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Bulário clínico · Antimicrobiano

Espiramicina

Macrolídeo oral com alta concentração tecidual e placentária, utilizado sobretudo no tratamento da toxoplasmose adquirida na gestação para reduzir a transmissão vertical, além de infecções por micro-organismos sensíveis e profilaxia da doença meningocócica.

Via oralMacrolídeoToxoplasmose gestacionalRENAME · EstratégicoReceita com retençãoCautela com QT

Revisado em pela equipe MedFoco

Doses expressas em milhões de unidades internacionais

Cada comprimido contém 1,5 MUI de espiramicina, equivalente a aproximadamente 500 mg. Na toxoplasmose gestacional, 1 g a cada 8 horas corresponde a 2 comprimidos de 8/8 h (9 MUI/dia). Os comprimidos não devem ser partidos nem mastigados.

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Visão geral

O essencial do perfil clínico em uma tela.

O que é a espiramicina?

A espiramicina é um antibiótico macrolídeo de 16 átomos que se liga à subunidade ribossômica 50S e inibe a síntese proteica. Tem boa difusão tecidual, salivar e placentária, com eliminação predominantemente biliar. Seu principal uso atual é a prevenção da transmissão vertical na toxoplasmose adquirida durante a gestação.

ViaOral
Faixa etáriaAdulto (bula)
SUSRENAME · Componente Estratégico
ReceitaAntimicrobiano · 2 vias

Composição e papel de cada componente1 ativos

Espiramicina

Inibe a síntese proteica por ligação à subunidade 50S do ribossomo; ativa contra estreptococos, estafilococos sensíveis à meticilina, Mycoplasma, Chlamydia e Toxoplasma gondii.

Macrolídeo

Quando usar e quando evitar

Indicações
  • Toxoplasmose aguda em gestantes, para reduzir o risco de transmissão fetal.
  • Profilaxia da meningite meningocócica em situações selecionadas.
  • Quimioprofilaxia de recaída de febre reumática em pacientes alérgicos à penicilina.
  • Infecções otorrinolaringológicas, broncopulmonares, cutâneas, genitais (em particular prostáticas), ósseas e estomatológicas por micro-organismos sensíveis.
Não indicado
  • Hipersensibilidade à espiramicina ou a outros macrolídeos.
  • Infecção fetal por Toxoplasma confirmada, situação em que o esquema com sulfadiazina e pirimetamina é o indicado.
  • Meningite e outras infecções do sistema nervoso central, pela baixa penetração no líquor.
  • Infecções por estafilococos resistentes à meticilina, enterobactérias, Pseudomonas, Bacteroides fragilis ou Haemophilus influenzae.
  • Deficiência de G6PD, pelo risco de hemólise aguda.

Apresentações

Concentrações, embalagens e nomes comerciais no Brasil.

Apresentações disponíveis1 apresentação

ApresentaçãoForma farmacêuticaConcentração / composiçãoEmbalagemNomes comerciais
Espiramicina 1,5 MUIRENAMEComprimido revestido1,5 MUI (≈ 500 mg)Caixa com 16 comprimidos revestidos.
Rovamicina
Espiramicina 1,5 MUIComprimido revestido
RENAME
Concentração / composição
1,5 MUI (≈ 500 mg)
EmbalagemCaixa com 16 comprimidos revestidos.
Nomes comerciais
Rovamicina
Atenção

Produto de fabricante único

A espiramicina depende de um único fornecedor no país e já houve períodos de desabastecimento. Na rede pública, a dispensação para toxoplasmose gestacional segue o fluxo do Componente Estratégico.

Posologia

Dose, frequência e duração por população.

Dose usual4–6 cp/dia

6 a 9 MUI/dia em 2 ou 3 tomadas

Toxoplasmose2 cp 8/8 h

1 g (3 MUI) por dose

Meningococo2 cp 12/12 h

Profilaxia

Função renalSem ajuste

Eliminação renal mínima

Esquemas por população3 grupos

Adulto

Via oral4 esquemas
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Dose usual3 MUI (2 comprimidos)12/12 hConforme infecção e resposta clínicaCorresponde a 4 comprimidos/dia (6 MUI/dia), limite inferior da faixa recomendada.
3 MUI (2 comprimidos)8/8 hConforme infecção e resposta clínicaCorresponde a 6 comprimidos/dia (9 MUI/dia), limite superior da faixa recomendada.
Toxoplasmose aguda na gestação1 g = 3 MUI (2 comprimidos)8/8 hContínua, enquanto não houver infecção fetal confirmada, conforme protocoloIniciar assim que houver suspeita de infecção materna aguda. Substituir por sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico se a infecção fetal for confirmada ou conforme a idade gestacional preconizada no protocolo do Ministério da Saúde.
Profilaxia da meningite meningocócica3 MUI (2 comprimidos)12/12 hConforme protocolo de quimioprofilaxiaOpção em situações selecionadas; rifampicina, ciprofloxacino ou ceftriaxona são os agentes usualmente preconizados para contatos.
Dose usual
3 MUI (2 comprimidos)12/12 h
Detalhes
DuraçãoConforme infecção e resposta clínica
Observações

Corresponde a 4 comprimidos/dia (6 MUI/dia), limite inferior da faixa recomendada.

3 MUI (2 comprimidos)8/8 h
Detalhes
DuraçãoConforme infecção e resposta clínica
Observações

Corresponde a 6 comprimidos/dia (9 MUI/dia), limite superior da faixa recomendada.

Toxoplasmose aguda na gestação
1 g = 3 MUI (2 comprimidos)8/8 h
Detalhes
DuraçãoContínua, enquanto não houver infecção fetal confirmada, conforme protocolo
Observações

Iniciar assim que houver suspeita de infecção materna aguda. Substituir por sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico se a infecção fetal for confirmada ou conforme a idade gestacional preconizada no protocolo do Ministério da Saúde.

Profilaxia da meningite meningocócica
3 MUI (2 comprimidos)12/12 h
Detalhes
DuraçãoConforme protocolo de quimioprofilaxia
Observações

Opção em situações selecionadas; rifampicina, ciprofloxacino ou ceftriaxona são os agentes usualmente preconizados para contatos.

Pediatria

Via oral1 esquema
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Uso pediátrico fora da bula150.000 UI/kg/diaDividir de 8/8 h ou 12/12 hConforme indicaçãoA apresentação brasileira é registrada para uso adulto e o comprimido não deve ser partido; reservar a crianças capazes de deglutir comprimidos e com dose compatível com múltiplos de 1,5 MUI.
Uso pediátrico fora da bula
150.000 UI/kg/diaDividir de 8/8 h ou 12/12 h
Detalhes
DuraçãoConforme indicação
Observações

A apresentação brasileira é registrada para uso adulto e o comprimido não deve ser partido; reservar a crianças capazes de deglutir comprimidos e com dose compatível com múltiplos de 1,5 MUI.

Populações especiais

Gestação e lactação

Gestação

Categoria C

Toxoplasmose: 2 comprimidos de 8/8 h

Sem estudos controlados, mas com longa experiência de uso seguro na gravidez e sem potencial teratogênico observado. É o fármaco de escolha na toxoplasmose materna aguda sem infecção fetal comprovada.

Lactação

Avaliar risco-benefício

Uso não recomendado durante a amamentação

É excretada no leite materno. Se o tratamento for indispensável, considerar suspensão temporária da amamentação ou alternativa terapêutica.

Ajuste por órgão

Não há ajuste posológico específicoInsuficiência renal · Insuficiência hepática

Menos de 10% da dose é eliminada na urina; na insuficiência renal praticamente não há eliminação renal do fármaco ativo. Metabolização hepática e eliminação biliar predominantes; usar com cautela na hepatopatia e monitorar testes hepáticos, pois hepatite colestática ou mista pode ocorrer.

Outras populações

CondiçãoAjuste / DoseFrequênciaObservações
IdosoCautelaDose usual do adultoConforme indicaçãoCautela. Maior sensibilidade ao prolongamento do QT; corrigir potássio e magnésio e revisar medicamentos associados.
Deficiência de G6PDNão recomendadoEvitar—Não recomendado. Casos muito raros de hemólise aguda foram relatados.
IdosoCautela
Dose usual do adulto
FrequênciaConforme indicação
Observações

Cautela. Maior sensibilidade ao prolongamento do QT; corrigir potássio e magnésio e revisar medicamentos associados.

Deficiência de G6PDNão recomendado
Evitar
Frequência—
Observações

Não recomendado. Casos muito raros de hemólise aguda foram relatados.

Modelos de prescrição2 modelos

Dose usual — 2 comprimidos 12/12 hUso oralAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.
Dose usual — 2 comprimidos 8/8 hUso oralAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.

Administração

Técnica de aplicação, vias e situações especiais.

DiluentesNão se aplicaReconstituiçãoNão requer
Via principalVia oral

Administrar os comprimidos inteiros com líquido. A absorção é rápida e não é modificada pela ingestão de alimentos.

Técnica de aplicação5 passos

1
Confirme a dose em MUI

Cada comprimido tem 1,5 MUI (≈ 500 mg). Prescrever em número de comprimidos evita erro de conversão entre unidades e miligramas.

2
Engula inteiro

Tomar com um copo de água ou outro líquido, sem partir nem mastigar o comprimido.

3
Mantenha os intervalos

Distribuir as tomadas de forma regular ao longo do dia (8/8 h ou 12/12 h), com ou sem alimentos.

4
Dose esquecida

Tomar assim que lembrar; se estiver próximo da dose seguinte, aguardar o horário habitual. Não dobrar a dose.

5
Avalie o risco de QT

Antes de iniciar, revisar eletrólitos, cardiopatia e medicamentos que prolongam o QT, especialmente em idosos e uso prolongado.

Compatibilidade por via

ViaStatusObservações
OralVia indicadaÚnica via aprovada. Comprimido revestido, inteiro, com líquido.
SNG/SNENão recomendadoComprimido revestido que não deve ser partido ou triturado; não há dados de administração por sonda.
SublingualNão se aplicaNão se aplica.
EndovenosaNão se aplicaNão há apresentação parenteral comercializada no Brasil.
IntramuscularNão se aplicaNão se aplica.
SubcutâneaNão se aplicaNão se aplica.
RetalNão se aplicaNão se aplica.
Tópica/mucosasNão se aplicaNão se aplica.
OralVia indicada
Observações

Única via aprovada. Comprimido revestido, inteiro, com líquido.

SNG/SNENão recomendado
Observações

Comprimido revestido que não deve ser partido ou triturado; não há dados de administração por sonda.

SublingualNão se aplica
Observações

Não se aplica.

EndovenosaNão se aplica
Observações

Não há apresentação parenteral comercializada no Brasil.

IntramuscularNão se aplica
Observações

Não se aplica.

SubcutâneaNão se aplica
Observações

Não se aplica.

RetalNão se aplica
Observações

Não se aplica.

Tópica/mucosasNão se aplica
Observações

Não se aplica.

Situações especiais

Toxoplasmose gestacional

Início imediato e seguimento fetal

Iniciar diante de soroconversão ou suspeita de infecção aguda, sem aguardar confirmação, e encaminhar para investigação de infecção fetal (ultrassonografia e, quando indicado, PCR no líquido amniótico).

Desabastecimento

Planeje a continuidade

Como o uso é prolongado e o produto tem fornecedor único, prescrever quantidade que cubra o intervalo entre consultas e verificar disponibilidade na rede.

Sonda enteral

Sem alternativa por sonda

Em pacientes que não deglutem, discutir com farmácia clínica e infectologia uma alternativa terapêutica adequada.

Perioperatório

Não exige suspensão

Pode ser mantida no período perioperatório; atenção a anestésicos e antieméticos com potencial de prolongar o QT.

Cuidados

Contraindicações, monitoramento e eventos adversos.

Prolongamento do QT e reações cutâneas graves

Macrolídeos, incluindo a espiramicina, podem prolongar o intervalo QT e desencadear arritmias ventriculares e torsades de pointes. Síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica e PEGA também foram relatadas e exigem suspensão imediata.

Contraindicações4 itens

  • Hipersensibilidade à espiramicina.
  • Hipersensibilidade comprovada a outros macrolídeos.
  • Hipersensibilidade a qualquer componente da formulação.
  • Deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase: uso não recomendado pelo risco de hemólise aguda.

Populações especiais

Gestação

Categoria C

Segurança não estabelecida em estudos controlados, mas com longa experiência de uso na gravidez e sem teratogenicidade observada. Indicada na toxoplasmose materna aguda para reduzir a transmissão vertical.

Lactação

Avaliar risco-benefício

Excretada no leite materno; o uso durante a amamentação não é recomendado. Se o tratamento for necessário, avaliar suspensão temporária da amamentação.

Função renal

Sem ajuste

Eliminação renal inferior a 10% da dose; não é necessário ajuste na insuficiência renal.

Função hepática

Cautela

Metabolismo hepático e eliminação biliar predominantes. Não há ajuste definido; monitorar testes hepáticos em hepatopatas e em tratamentos prolongados.

Monitoramento

Sinais de melhora
  • Resposta clínica ao tratamento.
  • Erupção cutânea, bolhas, lesões mucosas ou febre com pústulas.
  • Palpitações, síncope ou tontura sugestivas de arritmia.
  • Diarreia persistente durante ou após o tratamento.
  • Na gestação, seguimento sorológico e ultrassonográfico conforme protocolo de toxoplasmose.
Sinais de alerta
  • ECG basal em pacientes com fatores de risco para prolongamento do QT ou em uso de outros fármacos que prolongam o QT.
  • Potássio e magnésio séricos quando houver risco de distúrbio eletrolítico.
  • Testes de função hepática em uso prolongado ou se surgirem sintomas hepáticos.
  • Hemograma se houver suspeita de hemólise, leucopenia ou neutropenia.

Eventos adversos

Comuns1% a 10%
Náusea e vômitoDiarreiaDor abdominalRash cutâneoDisgeusia transitória
NeurológicosOcasionais
Parestesia transitória
Raros ou frequência desconhecidaPós-comercialização
Urticária, prurido e angioedemaAlterações de testes hepáticos e hepatite colestática ou mistaLeucopenia e neutropeniaVasculite, incluindo púrpura de Henoch-SchönleinColite pseudomembranosa
GravesAtendimento imediato
Prolongamento do QT, taquicardia ventricular e torsades de pointesChoque anafiláticoSíndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxicaPustulose exantemática generalizada agudaHemólise aguda na deficiência de G6PD

Advertências

  • Usar com cautela em pacientes com distúrbio eletrolítico não corrigido, síndrome congênita do QT longo, insuficiência cardíaca, infarto recente ou bradicardia.
  • Mulheres, idosos e recém-nascidos são mais sensíveis ao prolongamento do QTc.
  • Associação com hidroxicloroquina ou cloroquina deve ser feita apenas após avaliação de risco-benefício, pelo risco cardiovascular aditivo.
  • Orientar o paciente sobre sinais de reação cutânea grave e suspender ao primeiro sinal de SSJ, NET ou PEGA.
  • Não recomendado em deficiência de G6PD pelo risco de hemólise aguda.
  • Considerar colite associada a Clostridioides difficile em diarreia durante ou após o tratamento.
  • Na superdosagem, monitorar o ECG pelo risco de prolongamento do QT; não há antídoto específico.

Técnico

Farmacologia, interações e informação regulatória.

Mecanismo de ação1 componentes

Espiramicina

Liga-se reversivelmente à subunidade ribossômica 50S, impede a translocação e a formação de ligações peptídicas e inibe a síntese proteica. É predominantemente bacteriostática e tem atividade sobre Toxoplasma gondii, com acúmulo intracelular e tecidual elevado.

Farmacocinética

Alta concentração tecidual e eliminação biliar

A absorção oral é rápida, porém incompleta, e não é alterada por alimentos. Após 6 MUI, o pico sérico (cerca de 3,3 µg/mL) ocorre entre 1,5 e 3 horas; a meia-vida plasmática é de aproximadamente 8 horas e a ligação proteica é baixa (≈ 10%).

Concentra-se em pulmões, amígdalas, seios da face, cavidade oral e placenta, persistindo nos tecidos por dias após a suspensão. É metabolizada no fígado em metabólitos ativos e eliminada principalmente pela bile; menos de 10% aparece na urina.

Meia-vida ≈ 8 hLigação proteica ≈ 10%Excreção biliarBaixa penetração no LCR
Espectro

Gram-positivos, atípicos e Toxoplasma

Habitualmente sensíveis: estreptococos, estafilococos sensíveis à meticilina, Moraxella catarrhalis, Bordetella pertussis, Corynebacterium diphtheriae, Mycoplasma pneumoniae, Chlamydia, Coxiella burnetii, Treponema pallidum, Borrelia burgdorferi, Cutibacterium acnes, Actinomyces e Toxoplasma gondii.

Resistentes: estafilococos resistentes à meticilina, enterobactérias, Pseudomonas, Acinetobacter, Bacteroides fragilis e Haemophilus influenzae. A sensibilidade de Streptococcus pneumoniae e enterococos é inconstante.

Macrolídeo 16 átomosBacteriostáticoAnti-ToxoplasmaSem cobertura de Gram-negativos

Interações medicamentosas

Fármacos que prolongam o intervalo QT, como antiarrítmicos das classes IA e III, antidepressivos tricíclicos, alguns antipsicóticos, outros anti-infecciosos e, em especial, hidroxicloroquina e cloroquina, aumentam o risco de arritmia ventricular; evitar a associação ou monitorar ECG e eletrólitos. A espiramicina inibe a absorção da carbidopa e reduz os níveis plasmáticos de levodopa; monitorar resposta motora e ajustar a dose de levodopa quando necessário. Diferentemente de eritromicina e claritromicina, a espiramicina não é inibidora relevante do CYP3A4, o que torna menos provável interação farmacocinética com fármacos metabolizados por essa via.

Informação regulatória

SUSRENAME · EstratégicoEspiramicina 1.500.000 UI comprimido consta na RENAME 2024 no Componente Estratégico da Assistência Farmacêutica (AWaRe: Alerta), destinada principalmente ao tratamento da toxoplasmose gestacional, com aquisição centralizada pelo Ministério da Saúde. A disponibilidade varia conforme o município.
GenéricoNão disponívelNão há genérico ou similar comercializado; o produto de referência é o único disponível no mercado brasileiro.
ATCJ01FA02WHO ATC/DDD: espiramicina, macrolídeos (J01FA). DDD oral de 3 g.

Receituário

Tipo de receitaReceita de antimicrobiano (RDC 471/2021)
Número de vias2 vias
RetençãoSim, 2ª via retida na farmácia
Validade10 dias a partir da emissão

Referências

Fontes regulatórias e clínicas utilizadas.

01
Bula profissional

Rovamicina® — espiramicina

Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda. Comprimidos revestidos de 1,5 MUI; indicações, posologia, advertências (QT, G6PD, SCARs), gravidez, lactação, interações e farmacocinética.

2015
02
Protocolo nacional

Protocolo de notificação e investigação: toxoplasmose gestacional e congênita

Ministério da Saúde. Esquemas terapêuticos para toxoplasmose na gestação, incluindo espiramicina e esquema tríplice.

2018
03
Nota técnica

Nota Técnica nº 480/2021 — medicamentos para toxoplasmose

Ministério da Saúde. Fluxo de programação e dispensação de espiramicina, sulfadiazina e pirimetamina no Componente Estratégico.

2021
04
Relação nacional

RENAME 2024

Ministério da Saúde. Espiramicina 1.500.000 UI comprimido no Componente Estratégico, ATC J01FA02, AWaRe Alerta.

2025
05
Classificação

WHO ATC/DDD Index · J01FA02

WHO Collaborating Centre for Drug Statistics Methodology. Espiramicina no grupo dos macrolídeos.

2026
06
Regulatório

RDC Anvisa nº 471/2021

Critérios para prescrição, dispensação, controle e retenção de receitas de antimicrobianos.

2021
07
Análise de política

Assistência farmacêutica em toxoplasmose congênita e a ameaça de desabastecimento

Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz. Contexto de fornecedor único e aquisição centralizada da espiramicina.

2026
Revisão MedFoco: outubro de 2026. Conteúdo de apoio à prática clínica — confirme apresentação, concentração, contraindicações e recomendações na bula profissional vigente e nos protocolos da sua instituição.
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