Gestação
Categoria BUso com cautela
Categoria B na bula do Dulcolax: sem efeitos teratogênicos em ratos e coelhos e sem estudos adequados em gestantes; a ampla experiência não mostrou efeitos prejudiciais. Usar somente com recomendação médica.
Laxante estimulante de efeito hidragogo e antirreabsortivo, que estimula o peristaltismo do cólon e o acúmulo de água e eletrólitos na luz intestinal. Indicado na constipação, inclusive em pacientes oncológicos e em cuidados paliativos, e no preparo para colonoscopia e outros procedimentos.
Revisado em pela equipe MedFoco
O uso prolongado pode causar desequilíbrio hidroeletrolítico e hipopotassemia. Suspender em pacientes com perda líquida e maior suscetibilidade à desidratação, como idosos e pessoas com insuficiência renal, e retomar apenas sob orientação médica.
O essencial do perfil clínico em uma tela.
É um laxante estimulante com efeito hidragogo e antirreabsortivo. Hidrolisado na mucosa intestinal em seu metabólito ativo (BHPM), estimula o peristaltismo do cólon e o acúmulo de água e eletrólitos na luz intestinal, o que estimula a defecação, reduz o tempo de trânsito e amolece as fezes.
Estimula o peristaltismo do cólon e o acúmulo de água e eletrólitos, reduzindo o tempo de trânsito e amolecendo as fezes.
Concentrações, embalagens e nomes comerciais no Brasil.
| Apresentação | Forma farmacêutica | Concentração / composição | Embalagem | Nomes comerciais |
|---|---|---|---|---|
| Bisacodil 5 mg — drágeaNão partir | Drágea (revestimento entérico) | 5 mg | Embalagem com 20 drágeas. | Dulcolax |
| Bisacodil 5 mg — comprimido revestidoNão partir | Comprimido revestido | 5 mg | Embalagens com 16 ou 150 comprimidos revestidos (Lacto-Purga); demais marcas conforme o fabricante. | Lacto-PurgaDucodilPlesonaxBisalax |
O revestimento garante liberação apenas no cólon. Partir, mastigar ou administrar por sonda remove essa característica; leite, antiácidos e inibidores da bomba de prótons podem dissolver o revestimento antes da hora.
Dose, frequência e duração por população.
À noite
Na noite anterior
4–10 anos, à noite
Evacuação na manhã seguinte
| Indicação | Dose | Frequência | Duração | Observações |
|---|---|---|---|---|
| Constipação | 5–10 mg/dia | 1x/dia, à noite | Não usar diariamente por longo período sem investigar a causa | Começar pela menor dose e não exceder a dose máxima diária. Tomar à noite, inteiro e com líquido suficiente, para evacuação na manhã seguinte; o efeito ocorre em 6 a 12 horas. |
| Procedimentos diagnósticos e pré-operatório | 5–20 mg (1 a 4 comprimidos) | Dose única na noite anterior ao exame | Dose única | Dose da bula do Dulcolax (a pesquisa citava 10–20 mg). Usar sob supervisão médica e associar um laxante de alívio imediato em supositório na manhã do exame. |
Começar pela menor dose e não exceder a dose máxima diária. Tomar à noite, inteiro e com líquido suficiente, para evacuação na manhã seguinte; o efeito ocorre em 6 a 12 horas.
Dose da bula do Dulcolax (a pesquisa citava 10–20 mg). Usar sob supervisão médica e associar um laxante de alívio imediato em supositório na manhã do exame.
| Indicação | Dose | Frequência | Duração | Observações |
|---|---|---|---|---|
| Constipação — 4 a 10 anos | 5 mg/dia | 1x/dia, à noite | Uso pontual; constipação crônica ou persistente nessa faixa só sob orientação médica | Dose da bula (uso pediátrico acima de 4 anos). Não usar em menores de 4 anos. Crianças não devem usar sem orientação médica. |
| Constipação — > 10 anos | 5–10 mg/dia | 1x/dia, à noite | Não usar diariamente por longo período sem investigar a causa | Começar pela menor dose; não exceder 10 mg/dia. |
| Procedimentos diagnósticos e pré-operatório (> 4 anos) | 5 mg | À noite | Dose única | Recomenda-se associar um supositório pediátrico na manhã seguinte. |
Dose da bula (uso pediátrico acima de 4 anos). Não usar em menores de 4 anos. Crianças não devem usar sem orientação médica.
Começar pela menor dose; não exceder 10 mg/dia.
Recomenda-se associar um supositório pediátrico na manhã seguinte.
Uso com cautela
Categoria B na bula do Dulcolax: sem efeitos teratogênicos em ratos e coelhos e sem estudos adequados em gestantes; a ampla experiência não mostrou efeitos prejudiciais. Usar somente com recomendação médica.
Pode ser usado na amamentação
Nem o BHPM nem seus glicuronídeos são excretados no leite de lactantes saudáveis (bula do Dulcolax); o e-lactancia classifica como compatível.
Interromper se houver perda líquida, pela maior suscetibilidade à desidratação; retomar apenas sob orientação médica. A bula do Dulcolax não descreve ajuste por função hepática; a absorção é pequena e a fração absorvida é conjugada na parede intestinal e no fígado.
Interromper se houver perda líquida, pela maior suscetibilidade à desidratação, e retomar apenas sob orientação médica.
Técnica de aplicação, vias e situações especiais.
Engolir o comprimido inteiro, à noite, para que a evacuação ocorra na manhã seguinte. O revestimento garante liberação apenas no cólon.
A tomada noturna favorece a evacuação na manhã seguinte.
Engolir o comprimido inteiro para preservar o revestimento gastrorresistente.
Usar 5 a 20 mg na noite anterior, sob supervisão médica, e associar um laxante em supositório na manhã do exame.
Suspender se houver perda líquida importante, sobretudo em idosos e pessoas com insuficiência renal.
Não manter uso diário prolongado sem investigar a causa da constipação.
| Via | Status | Observações |
|---|---|---|
| Oral | Via indicada | Comprimido revestido engolido inteiro. |
| SNG/SNE | Não permitido | Por sonda, o comprimido perde o revestimento resistente ao suco gástrico e entérico e, com isso, a liberação no cólon. |
| Sublingual | Não usar | Não se aplica. |
| Endovenosa | Não usar | Não existe apresentação parenteral. |
| Intramuscular | Não usar | Não se aplica. |
| Retal | Sem apresentação | As bulas brasileiras consultadas não incluem supositório de bisacodil; a bula cita supositório apenas como laxante de alívio imediato associado no preparo para exames. |
Comprimido revestido engolido inteiro.
Por sonda, o comprimido perde o revestimento resistente ao suco gástrico e entérico e, com isso, a liberação no cólon.
Não se aplica.
Não existe apresentação parenteral.
Não se aplica.
As bulas brasileiras consultadas não incluem supositório de bisacodil; a bula cita supositório apenas como laxante de alívio imediato associado no preparo para exames.
O comprimido é resistente ao suco gástrico e entérico e projetado para liberar o fármaco apenas no cólon; por sonda, perde o revestimento e essa característica.
Recomenda-se coordenar o manejo do bisacodil no perioperatório com cirurgião, anestesista e médico prescritor.
Pode causar espasmo abdominal, tontura e/ou síncope.
Contraindicações, monitoramento e eventos adversos.
O uso diário prolongado sem investigar a constipação deve ser evitado, pelo risco de desequilíbrio hidroeletrolítico, hipopotassemia e desidratação. Afastar abdome agudo e obstrução antes de prescrever.
Uso com recomendação médica: sem efeitos teratogênicos em animais e sem estudos adequados em gestantes (bula do Dulcolax).
Pode ser usado na amamentação: o metabólito ativo não é excretado no leite.
Sem ajuste de dose; suspender se houver perda líquida, pela maior suscetibilidade à desidratação.
Não há ajuste de dose. Interromper diante de perda líquida e retomar apenas sob orientação médica.
Doses por idade a partir de 4 anos, conforme bula; não usar em menores de 4 anos nem sem orientação médica.
Farmacologia, interações e informação regulatória.
Laxante com efeito hidragogo e antirreabsortivo. Após hidrólise na mucosa do intestino grosso, estimula o peristaltismo do cólon e promove acúmulo de água e eletrólitos na luz intestinal. Como consequência, estimula a defecação, diminui o tempo de trânsito intestinal e amolece as fezes.
Após administração oral, é rapidamente hidrolisado por esterases da mucosa intestinal no princípio ativo bis-(p-hidroxifenil)-piridil-2-metano (BHPM), quase completamente conjugado na parede intestinal e no fígado ao glicuronídeo inativo. Somente pequena quantidade é absorvida. Com a drágea de revestimento entérico, o pico plasmático de BHPM ocorre em 4 a 10 horas e o efeito laxativo em 6 a 12 horas; o efeito não se correlaciona com os níveis plasmáticos.
A meia-vida plasmática do glicuronídeo de BHPM é de cerca de 16,5 horas. Aproximadamente 51,8% da dose é recuperada nas fezes (BHPM livre) e cerca de 10,5% na urina (glicuronídeo de BHPM).
Indicado na constipação, inclusive em oncologia e cuidados paliativos, e no preparo para colonoscopia, procedimentos diagnósticos e cirurgias.
Diuréticos (p. ex., furosemida) e corticosteroides (p. ex., dexametasona) podem aumentar o risco de desequilíbrio eletrolítico se forem usadas doses excessivas de bisacodil; o distúrbio eletrolítico pode aumentar a sensibilidade aos glicosídeos cardíacos (digitálicos). Outros laxantes podem aumentar os eventos adversos gastrointestinais. Leite, antiácidos e inibidores da bomba de prótons reduzem a acidez gástrica e podem dissolver o revestimento entérico antes do cólon — não tomar junto.
Fontes regulatórias e clínicas utilizadas.
Texto original da bula profissional. Usado para embalagem (20 drágeas), posologia adulta e pediátrica (inclusive 1 a 4 drágeas no preparo para exames), categoria B na gestação, lactação, frequência das reações adversas, interações, farmacocinética e superdose.
Usada para a grafia da marca, embalagens com 16 ou 150 comprimidos, uso acima de 4 anos, posologia e reações adversas.
Classificação de risco na amamentação: compatível; níveis indetectáveis no leite materno.
Compilação interna revisada pela equipe médica MedFoco.