MedFoco

Bulário clínico · Antimicrobiano

Delafloxacino Meglumina

Fluoroquinolona bactericida de uso intravenoso para infecções bacterianas agudas complicadas de pele e partes moles e pneumonia adquirida na comunidade, com ajuste de dose na insuficiência renal grave.

FluoroquinolonaEndovenosaAdulto ≥ 18 anosAjuste renalUso em estabelecimento de saúdeReceita com retenção

Revisado em pela equipe MedFoco

Reações graves e ajuste renal exigem atenção

As fluoroquinolonas podem causar tendinite, ruptura tendínea, neuropatia periférica e efeitos graves no sistema nervoso central. Reduzir a dose para 200 mg de 12/12 h se a TFGe estiver entre 15 e 29 mL/min/1,73 m²; interromper se cair abaixo de 15.

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Visão geral

O essencial do perfil clínico em uma tela.

O que é o delafloxacino meglumina?

É o sal meglumina do delafloxacino, antibiótico bactericida da classe das fluoroquinolonas. Inibe a DNA-girase e a topoisomerase IV, impedindo a replicação do DNA bacteriano. A apresentação brasileira é um pó liofilizado para infusão intravenosa; as doses são expressas em delafloxacino base.

ViaEndovenosa
Faixa etáriaAdulto ≥ 18 anos
SUSFora da RENAME 2024
ReceitaAntimicrobiano · 2 vias

Composição e papel de cada componente1 ativos

Delafloxacino

Inibe a DNA-girase e a topoisomerase IV bacterianas, produzindo efeito bactericida. Cada frasco contém 432,86 mg do sal meglumina, equivalentes a 300 mg de delafloxacino base.

Fluoroquinolona

Quando usar e quando evitar

Indicações
  • Infecções bacterianas agudas complicadas de pele e partes moles (IBACPPM) em adultos, causadas por micro-organismos sensíveis.
  • Infecções de pele e partes moles por Staphylococcus aureus resistente ou sensível à meticilina (MRSA/MSSA), dentro da indicação para IBACPPM e conforme suscetibilidade.
  • Pneumonia bacteriana adquirida na comunidade (PAC) em adultos, por agentes sensíveis contemplados na indicação brasileira, incluindo patógenos respiratórios atípicos.
Não indicado
  • Crianças e adolescentes menores de 18 anos.
  • Infecções virais ou fúngicas sem coinfecção bacteriana sensível.
  • Infecções por micro-organismos resistentes ao delafloxacino.
  • Uso automático em pneumonia por MRSA com base apenas na atividade demonstrada em infecções de pele.
  • TFGe < 15 mL/min/1,73 m² ou doença renal terminal, inclusive em hemodiálise: uso não recomendado.
  • Administração intravenosa em bolus ou sem a diluição necessária.

Apresentações

Concentrações, embalagens e nomes comerciais no Brasil.

Apresentações disponíveis1 apresentação

ApresentaçãoForma farmacêuticaConcentração / composiçãoEmbalagemNomes comerciais
Delafloxacino 300 mg300 mg por frascoPó liofilizado para solução para infusãoDelafloxacino meglumina 432,86 mg por frasco-ampolaDelafloxacino base equivalente 300 mg por frasco-ampolaCaixa com 10 frascos-ampola · 300 mg de delafloxacino base por frasco.
Delabaxi
Delafloxacino 300 mgPó liofilizado para solução para infusão
300 mg por frasco
Concentração / composição
Delafloxacino meglumina 432,86 mg por frasco-ampolaDelafloxacino base equivalente 300 mg por frasco-ampola
EmbalagemCaixa com 10 frascos-ampola · 300 mg de delafloxacino base por frasco.
Nomes comerciais
Delabaxi
Atenção

Não confunda a massa do sal com a dose de delafloxacino

432,86 mg de delafloxacino meglumina correspondem a 300 mg de delafloxacino base. Após reconstituição com 10,5 mL de diluente, o volume resultante é 12 mL, com concentração de 25 mg/mL.

Posologia

Dose, frequência e duração por população.

Dose usual300 mg

Endovenosa · uso adulto

Frequência12/12 h

IBACPPM e PAC

Infusão EV60 minutos

Volume final de 250 mL

Ajuste renal200 mg de 12/12 h

TFGe de 15–29 mL/min/1,73 m²

Esquemas por população2 grupos

Adulto

Via endovenosa2 esquemas
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Dose usual — IBACPPM300 mgDe 12/12 h5 a 14 diasPara adultos com TFGe ≥ 30 mL/min/1,73 m². Diluir para volume final de 250 mL e infundir em 60 minutos. Individualizar pelo foco, suscetibilidade e resposta clínica.
Dose usual — PAC300 mgDe 12/12 h5 a 10 diasPara adultos com TFGe ≥ 30 mL/min/1,73 m². Diluir para volume final de 250 mL e infundir em 60 minutos. A indicação para S. aureus em PAC contempla cepas sensíveis à meticilina.
Dose usual — IBACPPM
300 mgDe 12/12 h
Detalhes
Duração5 a 14 dias
Observações

Para adultos com TFGe ≥ 30 mL/min/1,73 m². Diluir para volume final de 250 mL e infundir em 60 minutos. Individualizar pelo foco, suscetibilidade e resposta clínica.

Dose usual — PAC
300 mgDe 12/12 h
Detalhes
Duração5 a 10 dias
Observações

Para adultos com TFGe ≥ 30 mL/min/1,73 m². Diluir para volume final de 250 mL e infundir em 60 minutos. A indicação para S. aureus em PAC contempla cepas sensíveis à meticilina.

Populações especiais

Gestação e lactação

Gestação

Categoria C

Usar somente quando o benefício potencial justificar o risco fetal.

Preferir alternativa com melhor experiência de segurança na gestação. A categoria de risco não define uma dose específica.

Lactação

Avaliar risco-benefício

Preferir alternativa; considerar somente após avaliação individual.

A excreção no leite humano não foi estudada. Preferir alternativa; se o tratamento for imprescindível, discutir a interrupção da amamentação com a equipe assistente.

Ajuste por órgão

CondiçãoAjuste / DoseFrequênciaObservações
TFGe ≥ 30 mL/min/1,73 m²Sem ajusteSem ajuste posológico específicoConforme indicaçãoSem ajuste. Manter o esquema de 300 mg EV a cada 12 horas. Monitorar creatinina e evolução da função renal.
TFGe 15–29 mL/min/1,73 m²Ajustar dose200 mg EVDe 12/12 hAjustar dose. Aspirar 8 mL da solução reconstituída a 25 mg/mL e diluir para volume final de 250 mL; infundir em 60 minutos. Monitorar creatinina e TFGe de perto, pelo risco de acúmulo do veículo betaciclodextrina.
TFGe < 15 mL/min/1,73 m² / hemodiáliseUso não recomendadoNão iniciar; interromper se a TFGe cair abaixo de 15 durante o tratamento.—Uso não recomendado. A recomendação também se aplica a pacientes em hemodiálise. Não há esquema estabelecido de dose suplementar pós-diálise.
Insuficiência hepáticaSem ajusteSem ajuste posológico específicoConforme indicaçãoSem ajuste. Não requer ajuste em comprometimento leve, moderado ou grave (Child-Pugh A, B ou C). Monitorar sinais de lesão hepática e transaminases conforme o quadro.
TFGe ≥ 30 mL/min/1,73 m²Sem ajuste
Sem ajuste posológico específico
FrequênciaConforme indicação
Observações

Sem ajuste. Manter o esquema de 300 mg EV a cada 12 horas. Monitorar creatinina e evolução da função renal.

TFGe 15–29 mL/min/1,73 m²Ajustar dose
200 mg EV
FrequênciaDe 12/12 h
Observações

Ajustar dose. Aspirar 8 mL da solução reconstituída a 25 mg/mL e diluir para volume final de 250 mL; infundir em 60 minutos. Monitorar creatinina e TFGe de perto, pelo risco de acúmulo do veículo betaciclodextrina.

TFGe < 15 mL/min/1,73 m² / hemodiáliseUso não recomendado
Não iniciar; interromper se a TFGe cair abaixo de 15 durante o tratamento.
Frequência—
Observações

Uso não recomendado. A recomendação também se aplica a pacientes em hemodiálise. Não há esquema estabelecido de dose suplementar pós-diálise.

Insuficiência hepáticaSem ajuste
Sem ajuste posológico específico
FrequênciaConforme indicação
Observações

Sem ajuste. Não requer ajuste em comprometimento leve, moderado ou grave (Child-Pugh A, B ou C). Monitorar sinais de lesão hepática e transaminases conforme o quadro.

Outras populações

CondiçãoAjuste / DoseFrequênciaObservações
IdosoAjustar pela função renalSem redução apenas pela idadeConforme função renalAjustar pela função renal. A idade isolada não exige ajuste. Monitorar função renal e sinais de tendinite, ruptura tendínea e eventos aórticos, especialmente com corticosteroides ou após transplante.
Crianças e adolescentesContraindicadoNão utilizar em menores de 18 anos.—Contraindicado. Não há esquema pediátrico aprovado para Delabaxi.
IdosoAjustar pela função renal
Sem redução apenas pela idade
FrequênciaConforme função renal
Observações

Ajustar pela função renal. A idade isolada não exige ajuste. Monitorar função renal e sinais de tendinite, ruptura tendínea e eventos aórticos, especialmente com corticosteroides ou após transplante.

Crianças e adolescentesContraindicado
Não utilizar em menores de 18 anos.
Frequência—
Observações

Contraindicado. Não há esquema pediátrico aprovado para Delabaxi.

Modelos de prescrição2 modelos

Adulto · IBACPPM · 300 mg de 12/12 hVia endovenosaAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.
Adulto · PAC · 300 mg de 12/12 hVia endovenosaAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.

Administração

Técnica de aplicação, vias e situações especiais.

DiluentesSF 0,9% · SG 5%
Via principalEndovenosa

Administrar somente após reconstituição e diluição, durante 60 minutos. Não administrar em bolus.

Reconstituição10,5 mL de SF 0,9% ou SG 5% por frasco de 300 mg

Agitar vigorosamente até dissolução completa. O volume resultante é de 12 mL, com concentração de 25 mg/mL de delafloxacino base.

Técnica de aplicação7 passos

1
Conferir prescrição e função renal

Verificar indicação, alergias, concentração em base e TFGe. Confirmar 300 mg ou a dose reduzida de 200 mg antes do preparo.

2
Reconstituir em condições assépticas

Adicionar 10,5 mL de SF 0,9% ou SG 5% ao frasco de 300 mg. Agitar vigorosamente até dissolução completa; resultam 12 mL a 25 mg/mL.

3
Aspirar a dose prescrita

Para 300 mg, aspirar 12 mL. Para 200 mg, aspirar 8 mL. Descartar a solução remanescente não utilizada.

4
Ajustar o volume final da bolsa

Completar com SF 0,9% ou SG 5% até 250 mL. Se partir de bolsa nominal de 250 mL, retirar o volume correspondente antes de adicionar o medicamento, conforme a técnica institucional.

5
Inspecionar e identificar

A solução deve estar límpida, de amarelo-clara a marrom, sem partículas. Identificar dose, diluente, volume final, preparo e limite de utilização.

6
Preparar o acesso e infundir

Usar linha exclusiva durante a infusão. Se o acesso for compartilhado sequencialmente, lavar antes e depois com SF 0,9% ou SG 5%. Não coinfundir outros fármacos, cálcio ou magnésio. Administrar os 250 mL em 60 minutos.

7
Monitorar e respeitar a conservação

Observar o local de infusão e sinais de hipersensibilidade. Não congelar. Utilizar dentro da estabilidade e dos limites de assepsia adotados pela instituição.

Diluições e preparo2 preparos

Dose usual de 300 mg

IBACPPM ou PAC; TFGe ≥ 30 mL/min/1,73 m²

1,2 mg/mL

300 mg ÷ 250 mL = 1,2 mg/mL

  1. Reconstituir 1 frasco de 300 mg com 10,5 mL de SF 0,9% ou SG 5%; obter 12 mL a 25 mg/mL.
  2. Aspirar 12 mL e adicionar a 238 mL do diluente compatível, totalizando 250 mL.
Volume final250 mL
DiluenteSF 0,9% ou SG 5%
Tempo / modo60 minutos; 250 mL/h para volume final de 250 mL
EstabilidadeSolução reconstituída e solução diluída: até 24 horas entre 15 e 30 °C ou até 36 horas entre 2 e 8 °C. Não congelar.

Aplicar o prazo microbiológico institucional mais restritivo. Não somar automaticamente os tempos de armazenamento da reconstituição e da diluição.

Não administrar em bolus nem coinfundir com outros medicamentos ou soluções contendo cátions multivalentes.

Dose usual de 300 mgIBACPPM ou PAC; TFGe ≥ 30 mL/min/1,73 m²1,2 mg/mL

300 mg ÷ 250 mL = 1,2 mg/mL

  1. Reconstituir 1 frasco de 300 mg com 10,5 mL de SF 0,9% ou SG 5%; obter 12 mL a 25 mg/mL.
  2. Aspirar 12 mL e adicionar a 238 mL do diluente compatível, totalizando 250 mL.
Volume final250 mL
DiluenteSF 0,9% ou SG 5%
Tempo / modo60 minutos; 250 mL/h para volume final de 250 mL
EstabilidadeSolução reconstituída e solução diluída: até 24 horas entre 15 e 30 °C ou até 36 horas entre 2 e 8 °C. Não congelar.

Aplicar o prazo microbiológico institucional mais restritivo. Não somar automaticamente os tempos de armazenamento da reconstituição e da diluição.

Não administrar em bolus nem coinfundir com outros medicamentos ou soluções contendo cátions multivalentes.

Dose renal reduzida de 200 mg

TFGe de 15 a 29 mL/min/1,73 m²

0,8 mg/mL

200 mg ÷ 250 mL = 0,8 mg/mL

  1. Reconstituir 1 frasco de 300 mg com 10,5 mL de SF 0,9% ou SG 5%; obter 12 mL a 25 mg/mL.
  2. Aspirar 8 mL (200 mg) e adicionar a 242 mL do diluente compatível, totalizando 250 mL.
  3. Descartar os 4 mL remanescentes do frasco.
Volume final250 mL
DiluenteSF 0,9% ou SG 5%
Tempo / modo60 minutos; 250 mL/h para volume final de 250 mL
EstabilidadeSolução reconstituída e solução diluída: até 24 horas entre 15 e 30 °C ou até 36 horas entre 2 e 8 °C. Não congelar.

A concentração de 0,8 mg/mL resulta da dose de 200 mg no volume final de 250 mL. Monitorar creatinina e TFGe de perto.

Interromper se TFGe < 15 mL/min/1,73 m². Não reaproveitar o restante do frasco para outra dose.

Dose renal reduzida de 200 mgTFGe de 15 a 29 mL/min/1,73 m²0,8 mg/mL

200 mg ÷ 250 mL = 0,8 mg/mL

  1. Reconstituir 1 frasco de 300 mg com 10,5 mL de SF 0,9% ou SG 5%; obter 12 mL a 25 mg/mL.
  2. Aspirar 8 mL (200 mg) e adicionar a 242 mL do diluente compatível, totalizando 250 mL.
  3. Descartar os 4 mL remanescentes do frasco.
Volume final250 mL
DiluenteSF 0,9% ou SG 5%
Tempo / modo60 minutos; 250 mL/h para volume final de 250 mL
EstabilidadeSolução reconstituída e solução diluída: até 24 horas entre 15 e 30 °C ou até 36 horas entre 2 e 8 °C. Não congelar.

A concentração de 0,8 mg/mL resulta da dose de 200 mg no volume final de 250 mL. Monitorar creatinina e TFGe de perto.

Interromper se TFGe < 15 mL/min/1,73 m². Não reaproveitar o restante do frasco para outra dose.

Compatibilidade por via

ViaStatusObservações
EndovenosaVia indicadaReconstituição e diluição obrigatórias; infusão durante 60 minutos. Não administrar diretamente a solução concentrada.
OralNão se aplicaO produto brasileiro descrito é um pó para infusão intravenosa; não ingerir nem extrapolar a apresentação oral internacional.
SublingualNão se aplicaSem apresentação para uso sublingual.
IntramuscularNão administrarO pó para infusão intravenosa não é destinado à aplicação intramuscular.
SubcutâneaNão administrarSem formulação para administração subcutânea.
RetalNão se aplicaSem apresentação para uso retal.
Tópica/mucosasNão se aplicaNão aplicar a formulação intravenosa sobre pele ou mucosas.
SNG/SNENão administrarNão administrar o conteúdo do frasco por sonda; manter a via intravenosa prescrita.
EndovenosaVia indicada
Observações

Reconstituição e diluição obrigatórias; infusão durante 60 minutos. Não administrar diretamente a solução concentrada.

OralNão se aplica
Observações

O produto brasileiro descrito é um pó para infusão intravenosa; não ingerir nem extrapolar a apresentação oral internacional.

SublingualNão se aplica
Observações

Sem apresentação para uso sublingual.

IntramuscularNão administrar
Observações

O pó para infusão intravenosa não é destinado à aplicação intramuscular.

SubcutâneaNão administrar
Observações

Sem formulação para administração subcutânea.

RetalNão se aplica
Observações

Sem apresentação para uso retal.

Tópica/mucosasNão se aplica
Observações

Não aplicar a formulação intravenosa sobre pele ou mucosas.

SNG/SNENão administrar
Observações

Não administrar o conteúdo do frasco por sonda; manter a via intravenosa prescrita.

Situações especiais

Acesso venoso

Cátions e administração sequencial

Não coadministrar no mesmo acesso com soluções contendo cálcio ou magnésio, incluindo Ringer lactato. Quando o acesso for utilizado sequencialmente, lavar antes e após a infusão com SF 0,9% ou SG 5%. Compatibilidade com outros fármacos e aditivos não está estabelecida.

Conservação

Frasco e solução preparados

Conservar o frasco fechado entre 15 e 30 °C, na embalagem original. Após reconstituição ou diluição, os limites são 24 horas entre 15 e 30 °C ou 36 horas entre 2 e 8 °C, sem congelamento; a instituição pode adotar prazo menor por critérios microbiológicos.

Perioperatório

Coordenar com a equipe assistente

Definir continuidade, horários e acesso com cirurgião, anestesista e prescritor, conforme a infecção em tratamento e o procedimento. O tratamento de uma infecção não substitui automaticamente a profilaxia cirúrgica indicada.

Superdose

Observação e suporte

Em superdose, observar cuidadosamente e instituir tratamento sintomático de suporte. Avaliar função renal e manifestações neurológicas, glicêmicas e de hipersensibilidade; solicitar apoio toxicológico conforme a necessidade clínica.

Cuidados

Contraindicações, monitoramento e eventos adversos.

Reações graves podem ser incapacitantes

As fluoroquinolonas podem provocar tendinite ou ruptura tendínea, neuropatia periférica e efeitos no sistema nervoso central, inclusive irreversíveis. Suspender imediatamente diante de sinais de reação grave e reavaliar a terapia antibacteriana.

Contraindicações5 itens

  • Hipersensibilidade ao delafloxacino.
  • Hipersensibilidade a outras fluoroquinolonas.
  • Hipersensibilidade a qualquer excipiente da formulação.
  • História prévia de distúrbios tendinosos relacionados ao uso de fluoroquinolonas.
  • Crianças e adolescentes menores de 18 anos.

Populações especiais

Gestação

Categoria C

Usar apenas quando os benefícios potenciais justificarem os riscos ao feto. Preferir alternativa com maior experiência na gestação e decidir com a equipe assistente.

Lactação

Avaliar risco-benefício

A excreção no leite humano não foi estudada. Preferir alternativa; considerar uso somente após avaliação individual, com acompanhamento da mãe e do lactente e discussão sobre eventual interrupção da amamentação.

Função renal

Ajustar se TFGe 15–29

TFGe ≥ 30 mL/min/1,73 m²: sem ajuste. De 15 a 29: 200 mg EV a cada 12 horas. Abaixo de 15 ou doença renal terminal, inclusive hemodiálise: uso não recomendado. Suspender se cair abaixo de 15 durante o tratamento e monitorar creatinina/TFGe de perto.

Função hepática

Sem ajuste

Sem ajuste posológico específico em insuficiência hepática leve, moderada ou grave. Elevação de transaminases pode ocorrer; avaliar exames e sinais clínicos conforme o contexto.

Monitoramento

Sinais de melhora
  • IBACPPM: redução da dor, do eritema e da extensão da lesão, com melhora dos sinais sistêmicos.
  • PAC: melhora dos sintomas respiratórios, da febre e da oxigenação conforme o quadro.
  • Reavaliar culturas, suscetibilidade e necessidade de controle do foco; adequar o tratamento à evolução.
Sinais de alerta
  • Aferir glicemia, especialmente com diabetes, insulina ou hipoglicemiantes; suspender diante de reação hipoglicêmica.
  • Monitorar creatinina e TFGe; intensificar a vigilância na insuficiência renal grave.
  • Interromper e avaliar dor/inflamação tendínea, parestesias, perda de sensibilidade ou fraqueza.
  • Interromper e avaliar confusão, alucinações, convulsões ou sintomas psiquiátricos novos.
  • Avaliar imediatamente erupção cutânea, angioedema, dispneia ou hipotensão.
  • Investigar diarreia persistente ou intensa, inclusive após o tratamento, por risco de infecção por Clostridioides difficile.
  • Dor súbita intensa no peito, abdome ou dorso exige avaliação urgente para evento aórtico.

Eventos adversos

Gastrointestinais e infecçõesComuns: ≥ 1% e < 10%
Náusea, diarreia e vômitos.Infecção por fungos.
Neurológicos, hepáticos e locaisComuns: ≥ 1% e < 10%
Cefaleia.Elevação de transaminases.Prurido.Reações no local de infusão ou injeção.
Outros eventosIncomuns: ≥ 0,1% e < 1%
Tontura, parestesias, ansiedade e insônia.Hipoglicemia e hiperglicemia.Erupção cutânea e urticária.Elevação de creatinina e alterações renais.
Reações que exigem avaliação imediataFrequência variável; incluem alertas da classe
Tendinite e ruptura de tendão.Neuropatia periférica potencialmente irreversível.Convulsões, efeitos psiquiátricos ou outros efeitos graves no SNC.Anafilaxia e hipersensibilidade grave.Colite associada a Clostridioides difficile.Agravamento da miastenia grave, alterações glicêmicas graves e aneurisma ou dissecção aórtica.

Advertências

  • Uso restrito a estabelecimentos de saúde; prescrição e administração devem considerar a epidemiologia e os protocolos institucionais.
  • Reações graves podem surgir horas a semanas após o início, independentemente da idade ou de fatores de risco. Suspender imediatamente e evitar nova exposição à classe após reação grave.
  • O risco de ruptura tendínea aumenta em idosos, usuários de corticosteroides e transplantados de coração, pulmão ou rim; o evento pode ocorrer durante ou após o tratamento.
  • Evitar em pacientes com miastenia grave, pelo risco de piora da fraqueza muscular.
  • Usar com cautela em distúrbios do SNC ou condições que reduzam o limiar convulsivo. Avaliar prontamente alterações psiquiátricas, inclusive ideação suicida.
  • Considerar alternativas em aneurisma/dissecção aórtica ou fatores predisponentes, incluindo história familiar, doenças do tecido conjuntivo, hipertensão e aterosclerose.
  • Diarreia associada a antibióticos pode representar colite por Clostridioides difficile e requer avaliação específica.
  • Alterações glicêmicas são mais relevantes em diabéticos tratados com insulina ou hipoglicemiantes; suspender se houver reação hipoglicêmica.
  • Não dirigir nem operar máquinas durante o tratamento, pelo risco de tontura, sonolência e distúrbios visuais.
  • Não coadministrar com soluções contendo cátions multivalentes no mesmo acesso venoso. Não utilizar diluentes ou aditivos diferentes de SF 0,9% ou SG 5% sem compatibilidade estabelecida.
  • Evitar uso desnecessário ou interrupção inadequada do esquema; reavaliar o antibiótico quando houver culturas e resposta clínica.
  • Na dispensação comercial, seguir as regras de receita e retenção de antimicrobianos. Unidades hospitalares que não comercializam o medicamento mantêm seus procedimentos específicos de prescrição e dispensação.

Técnico

Farmacologia, interações e informação regulatória.

Mecanismo de ação1 componentes

Delafloxacino

Inibe simultaneamente DNA-girase (topoisomerase II) e topoisomerase IV, enzimas necessárias à replicação, transcrição, reparo e recombinação do DNA bacteriano. Produz efeito bactericida.

Farmacocinética

Distribuição, metabolismo e eliminação

A administração intravenosa dispensa a etapa de absorção. O volume de distribuição é de aproximadamente 30 a 48 L e a ligação a proteínas plasmáticas é de cerca de 84%.

O metabolismo ocorre principalmente por glucuronidação, mediada por UGT1A1, UGT1A3 e UGT2B15; a oxidação tem participação pequena. Após dose intravenosa radiomarcada, cerca de 65% são recuperados na urina como fármaco e metabólitos e 28% nas fezes como fármaco inalterado.

A meia-vida média após dose intravenosa única é de aproximadamente 3,7 horas. A faixa de 4,2 a 8,5 horas refere-se a administrações orais múltiplas. Insuficiência renal grave aumenta a exposição ao fármaco e ao veículo betaciclodextrina.

Vd: 30–48 LProteínas: ~84%GlucuronidaçãoEliminação renal e fecal
Espectro e resistência

Interpretar conforme a indicação

Em IBACPPM, a indicação brasileira contempla S. aureus (MRSA/MSSA), S. haemolyticus, S. lugdunensis, S. agalactiae, grupo S. anginosus, S. pyogenes, E. faecalis, E. coli, E. cloacae, K. pneumoniae e P. aeruginosa sensíveis.

Em PAC, contempla S. pneumoniae, S. aureus MSSA, E. coli, H. influenzae, H. parainfluenzae, C. pneumoniae, L. pneumophila e M. pneumoniae sensíveis.

Atividade laboratorial contra outras espécies não garante eficácia clínica. Não presumir sensibilidade de cepas multirresistentes, nem extrapolar a atividade contra MRSA em pele à indicação para pneumonia. A resistência pode envolver alterações das topoisomerases ou mecanismos de efluxo.

MRSA: indicação em pelePAC: inclui atípicosConfirmar suscetibilidadeConsiderar resistência local

Interações medicamentosas

Soluções intravenosas com cátions multivalentes, especialmente cálcio ou magnésio, não devem ser coadministradas no mesmo acesso, pelo potencial de quelação. Não coinfundir outros medicamentos; para uso sequencial do acesso, lavar antes e depois com SF 0,9% ou SG 5%. Corticosteroides aumentam o risco de tendinopatia associado às fluoroquinolonas, enquanto insulina e hipoglicemiantes tornam a vigilância glicêmica especialmente importante. Os estudos clínicos não demonstraram interação farmacocinética relevante com midazolam. Orientações de separação de antiácidos e suplementos por horário aplicam-se à formulação oral e não devem ser transferidas automaticamente para a administração intravenosa.

Informação regulatória

SUSFora da RENAME 2024Delafloxacino não integra a RENAME 2024. A disponibilidade hospitalar depende da padronização e da aquisição de cada serviço.
GenéricoSem genérico identificadoA lista CMED de setembro de 2026 contém Delabaxi, da Eurofarma, como medicamento novo; não apresenta genérico de delafloxacino meglumina.
ATCJ01MA23Delafloxacino — antibacteriano sistêmico do grupo das fluoroquinolonas. DDD parenteral: 0,6 g; DDD é unidade estatística e não orientação de dose individual.

Receituário

Tipo de receitaAntimicrobiano
Número de vias2 vias
Retenção2ª via
Validade10 dias

Referências

Fontes regulatórias e clínicas utilizadas.

01
Bula profissional

Delabaxi® — delafloxacino meglumina

Eurofarma Laboratórios S.A. Bula profissional VPS V04, aprovada em 26/05/2026. Apresentação de 300 mg utilizada para posologia, preparo, ajuste renal, contraindicações e segurança.

2026
02
Fabricante

Delabaxi® 300 mg — apresentação brasileira

Eurofarma. Portfólio atualizado em junho de 2026; pó liofilizado para solução para infusão, caixa com 10 frascos-ampola, registro 1.0043.1325.

2026
03
Mercado regulado

CMED — lista de preços de medicamentos

Anvisa. Planilha de 23/09/2026: delafloxacino meglumina, Delabaxi 300 mg, caixa com 10 frascos-ampola, registro 1004313250020.

2026
04
Relação nacional

RENAME 2024 — Relação Nacional de Medicamentos Essenciais

Ministério da Saúde. Elenco vigente consultado para situação do delafloxacino no SUS; o fármaco não consta na relação.

2024
05
Classificação

ATC/DDD Index — J01MA23

WHO Collaborating Centre for Drug Statistics Methodology. Delafloxacin: J01MA23; DDD parenteral de 0,6 g. Índice atualizado em janeiro de 2026.

2026
06
Regulatório

RDC Anvisa nº 471/2021 — texto consolidado

Critérios para prescrição, dispensação e retenção de receita, incluindo procedimentos de unidades hospitalares. Texto com alterações da RDC nº 973/2025.

2021 / 2025
07
Informação complementar

BAXDELA® — delafloxacin: rotulagem profissional internacional

DailyMed / Melinta Therapeutics. Fonte complementar para farmacocinética, microbiologia e segurança; apresentações e indicações brasileiras seguem a bula profissional de Delabaxi.

Consulta: 2026
Revisão MedFoco: outubro de 2026. Conteúdo de apoio à prática clínica — confirme apresentação, concentração, contraindicações e recomendações na bula profissional vigente e nos protocolos da sua instituição.
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