Gestação
Categoria BUsar se claramente necessário
Estudos de reprodução em camundongos, ratos e coelhos sem dano fetal; não há estudos controlados em gestantes.
Cefalosporina parenteral de quarta geração, ativa contra Gram-negativos incluindo Pseudomonas aeruginosa e Enterobacterales produtores de AmpC, e contra estreptococos e Staphylococcus aureus sensível à oxacilina. Base do tratamento empírico de neutropenia febril e infecções hospitalares, com ajuste renal obrigatório pelo risco de neurotoxicidade.
Revisado em pela equipe MedFoco
Confusão, alucinações, torpor, coma, mioclonia, convulsões e estado de mal não convulsivo foram relatados, principalmente em pacientes com disfunção renal (incluindo idosos) que receberam doses acima das recomendadas. Ajuste a manutenção pela depuração de creatinina e suspeite de neurotoxicidade diante de alteração do nível de consciência.
O essencial do perfil clínico em uma tela.
A cefepima é uma cefalosporina bactericida de quarta geração, de uso parenteral. Sua estrutura zwitteriônica favorece a penetração na membrana externa de Gram-negativos e confere maior estabilidade a beta-lactamases cromossômicas do tipo AmpC, mantendo atividade contra Gram-positivos sensíveis. É amplamente usada em infecções hospitalares e no tratamento empírico da neutropenia febril.
Liga-se às proteínas ligadoras de penicilina, inibindo a síntese da parede celular. Penetra rapidamente em Gram-negativos e tem baixa afinidade por beta-lactamases cromossômicas. Atividade tempo-dependente.
Concentrações, embalagens e nomes comerciais no Brasil.
| Apresentação | Forma farmacêutica | Concentração / composição | Embalagem | Nomes comerciais |
|---|---|---|---|---|
| Cefepima 1 g | Pó para solução injetável | Cefepima (como cloridrato) 1 gArginina 725 mg | Frasco-ampola de 1 g sem diluente; embalagens unitárias ou hospitalares (até 50 unidades). | UnifepimClocef |
| Cefepima 1 gCom diluente | Pó para solução injetável | Cefepima (como cloridrato) 1 gArginina 725 mgDiluente 3 mL | Frasco-ampola de 1 g acompanhado de ampola de diluente de 3 mL. | Unifepim |
| Cefepima 2 g | Pó para solução injetável | Cefepima (como cloridrato) 2 gArginina 1,45 g | Frasco-ampola de 2 g sem diluente; embalagens unitárias ou hospitalares (10 a 50 unidades). | UnifepimClocef |
| Cefepima 500 mgCirculação restrita | Pó para solução injetável | Cefepima (como cloridrato) 500 mgDiluente 1,5 mL | Frasco-ampola de 500 mg com ampola de diluente de 1,5 mL. Apresentação com registro ativo, de circulação restrita. | Unifepim |
Cloridrato de cefepima 1 g e 2 g é comercializado como genérico por diversos fabricantes, em geral em embalagens hospitalares sem diluente. A marca de referência histórica não está mais registrada no país.
Dose, frequência e duração por população.
Conforme gravidade, com função renal normal.
Dose máxima recomendada.
12/12 h ou 8/8 h; > 2 meses e ≤ 40 kg.
Neutropenia febril: ≥ 7 dias ou até resolução.
| Indicação | Dose | Frequência | Duração | Observações |
|---|---|---|---|---|
| Dose usual | 1 g | 12/12 h | 7 a 10 dias | Infecções leves a moderadas fora do trato urinário, com função renal normal. |
| ITU leve a moderada | 500 mg a 1 g | 12/12 h | 7 a 10 dias | Inclui pielonefrite não grave. |
Infecções leves a moderadas fora do trato urinário, com função renal normal.
Inclui pielonefrite não grave.
| Indicação | Dose | Frequência | Duração | Observações |
|---|---|---|---|---|
| Infecção grave | 2 g | 12/12 h | 7 a 10 dias ou mais | Ex.: pneumonia grave, ITU complicada grave, infecção intra-abdominal (associar metronidazol). |
| Infecção muito grave ou com risco de morte | 2 g | 8/8 h | Conforme evolução | Dose máxima. Inclui suspeita de Pseudomonas aeruginosa, choque e meningite. |
| Neutropenia febril (empírico) | 2 g | 8/8 h | Pelo menos 7 dias ou até resolução da neutropenia | Em alto risco (transplante de medula recente, hipotensão, neoplasia hematológica, neutropenia grave e prolongada), a monoterapia pode não ser apropriada. |
| Profilaxia em cirurgia de cólon e reto | 2 g, em infusão de 30 min | Dose única, 60 min antes da incisão | Repetir após 12 h se a cirurgia se prolongar | Seguida imediatamente de metronidazol 500 mg EV, em equipo separado ou após lavagem da linha. |
Ex.: pneumonia grave, ITU complicada grave, infecção intra-abdominal (associar metronidazol).
Dose máxima. Inclui suspeita de Pseudomonas aeruginosa, choque e meningite.
Em alto risco (transplante de medula recente, hipotensão, neoplasia hematológica, neutropenia grave e prolongada), a monoterapia pode não ser apropriada.
Seguida imediatamente de metronidazol 500 mg EV, em equipo separado ou após lavagem da linha.
| Indicação | Dose | Frequência | Duração | Observações |
|---|---|---|---|---|
| Dose usual — > 2 meses e ≤ 40 kg | 50 mg/kg/dose | 12/12 h | 10 dias | Pneumonia, ITU, pele e estruturas cutâneas. Em infecções mais graves, usar intervalo de 8/8 h. Máximo 2 g/dose. |
| Septicemia, meningite ou neutropenia febril | 50 mg/kg/dose | 8/8 h | 7 a 10 dias | Crianças > 2 meses e ≤ 40 kg. Não exceder 2 g de 8/8 h. Também usado em infecções por Pseudomonas e exacerbação de fibrose cística. |
| Lactente de 1 a 2 meses | 30 mg/kg/dose | 8/8 h ou 12/12 h | Conforme foco | Experiência limitada; administração cuidadosamente monitorada. Algumas marcas contraindicam o uso abaixo de 2 meses. |
| Neonato ≤ 28 dias e ≤ 2 kg | 30 mg/kg/dose | 12/12 h | Conforme indicação neonatal | Esquema de referências neonatais, fora da faixa etária aprovada em bula. Diluir para até 40 mg/mL. |
| Neonato ≤ 28 dias e > 2 kg | 50 mg/kg/dose | 12/12 h | Conforme indicação neonatal | Esquema de referências neonatais, fora da faixa etária aprovada em bula. |
| Lactente > 28 dias (qualquer peso) | 50 mg/kg/dose | 8/8 h | Conforme foco | Esquema de referências neonatais para prematuros e lactentes jovens; confirmar com protocolo da unidade. |
| Infusão estendida (pediatria) | 50 mg/kg/dose | 8/8 h, infundida em 3 a 4 h | Conforme foco | Para pacientes graves ou patógenos com CIM elevada, conforme protocolo institucional. |
Pneumonia, ITU, pele e estruturas cutâneas. Em infecções mais graves, usar intervalo de 8/8 h. Máximo 2 g/dose.
Crianças > 2 meses e ≤ 40 kg. Não exceder 2 g de 8/8 h. Também usado em infecções por Pseudomonas e exacerbação de fibrose cística.
Experiência limitada; administração cuidadosamente monitorada. Algumas marcas contraindicam o uso abaixo de 2 meses.
Esquema de referências neonatais, fora da faixa etária aprovada em bula. Diluir para até 40 mg/mL.
Esquema de referências neonatais, fora da faixa etária aprovada em bula.
Esquema de referências neonatais para prematuros e lactentes jovens; confirmar com protocolo da unidade.
Para pacientes graves ou patógenos com CIM elevada, conforme protocolo institucional.
| Indicação | Dose | Frequência | Duração | Observações |
|---|---|---|---|---|
| Criança > 40 kg | Doses do adulto | Conforme gravidade | 7 a 10 dias | A experiência com IM em pediatria é limitada. |
A experiência com IM em pediatria é limitada.
Usar se claramente necessário
Estudos de reprodução em camundongos, ratos e coelhos sem dano fetal; não há estudos controlados em gestantes.
Manter a amamentação, com cautela e observação do lactente
Excretada no leite em concentrações muito baixas. Observar diarreia, candidíase ou exantema no lactente.
| Condição | Ajuste / Dose | Frequência | Observações |
|---|---|---|---|
| ClCr > 50 mL/minSem ajuste | Dose usual | 2 g 8/8 h · 2 g 12/12 h · 1 g 12/12 h · 500 mg 12/12 h | Sem ajuste. Referência para escolher a coluna de ajuste. A primeira dose é sempre a usual. |
| ClCr 30 a 50 mL/minAjustar dose | 2 g 12/12 h · 2 g 24/24 h · 1 g 24/24 h · 500 mg 24/24 h | Correspondente ao esquema usual na mesma ordem | Ajustar dose. Ex.: esquema usual de 2 g 8/8 h passa a 2 g 12/12 h. |
| ClCr 11 a 29 mL/minAjustar dose | 2 g 24/24 h · 1 g 24/24 h · 500 mg 24/24 h · 500 mg 24/24 h | Correspondente ao esquema usual na mesma ordem | Ajustar dose. Ex.: esquema usual de 2 g 8/8 h passa a 2 g 24/24 h. |
| ClCr ≤ 10 mL/minAjustar dose | 1 g 24/24 h · 500 mg 24/24 h · 250 mg 24/24 h · 250 mg 24/24 h | Correspondente ao esquema usual na mesma ordem | Ajustar dose. Alto risco de neurotoxicidade: vigilância neurológica estreita. |
| Hemodiálise intermitenteDose pós-diálise | Ataque de 1 g no 1º dia; depois 500 mg | 24/24 h, após a diálise nos dias de sessão | Dose pós-diálise. Na neutropenia febril, manutenção de 1 g/dia. Cerca de 68% é removido em 3 horas de diálise. Administrar no mesmo horário diariamente. |
| Diálise peritoneal ambulatorial contínuaAjustar intervalo | 500 mg, 1 g ou 2 g conforme gravidade | 48/48 h | Ajustar intervalo. Mesma dose da função renal normal, com intervalo ampliado. |
| Insuficiência hepáticaSem ajuste | Sem ajuste posológico específico | Conforme indicação e função renal | Sem ajuste. Metabolismo hepático mínimo. |
| Criança com disfunção renalAjustar dose | Mesmas reduções proporcionais do adulto | Conforme ClCr | Ajustar dose. Estimar a depuração pela fórmula de Schwartz (0,55 × altura em cm ÷ creatinina sérica). |
Sem ajuste. Referência para escolher a coluna de ajuste. A primeira dose é sempre a usual.
Ajustar dose. Ex.: esquema usual de 2 g 8/8 h passa a 2 g 12/12 h.
Ajustar dose. Ex.: esquema usual de 2 g 8/8 h passa a 2 g 24/24 h.
Ajustar dose. Alto risco de neurotoxicidade: vigilância neurológica estreita.
Dose pós-diálise. Na neutropenia febril, manutenção de 1 g/dia. Cerca de 68% é removido em 3 horas de diálise. Administrar no mesmo horário diariamente.
Ajustar intervalo. Mesma dose da função renal normal, com intervalo ampliado.
Sem ajuste. Metabolismo hepático mínimo.
Ajustar dose. Estimar a depuração pela fórmula de Schwartz (0,55 × altura em cm ÷ creatinina sérica).
Encefalopatia, mioclonia e convulsões ocorreram em idosos com insuficiência renal recebendo doses usuais não ajustadas.
Técnica de aplicação, vias e situações especiais.
Infusão EV em cerca de 30 minutos ou injeção EV direta em 3–5 minutos. A via EV é a preferencial em infecções graves ou com risco de choque. A via IM é opção para 1 g em infecções leves a moderadas.
Usar água para injetáveis, SF 0,9% ou SG 5%. Agitar em movimentos circulares; se formar espuma, deixar em repouso por cerca de 15 minutos. A solução pode escurecer sem perda de potência.
Escolher o esquema usual (500 mg a 2 g de 12/12 h ou 2 g de 8/8 h) e, se ClCr ≤ 50 mL/min, aplicar a coluna de ajuste correspondente.
EV: 10 mL por frasco de 1 g (≈ 90 mg/mL) ou 2 g (≈ 160 mg/mL). IM: 3 mL para 1 g (≈ 238 mg/mL).
Adicionar a solução reconstituída a 100 mL de diluente compatível no adulto; em pediatria, concentração máxima de cerca de 40 mg/mL.
Infusão em cerca de 30 minutos ou EV direta em 3–5 minutos. Infusão estendida (3–4 h) pode ser usada em protocolos para pacientes críticos.
Injeção IM profunda no quadrante superior externo do glúteo; não injetar mais de 1 g por glúteo.
Incompatível com metronidazol, vancomicina, gentamicina, tobramicina e netilmicina. Administrar separadamente e lavar a linha entre os fármacos.
Administração EV padrão
1 ou 2 g reconstituídos em 10 mL e diluídos em 100 mL.
Não adicionar metronidazol, vancomicina ou aminoglicosídeos à mesma bolsa.
1 ou 2 g reconstituídos em 10 mL e diluídos em 100 mL.
Não adicionar metronidazol, vancomicina ou aminoglicosídeos à mesma bolsa.
Pacientes críticos ou patógenos com CIM elevada
Mesma dose diluída em 100 mL, infundida em 3–4 horas a cada 8 horas.
Estratégia farmacodinâmica de protocolos institucionais, não descrita em bula.
Mesma dose diluída em 100 mL, infundida em 3–4 horas a cada 8 horas.
Estratégia farmacodinâmica de protocolos institucionais, não descrita em bula.
Doses por peso
Reconstituir 1 g em 10 mL (≈ 100 mg/mL) e rediluir em SF 0,9% ou SG 5% até 40 mg/mL.
Reconstituir 1 g em 10 mL (≈ 100 mg/mL) e rediluir em SF 0,9% ou SG 5% até 40 mg/mL.
Infecções graves, inclusive no choque
Frasco reconstituído com 10 mL.
Frasco reconstituído com 10 mL.
Infecções leves a moderadas, 1 g
1 g em 3 mL de água para injetáveis, SF 0,9% ou SG 5%.
Não exceder 1 g por glúteo.
1 g em 3 mL de água para injetáveis, SF 0,9% ou SG 5%.
Não exceder 1 g por glúteo.
| Via | Status | Observações |
|---|---|---|
| Endovenosa | Via indicada | Infusão em 30 minutos, EV direta em 3–5 minutos ou infusão estendida conforme protocolo. Preferencial em infecções graves. |
| Intramuscular | Via indicada | IM profunda para doses de até 1 g por glúteo; experiência limitada em pediatria. |
| Subcutânea | Fora da bula | Hipodermóclise (1–2 g de 12/12 ou 8/8 h, diluída) é descrita em consensos de cuidados paliativos e geriatria, mas não consta em bula. |
| Oral | Não se aplica | Não é absorvida por via oral. |
| Sublingual | Não se aplica | Não se aplica. |
| Retal | Não se aplica | Não se aplica. |
| Tópica/mucosas | Não se aplica | Não há formulação tópica. |
| SNG/SNE | Não se aplica | Medicamento exclusivamente parenteral. |
Infusão em 30 minutos, EV direta em 3–5 minutos ou infusão estendida conforme protocolo. Preferencial em infecções graves.
IM profunda para doses de até 1 g por glúteo; experiência limitada em pediatria.
Hipodermóclise (1–2 g de 12/12 ou 8/8 h, diluída) é descrita em consensos de cuidados paliativos e geriatria, mas não consta em bula.
Não é absorvida por via oral.
Não se aplica.
Não se aplica.
Não há formulação tópica.
Medicamento exclusivamente parenteral.
Confusão, mioclonia, convulsões ou estado de mal não convulsivo em paciente com disfunção renal sugerem acúmulo. Suspender, considerar EEG e hemodiálise, que remove o fármaco.
Infundir 2 g de cefepima em 30 minutos, 60 minutos antes da incisão, seguidos de metronidazol 500 mg. Não misturar no mesmo recipiente; lavar o equipo entre os dois.
Por ser tempo-dependente, infusões de 3–4 horas aumentam o tempo acima da CIM e são usadas em pacientes críticos ou com Pseudomonas de CIM elevada.
Há melhora clínica nas exacerbações pulmonares, mas a terapia pode não erradicar o patógeno; a farmacocinética não exige ajuste específico nessa população.
Contraindicações, monitoramento e eventos adversos.
Concentrações altas e prolongadas ocorrem com doses usuais em disfunção renal. A maioria dos casos de encefalopatia, mioclonia e convulsões ocorreu com doses acima das recomendadas, alguns com desfecho fatal. Recalcular a depuração de creatinina sempre que a função renal mudar.
Sem evidência de dano fetal em estudos de reprodução animal; não há estudos controlados em gestantes. Usar durante a gravidez somente se claramente necessário.
Excretada no leite em concentrações muito baixas. Uso compatível com a amamentação, com cautela e observação do lactente para alterações intestinais e candidíase.
Primeira dose usual e manutenção reduzida quando ClCr ≤ 50 mL/min. Em hemodiálise, ataque de 1 g e 500 mg/dia após a sessão; na diálise peritoneal contínua, dose habitual a cada 48 h.
A farmacocinética não se altera de forma relevante na disfunção hepática; não é necessário ajuste.
Farmacologia, interações e informação regulatória.
Cefalosporina bactericida que inibe a síntese da parede celular por ligação às proteínas ligadoras de penicilina. A estrutura zwitteriônica permite penetração rápida pelas porinas de Gram-negativos, e a baixa afinidade por beta-lactamases cromossômicas (AmpC) amplia a atividade contra Enterobacter, Citrobacter e Serratia. Mantém atividade contra estreptococos e estafilococos sensíveis à oxacilina.
A absorção IM é rápida e completa. O volume de distribuição é de cerca de 0,26 L/kg, e a ligação às proteínas séricas é de cerca de 16%, independente da concentração.
Atinge concentrações terapêuticas em urina, bile, líquido peritoneal, secreção brônquica e, com meninges inflamadas, no líquor. Não houve acúmulo com 2 g de 8/8 h por 9 dias em indivíduos sadios.
A meia-vida é de cerca de 2 horas e independe da dose entre 250 mg e 2 g. Cerca de 85% é excretado inalterado na urina, por filtração glomerular; o metabolismo a N-metilpirrolidina e seu N-óxido é mínimo.
Idosos apresentam maior AUC e menor depuração renal. A hemodiálise remove cerca de 68% em 3 horas.
O cuidado principal é a nefrotoxicidade aditiva: com aminoglicosídeos em doses altas, como amicacina e gentamicina, monitorar a função renal pelo aumento do potencial nefrotóxico e ototóxico; nefrotoxicidade também foi descrita com outras cefalosporinas associadas a diuréticos potentes, como a furosemida. Qualquer fármaco que reduza a depuração renal aumenta a exposição à cefepima e o risco de neurotoxicidade. No preparo, é física e quimicamente incompatível com metronidazol, vancomicina, gentamicina, tobramicina e netilmicina na mesma solução; quando associados, administrar separadamente. Em exames laboratoriais, pode causar falso-positivo para glicosúria nos métodos de redução do cobre (Benedict, Fehling, Clinitest), sem interferir nos testes enzimáticos, e positivar o teste de Coombs sem hemólise.
Fontes regulatórias e clínicas utilizadas.
Fresenius Kabi Brasil (genérico). Bula profissional: indicações, posologia adulta e pediátrica, tabela de ajuste renal, diálise, preparo, estabilidade, compatibilidade e reações adversas.
União Química Farmacêutica Nacional. Registro ativo com apresentações de 500 mg, 1 g e 2 g.
Laboratório Teuto Brasileiro. Apresentações de 1 g e 2 g.
Ministério da Saúde. Relação Nacional de Medicamentos Essenciais; cefepima não consta na relação.
WHO Collaborating Centre for Drug Statistics Methodology. Cefepime: J01DE01; DDD parenteral de 4 g.
Critérios para prescrição, dispensação, controle e retenção de receita de antimicrobianos.
Compêndios pediátricos e neonatais de referência para esquemas por peso e idade pós-natal e infusão estendida.
Revisões sistemáticas sobre encefalopatia, estado de mal não convulsivo e fatores de risco relacionados à disfunção renal e ao ajuste inadequado de dose.