Antifúngico azólico que inibe a síntese de ergosterol da membrana fúngica. Usado em candidíases de mucosa, vaginal e sistêmica, criptococose, dermatofitoses e outras micoses, por via oral ou endovenosa.
Cápsulas 100 e 150 mgSolução injetável 2 mg/mLAntifúngico azólicoAjuste renalProlonga o QTReceita simples
Revisado em pela equipe MedFoco
Prolongamento do QT e interações via CYP3A4
O fluconazol prolonga o intervalo QT e inibe CYP2C9 e CYP3A4. É contraindicada a coadministração com outros fármacos que prolonguem o QT e sejam metabolizados pela CYP3A4, e com terfenadina em quem recebe doses múltiplas de fluconazol ≥ 400 mg/dia.
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Visão geral
O essencial do perfil clínico em uma tela.
O que é o fluconazol?
É um antifúngico azólico que inibe a síntese do ergosterol fúngico por meio da desmetilação do 14-alfa-lanosterol, impedindo a formação da membrana celular do fungo. Tem boa absorção oral (> 90%) e eliminação predominantemente renal, o que permite uso oral ou endovenoso em infecções superficiais e sistêmicas.
ViasOral · Endovenosa
Faixa etáriaAdulto e pediatria (mg/kg)
SUSRede SUS · disponibilidade variável
ReceitaReceituário simples
Composição e papel de cada componente1 ativos
Fluconazol
Inibe a síntese do ergosterol fúngico, impedindo a formação da membrana celular do fungo.
Antifúngico azólico
Quando usar e quando evitar
Indicações
Criptococose, incluindo meningite criptocócica e infecções criptocócicas em outros locais.
Prevenção de recidiva de doença criptocócica em pessoas vivendo com HIV.
Candidíase oral, orofaríngea, esofagiana, cutânea, vaginal e sistêmica.
Prevenção de recidiva de candidíase orofaríngea em pessoas vivendo com HIV.
Onicomicose; Tinea pedis, Tinea corporis e Tinea cruris.
Infecções fúngicas do trato urinário, meningite fúngica, ceratite fúngica e pneumonia fúngica.
Endocardite por Candida.
Manejo de coinfecções e infecções oportunistas no HIV.
Prevenção de infecções fúngicas em pacientes com doenças malignas.
Coccidioidomicose.
Não indicado
Hipersensibilidade ao fluconazol ou a compostos azólicos.
Uso com terfenadina em quem recebe doses múltiplas de fluconazol ≥ 400 mg/dia.
Uso com outros fármacos que prolonguem o QT e sejam metabolizados pela CYP3A4.
Aleitamento ou doação de leite humano.
Cápsula de 150 mg em dose única para menores de 18 anos.
Apresentações
Concentrações, embalagens e nomes comerciais no Brasil.
Apresentações disponíveis3 apresentações
Oral
Apresentação
Forma farmacêutica
Concentração / composição
Embalagem
Nomes comerciais
Fluconazol 150 mgGenérico disponível
Cápsula
150 mg
Embalagens com 1 ou 2 cápsulas (genérico); demais marcas conforme fabricante.
Frasco ou bolsa plástica com 100 mL (200 mg). Zoltec IV: caixa com 6 bolsas de 100 mL (sistema fechado). Genéricos disponíveis. Uso restrito a estabelecimentos de saúde.
ZoltecFlucazol
Fluconazol 2 mg/mLSolução injetável
Componente Estratégico
Concentração / composição
2 mg/mL
EmbalagemFrasco ou bolsa plástica com 100 mL (200 mg). Zoltec IV: caixa com 6 bolsas de 100 mL (sistema fechado). Genéricos disponíveis. Uso restrito a estabelecimentos de saúde.
Nomes comerciais
ZoltecFlucazol
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Atenção
Cápsulas contêm lactose e corantes
As cápsulas contêm lactose e corantes que variam por fabricante (por exemplo, azul brilhante, vermelho allura 129, vermelho de eritrosina, óxidos de ferro e dióxido de titânio) e podem causar reações alérgicas. A cápsula não deve ser partida, aberta ou mastigada. A solução injetável contém 9 mg/mL de cloreto de sódio (15 mmol de Na+ por 100 mL).
Posologia
Dose, frequência e duração por população.
Candidíase vaginal150 mg
Dose única VO
Dermatofitoses150 mg/semana
2–4 semanas
Infecção invasiva400 mg → 200–400 mg/dia
Ataque no 1º dia
ClCr < 5050% da dose
Sem diálise
Esquemas por população3 grupos
Adulto
VO ou EV10 esquemas
Indicação
Dose
Frequência
Duração
Observações
Meningite criptocócica
400 mg no 1º dia; depois 200 a 400 mg/dia
Dose diária
No mínimo 6 a 8 semanas
Duração conforme resposta clínica e micológica. Infusão EV a no máximo 10 mL/minuto; a dose diária é a mesma por VO ou EV.
Candidemia, candidíase disseminada e outras infecções invasivas por Candida
400 mg no 1º dia; depois 200 mg/dia
Dose diária
Conforme resposta clínica
A dose de manutenção pode ser aumentada para 400 mg/dia.
Infecções por criptococos em outros locais
400 mg no 1º dia; depois 200 a 400 mg/dia
Dose diária
Conforme resposta clínica
Na meningite criptocócica, o tempo mínimo é de 6 a 8 semanas.
Manutenção para prevenir recidiva de doença criptocócica (HIV)
200 mg/dia
Dose diária
Período indefinido
Iniciar após completar a terapia primária, em pessoas vivendo com HIV.
Candidíase orofaríngea
50 a 100 mg/dia
Dose diária
7 a 14 dias
Pode ser prolongado em imunocomprometidos graves. Não há cápsula de 50 mg nas apresentações descritas; 50 mg EV = 25 mL da solução 2 mg/mL.
Candidíase oral atrófica associada a dentaduras
50 mg/dia
Dose diária
14 dias
Associar medidas antissépticas locais para a dentadura (bula Zoltec). 50 mg EV = 25 mL da solução 2 mg/mL; não há cápsula de 50 mg nas apresentações descritas.
Esofagite, infecções broncopulmonares não invasivas, candidíase mucocutânea e candidúria
50 a 100 mg/dia
Dose diária
14 a 30 dias
Conforme resposta clínica.
Prevenção de recidiva de candidíase orofaríngea (HIV)
150 mg
1x/semana
Conforme critério clínico
Em pessoas vivendo com HIV, após terminar a terapia primária.
Prevenção de candidíase em doenças malignas / neutropenia
50 a 400 mg/dia
Dose única diária
Até 7 dias após neutrófilos > 1.000/mm³
Alto risco (neutropenia profunda ou prolongada): 400 mg/dia, iniciando alguns dias antes da neutropenia prevista (bula Zoltec).
Esquecimento de dose
Administrar assim que lembrar
—
—
Se estiver perto do horário da próxima dose, desconsiderar a dose esquecida e administrar a próxima. No uso EV hospitalar, o médico redefine o esquema.
Meningite criptocócica
400 mg no 1º dia; depois 200 a 400 mg/diaDose diária
Detalhes
DuraçãoNo mínimo 6 a 8 semanas
Observações
Duração conforme resposta clínica e micológica. Infusão EV a no máximo 10 mL/minuto; a dose diária é a mesma por VO ou EV.
Candidemia, candidíase disseminada e outras infecções invasivas por Candida
400 mg no 1º dia; depois 200 mg/diaDose diária
Detalhes
DuraçãoConforme resposta clínica
Observações
A dose de manutenção pode ser aumentada para 400 mg/dia.
Infecções por criptococos em outros locais
400 mg no 1º dia; depois 200 a 400 mg/diaDose diária
Detalhes
DuraçãoConforme resposta clínica
Observações
Na meningite criptocócica, o tempo mínimo é de 6 a 8 semanas.
Manutenção para prevenir recidiva de doença criptocócica (HIV)
200 mg/diaDose diária
Detalhes
DuraçãoPeríodo indefinido
Observações
Iniciar após completar a terapia primária, em pessoas vivendo com HIV.
Candidíase orofaríngea
50 a 100 mg/diaDose diária
Detalhes
Duração7 a 14 dias
Observações
Pode ser prolongado em imunocomprometidos graves. Não há cápsula de 50 mg nas apresentações descritas; 50 mg EV = 25 mL da solução 2 mg/mL.
Candidíase oral atrófica associada a dentaduras
50 mg/diaDose diária
Detalhes
Duração14 dias
Observações
Associar medidas antissépticas locais para a dentadura (bula Zoltec). 50 mg EV = 25 mL da solução 2 mg/mL; não há cápsula de 50 mg nas apresentações descritas.
Esofagite, infecções broncopulmonares não invasivas, candidíase mucocutânea e candidúria
50 a 100 mg/diaDose diária
Detalhes
Duração14 a 30 dias
Observações
Conforme resposta clínica.
Prevenção de recidiva de candidíase orofaríngea (HIV)
150 mg1x/semana
Detalhes
DuraçãoConforme critério clínico
Observações
Em pessoas vivendo com HIV, após terminar a terapia primária.
Prevenção de candidíase em doenças malignas / neutropenia
50 a 400 mg/diaDose única diária
Detalhes
DuraçãoAté 7 dias após neutrófilos > 1.000/mm³
Observações
Alto risco (neutropenia profunda ou prolongada): 400 mg/dia, iniciando alguns dias antes da neutropenia prevista (bula Zoltec).
Esquecimento de dose
Administrar assim que lembrar—
Detalhes
Duração—
Observações
Se estiver perto do horário da próxima dose, desconsiderar a dose esquecida e administrar a próxima. No uso EV hospitalar, o médico redefine o esquema.
Via oral4 esquemas
Indicação
Dose
Frequência
Duração
Observações
Tinea pedis, corporis, cruris e infecções por Candida
150 mg
1x/semana
Geralmente 2 a 4 semanas (até 6 semanas em alguns casos)
Cápsula de 150 mg; não partir, abrir ou mastigar.
Onicomicose (Tinea unguium)
150 mg
1x/semana
Até a unha infectada ser substituída (3–6 meses nas mãos; 6–12 meses nos pés)
Esquema da bula da cápsula de 150 mg (genérico); a pesquisa cita a onicomicose sem detalhar a posologia.
Candidíase vaginal e balanite por Candida
150 mg
Dose única
Dose única
Cápsula de 150 mg; não partir.
Candidíase vaginal recorrente (≥ 3 episódios/ano)
150 mg
1x/mês
4 a 12 meses
Esquema da bula da cápsula de 150 mg; algumas pacientes podem precisar de doses mais frequentes.
Tinea pedis, corporis, cruris e infecções por Candida
150 mg1x/semana
Detalhes
DuraçãoGeralmente 2 a 4 semanas (até 6 semanas em alguns casos)
Observações
Cápsula de 150 mg; não partir, abrir ou mastigar.
Onicomicose (Tinea unguium)
150 mg1x/semana
Detalhes
DuraçãoAté a unha infectada ser substituída (3–6 meses nas mãos; 6–12 meses nos pés)
Observações
Esquema da bula da cápsula de 150 mg (genérico); a pesquisa cita a onicomicose sem detalhar a posologia.
Candidíase vaginal e balanite por Candida
150 mgDose única
Detalhes
DuraçãoDose única
Observações
Cápsula de 150 mg; não partir.
Candidíase vaginal recorrente (≥ 3 episódios/ano)
150 mg1x/mês
Detalhes
Duração4 a 12 meses
Observações
Esquema da bula da cápsula de 150 mg; algumas pacientes podem precisar de doses mais frequentes.
Pediatria
Via oral1 esquema
Indicação
Dose
Frequência
Duração
Observações
Cápsula 150 mg em dose única
Não indicada
—
—
Apresentação de 150 mg em dose única não indicada para menores de 18 anos.
Cápsula 150 mg em dose única
Não indicada—
Detalhes
Duração—
Observações
Apresentação de 150 mg em dose única não indicada para menores de 18 anos.
VO ou EV6 esquemas
Indicação
Dose
Frequência
Duração
Observações
Candidíase de mucosa
3 mg/kg/dia
Dose diária
Conforme resposta clínica
Pode ser usada dose de ataque de 6 mg/kg no primeiro dia. Dose única diária; não exceder a dose máxima diária do adulto.
Candidíase sistêmica e infecções criptocócicas
6 a 12 mg/kg/dia
Dose diária
Conforme resposta clínica
Conforme a gravidade da infecção. Dose única diária; não exceder a dose máxima diária do adulto. Infusão EV a no máximo 10 mL/minuto.
Supressão de recidiva de meningite criptocócica em crianças vivendo com HIV
6 mg/kg/dia
Dose única diária
Manutenção (profilaxia secundária)
A bula Zoltec traz este esquema grafado como "meningite meningocócica" — erro de redação: o contexto (supressão de recidiva em HIV) e a diretriz da OMS (fluconazol 6 mg/kg/dia na fase de manutenção/profilaxia secundária da doença criptocócica em crianças e adolescentes) confirmam que se trata de meningite criptocócica.
Prevenção de infecções fúngicas em imunocomprometidos
3 a 12 mg/kg/dia
Dose diária
Conforme extensão e duração da neutropenia
A dose depende da extensão e da duração da neutropenia induzida.
Neonatos
Mesma dose em mg/kg das crianças mais velhas
A cada 72 h nas 2 primeiras semanas; a cada 48 h na 3ª e 4ª semanas
Conforme indicação
Neonatos (≤ 4 semanas) excretam o fluconazol lentamente; por isso o intervalo é ampliado.
Insuficiência renal (crianças)
Mesma regra do adulto
Dose inicial plena; depois 50% se ClCr ≤ 50 mL/min
Conforme indicação
A bula aplica a tabela de ajuste renal também a crianças.
Candidíase de mucosa
3 mg/kg/diaDose diária
Detalhes
DuraçãoConforme resposta clínica
Observações
Pode ser usada dose de ataque de 6 mg/kg no primeiro dia. Dose única diária; não exceder a dose máxima diária do adulto.
Candidíase sistêmica e infecções criptocócicas
6 a 12 mg/kg/diaDose diária
Detalhes
DuraçãoConforme resposta clínica
Observações
Conforme a gravidade da infecção. Dose única diária; não exceder a dose máxima diária do adulto. Infusão EV a no máximo 10 mL/minuto.
Supressão de recidiva de meningite criptocócica em crianças vivendo com HIV
6 mg/kg/diaDose única diária
Detalhes
DuraçãoManutenção (profilaxia secundária)
Observações
A bula Zoltec traz este esquema grafado como "meningite meningocócica" — erro de redação: o contexto (supressão de recidiva em HIV) e a diretriz da OMS (fluconazol 6 mg/kg/dia na fase de manutenção/profilaxia secundária da doença criptocócica em crianças e adolescentes) confirmam que se trata de meningite criptocócica.
Prevenção de infecções fúngicas em imunocomprometidos
3 a 12 mg/kg/diaDose diária
Detalhes
DuraçãoConforme extensão e duração da neutropenia
Observações
A dose depende da extensão e da duração da neutropenia induzida.
Neonatos
Mesma dose em mg/kg das crianças mais velhasA cada 72 h nas 2 primeiras semanas; a cada 48 h na 3ª e 4ª semanas
Detalhes
DuraçãoConforme indicação
Observações
Neonatos (≤ 4 semanas) excretam o fluconazol lentamente; por isso o intervalo é ampliado.
Insuficiência renal (crianças)
Mesma regra do adultoDose inicial plena; depois 50% se ClCr ≤ 50 mL/min
Detalhes
DuraçãoConforme indicação
Observações
A bula aplica a tabela de ajuste renal também a crianças.
Populações especiais
Gestação e lactação
Gestação
Categoria C
Evitar, exceto em infecção fúngica grave ou potencialmente fatal
Relatos de aborto e anomalias congênitas com 150 mg no 1º trimestre e padrão de malformações com 400–800 mg/dia por longos períodos. Contracepção eficaz durante o tratamento e por cerca de 1 semana após a última dose (bula Zoltec).
Lactação
Contraindicado
Não usar
Contraindicado durante o aleitamento ou a doação de leite humano (pesquisa e contraindicações da bula). O fluconazol passa ao leite em concentração ≈ 98% da plasmática; a bula ressalva que a amamentação pode ser mantida após dose única de 150 mg, mas não após doses repetidas ou altas.
Ajuste por órgão
Condição
Ajuste / Dose
Frequência
Observações
Insuficiência renal — ClCr < 50 mL/min sem diáliseAjuste
Dose inicial de 50–400 mg; depois 50% da dose recomendada
Conforme indicação
Ajuste. Para doses múltiplas. ClCr > 50 mL/min: 100% da dose. Eliminação renal de cerca de 80% da dose como fármaco inalterado.
Insuficiência renal — hemodiáliseAjuste
100% da dose após a diálise
No dia da diálise
Ajuste. Nos dias sem diálise, usar dose reduzida de acordo com o clearance de creatinina.
Disfunção hepáticaCautela
A bula não define ajuste de dose; uso com cautela
Conforme indicação
Cautela. Monitorar sinais de piora da função hepática, sobretudo em quem tem histórico de dano hepático.
Insuficiência renal — ClCr < 50 mL/min sem diáliseAjuste
Dose inicial de 50–400 mg; depois 50% da dose recomendada
FrequênciaConforme indicação
Observações
Ajuste. Para doses múltiplas. ClCr > 50 mL/min: 100% da dose. Eliminação renal de cerca de 80% da dose como fármaco inalterado.
Insuficiência renal — hemodiáliseAjuste
100% da dose após a diálise
FrequênciaNo dia da diálise
Observações
Ajuste. Nos dias sem diálise, usar dose reduzida de acordo com o clearance de creatinina.
Disfunção hepáticaCautela
A bula não define ajuste de dose; uso com cautela
FrequênciaConforme indicação
Observações
Cautela. Monitorar sinais de piora da função hepática, sobretudo em quem tem histórico de dano hepático.
Outras populações
Condição
Ajuste / Dose
Frequência
Observações
IdosoCautela
Dose usual; 50% se ClCr ≤ 50 mL/min
Conforme indicação
Cautela. Sem insuficiência renal, usar a dose normal. A meia-vida é maior em idosos (≈ 46 h) pela redução da função renal. A bula do genérico 150 mg não recomenda a dose única para > 60 anos sem supervisão médica.
IdosoCautela
Dose usual; 50% se ClCr ≤ 50 mL/min
FrequênciaConforme indicação
Observações
Cautela. Sem insuficiência renal, usar a dose normal. A meia-vida é maior em idosos (≈ 46 h) pela redução da função renal. A bula do genérico 150 mg não recomenda a dose única para > 60 anos sem supervisão médica.
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.
Tinea pedis, corporis ou crurisUso oralAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.
Candidíase orofaríngeaUso oralAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.
Administração
Técnica de aplicação, vias e situações especiais.
DiluentesNão diluir: solução pronta (2 mg/mL em NaCl 0,9%). Pode correr em Y com SG 20%, Ringer, Hartmann, KCl em glicose, bicarbonato 4,2%, aminofusina ou salina; não misturar com outros fármacosReconstituiçãoNão requer (solução pronta 2 mg/mL)
ViasOral · Endovenosa
Cápsulas por via oral, inteiras, com ou sem alimentos. Solução injetável 2 mg/mL pronta para uso, em infusão endovenosa a no máximo 10 mL/minuto.
Técnica de aplicação5 passos
1
Não parta a cápsula
A cápsula deve ser ingerida inteira, sem partir, abrir ou mastigar; a absorção não é afetada por alimentos.
2
Infusão controlada
A solução já vem pronta (2 mg/mL); infundir a no máximo 10 mL/minuto, por linha com fluido compatível, sem misturar outros fármacos. Considerar a carga de sódio (15 mmol por 100 mL) em restrição de sódio ou de líquidos.
3
Dose de ataque
Nas infecções invasivas e criptocócicas, iniciar com 400 mg no primeiro dia antes da dose de manutenção.
4
Dose esquecida
Administrar assim que lembrar; se estiver perto da próxima dose, desconsiderar a esquecida.
5
Hemodiálise
No dia da diálise, administrar a dose completa após o procedimento.
Compatibilidade por via
Via
Status
Observações
Oral
Via indicada
Cápsulas de 100 e 150 mg; não partir, abrir ou mastigar. A dose diária VO é igual à EV (absorção > 90%).
Endovenosa
Via indicada
Solução 2 mg/mL pronta para uso, infusão a no máximo 10 mL/minuto.
SNG/SNE
Fora da bula
A pesquisa descreve abrir a cápsula e aguardar a dissolução dos grânulos, sem macerar. As bulas (Zoltec 100 mg e genérico 150 mg) orientam não abrir a cápsula; prática sem respaldo da bula.
Intramuscular
Não usar
Não registrada; a solução é apenas para infusão EV.
Subcutânea
Não usar
Não registrada; a solução é apenas para infusão EV.
OralVia indicada
Observações
Cápsulas de 100 e 150 mg; não partir, abrir ou mastigar. A dose diária VO é igual à EV (absorção > 90%).
EndovenosaVia indicada
Observações
Solução 2 mg/mL pronta para uso, infusão a no máximo 10 mL/minuto.
SNG/SNEFora da bula
Observações
A pesquisa descreve abrir a cápsula e aguardar a dissolução dos grânulos, sem macerar. As bulas (Zoltec 100 mg e genérico 150 mg) orientam não abrir a cápsula; prática sem respaldo da bula.
IntramuscularNão usar
Observações
Não registrada; a solução é apenas para infusão EV.
SubcutâneaNão usar
Observações
Não registrada; a solução é apenas para infusão EV.
Situações especiais
Sonda
Abrir a cápsula, sem macerar (fora da bula)
Segundo a pesquisa: abrir a cápsula, aguardar a dissolução dos grânulos e administrar após completa solubilização. As bulas orientam não abrir a cápsula — avaliar a via EV quando disponível.
Perioperatório
Coordenar com a equipe
Recomenda-se coordenar o manejo no perioperatório com cirurgião, anestesista e médico prescritor.
Hemodiálise
Dose completa após a sessão
No dia da diálise, 100% da dose após o procedimento; nos dias sem diálise, dose reduzida conforme o clearance.
Cuidados
Contraindicações, monitoramento e eventos adversos.
Hepatotoxicidade, reações cutâneas graves e QT longo
Danos hepáticos foram revertidos com a descontinuação. Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica exigem suspensão. O fluconazol prolonga o QT e inibe CYP2C9 e CYP3A4, o que exige revisão das medicações concomitantes.
Contraindicações4 itens
Hipersensibilidade aos componentes ou a compostos azólicos.
Coadministração com terfenadina em pacientes recebendo doses múltiplas de fluconazol ≥ 400 mg/dia.
Coadministração com outros fármacos que prolonguem o intervalo QT e sejam metabolizados pela CYP3A4 (cisaprida, astemizol, eritromicina, pimozida, quinidina).
Aleitamento ou doação de leite humano.
Populações especiais
Gestação
Categoria C
Evitar, exceto em infecções fúngicas graves ou potencialmente fatais. Há relatos de aborto e malformações congênitas, sobretudo com doses altas (400–800 mg/dia) no 1º trimestre.
Lactação
Contraindicado
Contraindicado durante o aleitamento e a doação de leite humano. Passa ao leite em concentração semelhante à plasmática; a bula ressalva a dose única de 150 mg.
Função renal
50% se ClCr < 50
Dose inicial de 50 a 400 mg; depois, ClCr ≤ 50 mL/min sem diálise: 50% da dose. Hemodiálise: dose completa após cada sessão.
Função hepática
Cautela
Uso com cautela e controle periódico da função hepática; suspender se surgirem sinais de dano hepático atribuível ao fluconazol.
Idoso
Cautela
Dose usual se a função renal for normal; 50% da dose se ClCr ≤ 50 mL/min.
Monitoramento
Sinais de melhora
Resposta clínica para definir a duração do tratamento.
Erupção cutânea em pacientes com infecções sistêmicas.
Função renal para ajuste de dose.
Sinais de alerta
Sinais de agravamento da função hepática em pacientes com histórico de dano hepático.
Lesões esfoliativas ou bolhosas: suspender pelo risco de Stevens-Johnson/NET.
Medicações concomitantes que prolonguem o QT ou dependam da CYP3A4/CYP2C9/CYP2C19; risco maior com hipocalemia e insuficiência cardíaca avançada.
Tempo de protrombina em usuários de varfarina; glicemia com sulfonilureias; níveis de ciclosporina, tacrolimo, sirolimo e fenitoína.
Eventos adversos
Comum≥ 1/100 e < 1/10
CefaleiaDor abdominal, diarreia, náuseas e vômitosRash cutâneoAumento de ALT, AST e fosfatase alcalina
Incomum≥ 1/1.000 e < 1/100
Insônia, sonolência, tontura, parestesia, alteração do paladar, vertigemConvulsõesDispepsia, flatulência, boca secaColestase, icterícia, aumento de bilirrubinaPrurido, urticária, aumento da sudorese, erupção medicamentosa (inclusive fixa)Mialgia; fadiga, mal-estar, astenia e febre
Rara≥ 1/10.000 e < 1/1.000
Agranulocitose, leucopenia, neutropenia e trombocitopeniaHipertrigliceridemia, hipercolesterolemia e hipocalemiaTremoresDermatite esfoliativa, edema facial e alopecia
GravesRaras ou de frequência desconhecida
Toxicidade hepática grave (insuficiência hepática, necrose hepatocelular, hepatite), inclusive fatal — raraProlongamento do QT e Torsade de Pointes — raraAnafilaxia e angioedema — raraSíndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica, PEGA e DRESS — frequência desconhecidaInsuficiência adrenal reversível
Advertências
Associado a danos hepáticos, revertidos com a descontinuação do tratamento.
Pode causar reações cutâneas esfoliativas, como síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica, que exigem descontinuação.
Causa prolongamento do intervalo QT (inibição da corrente Ikr); casos muito raros de Torsade de Pointes, sobretudo com cardiopatia estrutural, distúrbios eletrolíticos e fármacos concomitantes. Cautela em hipocalemia e insuficiência cardíaca avançada.
Pessoas vivendo com HIV têm maior risco de reações cutâneas graves. Em micoses superficiais, suspender se surgir rash atribuível ao fluconazol; em infecções sistêmicas, suspender se houver lesões bolhosas ou eritema multiforme.
Usar com cautela na disfunção renal (ajuste de dose).
Espécies de Candida não albicans podem ser resistentes (C. krusei, C. auris) ou menos sensíveis (C. glabrata).
Pode causar tontura ou convulsões; cautela ao dirigir ou operar máquinas.
Doação de sangue contraindicada durante o tratamento e até 15 dias após o término (bula Zoltec).
Insuficiência adrenal foi relatada com outros azóis e, de forma reversível, com o próprio fluconazol.
Cápsulas contêm lactose: não administrar em intolerância congênita à galactose, deficiência de lactase de Lapp ou má-absorção de glicose-galactose.
Zoltec 100 mg contém azul brilhante, vermelho allura 129, dióxido de titânio e óxido de ferro preto; Zoltec 150 mg contém azul brilhante, dióxido de titânio e óxido de ferro preto.
Fluconid, Flucolcid e genéricos Globo e Vitamedic contêm azul brilhante, vermelho de eritrosina laca de alumínio e dióxido de titânio.
Flucovil contém óxidos de ferro amarelo, vermelho e preto; genérico Medquímica contém os mesmos óxidos e dióxido de titânio.
Flucanil e genérico Sanofi Medley contêm azul brilhante e dióxido de titânio; genéricos EMS e Germed contêm dióxido de titânio, azul brilhante e vermelho allura 129; genérico Cimed contém dióxido de titânio e azul brilhante.
Técnico
Farmacologia, interações e informação regulatória.
Mecanismo de ação1 componentes
Fluconazol
Inibe a síntese do ergosterol de origem fúngica por meio da desmetilação do 14-alfa-lanosterol, impedindo a formação da membrana celular do fungo.
Farmacocinética
Alta biodisponibilidade oral e eliminação renal
Bem absorvido por via oral (> 90% da exposição EV), sem efeito dos alimentos; pico em 0,5 a 1,5 h em jejum. Meia-vida de eliminação ≈ 30 h; 90% do estado de equilíbrio em 4 a 5 dias, ou no 2º dia com dose de ataque (dobro da dose diária).
O volume de distribuição aproxima-se do volume total de água corporal, com ligação às proteínas plasmáticas de 11 a 12%. Boa penetração em fluidos: no líquor, ≈ 80% do nível plasmático; acumula-se no estrato córneo e nas unhas.
Inibidor moderado de CYP2C9 e CYP3A4 e inibidor de CYP2C19. A eliminação é renal, com 80% da dose excretada como fármaco inalterado; o clearance acompanha o clearance de creatinina. Em crianças, meia-vida de 15 a 25 h; em prematuros, 47 a 74 h nas primeiras semanas.
Os esquemas vão de 150 mg em dose única na candidíase vaginal até tratamentos de no mínimo 6 a 8 semanas na meningite criptocócica, com manutenção indefinida para prevenir recidiva em pessoas vivendo com HIV.
VO e EVDose de ataqueAjuste renal
Interações medicamentosas
Inibidor moderado de CYP2C9 e CYP3A4 e inibidor de CYP2C19; o efeito persiste 4 a 5 dias após a suspensão. Contraindicados: cisaprida, astemizol, pimozida, quinidina e eritromicina (QT/Torsade) e terfenadina com fluconazol ≥ 400 mg/dia (abaixo disso, monitorar). Evitar: lemborexante, voriconazol; cautela com amiodarona (sobretudo com 800 mg). Ajustar ou monitorar: varfarina e cumarínicos (TP, sangramentos), sulfonilureias (hipoglicemia), fenitoína, carbamazepina, ciclosporina, tacrolimo oral, sirolimo, midazolam e triazolam, fentanila, alfentanila e metadona, estatinas (miopatia/rabdomiólise), bloqueadores de canal de cálcio, losartana, AINEs metabolizados pela CYP2C9 (celecoxibe: pode exigir metade da dose), amitriptilina/nortriptilina, teofilina, zidovudina, rifabutina (uveíte), saquinavir, tofacitinibe, abrocitinibe, ibrutinibe, olaparibe, ivacaftor, lurasidona, tolvaptano, alcaloides da vinca, ciclofosfamida e tretinoína. Rifampicina reduz a exposição ao fluconazol (considerar aumentar a dose); hidroclorotiazida eleva os níveis em 40% sem exigir ajuste. Prednisona: risco de insuficiência adrenal ao suspender o fluconazol após uso prolongado.
Informação regulatória
ReceituárioReceita simplesSegundo a pesquisa, a prescrição é feita em receituário simples. As bulas trazem "venda sob prescrição", sem exigência de retenção. A solução injetável é de uso restrito a estabelecimentos de saúde.
SUSRede SUSDisponível na rede SUS, com disponibilidade variável conforme o município. A solução injetável faz parte do Componente Estratégico.
GenéricoDisponívelHá genéricos da cápsula de 150 mg e da solução injetável 2 mg/mL.
Pfizer Brasil, aprovada pela Anvisa em 30/09/2026. Usada para administração EV (solução pronta, velocidade máxima, fluidos compatíveis, carga de sódio), posologia adulta e pediátrica (inclui neonatos e o esquema de supressão em crianças com HIV), ajuste renal, farmacocinética, interações, reações adversas com frequência, gestação (categoria C) e lactação.
Pfizer Brasil. Embalagem (8 cápsulas), uso adulto e pediátrico, excipientes (lactose e corantes) e orientação de não partir, abrir ou mastigar a cápsula.
Embalagens com 1 ou 2 cápsulas; posologia de dermatomicoses, onicomicose, candidíase vaginal aguda e recorrente e balanite; dose única não recomendada < 18 anos e > 60 anos sem supervisão.
Recomendação forte: fluconazol 200 mg/dia em adultos e 6 mg/kg/dia em adolescentes e crianças na manutenção. Usada para confirmar que o esquema pediátrico de 6 mg/kg/dia da bula se refere à meningite criptocócica.
202205
Pesquisa editorial
Pesquisa Bulário MedFoco — Lote Adulto 1
Compilação interna revisada pela equipe médica MedFoco.
2026
Revisão MedFoco: outubro de 2026. Conteúdo de apoio à prática clínica — confirme apresentação, concentração, contraindicações e recomendações na bula profissional vigente e nos protocolos da sua instituição.
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