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Bulário clínico · Antifúngico

Anfotericina B Desoxicolato

Formulação convencional da anfotericina B, antifúngico poliênico de amplo espectro reservado a infecções fúngicas invasivas, progressivas e potencialmente fatais, além de leishmanioses. Exige infusão EV lenta, dose máxima rigorosa e vigilância de função renal e eletrólitos.

Antifúngico poliênicoInfusão EVUso hospitalarNefrotoxicidadeHipocalemia · hipomagnesemiaNão intercambiável

Revisado em pela equipe MedFoco

Nunca ultrapassar 1,5 mg/kg/dia — e não trocar por formulação lipídica sem recalcular

A superdose de desoxicolato de anfotericina B pode causar parada cardiorrespiratória. As doses das formulações lipossomal (3–5 mg/kg/dia) e complexo lipídico (5 mg/kg/dia) são muito maiores; a confusão entre produtos é um erro de medicação grave e potencialmente fatal. Confirme sempre a formulação prescrita, dispensada e preparada.

Informações rápidas Toque em um cartão para abrir o resumo sem sair da página.

Visão geral

O essencial do perfil clínico em uma tela.

O que é a anfotericina B desoxicolato?

É a formulação convencional da anfotericina B, antibiótico antifúngico poliênico derivado de Streptomyces nodosus, solubilizado com desoxicolato de sódio. Liga-se aos esteróis da membrana fúngica e altera sua permeabilidade. Continua sendo opção importante para micoses invasivas graves e leishmanioses, mas tem toxicidade renal e infusional maior que as formulações lipídicas, com as quais não é intercambiável.

ViaEndovenosa exclusiva
Faixa etáriaAdulto e pediátrico
SUSRENAME 2024 · Estratégico
ReceitaSimples · uso hospitalar

Composição e papel de cada componente1 ativos

Anfotericina B

Liga-se ao ergosterol da membrana celular fúngica, formando poros que aumentam a permeabilidade e causam extravasamento do conteúdo intracelular. É fungistática ou fungicida conforme a concentração e a sensibilidade do micro-organismo.

Antifúngico poliênico

Quando usar e quando evitar

Indicações
  • Candidíase disseminada ou invasiva, incluindo endocardite fúngica, endoftalmite candidiásica e infecções fúngicas das vias urinárias.
  • Criptococose, incluindo meningite criptocócica, e outras meningites fúngicas.
  • Aspergilose invasiva e mucormicose (ficomicose), incluindo a forma rinocerebral.
  • Micoses endêmicas graves ou disseminadas: histoplasmose, paracoccidioidomicose, blastomicose, coccidioidomicose e esporotricose disseminada.
  • Infecções intra-abdominais fúngicas, incluindo peritonites relacionadas ou não à diálise, e septicemia fúngica.
  • Leishmaniose visceral e leishmaniose mucocutânea em esquemas apropriados.
  • Meningoencefalite amebiana primária.
  • Febre persistente em imunocomprometidos sem resposta à antibioticoterapia adequada.
Não indicado
  • Micoses superficiais ou não invasivas, ou infecções detectadas apenas por testes cutâneos ou sorológicos.
  • Infecções bacterianas, por riquétsias ou virais — não há atividade contra esses agentes.
  • Hipersensibilidade à anfotericina B ou aos componentes da formulação, salvo infecção com risco de vida tratável somente com anfotericina B.
  • Insuficiência renal, salvo quando o benefício em infecção potencialmente fatal superar o risco.
  • Substituição direta por formulação lipossomal ou complexo lipídico usando a mesma dose em mg/kg.

Apresentações

Concentrações, embalagens e nomes comerciais no Brasil.

Apresentações disponíveis2 apresentações

ApresentaçãoForma farmacêuticaConcentração / composiçãoEmbalagemNomes comerciais
Anfotericina B 50 mgRENAME 2024Pó liofilizado para solução injetávelAnfotericina B 50 mg/frasco-ampolaExcipientes Desoxicolato de sódio e tampão fosfatoDiluente Água para injetáveis 10 mLCaixa com 1 ou 25 frascos-ampola de 50 mg, acompanhados de ampola de 10 mL de água para injetáveis.
Anforicin BFuntex B
Anfotericina B 50 mgPó liofilizado para solução injetávelAnfotericina B 50 mg/frasco-ampolaExcipientes Desoxicolato de sódioEmbalagem hospitalar com 25 frascos-ampola de 50 mg.
Unianf
Anfotericina B 50 mgPó liofilizado para solução injetável
RENAME 2024
Concentração / composição
Anfotericina B 50 mg/frasco-ampolaExcipientes Desoxicolato de sódio e tampão fosfatoDiluente Água para injetáveis 10 mL
EmbalagemCaixa com 1 ou 25 frascos-ampola de 50 mg, acompanhados de ampola de 10 mL de água para injetáveis.
Nomes comerciais
Anforicin BFuntex B
Anfotericina B 50 mgPó liofilizado para solução injetável
Concentração / composição
Anfotericina B 50 mg/frasco-ampolaExcipientes Desoxicolato de sódio
EmbalagemEmbalagem hospitalar com 25 frascos-ampola de 50 mg.
Nomes comerciais
Unianf
Atenção

Três formulações de anfotericina B, três posologias diferentes

O desoxicolato (convencional) não deve ser substituído pelo complexo lipídico ou pela formulação lipossomal, nem o contrário, sem nova prescrição: as doses, o preparo e o tempo de infusão são diferentes. Identifique a formulação pelo nome completo em todas as etapas.

Posologia

Dose, frequência e duração por população.

Dose-alvo0,5–1 mg/kg/dia

Após dose-teste e escalonamento, conforme infecção.

Dose máxima1,5 mg/kg/dia

Nunca exceder; risco de parada cardiorrespiratória.

Infusão2–6 horas

Concentração de 0,1 mg/mL em SG 5%.

Pausa > 7 dias0,25 mg/kg

Reiniciar com dose baixa e escalonar.

Esquemas por população3 grupos

Adulto

Via endovenosa15 esquemas
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Dose usual0,5 a 1 mg/kg/dia24/24 hConforme infecção e resposta clínicaDose-alvo após início com 0,25–0,3 mg/kg e escalonamento de 5–10 mg/dia. Em patógenos menos sensíveis, até 1,5 mg/kg em dias alternados. Nunca exceder 1,5 mg/kg/dia.
Dose-teste e início1 mg (dose-teste), seguido de 0,25 a 0,3 mg/kgDose-teste em 20–30 min; depois 24/24 hPrimeiros dias de tratamentoDose-teste em 20 mL de SG 5%, com sinais vitais a cada 30 min por 2–4 h. Em disfunção cardiopulmonar ou reação importante à dose-teste, usar segunda dose de 5–10 mg e escalonar 5–10 mg/dia.
Candidíase disseminada ou grave0,4 a 0,6 mg/kg/dia24/24 h≥ 4 semanasAté 1 mg/kg/dia conforme gravidade. Doses cumulativas de 2–4 g podem ser necessárias até melhora clínica evidente.
Esofagite por Candida refratária0,3 mg/kg/dia24/24 hConforme respostaEsofagite resistente à terapia local ou quando associada a outros antifúngicos.
Criptococose sem imunodepressão0,3 mg/kg/dia24/24 h4 a 6 semanasOu até culturas semanais negativas por 1 mês. Pacientes graves ou em monoterapia podem necessitar doses maiores.
Meningite criptocócica com aids0,7 a 0,8 mg/kg/dia24/24 hAté 12 semanasEm imunodeprimidos ou meningite, associar outros antifúngicos (flucitosina, fluconazol) conforme protocolo vigente. Protocolos atuais priorizam formulações lipídicas quando disponíveis.
Supressão crônica na aids1 mg/kg1 vez por semanaConforme reconstituição imuneApós ciclo padrão com culturas negativas. Na prática, a manutenção costuma ser feita com azólico oral.
Coccidioidomicose primária1 a 1,5 mg/kg/dia24/24 hDose cumulativa de 0,5 a 2,5 gConforme gravidade e local da infecção. A meningite coccidioidal pode exigir terapia sistêmica e intratecal especializada.
Blastomicose grave0,3 a 1 mg/kg/dia24/24 hDose cumulativa de 1,5 a 2,5 gPara pacientes gravemente enfermos.
Histoplasmose crônica ou disseminada0,5 a 1 mg/kg/dia24/24 hDose cumulativa de 2 a 2,5 gHistoplasmose pulmonar crônica ou disseminada.
Esporotricose disseminadaDose total de até 2,5 g24/24 hAté 9 mesesDose diária individualizada dentro da faixa usual, sem exceder 1,5 mg/kg/dia.
Aspergilose0,5 a 1 mg/kg/dia ou mais24/24 h6 a 12 semanas ou maisDoses cumulativas de 2–4 g em infecções graves; tratamento já descrito por até 11 meses. Voriconazol e formulações lipídicas são preferidos em diretrizes atuais.
Mucormicose rinocerebral0,7 a 1,5 mg/kg/dia24/24 hConforme respostaAssociar desbridamento cirúrgico e correção rápida da cetoacidose diabética. Formulação lipossomal em dose alta é preferida quando disponível.
Leishmaniose visceral1 mg/kg/dia24/24 h14 a 20 dias consecutivosEsquema do Ministério da Saúde; dose máxima diária de 50 mg. A formulação lipossomal é preferida em grupos de maior risco de toxicidade.
Candidúria em paciente de alto risco0,3 a 1 mg/kg/dia24/24 h1 a 7 diasEsquema do Ministério da Saúde para candidúria com isolado resistente a fluconazol ou paciente de alto risco; trocar a sonda vesical.
Dose usual
0,5 a 1 mg/kg/dia24/24 h
Detalhes
DuraçãoConforme infecção e resposta clínica
Observações

Dose-alvo após início com 0,25–0,3 mg/kg e escalonamento de 5–10 mg/dia. Em patógenos menos sensíveis, até 1,5 mg/kg em dias alternados. Nunca exceder 1,5 mg/kg/dia.

Dose-teste e início
1 mg (dose-teste), seguido de 0,25 a 0,3 mg/kgDose-teste em 20–30 min; depois 24/24 h
Detalhes
DuraçãoPrimeiros dias de tratamento
Observações

Dose-teste em 20 mL de SG 5%, com sinais vitais a cada 30 min por 2–4 h. Em disfunção cardiopulmonar ou reação importante à dose-teste, usar segunda dose de 5–10 mg e escalonar 5–10 mg/dia.

Candidíase disseminada ou grave
0,4 a 0,6 mg/kg/dia24/24 h
Detalhes
Duração≥ 4 semanas
Observações

Até 1 mg/kg/dia conforme gravidade. Doses cumulativas de 2–4 g podem ser necessárias até melhora clínica evidente.

Esofagite por Candida refratária
0,3 mg/kg/dia24/24 h
Detalhes
DuraçãoConforme resposta
Observações

Esofagite resistente à terapia local ou quando associada a outros antifúngicos.

Criptococose sem imunodepressão
0,3 mg/kg/dia24/24 h
Detalhes
Duração4 a 6 semanas
Observações

Ou até culturas semanais negativas por 1 mês. Pacientes graves ou em monoterapia podem necessitar doses maiores.

Meningite criptocócica com aids
0,7 a 0,8 mg/kg/dia24/24 h
Detalhes
DuraçãoAté 12 semanas
Observações

Em imunodeprimidos ou meningite, associar outros antifúngicos (flucitosina, fluconazol) conforme protocolo vigente. Protocolos atuais priorizam formulações lipídicas quando disponíveis.

Supressão crônica na aids
1 mg/kg1 vez por semana
Detalhes
DuraçãoConforme reconstituição imune
Observações

Após ciclo padrão com culturas negativas. Na prática, a manutenção costuma ser feita com azólico oral.

Coccidioidomicose primária
1 a 1,5 mg/kg/dia24/24 h
Detalhes
DuraçãoDose cumulativa de 0,5 a 2,5 g
Observações

Conforme gravidade e local da infecção. A meningite coccidioidal pode exigir terapia sistêmica e intratecal especializada.

Blastomicose grave
0,3 a 1 mg/kg/dia24/24 h
Detalhes
DuraçãoDose cumulativa de 1,5 a 2,5 g
Observações

Para pacientes gravemente enfermos.

Histoplasmose crônica ou disseminada
0,5 a 1 mg/kg/dia24/24 h
Detalhes
DuraçãoDose cumulativa de 2 a 2,5 g
Observações

Histoplasmose pulmonar crônica ou disseminada.

Esporotricose disseminada
Dose total de até 2,5 g24/24 h
Detalhes
DuraçãoAté 9 meses
Observações

Dose diária individualizada dentro da faixa usual, sem exceder 1,5 mg/kg/dia.

Aspergilose
0,5 a 1 mg/kg/dia ou mais24/24 h
Detalhes
Duração6 a 12 semanas ou mais
Observações

Doses cumulativas de 2–4 g em infecções graves; tratamento já descrito por até 11 meses. Voriconazol e formulações lipídicas são preferidos em diretrizes atuais.

Mucormicose rinocerebral
0,7 a 1,5 mg/kg/dia24/24 h
Detalhes
DuraçãoConforme resposta
Observações

Associar desbridamento cirúrgico e correção rápida da cetoacidose diabética. Formulação lipossomal em dose alta é preferida quando disponível.

Leishmaniose visceral
1 mg/kg/dia24/24 h
Detalhes
Duração14 a 20 dias consecutivos
Observações

Esquema do Ministério da Saúde; dose máxima diária de 50 mg. A formulação lipossomal é preferida em grupos de maior risco de toxicidade.

Candidúria em paciente de alto risco
0,3 a 1 mg/kg/dia24/24 h
Detalhes
Duração1 a 7 dias
Observações

Esquema do Ministério da Saúde para candidúria com isolado resistente a fluconazol ou paciente de alto risco; trocar a sonda vesical.

Pediatria e neonatologia

Via endovenosa2 esquemas
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Dose usual0,5 a 1 mg/kg24/24 hConforme resposta clínicaInfecções fúngicas invasivas; usar a menor dose eficaz. Não ultrapassar 1,5 mg/kg/dia. A terapia pode ser consolidada com azólico oral.
Candidemia neonatal1 mg/kg/dia24/24 h≥ 14 dias após hemocultura negativaEsquema do Ministério da Saúde para neonatos. Segurança e eficácia pediátricas não foram estabelecidas por estudos controlados; seguir protocolo neonatal.
Dose usual
0,5 a 1 mg/kg24/24 h
Detalhes
DuraçãoConforme resposta clínica
Observações

Infecções fúngicas invasivas; usar a menor dose eficaz. Não ultrapassar 1,5 mg/kg/dia. A terapia pode ser consolidada com azólico oral.

Candidemia neonatal
1 mg/kg/dia24/24 h
Detalhes
Duração≥ 14 dias após hemocultura negativa
Observações

Esquema do Ministério da Saúde para neonatos. Segurança e eficácia pediátricas não foram estabelecidas por estudos controlados; seguir protocolo neonatal.

Populações especiais

Gestação e lactação

Gestação

Categoria B

Usar quando o benefício superar o risco

Atravessa a placenta. Estudos em animais sem dano fetal e experiência clínica em gestantes sem efeitos fetais evidentes, embora limitada. É o antifúngico sistêmico de escolha em várias micoses graves na gestação.

Lactação

Contraindicado

Suspender a amamentação durante o tratamento

Excreção no leite desconhecida. Pela toxicidade potencial, recomenda-se suspender o aleitamento e a doação de leite durante o uso.

Ajuste por órgão

CondiçãoAjuste / DoseFrequênciaObservações
Insuficiência renalContraindicadoEvitar; usar apenas em infecção com risco de vidaSem esquema de ajuste por ClCrContraindicado. A eliminação renal é pequena e os níveis séricos não se alteram pela disfunção renal, mas o fármaco é nefrotóxico. Preferir formulação lipídica. Se houver elevação significativa de ureia e creatinina, suspender até melhora ou reduzir a dose conforme exames.
HemodiáliseSem dose suplementarSem ajuste posológico específicoConforme indicaçãoSem dose suplementar. A anfotericina B é pouco dialisável; não há necessidade de dose suplementar após a sessão.
Insuficiência hepáticaSem ajusteSem ajuste posológico específicoConforme indicaçãoSem ajuste. Os níveis sanguíneos não são afetados pela disfunção hepática, mas o fármaco pode causar hepatotoxicidade; monitorar função hepática periodicamente.
Insuficiência renalContraindicado
Evitar; usar apenas em infecção com risco de vida
FrequênciaSem esquema de ajuste por ClCr
Observações

Contraindicado. A eliminação renal é pequena e os níveis séricos não se alteram pela disfunção renal, mas o fármaco é nefrotóxico. Preferir formulação lipídica. Se houver elevação significativa de ureia e creatinina, suspender até melhora ou reduzir a dose conforme exames.

HemodiáliseSem dose suplementar
Sem ajuste posológico específico
FrequênciaConforme indicação
Observações

Sem dose suplementar. A anfotericina B é pouco dialisável; não há necessidade de dose suplementar após a sessão.

Insuficiência hepáticaSem ajuste
Sem ajuste posológico específico
FrequênciaConforme indicação
Observações

Sem ajuste. Os níveis sanguíneos não são afetados pela disfunção hepática, mas o fármaco pode causar hepatotoxicidade; monitorar função hepática periodicamente.

Outras populações

CondiçãoAjuste / DoseFrequênciaObservações
IdosoIndividualizarAjustar à tolerância individualConforme indicaçãoIndividualizar. A tolerância é muito variável; maior vulnerabilidade a nefrotoxicidade e distúrbios eletrolíticos.
Reinício após pausa > 7 diasReescalonar0,25 mg/kg24/24 h, com aumento gradualReescalonar. Retomar o escalonamento até a dose-alvo, como no início do tratamento.
IdosoIndividualizar
Ajustar à tolerância individual
FrequênciaConforme indicação
Observações

Individualizar. A tolerância é muito variável; maior vulnerabilidade a nefrotoxicidade e distúrbios eletrolíticos.

Reinício após pausa > 7 diasReescalonar
0,25 mg/kg
Frequência24/24 h, com aumento gradual
Observações

Reescalonar. Retomar o escalonamento até a dose-alvo, como no início do tratamento.

Modelos de prescrição2 modelos

Adulto · dose usualVia endovenosaAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.
Pediatria · dose usualVia endovenosaAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.

Administração

Técnica de aplicação, vias e situações especiais.

DiluentesSG 5% (exclusivo)
Via principalInfusão endovenosa lenta

Administrar exclusivamente por via EV, em infusão de 2 a 6 horas, a 0,1 mg/mL em SG 5%, protegida da luz e sob supervisão clínica. Evitar infusão em menos de 1 hora.

ReconstituiçãoReconstituir com 10 mL de água para injetáveis (5 mg/mL)

Usar a água para injetáveis sem conservante que acompanha o frasco. Agitar até solução límpida e amarela. Não usar SF 0,9% nem diluentes com álcool benzílico ou outros conservantes.

Técnica de aplicação7 passos

1
Confirme a formulação

Verifique que se trata de anfotericina B desoxicolato (convencional) e não de formulação lipossomal ou complexo lipídico. Calcule a dose em mg/kg e confira que não excede 1,5 mg/kg/dia.

2
Reconstitua com água para injetáveis

Adicionar 10 mL de água para injetáveis ao frasco de 50 mg e agitar até dissolução completa, obtendo 5 mg/mL. Técnica asséptica rigorosa, pois não há conservantes.

3
Dilua somente em SG 5%

Diluir em SG 5% até 0,1 mg/mL (por exemplo, 50 mg em volume final de 500 mL). Soluções de cloreto de sódio causam precipitação. Desprezar soluções com precipitado.

4
Prepare o acesso

Não lavar o cateter com SF 0,9% imediatamente antes; usar SG 5%. Se houver filtro de linha, o poro deve ser de 1 µm ou maior.

5
Infunda lentamente e proteja da luz

Infundir em 2 a 6 horas, com o frasco protegido da luz. Registrar temperatura, pulso, frequência respiratória e pressão arterial, especialmente nas primeiras doses.

6
Previna e trate reações infusionais

Febre, calafrios e náuseas são comuns nas primeiras doses. Pré-medicação com antitérmico, anti-histamínico ou hidrocortisona e meperidina para calafrios intensos podem ser usados conforme protocolo.

7
Monitore laboratório

Creatinina e ureia em dias alternados durante o escalonamento e depois semanalmente; potássio, magnésio, hemograma e função hepática regularmente.

Diluições e preparo3 preparos

Reconstituição do frasco

Etapa obrigatória antes da diluição

5 mg/mL

50 mg + 10 mL de água para injetáveis

  1. Adicionar 10 mL de água para injetáveis sem conservante.
  2. Agitar até obter solução límpida e amarela.
  3. Inspecionar quanto a partículas antes de prosseguir.
Volume final10 mL
DiluenteÁgua para injetáveis
Estabilidade24 horas em temperatura ambiente protegido da luz ou 7 dias sob refrigeração (2–8 °C)

Não reconstituir com SF 0,9% nem com diluente contendo álcool benzílico.

Reconstituição do frascoEtapa obrigatória antes da diluição5 mg/mL

50 mg + 10 mL de água para injetáveis

  1. Adicionar 10 mL de água para injetáveis sem conservante.
  2. Agitar até obter solução límpida e amarela.
  3. Inspecionar quanto a partículas antes de prosseguir.
Volume final10 mL
DiluenteÁgua para injetáveis
Estabilidade24 horas em temperatura ambiente protegido da luz ou 7 dias sob refrigeração (2–8 °C)

Não reconstituir com SF 0,9% nem com diluente contendo álcool benzílico.

Infusão EV padrão

Administração diária

0,1 mg/mL

10 mL reconstituídos (50 mg) + 490 mL de SG 5%

  1. Aspirar o volume reconstituído correspondente à dose (5 mg/mL).
  2. Adicionar ao SG 5% para concentração final de 0,1 mg/mL.
  3. Homogeneizar e proteger o frasco e o equipo da luz.
Volume final10 mL de SG 5% para cada 1 mg (500 mL para 50 mg)
DiluenteSG 5%
Tempo / modo2 a 6 horas
EstabilidadeUsar imediatamente após a diluição

Filtros de membrana na linha podem reter fármaco; se utilizados, poro ≥ 1 µm.

Infusão em menos de 1 hora associa-se a hipercalemia, hipotensão, arritmias e choque.

Infusão EV padrãoAdministração diária0,1 mg/mL

10 mL reconstituídos (50 mg) + 490 mL de SG 5%

  1. Aspirar o volume reconstituído correspondente à dose (5 mg/mL).
  2. Adicionar ao SG 5% para concentração final de 0,1 mg/mL.
  3. Homogeneizar e proteger o frasco e o equipo da luz.
Volume final10 mL de SG 5% para cada 1 mg (500 mL para 50 mg)
DiluenteSG 5%
Tempo / modo2 a 6 horas
EstabilidadeUsar imediatamente após a diluição

Filtros de membrana na linha podem reter fármaco; se utilizados, poro ≥ 1 µm.

Infusão em menos de 1 hora associa-se a hipercalemia, hipotensão, arritmias e choque.

Dose-teste

Antes da primeira dose terapêutica, quando adotada

0,05 mg/mL

1 mg em 20 mL de SG 5%

  1. Diluir 0,2 mL da solução reconstituída (1 mg) em 20 mL de SG 5%.
  2. Infundir em 20 a 30 minutos.
  3. Registrar sinais vitais a cada 30 minutos por 2 a 4 horas.
Volume final20 mL
DiluenteSG 5%
Tempo / modo20–30 minutos

A dose-teste não prediz com segurança a tolerância, mas ajuda a escolher a dose inicial.

Dose-testeAntes da primeira dose terapêutica, quando adotada0,05 mg/mL

1 mg em 20 mL de SG 5%

  1. Diluir 0,2 mL da solução reconstituída (1 mg) em 20 mL de SG 5%.
  2. Infundir em 20 a 30 minutos.
  3. Registrar sinais vitais a cada 30 minutos por 2 a 4 horas.
Volume final20 mL
DiluenteSG 5%
Tempo / modo20–30 minutos

A dose-teste não prediz com segurança a tolerância, mas ajuda a escolher a dose inicial.

Compatibilidade por via

ViaStatusObservações
EndovenosaVia indicadaInfusão lenta em 2–6 h, a 0,1 mg/mL em SG 5%, protegida da luz. Única via aprovada em bula para tratamento sistêmico.
IntratecalUso especializadoDescrita em referências para meningite coccidioidal, associada à terapia sistêmica. Uso restrito a equipes experientes; há relato de déficit neurológico após administração intratecal.
Irrigação vesicalUso especializadoCitada em protocolo do Ministério da Saúde como alternativa na candidúria; não substitui terapia sistêmica em infecção invasiva.
IntramuscularNão usarNão é via de administração da anfotericina B.
SubcutâneaNão usarNão é via de administração da anfotericina B.
OralNão se aplicaA formulação injetável não tem absorção oral útil para tratamento sistêmico.
SublingualNão se aplicaNão se aplica.
RetalNão se aplicaNão se aplica.
Tópica/mucosasNão se aplicaA apresentação injetável não é destinada a uso tópico.
SNG/SNENão se aplicaNão se aplica.
EndovenosaVia indicada
Observações

Infusão lenta em 2–6 h, a 0,1 mg/mL em SG 5%, protegida da luz. Única via aprovada em bula para tratamento sistêmico.

IntratecalUso especializado
Observações

Descrita em referências para meningite coccidioidal, associada à terapia sistêmica. Uso restrito a equipes experientes; há relato de déficit neurológico após administração intratecal.

Irrigação vesicalUso especializado
Observações

Citada em protocolo do Ministério da Saúde como alternativa na candidúria; não substitui terapia sistêmica em infecção invasiva.

IntramuscularNão usar
Observações

Não é via de administração da anfotericina B.

SubcutâneaNão usar
Observações

Não é via de administração da anfotericina B.

OralNão se aplica
Observações

A formulação injetável não tem absorção oral útil para tratamento sistêmico.

SublingualNão se aplica
Observações

Não se aplica.

RetalNão se aplica
Observações

Não se aplica.

Tópica/mucosasNão se aplica
Observações

A apresentação injetável não é destinada a uso tópico.

SNG/SNENão se aplica
Observações

Não se aplica.

Situações especiais

Acesso venoso

Incompatível com soluções salinas

Não infundir em Y com SF 0,9% nem com outros medicamentos. Lavar a linha com SG 5% antes e depois, ou usar via exclusiva.

Transfusão de leucócitos

Separar ao máximo as infusões

Há relatos de reações pulmonares agudas quando a anfotericina B é administrada durante ou logo após transfusão de leucócitos. Espaçar as infusões e monitorar função pulmonar.

Nefroproteção

Hidratação e sódio reduzem a toxicidade renal

Em pacientes selecionados, hidratação e repleção de sódio antes da infusão reduzem o risco de nefrotoxicidade. Medicação alcalina pode reduzir complicações da acidose tubular renal.

Irradiação corporal total

Risco de leucoencefalopatia

Há relatos de leucoencefalopatia em pacientes submetidos à irradiação corporal total que receberam anfotericina B.

Cuidados

Contraindicações, monitoramento e eventos adversos.

Toxicidade previsível, que exige rotina de vigilância

A anfotericina B desoxicolato causa reações infusionais frequentes, nefrotoxicidade dose-dependente com perda de potássio e magnésio, acidose tubular renal e anemia normocítica. A superdose pode levar a parada cardiorrespiratória. A dose diária nunca deve ultrapassar 1,5 mg/kg.

Contraindicações5 itens

  • Hipersensibilidade à anfotericina B ou a qualquer componente da formulação, salvo infecção com risco de vida tratável apenas com anfotericina B.
  • Insuficiência renal, salvo quando o benefício em infecção potencialmente fatal superar o risco.
  • Tratamento de micoses superficiais, não invasivas ou diagnosticadas apenas por testes cutâneos ou sorológicos.
  • Aleitamento materno e doação de leite humano durante o tratamento.
  • Doação de sangue durante o tratamento e até 16 semanas após o término.

Populações especiais

Gestação

Categoria B

Atravessa a placenta. Não houve dano fetal em estudos animais, e a experiência em gestantes com micoses sistêmicas não mostrou efeitos fetais evidentes, ainda que limitada. Usar quando o benefício justificar o risco.

Lactação

Contraindicado

Excreção no leite desconhecida. Pela toxicidade potencial, recomenda-se suspender o aleitamento e a doação de leite durante o tratamento.

Função renal

Contraindicado na IR

Contraindicada na insuficiência renal, salvo infecção com risco de vida. Não há esquema de ajuste por depuração de creatinina; elevação significativa de ureia e creatinina exige suspensão temporária ou redução da dose. Pouco dialisável.

Função hepática

Sem ajuste específico

Níveis sanguíneos não se alteram pela disfunção hepática. Pode causar hepatotoxicidade, inclusive hepatite e insuficiência hepática aguda; monitorar provas hepáticas.

Monitoramento

Sinais de melhora
  • Temperatura, pulso, frequência respiratória e pressão arterial durante as primeiras infusões.
  • Calafrios, febre, náuseas, hipotensão e dispneia relacionados à infusão.
  • Diurese, estado volêmico e sinais de hipocalemia ou hipomagnesemia (fraqueza, arritmias).
  • Flebite no local de infusão.
  • Resposta clínica e micológica da infecção.
Sinais de alerta
  • Creatinina e ureia em dias alternados durante o aumento de dose e depois ao menos semanalmente.
  • Potássio e magnésio séricos regularmente, com reposição conforme necessidade.
  • Hemograma (anemia normocítica, plaquetopenia) e função hepática periódicos.
  • Eletrocardiograma em hipocalemia importante ou uso de fármacos arritmogênicos.

Eventos adversos

Relacionados à infusãoComuns (1–10%)
Febre, às vezes com calafrios, e tremoresNáuseas, vômitos, anorexia e dispepsiaCefaleia, mal-estar, artralgia e mialgiaHipotensão e taquipneiaTromboflebite e dor no local de aplicação
Renais, eletrolíticos e hematológicosFrequentes e dose-dependentes
Elevação de creatinina e ureia, nefrotoxicidadeHipocalemia, hipomagnesemia e hipocalcemiaAcidose tubular renal e diabetes insipidus nefrogênicoAnemia normocrômica e normocítica
OutrosRaros ou frequência desconhecida
Trombocitopenia e agranulocitoseElevação de enzimas hepáticas, hepatite e icteríciaRash, prurido e eritemaNeuropatia periférica, convulsões, perda auditiva e diplopiaHipertensão e cardiomiopatia
GravesExigem suspensão e avaliação
Arritmias, fibrilação ventricular e parada cardíaca, especialmente com hipercalemia ou superdoseInsuficiência renal aguda, oligúria ou anúriaAnafilaxia e reações anafilactoidesBroncoespasmo e insuficiência respiratóriaSíndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxicaInsuficiência hepática aguda

Advertências

  • Dose diária máxima de 1,5 mg/kg: a superdose inadvertida pode causar parada cardíaca ou cardiorrespiratória fatal.
  • Não é intercambiável com as formulações lipossomal e complexo lipídico; a substituição exige nova prescrição e novo cálculo.
  • Administrar apenas em pacientes hospitalizados, por via EV e sob supervisão de profissionais treinados.
  • Evitar infusão rápida (menos de 1 hora), sobretudo na insuficiência renal, pelo risco de hipercalemia, hipotensão, choque e arritmias.
  • Interrupção superior a 7 dias exige reinício com 0,25 mg/kg e novo escalonamento.
  • Reações pulmonares agudas foram descritas com transfusão concomitante de leucócitos.
  • Pode causar hepatotoxicidade; controlar periodicamente a função hepática.
  • Contém sódio (cerca de 1,3 mg por frasco); considerar em restrição de sódio.

Técnico

Farmacologia, interações e informação regulatória.

Mecanismo de ação1 componentes

Anfotericina B

Polieno macrocíclico que se liga ao ergosterol da membrana fúngica, formando canais que aumentam a permeabilidade a íons e pequenas moléculas, com extravasamento do conteúdo celular. A ligação, em menor grau, ao colesterol das membranas humanas explica parte da toxicidade, especialmente tubular renal.

Farmacocinética

Alta ligação proteica e distribuição tecidual extensa

Com doses repetidas de cerca de 0,5 mg/kg/dia, os picos plasmáticos variam de 0,5 a 2 µg/mL. Liga-se cerca de 90% às proteínas plasmáticas e é pouco dialisável.

Atinge cerca de dois terços da concentração plasmática em pleura inflamada, peritônio, sinóvia e humor aquoso, mas raramente mais de 2,5% no líquor. O fígado parece ser o principal local de armazenamento.

Ligação proteica ~90%Líquor < 2,5%Pouco dialisável
Eliminação

Excreção lenta e meia-vida terminal longa

Após meia-vida inicial de cerca de 24 horas, segue-se meia-vida de eliminação de aproximadamente 15 dias. Apenas 2–5% da dose é excretada na urina na forma ativa; a excreção biliar pode ser relevante.

O fármaco pode ser detectado na urina por 3 a 4 semanas após a suspensão. Os níveis sanguíneos não são afetados por disfunção renal ou hepática.

t½ inicial ~24 ht½ terminal ~15 diasUrina 2–5% ativa

Interações medicamentosas

O grupo mais relevante é o de nefrotoxicidade aditiva: aminoglicosídeos, ciclosporina, tacrolimo, cisplatina, pentamidina, foscarnete, polimixinas, vancomicina e contrastes iodados aumentam o risco de lesão renal, exigindo evitar associações desnecessárias e monitorar intensivamente a função renal. A hipocalemia induzida pela anfotericina B é potencializada por corticosteroides, corticotropina e diuréticos de alça ou tiazídicos, e por sua vez aumenta a toxicidade de digitálicos, o efeito de relaxantes musculares esqueléticos e o risco pró-arrítmico de antiarrítmicos e outros fármacos que prolongam o QT; nesses casos, controlar potássio, magnésio e função cardíaca. Antineoplásicos e radioterapia somam risco de nefrotoxicidade, broncoespasmo, hipotensão e mielotoxicidade, assim como outros depressores medulares e zidovudina. A flucitosina tem sua toxicidade aumentada pela redução da excreção renal, o que pede monitorização de hemograma e, se disponível, de seus níveis. Imidazólicos podem induzir antagonismo ou resistência fúngica in vitro; a combinação deve ser feita com cautela. Transfusões de leucócitos devem ser espaçadas ao máximo da infusão pelo risco de toxicidade pulmonar aguda.

Informação regulatória

SUSRENAME 2024Anfotericina B (desoxicolato) 50 mg pó para solução injetável integra o Componente Estratégico da Assistência Farmacêutica, com aquisição centralizada para leishmanioses e micoses sistêmicas e oportunistas, conforme fluxos do Ministério da Saúde.
GenéricoNão identificadoA formulação é comercializada no Brasil sob marcas (Anforicin B, Funtex B e Unianf), em uso restrito a estabelecimentos de saúde. Não há genérico intercambiável amplamente disponível.
ATCJ02AA01WHO ATC/DDD: anfotericina B, antibiótico antimicótico de uso sistêmico. DDD parenteral das formulações convencionais: 35 mg.

Receituário

Tipo de receitaReceita simples · prescrição hospitalar
Número de vias2 vias
RetençãoNão consta na lista da RDC 471/2021
ValidadeConforme norma institucional

Referências

Fontes regulatórias e clínicas utilizadas.

01
Bula profissional

Anforicin B® — anfotericina B pó liofilizado 50 mg

Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda. Bula para o profissional de saúde aprovada pela Anvisa em 30/06/2021: indicações, posologia, preparo, estabilidade, segurança e interações.

2021
02
Bula

Unianf® e Funtex B® — anfotericina B 50 mg

Bulas das demais marcas de desoxicolato de anfotericina B no mercado brasileiro, usadas para confirmação de apresentação e preparo.

2025
03
Ministério da Saúde

Nota Técnica nº 7/2024-CGTM/DATHI/SVSA/MS

Recomendações para tratamento de candidíase invasiva e mucormicose no SUS, incluindo esquemas com anfotericina B desoxicolato em neonatos e candidúria.

2024
04
Ministério da Saúde

Leishmaniose visceral: recomendações clínicas para redução da letalidade

Esquema de anfotericina B desoxicolato 1 mg/kg/dia por 14 a 20 dias, com dose máxima diária de 50 mg.

2011
05
Relação nacional

RENAME 2024

Ministério da Saúde. Anfotericina B desoxicolato no Componente Estratégico da Assistência Farmacêutica.

2024
06
Classificação

ATC/DDD Index — J02AA01

WHO Collaborating Centre for Drug Statistics Methodology. Amphotericin B: DDD parenteral de 35 mg (convencional) e 210 mg (formulações lipídicas).

2026
07
Regulatório

RDC Anvisa nº 471/2021 e IN nº 360/2025

Critérios de prescrição e retenção de receita de antimicrobianos e lista de substâncias abrangidas.

2025
Revisão MedFoco: outubro de 2026. Conteúdo de apoio à prática clínica — confirme apresentação, concentração, contraindicações e recomendações na bula profissional vigente e nos protocolos da sua instituição.
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