Gestação
Categoria variaSomente após avaliação de risco-benefício
A categoria não é uniforme entre as bulas brasileiras: o injetável e o comprimido trazem C, a solução oral traz D. Confirmar a bula da apresentação usada.
Benzodiazepínico de ação curta para sedação, ansiólise, amnésia e pré-medicação anestésica, com risco central de depressão respiratória dose-dependente.
Revisado em pela equipe MedFoco
Pode causar hipoventilação, apneia, hipotensão e parada cardiorrespiratória. A administração endovenosa deve ser lenta e titulada, com oxigênio, monitorização e material de via aérea e ressuscitação imediatamente disponíveis.
O essencial do perfil clínico em uma tela.
Benzodiazepínico de ação curta que se liga ao sítio benzodiazepínico do receptor GABA-A e amplifica a ação inibitória do GABA, produzindo sedação e hipnose de forma dose-dependente. Tem ainda efeito ansiolítico, amnésico, anticonvulsivante e miorrelaxante. Não oferece analgesia.
Modulador alostérico positivo do receptor GABA-A, com início rápido e duração curta, o que permite titulação fina mas também torna a administração rápida perigosa.
Concentrações, embalagens e nomes comerciais no Brasil.
| Apresentação | Forma farmacêutica | Concentração / composição | Embalagem | Nomes comerciais |
|---|---|---|---|---|
| Midazolam 1 mg/mLTitulação EV | Solução injetável | 1 mg/mL | Ampola de 5 mL | Dormire |
| Midazolam 5 mg/mL | Solução injetável | 5 mg/mL | Ampola de 3 mL, com 15 mg | DormireDormonid |
| Midazolam 5 mg/mLRisco de erro | Solução injetável | 5 mg/mL | Ampola de 10 mL, com 50 mg | DormireDormonid |
| Apresentação | Forma farmacêutica | Concentração / composição | Embalagem | Nomes comerciais |
|---|---|---|---|---|
| Midazolam 2 mg/mLPediatria | Solução oral | 2 mg/mL | Frasco de 10 mL | Dormire |
| Midazolam 15 mg | Comprimido | 15 mg | Comprimidos revestidos; conferir a embalagem comercial vigente | DormireDormonid |
| Apresentação | Forma farmacêutica | Concentração / composição | Embalagem | Nomes comerciais |
|---|---|---|---|---|
| Midazolam 5 mg/mL | Solução injetável usada por via retal | 5 mg/mL | Ampola; concentração conforme a apresentação disponível | Dormire |
As ampolas de 1 mg/mL e 5 mg/mL são visualmente semelhantes e coexistem no mesmo carro de emergência. A ampola de 10 mL a 5 mg/mL contém 50 mg: confundida com a de 1 mg/mL, entrega cinco vezes a dose pretendida.
Dose, frequência e duração por população.
Dose inicial no adulto de baixo risco; metade disso no idoso ou debilitado.
Aguardar o efeito antes de complementar: repetir cedo é a causa mais comum de apneia.
Manutenção em infusão contínua no adulto, equivalente a 0,5 a 3,33 mcg/kg/min.
Titular por objetivo e revisar acúmulo, dose cumulativa e necessidade de desmame.
| Indicação | Dose | Frequência | Duração | Observações |
|---|---|---|---|---|
| Dose usual | 2 mg a 2,5 mg | Incrementos de 1 mg conforme resposta | Durante o procedimento | Adulto abaixo de 60 anos. Dose total usual descrita de 3,5 a 7,5 mg; a bula internacional é mais conservadora, com máximo inicial de 2,5 mg. |
| 0,5 mg a 1 mg | Incrementos de 0,5 a 1 mg conforme resposta | Durante o procedimento | A partir de 60 anos, debilitado ou com doença cardiorrespiratória. Dose total geralmente abaixo de 3,5 mg. | |
| Indução anestésica | 0,2 mg/kg com pré-medicação | Titular até perda de consciência | Indução | Sem pré-medicação, cerca de 0,2 a 0,35 mg/kg abaixo de 60 anos. Uso por profissional de anestesia, com monitorização completa. |
| Manutenção em UTI | 0,03 mg/kg/h a 0,2 mg/kg/h | Infusão contínua | Conforme alvo de sedação e necessidade clínica | Equivale a 0,5 a 3,33 mcg/kg/min. A bula descreve ataque de 0,03 a 0,3 mg/kg em incrementos; reavaliar o ataque em paciente hipovolêmico ou hemodinamicamente frágil. |
Adulto abaixo de 60 anos. Dose total usual descrita de 3,5 a 7,5 mg; a bula internacional é mais conservadora, com máximo inicial de 2,5 mg.
A partir de 60 anos, debilitado ou com doença cardiorrespiratória. Dose total geralmente abaixo de 3,5 mg.
Sem pré-medicação, cerca de 0,2 a 0,35 mg/kg abaixo de 60 anos. Uso por profissional de anestesia, com monitorização completa.
Equivale a 0,5 a 3,33 mcg/kg/min. A bula descreve ataque de 0,03 a 0,3 mg/kg em incrementos; reavaliar o ataque em paciente hipovolêmico ou hemodinamicamente frágil.
| Indicação | Dose | Frequência | Duração | Observações |
|---|---|---|---|---|
| Pré-medicação | 0,07 mg/kg a 0,1 mg/kg | Dose única | Pré-operatório | A partir de 60 anos ou em alto risco, a bula descreve dose menor: 0,025 a 0,05 mg/kg. |
A partir de 60 anos ou em alto risco, a bula descreve dose menor: 0,025 a 0,05 mg/kg.
| Indicação | Dose | Frequência | Duração | Observações |
|---|---|---|---|---|
| Sedação pré-procedimento — 6 meses a 16 anos | 0,25 mg/kg a 0,5 mg/kg | Dose única | Pré-procedimento | Máximo de 20 mg. Solução oral 2 mg/mL, em ambiente monitorado. Considerar o extremo inferior em pacientes de maior risco. |
Máximo de 20 mg. Solução oral 2 mg/mL, em ambiente monitorado. Considerar o extremo inferior em pacientes de maior risco.
| Indicação | Dose | Frequência | Duração | Observações |
|---|---|---|---|---|
| Pré-medicação — 1 a 15 anos | 0,08 mg/kg a 0,2 mg/kg | Dose única | Antes da indução | Avaliar volume injetado e sítio compatível com a idade. |
Avaliar volume injetado e sítio compatível com a idade.
| Indicação | Dose | Frequência | Duração | Observações |
|---|---|---|---|---|
| Pré-medicação — acima de 6 meses | 0,3 mg/kg a 0,5 mg/kg | Dose única | Pré-medicação | A via retal é opção de bula usando a solução injetável, não uma apresentação retal dedicada. |
A via retal é opção de bula usando a solução injetável, não uma apresentação retal dedicada.
| Indicação | Dose | Frequência | Duração | Observações |
|---|---|---|---|---|
| Sedação consciente — 6 meses a 5 anos | 0,05 mg/kg a 0,1 mg/kg | Titular em etapas | Durante o procedimento | Dose total abaixo de 6 mg na tabela da bula brasileira. |
| Sedação consciente — 6 a 12 anos | 0,025 mg/kg a 0,05 mg/kg | Titular em etapas | Durante o procedimento | Dose total abaixo de 10 mg. De 13 a 16 anos, o esquema se aproxima do adulto. |
| Manutenção em UTI — acima de 6 meses | 0,06 mg/kg/h a 0,12 mg/kg/h | Infusão contínua | Conforme alvo de sedação e necessidade clínica | Equivale a 1 a 2 mcg/kg/min. A bula descreve ataque de 0,05 a 0,2 mg/kg quando clinicamente apropriado. |
| Neonato e prematuro | 0,03 mg/kg/h | Infusão contínua | Conforme alvo de sedação e necessidade clínica | Até 32 semanas de idade gestacional. Sem dose de ataque; evitar administração endovenosa rápida. |
| 0,06 mg/kg/h | Infusão contínua | Conforme alvo de sedação e necessidade clínica | Acima de 32 semanas de idade gestacional. Sem dose de ataque; evitar administração endovenosa rápida. Esquema fora da calculadora por depender da idade gestacional. |
Dose total abaixo de 6 mg na tabela da bula brasileira.
Dose total abaixo de 10 mg. De 13 a 16 anos, o esquema se aproxima do adulto.
Equivale a 1 a 2 mcg/kg/min. A bula descreve ataque de 0,05 a 0,2 mg/kg quando clinicamente apropriado.
Até 32 semanas de idade gestacional. Sem dose de ataque; evitar administração endovenosa rápida.
Acima de 32 semanas de idade gestacional. Sem dose de ataque; evitar administração endovenosa rápida. Esquema fora da calculadora por depender da idade gestacional.
Somente após avaliação de risco-benefício
A categoria não é uniforme entre as bulas brasileiras: o injetável e o comprimido trazem C, a solução oral traz D. Confirmar a bula da apresentação usada.
Dose habitual, com pausa na amamentação conforme a bula
A bula brasileira do injetável orienta interromper a amamentação por 24 horas após o uso. Seguir a bula vigente do produto e o protocolo institucional.
| Condição | Ajuste / Dose | Frequência | Observações |
|---|---|---|---|
| Insuficiência renalSem ajuste fixo | Dose habitual, titulada pela resposta | Conforme indicação e resposta clínica | Sem ajuste fixo. Metabólitos glucuronidados podem acumular na insuficiência renal importante e prolongar a sedação após uso repetido ou infusão. |
| Disfunção hepáticaReduzir | Reduzir a dose inicial | Titular pelo efeito | Reduzir. A meia-vida pode aumentar e a depuração diminuir. Evitar esquema rígido sem reavaliação clínica. |
Sem ajuste fixo. Metabólitos glucuronidados podem acumular na insuficiência renal importante e prolongar a sedação após uso repetido ou infusão.
Reduzir. A meia-vida pode aumentar e a depuração diminuir. Evitar esquema rígido sem reavaliação clínica.
| Condição | Ajuste / Dose | Frequência | Observações |
|---|---|---|---|
| Idoso ou debilitadoReduzir | Menor dose inicial da faixa | Titulação lenta conforme resposta | Reduzir. A depuração pode ser menor e a sensibilidade maior, com aumento do risco de depressão cardiorrespiratória. |
| Obesidade pediátricaPeso ideal | 0,25 mg/kg a 0,5 mg/kg VO pelo peso corporal ideal | Dose única | Peso ideal. Máximo de 20 mg. Orientação específica da bula profissional da solução oral. |
Reduzir. A depuração pode ser menor e a sensibilidade maior, com aumento do risco de depressão cardiorrespiratória.
Peso ideal. Máximo de 20 mg. Orientação específica da bula profissional da solução oral.
Técnica de aplicação, vias e situações especiais.
Administrar em pequenos incrementos, aguardando o efeito antes de repetir. Injeção rápida ou dose excessiva pode produzir apneia e hipotensão. Monitorização e capacidade de ventilar são pré-requisitos, não recomendações.
Leia mg/mL no rótulo antes de aspirar. As apresentações de 1 e 5 mg/mL coexistem, e a ampola de 10 mL a 5 mg/mL contém 50 mg.
Quando só houver 5 mg/mL e o protocolo previr titulação fina, diluir 1 mL em 4 mL de diluente compatível, obtendo 5 mL a 1 mg/mL.
Identificar nome, dose total, concentração final, diluente, data, hora e responsável. Preparo sem rótulo é a origem clássica do erro de dose em infusão.
Oxigênio, ventilação com bolsa-válvula-máscara, aspiração e recursos de via aérea disponíveis, com oximetria e pressão arterial em uso desde antes da primeira dose.
Injetar em pequenos incrementos e aguardar de 3 a 5 minutos antes de complementar. Repetir antes do pico é o erro mais comum.
Calcular mL/h pela concentração da solução efetivamente preparada, e não pela padronização de outro serviço.
Quando só houver a apresentação de 5 mg/mL e o protocolo adotar 1 mg/mL para titular
1 mL de midazolam 5 mg/mL (5 mg) + 4 mL de diluente = 5 mL a 1 mg/mL
A bula brasileira lista SF 0,9%, glicose 5% e 10%, Ringer e Ringer lactato como compatíveis. A proporção 1:5 acima é padronização prática e deve ser validada pelo protocolo local.
1 mL de midazolam 5 mg/mL (5 mg) + 4 mL de diluente = 5 mL a 1 mg/mL
A bula brasileira lista SF 0,9%, glicose 5% e 10%, Ringer e Ringer lactato como compatíveis. A proporção 1:5 acima é padronização prática e deve ser validada pelo protocolo local.
Exemplo dentro da faixa de diluição descrita na bula brasileira
3 mL de midazolam 5 mg/mL (15 mg) + diluente q.s.p. 100 mL = 0,15 mg/mL
A bula brasileira descreve diluição de 15 mg em 100 a 1000 mL. A estabilidade microbiológica e as condições de preparo do serviço prevalecem.
3 mL de midazolam 5 mg/mL (15 mg) + diluente q.s.p. 100 mL = 0,15 mg/mL
A bula brasileira descreve diluição de 15 mg em 100 a 1000 mL. A estabilidade microbiológica e as condições de preparo do serviço prevalecem.
Sedação contínua em UTI; concentração descrita em rotulagem oficial internacional
5 mL de midazolam 5 mg/mL (25 mg) + diluente q.s.p. 50 mL = 0,5 mg/mL
5 mL de midazolam 5 mg/mL (25 mg) + diluente q.s.p. 50 mL = 0,5 mg/mL
Sedação contínua em bomba, conforme padronização institucional
50 mL de midazolam 5 mg/mL (250 mg) + 200 mL de SF 0,9% ou SG 5% = 250 mL
Confirmar a padronização institucional antes do uso.
50 mL de midazolam 5 mg/mL (250 mg) + 200 mL de SF 0,9% ou SG 5% = 250 mL
Confirmar a padronização institucional antes do uso.
Alternativa de menor volume à padronização de 250 mL
30 mL de midazolam 5 mg/mL (150 mg) + 120 mL de SF 0,9% ou SG 5% = 150 mL
Mesma concentração da padronização de 250 mL: útil quando há restrição de volume.
30 mL de midazolam 5 mg/mL (150 mg) + 120 mL de SF 0,9% ou SG 5% = 150 mL
Mesma concentração da padronização de 250 mL: útil quando há restrição de volume.
Padronização concentrada, para restrição importante de volume
40 mL de midazolam 5 mg/mL (200 mg) + 60 mL de SF 0,9% ou SG 5% = 100 mL
A concentração dobrada reduz a margem de erro na programação: conferir mL/h duas vezes antes de iniciar.
40 mL de midazolam 5 mg/mL (200 mg) + 60 mL de SF 0,9% ou SG 5% = 100 mL
A concentração dobrada reduz a margem de erro na programação: conferir mL/h duas vezes antes de iniciar.
| Via | Status | Observações |
|---|---|---|
| Oral | Usar | Solução oral 2 mg/mL para sedação pré-procedimento em ambiente monitorado; comprimidos seguem bula própria. Não intercambiar as duas formas por equivalência de volume. |
| Sublingual | Não usar | Não há apresentação nem esquema padronizado para esta via nas bulas consultadas. |
| Endovenosa | Usar | Via principal para sedação e indução. Sempre lenta e titulada, com monitorização cardiorrespiratória e material de via aérea disponível. |
| Intramuscular | Usar | Absorção rápida e alta. Usada em pré-medicação e em contextos selecionados de emergência. Respeitar dose por peso e volume compatível com o sítio. |
| Subcutânea | Não usar | Não prevista nas bulas consultadas para as apresentações descritas. |
| Retal | Usar | Prevista para pré-medicação pediátrica acima de 6 meses, usando a solução injetável. Absorção menos previsível que a endovenosa. |
| Tópica/mucosas | Não usar | Não se aplica. Vias como a intranasal exigem produto e protocolo específicos, fora do escopo desta página. |
| SNG/SNE | Preferir suspensão | Se necessário, usar a solução oral. Lavar a sonda antes e depois, pausar dieta quando aplicável e seguir protocolo institucional. |
Solução oral 2 mg/mL para sedação pré-procedimento em ambiente monitorado; comprimidos seguem bula própria. Não intercambiar as duas formas por equivalência de volume.
Não há apresentação nem esquema padronizado para esta via nas bulas consultadas.
Via principal para sedação e indução. Sempre lenta e titulada, com monitorização cardiorrespiratória e material de via aérea disponível.
Absorção rápida e alta. Usada em pré-medicação e em contextos selecionados de emergência. Respeitar dose por peso e volume compatível com o sítio.
Não prevista nas bulas consultadas para as apresentações descritas.
Prevista para pré-medicação pediátrica acima de 6 meses, usando a solução injetável. Absorção menos previsível que a endovenosa.
Não se aplica. Vias como a intranasal exigem produto e protocolo específicos, fora do escopo desta página.
Se necessário, usar a solução oral. Lavar a sonda antes e depois, pausar dieta quando aplicável e seguir protocolo institucional.
Bicarbonato de sódio e outras soluções alcalinas são incompatíveis. As bulas consultadas listam SF 0,9%, glicose 5% e 10%, Ringer e Ringer lactato como compatíveis.
As padronizações usuais vão de 0,15 a 2 mg/mL. Programar a bomba pela concentração real do preparo, nunca pela lembrança de outro serviço.
Infusão longa, insuficiência renal, disfunção hepática e doença crítica prolongam o despertar. Após uso prolongado, reduzir gradualmente em vez de interromper de uma vez.
A prioridade na toxicidade é suporte de via aérea e ventilação. O flumazenil pode precipitar abstinência e convulsões, e sua duração pode ser menor que a do midazolam, com ressedação após melhora inicial.
Contraindicações, monitoramento e eventos adversos.
Hipoventilação, apneia, hipotensão e parada cardiorrespiratória podem ocorrer, sobretudo com administração endovenosa rápida, doses cumulativas e associação a opioides. O ambiente precisa reconhecer e tratar depressão ventilatória de imediato.
A categoria não é uniforme entre as bulas brasileiras: injetável e comprimido trazem C, a solução oral traz D. Exposição no fim da gestação pode causar sedação, hipotonia e sintomas neonatais.
A bula brasileira do injetável orienta interromper a amamentação por 24 horas após o uso. Rotulagens internacionais descrevem níveis baixos no leite e admitem intervalos menores em cenários selecionados.
Não há esquema fixo de redução, mas metabólitos ativos conjugados podem acumular na insuficiência renal importante e prolongar a sedação após uso repetido ou infusão.
A meia-vida aumenta e a depuração diminui. Reduzir a dose inicial, titular pelo efeito e antecipar despertar mais lento.
Farmacologia, interações e informação regulatória.
Liga-se ao sítio benzodiazepínico do receptor GABA-A e aumenta a frequência de abertura do canal de cloreto mediada pelo GABA, ampliando a inibição neuronal. O resultado é sedação e hipnose dose-dependentes, com ansiólise, amnésia anterógrada, ação anticonvulsivante e relaxamento muscular — sem efeito analgésico.
A biodisponibilidade é de 100% por via endovenosa, acima de 90% por via intramuscular e cerca de 50% por via retal. Por via oral, o metabolismo de primeira passagem reduz a exposição, com biodisponibilidade em torno de 36% na solução oral pediátrica consultada.
A ligação a proteínas plasmáticas é alta, entre 96% e 98%. A meia-vida é de cerca de 1,5 a 2,5 horas no adulto jovem saudável, e se prolonga em idosos, neonatos, obesidade, doença hepática, insuficiência renal e doença crítica.
O metabolismo é hepático e intestinal por CYP3A4 e CYP3A5, formando 1-hidroximidazolam, que tem atividade farmacológica própria e depois é conjugado.
A eliminação é predominantemente renal, na forma de metabólitos conjugados. Na insuficiência renal importante esses conjugados acumulam e prolongam a sedação, mesmo sem ajuste formal de dose descrito em bula.
Opioides, álcool e outros depressores do sistema nervoso central produzem sedação e depressão cardiorrespiratória aditivas, podendo evoluir para coma e morte: usar somente quando indicado, com dose reduzida e monitorização contínua. Inibidores fortes e moderados de CYP3A, como azóis, alguns macrolídeos e ritonavir, podem elevar muito a exposição e prolongar a sedação, com magnitude dependente da via. Diltiazem e verapamil reduzem a depuração e prolongam o efeito. Indutores potentes como a rifampicina reduzem a exposição e podem causar sedação insuficiente, sobretudo por via oral; a resposta não é compensar com escalada agressiva de dose, e sim rever a estratégia.
Fontes regulatórias e clínicas utilizadas.
Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos. Bula profissional do produto de referência, consultada em agosto de 2026.
Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos. Bula profissional de uso hospitalar e ambulatorial, consultada em agosto de 2026.
Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Apresentações e indicações registradas devem ser confirmadas na consulta vigente.
Regulamento técnico sobre substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial, que enquadra o midazolam na lista B1.
DailyMed, U.S. National Library of Medicine. Rotulagem oficial usada como fonte complementar para titulação e concentração de infusão.
American Epilepsy Society, Epilepsy Currents. Diretriz que posiciona o midazolam intramuscular entre os benzodiazepínicos de primeira linha no estado de mal convulsivo.
WHO Collaborating Centre for Drug Statistics Methodology. Midazolam classificado entre os benzodiazepínicos hipnóticos e sedativos.