Gestação
C (1º–2º tri) · D (3º tri)1º e 2º trimestres: uso com risco; 3º trimestre: contraindicado
Categoria C no 1º e 2º trimestres e D no 3º trimestre, quando o fabricante contraindica o uso.
Associação em comprimido revestido de ibuprofeno 200 mg e paracetamol 500 mg para dor leve a moderada, de uso por curta duração. Combina riscos dos AINEs (gastrointestinal, cardiovascular e renal) com o risco de hepatotoxicidade do paracetamol.
Revisado em pela equipe MedFoco
A coadministração com outros produtos com paracetamol aumenta o risco de superdose e lesão hepática, sobretudo em pacientes com doença hepática. O uso com outros AINEs ou com ácido acetilsalicílico > 75 mg/dia é contraindicado. Tratamentos por mais de 7 dias aumentam o risco de efeitos graves renais, cardiovasculares e gastrintestinais.
O essencial do perfil clínico em uma tela.
É uma associação em dose fixa de um anti-inflamatório não esteroidal (ibuprofeno 200 mg) com um analgésico (paracetamol 500 mg), indicada para o alívio de dor leve a moderada por curta duração. Os dois fármacos atuam por mecanismos complementares, periférico e central.
Inibe a síntese de prostaglandinas e promove a inibição periférica da COX-2, conferindo efeito analgésico e anti-inflamatório.
Efeito analgésico atribuído a ação antinociceptiva central, ainda não completamente elucidada, com inibição muito fraca das COX-1 e COX-2.
Concentrações, embalagens e nomes comerciais no Brasil.
| Apresentação | Forma farmacêutica | Concentração / composição | Embalagem | Nomes comerciais |
|---|---|---|---|---|
| Ibuprofeno 200 mg + Paracetamol 500 mgNão partir | Comprimido revestido | Ibuprofeno 200 mgParacetamol 500 mg | Nuromol®: embalagens com 6 ou 12 comprimidos revestidos. Dualgi® e Luftafem®: conforme o fabricante. | NuromolDualgiLuftafem |
Somar todo o paracetamol que o paciente usa. A associação não deve ser administrada com outros medicamentos que contenham paracetamol.
Dose, frequência e duração por população.
Até 3x/dia; se insuficiente, 2 cp/tomada
3.000 mg paracetamol + 1.200 mg ibuprofeno
Entre as doses
Não partir
| Indicação | Dose | Frequência | Duração | Observações |
|---|---|---|---|---|
| Dor leve a moderada | 1 comprimido (200 mg + 500 mg); se não aliviar, até 2 comprimidos por tomada | Até 3x/dia, com intervalo mínimo de 6 horas | Curta duração (reavaliar se persistir após 3 dias) | Dose máxima: 6 comprimidos em 24 h (3.000 mg de paracetamol e 1.200 mg de ibuprofeno). Ingerir com água e alimentos; não partir, abrir ou mastigar. Tratamentos por mais de 7 dias aumentam o risco de efeitos graves renais, cardiovasculares e gastrintestinais. |
Dose máxima: 6 comprimidos em 24 h (3.000 mg de paracetamol e 1.200 mg de ibuprofeno). Ingerir com água e alimentos; não partir, abrir ou mastigar. Tratamentos por mais de 7 dias aumentam o risco de efeitos graves renais, cardiovasculares e gastrintestinais.
| Indicação | Dose | Frequência | Duração | Observações |
|---|---|---|---|---|
| Adolescentes > 16 anos | 1 comprimido (200 mg + 500 mg); se não aliviar, até 2 comprimidos por tomada | Até 3x/dia, com intervalo mínimo de 6 horas | Curta duração | Mesma posologia do adulto (bula: uso adulto e pediátrico acima de 16 anos), junto com alimentos. Máximo de 6 comprimidos em 24 h. |
| 16 anos ou menos | Não indicado | — | — | O medicamento é indicado apenas para maiores de 16 anos. Não há esquema off-label desta associação em dose fixa; em crianças usam-se os fármacos isolados em formulações pediátricas. |
Mesma posologia do adulto (bula: uso adulto e pediátrico acima de 16 anos), junto com alimentos. Máximo de 6 comprimidos em 24 h.
O medicamento é indicado apenas para maiores de 16 anos. Não há esquema off-label desta associação em dose fixa; em crianças usam-se os fármacos isolados em formulações pediátricas.
1º e 2º trimestres: uso com risco; 3º trimestre: contraindicado
Categoria C no 1º e 2º trimestres e D no 3º trimestre, quando o fabricante contraindica o uso.
Uso liberado na lactação
A bula informa que não é necessário interromper a amamentação no tratamento de curta duração na dose recomendada (passagem mínima de ibuprofeno e paracetamol para o leite). O e-lactancia classifica o ibuprofeno como compatível.
| Condição | Ajuste / Dose | Frequência | Observações |
|---|---|---|---|
| Insuficiência renal leve a moderadaCautela | Usar com cautela | Conforme dose usual | Cautela. A bula oficial não informa esquema de redução de dose; AINEs podem deteriorar a função renal, sobretudo com diuréticos e em idosos — monitorar função renal. |
| Insuficiência renal graveContraindicado | Não usar | — | Contraindicado na insuficiência renal grave. |
| Insuficiência hepática leve a moderadaCautela | Usar com cautela | Conforme dose usual | Cautela. Risco particularmente alto de superdose de paracetamol em doença hepática; não ultrapassar a dose recomendada e usar pelo menor tempo. |
| Insuficiência hepática graveContraindicado | Não usar | — | Contraindicado na insuficiência hepática grave. |
Cautela. A bula oficial não informa esquema de redução de dose; AINEs podem deteriorar a função renal, sobretudo com diuréticos e em idosos — monitorar função renal.
Contraindicado na insuficiência renal grave.
Cautela. Risco particularmente alto de superdose de paracetamol em doença hepática; não ultrapassar a dose recomendada e usar pelo menor tempo.
Contraindicado na insuficiência hepática grave.
A bula não exige ajuste (farmacocinética semelhante à de adultos jovens), mas o risco de reações graves é maior, principalmente hemorragias e perfurações gastrointestinais. Monitorar sangramento gastrointestinal regularmente.
Técnica de aplicação, vias e situações especiais.
Comprimido revestido ingerido inteiro junto com alimentos, até 3 vezes ao dia, com intervalo mínimo de 6 horas.
Confirmar que o paciente não usa outros medicamentos com paracetamol nem outros AINEs ou ácido acetilsalicílico > 75 mg/dia.
Ingerir o comprimido inteiro, junto com alimentos. Não partir.
Manter pelo menos 6 horas entre as doses, até 3 vezes ao dia.
Usar pelo menor tempo possível; acima de 7 dias aumenta o risco de efeitos graves.
Suspender diante de sangramento gastrointestinal, erupção cutânea grave ou sinais de hipersensibilidade.
| Via | Status | Observações |
|---|---|---|
| Oral | Via indicada | Comprimido revestido inteiro, com alimentos. |
| SNG/SNE | Não permitido | Triturar o comprimido causa perda do revestimento, podendo diminuir a eficácia e obstruir a sonda. |
| Endovenosa | Não usar | A associação só existe em comprimido revestido oral. |
| Sublingual | Não usar | O comprimido revestido deve ser engolido inteiro, com água. |
Comprimido revestido inteiro, com alimentos.
Triturar o comprimido causa perda do revestimento, podendo diminuir a eficácia e obstruir a sonda.
A associação só existe em comprimido revestido oral.
O comprimido revestido deve ser engolido inteiro, com água.
Recomenda-se coordenar o manejo no perioperatório com cirurgião, anestesista e médico prescritor.
Não administrar por sonda nasogástrica/nasoenteral: triturar o comprimido revestido reduz a eficácia e pode obstruir a sonda.
A suspeita de dengue consta entre as contraindicações.
Quando indicada, a dosagem sérica de paracetamol deve ser feita 4 horas ou mais após a ingestão.
Contraindicações, monitoramento e eventos adversos.
O risco de efeitos graves renais, cardiovasculares e gastrintestinais aumenta após 7 dias de uso. O paracetamol de outros produtos soma-se à dose e eleva o risco de lesão hepática, sobretudo em doença hepática.
Categoria C no 1º e 2º trimestres; categoria D no 3º trimestre, quando o uso é contraindicado.
Bula: não é necessário interromper a amamentação no uso de curta duração na dose recomendada. Ibuprofeno compatível segundo o e-lactancia.
Cautela na insuficiência renal leve a moderada; contraindicado na grave.
Cautela na insuficiência hepática leve a moderada; contraindicado na grave. Risco aumentado de superdose de paracetamol.
Maior risco de hemorragias e perfurações gastrointestinais; monitoramento rigoroso.
Pode prejudicar a fertilidade. Não usar em mulheres que pretendem engravidar; suspender em caso de dificuldade para engravidar ou investigação de infertilidade.
Farmacologia, interações e informação regulatória.
Anti-inflamatório não esteroidal que inibe a síntese de prostaglandinas e promove a inibição periférica da COX-2, o que lhe confere propriedades analgésicas.
Mecanismo ainda não completamente elucidado; acredita-se que a analgesia resulte de efeito antinociceptivo central. Apresenta atividade inibitória muito fraca das COX-1 e COX-2.
Bem absorvido pelo trato gastrointestinal, com ligação às proteínas de cerca de 99%. É metabolizado no fígado em dois metabólitos principais.
Meia-vida de eliminação de cerca de 2 horas; 75–85% são excretados na urina nas primeiras 24 horas, principalmente como metabólitos, e o restante nas fezes após excreção biliar.
Nesta associação (bula de Nuromol), o ibuprofeno é detectado no plasma a partir de 5 minutos, com pico em 1–2 h em jejum; com alimento, o pico atrasa ~25 min, sem alterar a absorção total. Sem diferença farmacocinética relevante em idosos.
Rapidamente absorvido, com volume de distribuição de cerca de 1 L/kg e ligação proteica de 10–25%. Metabolismo hepático por glicuronidação e sulfatação; pequena fração forma NAPQI via CYP2E1, inativada pela glutationa.
Em doses tóxicas (≥ 4 g/dia), a glutationa se esgota e o NAPQI acumulado pode causar necrose hepatocelular. Meia-vida de 2–3 horas, cerca de 1 hora maior em cirróticos; eliminação urinária como conjugados.
Na associação, o pico do paracetamol ocorre em 0,5–0,67 h em jejum (atraso de ~55 min com alimento, sem alterar a absorção total). Superdose: dosar o paracetamol ≥ 4 h após a ingestão; N-acetilcisteína com efeito máximo até 8 h. Lesão hepática possível com ≥ 10 g (20 comprimidos), ou ≥ 5 g em pacientes de risco.
É contraindicado o uso concomitante com outros AINEs, com ácido acetilsalicílico em doses altas (> 75 mg/dia) e com outros medicamentos que contenham paracetamol, pelo risco de superdose e lesão hepática. Segundo a bula de Nuromol, usar com cautela com: anticoagulantes (o ibuprofeno potencializa a varfarina e o uso prolongado de paracetamol aumenta o INR); antiplaquetários, ISRS e corticosteroides (risco de sangramento ou úlcera gastrintestinal); anti-hipertensivos e diuréticos (efeito reduzido e maior nefrotoxicidade); ciclosporina e tacrolimo (nefrotoxicidade); lítio e metotrexato (eliminação reduzida); glicosídeos cardíacos (níveis aumentados); quinolonas (risco de convulsão); zidovudina (toxicidade hematológica); mifepristona (não usar AINE por 8 a 12 dias após); cloranfenicol (níveis aumentados); colestiramina (reduz a absorção do paracetamol — separar por 1 hora); metoclopramida e domperidona (aceleram a absorção do paracetamol). O ibuprofeno pode reduzir o efeito antiagregante do AAS em baixa dose. O paracetamol pode elevar falsamente a leitura de monitores contínuos de glicose.
Fontes regulatórias e clínicas utilizadas.
Embalagens de 6 ou 12 comprimidos; uso adulto e pediátrico acima de 16 anos; posologia (1 comprimido até 3x/dia, até 2 comprimidos por tomada se necessário, máximo de 6 comprimidos/24 h); idosos sem ajuste; contraindicações; categoria C (1º–2º tri) e D (3º tri); lactação; interações; reações adversas por frequência; farmacocinética; superdose.
Ibuprofeno classificado como compatível com a amamentação (dose recebida pelo lactente centenas de vezes menor que a terapêutica).
Compilação interna revisada pela equipe médica MedFoco.