Gestação
Categoria CUsar somente quando o benefício potencial justificar o risco fetal.
Preferir alternativa com melhor experiência de segurança na gestação. A categoria de risco não define uma dose específica.
Fluoroquinolona bactericida de uso intravenoso para infecções bacterianas agudas complicadas de pele e partes moles e pneumonia adquirida na comunidade, com ajuste de dose na insuficiência renal grave.
Revisado em pela equipe MedFoco
As fluoroquinolonas podem causar tendinite, ruptura tendínea, neuropatia periférica e efeitos graves no sistema nervoso central. Reduzir a dose para 200 mg de 12/12 h se a TFGe estiver entre 15 e 29 mL/min/1,73 m²; interromper se cair abaixo de 15.
O essencial do perfil clínico em uma tela.
É o sal meglumina do delafloxacino, antibiótico bactericida da classe das fluoroquinolonas. Inibe a DNA-girase e a topoisomerase IV, impedindo a replicação do DNA bacteriano. A apresentação brasileira é um pó liofilizado para infusão intravenosa; as doses são expressas em delafloxacino base.
Inibe a DNA-girase e a topoisomerase IV bacterianas, produzindo efeito bactericida. Cada frasco contém 432,86 mg do sal meglumina, equivalentes a 300 mg de delafloxacino base.
Concentrações, embalagens e nomes comerciais no Brasil.
| Apresentação | Forma farmacêutica | Concentração / composição | Embalagem | Nomes comerciais |
|---|---|---|---|---|
| Delafloxacino 300 mg300 mg por frasco | Pó liofilizado para solução para infusão | Delafloxacino meglumina 432,86 mg por frasco-ampolaDelafloxacino base equivalente 300 mg por frasco-ampola | Caixa com 10 frascos-ampola · 300 mg de delafloxacino base por frasco. | Delabaxi |
432,86 mg de delafloxacino meglumina correspondem a 300 mg de delafloxacino base. Após reconstituição com 10,5 mL de diluente, o volume resultante é 12 mL, com concentração de 25 mg/mL.
Dose, frequência e duração por população.
Endovenosa · uso adulto
IBACPPM e PAC
Volume final de 250 mL
TFGe de 15–29 mL/min/1,73 m²
| Indicação | Dose | Frequência | Duração | Observações |
|---|---|---|---|---|
| Dose usual — IBACPPM | 300 mg | De 12/12 h | 5 a 14 dias | Para adultos com TFGe ≥ 30 mL/min/1,73 m². Diluir para volume final de 250 mL e infundir em 60 minutos. Individualizar pelo foco, suscetibilidade e resposta clínica. |
| Dose usual — PAC | 300 mg | De 12/12 h | 5 a 10 dias | Para adultos com TFGe ≥ 30 mL/min/1,73 m². Diluir para volume final de 250 mL e infundir em 60 minutos. A indicação para S. aureus em PAC contempla cepas sensíveis à meticilina. |
Para adultos com TFGe ≥ 30 mL/min/1,73 m². Diluir para volume final de 250 mL e infundir em 60 minutos. Individualizar pelo foco, suscetibilidade e resposta clínica.
Para adultos com TFGe ≥ 30 mL/min/1,73 m². Diluir para volume final de 250 mL e infundir em 60 minutos. A indicação para S. aureus em PAC contempla cepas sensíveis à meticilina.
Usar somente quando o benefício potencial justificar o risco fetal.
Preferir alternativa com melhor experiência de segurança na gestação. A categoria de risco não define uma dose específica.
Preferir alternativa; considerar somente após avaliação individual.
A excreção no leite humano não foi estudada. Preferir alternativa; se o tratamento for imprescindível, discutir a interrupção da amamentação com a equipe assistente.
| Condição | Ajuste / Dose | Frequência | Observações |
|---|---|---|---|
| TFGe ≥ 30 mL/min/1,73 m²Sem ajuste | Sem ajuste posológico específico | Conforme indicação | Sem ajuste. Manter o esquema de 300 mg EV a cada 12 horas. Monitorar creatinina e evolução da função renal. |
| TFGe 15–29 mL/min/1,73 m²Ajustar dose | 200 mg EV | De 12/12 h | Ajustar dose. Aspirar 8 mL da solução reconstituída a 25 mg/mL e diluir para volume final de 250 mL; infundir em 60 minutos. Monitorar creatinina e TFGe de perto, pelo risco de acúmulo do veículo betaciclodextrina. |
| TFGe < 15 mL/min/1,73 m² / hemodiáliseUso não recomendado | Não iniciar; interromper se a TFGe cair abaixo de 15 durante o tratamento. | — | Uso não recomendado. A recomendação também se aplica a pacientes em hemodiálise. Não há esquema estabelecido de dose suplementar pós-diálise. |
| Insuficiência hepáticaSem ajuste | Sem ajuste posológico específico | Conforme indicação | Sem ajuste. Não requer ajuste em comprometimento leve, moderado ou grave (Child-Pugh A, B ou C). Monitorar sinais de lesão hepática e transaminases conforme o quadro. |
Sem ajuste. Manter o esquema de 300 mg EV a cada 12 horas. Monitorar creatinina e evolução da função renal.
Ajustar dose. Aspirar 8 mL da solução reconstituída a 25 mg/mL e diluir para volume final de 250 mL; infundir em 60 minutos. Monitorar creatinina e TFGe de perto, pelo risco de acúmulo do veículo betaciclodextrina.
Uso não recomendado. A recomendação também se aplica a pacientes em hemodiálise. Não há esquema estabelecido de dose suplementar pós-diálise.
Sem ajuste. Não requer ajuste em comprometimento leve, moderado ou grave (Child-Pugh A, B ou C). Monitorar sinais de lesão hepática e transaminases conforme o quadro.
| Condição | Ajuste / Dose | Frequência | Observações |
|---|---|---|---|
| IdosoAjustar pela função renal | Sem redução apenas pela idade | Conforme função renal | Ajustar pela função renal. A idade isolada não exige ajuste. Monitorar função renal e sinais de tendinite, ruptura tendínea e eventos aórticos, especialmente com corticosteroides ou após transplante. |
| Crianças e adolescentesContraindicado | Não utilizar em menores de 18 anos. | — | Contraindicado. Não há esquema pediátrico aprovado para Delabaxi. |
Ajustar pela função renal. A idade isolada não exige ajuste. Monitorar função renal e sinais de tendinite, ruptura tendínea e eventos aórticos, especialmente com corticosteroides ou após transplante.
Contraindicado. Não há esquema pediátrico aprovado para Delabaxi.
Técnica de aplicação, vias e situações especiais.
Administrar somente após reconstituição e diluição, durante 60 minutos. Não administrar em bolus.
Agitar vigorosamente até dissolução completa. O volume resultante é de 12 mL, com concentração de 25 mg/mL de delafloxacino base.
Verificar indicação, alergias, concentração em base e TFGe. Confirmar 300 mg ou a dose reduzida de 200 mg antes do preparo.
Adicionar 10,5 mL de SF 0,9% ou SG 5% ao frasco de 300 mg. Agitar vigorosamente até dissolução completa; resultam 12 mL a 25 mg/mL.
Para 300 mg, aspirar 12 mL. Para 200 mg, aspirar 8 mL. Descartar a solução remanescente não utilizada.
Completar com SF 0,9% ou SG 5% até 250 mL. Se partir de bolsa nominal de 250 mL, retirar o volume correspondente antes de adicionar o medicamento, conforme a técnica institucional.
A solução deve estar límpida, de amarelo-clara a marrom, sem partículas. Identificar dose, diluente, volume final, preparo e limite de utilização.
Usar linha exclusiva durante a infusão. Se o acesso for compartilhado sequencialmente, lavar antes e depois com SF 0,9% ou SG 5%. Não coinfundir outros fármacos, cálcio ou magnésio. Administrar os 250 mL em 60 minutos.
Observar o local de infusão e sinais de hipersensibilidade. Não congelar. Utilizar dentro da estabilidade e dos limites de assepsia adotados pela instituição.
IBACPPM ou PAC; TFGe ≥ 30 mL/min/1,73 m²
300 mg ÷ 250 mL = 1,2 mg/mL
Aplicar o prazo microbiológico institucional mais restritivo. Não somar automaticamente os tempos de armazenamento da reconstituição e da diluição.
Não administrar em bolus nem coinfundir com outros medicamentos ou soluções contendo cátions multivalentes.
300 mg ÷ 250 mL = 1,2 mg/mL
Aplicar o prazo microbiológico institucional mais restritivo. Não somar automaticamente os tempos de armazenamento da reconstituição e da diluição.
Não administrar em bolus nem coinfundir com outros medicamentos ou soluções contendo cátions multivalentes.
TFGe de 15 a 29 mL/min/1,73 m²
200 mg ÷ 250 mL = 0,8 mg/mL
A concentração de 0,8 mg/mL resulta da dose de 200 mg no volume final de 250 mL. Monitorar creatinina e TFGe de perto.
Interromper se TFGe < 15 mL/min/1,73 m². Não reaproveitar o restante do frasco para outra dose.
200 mg ÷ 250 mL = 0,8 mg/mL
A concentração de 0,8 mg/mL resulta da dose de 200 mg no volume final de 250 mL. Monitorar creatinina e TFGe de perto.
Interromper se TFGe < 15 mL/min/1,73 m². Não reaproveitar o restante do frasco para outra dose.
| Via | Status | Observações |
|---|---|---|
| Endovenosa | Via indicada | Reconstituição e diluição obrigatórias; infusão durante 60 minutos. Não administrar diretamente a solução concentrada. |
| Oral | Não se aplica | O produto brasileiro descrito é um pó para infusão intravenosa; não ingerir nem extrapolar a apresentação oral internacional. |
| Sublingual | Não se aplica | Sem apresentação para uso sublingual. |
| Intramuscular | Não administrar | O pó para infusão intravenosa não é destinado à aplicação intramuscular. |
| Subcutânea | Não administrar | Sem formulação para administração subcutânea. |
| Retal | Não se aplica | Sem apresentação para uso retal. |
| Tópica/mucosas | Não se aplica | Não aplicar a formulação intravenosa sobre pele ou mucosas. |
| SNG/SNE | Não administrar | Não administrar o conteúdo do frasco por sonda; manter a via intravenosa prescrita. |
Reconstituição e diluição obrigatórias; infusão durante 60 minutos. Não administrar diretamente a solução concentrada.
O produto brasileiro descrito é um pó para infusão intravenosa; não ingerir nem extrapolar a apresentação oral internacional.
Sem apresentação para uso sublingual.
O pó para infusão intravenosa não é destinado à aplicação intramuscular.
Sem formulação para administração subcutânea.
Sem apresentação para uso retal.
Não aplicar a formulação intravenosa sobre pele ou mucosas.
Não administrar o conteúdo do frasco por sonda; manter a via intravenosa prescrita.
Não coadministrar no mesmo acesso com soluções contendo cálcio ou magnésio, incluindo Ringer lactato. Quando o acesso for utilizado sequencialmente, lavar antes e após a infusão com SF 0,9% ou SG 5%. Compatibilidade com outros fármacos e aditivos não está estabelecida.
Conservar o frasco fechado entre 15 e 30 °C, na embalagem original. Após reconstituição ou diluição, os limites são 24 horas entre 15 e 30 °C ou 36 horas entre 2 e 8 °C, sem congelamento; a instituição pode adotar prazo menor por critérios microbiológicos.
Definir continuidade, horários e acesso com cirurgião, anestesista e prescritor, conforme a infecção em tratamento e o procedimento. O tratamento de uma infecção não substitui automaticamente a profilaxia cirúrgica indicada.
Em superdose, observar cuidadosamente e instituir tratamento sintomático de suporte. Avaliar função renal e manifestações neurológicas, glicêmicas e de hipersensibilidade; solicitar apoio toxicológico conforme a necessidade clínica.
Contraindicações, monitoramento e eventos adversos.
As fluoroquinolonas podem provocar tendinite ou ruptura tendínea, neuropatia periférica e efeitos no sistema nervoso central, inclusive irreversíveis. Suspender imediatamente diante de sinais de reação grave e reavaliar a terapia antibacteriana.
Usar apenas quando os benefícios potenciais justificarem os riscos ao feto. Preferir alternativa com maior experiência na gestação e decidir com a equipe assistente.
A excreção no leite humano não foi estudada. Preferir alternativa; considerar uso somente após avaliação individual, com acompanhamento da mãe e do lactente e discussão sobre eventual interrupção da amamentação.
TFGe ≥ 30 mL/min/1,73 m²: sem ajuste. De 15 a 29: 200 mg EV a cada 12 horas. Abaixo de 15 ou doença renal terminal, inclusive hemodiálise: uso não recomendado. Suspender se cair abaixo de 15 durante o tratamento e monitorar creatinina/TFGe de perto.
Sem ajuste posológico específico em insuficiência hepática leve, moderada ou grave. Elevação de transaminases pode ocorrer; avaliar exames e sinais clínicos conforme o contexto.
Farmacologia, interações e informação regulatória.
Inibe simultaneamente DNA-girase (topoisomerase II) e topoisomerase IV, enzimas necessárias à replicação, transcrição, reparo e recombinação do DNA bacteriano. Produz efeito bactericida.
A administração intravenosa dispensa a etapa de absorção. O volume de distribuição é de aproximadamente 30 a 48 L e a ligação a proteínas plasmáticas é de cerca de 84%.
O metabolismo ocorre principalmente por glucuronidação, mediada por UGT1A1, UGT1A3 e UGT2B15; a oxidação tem participação pequena. Após dose intravenosa radiomarcada, cerca de 65% são recuperados na urina como fármaco e metabólitos e 28% nas fezes como fármaco inalterado.
A meia-vida média após dose intravenosa única é de aproximadamente 3,7 horas. A faixa de 4,2 a 8,5 horas refere-se a administrações orais múltiplas. Insuficiência renal grave aumenta a exposição ao fármaco e ao veículo betaciclodextrina.
Em IBACPPM, a indicação brasileira contempla S. aureus (MRSA/MSSA), S. haemolyticus, S. lugdunensis, S. agalactiae, grupo S. anginosus, S. pyogenes, E. faecalis, E. coli, E. cloacae, K. pneumoniae e P. aeruginosa sensíveis.
Em PAC, contempla S. pneumoniae, S. aureus MSSA, E. coli, H. influenzae, H. parainfluenzae, C. pneumoniae, L. pneumophila e M. pneumoniae sensíveis.
Atividade laboratorial contra outras espécies não garante eficácia clínica. Não presumir sensibilidade de cepas multirresistentes, nem extrapolar a atividade contra MRSA em pele à indicação para pneumonia. A resistência pode envolver alterações das topoisomerases ou mecanismos de efluxo.
Soluções intravenosas com cátions multivalentes, especialmente cálcio ou magnésio, não devem ser coadministradas no mesmo acesso, pelo potencial de quelação. Não coinfundir outros medicamentos; para uso sequencial do acesso, lavar antes e depois com SF 0,9% ou SG 5%. Corticosteroides aumentam o risco de tendinopatia associado às fluoroquinolonas, enquanto insulina e hipoglicemiantes tornam a vigilância glicêmica especialmente importante. Os estudos clínicos não demonstraram interação farmacocinética relevante com midazolam. Orientações de separação de antiácidos e suplementos por horário aplicam-se à formulação oral e não devem ser transferidas automaticamente para a administração intravenosa.
Fontes regulatórias e clínicas utilizadas.
Eurofarma Laboratórios S.A. Bula profissional VPS V04, aprovada em 26/05/2026. Apresentação de 300 mg utilizada para posologia, preparo, ajuste renal, contraindicações e segurança.
Eurofarma. Portfólio atualizado em junho de 2026; pó liofilizado para solução para infusão, caixa com 10 frascos-ampola, registro 1.0043.1325.
Anvisa. Planilha de 23/09/2026: delafloxacino meglumina, Delabaxi 300 mg, caixa com 10 frascos-ampola, registro 1004313250020.
Ministério da Saúde. Elenco vigente consultado para situação do delafloxacino no SUS; o fármaco não consta na relação.
WHO Collaborating Centre for Drug Statistics Methodology. Delafloxacin: J01MA23; DDD parenteral de 0,6 g. Índice atualizado em janeiro de 2026.
Critérios para prescrição, dispensação e retenção de receita, incluindo procedimentos de unidades hospitalares. Texto com alterações da RDC nº 973/2025.
DailyMed / Melinta Therapeutics. Fonte complementar para farmacocinética, microbiologia e segurança; apresentações e indicações brasileiras seguem a bula profissional de Delabaxi.