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Bulário clínico · Antidiabético

Empagliflozina + Cloridrato de Metformina

Associação em dose fixa de inibidor do SGLT2 com metformina de liberação imediata para o diabetes tipo 2 em adultos, administrada duas vezes ao dia com as refeições.

Via oraliSGLT2 + biguanidaAdultos2x/dia com refeiçõesReceita simplesCetoacidose · acidose láctica

Revisado em pela equipe MedFoco

Função renal e volemia definem a segurança

Contraindicado com TFGe < 30 mL/min/1,73 m² e em condições agudas que possam alterar a função renal. Com TFGe 30–59, a metformina fica limitada a 1.000 mg/dia, o que geralmente exige os fármacos separados. Suspeitar de cetoacidose mesmo com glicemia abaixo de 250 mg/dL.

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Visão geral

O essencial do perfil clínico em uma tela.

O que é a associação empagliflozina + metformina?

É uma combinação em dose fixa de empagliflozina, inibidor competitivo, reversível e altamente seletivo do SGLT2, com cloridrato de metformina de liberação imediata. A empagliflozina aumenta a excreção urinária de glicose e a metformina reduz a produção hepática de glicose e melhora a sensibilidade à insulina, com efeitos complementares e baixo risco intrínseco de hipoglicemia.

ViaOral
Faixa etáriaAdultos
SUSFora da RENAME
ReceitaReceita simples · sem retenção

Composição e papel de cada componente2 ativos

Empagliflozina

Reduz a reabsorção renal de glicose no túbulo proximal, promovendo glicosúria, perda calórica e diurese osmótica.

Inibidor do SGLT2
Metformina

Inibe a gliconeogênese e a glicogenólise hepáticas, aumenta a captação muscular de glicose e retarda sua absorção intestinal.

Biguanida

Quando usar e quando evitar

Indicações
  • Diabetes mellitus tipo 2 em adultos, associado à dieta e ao exercício, quando o tratamento com empagliflozina e metformina é apropriado.
  • DM2 sem controle adequado com metformina ou empagliflozina isoladas, inclusive em associação com outros antidiabéticos ou insulina.
  • Substituição de empagliflozina e metformina em comprimidos separados.
Não indicado
  • Diabetes mellitus tipo 1 ou cetoacidose diabética.
  • TFGe < 30 mL/min/1,73 m² ou condições agudas que possam comprometer a função renal.
  • Doenças com hipóxia tecidual, como insuficiência cardíaca descompensada, insuficiência respiratória, infarto recente e choque.
  • Insuficiência hepática, intoxicação alcoólica aguda e alcoolismo.
  • Menores de 18 anos.
  • Início de tratamento em pacientes com 85 anos ou mais.

Apresentações

Concentrações, embalagens e nomes comerciais no Brasil.

Apresentações disponíveis2 apresentações

ApresentaçãoForma farmacêuticaConcentração / composiçãoEmbalagemNomes comerciais
Empagliflozina 12,5 mg + Metformina 850 mgComprimido revestidoEmpagliflozina 12,5 mgCloridrato de metformina 850 mgCaixa com 60 comprimidos revestidos.
Jardiance Duo
Empagliflozina 12,5 mg + Metformina 1.000 mg2 cp = dose máximaComprimido revestidoEmpagliflozina 12,5 mgCloridrato de metformina 1.000 mgCaixa com 60 comprimidos revestidos.
Jardiance Duo
Empagliflozina 12,5 mg + Metformina 850 mgComprimido revestido
Concentração / composição
Empagliflozina 12,5 mgCloridrato de metformina 850 mg
EmbalagemCaixa com 60 comprimidos revestidos.
Nomes comerciais
Jardiance Duo
Empagliflozina 12,5 mg + Metformina 1.000 mgComprimido revestido
2 cp = dose máxima
Concentração / composição
Empagliflozina 12,5 mgCloridrato de metformina 1.000 mg
EmbalagemCaixa com 60 comprimidos revestidos.
Nomes comerciais
Jardiance Duo
Atenção

Apresentação com 5 mg de empagliflozina

A concentração de 5/850 mg deixou de constar na bula vigente. Quando a dose inicial de empagliflozina (10 mg/dia) ou a dose de metformina desejada não puder ser obtida com as apresentações disponíveis, prescrever os fármacos separadamente.

Posologia

Dose, frequência e duração por população.

Dose usual1 cp 2x/dia

Com as refeições

Dose máxima25/2.000 mg/dia

Empagliflozina/metformina

TFGe 30–59Máx. 1.000 mg

De metformina por dia

TFGe < 30Contraindicado

Interromper

Esquemas por população2 grupos

Adulto

Via oral4 esquemas
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Dose usual — 12,5/850 mg1 comprimido de 12,5 mg/850 mg2x/dia, com as refeiçõesUso contínuoFornece empagliflozina 25 mg + metformina 1.700 mg/dia. Indicada para pacientes que já toleram essa dose de metformina e 25 mg/dia de empagliflozina.
Dose usual — 12,5/1.000 mg1 comprimido de 12,5 mg/1.000 mg2x/dia, com as refeiçõesUso contínuoFornece empagliflozina 25 mg + metformina 2.000 mg/dia, a dose máxima recomendada. Não exceder.
Início em uso prévio de metforminaEmpagliflozina 5 mg + dose de metformina já utilizada2x/dia, com as refeiçõesAumentar se toleradoTotal de 10 mg/dia de empagliflozina, com aumento para 25 mg/dia se tolerado. Com as apresentações atuais, essa etapa requer os fármacos separados.
Troca de comprimidos separadosMesma dose diária de empagliflozina e metformina2x/dia, com as refeiçõesUso contínuoUsar a mesma dose de empagliflozina e a de metformina já administrada ou a dose terapêutica mais próxima. Monitorar o controle glicêmico após a troca.
Dose usual — 12,5/850 mg
1 comprimido de 12,5 mg/850 mg2x/dia, com as refeições
Detalhes
DuraçãoUso contínuo
Observações

Fornece empagliflozina 25 mg + metformina 1.700 mg/dia. Indicada para pacientes que já toleram essa dose de metformina e 25 mg/dia de empagliflozina.

Dose usual — 12,5/1.000 mg
1 comprimido de 12,5 mg/1.000 mg2x/dia, com as refeições
Detalhes
DuraçãoUso contínuo
Observações

Fornece empagliflozina 25 mg + metformina 2.000 mg/dia, a dose máxima recomendada. Não exceder.

Início em uso prévio de metformina
Empagliflozina 5 mg + dose de metformina já utilizada2x/dia, com as refeições
Detalhes
DuraçãoAumentar se tolerado
Observações

Total de 10 mg/dia de empagliflozina, com aumento para 25 mg/dia se tolerado. Com as apresentações atuais, essa etapa requer os fármacos separados.

Troca de comprimidos separados
Mesma dose diária de empagliflozina e metformina2x/dia, com as refeições
Detalhes
DuraçãoUso contínuo
Observações

Usar a mesma dose de empagliflozina e a de metformina já administrada ou a dose terapêutica mais próxima. Monitorar o controle glicêmico após a troca.

Populações especiais

Gestação e lactação

Gestação

Categoria B

Evitar, a menos que claramente necessário

Dados limitados em gestantes. Estudos animais com a associação mostraram toxicidade reprodutiva apenas com doses altas de metformina. A insulina é a estratégia preferencial para o controle glicêmico na gestação.

Lactação

Avaliar risco-benefício

Uso não recomendado durante a amamentação

A metformina é excretada no leite sem efeitos adversos observados no lactente; a empagliflozina é excretada no leite em animais. Recomenda-se descontinuar a amamentação ou optar por alternativa.

Ajuste por órgão

CondiçãoAjuste / DoseFrequênciaObservações
TFGe ≥ 60 mL/min/1,73 m²Sem ajusteSem ajuste posológico específicoConforme indicaçãoSem ajuste. Avaliar a TFG antes de iniciar e ao menos 1x/ano.
TFGe 30 a 59 mL/min/1,73 m²Ajustar doseMetformina inicial 500 ou 850 mg/dia; máximo 1.000 mg/diaConforme apresentaçãoAjustar dose. Somente na ausência de outros fatores de risco para acidose láctica. Se não houver concentração adequada, usar os fármacos separados. Monitorar TFGe a cada 3–6 meses (45–59) ou a cada 3 meses (30–44); abaixo de 45, reavaliar o risco-benefício da metformina.
TFGe < 30 mL/min/1,73 m²ContraindicadoNão usar—Contraindicado. Interromper a metformina imediatamente.
Insuficiência hepáticaContraindicadoNão usar—Contraindicado. Aumenta o risco de acidose láctica associada à metformina.
TFGe ≥ 60 mL/min/1,73 m²Sem ajuste
Sem ajuste posológico específico
FrequênciaConforme indicação
Observações

Sem ajuste. Avaliar a TFG antes de iniciar e ao menos 1x/ano.

TFGe 30 a 59 mL/min/1,73 m²Ajustar dose
Metformina inicial 500 ou 850 mg/dia; máximo 1.000 mg/dia
FrequênciaConforme apresentação
Observações

Ajustar dose. Somente na ausência de outros fatores de risco para acidose láctica. Se não houver concentração adequada, usar os fármacos separados. Monitorar TFGe a cada 3–6 meses (45–59) ou a cada 3 meses (30–44); abaixo de 45, reavaliar o risco-benefício da metformina.

TFGe < 30 mL/min/1,73 m²Contraindicado
Não usar
Frequência—
Observações

Contraindicado. Interromper a metformina imediatamente.

Insuficiência hepáticaContraindicado
Não usar
Frequência—
Observações

Contraindicado. Aumenta o risco de acidose láctica associada à metformina.

Outras populações

CondiçãoAjuste / DoseFrequênciaObservações
Idoso ≥ 75 anosCautelaIndividualizar pela função renal e volemiaConforme apresentaçãoCautela. Maior risco de hipovolemia. Monitorar a função renal a cada 3–6 meses.
Idoso ≥ 85 anosNão iniciarInício não recomendado—Não iniciar. Experiência terapêutica limitada nessa faixa etária.
Idoso ≥ 75 anosCautela
Individualizar pela função renal e volemia
FrequênciaConforme apresentação
Observações

Cautela. Maior risco de hipovolemia. Monitorar a função renal a cada 3–6 meses.

Idoso ≥ 85 anosNão iniciar
Início não recomendado
Frequência—
Observações

Não iniciar. Experiência terapêutica limitada nessa faixa etária.

Modelos de prescrição2 modelos

Dose usual — 12,5/850 mgUso oralAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.
Dose usual — 12,5/1.000 mgUso oralAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.

Administração

Técnica de aplicação, vias e situações especiais.

DiluentesNão se aplicaReconstituiçãoNão requer
Via principalVia oral

Duas vezes ao dia, junto com as refeições, para reduzir os efeitos gastrointestinais da metformina.

Técnica de aplicação6 passos

1
Confira a função renal

Obter TFGe antes de iniciar. Com TFGe 30–59, limitar a metformina a 1.000 mg/dia.

2
Avalie a volemia

Corrigir depleção de volume antes do início, especialmente em idosos e usuários de diuréticos.

3
Tome com as refeições

Café da manhã e jantar, para melhorar a tolerância gastrointestinal.

4
Não parta o comprimido

Engolir inteiro, com água.

5
Dose esquecida

Tomar assim que lembrar; se estiver próximo da próxima dose, pular a esquecida. Não tomar dose dupla.

6
Oriente hidratação e higiene genital

Reduz o risco de depleção de volume e de infecções genitais associadas à glicosúria.

Compatibilidade por via

ViaStatusObservações
OralVia indicadaComprimido inteiro, 2x/dia, com as refeições.
SNG/SNESem dadosNão há dados que sustentem a administração do comprimido revestido por sonda. Preferir os componentes separados em formulações adequadas, conforme protocolo institucional.
SublingualNão se aplicaNão se aplica.
EndovenosaNão se aplicaNão há apresentação parenteral.
IntramuscularNão se aplicaNão se aplica.
SubcutâneaNão se aplicaNão se aplica.
RetalNão se aplicaNão se aplica.
Tópica/mucosasNão se aplicaNão se aplica.
OralVia indicada
Observações

Comprimido inteiro, 2x/dia, com as refeições.

SNG/SNESem dados
Observações

Não há dados que sustentem a administração do comprimido revestido por sonda. Preferir os componentes separados em formulações adequadas, conforme protocolo institucional.

SublingualNão se aplica
Observações

Não se aplica.

EndovenosaNão se aplica
Observações

Não há apresentação parenteral.

IntramuscularNão se aplica
Observações

Não se aplica.

SubcutâneaNão se aplica
Observações

Não se aplica.

RetalNão se aplica
Observações

Não se aplica.

Tópica/mucosasNão se aplica
Observações

Não se aplica.

Situações especiais

Cirurgia

Suspender e reiniciar após 48 horas

Descontinuar em cirurgias com anestesia geral, raquidiana ou peridural e 48 horas antes de cirurgias eletivas de grande porte. Reiniciar após pelo menos 48 horas, com alimentação restabelecida e função renal estável. Considerar monitorar cetonas no jejum prolongado.

Contraste iodado

Suspensão conforme TFGe e via

Descontinuar 48 horas antes do exame se TFGe < 45 (contraste intravenoso) ou < 60 (intra-arterial). Reiniciar após 48 horas, se a função renal não tiver piorado.

Doença aguda

Regra dos dias de doença

Diarreia grave, vômitos, febre ou baixa ingestão: suspender temporariamente pelo risco de cetoacidose, hipovolemia e acidose láctica.

Laboratório

Glicosúria persistente

A glicose urinária é positiva durante o uso e pode persistir por dias após a suspensão. Não usar glicosúria nem 1,5-anidroglucitol para monitorar o controle glicêmico.

Cuidados

Contraindicações, monitoramento e eventos adversos.

Cetoacidose euglicêmica e acidose láctica

Casos de cetoacidose, inclusive fatais e com glicemia abaixo de 250 mg/dL, foram relatados com empagliflozina; a cetose e a glicosúria podem persistir após a suspensão. A metformina pode acumular e causar acidose láctica em piora aguda da função renal, hipóxia ou sepse.

Contraindicações6 itens

  • Hipersensibilidade à empagliflozina, à metformina ou a qualquer componente da fórmula.
  • Qualquer tipo de acidose metabólica aguda, como acidose láctica e cetoacidose diabética.
  • Pré-coma diabético.
  • Insuficiência renal grave (ClCr < 30 mL/min ou TFGe < 30 mL/min/1,73 m²) e condições agudas com potencial de alterar a função renal, como desidratação, infecção grave, choque e contraste iodado intravascular.
  • Doenças que possam causar hipóxia tecidual, como insuficiência cardíaca descompensada, insuficiência respiratória, infarto do miocárdio recente e choque.
  • Insuficiência hepática, intoxicação alcoólica aguda e alcoolismo.

Populações especiais

Gestação

Categoria B

Dados limitados em gestantes. Por precaução, evitar durante a gestação, a menos que claramente necessário. Preferir insulina para o controle glicêmico.

Lactação

Avaliar risco-benefício

Recomenda-se descontinuar a amamentação durante o tratamento; não se pode excluir risco ao lactente pela possível excreção da empagliflozina no leite.

Função renal

Ajustar dose

TFGe 30–59: metformina inicial 500 ou 850 mg/dia e máximo 1.000 mg/dia, usando os fármacos separados quando necessário. TFGe < 30: contraindicado.

Função hepática

Contraindicado

Insuficiência hepática aumenta o risco de acidose láctica associada à metformina.

Monitoramento

Sinais de melhora
  • HbA1c e glicemia durante o ajuste e periodicamente.
  • Volemia, pressão arterial, hematócrito e eletrólitos em condições com perda de fluidos.
  • Sinais de infecção genital, urinária complicada e de dor ou edema perineal.
  • Sintomas inespecíficos sugestivos de cetoacidose.
Sinais de alerta
  • TFG antes de iniciar e ao menos 1x/ano.
  • Idosos e TFGe 45–59: função renal a cada 3–6 meses.
  • TFGe 30–44: função renal a cada 3 meses.
  • Vitamina B12 se houver anemia, neuropatia ou fatores de risco para deficiência.
  • Funções cardíaca e renal regularmente na insuficiência cardíaca crônica estável.

Eventos adversos

Muito comuns≥ 10%
Náusea, vômito, diarreia, dor abdominal e perda de apetiteHipoglicemia em associação com sulfonilureia ou insulina
Comuns1% a < 10%
Monilíase vaginal, vulvovaginite, balanite e outras infecções genitaisInfecção do trato urinárioAumento da micção e sedeDistúrbio do paladar e constipaçãoAumento dos lipídios séricosRash, urticária e eritemaRedução de vitamina B12
Incomuns e muito raros< 1%
Hipovolemia, disúria e pruridoAumento de creatinina, redução da TFG e aumento do hematócritoAlterações de testes hepáticos e hepatite
GravesAtendimento imediato
Cetoacidose, inclusive euglicêmicaAcidose lácticaFasciíte necrosante do períneo (gangrena de Fournier)Pielonefrite e urosepseAngioedema

Advertências

  • Não indicado para diabetes tipo 1.
  • Maior risco de cetoacidose com dieta restrita em carboidratos, doença aguda, pancreatopatia, redução de insulina, abuso de álcool, desidratação grave e cetoacidose prévia; suspender temporariamente em jejum prolongado ou cirurgia.
  • Cautela quando a queda da pressão arterial representar risco: doença cardiovascular, anti-hipertensivos com história de hipotensão ou idade ≥ 75 anos.
  • Considerar suspensão temporária em infecção urinária complicada.
  • Doenças mitocondriais, como MELAS e MIDD: uso não recomendado pelo risco de acidose láctica e piora neurológica.
  • Associação com sulfonilureia ou insulina pode exigir redução da dose desses agentes.
  • AINEs, inibidores da ECA, BRA e diuréticos podem comprometer a função renal; monitorar.

Técnico

Farmacologia, interações e informação regulatória.

Mecanismo de ação2 componentes

Empagliflozina

Inibidor competitivo, reversível e altamente seletivo do SGLT2 (cerca de 5.000 vezes mais seletivo que para o SGLT1). Reduz a reabsorção da glicose filtrada no túbulo proximal, aumentando a glicosúria de forma independente da insulina, com perda calórica e diurese osmótica.

Metformina

Reduz a produção hepática de glicose por inibição da gliconeogênese e da glicogenólise, aumenta a sensibilidade muscular à insulina e a utilização periférica de glicose e retarda a absorção intestinal de glicose. Não estimula a secreção de insulina.

Farmacocinética

Glicuronidação e eliminação renal

Empagliflozina: tmáx de cerca de 1,5 hora, ligação proteica de 86%, metabolismo por UGT1A3, 1A8, 1A9 e 2B7, eliminação fecal (41%) e urinária (54%) e meia-vida de cerca de 12,4 horas.

Metformina: absorção saturável e incompleta (tmáx de 2,5 horas), ligação proteica desprezível, sem metabolismo e depuração renal superior a 400 mL/min, com meia-vida de cerca de 6,5 horas, prolongada na disfunção renal.

UGTExcreção renalt½ 12 h / 6,5 h2x/dia
Efeito clínico

HbA1c, peso e pressão arterial

A adição de empagliflozina à metformina reduz HbA1c, glicemia de jejum, peso e pressão arterial sistólica e diastólica; a dose de 25 mg/dia aumenta a proporção de pacientes com HbA1c abaixo de 7%.

A empagliflozina isolada tem benefício cardiovascular e renal demonstrado em pacientes com DM2 e doença cardiovascular estabelecida; a eficácia glicêmica diminui com a queda da TFG.

DM2Perda de pesoRedução da PABenefício CV

Interações medicamentosas

Insulina e sulfonilureias aumentam o risco de hipoglicemia e podem exigir redução de dose. Diuréticos tiazídicos e de alça somam-se à diurese osmótica e elevam o risco de desidratação e hipotensão. Fármacos que podem comprometer agudamente a função renal, como AINEs (inclusive inibidores da COX-2), inibidores da ECA, antagonistas da angiotensina II, diuréticos e contraste iodado, aumentam o risco de acúmulo de metformina e acidose láctica. Inibidores de transportadores de cátions orgânicos (OCT2/MATE), como cimetidina, dolutegravir, ranolazina, trimetoprima, vandetanibe e crizotinibe, podem elevar a exposição à metformina. A intoxicação alcoólica aumenta o risco de acidose láctica, sobretudo em jejum ou hepatopatia. Indutores de UGT, como rifampicina e fenitoína, podem reduzir a exposição à empagliflozina. Glicocorticoides, agonistas beta-2 e diuréticos podem elevar a glicemia. O lítio pode ter seus níveis reduzidos pelo aumento da excreção renal associado aos iSGLT2. Durante o uso, a pesquisa de glicose na urina é positiva e o 1,5-anidroglucitol não é confiável.

Informação regulatória

SUSFora da RENAMEA associação e a empagliflozina isolada não constam na RENAME 2024. No SUS, a alternativa da mesma classe é a dapagliflozina 10 mg no Componente Especializado, conforme protocolo, associada à metformina do Componente Básico.
GenéricoIndisponívelNão há genérico da associação empagliflozina + metformina comercializado no Brasil; disponível apenas o produto de referência.
ATCA10BD20Classificação WHO ATC/DDD: metformina e empagliflozina, associações de hipoglicemiantes orais, código A10BD20.

Receituário

Tipo de receitaReceita simples
Número de vias1 via
RetençãoNão
ValidadeSem prazo específico de controle especial

Referências

Fontes regulatórias e clínicas utilizadas.

01
Bula profissional

Jardiance Duo® — empagliflozina + cloridrato de metformina

Boehringer Ingelheim do Brasil. Comprimidos revestidos de 12,5/850 mg e 12,5/1.000 mg; posologia, função renal, populações especiais, advertências e reações adversas.

2023
02
Bula profissional

Jardiance® — empagliflozina

Boehringer Ingelheim do Brasil. Referência complementar para farmacocinética, cetoacidose e benefícios cardiovasculares e renais.

2025
03
Bula profissional

Glifage® — cloridrato de metformina

Merck S.A. Referência para metformina, acidose láctica, contraste iodado e vitamina B12.

2025
04
Relação nacional

RENAME 2024

Ministério da Saúde. Situação da metformina e dos inibidores do SGLT2 na assistência farmacêutica do SUS.

2024
05
Diretriz brasileira

Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes — Tratamento farmacológico do DM2

Uso de iSGLT2 com metformina, benefício cardiorrenal e manejo perioperatório.

2025
06
Diretriz internacional

ADA Standards of Care in Diabetes — Pharmacologic Approaches to Glycemic Treatment

American Diabetes Association. Terapia combinada, função renal e segurança dos iSGLT2.

2026
07
Ensaio clínico

EMPA-REG OUTCOME

Zinman B, et al. Empagliflozin, cardiovascular outcomes, and mortality in type 2 diabetes. N Engl J Med. 2015;373:2117-28.

2015
08
Classificação

WHO ATC/DDD Index · A10BD20

Metformina e empagliflozina.

2026
Revisão MedFoco: outubro de 2026. Conteúdo de apoio à prática clínica — confirme apresentação, concentração, contraindicações e recomendações na bula profissional vigente e nos protocolos da sua instituição.
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