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Bulário clínico · Antimicrobiano

Aztreonam

Monobactâmico de uso parenteral com espectro restrito a bacilos Gram-negativos aeróbios, incluindo Pseudomonas aeruginosa, útil sobretudo em pacientes com alergia grave a penicilinas e cefalosporinas e em associações contra produtores de metalobetalactamases.

MonobactâmicoEV · IMSó Gram-negativosAjuste renalUso hospitalarReceita com retenção

Revisado em pela equipe MedFoco

Não cobre Gram-positivos nem anaeróbios

Em terapia empírica, sempre associar agente com atividade contra Gram-positivos e, quando pertinente, contra anaeróbios. A reatividade cruzada com outros betalactâmicos é baixa, exceto com a ceftazidima, que compartilha cadeia lateral idêntica.

Informações rápidas Toque em um cartão para abrir o resumo sem sair da página.

Visão geral

O essencial do perfil clínico em uma tela.

O que é o aztreonam?

O aztreonam é o único monobactâmico de uso sistêmico disponível. É um betalactâmico bactericida com atividade restrita a bacilos Gram-negativos aeróbios, incluindo Pseudomonas aeruginosa, Enterobacterales sensíveis, Haemophilus influenzae e Neisseria spp. Por sua estrutura monocíclica, tem reatividade cruzada mínima com penicilinas e a maioria das cefalosporinas, o que o torna uma alternativa em pacientes alérgicos.

ViasEV · IM
Faixa etáriaNeonatal a adulto
SUSFora da RENAME 2024
ReceitaAntimicrobiano · 2 vias

Composição e papel de cada componente1 ativos

Aztreonam

Betalactâmico monocíclico que se liga à PBP3 de bacilos Gram-negativos, inibe a síntese da parede celular e induz filamentação e lise bacteriana.

Monobactâmico

Quando usar e quando evitar

Indicações
  • Infecções do trato urinário complicadas e nosocomiais por Gram-negativos sensíveis, especialmente quando o risco de toxicidade de aminoglicosídeos é alto.
  • Bacteremia e septicemia por Gram-negativos aeróbios sensíveis, incluindo P. aeruginosa.
  • Infecções respiratórias inferiores e pneumonia nosocomial, em associação com agentes ativos contra Gram-positivos e anaeróbios.
  • Infecções ósseas e articulares (osteomielite, artrite séptica) por Gram-negativos sensíveis.
  • Meningite por Gram-negativos sensíveis, incluindo N. meningitidis.
  • Infecções intra-abdominais e ginecológicas, sempre em esquema combinado com cobertura anaeróbia.
  • Alternativa betalactâmica em pacientes com alergia grave a penicilinas ou cefalosporinas.
  • Associado a ceftazidima-avibactam no tratamento de enterobactérias produtoras de metalobetalactamases, conforme diretrizes de infecções resistentes.
Não indicado
  • Infecções por Gram-positivos ou anaeróbios em monoterapia.
  • Terapia empírica de infecções polimicrobianas sem cobertura adicional.
  • Infecções por Acinetobacter baumannii, para as quais a atividade é pobre.
  • Enterobactérias produtoras de ESBL, AmpC ou KPC em monoterapia.
  • Pacientes com hipersensibilidade conhecida ao aztreonam.

Apresentações

Concentrações, embalagens e nomes comerciais no Brasil.

Apresentações disponíveis3 apresentações

ApresentaçãoForma farmacêuticaConcentração / composiçãoEmbalagemNomes comerciais
Aztreonam 1 gPó para solução injetávelAztreonam 1 gL-arginina 780 mgCaixa com 25 frascos-ampola.
Azanem
Aztreonam 1 gPó para solução injetávelAztreonam 1 gArginina ≈ 780 mgCartucho com 1 frasco-ampola de vidro.
Azeus
Aztreonam 1 gGenéricoPó para solução injetávelAztreonam 1 gL-arginina 780 mgFrasco-ampola; embalagem hospitalar conforme fabricante.Somente genérico
Aztreonam 1 gPó para solução injetável
Concentração / composição
Aztreonam 1 gL-arginina 780 mg
EmbalagemCaixa com 25 frascos-ampola.
Nomes comerciais
Azanem
Aztreonam 1 gPó para solução injetável
Concentração / composição
Aztreonam 1 gArginina ≈ 780 mg
EmbalagemCartucho com 1 frasco-ampola de vidro.
Nomes comerciais
Azeus
Aztreonam 1 gPó para solução injetável
Genérico
Concentração / composição
Aztreonam 1 gL-arginina 780 mg
EmbalagemFrasco-ampola; embalagem hospitalar conforme fabricante.
Nomes comerciais
Somente genérico
Atenção

Todas as apresentações contêm arginina

Cada grama de aztreonam vem acompanhado de cerca de 780 mg de arginina, relevante em neonatos e prematuros pelo risco de hipoglicemia. A concentração final depende do volume de reconstituição; confira antes de calcular doses em mL.

Posologia

Dose, frequência e duração por população.

Adulto1–2 g

De 6/6 h a 12/12 h conforme gravidade e foco.

Dose máxima8 g/dia

Também é o teto para pediatria.

Pediatria30–50 mg/kg

Por dose, de 6/6 h ou 8/8 h; 50 mg/kg em infecções graves a partir de 2 anos.

ClCr 10–3050% da dose

Após dose inicial usual; < 10 mL/min → 25%.

Esquemas por população3 grupos

Adulto

Via endovenosa ou intramuscular2 esquemas
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Dose usual — infecção urinária1 g8/8 h ou 12/12 hConforme foco e resposta clínicaAjustar pela função renal e reavaliar com urocultura e antibiograma.
Dose usual — infecção sistêmica moderadamente grave1 a 2 g8/8 h ou 12/12 hConforme foco e resposta clínicaDoses únicas acima de 1 g devem ser feitas por via EV. Associar cobertura para Gram-positivos e anaeróbios quando indicado.
Dose usual — infecção urinária
1 g8/8 h ou 12/12 h
Detalhes
DuraçãoConforme foco e resposta clínica
Observações

Ajustar pela função renal e reavaliar com urocultura e antibiograma.

Dose usual — infecção sistêmica moderadamente grave
1 a 2 g8/8 h ou 12/12 h
Detalhes
DuraçãoConforme foco e resposta clínica
Observações

Doses únicas acima de 1 g devem ser feitas por via EV. Associar cobertura para Gram-positivos e anaeróbios quando indicado.

Via endovenosa1 esquema
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Infecção grave, potencialmente letal ou por P. aeruginosa2 g6/6 h ou 8/8 hConforme foco e resposta clínicaIndicado em septicemia, abscessos parenquimatosos, peritonite e infecções sistêmicas por P. aeruginosa, ao menos no tratamento inicial. Dose máxima de 8 g/dia.
Infecção grave, potencialmente letal ou por P. aeruginosa
2 g6/6 h ou 8/8 h
Detalhes
DuraçãoConforme foco e resposta clínica
Observações

Indicado em septicemia, abscessos parenquimatosos, peritonite e infecções sistêmicas por P. aeruginosa, ao menos no tratamento inicial. Dose máxima de 8 g/dia.

Pediatria e neonatologia

Via endovenosa ou intramuscular1 esquema
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Dose usual30 mg/kg/dose6/6 h ou 8/8 hConforme foco e resposta clínicaPara crianças com mais de 1 semana de vida. Não exceder a dose máxima do adulto (8 g/dia).
Dose usual
30 mg/kg/dose6/6 h ou 8/8 h
Detalhes
DuraçãoConforme foco e resposta clínica
Observações

Para crianças com mais de 1 semana de vida. Não exceder a dose máxima do adulto (8 g/dia).

Via endovenosa9 esquemas
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Infecção grave (≥ 2 anos), inclusive por P. aeruginosa50 mg/kg/dose6/6 h ou 8/8 hConforme foco e resposta clínicaNão exceder 2 g por dose nem 8 g/dia.
Fibrose cística — exacerbação por P. aeruginosa50 a 75 mg/kg/dose (200 a 300 mg/kg/dia)6/6 hConforme protocolo de fibrose císticaEsquema de referências pediátricas, acima da dose de bula. Dose máxima de 12 g/dia; a dose diária pode ser administrada em infusão contínua em centros com protocolo.
Neonato < 1 kg · < 14 dias30 mg/kg/dose12/12 hConforme indicação neonatalDiluir para 20 mg/mL e infundir em 20 a 60 minutos. Monitorar glicemia pela carga de arginina.
Neonato < 1 kg · 14 a 28 dias30 mg/kg/dose8/8 hConforme indicação neonatalDiluir para 20 mg/mL e infundir em 20 a 60 minutos.
Neonato 1 a 2 kg · ≤ 7 dias30 mg/kg/dose12/12 hConforme indicação neonatalDiluir para 20 mg/mL e infundir em 20 a 60 minutos.
Neonato 1 a 2 kg · 8 a 28 dias30 mg/kg/dose8/8 hConforme indicação neonatalDiluir para 20 mg/mL e infundir em 20 a 60 minutos.
Neonato > 2 kg · ≤ 7 dias30 mg/kg/dose8/8 hConforme indicação neonatalDiluir para 20 mg/mL e infundir em 20 a 60 minutos.
Neonato > 2 kg · 8 a 28 dias30 mg/kg/dose6/6 hConforme indicação neonatalDiluir para 20 mg/mL e infundir em 20 a 60 minutos.
Lactente 29 a 60 dias (peso de nascimento ≤ 2 kg)30 mg/kg/dose6/6 hConforme indicaçãoDiluir para 20 mg/mL e infundir em 20 a 60 minutos.
Infecção grave (≥ 2 anos), inclusive por P. aeruginosa
50 mg/kg/dose6/6 h ou 8/8 h
Detalhes
DuraçãoConforme foco e resposta clínica
Observações

Não exceder 2 g por dose nem 8 g/dia.

Fibrose cística — exacerbação por P. aeruginosa
50 a 75 mg/kg/dose (200 a 300 mg/kg/dia)6/6 h
Detalhes
DuraçãoConforme protocolo de fibrose cística
Observações

Esquema de referências pediátricas, acima da dose de bula. Dose máxima de 12 g/dia; a dose diária pode ser administrada em infusão contínua em centros com protocolo.

Neonato < 1 kg · < 14 dias
30 mg/kg/dose12/12 h
Detalhes
DuraçãoConforme indicação neonatal
Observações

Diluir para 20 mg/mL e infundir em 20 a 60 minutos. Monitorar glicemia pela carga de arginina.

Neonato < 1 kg · 14 a 28 dias
30 mg/kg/dose8/8 h
Detalhes
DuraçãoConforme indicação neonatal
Observações

Diluir para 20 mg/mL e infundir em 20 a 60 minutos.

Neonato 1 a 2 kg · ≤ 7 dias
30 mg/kg/dose12/12 h
Detalhes
DuraçãoConforme indicação neonatal
Observações

Diluir para 20 mg/mL e infundir em 20 a 60 minutos.

Neonato 1 a 2 kg · 8 a 28 dias
30 mg/kg/dose8/8 h
Detalhes
DuraçãoConforme indicação neonatal
Observações

Diluir para 20 mg/mL e infundir em 20 a 60 minutos.

Neonato > 2 kg · ≤ 7 dias
30 mg/kg/dose8/8 h
Detalhes
DuraçãoConforme indicação neonatal
Observações

Diluir para 20 mg/mL e infundir em 20 a 60 minutos.

Neonato > 2 kg · 8 a 28 dias
30 mg/kg/dose6/6 h
Detalhes
DuraçãoConforme indicação neonatal
Observações

Diluir para 20 mg/mL e infundir em 20 a 60 minutos.

Lactente 29 a 60 dias (peso de nascimento ≤ 2 kg)
30 mg/kg/dose6/6 h
Detalhes
DuraçãoConforme indicação
Observações

Diluir para 20 mg/mL e infundir em 20 a 60 minutos.

Populações especiais

Gestação e lactação

Gestação

Categoria B

Pode ser usado quando indicado

Atravessa a placenta. Estudos em animais não mostraram dano fetal e dados perinatais não indicaram eventos adversos; não há estudos controlados em gestantes. A bula brasileira registra Categoria A.

Lactação

Compatível

Manter a amamentação

Excretado no leite em concentrações muito baixas (menos de 1% da sérica materna) e com absorção oral desprezível pelo lactente. Observar diarreia ou candidíase no bebê.

Ajuste por órgão

CondiçãoAjuste / DoseFrequênciaObservações
ClCr 10 a 30 mL/min/1,73 m²Ajustar doseDose inicial usual; manutenção com 50% da doseIntervalo habitual (6, 8 ou 12 h)Ajustar dose. Estimar o ClCr por Cockcroft-Gault com creatinina em estado de equilíbrio.
ClCr < 10 mL/min/1,73 m²Ajustar doseDose inicial usual; manutenção com 25% da dose inicialIntervalo fixo de 6, 8 ou 12 hAjustar dose. Inclui pacientes em hemodiálise.
Hemodiálise · infecção graveDose suplementar12,5% da dose inicial após cada sessãoAlém da manutenção de 25%Dose suplementar. O aztreonam é removido por hemodiálise e diálise peritoneal.
Diálise peritoneal · peritoniteVia intraperitonealAtaque de 1.000 mg/L de dialisato; manutenção de 250 mg/LEm todas as trocasVia intraperitoneal. Esquema de referências de diálise peritoneal; seguir protocolo do serviço de nefrologia.
Insuficiência hepáticaSem ajusteSem ajuste posológico específicoConforme indicação e função renalSem ajuste. Eliminação predominantemente renal. Em cirrose avançada com doença renal associada, orientar a dose pelo ClCr.
ClCr 10 a 30 mL/min/1,73 m²Ajustar dose
Dose inicial usual; manutenção com 50% da dose
FrequênciaIntervalo habitual (6, 8 ou 12 h)
Observações

Ajustar dose. Estimar o ClCr por Cockcroft-Gault com creatinina em estado de equilíbrio.

ClCr < 10 mL/min/1,73 m²Ajustar dose
Dose inicial usual; manutenção com 25% da dose inicial
FrequênciaIntervalo fixo de 6, 8 ou 12 h
Observações

Ajustar dose. Inclui pacientes em hemodiálise.

Hemodiálise · infecção graveDose suplementar
12,5% da dose inicial após cada sessão
FrequênciaAlém da manutenção de 25%
Observações

Dose suplementar. O aztreonam é removido por hemodiálise e diálise peritoneal.

Diálise peritoneal · peritoniteVia intraperitoneal
Ataque de 1.000 mg/L de dialisato; manutenção de 250 mg/L
FrequênciaEm todas as trocas
Observações

Via intraperitoneal. Esquema de referências de diálise peritoneal; seguir protocolo do serviço de nefrologia.

Insuficiência hepáticaSem ajuste
Sem ajuste posológico específico
FrequênciaConforme indicação e função renal
Observações

Sem ajuste. Eliminação predominantemente renal. Em cirrose avançada com doença renal associada, orientar a dose pelo ClCr.

Outras populações

CondiçãoAjuste / DoseFrequênciaObservações
IdosoAjustar pela função renalSem redução apenas pela idadeConforme ClCrAjustar pela função renal. A creatinina sérica isolada pode superestimar a função renal; calcular o ClCr antes de definir a dose.
Grande queimadoIndividualizarDoses maiores podem ser necessáriasSem encurtamento automático do intervaloIndividualizar. O volume de distribuição aumenta após lesão térmica; a depuração continua acompanhando o ClCr.
IdosoAjustar pela função renal
Sem redução apenas pela idade
FrequênciaConforme ClCr
Observações

Ajustar pela função renal. A creatinina sérica isolada pode superestimar a função renal; calcular o ClCr antes de definir a dose.

Grande queimadoIndividualizar
Doses maiores podem ser necessárias
FrequênciaSem encurtamento automático do intervalo
Observações

Individualizar. O volume de distribuição aumenta após lesão térmica; a depuração continua acompanhando o ClCr.

Modelos de prescrição4 modelos

Adulto · infecção urináriaVia endovenosaAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.
Adulto · infecção sistêmica moderadamente graveVia endovenosaAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.
Adulto · infecção grave ou por P. aeruginosaVia endovenosaAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.
Pediatria · dose usualVia endovenosaAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.

Administração

Técnica de aplicação, vias e situações especiais.

DiluentesSF 0,9% · SG 5% ou 10% · Ringer · Ringer lactato · SG 5% + NaCl · Manitol 5% ou 10%
Via principalEndovenosa

A via EV (infusão ou injeção direta lenta) é preferida para doses únicas acima de 1 g e para infecções graves, septicemia, abscessos e peritonite. A via IM profunda é aceitável para doses de até 1 g em infecções menos graves.

ReconstituiçãoInfusão e IM: 3 mL por grama · EV direta: 6 a 10 mL de água para injetáveis

Agitar imediata e vigorosamente após adicionar o diluente. A solução pode ser incolor a amarelo-clara e adquirir tom levemente rosado em repouso, sem perda de potência.

Técnica de aplicação6 passos

1
Escolha a via pela dose e gravidade

Doses acima de 1 g e infecções graves devem ser administradas por via EV. A via IM fica reservada a doses de até 1 g.

2
Reconstitua conforme a via

Infusão EV: 3 mL de água para injetáveis por grama (253,16 mg/mL). EV direta: 6 a 10 mL de água para injetáveis. IM: no mínimo 3 mL por grama de água para injetáveis ou SF 0,9%.

3
Dilua para infusão até 20 mg/mL

A concentração final não deve exceder 2% p/v (1 g em 50 mL). Usar, por exemplo, 1 g em 50 a 100 mL de SF 0,9% ou SG 5%.

4
Respeite o tempo de administração

Infusão EV em 20 a 60 minutos. Injeção EV direta lenta em 3 a 5 minutos, na veia ou no equipo.

5
IM profunda em grande massa muscular

Aplicar no quadrante superior externo do glúteo ou na face lateral da coxa. Não é necessário anestésico local.

6
Lave o equipo entre fármacos

Em infusão intermitente com fármaco incompatível, lavar o equipo antes e depois com diluente compatível. Não misturar com metronidazol, nafcilina ou cefradina.

Diluições e preparo4 preparos

Infusão intermitente — adulto

Via preferencial para doses > 1 g e infecções graves

≤ 20 mg/mL (2% p/v)

1 g reconstituído em 3 mL + 50 a 100 mL de diluente; 2 g + 100 a 250 mL

  1. Reconstituir cada frasco de 1 g com 3 mL de água para injetáveis e agitar vigorosamente.
  2. Transferir para bolsa de SF 0,9%, SG 5% ou outro diluente compatível.
  3. Conferir que a concentração final não ultrapasse 20 mg/mL.
Volume final≥ 50 mL por grama
DiluenteSF 0,9%, SG 5% ou 10%, Ringer, Ringer lactato, SG 5% + NaCl, Manitol 5% ou 10%
Tempo / modo20 a 60 minutos
EstabilidadeAté 24 h em temperatura ambiente (15–30 °C) ou 3 dias sob refrigeração (2–8 °C).

Concentrações acima de 2% p/v devem ser usadas imediatamente, exceto quando preparadas em água para injetáveis ou SF 0,9%.

Infusão intermitente — adultoVia preferencial para doses > 1 g e infecções graves≤ 20 mg/mL (2% p/v)

1 g reconstituído em 3 mL + 50 a 100 mL de diluente; 2 g + 100 a 250 mL

  1. Reconstituir cada frasco de 1 g com 3 mL de água para injetáveis e agitar vigorosamente.
  2. Transferir para bolsa de SF 0,9%, SG 5% ou outro diluente compatível.
  3. Conferir que a concentração final não ultrapasse 20 mg/mL.
Volume final≥ 50 mL por grama
DiluenteSF 0,9%, SG 5% ou 10%, Ringer, Ringer lactato, SG 5% + NaCl, Manitol 5% ou 10%
Tempo / modo20 a 60 minutos
EstabilidadeAté 24 h em temperatura ambiente (15–30 °C) ou 3 dias sob refrigeração (2–8 °C).

Concentrações acima de 2% p/v devem ser usadas imediatamente, exceto quando preparadas em água para injetáveis ou SF 0,9%.

Injeção EV direta

Administração rápida em acesso venoso

87,72 a 143,88 mg/mL

1 g + 6 a 10 mL de água para injetáveis

  1. Reconstituir 1 g com 6 a 10 mL de água para injetáveis.
  2. Agitar imediatamente até dissolução completa.
  3. Injetar lentamente na veia ou no equipo.
Volume final6,95 a 11,4 mL por grama
DiluenteÁgua para injetáveis
Tempo / modo3 a 5 minutos
EstabilidadeEm água para injetáveis ou SF 0,9%: 24 h em temperatura ambiente ou 3 dias sob refrigeração.
Injeção EV diretaAdministração rápida em acesso venoso87,72 a 143,88 mg/mL

1 g + 6 a 10 mL de água para injetáveis

  1. Reconstituir 1 g com 6 a 10 mL de água para injetáveis.
  2. Agitar imediatamente até dissolução completa.
  3. Injetar lentamente na veia ou no equipo.
Volume final6,95 a 11,4 mL por grama
DiluenteÁgua para injetáveis
Tempo / modo3 a 5 minutos
EstabilidadeEm água para injetáveis ou SF 0,9%: 24 h em temperatura ambiente ou 3 dias sob refrigeração.

Infusão pediátrica e neonatal

Doses por peso

20 mg/mL

Volume do frasco (mL) = dose em mg ÷ 253,16; completar com SF 0,9% até 20 mg/mL

  1. Reconstituir 1 g com 3 mL de água para injetáveis (253,16 mg/mL).
  2. Aspirar o volume correspondente à dose calculada.
  3. Diluir em SF 0,9% ou Ringer lactato até 20 mg/mL.
DiluenteSF 0,9% ou Ringer lactato
Tempo / modo20 a 60 minutos

Em prematuros, manter infusão de glicose concomitante (> 5 mg/kg/min) para prevenir hipoglicemia pela arginina.

Não usar diluentes com álcool benzílico em recém-nascidos.

Infusão pediátrica e neonatalDoses por peso20 mg/mL

Volume do frasco (mL) = dose em mg ÷ 253,16; completar com SF 0,9% até 20 mg/mL

  1. Reconstituir 1 g com 3 mL de água para injetáveis (253,16 mg/mL).
  2. Aspirar o volume correspondente à dose calculada.
  3. Diluir em SF 0,9% ou Ringer lactato até 20 mg/mL.
DiluenteSF 0,9% ou Ringer lactato
Tempo / modo20 a 60 minutos

Em prematuros, manter infusão de glicose concomitante (> 5 mg/kg/min) para prevenir hipoglicemia pela arginina.

Não usar diluentes com álcool benzílico em recém-nascidos.

Injeção intramuscular

Doses de até 1 g em infecções menos graves

≈ 253 mg/mL

1 g + no mínimo 3 mL de diluente

  1. Reconstituir com água para injetáveis, água bacteriostática ou SF 0,9%.
  2. Agitar vigorosamente até dissolução.
  3. Aplicar por injeção IM profunda em grande massa muscular.
Volume final≈ 3,95 mL por grama
DiluenteÁgua para injetáveis ou SF 0,9%

Não reconstituir com anestésico local; o produto é bem tolerado por via IM.

Diluentes com álcool benzílico não são adequados para recém-nascidos.

Injeção intramuscularDoses de até 1 g em infecções menos graves≈ 253 mg/mL

1 g + no mínimo 3 mL de diluente

  1. Reconstituir com água para injetáveis, água bacteriostática ou SF 0,9%.
  2. Agitar vigorosamente até dissolução.
  3. Aplicar por injeção IM profunda em grande massa muscular.
Volume final≈ 3,95 mL por grama
DiluenteÁgua para injetáveis ou SF 0,9%

Não reconstituir com anestésico local; o produto é bem tolerado por via IM.

Diluentes com álcool benzílico não são adequados para recém-nascidos.

Compatibilidade por via

ViaStatusObservações
EndovenosaVia indicadaInfusão em 20 a 60 minutos (≤ 20 mg/mL) ou injeção direta lenta em 3 a 5 minutos. Preferida para doses > 1 g e infecções graves.
IntramuscularVia indicadaIM profunda no glúteo ou na face lateral da coxa, para doses de até 1 g.
IntraperitonealUso especializadoAdição ao dialisato na peritonite associada à diálise peritoneal, conforme protocolo de nefrologia.
OralNão se aplicaNão há absorção oral relevante nem formulação oral.
SublingualNão se aplicaNão se aplica.
SubcutâneaNão usarVia não estudada; não administrar.
RetalNão se aplicaNão se aplica.
Tópica/mucosasNão se aplicaNão se aplica.
SNG/SNENão se aplicaNão se aplica.
InalatóriaNão usar o injetávelA formulação injetável contém arginina e não se destina à nebulização.
EndovenosaVia indicada
Observações

Infusão em 20 a 60 minutos (≤ 20 mg/mL) ou injeção direta lenta em 3 a 5 minutos. Preferida para doses > 1 g e infecções graves.

IntramuscularVia indicada
Observações

IM profunda no glúteo ou na face lateral da coxa, para doses de até 1 g.

IntraperitonealUso especializado
Observações

Adição ao dialisato na peritonite associada à diálise peritoneal, conforme protocolo de nefrologia.

OralNão se aplica
Observações

Não há absorção oral relevante nem formulação oral.

SublingualNão se aplica
Observações

Não se aplica.

SubcutâneaNão usar
Observações

Via não estudada; não administrar.

RetalNão se aplica
Observações

Não se aplica.

Tópica/mucosasNão se aplica
Observações

Não se aplica.

SNG/SNENão se aplica
Observações

Não se aplica.

InalatóriaNão usar o injetável
Observações

A formulação injetável contém arginina e não se destina à nebulização.

Situações especiais

Alergia a betalactâmicos

Baixa reatividade cruzada, exceto com ceftazidima

O aztreonam pode ser usado na maioria dos pacientes com alergia a penicilinas e cefalosporinas. Pacientes com alergia à ceftazidima (cadeia lateral idêntica) exigem cautela ou avaliação alergológica.

Prematuros

Hipoglicemia pela arginina

Cada grama contém cerca de 780 mg de arginina. Em prematuros, manter infusão de glicose concomitante e monitorar glicemia.

Metalobetalactamases

Estável frente a MBL, mas não a ESBL/KPC

Contra enterobactérias produtoras de NDM, VIM ou IMP, o aztreonam costuma ser associado à ceftazidima-avibactam, que protege o aztreonam das ESBL e AmpC coexistentes. Discutir com infectologia.

Compatibilidade

Misturas permitidas e proibidas

Soluções ≤ 2% em SF 0,9% ou SG 5% com clindamicina, gentamicina, tobramicina ou cefazolina são estáveis por 24 h em temperatura ambiente. É incompatível com metronidazol, nafcilina e cefradina.

Cuidados

Contraindicações, monitoramento e eventos adversos.

Espectro estreito: associar cobertura quando necessário

O aztreonam não tem atividade contra Gram-positivos nem anaeróbios. Em terapia empírica ou infecções polimicrobianas, associar agentes apropriados. Ajustar a dose sempre pela função renal.

Contraindicações4 itens

  • Hipersensibilidade ao aztreonam.
  • Hipersensibilidade a qualquer componente da formulação, incluindo arginina.
  • Uso com cautela (avaliar risco) em pacientes com alergia grave à ceftazidima, pela cadeia lateral idêntica.
  • Uso com cautela em pacientes com antecedente de reação alérgica a compostos estruturalmente relacionados.

Populações especiais

Gestação

Categoria B

Atravessa a placenta e alcança o líquido amniótico. Não houve dano fetal em estudos animais e os dados perinatais disponíveis não mostraram eventos adversos. A bula brasileira registra Categoria A; na ausência de estudos controlados em gestantes, adota-se a classificação B.

Lactação

Compatível

Concentração no leite muito baixa (0,4 a 1 µg/mL após 1 g) e absorção oral desprezível. Compatível com a amamentação, observando o lactente para diarreia ou candidíase.

Função renal

Ajustar dose

Após dose inicial usual, usar metade da dose com ClCr 10–30 mL/min/1,73 m² e 1/4 com ClCr < 10 mL/min/1,73 m². Em hemodiálise com infecção grave, acrescentar 1/8 da dose inicial após cada sessão.

Função hepática

Sem ajuste específico

Não há ajuste hepático específico. Hepatite, icterícia e elevação de enzimas hepáticas foram relatadas raramente; monitorar em tratamentos prolongados.

Monitoramento

Sinais de melhora
  • Resposta clínica e evolução do foco em 48 a 72 horas.
  • Sinais de hipersensibilidade, sobretudo na primeira dose.
  • Diarreia durante ou após o tratamento.
  • Flebite no local de infusão e dor no local da injeção IM.
  • Superinfecção por Gram-positivos ou fungos.
Sinais de alerta
  • Creatinina e ClCr antes e durante o tratamento.
  • Culturas e antibiograma para confirmar sensibilidade.
  • Enzimas hepáticas em tratamentos prolongados.
  • Glicemia em neonatos e prematuros.
  • Tempo de protrombina e TTPa se houver sangramento.

Eventos adversos

Locais e gastrointestinaisMais frequentes
Dor ou edema no local da injeção IMFlebite ou tromboflebite após uso EVDiarreia, náuseas e vômitosErupção cutânea
Laboratoriais e cutâneosIncomuns
EosinofiliaAumento de transaminasesProlongamento de TP e TTPaUrticária e exantema
RarosRaros
Hepatite e icteríciaAlteração do paladarEfeitos no sistema nervoso central, geralmente levesHipoglicemia em prematuros (arginina)
GravesRaros, exigem ação imediata
AnafilaxiaColite pseudomembranosa por C. difficileSuperinfecção por Gram-positivos ou fungos

Advertências

  • Suspender imediatamente em reação de hipersensibilidade; reações graves podem exigir epinefrina e suporte avançado.
  • Investigar colite pseudomembranosa em diarreia durante ou após o tratamento.
  • A creatinina sérica isolada pode superestimar a função renal em idosos; calcular o ClCr para definir a dose.
  • Não usar em monoterapia quando houver suspeita de Gram-positivos ou anaeróbios.
  • Diluentes com álcool benzílico não devem ser usados em recém-nascidos.
  • Métodos não enzimáticos de glicosúria podem dar falso-positivo; usar métodos enzimáticos.
  • Usar apenas em infecções comprovadas ou fortemente suspeitas por microrganismos sensíveis, para reduzir seleção de resistência.

Técnico

Farmacologia, interações e informação regulatória.

Mecanismo de ação1 componentes

Aztreonam

Betalactâmico monocíclico que se liga com alta afinidade à PBP3 de bacilos Gram-negativos aeróbios, inibindo a síntese do peptidoglicano e levando à formação de filamentos e lise. Não se liga às PBPs de Gram-positivos e anaeróbios. É resistente à hidrólise por metalobetalactamases, mas é degradado por ESBL, AmpC e KPC.

Farmacocinética

Distribuição ampla, inclusive em osso e LCR inflamado

A absorção IM é quase completa. Distribui-se amplamente, alcançando osso, bile, vesícula, secreções brônquicas e intestinais e líquido cefalorraquidiano com meninges inflamadas. O volume de distribuição corresponde a cerca de 12% do peso corporal.

Não há metabolismo relevante. Em grandes queimados o volume de distribuição aumenta, podendo exigir doses maiores.

Absorção IM quase completaVd ≈ 0,12 L/kgSem metabólitos relevantes
Eliminação

Excreção renal, removível por diálise

Cerca de 60% a 70% da dose é excretada inalterada na urina. A meia-vida é de aproximadamente 1,5 a 2 horas com função renal normal, 1,7 hora em crianças de 1 mês a 12 anos e 2,4 a 5,7 horas em prematuros na primeira semana de vida.

É removido por hemodiálise, diálise peritoneal e hemofiltração contínua.

t½ ≈ 1,5–2 hExcreção renal 60–70%Dialisável

Interações medicamentosas

O principal cuidado é o antagonismo com betalactâmicos indutores potentes de betalactamases, como cefoxitina e imipeném, que não devem ser usados em associação. O cloranfenicol pode antagonizar in vitro a atividade bactericida; quando associados, administrar o cloranfenicol algumas horas após o aztreonam. Probenecida e furosemida elevam discretamente os níveis séricos, sem significado clínico. A associação com aminoglicosídeos é usual, mas exige monitorização renal e auditiva pelos efeitos próprios do aminoglicosídeo. Não há reação do tipo dissulfiram com álcool. Na mesma solução, é incompatível com metronidazol, nafcilina e cefradina. Métodos não enzimáticos de pesquisa de glicose urinária podem dar falso-positivo.

Informação regulatória

SUSFora da RENAMENão consta na RENAME 2024. A disponibilidade depende da padronização hospitalar e dos protocolos institucionais de controle de antimicrobianos.
GenéricoDisponívelHá aztreonam 1 g registrado como genérico, além dos medicamentos de marca.
ATCJ01DF01WHO ATC/DDD: aztreonam, monobactâmico de uso sistêmico. DDD parenteral: 4 g.

Receituário

Tipo de receitaAntimicrobiano (RDC 471/2021)
Número de vias2 vias
Retenção2ª via retida
Validade10 dias

Referências

Fontes regulatórias e clínicas utilizadas.

01
Bula profissional

Azanem® — aztreonam

Instituto BioChimico Indústria Farmacêutica Ltda. Bula para o profissional de saúde, utilizada para posologia, ajuste renal, preparo, estabilidade, compatibilidade e segurança.

2021
02
Bula profissional

Azeus® — aztreonam

Novafarma Indústria Farmacêutica Ltda. Bula para o profissional de saúde, utilizada para apresentação e composição (Registro MS 1.1402.0060).

2013
03
Relação nacional

RENAME 2024

Ministério da Saúde. Relação Nacional de Medicamentos Essenciais, consultada para situação no SUS.

2024
04
Classificação

ATC/DDD Index — J01DF01

WHO Collaborating Centre for Drug Statistics Methodology. Aztreonam; DDD parenteral de 4 g.

2026
05
Regulatório

RDC Anvisa nº 471/2021

Critérios para prescrição, dispensação, controle, embalagem e rotulagem de medicamentos à base de substâncias antimicrobianas.

2021
06
Diretriz internacional

IDSA Guidance on the Treatment of Antimicrobial-Resistant Gram-Negative Infections

Infectious Diseases Society of America. Uso de aztreonam associado a ceftazidima-avibactam contra Enterobacterales produtoras de metalobetalactamases.

2024
07
Informação complementar

Azactam (aztreonam for injection) — prescribing information

Bristol-Myers Squibb. Fonte complementar para categoria gestacional, lactação e reatividade cruzada com ceftazidima.

2021
08
Referência pediátrica

Formulários pediátricos e neonatais de antimicrobianos

Esquemas neonatais por peso e idade pós-natal, fibrose cística e peritonite em diálise peritoneal, utilizados como complemento à bula.

2026
Revisão MedFoco: outubro de 2026. Conteúdo de apoio à prática clínica — confirme apresentação, concentração, contraindicações e recomendações na bula profissional vigente e nos protocolos da sua instituição.
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