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Bulário clínico · Antimicrobiano

Cefalotina sódica

Cefalosporina parenteral de primeira geração, ativa sobretudo contra estafilococos sensíveis à oxacilina e estreptococos, usada em infecções por germes sensíveis e na profilaxia cirúrgica, com meia-vida curta e ajuste pela função renal.

Cefalosporina 1ª geraçãoEV · IMAjuste renalUso hospitalarReceita com retençãoProfilaxia cirúrgica

Revisado em pela equipe MedFoco

Investigue alergia a betalactâmicos antes da primeira dose

Há alergenicidade cruzada parcial com penicilinas; reações graves, incluindo anafilaxia, podem ocorrer a ambas as classes. É contraindicada em história de alergia a cefalosporinas, penicilinas, derivados da penicilina e penicilamina.

Informações rápidas Toque em um cartão para abrir o resumo sem sair da página.

Visão geral

O essencial do perfil clínico em uma tela.

O que é a cefalotina?

A cefalotina é uma cefalosporina semissintética de primeira geração, de uso exclusivamente parenteral. Bactericida, inibe a síntese da parede celular bacteriana e é usada em infecções por germes sensíveis e na profilaxia de procedimentos cirúrgicos contaminados ou potencialmente contaminados.

ViasEV · IM
Faixa etáriaCrianças e adultos
SUSFora da RENAME 2024
ReceitaAntimicrobiano · 2 vias

Composição e papel de cada componente1 ativos

Cefalotina

Betalactâmico bactericida que se liga às proteínas ligadoras de penicilina (PBPs) e bloqueia a síntese do peptidoglicano, levando à lise bacteriana.

Cefalosporina de 1ª geração

Quando usar e quando evitar

Indicações
  • Infecções do trato respiratório por S. pneumoniae, estafilococos, S. pyogenes, Klebsiella sp. e H. influenzae sensíveis.
  • Infecções de pele e tecidos moles por estafilococos, S. pyogenes, E. coli, P. mirabilis e Klebsiella sp.
  • Infecções do trato geniturinário por E. coli, P. mirabilis e Klebsiella sp.
  • Septicemia por germes sensíveis.
  • Infecções ósseas e articulares por estafilococos sensíveis.
  • Infecções gastrointestinais por Salmonella sp. e Shigella sp. sensíveis.
  • Meningite por S. pneumoniae, S. pyogenes e estafilococos sensíveis.
  • Profilaxia em procedimentos cirúrgicos contaminados ou potencialmente contaminados.
Não indicado
  • Infecções por estafilococos resistentes à meticilina (MRSA).
  • Infecções por enterococos.
  • Infecções por Pseudomonas, Acinetobacter, Serratia ou Enterobacter.
  • História de alergia a cefalosporinas, penicilinas, derivados da penicilina ou penicilamina.

Apresentações

Concentrações, embalagens e nomes comerciais no Brasil.

Apresentações disponíveis2 apresentações

ApresentaçãoForma farmacêuticaConcentração / composiçãoEmbalagemNomes comerciais
Cefalotina 1 gUso hospitalarPó para solução injetávelCefalotina (como cefalotina sódica) 1 gBicarbonato de sódio (tamponante) q.s.Frasco-ampola; embalagem hospitalar com 50 frascos-ampola, sem diluente.
Keflin NeutroKefalomaxCefalotilCefariston
Cefalotina 1 gPó para solução injetávelCefalotina (como cefalotina sódica) 1 gDiluente (água para injetáveis) 5 mLFrasco-ampola acompanhado de frasco-ampola com 5 mL de diluente.Somente genérico
Cefalotina 1 gPó para solução injetável
Uso hospitalar
Concentração / composição
Cefalotina (como cefalotina sódica) 1 gBicarbonato de sódio (tamponante) q.s.
EmbalagemFrasco-ampola; embalagem hospitalar com 50 frascos-ampola, sem diluente.
Nomes comerciais
Keflin NeutroKefalomaxCefalotilCefariston
Cefalotina 1 gPó para solução injetável
Concentração / composição
Cefalotina (como cefalotina sódica) 1 gDiluente (água para injetáveis) 5 mL
EmbalagemFrasco-ampola acompanhado de frasco-ampola com 5 mL de diluente.
Nomes comerciais
Somente genérico
Atenção

Considere o sódio da formulação

Cada frasco de 1 g contém cerca de 66 mg de sódio. Em doses altas, isso é relevante para hipertensos, cardiopatas e pacientes em restrição de sódio.

Posologia

Dose, frequência e duração por população.

Adulto0,5–2 g

A cada 4 a 6 h, conforme gravidade.

Pediatria20–40 mg/kg

De 6/6 h; ou 12–25 mg/kg de 4/4 h.

Dose máxima12 g/dia

Limite diário em adultos.

Duração≥ 48–72 h

Após defervescência ou erradicação bacteriana.

Esquemas por população3 grupos

Adulto e adolescente

Via endovenosa ou intramuscular2 esquemas
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Dose usual500 mg a 2 gA cada 4 a 6 hAté 48–72 h após defervescência ou erradicação bacterianaPara infecções em geral. Dose máxima de 12 g/dia. Ajustar pela função renal.
Infecções não complicadas500 mg6/6 hAté 48–72 h após defervescência ou erradicação bacterianaPneumonia não complicada, infecção do trato urinário e furunculose com celulite.
Dose usual
500 mg a 2 gA cada 4 a 6 h
Detalhes
DuraçãoAté 48–72 h após defervescência ou erradicação bacteriana
Observações

Para infecções em geral. Dose máxima de 12 g/dia. Ajustar pela função renal.

Infecções não complicadas
500 mg6/6 h
Detalhes
DuraçãoAté 48–72 h após defervescência ou erradicação bacteriana
Observações

Pneumonia não complicada, infecção do trato urinário e furunculose com celulite.

Via endovenosa2 esquemas
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Profilaxia cirúrgica2 g30 a 60 minutos antes da incisãoDose pré-operatóriaEm cirurgias com duração de 2 horas ou mais, administrar nova dose de 2 g durante o procedimento.
2 g6/6 h no pós-operatórioAté 48 hEsquema pós-operatório previsto em bula; protocolos atuais de profilaxia frequentemente limitam a duração a 24 h ou à dose intraoperatória.
Profilaxia cirúrgica
2 g30 a 60 minutos antes da incisão
Detalhes
DuraçãoDose pré-operatória
Observações

Em cirurgias com duração de 2 horas ou mais, administrar nova dose de 2 g durante o procedimento.

2 g6/6 h no pós-operatório
Detalhes
DuraçãoAté 48 h
Observações

Esquema pós-operatório previsto em bula; protocolos atuais de profilaxia frequentemente limitam a duração a 24 h ou à dose intraoperatória.

Pediatria

Via endovenosa ou intramuscular2 esquemas
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Dose usual20 a 40 mg/kg/dose6/6 hAté 48–72 h após defervescência ou erradicação bacterianaInfecções bacterianas em geral. Não ultrapassar a dose do adulto. Segurança e eficácia em prematuros não estabelecidas.
12 a 25 mg/kg/dose4/4 hAté 48–72 h após defervescência ou erradicação bacterianaAlternativa com intervalo menor. Via IM na face lateral da coxa.
Dose usual
20 a 40 mg/kg/dose6/6 h
Detalhes
DuraçãoAté 48–72 h após defervescência ou erradicação bacteriana
Observações

Infecções bacterianas em geral. Não ultrapassar a dose do adulto. Segurança e eficácia em prematuros não estabelecidas.

12 a 25 mg/kg/dose4/4 h
Detalhes
DuraçãoAté 48–72 h após defervescência ou erradicação bacteriana
Observações

Alternativa com intervalo menor. Via IM na face lateral da coxa.

Populações especiais

Gestação e lactação

Gestação

Categoria B

Dose usual, quando claramente necessária

Atravessa rapidamente a placenta. Estudos em coelhos não mostraram dano fetal, mas não há estudos controlados em gestantes.

Lactação

Compatível

Dose usual

Presente em níveis muito baixos no leite, sem problemas documentados. Observar o lactente quanto a diarreia ou candidíase.

Ajuste por órgão

CondiçãoAjuste / DoseFrequênciaObservações
ClCr 50–80 mL/minAjustar doseAté 2 g6/6 hAjustar dose. Após dose inicial de 1 a 2 g EV.
ClCr 25–50 mL/minAjustar doseAté 1,5 g6/6 hAjustar dose. Após dose inicial de 1 a 2 g EV.
ClCr 10–25 mL/minAjustar doseAté 1 g6/6 hAjustar dose. Após dose inicial de 1 a 2 g EV.
ClCr 2–10 mL/minAjustar doseAté 500 mg6/6 hAjustar dose. Após dose inicial de 1 a 2 g EV. Maior risco de neurotoxicidade com acúmulo.
ClCr < 2 mL/minAjustar dose e intervaloAté 500 mg8/8 hAjustar dose e intervalo. Após dose inicial de 1 a 2 g EV. Em diálise, seguir protocolo institucional.
Insuficiência hepáticaSem ajusteSem ajuste posológico específicoConforme indicaçãoSem ajuste. A eliminação é predominantemente renal; a função renal é o principal determinante do ajuste.
ClCr 50–80 mL/minAjustar dose
Até 2 g
Frequência6/6 h
Observações

Ajustar dose. Após dose inicial de 1 a 2 g EV.

ClCr 25–50 mL/minAjustar dose
Até 1,5 g
Frequência6/6 h
Observações

Ajustar dose. Após dose inicial de 1 a 2 g EV.

ClCr 10–25 mL/minAjustar dose
Até 1 g
Frequência6/6 h
Observações

Ajustar dose. Após dose inicial de 1 a 2 g EV.

ClCr 2–10 mL/minAjustar dose
Até 500 mg
Frequência6/6 h
Observações

Ajustar dose. Após dose inicial de 1 a 2 g EV. Maior risco de neurotoxicidade com acúmulo.

ClCr < 2 mL/minAjustar dose e intervalo
Até 500 mg
Frequência8/8 h
Observações

Ajustar dose e intervalo. Após dose inicial de 1 a 2 g EV. Em diálise, seguir protocolo institucional.

Insuficiência hepáticaSem ajuste
Sem ajuste posológico específico
FrequênciaConforme indicação
Observações

Sem ajuste. A eliminação é predominantemente renal; a função renal é o principal determinante do ajuste.

Outras populações

CondiçãoAjuste / DoseFrequênciaObservações
IdosoAvaliar função renalDose do adultoConforme clearance de creatininaAvaliar função renal. Maior probabilidade de função renal reduzida; estimar o clearance antes de iniciar.
PrematurosSem dadosSegurança e eficácia não estabelecidasAvaliar alternativaSem dados. Preferir antimicrobiano com posologia neonatal estabelecida.
IdosoAvaliar função renal
Dose do adulto
FrequênciaConforme clearance de creatinina
Observações

Avaliar função renal. Maior probabilidade de função renal reduzida; estimar o clearance antes de iniciar.

PrematurosSem dados
Segurança e eficácia não estabelecidas
FrequênciaAvaliar alternativa
Observações

Sem dados. Preferir antimicrobiano com posologia neonatal estabelecida.

Modelos de prescrição3 modelos

Adulto · dose usualVia endovenosaAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.
Pediatria · 20 a 40 mg/kg de 6/6 hVia endovenosa ou intramuscularAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.
Pediatria · 12 a 25 mg/kg de 4/4 hVia endovenosa ou intramuscularAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.

Administração

Técnica de aplicação, vias e situações especiais.

DiluentesSF 0,9% · SG 5%
Via principalEndovenosa

Pode ser administrada por EV direta lenta (3 a 5 minutos), infusão EV em 30 minutos ou IM profunda. A via EV é preferida em infecções graves e na profilaxia cirúrgica.

ReconstituiçãoÁgua para injetáveis: 5 mL (IM) ou 10 mL (EV)

IM: volume final ≈ 5,7 mL (≈ 175 mg/mL); se não dissolver, acrescentar 0,5 mL e aquecer o frasco entre as mãos. EV: volume final ≈ 10,7 mL (≈ 93 mg/mL).

Técnica de aplicação6 passos

1
Confirme alergias

Investigue reações prévias a cefalosporinas, penicilinas, derivados da penicilina e penicilamina antes da primeira dose.

2
Reconstitua conforme a via

Use 5 mL de água para injetáveis para IM e 10 mL para EV. Prefira agulhas 30×8 ou 25×8 para reduzir fragmentos de rolha e inspecione a solução.

3
EV direta: injete lentamente

Administrar a solução reconstituída em 3 a 5 minutos, direto na veia ou pelo equipo de uma infusão em curso.

4
Infusão: dilua e infunda em 30 minutos

Adicionar a solução reconstituída a 100 mL de SF 0,9% ou SG 5% (≈ 9 mg/mL).

5
IM: grande massa muscular

Em adultos, quadrante superior externo da nádega; em crianças, face lateral da coxa.

6
Não misture com outros fármacos

Não misturar com aminoglicosídeos ou outras medicações no mesmo frasco ou bolsa; em Y, interromper uma infusão enquanto administra a outra.

Diluições e preparo3 preparos

EV direta

Administração intermitente rápida

≈ 93 mg/mL

1 g + 10 mL de água para injetáveis

  1. Reconstituir 1 g com 10 mL de água para injetáveis.
  2. Agitar até dissolução completa e inspecionar.
Volume final≈ 10,7 mL
DiluenteÁgua para injetáveis
Tempo / modo3–5 minutos
Estabilidade2 h em temperatura ambiente (15–30 °C) ou 48 h em geladeira (2–8 °C)

Leve escurecimento (incolor a amarelo-claro) não altera a potência. Refrigerada, pode precipitar e redissolver em temperatura ambiente.

EV diretaAdministração intermitente rápida≈ 93 mg/mL

1 g + 10 mL de água para injetáveis

  1. Reconstituir 1 g com 10 mL de água para injetáveis.
  2. Agitar até dissolução completa e inspecionar.
Volume final≈ 10,7 mL
DiluenteÁgua para injetáveis
Tempo / modo3–5 minutos
Estabilidade2 h em temperatura ambiente (15–30 °C) ou 48 h em geladeira (2–8 °C)

Leve escurecimento (incolor a amarelo-claro) não altera a potência. Refrigerada, pode precipitar e redissolver em temperatura ambiente.

Infusão EV intermitente

Administração usual em infecções e profilaxia

≈ 9 mg/mL

1 g reconstituído em 10 mL + 100 mL de SF 0,9% ou SG 5%

  1. Reconstituir 1 g com 10 mL de água para injetáveis.
  2. Transferir para 100 mL de SF 0,9% ou SG 5%.
  3. Homogeneizar e inspecionar.
Volume final≈ 110 mL
DiluenteSF 0,9% ou SG 5%
Tempo / modo30 minutos
Estabilidade2 h em temperatura ambiente ou 48 h em geladeira

Não misturar com aminoglicosídeos: há inativação mútua.

Infusão EV intermitenteAdministração usual em infecções e profilaxia≈ 9 mg/mL

1 g reconstituído em 10 mL + 100 mL de SF 0,9% ou SG 5%

  1. Reconstituir 1 g com 10 mL de água para injetáveis.
  2. Transferir para 100 mL de SF 0,9% ou SG 5%.
  3. Homogeneizar e inspecionar.
Volume final≈ 110 mL
DiluenteSF 0,9% ou SG 5%
Tempo / modo30 minutos
Estabilidade2 h em temperatura ambiente ou 48 h em geladeira

Não misturar com aminoglicosídeos: há inativação mútua.

Intramuscular

Quando o acesso venoso não é necessário ou disponível

≈ 175 mg/mL

1 g + 5 mL de água para injetáveis

  1. Reconstituir 1 g com 5 mL de água para injetáveis.
  2. Se não dissolver, acrescentar 0,5 mL e aquecer o frasco entre as mãos.
Volume final≈ 5,7 mL
DiluenteÁgua para injetáveis
Estabilidade2 h em temperatura ambiente ou 48 h em geladeira

Injeções IM repetidas podem causar dor, endurecimento e calor local.

IntramuscularQuando o acesso venoso não é necessário ou disponível≈ 175 mg/mL

1 g + 5 mL de água para injetáveis

  1. Reconstituir 1 g com 5 mL de água para injetáveis.
  2. Se não dissolver, acrescentar 0,5 mL e aquecer o frasco entre as mãos.
Volume final≈ 5,7 mL
DiluenteÁgua para injetáveis
Estabilidade2 h em temperatura ambiente ou 48 h em geladeira

Injeções IM repetidas podem causar dor, endurecimento e calor local.

Compatibilidade por via

ViaStatusObservações
EndovenosaVia indicadaEV direta em 3–5 minutos ou infusão em 30 minutos. Alternar veias em infusões contínuas acima de 6 g/dia por mais de 3 dias.
IntramuscularVia indicadaIM profunda em grande massa muscular; pode ser dolorosa.
OralNão se aplicaSem absorção oral útil; para via oral, usar cefalosporina oral de primeira geração (cefalexina, cefadroxila).
SublingualNão se aplicaNão se aplica.
SubcutâneaNão usarVia não prevista; risco de irritação local.
RetalNão se aplicaNão se aplica.
Tópica/mucosasNão se aplicaNão há apresentação tópica.
SNG/SNENão se aplicaNão se aplica.
IntratecalNão usarCefalosporinas por via intratecal podem causar neurotoxicidade grave, incluindo convulsões.
EndovenosaVia indicada
Observações

EV direta em 3–5 minutos ou infusão em 30 minutos. Alternar veias em infusões contínuas acima de 6 g/dia por mais de 3 dias.

IntramuscularVia indicada
Observações

IM profunda em grande massa muscular; pode ser dolorosa.

OralNão se aplica
Observações

Sem absorção oral útil; para via oral, usar cefalosporina oral de primeira geração (cefalexina, cefadroxila).

SublingualNão se aplica
Observações

Não se aplica.

SubcutâneaNão usar
Observações

Via não prevista; risco de irritação local.

RetalNão se aplica
Observações

Não se aplica.

Tópica/mucosasNão se aplica
Observações

Não há apresentação tópica.

SNG/SNENão se aplica
Observações

Não se aplica.

IntratecalNão usar
Observações

Cefalosporinas por via intratecal podem causar neurotoxicidade grave, incluindo convulsões.

Situações especiais

Profilaxia cirúrgica

Dose 30 a 60 minutos antes da incisão

Administrar 2 g EV; repetir durante cirurgias de 2 horas ou mais. Pela meia-vida curta, o redose intraoperatório é especialmente importante.

Restrição de sódio

Cerca de 66 mg de sódio por grama

Doses de 8 a 12 g/dia representam aporte relevante de sódio em cardiopatas, hipertensos e pacientes com sobrecarga volêmica.

Infusão prolongada

Risco de tromboflebite

Doses acima de 6 g/dia em infusão contínua por mais de 3 dias associam-se a tromboflebite; alternar os sítios venosos.

Associação com aminoglicosídeo

Administrar separadamente

A mistura no mesmo recipiente inativa ambos os fármacos e a associação pode aumentar a nefrotoxicidade; monitorar função renal.

Cuidados

Contraindicações, monitoramento e eventos adversos.

Hipersensibilidade cruzada com penicilinas

Antes de iniciar, investigar reações prévias a cefalosporinas, penicilinas e penicilamina. Reações agudas graves exigem suspensão imediata, epinefrina e medidas de suporte.

Contraindicações4 itens

  • História de reação alérgica a cefalosporinas.
  • História de reação alérgica a penicilinas ou derivados da penicilina.
  • História de reação alérgica à penicilamina.
  • Hipersensibilidade a qualquer componente da formulação.

Populações especiais

Gestação

Categoria B

Atravessa rapidamente a placenta. Sem dano fetal em estudos animais, mas sem estudos controlados em gestantes; usar quando claramente necessária.

Lactação

Compatível

Excretada em níveis muito baixos no leite, sem problemas documentados. Uso criterioso, com observação do lactente.

Função renal

Ajustar dose

Concentrações altas e prolongadas podem ocorrer com doses usuais. Após dose inicial de 1 a 2 g, reduzir conforme o clearance de creatinina.

Função hepática

Sem ajuste específico

Não há recomendação de ajuste hepático. Elevações transitórias de AST e fosfatase alcalina foram descritas.

Monitoramento

Sinais de melhora
  • Resposta clínica e curva térmica.
  • Sinais de hipersensibilidade, especialmente na primeira dose.
  • Diarreia persistente, dor abdominal ou febre sugestivas de colite por C. difficile.
  • Flebite no sítio de infusão.
  • Alteração do nível de consciência ou convulsões em pacientes com insuficiência renal.
Sinais de alerta
  • Creatinina e clearance estimado antes e durante o tratamento.
  • Função renal com uso concomitante de aminoglicosídeos.
  • Hemograma em tratamentos prolongados.
  • Culturas e antibiograma para ajuste da terapia.

Eventos adversos

LocaisRelatados
Dor, endurecimento e calor após injeções IM repetidasTromboflebite com infusões contínuas prolongadas
Hipersensibilidade e gastrointestinaisRaros
Exantema maculopapular e urticáriaReação semelhante à doença do soro, eosinofilia e febre medicamentosaNáuseas, vômitos e diarreia
LaboratoriaisMuito raros
Neutropenia, trombocitopenia e anemia hemolíticaCoombs direto positivoElevação transitória de AST e fosfatase alcalinaElevação de ureia e redução do clearance, sobretudo com doença renal prévia
Exigem suspensão e avaliaçãoPotencialmente graves
AnafilaxiaColite pseudomembranosaConvulsões com doses altas em insuficiência renal

Advertências

  • Alergenicidade cruzada parcial com penicilinas: usar com cautela em pacientes com história de alergia, sobretudo a fármacos.
  • Considerar colite por Clostridioides difficile em toda diarreia durante ou após o tratamento.
  • Doses parenterais altas e inapropriadas podem causar convulsões, principalmente com função renal reduzida.
  • Infusões contínuas acima de 6 g/dia por mais de 3 dias podem causar tromboflebite.
  • Uso prolongado pode selecionar micro-organismos resistentes e causar superinfecção.
  • Usar com cautela em pacientes com história de doença gastrointestinal, particularmente colite.
  • Contém sódio: considerar em hipertensos e em dieta de restrição de sódio.

Técnico

Farmacologia, interações e informação regulatória.

Mecanismo de ação1 componentes

Cefalotina

Liga-se às proteínas ligadoras de penicilina (PBPs) e inibe a transpeptidação final do peptidoglicano, interrompendo a síntese da parede celular e levando à lise bacteriana. Estável à penicilinase estafilocócica.

Farmacocinética

Picos rápidos e queda acentuada

Após 1 g EV, os níveis atingem cerca de 30 mcg/mL em 15 minutos e caem para cerca de 1 mcg/mL em 4 horas. Por via IM, o pico ocorre em 30 minutos (cerca de 20 mcg/mL com 1 g).

Distribui-se rapidamente para líquidos pleural, sinovial e ascítico, atravessa a placenta e é encontrada na bile; a penetração liquórica é baixa e variável.

Pico IM: 30 minMeia-vida curtaIntervalos de 4–6 h
Eliminação

Excreção renal rápida

Cerca de 60% a 70% de uma dose IM são excretados pelos rins nas primeiras 6 horas, com altos níveis urinários.

A probenecida retarda a secreção tubular e quase dobra os níveis séricos máximos.

Eliminação renalSecreção tubular2,88 mEq Na⁺/g

Interações medicamentosas

A associação com aminoglicosídeos (amicacina, gentamicina, tobramicina) pode aumentar a incidência de nefrotoxicidade e exige monitorização da função renal; além disso, a mistura no mesmo frasco ou bolsa inativa ambos os fármacos, que devem ser administrados separadamente. A probenecida reduz a secreção tubular, eleva as concentrações séricas e pode aumentar a toxicidade. Entre as interferências laboratoriais, podem ocorrer glicosúria falso-positiva com reagentes de Benedict, Fehling ou Clinitest (não com testes enzimáticos), elevação falsa da creatinina sérica e urinária pelo método de Jaffé e teste de Coombs direto positivo.

Informação regulatória

SUSFora da RENAMEA cefalotina não consta na RENAME 2024. Disponibilidade hospitalar depende das padronizações locais.
GenéricoDisponívelHá cefalotina sódica 1 g genérica registrada por diferentes fabricantes nacionais.
ATCJ01DB03WHO ATC/DDD: cefalotina, cefalosporina de primeira geração. DDD parenteral: 4 g. Classificação AWaRe: Acesso.

Receituário

Tipo de receitaAntimicrobiano
Número de vias2 vias
Retenção2ª via
Validade10 dias

Referências

Fontes regulatórias e clínicas utilizadas.

01
Bula profissional

Keflin® Neutro — cefalotina sódica

Antibióticos do Brasil Ltda. Bula profissional do pó para solução injetável de 1 g: posologia, ajuste renal, reconstituição, estabilidade, incompatibilidades e segurança.

2025
02
Bula

Kefalomax® — cefalotina sódica

Instituto BioChimico Indústria Farmacêutica Ltda. Apresentação de 1 g em frasco-ampola.

2024
03
Bula

Cefariston® e cefalotina sódica

Blau Farmacêutica S.A. Apresentações de 1 g, inclusive com diluente.

2024
04
Mercado regulado

Cefalotil® — cefalotina sódica 1 g

União Química Farmacêutica Nacional S/A. Caixa com 50 frascos-ampola.

2026
05
Relação nacional

RENAME 2024

Ministério da Saúde. Relação Nacional de Medicamentos Essenciais; a cefalotina não integra a relação vigente.

2024
06
Classificação

ATC/DDD Index — J01DB03

WHO Collaborating Centre for Drug Statistics Methodology. Cefalotin: J01DB03; DDD parenteral de 4 g.

2026
07
Regulatório

RDC Anvisa nº 471/2021

Critérios para prescrição, dispensação, controle e retenção de receita de medicamentos antimicrobianos.

2021
Revisão MedFoco: outubro de 2026. Conteúdo de apoio à prática clínica — confirme apresentação, concentração, contraindicações e recomendações na bula profissional vigente e nos protocolos da sua instituição.
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