Gestação
Categoria BUsar quando indicado, com cautela no primeiro trimestre
Sem evidência experimental de embriotoxicidade ou teratogenicidade; não há estudos controlados em gestantes.
Cefalosporina parenteral de terceira geração com boa atividade contra bacilos Gram-negativos, incluindo Pseudomonas aeruginosa, e atividade limitada contra Gram-positivos. Eliminação renal inalterada, com ajuste obrigatório pela depuração de creatinina.
Revisado em pela equipe MedFoco
Tremor, mioclonia, convulsões, encefalopatia e coma foram descritos em pacientes com disfunção renal que receberam doses sem redução adequada. Estime a depuração de creatinina antes da manutenção e reavalie durante o tratamento.
O essencial do perfil clínico em uma tela.
A ceftazidima é uma cefalosporina bactericida de terceira geração, de uso parenteral, que inibe a síntese da parede celular bacteriana. Destaca-se pela atividade contra Pseudomonas aeruginosa e outros bacilos Gram-negativos, sendo empregada principalmente em infecções hospitalares e em pacientes imunocomprometidos.
Liga-se às proteínas ligadoras de penicilina (principalmente PBP3 de Gram-negativos), interrompe a síntese do peptidoglicano e leva à lise bacteriana. Atividade tempo-dependente.
Concentrações, embalagens e nomes comerciais no Brasil.
| Apresentação | Forma farmacêutica | Concentração / composição | Embalagem | Nomes comerciais |
|---|---|---|---|---|
| Ceftazidima 1 gCom diluente | Pó para solução injetável | Ceftazidima (como pentaidratada) 1 gCarbonato de sódio ExcipienteÁgua para injetáveis (diluente) 10 mL | Frasco-ampola de 1 g acompanhado de ampola de diluente de 10 mL. | FortazCeftazidon |
| Ceftazidima 1 gEmbalagem hospitalar | Pó para solução injetável | Ceftazidima (como pentaidratada) 1 gCarbonato de sódio Excipiente | Frasco-ampola de 1 g sem diluente, em embalagens hospitalares de 20 a 100 unidades. | KefadimCeftazidonCefazimaCeftafor |
Algumas marcas admitem até 18 horas em temperatura ambiente e 7 dias sob refrigeração após reconstituição; outras limitam a 2 horas em temperatura ambiente e 24 horas sob refrigeração. Siga a bula do produto efetivamente utilizado.
Dose, frequência e duração por população.
Ou 2 g de 12/12 h na maioria das infecções.
Acima de 2 meses, em 2 a 3 doses; máx. 6 g/dia.
Neutropenia, imunossupressão; até 9 g/dia com função renal normal.
Dose inicial de 1 g e manutenção reduzida.
| Indicação | Dose | Frequência | Duração | Observações |
|---|---|---|---|---|
| Dose usual | 1 g | 8/8 h | Conforme foco infeccioso e resposta clínica | Esquema adequado para a maioria das infecções com função renal preservada. |
| 2 g | 12/12 h | Conforme foco infeccioso e resposta clínica | Alternativa equivalente ao esquema de 1 g de 8/8 h. Doses de 2 g preferencialmente por via EV. | |
| ITU e infecções de menor gravidade | 500 mg a 1 g | 12/12 h | Conforme foco infeccioso | Geralmente suficiente em infecções urinárias e quadros menos graves. |
Esquema adequado para a maioria das infecções com função renal preservada.
Alternativa equivalente ao esquema de 1 g de 8/8 h. Doses de 2 g preferencialmente por via EV.
Geralmente suficiente em infecções urinárias e quadros menos graves.
| Indicação | Dose | Frequência | Duração | Observações |
|---|---|---|---|---|
| Infecção grave, imunossupressão ou neutropenia | 2 g | 8/8 h ou 12/12 h | Conforme resposta clínica e recuperação de neutrófilos | Pode ser associada a aminoglicosídeo ou outro antimicrobiano conforme o cenário. Em adultos com função renal normal, até 9 g/dia foram administrados com segurança. |
| Fibrose cística com infecção pulmonar por Pseudomonas | 100 a 150 mg/kg/dia | Dividir em 3 doses (8/8 h) | Conforme protocolo de exacerbação | Doses elevadas são necessárias pela farmacocinética alterada. Dose máxima de 9 g/dia. |
Pode ser associada a aminoglicosídeo ou outro antimicrobiano conforme o cenário. Em adultos com função renal normal, até 9 g/dia foram administrados com segurança.
Doses elevadas são necessárias pela farmacocinética alterada. Dose máxima de 9 g/dia.
| Indicação | Dose | Frequência | Duração | Observações |
|---|---|---|---|---|
| Peritonite associada à diálise peritoneal | 125 a 250 mg por 2 L de dialisato | Em cada troca | Conforme protocolo de diálise | Também pode ser usada por via EV. Compatível com fluido de diálise com lactato nas concentrações de 0,05 a 0,25 mg/mL. |
Também pode ser usada por via EV. Compatível com fluido de diálise com lactato nas concentrações de 0,05 a 0,25 mg/mL.
| Indicação | Dose | Frequência | Duração | Observações |
|---|---|---|---|---|
| Dose usual — até 2 meses | 25 a 60 mg/kg/dia | Dividir em 2 doses (12/12 h) | Conforme foco infeccioso | No recém-nascido, a meia-vida pode ser 3 a 4 vezes maior que no adulto. |
| Dose usual — acima de 2 meses | 30 a 100 mg/kg/dia | Dividir em 2 ou 3 doses | Conforme foco infeccioso | Não ultrapassar a dose do adulto. |
No recém-nascido, a meia-vida pode ser 3 a 4 vezes maior que no adulto.
Não ultrapassar a dose do adulto.
| Indicação | Dose | Frequência | Duração | Observações |
|---|---|---|---|---|
| Imunocomprometidos, fibrose cística ou meningite | 150 mg/kg/dia ou mais | Dividir em 3 doses (8/8 h) | Conforme resposta clínica | Dose máxima de 6 g/dia. |
| Neonato ≤ 7 dias de vida | 50 mg/kg/dose | 12/12 h | Conforme indicação neonatal | Mesmo esquema para idade gestacional < 32 ou ≥ 32 semanas. Diluir para cerca de 20 mg/mL. |
| Neonato 8 a 28 dias de vida | 50 mg/kg/dose | 8/8 h | Conforme indicação neonatal | Mesmo esquema para idade gestacional < 32 ou ≥ 32 semanas. |
| Meningite neonatal | 100 a 150 mg/kg/dia | ≤ 7 dias: 8/8 h ou 12/12 h | Conforme agente e evolução | Até 7 dias de vida, dividir em 2 ou 3 doses. |
| 150 mg/kg/dia | > 7 dias: 8/8 h | Conforme agente e evolução | Após a primeira semana de vida. | |
| Infecção por Gram-negativo sem Pseudomonas (> 1 mês) | 90 a 150 mg/kg/dia | Dividir de 8/8 h | Conforme foco infeccioso | Dose máxima de 6 g/dia (2 g/dose). |
| Pseudomonas leve a moderada (> 1 mês) | 90 a 150 mg/kg/dia | Dividir de 8/8 h | Conforme foco infeccioso | Dose máxima de 6 g/dia. |
| Pseudomonas grave, incluindo fibrose cística (> 1 mês) | 200 a 300 mg/kg/dia | Dividir de 8/8 h | Conforme protocolo | Esquema de referências pediátricas para fibrose cística; dose máxima de 12 g/dia. Acima do teto de 6 g/dia da bula, exige protocolo especializado. |
| Meningite ou ventriculite (> 1 mês) | 150 a 200 mg/kg/dia | Dividir de 8/8 h | Conforme agente e evolução | Dose máxima de 6 g/dia. |
| Neutropenia febril (> 1 mês) | 100 a 150 mg/kg/dia | Dividir de 8/8 h | Conforme evolução clínica e neutrófilos | Dose máxima de 6 g/dia. Infusão contínua (ataque 60–100 mg/kg, máx. 2 g, seguida de 100–200 mg/kg/dia em 24 h, máx. 6 g/dia) é alternativa em protocolos institucionais. |
| Infecção intra-abdominal complicada (> 1 mês) | 150 mg/kg/dia | Dividir de 8/8 h | Conforme controle do foco | Associar anaerobicida. Dose máxima de 6 g/dia. |
| Infecção do trato urinário (> 1 mês) | 100 a 150 mg/kg/dia | Dividir de 8/8 h | Conforme gravidade | Dose máxima de 6 g/dia. |
| Endocardite (> 1 mês) | 100 a 150 mg/kg/dia | Dividir de 8/8 h | Conforme protocolo de endocardite | Dose máxima de 4 g/dia. |
| Melioidose (> 1 mês) | 50 mg/kg/dose | 6/6 h ou 8/8 h | Fase intensiva conforme protocolo | Dose máxima de 8 g/dia. |
Dose máxima de 6 g/dia.
Mesmo esquema para idade gestacional < 32 ou ≥ 32 semanas. Diluir para cerca de 20 mg/mL.
Mesmo esquema para idade gestacional < 32 ou ≥ 32 semanas.
Até 7 dias de vida, dividir em 2 ou 3 doses.
Após a primeira semana de vida.
Dose máxima de 6 g/dia (2 g/dose).
Dose máxima de 6 g/dia.
Esquema de referências pediátricas para fibrose cística; dose máxima de 12 g/dia. Acima do teto de 6 g/dia da bula, exige protocolo especializado.
Dose máxima de 6 g/dia.
Dose máxima de 6 g/dia. Infusão contínua (ataque 60–100 mg/kg, máx. 2 g, seguida de 100–200 mg/kg/dia em 24 h, máx. 6 g/dia) é alternativa em protocolos institucionais.
Associar anaerobicida. Dose máxima de 6 g/dia.
Dose máxima de 6 g/dia.
Dose máxima de 4 g/dia.
Dose máxima de 8 g/dia.
| Indicação | Dose | Frequência | Duração | Observações |
|---|---|---|---|---|
| Peritonite em diálise peritoneal | 20 mg/kg | 24/24 h, na permanência longa (≥ 6 h) | Conforme protocolo de diálise | Esquema contínuo alternativo: ataque de 500 mg/L de dialisato (permanência de 6 h) e manutenção de 125 mg/L. |
Esquema contínuo alternativo: ataque de 500 mg/L de dialisato (permanência de 6 h) e manutenção de 125 mg/L.
Usar quando indicado, com cautela no primeiro trimestre
Sem evidência experimental de embriotoxicidade ou teratogenicidade; não há estudos controlados em gestantes.
Manter a amamentação, com observação do lactente
Excretada em pequenas quantidades no leite, com baixa absorção oral pelo lactente. Observar diarreia, candidíase ou exantema.
| Condição | Ajuste / Dose | Frequência | Observações |
|---|---|---|---|
| ClCr > 50 mL/minSem ajuste | Dose normal | Conforme indicação | Sem ajuste. Creatinina sérica aproximada < 1,7 mg/dL. |
| ClCr 31 a 50 mL/minAjustar dose | 1 g | 12/12 h | Ajustar dose. Após dose inicial de 1 g. Em infecção grave, a dose unitária pode ser aumentada em 50%, mantendo nível sérico ≤ 40 mg/L. |
| ClCr 16 a 30 mL/minAjustar dose | 1 g | 24/24 h | Ajustar dose. Após dose inicial de 1 g. |
| ClCr 6 a 15 mL/minAjustar dose | 500 mg | 24/24 h | Ajustar dose. Após dose inicial de 1 g. |
| ClCr ≤ 5 mL/minAjustar dose | 500 mg | 48/48 h | Ajustar dose. Após dose inicial de 1 g. |
| Hemodiálise intermitenteDose pós-diálise | Dose de manutenção conforme ClCr | Repetir após cada sessão | Dose pós-diálise. Meia-vida de 3 a 5 horas durante a hemodiálise. |
| Hemodiálise contínua ou hemofiltração de alto fluxoAjustar dose | 1 g/dia | Dose única ou fracionada | Ajustar dose. Em hemofiltração venovenosa contínua, a manutenção varia de 250 a 750 mg de 12/12 h conforme função residual e taxa de ultrafiltração; em hemodiálise venovenosa, de 500 a 1.000 mg de 12/12 h. Em baixo fluxo, usar o esquema da insuficiência renal. |
| Insuficiência hepáticaSem ajuste | Sem ajuste posológico específico | Conforme indicação e função renal | Sem ajuste. Não há metabolização hepática relevante; a função renal determina o ajuste. |
| Criança com disfunção renalAjustar dose | Proporcional ao esquema do adulto | Conforme ClCr | Ajustar dose. Ajustar a depuração de creatinina pela superfície corporal ou massa muscular. |
Sem ajuste. Creatinina sérica aproximada < 1,7 mg/dL.
Ajustar dose. Após dose inicial de 1 g. Em infecção grave, a dose unitária pode ser aumentada em 50%, mantendo nível sérico ≤ 40 mg/L.
Ajustar dose. Após dose inicial de 1 g.
Ajustar dose. Após dose inicial de 1 g.
Ajustar dose. Após dose inicial de 1 g.
Dose pós-diálise. Meia-vida de 3 a 5 horas durante a hemodiálise.
Ajustar dose. Em hemofiltração venovenosa contínua, a manutenção varia de 250 a 750 mg de 12/12 h conforme função residual e taxa de ultrafiltração; em hemodiálise venovenosa, de 500 a 1.000 mg de 12/12 h. Em baixo fluxo, usar o esquema da insuficiência renal.
Sem ajuste. Não há metabolização hepática relevante; a função renal determina o ajuste.
Ajustar dose. Ajustar a depuração de creatinina pela superfície corporal ou massa muscular.
| Condição | Ajuste / Dose | Frequência | Observações |
|---|---|---|---|
| Idoso com doença agudaLimitar dose diária | Em geral, até 3 g/dia | Conforme função renal | Limitar dose diária. Especialmente acima de 80 anos, pela redução da depuração. |
Limitar dose diária. Especialmente acima de 80 anos, pela redução da depuração.
Técnica de aplicação, vias e situações especiais.
Administrar por infusão EV em 15–30 minutos ou EV direta lenta em 3–5 minutos. A via IM profunda é alternativa para doses de até 1 g.
Para IM, pode-se usar lidocaína 0,5% ou 1% como diluente; a solução com lidocaína nunca deve ser administrada por via EV. A dissolução libera CO₂ e gera pressão positiva no frasco; pequenas bolhas podem ser ignoradas.
Investigar reações prévias a cefalosporinas, penicilinas e outros beta-lactâmicos. Estimar a depuração de creatinina para definir a manutenção.
Injetar o diluente no frasco (3 mL para IM, 10 mL para EV), retirar a agulha e agitar até solução límpida, amarelo-clara a âmbar.
Para infusão, depois de o pó estar dissolvido, inserir uma agulha de alívio para liberar o CO₂ antes de aspirar a solução.
Transferir a solução reconstituída para 50–100 mL de SF 0,9% ou SG 5% (concentração final entre 1 e 40 mg/mL) e infundir em 15–30 minutos.
Aplicar no quadrante superior externo do glúteo ou na face lateral da coxa; em crianças, preferir a face lateral da coxa.
Não combinar com aminoglicosídeos na mesma seringa ou equipo e lavar a linha antes e após vancomicina. Não usar bicarbonato de sódio como diluente.
Administração EV padrão
1 a 2 g em 50–100 mL de SF 0,9% ou SG 5%.
Não utilizar bicarbonato de sódio como diluente.
1 a 2 g em 50–100 mL de SF 0,9% ou SG 5%.
Não utilizar bicarbonato de sódio como diluente.
Doses calculadas por peso
Reconstituir 1 g em 10 mL (100 mg/mL) e rediluir em SF 0,9%: 1 mL da solução + 4 mL de SF 0,9%.
Concentrações entre 1 e 40 mg/mL são aceitáveis; ajustar ao volume tolerado pelo paciente.
Reconstituir 1 g em 10 mL (100 mg/mL) e rediluir em SF 0,9%: 1 mL da solução + 4 mL de SF 0,9%.
Concentrações entre 1 e 40 mg/mL são aceitáveis; ajustar ao volume tolerado pelo paciente.
Quando a infusão não for necessária
1 g reconstituído em 10 mL de água para injetáveis.
1 g reconstituído em 10 mL de água para injetáveis.
Doses de até 1 g
1 g em 3 mL de água para injetáveis ou lidocaína 0,5–1%.
Solução preparada com lidocaína não pode ser administrada por via EV.
1 g em 3 mL de água para injetáveis ou lidocaína 0,5–1%.
Solução preparada com lidocaína não pode ser administrada por via EV.
| Via | Status | Observações |
|---|---|---|
| Endovenosa | Via indicada | Infusão em 15–30 minutos ou injeção direta lenta em 3–5 minutos. Via preferencial em infecções graves e doses de 2 g. |
| Intramuscular | Via indicada | IM profunda após reconstituição com 3 mL de água para injetáveis ou lidocaína 0,5–1%. |
| Intraperitoneal | Uso especializado | Adicionada ao dialisato no tratamento de peritonite associada à diálise peritoneal, conforme protocolo de nefrologia. |
| Oral | Não se aplica | Não é absorvida por via oral. |
| Sublingual | Não se aplica | Não se aplica. |
| Subcutânea | Não recomendada | Não há indicação para administração subcutânea. |
| Retal | Não se aplica | Não se aplica. |
| Tópica/mucosas | Não se aplica | Não há formulação tópica. |
| SNG/SNE | Não se aplica | Medicamento exclusivamente parenteral. |
Infusão em 15–30 minutos ou injeção direta lenta em 3–5 minutos. Via preferencial em infecções graves e doses de 2 g.
IM profunda após reconstituição com 3 mL de água para injetáveis ou lidocaína 0,5–1%.
Adicionada ao dialisato no tratamento de peritonite associada à diálise peritoneal, conforme protocolo de nefrologia.
Não é absorvida por via oral.
Não se aplica.
Não há indicação para administração subcutânea.
Não se aplica.
Não há formulação tópica.
Medicamento exclusivamente parenteral.
Considerar a carga de sódio em hipertensos, insuficiência cardíaca ou dietas restritas, sobretudo em doses de 6 g/dia ou mais.
Não misturar com aminoglicosídeos na mesma seringa ou equipo. Há precipitação quando a vancomicina é adicionada à solução de ceftazidima; lavar a linha entre as administrações.
Por ser tempo-dependente, infusão estendida ou contínua pode ser usada em protocolos institucionais para Pseudomonas ou pacientes críticos, respeitando a estabilidade da solução preparada.
Concentrações entre 0,05 e 0,25 mg/mL são compatíveis com fluido de diálise intraperitoneal com lactato.
Contraindicações, monitoramento e eventos adversos.
A ceftazidima é eliminada inalterada pelos rins. Doses não reduzidas na insuficiência renal podem causar encefalopatia, mioclonia, convulsões e coma. Reavaliar a depuração de creatinina durante o tratamento, especialmente em idosos e pacientes críticos.
Sem evidência de efeitos embriopáticos ou teratogênicos em estudos experimentais. Usar com cautela nos primeiros meses de gestação e somente sob indicação clínica.
Excretada em pequenas proporções no leite humano. O uso é considerado compatível com a amamentação, com observação do lactente para diarreia, candidíase oral ou exantema.
Dose inicial de 1 g e manutenção conforme a depuração de creatinina quando ≤ 50 mL/min. Repetir a dose após hemodiálise. Doses excessivas aumentam o risco de neurotoxicidade.
A disfunção hepática não altera a farmacocinética de forma relevante na ausência de comprometimento renal.
Farmacologia, interações e informação regulatória.
Cefalosporina bactericida que se liga às proteínas ligadoras de penicilina, com alta afinidade pela PBP3 de bacilos Gram-negativos, inibindo a transpeptidação do peptidoglicano e causando lise celular. A cadeia lateral confere estabilidade a muitas beta-lactamases e penetração na membrana externa de Pseudomonas aeruginosa, mas é hidrolisada por ESBL, AmpC e carbapenemases.
Após IM de 500 mg e 1 g, os picos são de cerca de 18 e 37 mg/L. Cinco minutos após EV direta de 1 g e 2 g, alcançam-se cerca de 87 e 170 mg/L.
A ligação às proteínas é de cerca de 10%. Atinge ossos, coração, bile, saliva, humor aquoso e líquidos sinovial, pleural e peritoneal. Atravessa pouco a barreira hematoencefálica íntegra, mas alcança níveis terapêuticos no líquor com meninges inflamadas.
Não sofre metabolização. É eliminada por filtração glomerular, com 80% a 90% da dose recuperados na urina em 24 horas; menos de 1% é excretado pela bile.
A meia-vida aumenta com a queda da função renal e é 3 a 4 vezes maior em recém-nascidos. Durante hemodiálise, a meia-vida fica entre 3 e 5 horas.
O principal cuidado é a nefrotoxicidade aditiva: altas doses de cefalosporinas associadas a aminoglicosídeos ou diuréticos potentes, como a furosemida, podem comprometer a função renal e exigem monitorização de creatinina. O cloranfenicol antagoniza a ação de cefalosporinas in vitro, e a associação deve ser evitada quando o efeito bactericida for essencial. Como outros antibióticos de amplo espectro, pode alterar a flora intestinal e reduzir a eficácia de contraceptivos orais combinados; recomenda-se método adicional. Na prática de infusão, não misturar com aminoglicosídeos na mesma seringa ou equipo e lavar a linha entre ceftazidima e vancomicina pelo risco de precipitação. Em exames laboratoriais, pode positivar o teste de Coombs e interferir fracamente nos métodos de redução do cobre para glicosúria, sem afetar os testes enzimáticos nem a dosagem de creatinina pelo picrato alcalino.
Fontes regulatórias e clínicas utilizadas.
GlaxoSmithKline Brasil. Bula profissional do pó para solução injetável 1 g: posologia, ajuste renal, terapia dialítica, preparo, compatibilidades e reações adversas.
ABL Antibióticos do Brasil. Bula profissional do pó para solução injetável 1 g, incluindo teor de sódio e estabilidade após preparo.
Blau Farmacêutica. Bula profissional com tabela de reconstituição e diluição por via e estabilidade.
Fresenius Kabi Brasil e Instituto BioChimico. Apresentações de 1 g em embalagens hospitalares e estabilidade da solução reconstituída.
Ministério da Saúde. Relação Nacional de Medicamentos Essenciais; ceftazidima não consta na relação.
WHO Collaborating Centre for Drug Statistics Methodology. Ceftazidime: J01DD02; DDD parenteral de 4 g.
Critérios para prescrição, dispensação, controle e retenção de receita de antimicrobianos.
Compêndios pediátricos e neonatais de referência para esquemas por idade pós-natal, meningite, fibrose cística, neutropenia febril e peritonite em diálise.