MedFoco

Bulário clínico · Anti-inflamatório

Celecoxibe

Anti-inflamatório não esteroidal inibidor da COX-2, em cápsulas de 100 mg e 200 mg, usado em osteoartrite, artrite reumatoide, espondilite anquilosante, dor aguda, dismenorreia e lombalgia. Exige Receita de Controle Especial (C1) e atenção a riscos cardiovasculares, gastrintestinais, renais e hepáticos.

Via oral · cápsulaInibidor da COX-2Uso adulto1–2x/diaControle especial C1Risco cardiovascular

Revisado em pela equipe MedFoco

Risco de eventos trombóticos cardiovasculares graves

O celecoxibe está associado a aumento do risco de infarto do miocárdio e acidente vascular encefálico, potencialmente fatais, maior com doses elevadas e uso prolongado. Usar a menor dose eficaz pelo menor tempo; é contraindicado na dor perioperatória da cirurgia de revascularização do miocárdio e não substitui o ácido acetilsalicílico na prevenção cardiovascular.

Informações rápidas Toque em um cartão para abrir o resumo sem sair da página.

Visão geral

O essencial do perfil clínico em uma tela.

O que é o celecoxibe?

É um anti-inflamatório não esteroidal que inibe a enzima ciclo-oxigenase 2 (COX-2) e, consequentemente, a síntese de prostaglandinas. É usado no tratamento de doenças articulares inflamatórias e degenerativas, da dor aguda, da dismenorreia e da lombalgia.

ViaOral
Faixa etáriaAdulto
Posologia1–2 tomadas ao dia
ReceitaControle especial C1 · 2 vias

Composição e papel de cada componente1 ativos

Celecoxibe

Inibe a COX-2 e a síntese de prostaglandinas, com efeitos anti-inflamatório e analgésico.

Anti-inflamatório não esteroidal

Quando usar e quando evitar

Indicações
  • Osteoartrite.
  • Artrite reumatoide.
  • Espondilite anquilosante.
  • Dor aguda.
  • Dismenorreia.
  • Lombalgia.
  • Controle de dor aguda em outras condições inflamatórias.
Não indicado
  • Hipersensibilidade ao celecoxibe, aos componentes ou a outras sulfonamidas.
  • Asma, urticária ou reações alérgicas após ácido acetilsalicílico ou outros AINEs, incluindo inibidores da COX-2.
  • Doença hepática ou insuficiência renal grave.
  • Dor perioperatória na cirurgia de revascularização do miocárdio.
  • Suspeita de dengue.
  • População pediátrica: não há estudos de segurança.

Apresentações

Concentrações, embalagens e nomes comerciais no Brasil.

Apresentações disponíveis2 apresentações

ApresentaçãoForma farmacêuticaConcentração / composiçãoEmbalagemNomes comerciais
Celecoxibe 100 mgNão partir, abrir ou mastigarCápsula100 mgCelebra®: caixa com 20 cápsulas. Demais marcas e genéricos: tamanhos de embalagem variam por fabricante.
CelebraDicoxibegenérico
Celecoxibe 200 mgCápsula200 mgCelebra®: caixas com 2, 4, 10, 15 ou 30 cápsulas.
Celebra
Celecoxibe 100 mgCápsula
Não partir, abrir ou mastigar
Concentração / composição
100 mg
EmbalagemCelebra®: caixa com 20 cápsulas. Demais marcas e genéricos: tamanhos de embalagem variam por fabricante.
Nomes comerciais
CelebraDicoxibegenérico
Celecoxibe 200 mgCápsula
Concentração / composição
200 mg
EmbalagemCelebra®: caixas com 2, 4, 10, 15 ou 30 cápsulas.
Nomes comerciais
Celebra
Atenção

Excipientes variam entre as marcas

Celebra, Cibex, Dicoxibe e Movydia contêm lactose; Foxis e Parzo contêm tartrazina e sacarose (monitorar em diabetes); Cibex contém dióxido de titânio e amarelo crepúsculo; Movydia contém dióxido de titânio. Conferir a marca dispensada em pacientes com intolerâncias ou alergias.

Posologia

Dose, frequência e duração por população.

Dose usual200 mg 1–2x/dia

Via oral

Dor aguda · 1º dia400 mg + 200 mg

200 mg após 12 h, se necessário

Artrite reumatoide100–200 mg 2x/dia

Uso contínuo conforme resposta

CYP2C9 fraco− 50%

Redução da dose inicial

Esquemas por população3 grupos

Adulto

Via oral6 esquemas
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Dose usual200 mg1 a 2x/diaMenor tempo necessárioUsar a menor dose eficaz pelo menor período. Tratamentos por mais de 7 dias aumentam significativamente o risco de eventos adversos graves renais, cardiovasculares e gastrintestinais.
Dor aguda ou dismenorreia400 mg no 1º dia, seguidos de 200 mg após 12 h, se necessárioDepois, 200 mg 2x/dia, se apropriadoDismenorreia: geralmente 3 dias; dor aguda: nos estudos, até 15 diasEsquema de ataque apenas no primeiro dia de tratamento (400 mg = 2 cápsulas de 200 mg). Na bula, a dor aguda inclui pós-operatório e afecções musculoesqueléticas (lombalgia, entorses).
Osteoartrite200 mg em dose única diária OU 100 mg 2x/dia1 ou 2x/diaConforme reavaliação clínicaReavaliar periodicamente a necessidade de manter o tratamento.
Artrite reumatoide100 a 200 mg2x/diaConforme reavaliação clínicaMonitorar pressão arterial, função renal e hepática e sintomas gastrintestinais.
Espondilite anquilosante200 mg em dose única diária OU 100 mg 2x/dia1 ou 2x/diaConforme reavaliação clínicaSe necessário, 200 mg 2x/dia.
Lombalgia200 mg em dose única diária OU 100 a 200 mg 2x/dia1 ou 2x/diaMenor tempo necessárioDose diária de 200 a 400 mg; alguns pacientes se beneficiam de 400 mg/dia (bula). Não partir, abrir ou mastigar a cápsula.
Dose usual
200 mg1 a 2x/dia
Detalhes
DuraçãoMenor tempo necessário
Observações

Usar a menor dose eficaz pelo menor período. Tratamentos por mais de 7 dias aumentam significativamente o risco de eventos adversos graves renais, cardiovasculares e gastrintestinais.

Dor aguda ou dismenorreia
400 mg no 1º dia, seguidos de 200 mg após 12 h, se necessárioDepois, 200 mg 2x/dia, se apropriado
Detalhes
DuraçãoDismenorreia: geralmente 3 dias; dor aguda: nos estudos, até 15 dias
Observações

Esquema de ataque apenas no primeiro dia de tratamento (400 mg = 2 cápsulas de 200 mg). Na bula, a dor aguda inclui pós-operatório e afecções musculoesqueléticas (lombalgia, entorses).

Osteoartrite
200 mg em dose única diária OU 100 mg 2x/dia1 ou 2x/dia
Detalhes
DuraçãoConforme reavaliação clínica
Observações

Reavaliar periodicamente a necessidade de manter o tratamento.

Artrite reumatoide
100 a 200 mg2x/dia
Detalhes
DuraçãoConforme reavaliação clínica
Observações

Monitorar pressão arterial, função renal e hepática e sintomas gastrintestinais.

Espondilite anquilosante
200 mg em dose única diária OU 100 mg 2x/dia1 ou 2x/dia
Detalhes
DuraçãoConforme reavaliação clínica
Observações

Se necessário, 200 mg 2x/dia.

Lombalgia
200 mg em dose única diária OU 100 a 200 mg 2x/dia1 ou 2x/dia
Detalhes
DuraçãoMenor tempo necessário
Observações

Dose diária de 200 a 400 mg; alguns pacientes se beneficiam de 400 mg/dia (bula). Não partir, abrir ou mastigar a cápsula.

Pediatria

Via oral1 esquema
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
População pediátricaSem dose estabelecida——A bula de Celebra informa que segurança e eficácia não foram avaliadas em menores de 18 anos (uso adulto). Não há esquema pediátrico em bula brasileira.
População pediátrica
Sem dose estabelecida—
Detalhes
Duração—
Observações

A bula de Celebra informa que segurança e eficácia não foram avaliadas em menores de 18 anos (uso adulto). Não há esquema pediátrico em bula brasileira.

Populações especiais

Gestação e lactação

Gestação

Categoria C

Usar apenas se o benefício superar o risco; evitar no 3º trimestre

Inibidores da síntese de prostaglandinas podem causar inércia uterina e fechamento prematuro do ducto arterioso (contraindicados no 3º trimestre) e aumentar o risco de aborto no início da gestação. No 2º e 3º trimestres, pode haver oligoidrâmnio: monitorar o volume de líquido amniótico.

Lactação

Muito baixo risco

Compatível com a amamentação (e-lactancia: risco muito baixo)

Passagem mínima para o leite, clinicamente insignificante (e-lactancia). A bula de Celebra é mais restritiva: pela possibilidade de reações no lactente, cabe ao médico decidir entre interromper o aleitamento ou o medicamento.

Ajuste por órgão

CondiçãoAjuste / DoseFrequênciaObservações
Insuficiência renal graveContraindicadoNão usar—Contraindicado na insuficiência renal grave (bula; sem experiência clínica). Insuficiência renal leve ou moderada: sem necessidade de ajuste de dose, com monitoramento da função renal. Reidratar pacientes desidratados antes de iniciar.
Insuficiência hepática moderada (Child-Pugh B)Menor doseIniciar com a menor dose recomendadaConforme indicaçãoMenor dose. Usar com cautela e monitorar testes de função hepática.
Insuficiência hepática grave (Child-Pugh C)Não recomendadoNão usar—Não recomendado. Uso não recomendado. Doença hepática consta entre as contraindicações.
Insuficiência renal graveContraindicado
Não usar
Frequência—
Observações

Contraindicado na insuficiência renal grave (bula; sem experiência clínica). Insuficiência renal leve ou moderada: sem necessidade de ajuste de dose, com monitoramento da função renal. Reidratar pacientes desidratados antes de iniciar.

Insuficiência hepática moderada (Child-Pugh B)Menor dose
Iniciar com a menor dose recomendada
FrequênciaConforme indicação
Observações

Menor dose. Usar com cautela e monitorar testes de função hepática.

Insuficiência hepática grave (Child-Pugh C)Não recomendado
Não usar
Frequência—
Observações

Não recomendado. Uso não recomendado. Doença hepática consta entre as contraindicações.

Outras populações

CondiçãoAjuste / DoseFrequênciaObservações
Metabolizadores fracos do CYP2C9Reduzir 50%Reduzir a dose inicial em 50%Conforme indicaçãoReduzir 50%. A bula orienta considerar iniciar com metade da menor dose recomendada em metabolizadores deficientes (ex.: CYP2C9*3/*3, com exposição até ~7 vezes maior).
Uso concomitante de fluconazolMenor doseIniciar com a menor dose recomendadaConforme indicaçãoMenor dose. Fluconazol 200 mg/dia dobra a concentração plasmática do celecoxibe (inibição do CYP2C9). Cautela com outros inibidores do CYP2C9.
IdosoCautelaIdosos < 50 kg: iniciar com a menor dose recomendadaConforme indicaçãoCautela. Em geral sem ajuste de dose (bula); em > 65 anos a Cmáx e a AUC aumentam 1,5 a 2 vezes, sobretudo por menor peso. Medicamento potencialmente inadequado para idosos com doença renal crônica estágios IV e V, insuficiência cardíaca ou história de úlcera péptica. Maior risco de complicações gastrintestinais e renais.
Risco cardiovascular ou gastrointestinal aumentadoMenor doseMenor dose eficaz pelo menor tempo possívelConforme indicaçãoMenor dose. Monitorar pressão arterial, edema, sinais de eventos trombóticos e de sangramento gastrintestinal.
Metabolizadores fracos do CYP2C9Reduzir 50%
Reduzir a dose inicial em 50%
FrequênciaConforme indicação
Observações

Reduzir 50%. A bula orienta considerar iniciar com metade da menor dose recomendada em metabolizadores deficientes (ex.: CYP2C9*3/*3, com exposição até ~7 vezes maior).

Uso concomitante de fluconazolMenor dose
Iniciar com a menor dose recomendada
FrequênciaConforme indicação
Observações

Menor dose. Fluconazol 200 mg/dia dobra a concentração plasmática do celecoxibe (inibição do CYP2C9). Cautela com outros inibidores do CYP2C9.

IdosoCautela
Idosos < 50 kg: iniciar com a menor dose recomendada
FrequênciaConforme indicação
Observações

Cautela. Em geral sem ajuste de dose (bula); em > 65 anos a Cmáx e a AUC aumentam 1,5 a 2 vezes, sobretudo por menor peso. Medicamento potencialmente inadequado para idosos com doença renal crônica estágios IV e V, insuficiência cardíaca ou história de úlcera péptica. Maior risco de complicações gastrintestinais e renais.

Risco cardiovascular ou gastrointestinal aumentadoMenor dose
Menor dose eficaz pelo menor tempo possível
FrequênciaConforme indicação
Observações

Menor dose. Monitorar pressão arterial, edema, sinais de eventos trombóticos e de sangramento gastrintestinal.

Modelos de prescrição3 modelos

Dose usual — 200 mgUso oralAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.
Dor aguda ou dismenorreiaUso oralAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.
Osteoartrite — 100 mg 2x/diaUso oralAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.

Administração

Técnica de aplicação, vias e situações especiais.

DiluentesNão se aplicaReconstituiçãoNão requer
Via principalVia oral

Cápsula de uso oral, administrada 1 a 2 vezes ao dia conforme a indicação. Não deve ser partida.

Técnica de aplicação5 passos

1
Confirme o controle especial

Prescrever em Receita de Controle Especial em duas vias, conforme a lista C1.

2
Avalie o risco antes de iniciar

Rastrear doença cardiovascular, hipertensão, história de úlcera ou sangramento, função renal e hepática e uso de anticoagulantes, corticosteroides ou outros AINEs.

3
Reidrate antes, se necessário

Em pacientes desidratados, recomenda-se reidratação antes do início do tratamento.

4
Use a menor dose pelo menor tempo

O risco cardiovascular e gastrintestinal aumenta com a dose e a duração. Uso acima de 7 dias aumenta significativamente o risco de eventos graves.

5
Oriente sinais de alerta

Suspender ao primeiro sinal de erupção cutânea, lesão de mucosa ou hipersensibilidade, e procurar atendimento diante de dor torácica, déficit neurológico ou sangramento.

Compatibilidade por via

ViaStatusObservações
OralVia indicadaCápsulas de 100 mg e 200 mg, com ou sem alimentos (até 200 mg 2x/dia). Não partir, abrir ou mastigar.
SNG/SNECom ressalvaPesquisa: abrir a cápsula, diluir em 10 mL de água filtrada, pausar a dieta, lavar a sonda, administrar e lavar novamente antes de religar a dieta. A bula orienta não abrir a cápsula, mas relata exposição (AUC) equivalente com o conteúdo da cápsula aberta misturado a purê de maçã.
EndovenosaNão usarO celecoxibe só tem apresentação oral (cápsulas).
IntramuscularNão usarO celecoxibe só tem apresentação oral (cápsulas).
SublingualNão usarVia não prevista na bula: a cápsula deve ser engolida inteira.
OralVia indicada
Observações

Cápsulas de 100 mg e 200 mg, com ou sem alimentos (até 200 mg 2x/dia). Não partir, abrir ou mastigar.

SNG/SNECom ressalva
Observações

Pesquisa: abrir a cápsula, diluir em 10 mL de água filtrada, pausar a dieta, lavar a sonda, administrar e lavar novamente antes de religar a dieta. A bula orienta não abrir a cápsula, mas relata exposição (AUC) equivalente com o conteúdo da cápsula aberta misturado a purê de maçã.

EndovenosaNão usar
Observações

O celecoxibe só tem apresentação oral (cápsulas).

IntramuscularNão usar
Observações

O celecoxibe só tem apresentação oral (cápsulas).

SublingualNão usar
Observações

Via não prevista na bula: a cápsula deve ser engolida inteira.

Situações especiais

Perioperatório

Coordenar com a equipe cirúrgica

Recomenda-se coordenar o manejo no perioperatório com cirurgião, anestesista e médico prescritor. Contraindicado para dor perioperatória em cirurgia de revascularização do miocárdio.

Sonda

Abrir a cápsula e diluir (com ressalva)

A pesquisa permite o uso por sonda nasogástrica/nasoenteral: abrir a cápsula, diluir em 10 mL de água filtrada, pausar a dieta, lavar a sonda antes e depois da administração e religar a dieta. A bula de Celebra orienta não abrir a cápsula, embora descreva exposição sistêmica equivalente quando o conteúdo é misturado a purê de maçã.

Dengue

Não usar em suspeita de dengue

Contraindicado em caso de suspeita de dengue, pelo risco aumentado de sangramentos.

Anticoagulantes

Monitorar INR

Com varfarina e outros anticoagulantes orais há aumento do risco de hemorragia, inclusive fatal. Monitorar o tempo de protrombina (INR) ao iniciar ou ajustar o celecoxibe.

Cuidados

Contraindicações, monitoramento e eventos adversos.

Menor dose eficaz pelo menor tempo possível

Os riscos cardiovascular, gastrintestinal e renal aumentam com dose e duração. O tratamento por mais de 7 dias pode aumentar significativamente o risco de eventos adversos graves.

Contraindicações5 itens

  • Hipersensibilidade aos componentes e a outras sulfonamidas.
  • Asma, urticária ou reações alérgicas após o uso de ácido acetilsalicílico ou de outros AINEs, incluindo outros inibidores específicos da COX-2.
  • Doenças hepáticas ou insuficiência renal grave.
  • Dor perioperatória em pacientes submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio.
  • Suspeita de dengue.

Populações especiais

Gestação

Categoria C

Sem estudos controlados em humanos. Usar apenas quando o benefício superar o risco; inibidores da síntese de prostaglandinas são contraindicados no 3º trimestre. Monitorar líquido amniótico no 2º e 3º trimestres.

Lactação

Muito baixo risco

Risco muito baixo segundo o e-lactancia (passagem mínima para o leite). A bula deixa ao médico a decisão entre suspender o aleitamento ou o medicamento.

Função renal

Contraindicado se grave

Contraindicado na insuficiência renal grave; sem ajuste na insuficiência leve ou moderada. Pode causar toxicidade renal, sobretudo em insuficiência renal, cardíaca ou hepática e em idosos; monitorar periodicamente.

Função hepática

Child-Pugh B: menor dose

Child-Pugh A: sem ajuste. Child-Pugh B: iniciar com a menor dose (concentração plasmática ~2 vezes maior). Child-Pugh C: uso não recomendado. Há relatos raros de hepatite fulminante, necrose e falência hepática.

Idosos

Potencialmente inadequado

Potencialmente inadequado em DRC estágios IV–V, insuficiência cardíaca ou história de úlcera péptica. Idosos < 50 kg devem iniciar com a menor dose recomendada.

Fertilidade

Infertilidade reversível

AINEs podem atrasar ou impedir a ruptura folicular. Considerar suspensão em mulheres com dificuldade para engravidar ou em investigação de infertilidade.

Monitoramento

Sinais de melhora
  • Pressão arterial no início do tratamento e periodicamente.
  • Função renal periódica, sobretudo em doença renal crônica ou uso de diuréticos.
  • Função hepática.
  • Retenção hídrica e edema, especialmente em insuficiência cardíaca, hipertensão ou risco de hipovolemia.
  • Sintomas gastrintestinais em pacientes com história de úlcera ou sangramento, ou em uso de corticosteroides ou anticoagulantes.
  • INR ao iniciar ou ajustar a dose em usuários de anticoagulantes orais.
  • Volume de líquido amniótico em gestantes.
Sinais de alerta
  • Dor torácica, déficit neurológico ou sinais de trombose: suspeitar de evento cardiovascular.
  • Melena, hematêmese ou dor epigástrica intensa: suspeitar de sangramento ou perfuração gastrintestinal.
  • Erupção cutânea, lesão de mucosa ou febre com rash: suspender imediatamente.
  • Icterícia ou alteração de provas hepáticas: monitorar rigorosamente e reavaliar o uso.
  • Edema, ganho de peso rápido ou queda do débito urinário.

Eventos adversos

Comuns≥ 1% e < 10%
Bronquite, sinusite e infecções do trato respiratório superiorInfecção do trato urinárioInsônia e vertigemSurgimento ou agravamento de hipertensãoTossePrurido e rash cutâneoEdema periféricoVômito, dor abdominal, diarreia, dispepsia e flatulência
Incomuns≥ 0,1% e < 1%
Faringite e riniteAnemiaHipersensibilidadeAnsiedade, hipertonia e sonolênciaVisão borrada e zumbidoPalpitaçãoÚlcera gástrica e doenças dentáriasAumento de transaminasesUrticária e equimoseEdema facial e doença semelhante à gripeConjuntivite e angina (pós-comercialização)
Raras e muito raras< 0,1%
Trombocitopenia, estado confusional e alucinaçãoInsuficiência cardíaca congestiva, arritmia, taquicardia e ruborÚlcera duodenal e esofágica; perfuração intestinal e pancreatite (muito raras)Angioedema, alopecia, fotossensibilidade; dermatite bolhosa (muito rara)Embolia pulmonar e pneumoniteHiponatremia e distúrbios menstruaisMuito raras: meningite asséptica, hemorragia cerebral, ageusia, anosmia, vasculiteMuito raras: nefrite tubulointersticial, síndrome nefrótica, glomerulonefrite por lesão mínima
GravesRaras a muito raras (bula)
Eventos trombóticos cardiovasculares (infarto do miocárdio, acidente vascular encefálico)Úlcera, hemorragia ou perfuração gastrintestinalReações cutâneas graves (DRESS, dermatite esfoliativa, Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica, erupção medicamentosa fixa)Hepatite (rara); hepatite fulminante, necrose e falência hepática, colestase e icterícia (muito raras)Reação anafilática (muito rara) e reações anafilactoidesInsuficiência renal aguda (rara)Hemorragia gastrintestinal (rara)

Advertências

  • Pode mascarar febre e outros sinais, dificultando a detecção de infecções subjacentes.
  • Evitar o uso concomitante com outros AINEs, exceto o ácido acetilsalicílico.
  • Não substitui o ácido acetilsalicílico na prevenção de doenças tromboembólicas cardiovasculares, pois não interfere na função plaquetária.
  • Maior incidência de infarto e AVE nos primeiros 10–14 dias após revascularização miocárdica.
  • Pode causar hipertensão ou agravar hipertensão preexistente; tratar hipertensos com cautela e monitoramento frequente.
  • Pode induzir retenção de líquidos e edema; cautela em insuficiência cardíaca, hipertensão, edema prévio, uso de diuréticos ou risco de hipovolemia.
  • O risco de reações cutâneas graves é maior no primeiro mês de tratamento.
  • Celebra, Cibex, Dicoxibe e Movydia contêm lactose; Foxis e Parzo contêm tartrazina e sacarose; Cibex e Movydia contêm corantes que podem causar reações alérgicas.

Técnico

Farmacologia, interações e informação regulatória.

Mecanismo de ação1 componentes

Celecoxibe

Promove a inibição da enzima ciclo-oxigenase 2 (COX-2) e, consequentemente, da síntese de prostaglandinas, com efeitos anti-inflamatório e analgésico.

Farmacocinética

Metabolismo hepático via CYP2C9

Bem absorvido, com pico plasmático em cerca de 2 a 3 horas. Ligação às proteínas de aproximadamente 97%, principalmente à albumina, e volume de distribuição médio de cerca de 500 L por 70 kg.

Metabolizado no fígado pelo CYP2C9 em metabólitos inativos. Menos de 1% é excretado inalterado na urina; meia-vida de eliminação de 8 a 12 horas, clearance de aproximadamente 500 mL/min e estado de equilíbrio até o 5º dia.

Refeição rica em gorduras retarda a absorção (Tmáx ~4 h) e aumenta a biodisponibilidade em ~20%. Em > 65 anos, Cmáx e AUC 1,5 a 2 vezes maiores; na insuficiência hepática moderada, concentração ~2 vezes maior. Diálise provavelmente não remove o fármaco (alta ligação proteica).

Tmáx 2–3 hLigação proteica ~97%CYP2C9t½ 8–12 h
Segurança

Seletividade COX-2 não elimina riscos de classe

Mesmo com inibição seletiva da COX-2, o celecoxibe mantém riscos de eventos trombóticos, hipertensão, retenção hídrica, toxicidade renal e complicações gastrintestinais graves.

Como não interfere na função plaquetária, não protege contra eventos tromboembólicos e não substitui o ácido acetilsalicílico.

Risco trombóticoHipertensãoEdemaÚlcera e sangramento

Interações medicamentosas

O uso com outros AINEs deve ser evitado, exceto o ácido acetilsalicílico. Anticoagulantes orais (varfarina, apixabana, dabigatrana, rivaroxabana) aumentam o risco de hemorragia, com relatos de eventos graves e fatais com varfarina; monitorar o INR ao iniciar ou ajustar o celecoxibe. Corticosteroides, antiagregantes plaquetários, outros anti-inflamatórios e álcool aumentam o risco de complicações gastrintestinais. Diuréticos aumentam a necessidade de monitorar a função renal e a retenção hídrica. O celecoxibe é inibidor moderado do CYP2D6: medicamentos metabolizados por essa via podem exigir ajuste de dose ao iniciar ou suspender o celecoxibe. Metabolizadores fracos do CYP2C9 têm maior exposição e devem receber metade da dose inicial. Segundo a bula: fluconazol dobra a concentração do celecoxibe (iniciar com a menor dose); dextrometorfano e metoprolol têm concentrações aumentadas em 2,6 e 1,5 vezes; lítio pode ter o nível sérico aumentado; IECA, antagonistas da angiotensina II, diuréticos e betabloqueadores podem ter o efeito anti-hipertensivo reduzido, e em idosos, desidratados ou com função renal comprometida a associação com IECA/BRA/diuréticos pode levar a insuficiência renal aguda; AINEs reduzem o efeito natriurético de furosemida e tiazídicos; ciclosporina tem risco aumentado de nefrotoxicidade. Sem interação clinicamente relevante com metotrexato, contraceptivo oral, antiácidos, omeprazol, glibenclamida, fenitoína, tolbutamida ou cetoconazol.

Informação regulatória

ControleLista C1Substância sujeita a controle especial: lista C1 da Portaria SVS/MS nº 344/1998, incluída pela RDC Anvisa nº 79/2008 (com os demais inibidores seletivos da COX-2). Dispensada com Receita de Controle Especial em duas vias; a bula traz venda sob prescrição médica com retenção da receita.
GenéricoDisponívelHá celecoxibe genérico, além das marcas Celebra, Dicoxibe, Coques, Foxis, Cibex, Ducox, Movydia e Parzo.

Receituário

Tipo de receitaReceita de Controle Especial (lista C1)
Número de vias2 vias
RetençãoSim, receita retida na farmácia
VendaSob prescrição médica, com controle especial

Referências

Fontes regulatórias e clínicas utilizadas.

05
Lactação

e-lactancia — Celecoxib

Classificação de risco muito baixo na amamentação (passagem mínima e clinicamente insignificante para o leite).

2026
06
Pesquisa editorial

Pesquisa Bulário MedFoco — Lote Adulto 1

Compilação interna revisada pela equipe médica MedFoco.

2026
Revisão MedFoco: outubro de 2026. Conteúdo de apoio à prática clínica — confirme apresentação, concentração, contraindicações e recomendações na bula profissional vigente e nos protocolos da sua instituição.
Rolar para cima