que a hidrolisariam, resultando em espectro amplo contra aeróbios Gram-positivos e Gram-negativos e anaeróbios. É de uso exclusivamente endovenoso e hospitalar.

ViaSomente EV
Faixa etária≥ 2 anos e adulto
SUSFora da RENAME 2024
ReceitaAntimicrobiano · 2 vias

Composição e papel de cada componente2 ativos

Piperacilina sódica

Betalactâmico bactericida que se liga às PBPs e impede a transpeptidação do peptidoglicano, com atividade contra Pseudomonas aeruginosa e enterobactérias.

Ureidopenicilina antipseudomonas
Tazobactam sódico

Inibe potentemente beta-lactamases de classe A, incluindo penicilinases, cefalosporinases e muitas enzimas de espectro estendido, com atividade variável contra carbapenemases de classe A e enzimas de classe D.

Inibidor de beta-lactamase

Quando usar e quando evitar

Indicações
  • Infecções do trato respiratório inferior, incluindo pneumonia comunitária grave e pneumonia hospitalar.
  • Infecções do trato urinário complicadas e pielonefrite.
  • Infecções intra-abdominais, incluindo peritonite, apendicite complicada, colangite e abscessos.
  • Infecções de pele e tecidos moles, incluindo pé diabético e fasciíte necrosante em associação.
  • Sepse bacteriana e infecções polimicrobianas aeróbias e anaeróbias.
  • Infecções ginecológicas, incluindo endometrite pós-parto e doença inflamatória pélvica.
  • Neutropenia febril, em associação a aminoglicosídeo quando indicado.
  • Infecções osteoarticulares.
  • Crianças a partir de 2 anos: infecções intra-abdominais e neutropenia febril.
Não indicado
  • Hipersensibilidade a qualquer betalactâmico, incluindo penicilinas e cefalosporinas.
  • Hipersensibilidade a inibidores de beta-lactamase.
  • Infecções por MRSA ou Enterococcus faecium resistente à ampicilina.
  • Infecções por bactérias produtoras de carbapenemases.
  • Crianças menores de 2 anos, para as quais não há indicação em bula.

Apresentações

Concentrações, embalagens e nomes comerciais no Brasil.

Apresentações disponíveis2 apresentações

ApresentaçãoForma farmacêuticaConcentração / composiçãoEmbalagemNomes comerciais
Piperacilina 2 g + Tazobactam 0,25 gPediatria e ajuste renalPó para solução injetávelPiperacilina (como sódica) 2 gTazobactam (como sódico) 250 mgFrasco-ampola de 2,25 g; embalagens com 1 a 50 frascos-ampola, conforme fabricante.
TazocinTazomazPipta
Piperacilina 4 g + Tazobactam 0,5 gDose usual do adultoPó para solução injetávelPiperacilina (como sódica) 4 gTazobactam (como sódico) 500 mgFrasco-ampola de 4,5 g; embalagens com 1 a 50 frascos-ampola, conforme fabricante.
TazocinTazomazPiperazamPype
Piperacilina 2 g + Tazobactam 0,25 gPó para solução injetável
Pediatria e ajuste renal
Concentração / composição
Piperacilina (como sódica) 2 gTazobactam (como sódico) 250 mg
EmbalagemFrasco-ampola de 2,25 g; embalagens com 1 a 50 frascos-ampola, conforme fabricante.
Nomes comerciais
TazocinTazomazPipta
Piperacilina 4 g + Tazobactam 0,5 gPó para solução injetável
Dose usual do adulto
Concentração / composição
Piperacilina (como sódica) 4 gTazobactam (como sódico) 500 mg
EmbalagemFrasco-ampola de 4,5 g; embalagens com 1 a 50 frascos-ampola, conforme fabricante.
Nomes comerciais
TazocinTazomazPiperazamPype
Atenção

Formulações com e sem EDTA

A formulação de referência contém EDTA e citrato, o que a torna compatível com Ringer lactato e com amicacina ou gentamicina em Y em condições específicas. Para genéricos e similares, confirme diluentes e compatibilidades na bula do fabricante utilizado.

Posologia

Dose, frequência e duração por população.

Adulto4,5 g 8/8 h

12 g + 1,5 g por dia, em doses a cada 6 ou 8 horas.

Infecção grave4,5 g 6/6 h

Até 18 g + 2,25 g por dia.

Pediatria ≥ 2 anos90–112,5 mg/kg

Conforme indicação, de 6/6 h ou 8/8 h.

Função renalAjustar se ClCr ≤ 40

Hemodiálise: 2,25 g extra após cada sessão.

Esquemas por população3 grupos

Adulto e criança > 12 anos

Via endovenosa4 esquemas
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Dose usual4,5 g (4 g + 0,5 g)8/8 hConforme foco e evolução clínicaCorresponde a 12 g de piperacilina + 1,5 g de tazobactam por dia; a mesma dose diária pode ser dividida de 6/6 h. Infundir em 20 a 30 minutos.
Infecções graves4,5 g (4 g + 0,5 g)6/6 hConforme foco e evolução clínicaAté 18 g de piperacilina + 2,25 g de tazobactam por dia. Inclui pneumonia hospitalar e infecções por Pseudomonas aeruginosa.
Neutropenia febril4,5 g (4 g + 0,5 g)6/6 hAté resolução da febre e recuperação neutrofílica, conforme protocoloA bula recomenda associação a aminoglicosídeo; ajustar ao protocolo institucional e à epidemiologia local.
Infusão prolongada4,5 g (4 g + 0,5 g)8/8 h em infusão de 4 h (ou 6/6 h em 3 h)Conforme foco e evolução clínicaEstratégia farmacodinâmica para aumentar o tempo acima da CIM em pacientes graves ou com patógenos de CIM mais alta. Aplicar conforme protocolo institucional; administrar a primeira dose em 30 minutos.
Dose usual
4,5 g (4 g + 0,5 g)8/8 h
Detalhes
DuraçãoConforme foco e evolução clínica
Observações

Corresponde a 12 g de piperacilina + 1,5 g de tazobactam por dia; a mesma dose diária pode ser dividida de 6/6 h. Infundir em 20 a 30 minutos.

Infecções graves
4,5 g (4 g + 0,5 g)6/6 h
Detalhes
DuraçãoConforme foco e evolução clínica
Observações

Até 18 g de piperacilina + 2,25 g de tazobactam por dia. Inclui pneumonia hospitalar e infecções por Pseudomonas aeruginosa.

Neutropenia febril
4,5 g (4 g + 0,5 g)6/6 h
Detalhes
DuraçãoAté resolução da febre e recuperação neutrofílica, conforme protocolo
Observações

A bula recomenda associação a aminoglicosídeo; ajustar ao protocolo institucional e à epidemiologia local.

Infusão prolongada
4,5 g (4 g + 0,5 g)8/8 h em infusão de 4 h (ou 6/6 h em 3 h)
Detalhes
DuraçãoConforme foco e evolução clínica
Observações

Estratégia farmacodinâmica para aumentar o tempo acima da CIM em pacientes graves ou com patógenos de CIM mais alta. Aplicar conforme protocolo institucional; administrar a primeira dose em 30 minutos.

Pediatria (2 a 12 anos)

Via endovenosa4 esquemas
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Infecção intra-abdominal · ≤ 40 kg112,5 mg/kg (100 mg + 12,5 mg/kg)8/8 hMínimo de 5 e máximo de 14 diasFunção renal normal. Manter por pelo menos 48 h após a resolução dos sinais e sintomas.
Infecção intra-abdominal · > 40 kg4,5 g (4 g + 0,5 g)8/8 hMínimo de 5 e máximo de 14 diasSeguir a posologia do adulto (12 g + 1,5 g por dia, de 6/6 h ou 8/8 h).
Neutropenia febril · < 50 kg90 mg/kg (80 mg + 10 mg/kg)6/6 hConforme protocolo de neutropenia febrilFunção renal normal, em associação a aminoglicosídeo em dose adequada.
Neutropenia febril · > 50 kg4,5 g (4 g + 0,5 g)6/6 h ou 8/8 hConforme protocolo de neutropenia febrilSeguir a posologia do adulto, associada a aminoglicosídeo.
Infecção intra-abdominal · ≤ 40 kg
112,5 mg/kg (100 mg + 12,5 mg/kg)8/8 h
Detalhes
DuraçãoMínimo de 5 e máximo de 14 dias
Observações

Função renal normal. Manter por pelo menos 48 h após a resolução dos sinais e sintomas.

Infecção intra-abdominal · > 40 kg
4,5 g (4 g + 0,5 g)8/8 h
Detalhes
DuraçãoMínimo de 5 e máximo de 14 dias
Observações

Seguir a posologia do adulto (12 g + 1,5 g por dia, de 6/6 h ou 8/8 h).

Neutropenia febril · < 50 kg
90 mg/kg (80 mg + 10 mg/kg)6/6 h
Detalhes
DuraçãoConforme protocolo de neutropenia febril
Observações

Função renal normal, em associação a aminoglicosídeo em dose adequada.

Neutropenia febril · > 50 kg
4,5 g (4 g + 0,5 g)6/6 h ou 8/8 h
Detalhes
DuraçãoConforme protocolo de neutropenia febril
Observações

Seguir a posologia do adulto, associada a aminoglicosídeo.

Populações especiais

Gestação e lactação

Gestação

Categoria B

Usar se o benefício superar o risco

Sem teratogenicidade em animais; toxicidade reprodutiva apenas em doses tóxicas maternas. Ambos os componentes atravessam a placenta.

Lactação

Compatível

Manter a amamentação

A piperacilina é excretada em baixas concentrações no leite e tem absorção oral desprezível. Observar diarreia e candidíase no lactente.

Ajuste por órgão

CondiçãoAjuste / DoseFrequênciaObservações
ClCr > 40 mL/minSem ajusteDose usualConforme indicaçãoSem ajuste. Nenhum ajuste necessário.
ClCr 20 a 40 mL/minReduzir dose4,5 g (12 g + 1,5 g/dia)8/8 hReduzir dose. Adulto. Monitorar função renal e sinais neurológicos.
ClCr < 20 mL/minReduzir dose4,5 g (8 g + 1 g/dia)12/12 hReduzir dose. Adulto. Maior risco de convulsões e de sangramento com acúmulo.
HemodiáliseDose suplementarMáximo de 8 g + 1 g por dia; 2,25 g extra após cada sessão12/12 h + dose pós-diáliseDose suplementar. A hemodiálise remove 30–50% da piperacilina em 4 horas.
Criança < 50 kg · ClCr 40–80Ajustar90 mg/kg (80 mg + 10 mg/kg)6/6 hAjustar. Insuficiência renal em crianças com menos de 50 kg.
Criança < 50 kg · ClCr 20–40Ajustar intervalo90 mg/kg (80 mg + 10 mg/kg)8/8 hAjustar intervalo. Insuficiência renal em crianças com menos de 50 kg.
Criança < 50 kg · ClCr < 20Ajustar intervalo90 mg/kg (80 mg + 10 mg/kg)12/12 hAjustar intervalo. Insuficiência renal em crianças com menos de 50 kg.
Criança < 50 kg · hemodiáliseAjustar45 mg/kg8/8 hAjustar. Crianças com menos de 50 kg em hemodiálise.
Insuficiência hepáticaSem ajusteSem ajuste posológico específicoConforme indicaçãoSem ajuste. Na insuficiência renal e hepática combinadas, a dosagem sérica, quando disponível, auxilia o ajuste. Monitorar função hepática em tratamentos prolongados.
ClCr > 40 mL/minSem ajuste
Dose usual
FrequênciaConforme indicação
Observações

Sem ajuste. Nenhum ajuste necessário.

ClCr 20 a 40 mL/minReduzir dose
4,5 g (12 g + 1,5 g/dia)
Frequência8/8 h
Observações

Reduzir dose. Adulto. Monitorar função renal e sinais neurológicos.

ClCr < 20 mL/minReduzir dose
4,5 g (8 g + 1 g/dia)
Frequência12/12 h
Observações

Reduzir dose. Adulto. Maior risco de convulsões e de sangramento com acúmulo.

HemodiáliseDose suplementar
Máximo de 8 g + 1 g por dia; 2,25 g extra após cada sessão
Frequência12/12 h + dose pós-diálise
Observações

Dose suplementar. A hemodiálise remove 30–50% da piperacilina em 4 horas.

Criança < 50 kg · ClCr 40–80Ajustar
90 mg/kg (80 mg + 10 mg/kg)
Frequência6/6 h
Observações

Ajustar. Insuficiência renal em crianças com menos de 50 kg.

Criança < 50 kg · ClCr 20–40Ajustar intervalo
90 mg/kg (80 mg + 10 mg/kg)
Frequência8/8 h
Observações

Ajustar intervalo. Insuficiência renal em crianças com menos de 50 kg.

Criança < 50 kg · ClCr < 20Ajustar intervalo
90 mg/kg (80 mg + 10 mg/kg)
Frequência12/12 h
Observações

Ajustar intervalo. Insuficiência renal em crianças com menos de 50 kg.

Criança < 50 kg · hemodiáliseAjustar
45 mg/kg
Frequência8/8 h
Observações

Ajustar. Crianças com menos de 50 kg em hemodiálise.

Insuficiência hepáticaSem ajuste
Sem ajuste posológico específico
FrequênciaConforme indicação
Observações

Sem ajuste. Na insuficiência renal e hepática combinadas, a dosagem sérica, quando disponível, auxilia o ajuste. Monitorar função hepática em tratamentos prolongados.

Outras populações

CondiçãoAjuste / DoseFrequênciaObservações
IdosoAjustar pela função renalDose do adultoConforme depuração de creatininaAjustar pela função renal. Sem ajuste apenas pela idade.
Fibrose císticaCautelaDose conforme gravidadeConforme indicaçãoCautela. Maior incidência de febre e eritema com penicilinas semissintéticas nesses pacientes.
IdosoAjustar pela função renal
Dose do adulto
FrequênciaConforme depuração de creatinina
Observações

Ajustar pela função renal. Sem ajuste apenas pela idade.

Fibrose císticaCautela
Dose conforme gravidade
FrequênciaConforme indicação
Observações

Cautela. Maior incidência de febre e eritema com penicilinas semissintéticas nesses pacientes.

Modelos de prescrição1 modelo

Adulto · dose usualVia endovenosaAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.

Administração

Técnica de aplicação, vias e situações especiais.

DiluentesSF 0,9% · SG 5% · Ringer lactato (formulação com EDTA) · água para injetáveis (máx. 50 mL)
Via principalEndovenosa (infusão)

Uso exclusivamente endovenoso, em infusão lenta de 20 a 30 minutos. Infusões prolongadas de 3 a 4 horas são adotadas em protocolos de otimização farmacodinâmica.

Reconstituição2,25 g com 10 mL · 4,5 g com 20 mL

Usar SF 0,9%, água para injetáveis ou SG 5%. Agitar até dissolver (5 a 10 minutos). Volume final aproximado de 11,5 mL (2,25 g) ou 23 mL (4,5 g).

Técnica de aplicação6 passos

1
Investigue alergia

Questionar reações prévias a penicilinas, cefalosporinas e outros alérgenos. Alergia a qualquer betalactâmico contraindica o uso.

2
Colha culturas

Obter hemoculturas e culturas do foco antes da primeira dose, sem atrasar o início em sepse.

3
Reconstitua

Adicionar 10 mL (2,25 g) ou 20 mL (4,5 g) de diluente compatível e agitar até dissolução completa.

4
Dilua

Transferir para 50 a 150 mL de SF 0,9%, SG 5% ou outro diluente compatível.

5
Infunda

Infundir em 20 a 30 minutos, ou em 3 a 4 horas quando o protocolo indicar infusão prolongada.

6
Não misture

Não misturar com outros medicamentos na mesma seringa ou frasco. Administrar aminoglicosídeos separadamente; não adicionar a sangue, derivados ou hidrolisados de albumina, nem a soluções contendo somente bicarbonato de sódio.

Diluições e preparo3 preparos

Infusão intermitente padrão

Dose usual

≈ 30 a 90 mg/mL de piperacilina

4,5 g reconstituído (23 mL) + 50 a 150 mL de diluente.

  1. Reconstituir o frasco de 4,5 g com 20 mL (ou o de 2,25 g com 10 mL).
  2. Aspirar todo o conteúdo e transferir para 50 a 150 mL de SF 0,9% ou SG 5%.
  3. Homogeneizar e identificar com horário de preparo.
Volume final50–150 mL
DiluenteSF 0,9%, SG 5%, Ringer lactato, dextrano 6% em SF, solução de Hartmann, acetato de Ringer (formulação com EDTA)
Tempo / modo20–30 minutos
EstabilidadeApós reconstituição: 24 h em temperatura ambiente ou 48 h refrigerada (2–8 °C).

Se usar água para injetáveis como diluente final, não exceder 50 mL por dose.

Não misturar com outros fármacos no mesmo frasco.

Infusão intermitente padrãoDose usual≈ 30 a 90 mg/mL de piperacilina

4,5 g reconstituído (23 mL) + 50 a 150 mL de diluente.

  1. Reconstituir o frasco de 4,5 g com 20 mL (ou o de 2,25 g com 10 mL).
  2. Aspirar todo o conteúdo e transferir para 50 a 150 mL de SF 0,9% ou SG 5%.
  3. Homogeneizar e identificar com horário de preparo.
Volume final50–150 mL
DiluenteSF 0,9%, SG 5%, Ringer lactato, dextrano 6% em SF, solução de Hartmann, acetato de Ringer (formulação com EDTA)
Tempo / modo20–30 minutos
EstabilidadeApós reconstituição: 24 h em temperatura ambiente ou 48 h refrigerada (2–8 °C).

Se usar água para injetáveis como diluente final, não exceder 50 mL por dose.

Não misturar com outros fármacos no mesmo frasco.

Infusão prolongada

Pacientes graves, conforme protocolo

4,5 g diluído em 100 mL, infundido em bomba ao longo de 3 a 4 horas.

  1. Preparar como na infusão padrão, em volume compatível com a bomba.
  2. Administrar a primeira dose em 30 minutos e as seguintes em 3 a 4 horas.
  3. Garantir acesso exclusivo ou lúmen dedicado para evitar interrupções.
DiluenteSF 0,9% ou SG 5%
Tempo / modo3–4 horas
EstabilidadeRespeitar a estabilidade da solução preparada informada pelo fabricante.

Estratégia baseada em farmacodinâmica tempo-dependente; não descrita como esquema padrão em bula brasileira.

Infusão prolongadaPacientes graves, conforme protocolo

4,5 g diluído em 100 mL, infundido em bomba ao longo de 3 a 4 horas.

  1. Preparar como na infusão padrão, em volume compatível com a bomba.
  2. Administrar a primeira dose em 30 minutos e as seguintes em 3 a 4 horas.
  3. Garantir acesso exclusivo ou lúmen dedicado para evitar interrupções.
DiluenteSF 0,9% ou SG 5%
Tempo / modo3–4 horas
EstabilidadeRespeitar a estabilidade da solução preparada informada pelo fabricante.

Estratégia baseada em farmacodinâmica tempo-dependente; não descrita como esquema padrão em bula brasileira.

Infusão em Y com aminoglicosídeo

Quando a administração simultânea for preferida

Formulação com EDTA, 2,25 g ou 4,5 g em 50 ou 150 mL, com amicacina (1,75–7,5 mg/mL) ou gentamicina (0,7–3,32 mg/mL) em SF 0,9% ou SG 5%.

  1. Reconstituir e diluir os dois fármacos separadamente.
  2. Conectar em Y somente nas concentrações e diluentes estabelecidos.

Compatibilidade não estabelecida para outros aminoglicosídeos ou outras concentrações; fora dessas condições, administrar separadamente.

Infusão em Y com aminoglicosídeoQuando a administração simultânea for preferida

Formulação com EDTA, 2,25 g ou 4,5 g em 50 ou 150 mL, com amicacina (1,75–7,5 mg/mL) ou gentamicina (0,7–3,32 mg/mL) em SF 0,9% ou SG 5%.

  1. Reconstituir e diluir os dois fármacos separadamente.
  2. Conectar em Y somente nas concentrações e diluentes estabelecidos.

Compatibilidade não estabelecida para outros aminoglicosídeos ou outras concentrações; fora dessas condições, administrar separadamente.

Compatibilidade por via

ViaStatusObservações
EndovenosaVia indicadaExclusivamente por infusão EV lenta (20–30 min) ou prolongada (3–4 h).
IntramuscularNão usarMedicamento para uso exclusivamente endovenoso.
OralNão se aplicaSem apresentação oral; não é absorvida por via oral.
SublingualNão se aplicaNão se aplica.
SubcutâneaNão usarNão é via aprovada.
RetalNão se aplicaNão se aplica.
Tópica/mucosasNão se aplicaNão se aplica.
SNG/SNENão se aplicaNão há apresentação enteral.
EndovenosaVia indicada
Observações

Exclusivamente por infusão EV lenta (20–30 min) ou prolongada (3–4 h).

IntramuscularNão usar
Observações

Medicamento para uso exclusivamente endovenoso.

OralNão se aplica
Observações

Sem apresentação oral; não é absorvida por via oral.

SublingualNão se aplica
Observações

Não se aplica.

SubcutâneaNão usar
Observações

Não é via aprovada.

RetalNão se aplica
Observações

Não se aplica.

Tópica/mucosasNão se aplica
Observações

Não se aplica.

SNG/SNENão se aplica
Observações

Não há apresentação enteral.

Situações especiais

Associação com vancomicina

Maior incidência de lesão renal aguda

A combinação associa-se a mais lesão renal aguda do que a vancomicina isolada. Reavaliar a necessidade da associação em 48 a 72 horas e monitorar creatinina e níveis de vancomicina.

Carga de sódio

Cerca de 2,84 mEq por grama de piperacilina

Doses de 16 a 18 g/dia de piperacilina representam carga de sódio relevante; considerar em insuficiência cardíaca, cirrose e hipertensão.

Galactomanana

Resultado falso-positivo possível

Há relatos de positividade do teste de Aspergillus por EIA em pacientes sem aspergilose; interpretar com cautela e confirmar por outros métodos.

ESBL

Não é a primeira escolha na bacteremia

Em bacteremia por enterobactéria produtora de ESBL, carbapenêmicos mostraram melhores desfechos; pip-tazo pode ser considerada em focos urinários sob orientação especializada.

Cuidados

Contraindicações, monitoramento e eventos adversos.

Hipersensibilidade e reações cutâneas graves

Anafilaxia e choque podem ocorrer, sobretudo em pacientes com sensibilidade a múltiplos alérgenos. Foram descritas síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica, DRESS e pustulose exantemática aguda generalizada; suspender se as lesões progredirem.

Contraindicações4 itens

  • Hipersensibilidade a penicilinas.
  • Hipersensibilidade a cefalosporinas ou a qualquer outro betalactâmico.
  • Hipersensibilidade a inibidores de beta-lactamase.
  • Hipersensibilidade a qualquer componente da formulação.

Populações especiais

Gestação

Categoria B

Sem teratogenicidade em animais e sem estudos controlados em gestantes. Ambos os componentes atravessam a placenta; usar quando o benefício superar o risco.

Lactação

Compatível

Piperacilina é excretada em baixas concentrações no leite; os níveis de tazobactam não foram determinados. Manter a amamentação observando o lactente.

Função renal

Ajuste obrigatório

Reduzir a dose se ClCr ≤ 40 mL/min e suplementar após hemodiálise. Potencial nefrotóxico e recuperação renal mais lenta em pacientes críticos.

Função hepática

Sem ajuste específico

Não é necessário ajustar a dose. Pode causar hepatotoxicidade; controlar periodicamente a função hepática em tratamentos prolongados.

Monitoramento

Sinais de melhora
  • Resposta clínica e reavaliação do espectro com culturas em 48 a 72 horas.
  • Exantema, febre e sinais de reação cutânea grave.
  • Diarreia persistente sugestiva de colite por C. difficile.
  • Sangramentos e sinais neurológicos, sobretudo com doses altas e insuficiência renal.
  • Fraqueza muscular ou mialgia sugestivas de rabdomiólise.
Sinais de alerta
  • Creatinina e ureia, especialmente em associação com vancomicina.
  • Potássio e demais eletrólitos em pacientes com baixa reserva ou em uso de espoliadores de potássio.
  • Hemograma em tratamentos prolongados (leucopenia, neutropenia, trombocitopenia).
  • Testes de coagulação em pacientes com insuficiência renal ou em uso de anticoagulantes.

Eventos adversos

Gastrointestinais e geraisMuito comuns a comuns
Diarreia, náusea, vômito, dor abdominal, constipação e dispepsiaExantema e pruridoCefaleia e insôniaCandidíaseFebre e reação no local da infusão
LaboratoriaisComuns a incomuns
Trombocitopenia, anemia e leucopeniaCoombs direto positivo e prolongamento do TTPaElevação de AST, ALT, fosfatase alcalina, creatinina e ureiaHipocalemia e hipoalbuminemia
RarosRaros
Agranulocitose e pancitopeniaNefrite tubulointersticialHepatite e icteríciaManifestações hemorrágicas
Exigem suspensão e avaliaçãoPotencialmente graves
Anafilaxia e choque anafiláticoStevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica, DRESS e pustulose exantemática agudaColite pseudomembranosaLinfo-histiocitose hemofagocíticaRabdomiólise e convulsões

Advertências

  • Medicamento de uso restrito a hospitais.
  • Investigar história de hipersensibilidade a penicilinas, cefalosporinas e outros alérgenos antes do início.
  • Suspender diante de reação cutânea progressiva, suspeita de DRESS ou de linfo-histiocitose hemofagocítica.
  • Considerar colite pseudomembranosa em diarreia durante ou após o tratamento.
  • Manifestações hemorrágicas com alteração de testes de coagulação são mais frequentes na insuficiência renal.
  • Pode causar hipocalemia; monitorar eletrólitos em pacientes de risco.
  • Doses altas, especialmente na insuficiência renal, podem causar convulsões.
  • Maior incidência de febre e eritema em pacientes com fibrose cística.
  • Contém sódio; considerar em restrição salina.

Técnico

Farmacologia, interações e informação regulatória.

Mecanismo de ação2 componentes

Piperacilina

Liga-se a uma ou mais PBPs, impedindo a transpeptidação final do peptidoglicano e a biossíntese da parede celular, com ação bactericida. A cadeia lateral ureido confere penetração e atividade contra Pseudomonas aeruginosa.

Tazobactam

Sulfona do ácido penicilânico que inibe de forma potente beta-lactamases de classe A (penicilinases, cefalosporinases e muitas ESBL), com atividade variável contra carbapenemases de classe A e enzimas de classe D. Tem pouca atividade antibacteriana própria.

Farmacocinética

Ampla distribuição tecidual

Piperacilina e tazobactam ligam-se cerca de 30% às proteínas plasmáticas e distribuem-se amplamente em mucosa intestinal, vesícula biliar, pulmão, bile, osso e tecidos ginecológicos.

A meia-vida de ambos é de aproximadamente 1 hora com função renal normal. A piperacilina é metabolizada a desetil-piperacilina, de baixa atividade; o tazobactam gera um metabólito inativo.

Meia-vida ≈ 1 hLigação proteica ≈ 30%Penetração biliar e óssea
Eliminação

Excreção renal predominante

A piperacilina é excretada rapidamente inalterada, com cerca de 68% da dose na urina e parte na bile. O tazobactam e seu metabólito são eliminados sobretudo pelos rins (80% inalterado).

A hemodiálise remove 30–50% da piperacilina em 4 horas, justificando dose suplementar após cada sessão. A probenecida prolonga a meia-vida de ambos.

Urina 68–80%DialisávelTempo-dependente

Interações medicamentosas

O principal risco é a nefrotoxicidade aditiva com vancomicina, que aumenta a incidência de lesão renal aguda e exige monitorização de creatinina e níveis séricos. A piperacilina prolonga o bloqueio neuromuscular do vecurônio e, por extensão, de outros relaxantes não despolarizantes. Anticoagulantes, heparina e fármacos que alteram a função plaquetária exigem controle mais frequente da coagulação. O metotrexato tem a excreção reduzida, com risco de toxicidade, e a probenecida prolonga a meia-vida e reduz a depuração renal da associação. Fármacos que reduzem o potássio aumentam o risco de hipocalemia. Aminoglicosídeos podem ser inativados in vitro e devem ser administrados separadamente, exceto em Y nas condições estabelecidas para amicacina e gentamicina. Pode haver glicosúria falso-positiva por métodos de redução do cobre e galactomanana falso-positiva por EIA.

Informação regulatória

SUSFora da RENAME 2024A associação não integra a RENAME 2024; a disponibilidade em hospitais do SUS depende de padronização local e de programas de gerenciamento de antimicrobianos. Classificação AWaRe da OMS: Vigilância (Watch).
GenéricoDisponívelHá genéricos registrados nas apresentações de 2 g + 0,25 g e 4 g + 0,5 g, de diversos fabricantes.
ATCJ01CR05WHO ATC/DDD: piperacilina e inibidor de beta-lactamase. DDD parenteral de 14 g, referente à piperacilina.

Receituário

Tipo de receitaAntimicrobiano (receita simples)
Número de vias2 vias
Retenção2ª via retida
Validade10 dias

Referências

Fontes regulatórias e clínicas utilizadas.

01
Bula profissional

Tazocin® — piperacilina sódica e tazobactam sódico

Pfizer Brasil. Pó liofilizado de 2,25 g e 4,5 g, indicações, posologia adulta e pediátrica, ajuste renal, reconstituição, compatibilidades, interações e advertências.

2023
02
Bula profissional

Piperacilina sódica + tazobactam sódico — genéricos

Fresenius Kabi Brasil e Viatris. Apresentações de 2 g + 0,25 g e 4 g + 0,5 g.

2024
03
Fabricante

Tazomaz® — piperacilina + tazobactam

União Química. Apresentações de 2,25 g e 4,5 g.

2026
04
Diretriz

IDSA Guidance on the Treatment of Antimicrobial-Resistant Gram-Negative Infections

Infectious Diseases Society of America. Papel da piperacilina-tazobactam em infecções por enterobactérias produtoras de ESBL.

2024
05
Ensaio clínico

MERINO — piperacillin-tazobactam vs meropenem em bacteremia por E. coli ou Klebsiella resistentes à ceftriaxona

Harris PNA et al., JAMA. Maior mortalidade em 30 dias com piperacilina-tazobactam.

2018
06
Relação nacional

RENAME 2024

Ministério da Saúde. Relação Nacional de Medicamentos Essenciais, consultada para inclusão de penicilinas associadas a inibidores.

2025
07
Classificação

ATC/DDD Index — J01CR05

WHO Collaborating Centre for Drug Statistics Methodology. Piperacillin and beta-lactamase inhibitor: DDD parenteral de 14 g.

2026
08
Regulatório

RDC Anvisa nº 471/2021

Critérios para prescrição, dispensação, controle e retenção de receita de medicamentos antimicrobianos.

2021
Revisão MedFoco: outubro de 2026. Conteúdo de apoio à prática clínica — confirme apresentação, concentração, contraindicações e recomendações na bula profissional vigente e nos protocolos da sua instituição.
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