Gestação
Categoria CEvitar; usar apenas sem alternativa mais segura
Estudos em animais mostraram artropatia em animais imaturos e não há estudos controlados em gestantes. Preferir antimicrobianos com maior experiência na gestação.
Fluoroquinolona bactericida com excelente atividade contra bacilos Gram-negativos, incluindo Pseudomonas aeruginosa, disponível em comprimidos e solução para infusão. Exige atenção a tendinopatia, prolongamento do QT, efeitos neuropsiquiátricos, interações por quelação e inibição da CYP1A2.
Revisado em pela equipe MedFoco
Fluoroquinolonas podem causar tendinite e ruptura tendínea, neuropatia periférica, efeitos no sistema nervoso central, disglicemia, prolongamento do QT e aneurisma/dissecção de aorta. Em cistite não complicada, exacerbação de bronquite crônica e sinusite aguda, reservar para quando não houver alternativa adequada.
O essencial do perfil clínico em uma tela.
O ciprofloxacino é uma fluoroquinolona bactericida que inibe a DNA girase (topoisomerase II) e a topoisomerase IV bacterianas, impedindo replicação, transcrição e reparo do DNA. Tem alta atividade contra Enterobacterales, Haemophilus, Moraxella e Pseudomonas aeruginosa, com boa penetração tecidual, inclusive em próstata, osso e trato urinário.
Bactericida concentração-dependente que inibe DNA girase e topoisomerase IV, com atividade predominante contra Gram-negativos aeróbios e Pseudomonas aeruginosa.
Concentrações, embalagens e nomes comerciais no Brasil.
| Apresentação | Forma farmacêutica | Concentração / composição | Embalagem | Nomes comerciais |
|---|---|---|---|---|
| Ciprofloxacino 500 mgRENAME 2024 | Comprimido revestido | equivalente a 500 mg de ciprofloxacino | Caixas com 6, 10, 14 ou 20 comprimidos revestidos, conforme fabricante. | CiproCifloxatilCiprixCiprobiotCiprocilinCiprofarCiproflonaxCiprofloxatrinCypcinoForITUsCiclatryProfloxQuinofloxTeuciprox |
| Apresentação | Forma farmacêutica | Concentração / composição | Embalagem | Nomes comerciais |
|---|---|---|---|---|
| Ciprofloxacino 2 mg/mLUso hospitalar | Solução para infusão | 2 mg/mL | Bolsa de 100 mL, total de 200 mg. | CiprobacterFresofloxHifloxanHypofloxKinof |
| Ciprofloxacino 2 mg/mLUso hospitalar | Solução para infusão | 2 mg/mL | Bolsa de 200 mL, total de 400 mg. | CiprobacterFresofloxHifloxanHypoflox |
Confirme o volume da bolsa: 100 mL contêm 200 mg e 200 mL contêm 400 mg. Comprimidos de 500 mg genéricos também estão disponíveis; outras concentrações orais dependem do fabricante e da disponibilidade local.
Dose, frequência e duração por população.
Conforme foco e gravidade.
Até 400 mg 8/8 h em infecção grave.
Osteomielite até 2 meses; antraz 60 dias.
Ou 400 mg/dia EV.
| Indicação | Dose | Frequência | Duração | Observações |
|---|---|---|---|---|
| Dose usual | 250 a 750 mg | 12/12 h | 7 a 14 dias | Ajustar dose ao foco, gravidade e função renal. Dose máxima habitual de 1.500 mg/dia. |
| Infecção do trato respiratório | 250 a 500 mg | 12/12 h | 7 a 14 dias | Indicada para Gram-negativos e Pseudomonas; não usar como monoterapia quando pneumococo for agente provável. |
| ITU aguda não complicada | 250 mg | 1 a 2x/dia | 3 a 7 dias | Reservar para quando não houver alternativa adequada. Em mulheres na pré-menopausa com cistite, a bula admite 250 mg em dose única. |
| ITU complicada / pielonefrite | 250 a 500 mg | 12/12 h | 7 a 14 dias | Guiar pela urocultura e sensibilidade local. Doses maiores (até 750 mg 12/12 h) em infecções graves. |
| Diarreia infecciosa, otite média, sinusite e outras infecções | 500 mg | 12/12 h | 7 a 14 dias | Em shigelose e diarreia do viajante, cursos de 3 a 5 dias são usuais conforme diretriz. |
| Infecção grave com risco de vida | 750 mg | 12/12 h | Mínimo de 10 dias | Principalmente por Pseudomonas, Staphylococcus ou Streptococcus; associar antimicrobiano apropriado quando indicado. |
| Gonorreia aguda não complicada | 500 mg | Dose única | 1 dia | Usar somente com sensibilidade confirmada; a resistência de N. gonorrhoeae às fluoroquinolonas é elevada no Brasil. |
| Antraz inalatório (pós-exposição) | 500 mg | 12/12 h | 60 dias | Iniciar o mais cedo possível após exposição suspeita ou confirmada. |
Ajustar dose ao foco, gravidade e função renal. Dose máxima habitual de 1.500 mg/dia.
Indicada para Gram-negativos e Pseudomonas; não usar como monoterapia quando pneumococo for agente provável.
Reservar para quando não houver alternativa adequada. Em mulheres na pré-menopausa com cistite, a bula admite 250 mg em dose única.
Guiar pela urocultura e sensibilidade local. Doses maiores (até 750 mg 12/12 h) em infecções graves.
Em shigelose e diarreia do viajante, cursos de 3 a 5 dias são usuais conforme diretriz.
Principalmente por Pseudomonas, Staphylococcus ou Streptococcus; associar antimicrobiano apropriado quando indicado.
Usar somente com sensibilidade confirmada; a resistência de N. gonorrhoeae às fluoroquinolonas é elevada no Brasil.
Iniciar o mais cedo possível após exposição suspeita ou confirmada.
| Indicação | Dose | Frequência | Duração | Observações |
|---|---|---|---|---|
| Dose usual | 200 a 400 mg | 12/12 h | 7 a 14 dias | Infusão em 30 a 60 minutos. Transicionar para via oral assim que houver estabilidade clínica e tolerância digestiva. |
| Infecção do trato respiratório | 200 a 400 mg | 12/12 h | 7 a 14 dias | Em infecção grave por Pseudomonas, considerar 400 mg 8/8 h e associação conforme protocolo. |
| ITU aguda não complicada | 100 mg | 12/12 h | 7 dias | A via EV raramente se justifica nesse cenário; preferir a via oral. |
| ITU complicada / pielonefrite | 200 a 400 mg | 12/12 h | 7 a 14 dias | Transição para via oral após melhora clínica. |
| Diarreia infecciosa, otite média, sinusite e outras infecções | 200 a 400 mg | 12/12 h | 7 a 14 dias | Na diarreia, 200 mg EV 12/12 h. |
| Infecção grave com risco de vida | 400 mg | 8/8 h | Mínimo de 10 dias | Dose máxima de 1.200 mg/dia EV. |
| Antraz inalatório (pós-exposição) | 400 mg | 12/12 h | 60 dias (total EV + VO) | Transicionar para via oral assim que possível. |
Infusão em 30 a 60 minutos. Transicionar para via oral assim que houver estabilidade clínica e tolerância digestiva.
Em infecção grave por Pseudomonas, considerar 400 mg 8/8 h e associação conforme protocolo.
A via EV raramente se justifica nesse cenário; preferir a via oral.
Transição para via oral após melhora clínica.
Na diarreia, 200 mg EV 12/12 h.
Dose máxima de 1.200 mg/dia EV.
Transicionar para via oral assim que possível.
| Indicação | Dose | Frequência | Duração | Observações |
|---|---|---|---|---|
| Osteomielite | 500 a 750 mg VO ou 400 mg EV | 12/12 h (EV até 8/8 h) | Até 2 meses | Guiar pelo agente isolado; frequentemente parte de terapia combinada. |
Guiar pelo agente isolado; frequentemente parte de terapia combinada.
| Indicação | Dose | Frequência | Duração | Observações |
|---|---|---|---|---|
| Exacerbação pulmonar da fibrose cística (5–17 anos) | 20 mg/kg/dose | 12/12 h | 10 a 14 dias | Indicação pediátrica aprovada em bula para infecção por Pseudomonas aeruginosa. Dose máxima de 750 mg/dose (1.500 mg/dia). |
| Antraz inalatório (pós-exposição) | 15 mg/kg/dose | 12/12 h | 60 dias | Dose máxima de 500 mg/dose (1.000 mg/dia). |
| Dose usual | 15 mg/kg/dose | 12/12 h | Conforme foco infeccioso | Uso pediátrico fora das indicações de bula; reservar para situações sem alternativa segura. Dose máxima de 500 mg/dose. |
| Infecção do trato urinário | 10 a 20 mg/kg/dose | 12/12 h | 3 a 7 dias (cistite) · 7 a 14 dias (pielonefrite) | Dose máxima de 750 mg/dose. Reservar para patógenos resistentes a alternativas. |
| Shigelose | 15 mg/kg/dose | 12/12 h | 3 a 5 dias | Dose máxima de 500 mg/dose. |
| Cólera (alternativa) | 20 mg/kg (dose única) ou 15 mg/kg/dose 12/12 h | Dose única ou 12/12 h | 1 dia ou 3 dias | Dose única máxima de 1.000 mg; no esquema fracionado, máximo de 500 mg/dose. |
| Profilaxia de doença meningocócica | 20 mg/kg | Dose única | Dose única | Dose máxima de 500 mg. Seguir orientação da vigilância epidemiológica. |
| Complexo Mycobacterium avium | 10 a 15 mg/kg/dose | 12/12 h | Conforme esquema combinado | Sempre em associação com outros antimicrobianos. Dose máxima de 750 mg/dose. |
Indicação pediátrica aprovada em bula para infecção por Pseudomonas aeruginosa. Dose máxima de 750 mg/dose (1.500 mg/dia).
Dose máxima de 500 mg/dose (1.000 mg/dia).
Uso pediátrico fora das indicações de bula; reservar para situações sem alternativa segura. Dose máxima de 500 mg/dose.
Dose máxima de 750 mg/dose. Reservar para patógenos resistentes a alternativas.
Dose máxima de 500 mg/dose.
Dose única máxima de 1.000 mg; no esquema fracionado, máximo de 500 mg/dose.
Dose máxima de 500 mg. Seguir orientação da vigilância epidemiológica.
Sempre em associação com outros antimicrobianos. Dose máxima de 750 mg/dose.
| Indicação | Dose | Frequência | Duração | Observações |
|---|---|---|---|---|
| Exacerbação pulmonar da fibrose cística (5–17 anos) | 10 mg/kg/dose | 8/8 h | 10 a 14 dias | Dose máxima de 400 mg/dose (1.200 mg/dia). Monitorar sintomas articulares. |
| Antraz inalatório (pós-exposição) | 10 mg/kg/dose | 12/12 h | 60 dias (total EV + VO) | Dose máxima de 400 mg/dose (800 mg/dia). |
| Dose usual | 10 mg/kg/dose | 8/8 h ou 12/12 h | Conforme foco infeccioso | Infecções moderadas a graves em lactentes e crianças. Dose máxima de 400 mg/dose. |
| Infecção do trato urinário | 6 a 10 mg/kg/dose | 8/8 h | 7 a 14 dias | Dose máxima de 400 mg/dose. |
| Pneumonia (> 3 meses) | 15 mg/kg/dose | 12/12 h | Conforme evolução | Uso restrito a germes resistentes. Dose máxima de 400 mg/dose. |
| Infecção intra-abdominal ou endocardite | 10 a 15 mg/kg/dose | 12/12 h | Conforme foco | Na intra-abdominal, associar anaerobicida. Dose máxima de 400 mg/dose. |
| Meningite ou ventriculite (alternativa) | 10 mg/kg/dose 8/8 h ou 15 mg/kg/dose 12/12 h | 8/8 h ou 12/12 h | Conforme agente e evolução | Agente alternativo para Gram-negativos sensíveis. Dose máxima de 400 mg/dose. |
| Neonato pré-termo < 34 semanas | 7,5 a 10 mg/kg/dose | 12/12 h | Conforme indicação neonatal | Dados limitados; uso excepcional para germes multirresistentes, sob protocolo neonatal. |
| Neonato ≥ 34 semanas e a termo | 10 a 15 mg/kg/dose | 12/12 h | Conforme indicação neonatal | Dados limitados; uso excepcional, sob protocolo neonatal. |
Dose máxima de 400 mg/dose (1.200 mg/dia). Monitorar sintomas articulares.
Dose máxima de 400 mg/dose (800 mg/dia).
Infecções moderadas a graves em lactentes e crianças. Dose máxima de 400 mg/dose.
Dose máxima de 400 mg/dose.
Uso restrito a germes resistentes. Dose máxima de 400 mg/dose.
Na intra-abdominal, associar anaerobicida. Dose máxima de 400 mg/dose.
Agente alternativo para Gram-negativos sensíveis. Dose máxima de 400 mg/dose.
Dados limitados; uso excepcional para germes multirresistentes, sob protocolo neonatal.
Dados limitados; uso excepcional, sob protocolo neonatal.
Evitar; usar apenas sem alternativa mais segura
Estudos em animais mostraram artropatia em animais imaturos e não há estudos controlados em gestantes. Preferir antimicrobianos com maior experiência na gestação.
Não usar durante a amamentação
O ciprofloxacino é excretado no leite humano. Se o tratamento for indispensável, suspender a amamentação; também é contraindicada a doação de leite.
| Condição | Ajuste / Dose | Frequência | Observações |
|---|---|---|---|
| ClCr 30–60 mL/minLimitar dose | Máx. 1.000 mg/dia VO ou 800 mg/dia EV | Geralmente 12/12 h | Limitar dose. Ajustar o intervalo ou a dose para não ultrapassar o limite diário. |
| ClCr < 30 mL/minLimitar dose | Máx. 500 mg/dia VO ou 400 mg/dia EV | Geralmente 1x/dia | Limitar dose. Monitorar toxicidade neurológica e tendínea, mais frequente com acúmulo. |
| HemodiáliseDose após a sessão | Limites conforme ClCr (máx. 500 mg/dia VO ou 400 mg/dia EV quando < 30) | Nos dias de diálise, após a sessão | Dose após a sessão. A remoção dialítica é pequena; o mais importante é administrar após o procedimento. |
| Diálise peritoneal ambulatorial contínuaAjustar dose | 500 mg/dia VO ou 50 mg por litro de dialisado | VO 1x/dia · intraperitoneal 6/6 h | Ajustar dose. Na peritonite associada à DPAC, a via intraperitoneal pode ser utilizada conforme protocolo de diálise. |
| Insuficiência hepáticaSem ajuste | Sem ajuste posológico específico | Conforme indicação | Sem ajuste. Na cirrose estável não há alteração relevante da farmacocinética. Suspender se surgirem sinais de lesão hepática; em disfunção hepática e renal combinadas, monitorar níveis ou ajustar pela função renal. |
Limitar dose. Ajustar o intervalo ou a dose para não ultrapassar o limite diário.
Limitar dose. Monitorar toxicidade neurológica e tendínea, mais frequente com acúmulo.
Dose após a sessão. A remoção dialítica é pequena; o mais importante é administrar após o procedimento.
Ajustar dose. Na peritonite associada à DPAC, a via intraperitoneal pode ser utilizada conforme protocolo de diálise.
Sem ajuste. Na cirrose estável não há alteração relevante da farmacocinética. Suspender se surgirem sinais de lesão hepática; em disfunção hepática e renal combinadas, monitorar níveis ou ajustar pela função renal.
| Condição | Ajuste / Dose | Frequência | Observações |
|---|---|---|---|
| IdosoCautela | Ajustar pela função renal | Conforme ClCr | Cautela. Maior risco de ruptura tendínea, prolongamento do QT, disglicemia, confusão e aneurisma/dissecção de aorta. |
Cautela. Maior risco de ruptura tendínea, prolongamento do QT, disglicemia, confusão e aneurisma/dissecção de aorta.
Técnica de aplicação, vias e situações especiais.
Os comprimidos podem ser tomados com ou sem alimentos, mas não junto a laticínios isolados ou bebidas enriquecidas com minerais. A solução para infusão é reservada a pacientes que não podem usar a via oral ou com infecção grave.
Tomar o comprimido pelo menos 2 horas antes ou 4 a 6 horas depois de antiácidos com alumínio ou magnésio, sucralfato, cálcio, ferro, zinco ou polivitamínicos minerais.
Leite, iogurte e sucos enriquecidos com cálcio, ingeridos isoladamente com o comprimido, reduzem a absorção. O cálcio presente em uma refeição comum interfere pouco.
Manter ingestão hídrica adequada e evitar alcalinização excessiva da urina pelo risco de cristalúria.
A solução de 2 mg/mL é administrada pura, em infusão EV de 30 a 60 minutos (60 minutos para 400 mg), preferencialmente em veia de grande calibre para reduzir flebite.
A solução é ácida e incompatível com soluções física ou quimicamente instáveis nesse pH, como penicilinas e heparina. Administrar separadamente.
Tomar assim que lembrar; se estiver próximo do horário seguinte, não dobrar a dose.
Administração EV intermitente em adultos
Bolsa de 100 mL = 200 mg · bolsa de 200 mL = 400 mg.
Não misturar com penicilinas, heparina ou soluções alcalinas.
Bolsa de 100 mL = 200 mg · bolsa de 200 mL = 400 mg.
Não misturar com penicilinas, heparina ou soluções alcalinas.
Doses calculadas em mg/kg
Volume (mL) = dose (mg) ÷ 2. Ex.: 10 mg/kg em criança de 20 kg = 200 mg = 100 mL.
Dose máxima de 400 mg (200 mL) por dose.
Volume (mL) = dose (mg) ÷ 2. Ex.: 10 mg/kg em criança de 20 kg = 200 mg = 100 mL.
Dose máxima de 400 mg (200 mL) por dose.
| Via | Status | Observações |
|---|---|---|
| Oral | Via indicada | Biodisponibilidade de 70–80%; separar de laticínios isolados e cátions polivalentes. |
| Endovenosa | Via indicada | Infusão lenta de 30 a 60 minutos com a solução de 2 mg/mL; nunca em bolus. |
| SNG/SNE | Com cautela | O comprimido revestido pode ser triturado e disperso em 10 mL de água. Pausar a dieta enteral cerca de 1 hora antes e reiniciar após, lavando a sonda antes e depois; a nutrição enteral reduz a absorção. |
| Sublingual | Não se aplica | Não se aplica. |
| Intramuscular | Não usar | A solução para infusão não deve ser administrada por via IM. |
| Subcutânea | Não usar | Não se aplica; risco de lesão local. |
| Retal | Não se aplica | Não se aplica. |
| Tópica/mucosas | Apresentações próprias | Existem formulações oftálmicas e otológicas específicas de ciprofloxacino; não usar comprimidos ou solução EV para essa finalidade. |
Biodisponibilidade de 70–80%; separar de laticínios isolados e cátions polivalentes.
Infusão lenta de 30 a 60 minutos com a solução de 2 mg/mL; nunca em bolus.
O comprimido revestido pode ser triturado e disperso em 10 mL de água. Pausar a dieta enteral cerca de 1 hora antes e reiniciar após, lavando a sonda antes e depois; a nutrição enteral reduz a absorção.
Não se aplica.
A solução para infusão não deve ser administrada por via IM.
Não se aplica; risco de lesão local.
Não se aplica.
Existem formulações oftálmicas e otológicas específicas de ciprofloxacino; não usar comprimidos ou solução EV para essa finalidade.
Com estabilidade clínica e trato gastrointestinal funcional, 400 mg EV 12/12 h podem ser substituídos por 500 mg VO 12/12 h; 400 mg EV 8/8 h por 750 mg VO 12/12 h.
Pode causar hipoglicemia grave ou hiperglicemia, sobretudo em idosos com sulfonilureia ou insulina. Monitorar glicemia e orientar sinais de hipoglicemia.
Evitar esforço intenso durante o tratamento. Dor ou edema tendíneo exigem suspensão, repouso do membro e troca de classe antimicrobiana.
Não doar sangue até 7 dias após o término do tratamento; a doação de leite humano é contraindicada durante o uso.
Contraindicações, monitoramento e eventos adversos.
Tendinite e ruptura tendínea (podem surgir em 48 horas ou meses após o término), neuropatia periférica, convulsões, reações psiquiátricas, prolongamento do QT e hipersensibilidade grave exigem suspensão imediata. Em idosos, usuários de corticosteroides e transplantados, avaliar alternativas.
Dados em humanos não demonstram aumento claro de malformações, mas houve artropatia em animais imaturos. Usar somente quando não houver alternativa mais segura.
É excretado no leite humano, com risco potencial de lesão articular no lactente. Se o tratamento for indispensável, interromper a amamentação.
ClCr 30–60 mL/min: até 1.000 mg/dia VO ou 800 mg/dia EV. ClCr < 30 mL/min: até 500 mg/dia VO ou 400 mg/dia EV. Em hemodiálise, administrar após a sessão.
Sem ajuste na cirrose estável. Há relatos de hepatite grave e insuficiência hepática; suspender diante de icterícia, colúria, anorexia ou prurido.
Farmacologia, interações e informação regulatória.
Inibe a DNA girase (alvo principal em Gram-negativos) e a topoisomerase IV (alvo principal em Gram-positivos), enzimas necessárias para superenovelamento, replicação, transcrição, reparo e recombinação do DNA bacteriano, resultando em atividade bactericida concentração-dependente.
Biodisponibilidade oral de 70–80%, com pico em 1 a 2 horas. Ligação proteica de 20–30% e volume de distribuição de 2–3 L/kg, com concentrações elevadas em próstata, rim, pulmão, bile e osso.
Metabolismo hepático parcial em quatro metabólitos; eliminação predominantemente renal na forma inalterada, por filtração e secreção tubular. Meia-vida de 3 a 5 horas.
A elevada pressão de seleção favorece resistência em Enterobacterales, Pseudomonas e Neisseria gonorrhoeae. A escolha deve considerar o perfil local de sensibilidade e o resultado de culturas.
Em infecções urinárias complicadas e prostatite, a alta concentração urinária e prostática mantém o fármaco como opção relevante quando há sensibilidade documentada.
Cátions polivalentes formam quelatos e reduzem muito a absorção oral: antiácidos com alumínio ou magnésio, sucralfato, sevelâmer, carbonato de lantânio, sais de cálcio, ferro e zinco e polivitamínicos devem ser separados do comprimido (ciprofloxacino 1 a 2 horas antes ou pelo menos 4 horas depois); laticínios isolados também reduzem a absorção. O ciprofloxacino é inibidor moderado da CYP1A2: a tizanidina é contraindicada, e teofilina, cafeína, clozapina, olanzapina, ropinirol, duloxetina e lidocaína podem ter concentrações aumentadas, exigindo monitorização ou ajuste. Fármacos que prolongam o QT (antiarrítmicos classe IA e III, antidepressivos tricíclicos, macrolídeos, antipsicóticos) aumentam o risco de arritmia. Corticosteroides sistêmicos elevam o risco de ruptura tendínea, e AINEs podem potencializar o risco convulsivo. Varfarina pode ter efeito anticoagulante aumentado (monitorar INR); sulfonilureias e insulina, risco de hipoglicemia. Probenecida aumenta os níveis de ciprofloxacino; metotrexato pode ter eliminação reduzida; ciclosporina pode elevar a creatinina; fenitoína pode ter níveis alterados.
Fontes regulatórias e clínicas utilizadas.
Bayer S.A. Indicações, posologia por indicação, uso pediátrico, ajuste renal, contraindicações, advertências e interações.
Bulas de soluções para infusão comercializadas no Brasil (Fresoflox®, Hifloxan®, Ciprobacter®, Hypoflox®, Kinof®): posologia EV, tempo de infusão e compatibilidades.
Ministério da Saúde. Ciprofloxacino 250 mg e 500 mg comprimido no Componente Básico, código J01MA02, AWaRe Alerta.
WHO Collaborating Centre for Drug Statistics Methodology. Ciprofloxacin: DDD oral 1 g e parenteral 0,8 g.
Critérios para prescrição, dispensação, controle e retenção de receita de medicamentos antimicrobianos.
Alertas de agências reguladoras (Anvisa, FDA, EMA) sobre restrição de uso, tendinopatia, neuropatia, efeitos no SNC e risco vascular.
Compêndios de farmacoterapia pediátrica e diretrizes da AAP (Red Book) para uso de fluoroquinolonas em crianças.