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Bulário clínico · Antimicrobiano

Cefazolina sódica

Cefalosporina parenteral de primeira geração, de escolha na profilaxia antimicrobiana cirúrgica e no tratamento de infecções por Staphylococcus aureus sensível à oxacilina e estreptococos, com eliminação renal e necessidade de ajuste pelo clearance de creatinina.

Cefalosporina 1ª geraçãoEV · IMProfilaxia cirúrgicaAjuste renalUso hospitalarReceita com retenção

Revisado em pela equipe MedFoco

A dose pré-operatória deve preceder a incisão em 30 a 60 minutos

Níveis adequados no sangue e nos tecidos no momento da incisão são o objetivo da profilaxia. Repetir a dose em cirurgias prolongadas e não estender a profilaxia além de 24 horas, salvo situações específicas.

Informações rápidas Toque em um cartão para abrir o resumo sem sair da página.

Visão geral

O essencial do perfil clínico em uma tela.

O que é a cefazolina?

A cefazolina é uma cefalosporina semissintética de primeira geração, de administração parenteral, bactericida por inibição da síntese da parede celular. Tem meia-vida mais longa que a cefalotina, o que permite intervalos de 8 horas, e é o antimicrobiano mais usado na profilaxia cirúrgica.

ViasEV · IM
Faixa etáriaNeonatal a idoso
SUSFora da RENAME 2024
ReceitaAntimicrobiano · 2 vias

Composição e papel de cada componente1 ativos

Cefazolina

Betalactâmico bactericida que se liga às proteínas ligadoras de penicilina (PBPs), bloqueia a transpeptidação do peptidoglicano e leva à lise bacteriana.

Cefalosporina de 1ª geração

Quando usar e quando evitar

Indicações
  • Profilaxia cirúrgica em procedimentos contaminados ou potencialmente contaminados e quando a infecção do sítio cirúrgico representa risco grave (cirurgia cardíaca, artroplastia).
  • Infecções do trato respiratório por S. pneumoniae, Klebsiella spp., H. influenzae, S. aureus e estreptococos do grupo A sensíveis.
  • Infecções do trato urinário e genitais (prostatite, epididimite) por E. coli, P. mirabilis e Klebsiella spp. sensíveis.
  • Infecções de pele e partes moles por S. aureus e estreptococos.
  • Infecções do trato biliar por germes sensíveis.
  • Infecções ósseas e articulares por S. aureus.
  • Septicemia e endocardite por S. aureus sensível à oxacilina e estreptococos.
Não indicado
  • Infecções por MRSA ou enterococos.
  • Meningite e infecções do sistema nervoso central.
  • Infecções por Pseudomonas aeruginosa ou anaeróbios intestinais.
  • História de alergia a cefalosporinas, penicilinas, derivados da penicilina ou penicilamina.

Apresentações

Concentrações, embalagens e nomes comerciais no Brasil.

Apresentações disponíveis2 apresentações

ApresentaçãoForma farmacêuticaConcentração / composiçãoEmbalagemNomes comerciais
Cefazolina 1 gUso hospitalarPó para solução injetável1 gFrasco-ampola sem diluente; embalagens hospitalares de 20, 50 ou 100 frascos-ampola, conforme fabricante.
KefazolCezolinFazolon
Cefazolina 1 gPó para solução injetávelCefazolina (como cefazolina sódica) 1 gDiluente (água para injetáveis) 10 mLFrasco-ampola acompanhado de ampola de diluente de 10 mL; embalagem com 20 unidades.
Fazolon
Cefazolina 1 gPó para solução injetável
Uso hospitalar
Concentração / composição
1 g
EmbalagemFrasco-ampola sem diluente; embalagens hospitalares de 20, 50 ou 100 frascos-ampola, conforme fabricante.
Nomes comerciais
KefazolCezolinFazolon
Cefazolina 1 gPó para solução injetável
Concentração / composição
Cefazolina (como cefazolina sódica) 1 gDiluente (água para injetáveis) 10 mL
EmbalagemFrasco-ampola acompanhado de ampola de diluente de 10 mL; embalagem com 20 unidades.
Nomes comerciais
Fazolon
Atenção

Lidocaína apenas para uso IM

A solução reconstituída com lidocaína 0,5% destina-se exclusivamente à via intramuscular e não pode ser administrada por via endovenosa.

Posologia

Dose, frequência e duração por população.

Adulto0,5–1 g

A cada 6 a 8 h em infecções moderadas a graves.

Pediatria25–100 mg/kg/dia

Em 3 a 4 doses, conforme gravidade.

Profilaxia1–2 g EV

30–60 min antes da incisão; repetir em cirurgias longas.

Dose máxima6 g/dia

Até 12 g/dia em situações excepcionais.

Esquemas por população3 grupos

Adulto e adolescente

Via endovenosa6 esquemas
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Dose usual500 mg a 1 gA cada 6 a 8 hAté 48–72 h após defervescência ou erradicação bacterianaInfecções moderadas a graves. Limite de 6 g/dia; doses até 12 g/dia foram usadas em raras ocasiões. Também pode ser administrada por via IM.
ITU aguda não complicada1 g12/12 hConforme resposta clínicaEm infusão EV.
Pneumonia pneumocócica500 mg12/12 hConforme resposta clínicaEm infusão EV, para pneumococo sensível.
Profilaxia cirúrgica1 g30 a 60 minutos antes da incisãoDose pré-operatóriaDiretrizes internacionais de profilaxia (ASHP/IDSA/SIS/SHEA) recomendam 2 g, ou 3 g se peso ≥ 120 kg.
500 mg a 1 gDurante a cirurgia, se duração ≥ 2 h; depois, a cada 6 a 8 hAté 24 h após a cirurgiaEm cirurgia cardíaca a céu aberto ou artroplastia, a bula admite manter por 3 a 5 dias; protocolos atuais tendem a limitar a 24–48 h. Diretrizes sugerem repique a cada 4 h.
Profilaxia de endocardite1 g30 minutos antes do procedimentoDose únicaEm infusão EV.
Dose usual
500 mg a 1 gA cada 6 a 8 h
Detalhes
DuraçãoAté 48–72 h após defervescência ou erradicação bacteriana
Observações

Infecções moderadas a graves. Limite de 6 g/dia; doses até 12 g/dia foram usadas em raras ocasiões. Também pode ser administrada por via IM.

ITU aguda não complicada
1 g12/12 h
Detalhes
DuraçãoConforme resposta clínica
Observações

Em infusão EV.

Pneumonia pneumocócica
500 mg12/12 h
Detalhes
DuraçãoConforme resposta clínica
Observações

Em infusão EV, para pneumococo sensível.

Profilaxia cirúrgica
1 g30 a 60 minutos antes da incisão
Detalhes
DuraçãoDose pré-operatória
Observações

Diretrizes internacionais de profilaxia (ASHP/IDSA/SIS/SHEA) recomendam 2 g, ou 3 g se peso ≥ 120 kg.

500 mg a 1 gDurante a cirurgia, se duração ≥ 2 h; depois, a cada 6 a 8 h
Detalhes
DuraçãoAté 24 h após a cirurgia
Observações

Em cirurgia cardíaca a céu aberto ou artroplastia, a bula admite manter por 3 a 5 dias; protocolos atuais tendem a limitar a 24–48 h. Diretrizes sugerem repique a cada 4 h.

Profilaxia de endocardite
1 g30 minutos antes do procedimento
Detalhes
DuraçãoDose única
Observações

Em infusão EV.

Via endovenosa ou intramuscular1 esquema
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Infecções leves250 a 500 mg8/8 hAté 48–72 h após defervescênciaInfecções leves por germes sensíveis.
Infecções leves
250 a 500 mg8/8 h
Detalhes
DuraçãoAté 48–72 h após defervescência
Observações

Infecções leves por germes sensíveis.

Pediatria e neonatologia

Via endovenosa7 esquemas
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Dose usual6,25 a 12,5 mg/kg/dose6/6 hAté 48–72 h após defervescênciaInfecção leve a moderada em crianças a partir de 1 mês. Não exceder a dose do adulto.
8,3 a 16,7 mg/kg/dose8/8 hAté 48–72 h após defervescênciaInfecção leve a moderada em crianças a partir de 1 mês, com intervalo de 8 h.
Infecção grave25 mg/kg/dose6/6 hConforme foco infecciosoEquivale a 100 mg/kg/dia. Não exceder a dose do adulto.
33,3 mg/kg/dose8/8 hConforme foco infecciosoEquivale a 100 mg/kg/dia.
Neonato < 1 mês20 mg/kg/doseA cada 8 ou 12 hConforme indicaçãoSegurança e eficácia em prematuros não estabelecidas; seguir protocolo neonatal por idade gestacional e pós-natal.
Profilaxia de endocardite25 mg/kg30 minutos antes do procedimentoDose únicaNão exceder a dose do adulto.
Profilaxia cirúrgica30 mg/kg30 a 60 minutos antes da incisãoDose pré-operatória; repetir se cirurgia prolongadaDose de diretrizes de profilaxia cirúrgica; máximo de 2 g por dose.
Dose usual
6,25 a 12,5 mg/kg/dose6/6 h
Detalhes
DuraçãoAté 48–72 h após defervescência
Observações

Infecção leve a moderada em crianças a partir de 1 mês. Não exceder a dose do adulto.

8,3 a 16,7 mg/kg/dose8/8 h
Detalhes
DuraçãoAté 48–72 h após defervescência
Observações

Infecção leve a moderada em crianças a partir de 1 mês, com intervalo de 8 h.

Infecção grave
25 mg/kg/dose6/6 h
Detalhes
DuraçãoConforme foco infeccioso
Observações

Equivale a 100 mg/kg/dia. Não exceder a dose do adulto.

33,3 mg/kg/dose8/8 h
Detalhes
DuraçãoConforme foco infeccioso
Observações

Equivale a 100 mg/kg/dia.

Neonato < 1 mês
20 mg/kg/doseA cada 8 ou 12 h
Detalhes
DuraçãoConforme indicação
Observações

Segurança e eficácia em prematuros não estabelecidas; seguir protocolo neonatal por idade gestacional e pós-natal.

Profilaxia de endocardite
25 mg/kg30 minutos antes do procedimento
Detalhes
DuraçãoDose única
Observações

Não exceder a dose do adulto.

Profilaxia cirúrgica
30 mg/kg30 a 60 minutos antes da incisão
Detalhes
DuraçãoDose pré-operatória; repetir se cirurgia prolongada
Observações

Dose de diretrizes de profilaxia cirúrgica; máximo de 2 g por dose.

Populações especiais

Gestação e lactação

Gestação

Categoria B

Dose usual

Sem dano fetal em estudos animais com até 25 vezes a dose humana. Na cesariana, os níveis no cordão são de um quarto a um terço dos maternos, sem efeito adverso fetal aparente. Antimicrobiano de escolha para profilaxia em cesariana.

Lactação

Compatível

Dose usual

Presente em níveis muito baixos no leite, sem problemas documentados. Observar o lactente quanto a diarreia e candidíase.

Ajuste por órgão

CondiçãoAjuste / DoseFrequênciaObservações
Adulto · ClCr ≥ 55 mL/minSem ajusteDose usualIntervalo usualSem ajuste. Função renal suficiente para o esquema padrão.
Adulto · ClCr 35–54 mL/minAjustar intervaloDose usualA cada 8 ou 12 hAjustar intervalo. Após dose inicial apropriada à gravidade.
Adulto · ClCr 11–34 mL/minAjustar dose e intervaloMetade da dose usual12/12 hAjustar dose e intervalo. Após dose inicial apropriada à gravidade.
Adulto · ClCr ≤ 10 mL/minAjustar dose e intervaloMetade da dose usualA cada 18 ou 24 hAjustar dose e intervalo. Após dose inicial apropriada à gravidade. Risco de convulsões com doses altas.
Criança · ClCr 40–70 mL/minAjustar dose7,5 a 30 mg/kg12/12 hAjustar dose. Com ClCr ≥ 70 mL/min, dose pediátrica usual.
Criança · ClCr 20–40 mL/minAjustar dose3,1 a 12,5 mg/kg12/12 hAjustar dose. Após dose inicial apropriada à gravidade.
Criança · ClCr 5–20 mL/minAjustar dose e intervalo2,5 a 10 mg/kg24/24 hAjustar dose e intervalo. Após dose inicial apropriada à gravidade.
HemodiáliseDose pós-diáliseDose adicional após cada sessãoAo final da diáliseDose pós-diálise. A cefazolina é removida pela hemodiálise. Em diálise peritoneal, individualizar com monitorização clínica e, se disponível, nível sérico.
Insuficiência hepáticaSem ajusteSem ajuste posológico específicoConforme indicaçãoSem ajuste. Excretada inalterada na urina; a função renal orienta o ajuste.
Adulto · ClCr ≥ 55 mL/minSem ajuste
Dose usual
FrequênciaIntervalo usual
Observações

Sem ajuste. Função renal suficiente para o esquema padrão.

Adulto · ClCr 35–54 mL/minAjustar intervalo
Dose usual
FrequênciaA cada 8 ou 12 h
Observações

Ajustar intervalo. Após dose inicial apropriada à gravidade.

Adulto · ClCr 11–34 mL/minAjustar dose e intervalo
Metade da dose usual
Frequência12/12 h
Observações

Ajustar dose e intervalo. Após dose inicial apropriada à gravidade.

Adulto · ClCr ≤ 10 mL/minAjustar dose e intervalo
Metade da dose usual
FrequênciaA cada 18 ou 24 h
Observações

Ajustar dose e intervalo. Após dose inicial apropriada à gravidade. Risco de convulsões com doses altas.

Criança · ClCr 40–70 mL/minAjustar dose
7,5 a 30 mg/kg
Frequência12/12 h
Observações

Ajustar dose. Com ClCr ≥ 70 mL/min, dose pediátrica usual.

Criança · ClCr 20–40 mL/minAjustar dose
3,1 a 12,5 mg/kg
Frequência12/12 h
Observações

Ajustar dose. Após dose inicial apropriada à gravidade.

Criança · ClCr 5–20 mL/minAjustar dose e intervalo
2,5 a 10 mg/kg
Frequência24/24 h
Observações

Ajustar dose e intervalo. Após dose inicial apropriada à gravidade.

HemodiáliseDose pós-diálise
Dose adicional após cada sessão
FrequênciaAo final da diálise
Observações

Dose pós-diálise. A cefazolina é removida pela hemodiálise. Em diálise peritoneal, individualizar com monitorização clínica e, se disponível, nível sérico.

Insuficiência hepáticaSem ajuste
Sem ajuste posológico específico
FrequênciaConforme indicação
Observações

Sem ajuste. Excretada inalterada na urina; a função renal orienta o ajuste.

Outras populações

CondiçãoAjuste / DoseFrequênciaObservações
Idoso > 75 anosLimitar doseMáximo de 500 mg8/8 hLimitar dose. Limite previsto em bula mesmo com clearance de creatinina normal. Ajustar adicionalmente pela função renal.
Idoso > 75 anosLimitar dose
Máximo de 500 mg
Frequência8/8 h
Observações

Limitar dose. Limite previsto em bula mesmo com clearance de creatinina normal. Ajustar adicionalmente pela função renal.

Modelos de prescrição3 modelos

Adulto · dose usualVia endovenosaAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.
Pediatria · 6,25 a 12,5 mg/kg de 6/6 hVia endovenosaAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.
Pediatria · 8,3 a 16,7 mg/kg de 8/8 hVia endovenosaAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.

Administração

Técnica de aplicação, vias e situações especiais.

DiluentesSF 0,9% · SG 5% · SG 10% · Ringer lactato · Ringer
Via principalEndovenosa

Infusão EV em 30 a 60 minutos ou EV direta em 3 a 5 minutos. A via IM é alternativa em adultos e crianças, em grande massa muscular.

ReconstituiçãoIM: 2,5 mL de água para injetáveis ou lidocaína 0,5% · EV: 10 mL de água para injetáveis

IM: volume final ≈ 3,2 mL (≈ 312,5 mg/mL). EV: volume final ≈ 10,6 mL (≈ 94 mg/mL). A solução pode variar de incolor a amarela e escurecer sem perda de potência.

Técnica de aplicação7 passos

1
Confirme alergias

Investigue reações prévias a cefalosporinas, penicilinas e penicilamina antes da primeira dose.

2
Reconstitua conforme a via

IM: 2,5 mL de água para injetáveis ou lidocaína 0,5%. EV: 10 mL de água para injetáveis. Prefira agulhas 30×8 ou 25×8 e inspecione a solução.

3
EV direta: 3 a 5 minutos

Injetar lentamente a solução reconstituída (≈ 94 mg/mL) na veia ou no equipo.

4
Infusão: dilua em 50 a 100 mL

Usar SF 0,9% ou SG 5% (≈ 9 mg/mL com 100 mL) e infundir em 30 a 60 minutos.

5
IM: grande massa muscular

Adultos: quadrante superior externo da nádega. Crianças: face lateral da coxa. Nunca administrar por via EV a solução preparada com lidocaína.

6
Profilaxia: respeite o horário

Concluir a administração 30 a 60 minutos antes da incisão e repetir a dose em cirurgias prolongadas.

7
Administre separadamente

Não misturar com aminoglicosídeos ou outros fármacos no mesmo frasco ou bolsa.

Diluições e preparo4 preparos

EV direta

Administração rápida, inclusive na indução anestésica

≈ 94 mg/mL

1 g + 10 mL de água para injetáveis

  1. Reconstituir 1 g com 10 mL de água para injetáveis.
  2. Agitar até dissolução completa e inspecionar.
Volume final≈ 10,6 mL
DiluenteÁgua para injetáveis
Tempo / modo3–5 minutos
Estabilidade12 h em temperatura ambiente ou 24 h em geladeira, protegida da luz
EV diretaAdministração rápida, inclusive na indução anestésica≈ 94 mg/mL

1 g + 10 mL de água para injetáveis

  1. Reconstituir 1 g com 10 mL de água para injetáveis.
  2. Agitar até dissolução completa e inspecionar.
Volume final≈ 10,6 mL
DiluenteÁgua para injetáveis
Tempo / modo3–5 minutos
Estabilidade12 h em temperatura ambiente ou 24 h em geladeira, protegida da luz

Infusão EV intermitente

Tratamento de infecções

≈ 9 mg/mL (em 100 mL)

1 g reconstituído em 10 mL + 50 a 100 mL de SF 0,9% ou SG 5%

  1. Reconstituir 1 g com 10 mL de água para injetáveis.
  2. Transferir para 50 a 100 mL de diluente compatível.
  3. Homogeneizar e inspecionar.
Volume final60–110 mL
DiluenteSF 0,9%, SG 5%, SG 10%, Ringer ou Ringer lactato
Tempo / modo30–60 minutos
Estabilidade12 h em temperatura ambiente ou 24 h em geladeira, protegida da luz

Não misturar com aminoglicosídeos: há inativação mútua.

Infusão EV intermitenteTratamento de infecções≈ 9 mg/mL (em 100 mL)

1 g reconstituído em 10 mL + 50 a 100 mL de SF 0,9% ou SG 5%

  1. Reconstituir 1 g com 10 mL de água para injetáveis.
  2. Transferir para 50 a 100 mL de diluente compatível.
  3. Homogeneizar e inspecionar.
Volume final60–110 mL
DiluenteSF 0,9%, SG 5%, SG 10%, Ringer ou Ringer lactato
Tempo / modo30–60 minutos
Estabilidade12 h em temperatura ambiente ou 24 h em geladeira, protegida da luz

Não misturar com aminoglicosídeos: há inativação mútua.

Infusão pediátrica a 20 mg/mL

Doses calculadas por peso

20 mg/mL (máximo)

1 g em 10 mL de água para injetáveis (100 mg/mL); diluir 1 mL da solução + 4 mL de SF 0,9%

  1. Reconstituir 1 g com 10 mL de água para injetáveis (≈ 100 mg/mL).
  2. Aspirar o volume correspondente à dose e diluir em SF 0,9% até 20 mg/mL.
DiluenteSF 0,9%
Tempo / modo30–60 minutos

Concentração utilizada em protocolos hospitalares pediátricos; ajustar o volume à restrição hídrica.

Infusão pediátrica a 20 mg/mLDoses calculadas por peso20 mg/mL (máximo)

1 g em 10 mL de água para injetáveis (100 mg/mL); diluir 1 mL da solução + 4 mL de SF 0,9%

  1. Reconstituir 1 g com 10 mL de água para injetáveis (≈ 100 mg/mL).
  2. Aspirar o volume correspondente à dose e diluir em SF 0,9% até 20 mg/mL.
DiluenteSF 0,9%
Tempo / modo30–60 minutos

Concentração utilizada em protocolos hospitalares pediátricos; ajustar o volume à restrição hídrica.

Intramuscular

Quando o acesso venoso não é necessário

≈ 312,5 mg/mL

1 g + 2,5 mL de água para injetáveis ou lidocaína 0,5%

  1. Reconstituir 1 g com 2,5 mL do diluente escolhido.
  2. Agitar até dissolução completa.
Volume final≈ 3,2 mL
Estabilidade12 h em temperatura ambiente ou 24 h em geladeira, protegida da luz

Preparada com lidocaína, é exclusivamente IM.

IntramuscularQuando o acesso venoso não é necessário≈ 312,5 mg/mL

1 g + 2,5 mL de água para injetáveis ou lidocaína 0,5%

  1. Reconstituir 1 g com 2,5 mL do diluente escolhido.
  2. Agitar até dissolução completa.
Volume final≈ 3,2 mL
Estabilidade12 h em temperatura ambiente ou 24 h em geladeira, protegida da luz

Preparada com lidocaína, é exclusivamente IM.

Compatibilidade por via

ViaStatusObservações
EndovenosaVia indicadaInfusão em 30–60 minutos ou EV direta em 3–5 minutos. Flebite é rara.
IntramuscularVia indicadaIM profunda; pode ser reconstituída com lidocaína 0,5% para reduzir a dor.
OralNão se aplicaSem absorção oral; para transição oral, considerar cefalexina ou cefadroxila conforme o caso.
SublingualNão se aplicaNão se aplica.
SubcutâneaNão usarVia não prevista.
RetalNão se aplicaNão se aplica.
Tópica/mucosasNão se aplicaNão há apresentação tópica.
SNG/SNENão se aplicaNão se aplica.
IntratecalProibidaNão aprovada; há relatos de neurotoxicidade grave, incluindo convulsões.
EndovenosaVia indicada
Observações

Infusão em 30–60 minutos ou EV direta em 3–5 minutos. Flebite é rara.

IntramuscularVia indicada
Observações

IM profunda; pode ser reconstituída com lidocaína 0,5% para reduzir a dor.

OralNão se aplica
Observações

Sem absorção oral; para transição oral, considerar cefalexina ou cefadroxila conforme o caso.

SublingualNão se aplica
Observações

Não se aplica.

SubcutâneaNão usar
Observações

Via não prevista.

RetalNão se aplica
Observações

Não se aplica.

Tópica/mucosasNão se aplica
Observações

Não há apresentação tópica.

SNG/SNENão se aplica
Observações

Não se aplica.

IntratecalProibida
Observações

Não aprovada; há relatos de neurotoxicidade grave, incluindo convulsões.

Situações especiais

Profilaxia cirúrgica

Tempo e redose importam mais que a duração

Administrar 30 a 60 minutos antes da incisão. Diretrizes recomendam 2 g (3 g se ≥ 120 kg) e repique a cada 4 horas ou com sangramento importante; não estender além de 24 horas na maioria dos procedimentos.

Cesariana

Escolha usual para profilaxia

Atravessa a placenta, com níveis no cordão de um quarto a um terço dos maternos, sem efeitos fetais adversos evidentes.

Anticoagulação

Potencializa a varfarina

Pode aumentar o efeito anticoagulante da varfarina e o risco de sangramento com heparina; monitorar INR e sinais de sangramento.

Obstrução biliar

Concentração biliar reduzida

Sem obstrução, os níveis biliares podem superar em até 5 vezes os séricos; com obstrução, ficam muito abaixo dos séricos.

Cuidados

Contraindicações, monitoramento e eventos adversos.

Hipersensibilidade cruzada em até 10% dos alérgicos à penicilina

Investigar reações prévias a betalactâmicos. Suspender ao primeiro sinal de alergia; reações graves exigem epinefrina, oxigênio, fluidos, anti-histamínicos, corticosteroides e suporte de via aérea. Há relatos de síndrome de Kounis.

Contraindicações5 itens

  • História de alergia a cefalosporinas.
  • História de alergia a penicilinas ou derivados da penicilina.
  • História de alergia à penicilamina.
  • Hipersensibilidade a qualquer componente da formulação.
  • Administração intratecal.

Populações especiais

Gestação

Categoria B

Sem dano fetal em estudos animais e sem efeitos adversos evidentes no feto quando usada antes da cesariana. Usar quando indicada.

Lactação

Compatível

Excretada em níveis muito baixos no leite, sem problemas documentados. Observar o lactente.

Função renal

Ajustar dose

Reduzir dose e/ou prolongar o intervalo quando ClCr < 55 mL/min (adultos) ou < 70 mL/min (crianças). Dose suplementar após hemodiálise.

Função hepática

Sem ajuste específico

Não é metabolizada de forma relevante. Elevações transitórias de transaminases e raros casos de hepatite foram descritos.

Monitoramento

Sinais de melhora
  • Sinais de hipersensibilidade, principalmente na primeira dose.
  • Resposta clínica e curva térmica.
  • Diarreia persistente, dor abdominal ou febre (colite por C. difficile).
  • Convulsões ou alteração neurológica em insuficiência renal com doses altas.
  • Sinais de superinfecção, incluindo candidíase oral e genital.
Sinais de alerta
  • Creatinina e clearance estimado periodicamente.
  • Hemograma com diferencial em tratamentos prolongados.
  • Transaminases, bilirrubinas e fosfatase alcalina quando indicado.
  • INR em pacientes em uso de varfarina.

Eventos adversos

GastrointestinaisRelatados
Diarreia, náuseas e vômitosCólicas abdominais e anorexiaEstomatite por CandidaPrurido genital e anal, monilíase genital e vaginite
Hipersensibilidade e locaisRelatados
Erupção cutânea, prurido, eosinofilia e febre medicamentosaDor e induração após injeção IMFlebite no local da infusão (rara)
LaboratoriaisRelatados
Neutropenia, leucopenia, trombocitopenia ou trombocitemiaElevação transitória de AST, ALT e fosfatase alcalinaElevação de ureia e creatininaCoombs direto e indireto positivos
Exigem suspensão e avaliaçãoPotencialmente graves
Anafilaxia e síndrome de Stevens-JohnsonSíndrome de KounisColite pseudomembranosaHepatite e insuficiência renalConvulsões com doses altas em insuficiência renal

Advertências

  • Usar com cuidado especial em alérgicos à penicilina; suspender se ocorrer reação alérgica.
  • Considerar colite por Clostridioides difficile em toda diarreia durante ou após o tratamento.
  • Pacientes com débito urinário reduzido por disfunção renal necessitam de dose diária menor; doses altas podem causar convulsões.
  • A via intratecal não é aprovada e pode causar neurotoxicidade grave.
  • Prescrever com cautela em pacientes com história de doença gastrointestinal, sobretudo colite.
  • Uso prolongado pode selecionar micro-organismos não suscetíveis.
  • Contém cerca de 48 mg de sódio por grama: considerar em hipertensos e em restrição de sódio.
  • Segurança e eficácia em prematuros não estabelecidas.

Técnico

Farmacologia, interações e informação regulatória.

Mecanismo de ação1 componentes

Cefazolina

Liga-se às proteínas ligadoras de penicilina (PBPs) e bloqueia a etapa final de transpeptidação do peptidoglicano, interrompendo a síntese da parede celular e causando lise bacteriana.

Farmacocinética

Níveis elevados e meia-vida de cerca de 2 horas

Após 1 g EV, o pico sérico é de aproximadamente 185 mcg/mL, com cerca de 4 mcg/mL em 8 horas. Por via IM, 1 g produz cerca de 64 mcg/mL em 1 hora. Meia-vida de aproximadamente 1,8 h (EV) e 2 h (IM); ligação proteica em torno de 80%.

Distribui-se bem em osso, líquido sinovial, pleura e bile (níveis biliares até 5 vezes os séricos sem obstrução). Atravessa a placenta e passa em níveis muito baixos para o leite.

t½ ≈ 1,8–2 hLigação proteica ≈ 80%Boa penetração óssea
Eliminação

Excreção renal inalterada

Cerca de 60% da dose são excretados na urina nas primeiras 6 horas e 70% a 80% em 24 horas, sem metabolização relevante. As concentrações urinárias alcançam 2.400 a 4.000 mcg/mL.

A probenecida reduz a secreção tubular e eleva os níveis séricos. A hemodiálise remove o fármaco, exigindo dose suplementar após a sessão.

Eliminação renalSem metabolismoDialisável

Interações medicamentosas

A associação com aminoglicosídeos (amicacina, gentamicina, tobramicina) pode aumentar a nefrotoxicidade e requer monitorização da função renal; a mistura no mesmo frasco ou bolsa inativa ambos os fármacos, que devem ser administrados separadamente. No campo da hemostasia, a cefazolina pode potencializar o efeito da varfarina (monitorar INR e considerar redução da dose) e aumentar o risco de sangramento com heparina. A probenecida eleva as concentrações séricas e pode aumentar a toxicidade. Entre as interferências laboratoriais, há glicosúria falso-positiva com reagentes de Benedict ou Fehling (não com testes enzimáticos) e positivação dos testes de Coombs direto e indireto, inclusive em neonatos de mães que receberam cefalosporinas antes do parto.

Informação regulatória

SUSFora da RENAMEA cefazolina não consta na RENAME 2024, mas integra amplamente as padronizações hospitalares para profilaxia cirúrgica.
GenéricoDisponívelHá cefazolina sódica 1 g genérica registrada por diferentes fabricantes nacionais.
ATCJ01DB04WHO ATC/DDD: cefazolina, cefalosporina de primeira geração. DDD parenteral: 3 g. Classificação AWaRe: Acesso.

Receituário

Tipo de receitaAntimicrobiano
Número de vias2 vias
Retenção2ª via
Validade10 dias

Referências

Fontes regulatórias e clínicas utilizadas.

01
Bula profissional

Kefazol® — cefazolina sódica

Antibióticos do Brasil Ltda. Bula profissional do pó para solução injetável de 1 g: posologia, ajuste renal adulto e pediátrico, reconstituição, estabilidade e segurança.

2026
02
Bula

Fazolon® — cefazolina sódica

Blau Farmacêutica S.A. Apresentações de 1 g com e sem ampola de diluente.

2024
03
Bula

Cezolin® — cefazolina sódica

Instituto BioChimico Indústria Farmacêutica Ltda. Pó para solução injetável de 1 g.

2024
04
Diretriz internacional

Clinical practice guidelines for antimicrobial prophylaxis in surgery

Bratzler DW et al. ASHP/IDSA/SIS/SHEA. Am J Health Syst Pharm. 2013;70:195-283. Doses de 2 g (3 g se ≥ 120 kg), 30 mg/kg em pediatria e redose a cada 4 h.

2013
05
Relação nacional

RENAME 2024

Ministério da Saúde. Relação Nacional de Medicamentos Essenciais; a cefazolina não integra a relação vigente.

2024
06
Classificação

ATC/DDD Index — J01DB04

WHO Collaborating Centre for Drug Statistics Methodology. Cefazolin: J01DB04; DDD parenteral de 3 g.

2026
07
Regulatório

RDC Anvisa nº 471/2021

Critérios para prescrição, dispensação, controle e retenção de receita de medicamentos antimicrobianos.

2021
Revisão MedFoco: outubro de 2026. Conteúdo de apoio à prática clínica — confirme apresentação, concentração, contraindicações e recomendações na bula profissional vigente e nos protocolos da sua instituição.
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