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Bulário clínico · Antimicrobiano

Cloridrato de Ciprofloxacino

Fluoroquinolona bactericida com excelente atividade contra bacilos Gram-negativos, incluindo Pseudomonas aeruginosa, disponível em comprimidos e solução para infusão. Exige atenção a tendinopatia, prolongamento do QT, efeitos neuropsiquiátricos, interações por quelação e inibição da CYP1A2.

FluoroquinolonaVO · EVAjuste renalReceita com retençãoProlonga QTRisco tendíneo

Revisado em pela equipe MedFoco

Reações graves, incapacitantes e potencialmente irreversíveis

Fluoroquinolonas podem causar tendinite e ruptura tendínea, neuropatia periférica, efeitos no sistema nervoso central, disglicemia, prolongamento do QT e aneurisma/dissecção de aorta. Em cistite não complicada, exacerbação de bronquite crônica e sinusite aguda, reservar para quando não houver alternativa adequada.

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Visão geral

O essencial do perfil clínico em uma tela.

O que é o ciprofloxacino?

O ciprofloxacino é uma fluoroquinolona bactericida que inibe a DNA girase (topoisomerase II) e a topoisomerase IV bacterianas, impedindo replicação, transcrição e reparo do DNA. Tem alta atividade contra Enterobacterales, Haemophilus, Moraxella e Pseudomonas aeruginosa, com boa penetração tecidual, inclusive em próstata, osso e trato urinário.

ViasOral · Endovenosa
Faixa etáriaAdulto · pediatria restrita
SUSRENAME 2024 · Básico
ReceitaAntimicrobiano · 2 vias

Composição e papel de cada componente1 ativos

Ciprofloxacino

Bactericida concentração-dependente que inibe DNA girase e topoisomerase IV, com atividade predominante contra Gram-negativos aeróbios e Pseudomonas aeruginosa.

Fluoroquinolona

Quando usar e quando evitar

Indicações
  • Infecções do trato urinário complicadas, pielonefrite e prostatite bacteriana.
  • Infecções gastrointestinais e intra-abdominais (diarreia infecciosa, shigelose, febre tifoide; em associação com anaerobicida quando indicado).
  • Infecções respiratórias por Gram-negativos, incluindo exacerbações por Pseudomonas em bronquiectasias e fibrose cística.
  • Infecções de ossos e articulações, incluindo osteomielite por Gram-negativos sensíveis.
  • Otite externa maligna, infecções de pele e partes moles por micro-organismos sensíveis.
  • Pacientes neutropênicos, em associação, e antraz inalatório (profilaxia pós-exposição e tratamento).
  • Profilaxia de doença meningocócica em contactantes, conforme protocolo.
Não indicado
  • Pneumonia pneumocócica ou infecções em que Streptococcus pneumoniae seja o agente provável, pela atividade limitada.
  • Cistite não complicada, sinusite aguda e exacerbação de bronquite crônica quando houver alternativa adequada.
  • Gonorreia sem confirmação de sensibilidade, pela alta resistência.
  • Infecções anaeróbias isoladas, sem associação com anaerobicida.
  • Pacientes em uso de tizanidina ou com hipersensibilidade a quinolonas.

Apresentações

Concentrações, embalagens e nomes comerciais no Brasil.

Apresentações disponíveis3 apresentações

Oral

ApresentaçãoForma farmacêuticaConcentração / composiçãoEmbalagemNomes comerciais
Ciprofloxacino 500 mgRENAME 2024Comprimido revestidoequivalente a 500 mg de ciprofloxacinoCaixas com 6, 10, 14 ou 20 comprimidos revestidos, conforme fabricante.
CiproCifloxatilCiprixCiprobiotCiprocilinCiprofarCiproflonaxCiprofloxatrinCypcinoForITUsCiclatryProfloxQuinofloxTeuciprox
Ciprofloxacino 500 mgComprimido revestido
RENAME 2024
Concentração / composição
equivalente a 500 mg de ciprofloxacino
EmbalagemCaixas com 6, 10, 14 ou 20 comprimidos revestidos, conforme fabricante.
Nomes comerciais
CiproCifloxatilCiprixCiprobiotCiprocilinCiprofarCiproflonaxCiprofloxatrinCypcinoForITUsCiclatryProfloxQuinofloxTeuciprox

Endovenosa

ApresentaçãoForma farmacêuticaConcentração / composiçãoEmbalagemNomes comerciais
Ciprofloxacino 2 mg/mLUso hospitalarSolução para infusão2 mg/mLBolsa de 100 mL, total de 200 mg.
CiprobacterFresofloxHifloxanHypofloxKinof
Ciprofloxacino 2 mg/mLUso hospitalarSolução para infusão2 mg/mLBolsa de 200 mL, total de 400 mg.
CiprobacterFresofloxHifloxanHypoflox
Ciprofloxacino 2 mg/mLSolução para infusão
Uso hospitalar
Concentração / composição
2 mg/mL
EmbalagemBolsa de 100 mL, total de 200 mg.
Nomes comerciais
CiprobacterFresofloxHifloxanHypofloxKinof
Ciprofloxacino 2 mg/mLSolução para infusão
Uso hospitalar
Concentração / composição
2 mg/mL
EmbalagemBolsa de 200 mL, total de 400 mg.
Nomes comerciais
CiprobacterFresofloxHifloxanHypoflox
Atenção

A solução para infusão já vem pronta na concentração de 2 mg/mL

Confirme o volume da bolsa: 100 mL contêm 200 mg e 200 mL contêm 400 mg. Comprimidos de 500 mg genéricos também estão disponíveis; outras concentrações orais dependem do fabricante e da disponibilidade local.

Posologia

Dose, frequência e duração por população.

Adulto VO250–750 mg 12/12 h

Conforme foco e gravidade.

Adulto EV200–400 mg 12/12 h

Até 400 mg 8/8 h em infecção grave.

Duração7–14 dias

Osteomielite até 2 meses; antraz 60 dias.

ClCr < 30Máx. 500 mg/dia VO

Ou 400 mg/dia EV.

Esquemas por população3 grupos

Adulto

Via oral8 esquemas
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Dose usual250 a 750 mg12/12 h7 a 14 diasAjustar dose ao foco, gravidade e função renal. Dose máxima habitual de 1.500 mg/dia.
Infecção do trato respiratório250 a 500 mg12/12 h7 a 14 diasIndicada para Gram-negativos e Pseudomonas; não usar como monoterapia quando pneumococo for agente provável.
ITU aguda não complicada250 mg1 a 2x/dia3 a 7 diasReservar para quando não houver alternativa adequada. Em mulheres na pré-menopausa com cistite, a bula admite 250 mg em dose única.
ITU complicada / pielonefrite250 a 500 mg12/12 h7 a 14 diasGuiar pela urocultura e sensibilidade local. Doses maiores (até 750 mg 12/12 h) em infecções graves.
Diarreia infecciosa, otite média, sinusite e outras infecções500 mg12/12 h7 a 14 diasEm shigelose e diarreia do viajante, cursos de 3 a 5 dias são usuais conforme diretriz.
Infecção grave com risco de vida750 mg12/12 hMínimo de 10 diasPrincipalmente por Pseudomonas, Staphylococcus ou Streptococcus; associar antimicrobiano apropriado quando indicado.
Gonorreia aguda não complicada500 mgDose única1 diaUsar somente com sensibilidade confirmada; a resistência de N. gonorrhoeae às fluoroquinolonas é elevada no Brasil.
Antraz inalatório (pós-exposição)500 mg12/12 h60 diasIniciar o mais cedo possível após exposição suspeita ou confirmada.
Dose usual
250 a 750 mg12/12 h
Detalhes
Duração7 a 14 dias
Observações

Ajustar dose ao foco, gravidade e função renal. Dose máxima habitual de 1.500 mg/dia.

Infecção do trato respiratório
250 a 500 mg12/12 h
Detalhes
Duração7 a 14 dias
Observações

Indicada para Gram-negativos e Pseudomonas; não usar como monoterapia quando pneumococo for agente provável.

ITU aguda não complicada
250 mg1 a 2x/dia
Detalhes
Duração3 a 7 dias
Observações

Reservar para quando não houver alternativa adequada. Em mulheres na pré-menopausa com cistite, a bula admite 250 mg em dose única.

ITU complicada / pielonefrite
250 a 500 mg12/12 h
Detalhes
Duração7 a 14 dias
Observações

Guiar pela urocultura e sensibilidade local. Doses maiores (até 750 mg 12/12 h) em infecções graves.

Diarreia infecciosa, otite média, sinusite e outras infecções
500 mg12/12 h
Detalhes
Duração7 a 14 dias
Observações

Em shigelose e diarreia do viajante, cursos de 3 a 5 dias são usuais conforme diretriz.

Infecção grave com risco de vida
750 mg12/12 h
Detalhes
DuraçãoMínimo de 10 dias
Observações

Principalmente por Pseudomonas, Staphylococcus ou Streptococcus; associar antimicrobiano apropriado quando indicado.

Gonorreia aguda não complicada
500 mgDose única
Detalhes
Duração1 dia
Observações

Usar somente com sensibilidade confirmada; a resistência de N. gonorrhoeae às fluoroquinolonas é elevada no Brasil.

Antraz inalatório (pós-exposição)
500 mg12/12 h
Detalhes
Duração60 dias
Observações

Iniciar o mais cedo possível após exposição suspeita ou confirmada.

Via endovenosa7 esquemas
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Dose usual200 a 400 mg12/12 h7 a 14 diasInfusão em 30 a 60 minutos. Transicionar para via oral assim que houver estabilidade clínica e tolerância digestiva.
Infecção do trato respiratório200 a 400 mg12/12 h7 a 14 diasEm infecção grave por Pseudomonas, considerar 400 mg 8/8 h e associação conforme protocolo.
ITU aguda não complicada100 mg12/12 h7 diasA via EV raramente se justifica nesse cenário; preferir a via oral.
ITU complicada / pielonefrite200 a 400 mg12/12 h7 a 14 diasTransição para via oral após melhora clínica.
Diarreia infecciosa, otite média, sinusite e outras infecções200 a 400 mg12/12 h7 a 14 diasNa diarreia, 200 mg EV 12/12 h.
Infecção grave com risco de vida400 mg8/8 hMínimo de 10 diasDose máxima de 1.200 mg/dia EV.
Antraz inalatório (pós-exposição)400 mg12/12 h60 dias (total EV + VO)Transicionar para via oral assim que possível.
Dose usual
200 a 400 mg12/12 h
Detalhes
Duração7 a 14 dias
Observações

Infusão em 30 a 60 minutos. Transicionar para via oral assim que houver estabilidade clínica e tolerância digestiva.

Infecção do trato respiratório
200 a 400 mg12/12 h
Detalhes
Duração7 a 14 dias
Observações

Em infecção grave por Pseudomonas, considerar 400 mg 8/8 h e associação conforme protocolo.

ITU aguda não complicada
100 mg12/12 h
Detalhes
Duração7 dias
Observações

A via EV raramente se justifica nesse cenário; preferir a via oral.

ITU complicada / pielonefrite
200 a 400 mg12/12 h
Detalhes
Duração7 a 14 dias
Observações

Transição para via oral após melhora clínica.

Diarreia infecciosa, otite média, sinusite e outras infecções
200 a 400 mg12/12 h
Detalhes
Duração7 a 14 dias
Observações

Na diarreia, 200 mg EV 12/12 h.

Infecção grave com risco de vida
400 mg8/8 h
Detalhes
DuraçãoMínimo de 10 dias
Observações

Dose máxima de 1.200 mg/dia EV.

Antraz inalatório (pós-exposição)
400 mg12/12 h
Detalhes
Duração60 dias (total EV + VO)
Observações

Transicionar para via oral assim que possível.

Via oral ou endovenosa1 esquema
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Osteomielite500 a 750 mg VO ou 400 mg EV12/12 h (EV até 8/8 h)Até 2 mesesGuiar pelo agente isolado; frequentemente parte de terapia combinada.
Osteomielite
500 a 750 mg VO ou 400 mg EV12/12 h (EV até 8/8 h)
Detalhes
DuraçãoAté 2 meses
Observações

Guiar pelo agente isolado; frequentemente parte de terapia combinada.

Pediatria e neonatologia

Via oral8 esquemas
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Exacerbação pulmonar da fibrose cística (5–17 anos)20 mg/kg/dose12/12 h10 a 14 diasIndicação pediátrica aprovada em bula para infecção por Pseudomonas aeruginosa. Dose máxima de 750 mg/dose (1.500 mg/dia).
Antraz inalatório (pós-exposição)15 mg/kg/dose12/12 h60 diasDose máxima de 500 mg/dose (1.000 mg/dia).
Dose usual15 mg/kg/dose12/12 hConforme foco infecciosoUso pediátrico fora das indicações de bula; reservar para situações sem alternativa segura. Dose máxima de 500 mg/dose.
Infecção do trato urinário10 a 20 mg/kg/dose12/12 h3 a 7 dias (cistite) · 7 a 14 dias (pielonefrite)Dose máxima de 750 mg/dose. Reservar para patógenos resistentes a alternativas.
Shigelose15 mg/kg/dose12/12 h3 a 5 diasDose máxima de 500 mg/dose.
Cólera (alternativa)20 mg/kg (dose única) ou 15 mg/kg/dose 12/12 hDose única ou 12/12 h1 dia ou 3 diasDose única máxima de 1.000 mg; no esquema fracionado, máximo de 500 mg/dose.
Profilaxia de doença meningocócica20 mg/kgDose únicaDose únicaDose máxima de 500 mg. Seguir orientação da vigilância epidemiológica.
Complexo Mycobacterium avium10 a 15 mg/kg/dose12/12 hConforme esquema combinadoSempre em associação com outros antimicrobianos. Dose máxima de 750 mg/dose.
Exacerbação pulmonar da fibrose cística (5–17 anos)
20 mg/kg/dose12/12 h
Detalhes
Duração10 a 14 dias
Observações

Indicação pediátrica aprovada em bula para infecção por Pseudomonas aeruginosa. Dose máxima de 750 mg/dose (1.500 mg/dia).

Antraz inalatório (pós-exposição)
15 mg/kg/dose12/12 h
Detalhes
Duração60 dias
Observações

Dose máxima de 500 mg/dose (1.000 mg/dia).

Dose usual
15 mg/kg/dose12/12 h
Detalhes
DuraçãoConforme foco infeccioso
Observações

Uso pediátrico fora das indicações de bula; reservar para situações sem alternativa segura. Dose máxima de 500 mg/dose.

Infecção do trato urinário
10 a 20 mg/kg/dose12/12 h
Detalhes
Duração3 a 7 dias (cistite) · 7 a 14 dias (pielonefrite)
Observações

Dose máxima de 750 mg/dose. Reservar para patógenos resistentes a alternativas.

Shigelose
15 mg/kg/dose12/12 h
Detalhes
Duração3 a 5 dias
Observações

Dose máxima de 500 mg/dose.

Cólera (alternativa)
20 mg/kg (dose única) ou 15 mg/kg/dose 12/12 hDose única ou 12/12 h
Detalhes
Duração1 dia ou 3 dias
Observações

Dose única máxima de 1.000 mg; no esquema fracionado, máximo de 500 mg/dose.

Profilaxia de doença meningocócica
20 mg/kgDose única
Detalhes
DuraçãoDose única
Observações

Dose máxima de 500 mg. Seguir orientação da vigilância epidemiológica.

Complexo Mycobacterium avium
10 a 15 mg/kg/dose12/12 h
Detalhes
DuraçãoConforme esquema combinado
Observações

Sempre em associação com outros antimicrobianos. Dose máxima de 750 mg/dose.

Via endovenosa9 esquemas
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Exacerbação pulmonar da fibrose cística (5–17 anos)10 mg/kg/dose8/8 h10 a 14 diasDose máxima de 400 mg/dose (1.200 mg/dia). Monitorar sintomas articulares.
Antraz inalatório (pós-exposição)10 mg/kg/dose12/12 h60 dias (total EV + VO)Dose máxima de 400 mg/dose (800 mg/dia).
Dose usual10 mg/kg/dose8/8 h ou 12/12 hConforme foco infecciosoInfecções moderadas a graves em lactentes e crianças. Dose máxima de 400 mg/dose.
Infecção do trato urinário6 a 10 mg/kg/dose8/8 h7 a 14 diasDose máxima de 400 mg/dose.
Pneumonia (> 3 meses)15 mg/kg/dose12/12 hConforme evoluçãoUso restrito a germes resistentes. Dose máxima de 400 mg/dose.
Infecção intra-abdominal ou endocardite10 a 15 mg/kg/dose12/12 hConforme focoNa intra-abdominal, associar anaerobicida. Dose máxima de 400 mg/dose.
Meningite ou ventriculite (alternativa)10 mg/kg/dose 8/8 h ou 15 mg/kg/dose 12/12 h8/8 h ou 12/12 hConforme agente e evoluçãoAgente alternativo para Gram-negativos sensíveis. Dose máxima de 400 mg/dose.
Neonato pré-termo < 34 semanas7,5 a 10 mg/kg/dose12/12 hConforme indicação neonatalDados limitados; uso excepcional para germes multirresistentes, sob protocolo neonatal.
Neonato ≥ 34 semanas e a termo10 a 15 mg/kg/dose12/12 hConforme indicação neonatalDados limitados; uso excepcional, sob protocolo neonatal.
Exacerbação pulmonar da fibrose cística (5–17 anos)
10 mg/kg/dose8/8 h
Detalhes
Duração10 a 14 dias
Observações

Dose máxima de 400 mg/dose (1.200 mg/dia). Monitorar sintomas articulares.

Antraz inalatório (pós-exposição)
10 mg/kg/dose12/12 h
Detalhes
Duração60 dias (total EV + VO)
Observações

Dose máxima de 400 mg/dose (800 mg/dia).

Dose usual
10 mg/kg/dose8/8 h ou 12/12 h
Detalhes
DuraçãoConforme foco infeccioso
Observações

Infecções moderadas a graves em lactentes e crianças. Dose máxima de 400 mg/dose.

Infecção do trato urinário
6 a 10 mg/kg/dose8/8 h
Detalhes
Duração7 a 14 dias
Observações

Dose máxima de 400 mg/dose.

Pneumonia (> 3 meses)
15 mg/kg/dose12/12 h
Detalhes
DuraçãoConforme evolução
Observações

Uso restrito a germes resistentes. Dose máxima de 400 mg/dose.

Infecção intra-abdominal ou endocardite
10 a 15 mg/kg/dose12/12 h
Detalhes
DuraçãoConforme foco
Observações

Na intra-abdominal, associar anaerobicida. Dose máxima de 400 mg/dose.

Meningite ou ventriculite (alternativa)
10 mg/kg/dose 8/8 h ou 15 mg/kg/dose 12/12 h8/8 h ou 12/12 h
Detalhes
DuraçãoConforme agente e evolução
Observações

Agente alternativo para Gram-negativos sensíveis. Dose máxima de 400 mg/dose.

Neonato pré-termo < 34 semanas
7,5 a 10 mg/kg/dose12/12 h
Detalhes
DuraçãoConforme indicação neonatal
Observações

Dados limitados; uso excepcional para germes multirresistentes, sob protocolo neonatal.

Neonato ≥ 34 semanas e a termo
10 a 15 mg/kg/dose12/12 h
Detalhes
DuraçãoConforme indicação neonatal
Observações

Dados limitados; uso excepcional, sob protocolo neonatal.

Populações especiais

Gestação e lactação

Gestação

Categoria C

Evitar; usar apenas sem alternativa mais segura

Estudos em animais mostraram artropatia em animais imaturos e não há estudos controlados em gestantes. Preferir antimicrobianos com maior experiência na gestação.

Lactação

Contraindicado

Não usar durante a amamentação

O ciprofloxacino é excretado no leite humano. Se o tratamento for indispensável, suspender a amamentação; também é contraindicada a doação de leite.

Ajuste por órgão

CondiçãoAjuste / DoseFrequênciaObservações
ClCr 30–60 mL/minLimitar doseMáx. 1.000 mg/dia VO ou 800 mg/dia EVGeralmente 12/12 hLimitar dose. Ajustar o intervalo ou a dose para não ultrapassar o limite diário.
ClCr < 30 mL/minLimitar doseMáx. 500 mg/dia VO ou 400 mg/dia EVGeralmente 1x/diaLimitar dose. Monitorar toxicidade neurológica e tendínea, mais frequente com acúmulo.
HemodiáliseDose após a sessãoLimites conforme ClCr (máx. 500 mg/dia VO ou 400 mg/dia EV quando < 30)Nos dias de diálise, após a sessãoDose após a sessão. A remoção dialítica é pequena; o mais importante é administrar após o procedimento.
Diálise peritoneal ambulatorial contínuaAjustar dose500 mg/dia VO ou 50 mg por litro de dialisadoVO 1x/dia · intraperitoneal 6/6 hAjustar dose. Na peritonite associada à DPAC, a via intraperitoneal pode ser utilizada conforme protocolo de diálise.
Insuficiência hepáticaSem ajusteSem ajuste posológico específicoConforme indicaçãoSem ajuste. Na cirrose estável não há alteração relevante da farmacocinética. Suspender se surgirem sinais de lesão hepática; em disfunção hepática e renal combinadas, monitorar níveis ou ajustar pela função renal.
ClCr 30–60 mL/minLimitar dose
Máx. 1.000 mg/dia VO ou 800 mg/dia EV
FrequênciaGeralmente 12/12 h
Observações

Limitar dose. Ajustar o intervalo ou a dose para não ultrapassar o limite diário.

ClCr < 30 mL/minLimitar dose
Máx. 500 mg/dia VO ou 400 mg/dia EV
FrequênciaGeralmente 1x/dia
Observações

Limitar dose. Monitorar toxicidade neurológica e tendínea, mais frequente com acúmulo.

HemodiáliseDose após a sessão
Limites conforme ClCr (máx. 500 mg/dia VO ou 400 mg/dia EV quando < 30)
FrequênciaNos dias de diálise, após a sessão
Observações

Dose após a sessão. A remoção dialítica é pequena; o mais importante é administrar após o procedimento.

Diálise peritoneal ambulatorial contínuaAjustar dose
500 mg/dia VO ou 50 mg por litro de dialisado
FrequênciaVO 1x/dia · intraperitoneal 6/6 h
Observações

Ajustar dose. Na peritonite associada à DPAC, a via intraperitoneal pode ser utilizada conforme protocolo de diálise.

Insuficiência hepáticaSem ajuste
Sem ajuste posológico específico
FrequênciaConforme indicação
Observações

Sem ajuste. Na cirrose estável não há alteração relevante da farmacocinética. Suspender se surgirem sinais de lesão hepática; em disfunção hepática e renal combinadas, monitorar níveis ou ajustar pela função renal.

Outras populações

CondiçãoAjuste / DoseFrequênciaObservações
IdosoCautelaAjustar pela função renalConforme ClCrCautela. Maior risco de ruptura tendínea, prolongamento do QT, disglicemia, confusão e aneurisma/dissecção de aorta.
IdosoCautela
Ajustar pela função renal
FrequênciaConforme ClCr
Observações

Cautela. Maior risco de ruptura tendínea, prolongamento do QT, disglicemia, confusão e aneurisma/dissecção de aorta.

Modelos de prescrição4 modelos

Dose usual — adulto VOUso oralAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.
Dose usual — adulto EVUso endovenosoAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.
Dose usual — pediatria VOUso oralAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.
Dose usual — pediatria EVUso endovenosoAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.

Administração

Técnica de aplicação, vias e situações especiais.

DiluentesPronta para uso · compatível com SF 0,9% · SG 5% · Ringer lactatoReconstituiçãoNão requer
Via principalOral

Os comprimidos podem ser tomados com ou sem alimentos, mas não junto a laticínios isolados ou bebidas enriquecidas com minerais. A solução para infusão é reservada a pacientes que não podem usar a via oral ou com infecção grave.

Técnica de aplicação6 passos

1
Separe de cátions polivalentes

Tomar o comprimido pelo menos 2 horas antes ou 4 a 6 horas depois de antiácidos com alumínio ou magnésio, sucralfato, cálcio, ferro, zinco ou polivitamínicos minerais.

2
Evite laticínios isolados

Leite, iogurte e sucos enriquecidos com cálcio, ingeridos isoladamente com o comprimido, reduzem a absorção. O cálcio presente em uma refeição comum interfere pouco.

3
Hidrate o paciente

Manter ingestão hídrica adequada e evitar alcalinização excessiva da urina pelo risco de cristalúria.

4
Infunda lentamente

A solução de 2 mg/mL é administrada pura, em infusão EV de 30 a 60 minutos (60 minutos para 400 mg), preferencialmente em veia de grande calibre para reduzir flebite.

5
Não misture na mesma via

A solução é ácida e incompatível com soluções física ou quimicamente instáveis nesse pH, como penicilinas e heparina. Administrar separadamente.

6
Dose esquecida

Tomar assim que lembrar; se estiver próximo do horário seguinte, não dobrar a dose.

Diluições e preparo2 preparos

Infusão EV — bolsa pronta

Administração EV intermitente em adultos

2 mg/mL

Bolsa de 100 mL = 200 mg · bolsa de 200 mL = 400 mg.

  1. Inspecionar a solução: deve estar límpida, sem partículas.
  2. Conectar ao equipo e infundir sem diluição adicional.
  3. Se for necessário volume adicional, a solução é compatível com SF 0,9%, SG 5% e Ringer lactato.
Volume final100 ou 200 mL
DiluenteNão requer
Tempo / modo30–60 minutos (60 minutos para 400 mg)
EstabilidadeUsar imediatamente após abertura; proteger da luz e não refrigerar a bolsa.

Não misturar com penicilinas, heparina ou soluções alcalinas.

Infusão EV — bolsa prontaAdministração EV intermitente em adultos2 mg/mL

Bolsa de 100 mL = 200 mg · bolsa de 200 mL = 400 mg.

  1. Inspecionar a solução: deve estar límpida, sem partículas.
  2. Conectar ao equipo e infundir sem diluição adicional.
  3. Se for necessário volume adicional, a solução é compatível com SF 0,9%, SG 5% e Ringer lactato.
Volume final100 ou 200 mL
DiluenteNão requer
Tempo / modo30–60 minutos (60 minutos para 400 mg)
EstabilidadeUsar imediatamente após abertura; proteger da luz e não refrigerar a bolsa.

Não misturar com penicilinas, heparina ou soluções alcalinas.

Infusão EV pediátrica por peso

Doses calculadas em mg/kg

2 mg/mL

Volume (mL) = dose (mg) ÷ 2. Ex.: 10 mg/kg em criança de 20 kg = 200 mg = 100 mL.

  1. Calcular a dose e o volume correspondente da solução de 2 mg/mL.
  2. Aspirar ou programar a bomba de infusão para o volume calculado.
  3. Desprezar o volume residual da bolsa.
DiluenteNão requer
Tempo / modo60 minutos

Dose máxima de 400 mg (200 mL) por dose.

Infusão EV pediátrica por pesoDoses calculadas em mg/kg2 mg/mL

Volume (mL) = dose (mg) ÷ 2. Ex.: 10 mg/kg em criança de 20 kg = 200 mg = 100 mL.

  1. Calcular a dose e o volume correspondente da solução de 2 mg/mL.
  2. Aspirar ou programar a bomba de infusão para o volume calculado.
  3. Desprezar o volume residual da bolsa.
DiluenteNão requer
Tempo / modo60 minutos

Dose máxima de 400 mg (200 mL) por dose.

Compatibilidade por via

ViaStatusObservações
OralVia indicadaBiodisponibilidade de 70–80%; separar de laticínios isolados e cátions polivalentes.
EndovenosaVia indicadaInfusão lenta de 30 a 60 minutos com a solução de 2 mg/mL; nunca em bolus.
SNG/SNECom cautelaO comprimido revestido pode ser triturado e disperso em 10 mL de água. Pausar a dieta enteral cerca de 1 hora antes e reiniciar após, lavando a sonda antes e depois; a nutrição enteral reduz a absorção.
SublingualNão se aplicaNão se aplica.
IntramuscularNão usarA solução para infusão não deve ser administrada por via IM.
SubcutâneaNão usarNão se aplica; risco de lesão local.
RetalNão se aplicaNão se aplica.
Tópica/mucosasApresentações própriasExistem formulações oftálmicas e otológicas específicas de ciprofloxacino; não usar comprimidos ou solução EV para essa finalidade.
OralVia indicada
Observações

Biodisponibilidade de 70–80%; separar de laticínios isolados e cátions polivalentes.

EndovenosaVia indicada
Observações

Infusão lenta de 30 a 60 minutos com a solução de 2 mg/mL; nunca em bolus.

SNG/SNECom cautela
Observações

O comprimido revestido pode ser triturado e disperso em 10 mL de água. Pausar a dieta enteral cerca de 1 hora antes e reiniciar após, lavando a sonda antes e depois; a nutrição enteral reduz a absorção.

SublingualNão se aplica
Observações

Não se aplica.

IntramuscularNão usar
Observações

A solução para infusão não deve ser administrada por via IM.

SubcutâneaNão usar
Observações

Não se aplica; risco de lesão local.

RetalNão se aplica
Observações

Não se aplica.

Tópica/mucosasApresentações próprias
Observações

Existem formulações oftálmicas e otológicas específicas de ciprofloxacino; não usar comprimidos ou solução EV para essa finalidade.

Situações especiais

Transição EV → VO

Alta biodisponibilidade oral

Com estabilidade clínica e trato gastrointestinal funcional, 400 mg EV 12/12 h podem ser substituídos por 500 mg VO 12/12 h; 400 mg EV 8/8 h por 750 mg VO 12/12 h.

Diabetes

Disglicemia

Pode causar hipoglicemia grave ou hiperglicemia, sobretudo em idosos com sulfonilureia ou insulina. Monitorar glicemia e orientar sinais de hipoglicemia.

Atividade física

Proteja os tendões

Evitar esforço intenso durante o tratamento. Dor ou edema tendíneo exigem suspensão, repouso do membro e troca de classe antimicrobiana.

Doação

Sangue e leite

Não doar sangue até 7 dias após o término do tratamento; a doação de leite humano é contraindicada durante o uso.

Cuidados

Contraindicações, monitoramento e eventos adversos.

Efeitos graves podem ocorrer já nas primeiras doses

Tendinite e ruptura tendínea (podem surgir em 48 horas ou meses após o término), neuropatia periférica, convulsões, reações psiquiátricas, prolongamento do QT e hipersensibilidade grave exigem suspensão imediata. Em idosos, usuários de corticosteroides e transplantados, avaliar alternativas.

Contraindicações5 itens

  • Hipersensibilidade ao ciprofloxacino, a outras quinolonas ou a componentes da formulação.
  • Uso concomitante de tizanidina, pelo risco de hipotensão grave e sedação.
  • Lactação e doação de leite humano.
  • Doação de sangue até 7 dias após o término do tratamento.
  • Crianças e adolescentes fora das indicações aprovadas, salvo ausência de alternativa e avaliação de risco-benefício.

Populações especiais

Gestação

Categoria C

Dados em humanos não demonstram aumento claro de malformações, mas houve artropatia em animais imaturos. Usar somente quando não houver alternativa mais segura.

Lactação

Contraindicado

É excretado no leite humano, com risco potencial de lesão articular no lactente. Se o tratamento for indispensável, interromper a amamentação.

Função renal

Limitar dose

ClCr 30–60 mL/min: até 1.000 mg/dia VO ou 800 mg/dia EV. ClCr < 30 mL/min: até 500 mg/dia VO ou 400 mg/dia EV. Em hemodiálise, administrar após a sessão.

Função hepática

Sem ajuste específico

Sem ajuste na cirrose estável. Há relatos de hepatite grave e insuficiência hepática; suspender diante de icterícia, colúria, anorexia ou prurido.

Monitoramento

Sinais de melhora
  • Resposta clínica e culturas para ajuste do esquema.
  • Dor, edema ou limitação funcional em tendões, especialmente o calcâneo.
  • Parestesias, queimação, fraqueza ou hipoestesia sugestivas de neuropatia.
  • Confusão, agitação, insônia, alterações de humor ou convulsões.
  • Diarreia persistente ou sanguinolenta durante ou após o tratamento.
  • Dor súbita torácica, abdominal ou dorsal em pacientes com risco vascular.
Sinais de alerta
  • Creatinina e depuração estimada antes e durante o tratamento.
  • Glicemia em diabéticos, sobretudo em uso de insulina ou sulfonilureia.
  • ECG e eletrólitos (K, Mg) em pacientes com risco de QT longo ou em uso de fármacos que prolongam o QT.
  • Transaminases, bilirrubinas e fosfatase alcalina no uso prolongado.
  • Níveis de teofilina, clozapina ou outros substratos da CYP1A2 quando associados.

Eventos adversos

Comuns1% a 10%
NáuseaDiarreiaReação no local da infusão
Incomuns0,1% a 1%
Vômito, dispepsia, dor abdominal e flatulênciaCefaleia, tontura, insônia e agitaçãoErupção cutânea, prurido e urticáriaElevação transitória de transaminases e bilirrubinaArtralgia e eosinofilia
Raros< 0,1%
Convulsões, confusão, alucinações e depressãoHipoglicemia ou hiperglicemiaFotossensibilidadeTendinite e mialgiaCristalúria e nefrite intersticial
GravesSuspender e avaliar
Ruptura tendíneaNeuropatia periférica possivelmente irreversívelProlongamento do QT e torsades de pointesAnafilaxia, síndrome de Kounis, SSJ/NETColite por Clostridioides difficileHepatite fulminante e aneurisma/dissecção de aorta

Advertências

  • Reservar para infecções sem alternativa adequada em cistite não complicada, sinusite aguda e exacerbação de bronquite crônica.
  • Pode reduzir o limiar convulsivo; avaliar risco-benefício em epilepsia e doenças do SNC.
  • Pode agravar miastenia gravis, inclusive com insuficiência respiratória.
  • Usar com cautela em QT longo congênito, distúrbios eletrolíticos, insuficiência cardíaca, bradicardia e associação com fármacos que prolongam o QT.
  • Avaliar risco-benefício em pacientes com aneurisma, síndrome de Marfan ou Ehlers-Danlos vascular, aterosclerose ou hipertensão.
  • Evitar exposição solar intensa e radiação UV; suspender diante de reação semelhante à queimadura solar.
  • Pode prejudicar a capacidade de dirigir e operar máquinas.
  • Alguns comprimidos contêm lactose ou corantes (dióxido de titânio, amarelo crepúsculo); verificar o produto em pacientes sensíveis.

Técnico

Farmacologia, interações e informação regulatória.

Mecanismo de ação1 componentes

Ciprofloxacino

Inibe a DNA girase (alvo principal em Gram-negativos) e a topoisomerase IV (alvo principal em Gram-positivos), enzimas necessárias para superenovelamento, replicação, transcrição, reparo e recombinação do DNA bacteriano, resultando em atividade bactericida concentração-dependente.

Farmacocinética

Boa absorção oral e ampla distribuição

Biodisponibilidade oral de 70–80%, com pico em 1 a 2 horas. Ligação proteica de 20–30% e volume de distribuição de 2–3 L/kg, com concentrações elevadas em próstata, rim, pulmão, bile e osso.

Metabolismo hepático parcial em quatro metabólitos; eliminação predominantemente renal na forma inalterada, por filtração e secreção tubular. Meia-vida de 3 a 5 horas.

F oral 70–80%Ligação proteica 20–30%Eliminação renalt½ 3–5 h
Uso racional

Antimicrobiano do grupo Alerta (AWaRe)

A elevada pressão de seleção favorece resistência em Enterobacterales, Pseudomonas e Neisseria gonorrhoeae. A escolha deve considerar o perfil local de sensibilidade e o resultado de culturas.

Em infecções urinárias complicadas e prostatite, a alta concentração urinária e prostática mantém o fármaco como opção relevante quando há sensibilidade documentada.

AWaRe AlertaGuiar por culturaSinergismo com β-lactâmicosBaixa ação anaeróbia

Interações medicamentosas

Cátions polivalentes formam quelatos e reduzem muito a absorção oral: antiácidos com alumínio ou magnésio, sucralfato, sevelâmer, carbonato de lantânio, sais de cálcio, ferro e zinco e polivitamínicos devem ser separados do comprimido (ciprofloxacino 1 a 2 horas antes ou pelo menos 4 horas depois); laticínios isolados também reduzem a absorção. O ciprofloxacino é inibidor moderado da CYP1A2: a tizanidina é contraindicada, e teofilina, cafeína, clozapina, olanzapina, ropinirol, duloxetina e lidocaína podem ter concentrações aumentadas, exigindo monitorização ou ajuste. Fármacos que prolongam o QT (antiarrítmicos classe IA e III, antidepressivos tricíclicos, macrolídeos, antipsicóticos) aumentam o risco de arritmia. Corticosteroides sistêmicos elevam o risco de ruptura tendínea, e AINEs podem potencializar o risco convulsivo. Varfarina pode ter efeito anticoagulante aumentado (monitorar INR); sulfonilureias e insulina, risco de hipoglicemia. Probenecida aumenta os níveis de ciprofloxacino; metotrexato pode ter eliminação reduzida; ciclosporina pode elevar a creatinina; fenitoína pode ter níveis alterados.

Informação regulatória

SUSRENAME 2024Ciprofloxacino 250 mg e 500 mg comprimido constam no Componente Básico da Assistência Farmacêutica, com classificação AWaRe Alerta. A solução para infusão é de uso hospitalar.
GenéricoDisponívelHá comprimidos genéricos de cloridrato de ciprofloxacino e soluções para infusão genéricas no mercado brasileiro.
ATCJ01MA02WHO ATC/DDD: ciprofloxacino, fluoroquinolona antibacteriana sistêmica. DDD oral: 1 g; DDD parenteral: 0,8 g.

Receituário

Tipo de receitaAntimicrobiano (RDC 471/2021)
Número de vias2 vias
Retenção2ª via retida na farmácia
Validade10 dias

Referências

Fontes regulatórias e clínicas utilizadas.

01
Bula profissional

Cipro® — cloridrato de ciprofloxacino comprimidos revestidos

Bayer S.A. Indicações, posologia por indicação, uso pediátrico, ajuste renal, contraindicações, advertências e interações.

2024
02
Bula profissional

Ciprofloxacino solução para infusão 2 mg/mL

Bulas de soluções para infusão comercializadas no Brasil (Fresoflox®, Hifloxan®, Ciprobacter®, Hypoflox®, Kinof®): posologia EV, tempo de infusão e compatibilidades.

2025
03
Relação nacional

RENAME 2024

Ministério da Saúde. Ciprofloxacino 250 mg e 500 mg comprimido no Componente Básico, código J01MA02, AWaRe Alerta.

2025
04
Classificação

ATC/DDD Index — J01MA02

WHO Collaborating Centre for Drug Statistics Methodology. Ciprofloxacin: DDD oral 1 g e parenteral 0,8 g.

2026
05
Regulatório

RDC Anvisa nº 471/2021

Critérios para prescrição, dispensação, controle e retenção de receita de medicamentos antimicrobianos.

2021
06
Comunicado de segurança

Fluoroquinolonas — reações adversas incapacitantes, aneurisma de aorta e disglicemia

Alertas de agências reguladoras (Anvisa, FDA, EMA) sobre restrição de uso, tendinopatia, neuropatia, efeitos no SNC e risco vascular.

2019
07
Referência pediátrica

Doses pediátricas e neonatais de ciprofloxacino

Compêndios de farmacoterapia pediátrica e diretrizes da AAP (Red Book) para uso de fluoroquinolonas em crianças.

2024
Revisão MedFoco: outubro de 2026. Conteúdo de apoio à prática clínica — confirme apresentação, concentração, contraindicações e recomendações na bula profissional vigente e nos protocolos da sua instituição.
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