Gestação
Categoria BUsar com cautela
Não há dados em gestantes; estudos em animais não indicam efeitos prejudiciais sobre gravidez, desenvolvimento embriofetal, parto ou desenvolvimento pós-natal.
Anti-histamínico que, além da atividade anti-histamínica periférica, bloqueia o fator de ativação plaquetária (PAF) e tem ação antialérgica. Indicado na rinite alérgica e na urticária, em dose única diária de 10 mg.
Revisado em pela equipe MedFoco
Eritromicina, cetoconazol e outros inibidores potentes da CYP3A4 não são recomendados em associação. Cautela em hipocalemia, prolongamento do QT ou condições arritmogênicas.
O essencial do perfil clínico em uma tela.
É um anti-histamínico potente do grupo piperidínico, de início de ação rápido (cerca de 15 minutos) e duração de 24 horas, que, além da atividade anti-histamínica periférica, exerce bloqueio periférico do fator de ativação plaquetária (PAF), com ação anti-inflamatória, e ação antialérgica pela inibição da quimiotaxia de monócitos e eosinófilos, da degranulação de mastócitos e da liberação de TNF-α. É usada na rinite alérgica sazonal ou perene e na urticária crônica idiopática.
Bloqueia a histamina e o PAF e inibe mediadores celulares da resposta alérgica.
Concentrações, embalagens e nomes comerciais no Brasil.
| Apresentação | Forma farmacêutica | Concentração / composição | Embalagem | Nomes comerciais |
|---|---|---|---|---|
| Rupatadina 10 mgPode ser partido | Comprimido | 10 mg | Caixas com 6 e 10 comprimidos. | Rupafin |
No Brasil, a rupatadina está registrada apenas como comprimido de 10 mg (Rupafin®), de uso adulto e pediátrico acima de 12 anos. A solução oral de 1 mg/mL usada em crianças em outros países não é comercializada no Brasil.
Dose, frequência e duração por população.
Via oral
Com ou sem alimentos
Não dobrar a dose
Contraindicado < 12 (bula BR)
| Indicação | Dose | Frequência | Duração | Observações |
|---|---|---|---|---|
| Rinite alérgica sazonal ou perene e urticária crônica idiopática | 10 mg (1 comprimido) | 1x/dia | Conforme quadro clínico | Dose da bula brasileira para adultos e maiores de 12 anos; dose máxima diária de 10 mg. Tomar com cerca de meio copo de líquido, com ou sem alimentos. Não tomar com suco de toranja (grapefruit). |
Dose da bula brasileira para adultos e maiores de 12 anos; dose máxima diária de 10 mg. Tomar com cerca de meio copo de líquido, com ou sem alimentos. Não tomar com suco de toranja (grapefruit).
| Indicação | Dose | Frequência | Duração | Observações |
|---|---|---|---|---|
| 12 anos ou mais | 10 mg | 1x/dia | Conforme quadro clínico | Dose máxima de 10 mg/dia. Se esquecer uma dose, tomar assim que lembrar e seguir o esquema usual, sem dose dupla. |
| Menores de 12 anos — comprimido de 10 mg | Não usar | — | — | A bula brasileira do Rupafin® contraindica o uso em menores de 12 anos. |
| Rinite alérgica e urticária, 2 a 11 anos (solução oral 1 mg/mL) | 2,5 mg (10 a < 25 kg) ou 5 mg (≥ 25 kg) | 1x/dia | Conforme quadro clínico | Off-label. Uso off-label — fonte: ficha técnica do Rupafin 1 mg/mL solução oral (AEMPS, Espanha). Essa apresentação não é comercializada no Brasil, onde a bula do comprimido contraindica o uso em menores de 12 anos. Não recomendado abaixo de 2 anos. |
Dose máxima de 10 mg/dia. Se esquecer uma dose, tomar assim que lembrar e seguir o esquema usual, sem dose dupla.
A bula brasileira do Rupafin® contraindica o uso em menores de 12 anos.
Off-label. Uso off-label — fonte: ficha técnica do Rupafin 1 mg/mL solução oral (AEMPS, Espanha). Essa apresentação não é comercializada no Brasil, onde a bula do comprimido contraindica o uso em menores de 12 anos. Não recomendado abaixo de 2 anos.
Usar com cautela
Não há dados em gestantes; estudos em animais não indicam efeitos prejudiciais sobre gravidez, desenvolvimento embriofetal, parto ou desenvolvimento pós-natal.
Usar só se o benefício superar o risco
Não se sabe se a rupatadina é excretada no leite. A bula orienta não usar durante a amamentação, a menos que o benefício para a mãe supere o risco para a criança. O e-lactancia classifica como bastante seguro, preferindo alternativas mais conhecidas no período neonatal e na prematuridade.
| Condição | Ajuste / Dose | Frequência | Observações |
|---|---|---|---|
| Doença renalNão recomendado | Não recomendado | — | Não recomendado. A bula não recomenda o uso em portadores de doença nos rins, por ausência de estudos nessa população. |
| Doença hepáticaNão recomendado | Não recomendado | — | Não recomendado. A bula não recomenda o uso em portadores de doença no fígado, por ausência de estudos. Metabolismo hepático extenso pela CYP3A4. |
Não recomendado. A bula não recomenda o uso em portadores de doença nos rins, por ausência de estudos nessa população.
Não recomendado. A bula não recomenda o uso em portadores de doença no fígado, por ausência de estudos. Metabolismo hepático extenso pela CYP3A4.
Usar com cautela: AUC e Cmáx mais altas e meia-vida de 8,7 horas em idosos (5,9 horas em jovens), sem relevância clínica demonstrada. Não há necessidade de ajuste de dose, mas não se exclui maior sensibilidade.
Técnica de aplicação, vias e situações especiais.
Comprimido de 10 mg em dose única diária, com cerca de meio copo de líquido, com ou sem alimentos. Não administrar com suco de toranja.
Tomar 10 mg uma vez ao dia, sem ultrapassar 10 mg/dia.
Não tomar o medicamento com suco de toranja (grapefruit).
Tomar assim que lembrar; não tomar dose dupla no mesmo dia.
Evitar eritromicina, cetoconazol e outros inibidores potentes da CYP3A4.
| Via | Status | Observações |
|---|---|---|
| Oral | Via indicada | Comprimido de 10 mg; pode ser partido. |
| SNG/SNE | Sem recomendação | Não há dados na literatura recomendando o uso por sonda; a bula orienta uso exclusivamente oral. |
| Endovenosa | Não usar | Não existe apresentação parenteral. |
Comprimido de 10 mg; pode ser partido.
Não há dados na literatura recomendando o uso por sonda; a bula orienta uso exclusivamente oral.
Não existe apresentação parenteral.
Não há dados na literatura recomendando a administração por sonda nasogástrica ou nasoenteral.
Não há dados na literatura recomendando suspensão e retorno no perioperatório.
Contraindicações, monitoramento e eventos adversos.
A rupatadina é extensamente metabolizada pela CYP3A4: cetoconazol aumenta a exposição em 10 vezes, eritromicina em 2 a 3 vezes e suco de toranja em 3,5 vezes. Usar com cautela em hipocalemia, QT prolongado e condições arritmogênicas.
Uso com cautela. Estudos em animais sem efeitos prejudiciais; não há dados em gestantes.
Excreção no leite desconhecida. Usar apenas se o benefício para a mãe superar o risco para o lactente; vigiar sonolência do bebê.
Sem estudos na insuficiência renal ou hepática; uso não recomendado.
Exposição maior em idosos, sem relevância clínica demonstrada. Sem ajuste de dose, mas usar com cautela acima de 65 anos.
Farmacologia, interações e informação regulatória.
Anti-histamínico potente, do grupo piperidínico, que, além da atividade anti-histamínica periférica, exerce bloqueio periférico do PAF (ação anti-inflamatória) e ação antialérgica, pela inibição da quimiotaxia de monócitos e eosinófilos, da degranulação dos mastócitos e da liberação de TNF-α. Parte da atividade se deve a metabólitos (desloratadina e derivados hidroxilados). Sem efeito anticolinérgico esperado nas doses terapêuticas.
Absorção: rápida, com Tmáx de cerca de 0,75 hora; Cmáx média de 2,2 ng/mL após 10 mg. Cinética linear entre 10 e 40 mg; não sofre influência de alimentos.
Distribuição: nos tecidos, sem acúmulo específico; ligação às proteínas plasmáticas de 98,5 a 99%.
Metabolismo: extenso no fígado, principalmente pela CYP3A4, com metabolismo pré-sistêmico considerável; metabólitos ativos (desloratadina e derivados hidroxilados).
Eliminação: 60,9% nas fezes e 34,6% na urina; meia-vida média de 5,9 horas (8,7 horas em idosos).
Usada na rinite alérgica sazonal ou perene e na urticária crônica idiopática em dose de 10 mg uma vez ao dia, com ação somada sobre histamina e PAF.
Cetoconazol e eritromicina aumentam a exposição sistêmica à rupatadina em cerca de 10 vezes e 2 a 3 vezes, respectivamente; não se recomenda associar inibidores da CYP3A4. Suco de toranja (grapefruit) aumenta a exposição em 3,5 vezes e deve ser evitado; outros alimentos não interferem. Álcool: alterações psicomotoras semelhantes às do álcool isolado, sem potencialização. Testes alérgicos cutâneos: suspender cerca de 48 horas antes, pois o anti-histamínico pode negativar a resposta.
Fontes regulatórias e clínicas utilizadas.
Biosintética Farmacêutica / Aché, registrada na Anvisa (MS 1.1213.0306). Usada para embalagens, indicações, posologia, uso em idosos, contraindicações, interações, farmacocinética, categoria B e reações adversas com frequência.
Agência Espanhola de Medicamentos. Fonte do esquema pediátrico off-label de 2 a 11 anos (2,5 mg de 10 a < 25 kg; 5 mg a partir de 25 kg, 1x/dia) para rinite alérgica e urticária.
APILAM. Classificação de compatibilidade com a amamentação (bastante seguro; preferir alternativas mais estudadas no período neonatal).
Compilação interna revisada pela equipe médica MedFoco.