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Bulário clínico · Sedativo e hipnótico

Midazolam

Benzodiazepínico de ação curta para sedação, ansiólise, amnésia e pré-medicação anestésica, com risco central de depressão respiratória dose-dependente.

BenzodiazepínicoEV · IM · VO · retalAdulto e pediátricoSedação em UTIReceita B1 azul

Revisado em pela equipe MedFoco

Depressão respiratória e apneia

Pode causar hipoventilação, apneia, hipotensão e parada cardiorrespiratória. A administração endovenosa deve ser lenta e titulada, com oxigênio, monitorização e material de via aérea e ressuscitação imediatamente disponíveis.

Informações rápidas Toque em um cartão para abrir o resumo sem sair da página.

Visão geral

O essencial do perfil clínico em uma tela.

O que é o midazolam?

Benzodiazepínico de ação curta que se liga ao sítio benzodiazepínico do receptor GABA-A e amplifica a ação inibitória do GABA, produzindo sedação e hipnose de forma dose-dependente. Tem ainda efeito ansiolítico, amnésico, anticonvulsivante e miorrelaxante. Não oferece analgesia.

ViasEV, IM, VO e retal
Início EV2 a 5 minutos
MetabolismoCYP3A4 e CYP3A5
ReceitaB1 · azul · retida

Composição e papel de cada componente1 ativos

Midazolam

Modulador alostérico positivo do receptor GABA-A, com início rápido e duração curta, o que permite titulação fina mas também torna a administração rápida perigosa.

Sedativo hipnótico benzodiazepínico

Quando usar e quando evitar

Indicações
  • Sedação consciente antes e durante procedimentos diagnósticos ou terapêuticos, com ou sem anestesia local.
  • Pré-medicação antes da indução anestésica, por via intramuscular em adultos e intramuscular ou retal em pediatria.
  • Indução de anestesia em adultos e componente sedativo de anestesia combinada.
  • Sedação prolongada em terapia intensiva, com dose titulada por objetivo e condição clínica.
  • Sedação pré-procedimento por via oral e, para comprimidos, tratamento de curta duração da insônia conforme bula específica.
  • Estado de mal epiléptico convulsivo, por via intramuscular, dentro de protocolo específico e conforme a formulação disponível.
Não indicado
  • Hipersensibilidade a benzodiazepínicos ou a componentes da formulação.
  • Sedação parenteral em ambiente sem monitorização e sem capacidade imediata de suporte ventilatório.
  • Uso como analgésico isolado em procedimentos dolorosos.
  • Solução oral do produto de referência em menores de 6 meses.
  • Extrapolação de contraindicações de uma apresentação para outra: os comprimidos têm restrições próprias, como insuficiência respiratória grave, insuficiência hepática grave, apneia do sono e miastenia gravis.

Apresentações

Concentrações, embalagens e nomes comerciais no Brasil.

Apresentações disponíveis6 apresentações

Endovenosa

ApresentaçãoForma farmacêuticaConcentração / composiçãoEmbalagemNomes comerciais
Midazolam 1 mg/mLTitulação EVSolução injetável1 mg/mLAmpola de 5 mL
Dormire
Midazolam 5 mg/mLSolução injetável5 mg/mLAmpola de 3 mL, com 15 mg
DormireDormonid
Midazolam 5 mg/mLRisco de erroSolução injetável5 mg/mLAmpola de 10 mL, com 50 mg
DormireDormonid
Midazolam 1 mg/mLSolução injetável
Titulação EV
Concentração / composição
1 mg/mL
EmbalagemAmpola de 5 mL
Nomes comerciais
Dormire
Midazolam 5 mg/mLSolução injetável
Concentração / composição
5 mg/mL
EmbalagemAmpola de 3 mL, com 15 mg
Nomes comerciais
DormireDormonid
Midazolam 5 mg/mLSolução injetável
Risco de erro
Concentração / composição
5 mg/mL
EmbalagemAmpola de 10 mL, com 50 mg
Nomes comerciais
DormireDormonid

Oral

ApresentaçãoForma farmacêuticaConcentração / composiçãoEmbalagemNomes comerciais
Midazolam 2 mg/mLPediatriaSolução oral2 mg/mLFrasco de 10 mL
Dormire
Midazolam 15 mgComprimido15 mgComprimidos revestidos; conferir a embalagem comercial vigente
DormireDormonid
Midazolam 2 mg/mLSolução oral
Pediatria
Concentração / composição
2 mg/mL
EmbalagemFrasco de 10 mL
Nomes comerciais
Dormire
Midazolam 15 mgComprimido
Concentração / composição
15 mg
EmbalagemComprimidos revestidos; conferir a embalagem comercial vigente
Nomes comerciais
DormireDormonid

Retal

ApresentaçãoForma farmacêuticaConcentração / composiçãoEmbalagemNomes comerciais
Midazolam 5 mg/mLSolução injetável usada por via retal5 mg/mLAmpola; concentração conforme a apresentação disponível
Dormire
Midazolam 5 mg/mLSolução injetável usada por via retal
Concentração / composição
5 mg/mL
EmbalagemAmpola; concentração conforme a apresentação disponível
Nomes comerciais
Dormire
Atenção

Confirme mg/mL antes de aspirar

As ampolas de 1 mg/mL e 5 mg/mL são visualmente semelhantes e coexistem no mesmo carro de emergência. A ampola de 10 mL a 5 mg/mL contém 50 mg: confundida com a de 1 mg/mL, entrega cinco vezes a dose pretendida.

Posologia

Dose, frequência e duração por população.

Sedação EV2–2,5 mg

Dose inicial no adulto de baixo risco; metade disso no idoso ou debilitado.

Início2 a 5 min

Aguardar o efeito antes de complementar: repetir cedo é a causa mais comum de apneia.

UTI0,03–0,2 mg/kg/h

Manutenção em infusão contínua no adulto, equivalente a 0,5 a 3,33 mcg/kg/min.

ReavaliarAlvo de sedação

Titular por objetivo e revisar acúmulo, dose cumulativa e necessidade de desmame.

Esquemas por população3 grupos

Adulto

Via endovenosa4 esquemas
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Dose usual2 mg a 2,5 mgIncrementos de 1 mg conforme respostaDurante o procedimentoAdulto abaixo de 60 anos. Dose total usual descrita de 3,5 a 7,5 mg; a bula internacional é mais conservadora, com máximo inicial de 2,5 mg.
0,5 mg a 1 mgIncrementos de 0,5 a 1 mg conforme respostaDurante o procedimentoA partir de 60 anos, debilitado ou com doença cardiorrespiratória. Dose total geralmente abaixo de 3,5 mg.
Indução anestésica0,2 mg/kg com pré-medicaçãoTitular até perda de consciênciaInduçãoSem pré-medicação, cerca de 0,2 a 0,35 mg/kg abaixo de 60 anos. Uso por profissional de anestesia, com monitorização completa.
Manutenção em UTI0,03 mg/kg/h a 0,2 mg/kg/hInfusão contínuaConforme alvo de sedação e necessidade clínicaEquivale a 0,5 a 3,33 mcg/kg/min. A bula descreve ataque de 0,03 a 0,3 mg/kg em incrementos; reavaliar o ataque em paciente hipovolêmico ou hemodinamicamente frágil.
Dose usual
2 mg a 2,5 mgIncrementos de 1 mg conforme resposta
Detalhes
DuraçãoDurante o procedimento
Observações

Adulto abaixo de 60 anos. Dose total usual descrita de 3,5 a 7,5 mg; a bula internacional é mais conservadora, com máximo inicial de 2,5 mg.

0,5 mg a 1 mgIncrementos de 0,5 a 1 mg conforme resposta
Detalhes
DuraçãoDurante o procedimento
Observações

A partir de 60 anos, debilitado ou com doença cardiorrespiratória. Dose total geralmente abaixo de 3,5 mg.

Indução anestésica
0,2 mg/kg com pré-medicaçãoTitular até perda de consciência
Detalhes
DuraçãoIndução
Observações

Sem pré-medicação, cerca de 0,2 a 0,35 mg/kg abaixo de 60 anos. Uso por profissional de anestesia, com monitorização completa.

Manutenção em UTI
0,03 mg/kg/h a 0,2 mg/kg/hInfusão contínua
Detalhes
DuraçãoConforme alvo de sedação e necessidade clínica
Observações

Equivale a 0,5 a 3,33 mcg/kg/min. A bula descreve ataque de 0,03 a 0,3 mg/kg em incrementos; reavaliar o ataque em paciente hipovolêmico ou hemodinamicamente frágil.

Via intramuscular1 esquema
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Pré-medicação0,07 mg/kg a 0,1 mg/kgDose únicaPré-operatórioA partir de 60 anos ou em alto risco, a bula descreve dose menor: 0,025 a 0,05 mg/kg.
Pré-medicação
0,07 mg/kg a 0,1 mg/kgDose única
Detalhes
DuraçãoPré-operatório
Observações

A partir de 60 anos ou em alto risco, a bula descreve dose menor: 0,025 a 0,05 mg/kg.

Pediatria

Via oral1 esquema
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Sedação pré-procedimento — 6 meses a 16 anos0,25 mg/kg a 0,5 mg/kgDose únicaPré-procedimentoMáximo de 20 mg. Solução oral 2 mg/mL, em ambiente monitorado. Considerar o extremo inferior em pacientes de maior risco.
Sedação pré-procedimento — 6 meses a 16 anos
0,25 mg/kg a 0,5 mg/kgDose única
Detalhes
DuraçãoPré-procedimento
Observações

Máximo de 20 mg. Solução oral 2 mg/mL, em ambiente monitorado. Considerar o extremo inferior em pacientes de maior risco.

Via intramuscular1 esquema
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Pré-medicação — 1 a 15 anos0,08 mg/kg a 0,2 mg/kgDose únicaAntes da induçãoAvaliar volume injetado e sítio compatível com a idade.
Pré-medicação — 1 a 15 anos
0,08 mg/kg a 0,2 mg/kgDose única
Detalhes
DuraçãoAntes da indução
Observações

Avaliar volume injetado e sítio compatível com a idade.

Via retal1 esquema
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Pré-medicação — acima de 6 meses0,3 mg/kg a 0,5 mg/kgDose únicaPré-medicaçãoA via retal é opção de bula usando a solução injetável, não uma apresentação retal dedicada.
Pré-medicação — acima de 6 meses
0,3 mg/kg a 0,5 mg/kgDose única
Detalhes
DuraçãoPré-medicação
Observações

A via retal é opção de bula usando a solução injetável, não uma apresentação retal dedicada.

Via endovenosa5 esquemas
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Sedação consciente — 6 meses a 5 anos0,05 mg/kg a 0,1 mg/kgTitular em etapasDurante o procedimentoDose total abaixo de 6 mg na tabela da bula brasileira.
Sedação consciente — 6 a 12 anos0,025 mg/kg a 0,05 mg/kgTitular em etapasDurante o procedimentoDose total abaixo de 10 mg. De 13 a 16 anos, o esquema se aproxima do adulto.
Manutenção em UTI — acima de 6 meses0,06 mg/kg/h a 0,12 mg/kg/hInfusão contínuaConforme alvo de sedação e necessidade clínicaEquivale a 1 a 2 mcg/kg/min. A bula descreve ataque de 0,05 a 0,2 mg/kg quando clinicamente apropriado.
Neonato e prematuro0,03 mg/kg/hInfusão contínuaConforme alvo de sedação e necessidade clínicaAté 32 semanas de idade gestacional. Sem dose de ataque; evitar administração endovenosa rápida.
0,06 mg/kg/hInfusão contínuaConforme alvo de sedação e necessidade clínicaAcima de 32 semanas de idade gestacional. Sem dose de ataque; evitar administração endovenosa rápida. Esquema fora da calculadora por depender da idade gestacional.
Sedação consciente — 6 meses a 5 anos
0,05 mg/kg a 0,1 mg/kgTitular em etapas
Detalhes
DuraçãoDurante o procedimento
Observações

Dose total abaixo de 6 mg na tabela da bula brasileira.

Sedação consciente — 6 a 12 anos
0,025 mg/kg a 0,05 mg/kgTitular em etapas
Detalhes
DuraçãoDurante o procedimento
Observações

Dose total abaixo de 10 mg. De 13 a 16 anos, o esquema se aproxima do adulto.

Manutenção em UTI — acima de 6 meses
0,06 mg/kg/h a 0,12 mg/kg/hInfusão contínua
Detalhes
DuraçãoConforme alvo de sedação e necessidade clínica
Observações

Equivale a 1 a 2 mcg/kg/min. A bula descreve ataque de 0,05 a 0,2 mg/kg quando clinicamente apropriado.

Neonato e prematuro
0,03 mg/kg/hInfusão contínua
Detalhes
DuraçãoConforme alvo de sedação e necessidade clínica
Observações

Até 32 semanas de idade gestacional. Sem dose de ataque; evitar administração endovenosa rápida.

0,06 mg/kg/hInfusão contínua
Detalhes
DuraçãoConforme alvo de sedação e necessidade clínica
Observações

Acima de 32 semanas de idade gestacional. Sem dose de ataque; evitar administração endovenosa rápida. Esquema fora da calculadora por depender da idade gestacional.

Populações especiais

Gestação e lactação

Gestação

Categoria varia

Somente após avaliação de risco-benefício

A categoria não é uniforme entre as bulas brasileiras: o injetável e o comprimido trazem C, a solução oral traz D. Confirmar a bula da apresentação usada.

Lactação

Cautela

Dose habitual, com pausa na amamentação conforme a bula

A bula brasileira do injetável orienta interromper a amamentação por 24 horas após o uso. Seguir a bula vigente do produto e o protocolo institucional.

Ajuste por órgão

CondiçãoAjuste / DoseFrequênciaObservações
Insuficiência renalSem ajuste fixoDose habitual, titulada pela respostaConforme indicação e resposta clínicaSem ajuste fixo. Metabólitos glucuronidados podem acumular na insuficiência renal importante e prolongar a sedação após uso repetido ou infusão.
Disfunção hepáticaReduzirReduzir a dose inicialTitular pelo efeitoReduzir. A meia-vida pode aumentar e a depuração diminuir. Evitar esquema rígido sem reavaliação clínica.
Insuficiência renalSem ajuste fixo
Dose habitual, titulada pela resposta
FrequênciaConforme indicação e resposta clínica
Observações

Sem ajuste fixo. Metabólitos glucuronidados podem acumular na insuficiência renal importante e prolongar a sedação após uso repetido ou infusão.

Disfunção hepáticaReduzir
Reduzir a dose inicial
FrequênciaTitular pelo efeito
Observações

Reduzir. A meia-vida pode aumentar e a depuração diminuir. Evitar esquema rígido sem reavaliação clínica.

Outras populações

CondiçãoAjuste / DoseFrequênciaObservações
Idoso ou debilitadoReduzirMenor dose inicial da faixaTitulação lenta conforme respostaReduzir. A depuração pode ser menor e a sensibilidade maior, com aumento do risco de depressão cardiorrespiratória.
Obesidade pediátricaPeso ideal0,25 mg/kg a 0,5 mg/kg VO pelo peso corporal idealDose únicaPeso ideal. Máximo de 20 mg. Orientação específica da bula profissional da solução oral.
Idoso ou debilitadoReduzir
Menor dose inicial da faixa
FrequênciaTitulação lenta conforme resposta
Observações

Reduzir. A depuração pode ser menor e a sensibilidade maior, com aumento do risco de depressão cardiorrespiratória.

Obesidade pediátricaPeso ideal
0,25 mg/kg a 0,5 mg/kg VO pelo peso corporal ideal
FrequênciaDose única
Observações

Peso ideal. Máximo de 20 mg. Orientação específica da bula profissional da solução oral.

Modelos de prescrição2 modelos

Dose usual · sedação EV · baixo riscoUso endovenosoAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.
Dose usual · sedação EV · alto riscoUso endovenosoAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.

Administração

Técnica de aplicação, vias e situações especiais.

DiluentesSF 0,9% · SG 5%/10% · Ringer · Ringer lactatoReconstituiçãoNão requer
Via principalEndovenosa lenta

Administrar em pequenos incrementos, aguardando o efeito antes de repetir. Injeção rápida ou dose excessiva pode produzir apneia e hipotensão. Monitorização e capacidade de ventilar são pré-requisitos, não recomendações.

Técnica de aplicação6 passos

1
Confirme a concentração da ampola

Leia mg/mL no rótulo antes de aspirar. As apresentações de 1 e 5 mg/mL coexistem, e a ampola de 10 mL a 5 mg/mL contém 50 mg.

2
Padronize para titular

Quando só houver 5 mg/mL e o protocolo previr titulação fina, diluir 1 mL em 4 mL de diluente compatível, obtendo 5 mL a 1 mg/mL.

3
Rotule o preparo

Identificar nome, dose total, concentração final, diluente, data, hora e responsável. Preparo sem rótulo é a origem clássica do erro de dose em infusão.

4
Prepare a monitorização antes da dose

Oxigênio, ventilação com bolsa-válvula-máscara, aspiração e recursos de via aérea disponíveis, com oximetria e pressão arterial em uso desde antes da primeira dose.

5
Administre lentamente e reavalie

Injetar em pequenos incrementos e aguardar de 3 a 5 minutos antes de complementar. Repetir antes do pico é o erro mais comum.

6
Na infusão contínua, programe pela concentração real

Calcular mL/h pela concentração da solução efetivamente preparada, e não pela padronização de outro serviço.

Diluições e preparo6 preparos

Padronização para titulação EV

Quando só houver a apresentação de 5 mg/mL e o protocolo adotar 1 mg/mL para titular

1 mg/mL

1 mL de midazolam 5 mg/mL (5 mg) + 4 mL de diluente = 5 mL a 1 mg/mL

  1. Aspirar 1 mL da solução 5 mg/mL, equivalente a 5 mg.
  2. Adicionar 4 mL de SF 0,9% ou outro diluente compatível definido pelo serviço.
  3. Homogeneizar e rotular com nome, dose total, concentração final, diluente, data, hora e responsável.
  4. Administrar por via endovenosa lenta, em pequenos incrementos, aguardando a resposta clínica.
Volume final5 mL
DiluenteSF 0,9%
Tempo / modoEV lenta, titulada
EstabilidadePreferir preparo para uso imediato

A bula brasileira lista SF 0,9%, glicose 5% e 10%, Ringer e Ringer lactato como compatíveis. A proporção 1:5 acima é padronização prática e deve ser validada pelo protocolo local.

Padronização para titulação EVQuando só houver a apresentação de 5 mg/mL e o protocolo adotar 1 mg/mL para titular1 mg/mL

1 mL de midazolam 5 mg/mL (5 mg) + 4 mL de diluente = 5 mL a 1 mg/mL

  1. Aspirar 1 mL da solução 5 mg/mL, equivalente a 5 mg.
  2. Adicionar 4 mL de SF 0,9% ou outro diluente compatível definido pelo serviço.
  3. Homogeneizar e rotular com nome, dose total, concentração final, diluente, data, hora e responsável.
  4. Administrar por via endovenosa lenta, em pequenos incrementos, aguardando a resposta clínica.
Volume final5 mL
DiluenteSF 0,9%
Tempo / modoEV lenta, titulada
EstabilidadePreferir preparo para uso imediato

A bula brasileira lista SF 0,9%, glicose 5% e 10%, Ringer e Ringer lactato como compatíveis. A proporção 1:5 acima é padronização prática e deve ser validada pelo protocolo local.

Infusão 0,15 mg/mL

Exemplo dentro da faixa de diluição descrita na bula brasileira

0,15 mg/mL

3 mL de midazolam 5 mg/mL (15 mg) + diluente q.s.p. 100 mL = 0,15 mg/mL

  1. Aspirar uma ampola de 3 mL da solução 5 mg/mL, equivalente a 15 mg.
  2. Adicionar à solução compatível e completar o volume final de 100 mL.
  3. Homogeneizar e rotular com a concentração final de 150 mcg/mL.
  4. Em bomba, calcular mL/h pela concentração real de 150 mcg/mL.
Volume final100 mL
DiluenteSF 0,9%, SG 5% ou 10%, Ringer, Ringer lactato
Tempo / modoInfusão conforme prescrição
EstabilidadeBula: até 24 h em temperatura ambiente ou 3 dias a 5 °C; preferir uso imediato

A bula brasileira descreve diluição de 15 mg em 100 a 1000 mL. A estabilidade microbiológica e as condições de preparo do serviço prevalecem.

Infusão 0,15 mg/mLExemplo dentro da faixa de diluição descrita na bula brasileira0,15 mg/mL

3 mL de midazolam 5 mg/mL (15 mg) + diluente q.s.p. 100 mL = 0,15 mg/mL

  1. Aspirar uma ampola de 3 mL da solução 5 mg/mL, equivalente a 15 mg.
  2. Adicionar à solução compatível e completar o volume final de 100 mL.
  3. Homogeneizar e rotular com a concentração final de 150 mcg/mL.
  4. Em bomba, calcular mL/h pela concentração real de 150 mcg/mL.
Volume final100 mL
DiluenteSF 0,9%, SG 5% ou 10%, Ringer, Ringer lactato
Tempo / modoInfusão conforme prescrição
EstabilidadeBula: até 24 h em temperatura ambiente ou 3 dias a 5 °C; preferir uso imediato

A bula brasileira descreve diluição de 15 mg em 100 a 1000 mL. A estabilidade microbiológica e as condições de preparo do serviço prevalecem.

Infusão 0,5 mg/mL

Sedação contínua em UTI; concentração descrita em rotulagem oficial internacional

0,5 mg/mL · 500 mcg/mL

5 mL de midazolam 5 mg/mL (25 mg) + diluente q.s.p. 50 mL = 0,5 mg/mL

  1. Aspirar 5 mL da solução 5 mg/mL, equivalente a 25 mg.
  2. Completar com diluente compatível até o volume final de 50 mL.
  3. Homogeneizar, identificar a seringa ou bolsa e conectar à bomba.
  4. Programar pela fórmula: mL/h = dose (mcg/kg/min) × peso (kg) × 60 ÷ 500.
  5. Titular pelo alvo de sedação e reavaliar ventilação e hemodinâmica após cada ajuste.
Volume final50 mL
DiluenteSF 0,9% ou SG 5%
Tempo / modoBomba de infusão contínua
EstabilidadeSeguir bula e protocolo institucional; técnica asséptica e identificação obrigatórias
Infusão 0,5 mg/mLSedação contínua em UTI; concentração descrita em rotulagem oficial internacional0,5 mg/mL · 500 mcg/mL

5 mL de midazolam 5 mg/mL (25 mg) + diluente q.s.p. 50 mL = 0,5 mg/mL

  1. Aspirar 5 mL da solução 5 mg/mL, equivalente a 25 mg.
  2. Completar com diluente compatível até o volume final de 50 mL.
  3. Homogeneizar, identificar a seringa ou bolsa e conectar à bomba.
  4. Programar pela fórmula: mL/h = dose (mcg/kg/min) × peso (kg) × 60 ÷ 500.
  5. Titular pelo alvo de sedação e reavaliar ventilação e hemodinâmica após cada ajuste.
Volume final50 mL
DiluenteSF 0,9% ou SG 5%
Tempo / modoBomba de infusão contínua
EstabilidadeSeguir bula e protocolo institucional; técnica asséptica e identificação obrigatórias

Infusão 1 mg/mL — 250 mg em 250 mL

Sedação contínua em bomba, conforme padronização institucional

1 mg/mL · 1000 mcg/mL

50 mL de midazolam 5 mg/mL (250 mg) + 200 mL de SF 0,9% ou SG 5% = 250 mL

  1. Aspirar 50 mL de midazolam 5 mg/mL, totalizando 250 mg.
  2. Adicionar 200 mL de SF 0,9% ou SG 5%, obtendo volume final de 250 mL.
  3. Homogeneizar e rotular com a concentração final de 1 mg/mL.
  4. Na bomba, calcular mL/h pela concentração real de 1000 mcg/mL.
Volume final250 mL
DiluenteSF 0,9% ou SG 5%
Tempo / modoBomba de infusão contínua
EstabilidadeSeguir protocolo institucional e técnica asséptica

Confirmar a padronização institucional antes do uso.

Infusão 1 mg/mL — 250 mg em 250 mLSedação contínua em bomba, conforme padronização institucional1 mg/mL · 1000 mcg/mL

50 mL de midazolam 5 mg/mL (250 mg) + 200 mL de SF 0,9% ou SG 5% = 250 mL

  1. Aspirar 50 mL de midazolam 5 mg/mL, totalizando 250 mg.
  2. Adicionar 200 mL de SF 0,9% ou SG 5%, obtendo volume final de 250 mL.
  3. Homogeneizar e rotular com a concentração final de 1 mg/mL.
  4. Na bomba, calcular mL/h pela concentração real de 1000 mcg/mL.
Volume final250 mL
DiluenteSF 0,9% ou SG 5%
Tempo / modoBomba de infusão contínua
EstabilidadeSeguir protocolo institucional e técnica asséptica

Confirmar a padronização institucional antes do uso.

Infusão 1 mg/mL — 150 mg em 150 mL

Alternativa de menor volume à padronização de 250 mL

1 mg/mL · 1000 mcg/mL

30 mL de midazolam 5 mg/mL (150 mg) + 120 mL de SF 0,9% ou SG 5% = 150 mL

  1. Aspirar 30 mL de midazolam 5 mg/mL, totalizando 150 mg.
  2. Adicionar 120 mL de SF 0,9% ou SG 5%, obtendo volume final de 150 mL.
  3. Homogeneizar e rotular com a concentração final de 1 mg/mL.
  4. Na bomba, calcular mL/h pela concentração real de 1000 mcg/mL.
Volume final150 mL
DiluenteSF 0,9% ou SG 5%
Tempo / modoBomba de infusão contínua
EstabilidadeSeguir protocolo institucional e técnica asséptica

Mesma concentração da padronização de 250 mL: útil quando há restrição de volume.

Infusão 1 mg/mL — 150 mg em 150 mLAlternativa de menor volume à padronização de 250 mL1 mg/mL · 1000 mcg/mL

30 mL de midazolam 5 mg/mL (150 mg) + 120 mL de SF 0,9% ou SG 5% = 150 mL

  1. Aspirar 30 mL de midazolam 5 mg/mL, totalizando 150 mg.
  2. Adicionar 120 mL de SF 0,9% ou SG 5%, obtendo volume final de 150 mL.
  3. Homogeneizar e rotular com a concentração final de 1 mg/mL.
  4. Na bomba, calcular mL/h pela concentração real de 1000 mcg/mL.
Volume final150 mL
DiluenteSF 0,9% ou SG 5%
Tempo / modoBomba de infusão contínua
EstabilidadeSeguir protocolo institucional e técnica asséptica

Mesma concentração da padronização de 250 mL: útil quando há restrição de volume.

Infusão 2 mg/mL — 200 mg em 100 mL

Padronização concentrada, para restrição importante de volume

2 mg/mL · 2000 mcg/mL

40 mL de midazolam 5 mg/mL (200 mg) + 60 mL de SF 0,9% ou SG 5% = 100 mL

  1. Aspirar 40 mL de midazolam 5 mg/mL, totalizando 200 mg.
  2. Adicionar 60 mL de SF 0,9% ou SG 5%, obtendo volume final de 100 mL.
  3. Homogeneizar e rotular com a concentração final de 2 mg/mL.
  4. Na bomba, calcular mL/h pela concentração real de 2000 mcg/mL.
Volume final100 mL
DiluenteSF 0,9% ou SG 5%
Tempo / modoBomba de infusão contínua
EstabilidadeSeguir protocolo institucional e técnica asséptica

A concentração dobrada reduz a margem de erro na programação: conferir mL/h duas vezes antes de iniciar.

Infusão 2 mg/mL — 200 mg em 100 mLPadronização concentrada, para restrição importante de volume2 mg/mL · 2000 mcg/mL

40 mL de midazolam 5 mg/mL (200 mg) + 60 mL de SF 0,9% ou SG 5% = 100 mL

  1. Aspirar 40 mL de midazolam 5 mg/mL, totalizando 200 mg.
  2. Adicionar 60 mL de SF 0,9% ou SG 5%, obtendo volume final de 100 mL.
  3. Homogeneizar e rotular com a concentração final de 2 mg/mL.
  4. Na bomba, calcular mL/h pela concentração real de 2000 mcg/mL.
Volume final100 mL
DiluenteSF 0,9% ou SG 5%
Tempo / modoBomba de infusão contínua
EstabilidadeSeguir protocolo institucional e técnica asséptica

A concentração dobrada reduz a margem de erro na programação: conferir mL/h duas vezes antes de iniciar.

Compatibilidade por via

ViaStatusObservações
OralUsarSolução oral 2 mg/mL para sedação pré-procedimento em ambiente monitorado; comprimidos seguem bula própria. Não intercambiar as duas formas por equivalência de volume.
SublingualNão usarNão há apresentação nem esquema padronizado para esta via nas bulas consultadas.
EndovenosaUsarVia principal para sedação e indução. Sempre lenta e titulada, com monitorização cardiorrespiratória e material de via aérea disponível.
IntramuscularUsarAbsorção rápida e alta. Usada em pré-medicação e em contextos selecionados de emergência. Respeitar dose por peso e volume compatível com o sítio.
SubcutâneaNão usarNão prevista nas bulas consultadas para as apresentações descritas.
RetalUsarPrevista para pré-medicação pediátrica acima de 6 meses, usando a solução injetável. Absorção menos previsível que a endovenosa.
Tópica/mucosasNão usarNão se aplica. Vias como a intranasal exigem produto e protocolo específicos, fora do escopo desta página.
SNG/SNEPreferir suspensãoSe necessário, usar a solução oral. Lavar a sonda antes e depois, pausar dieta quando aplicável e seguir protocolo institucional.
OralUsar
Observações

Solução oral 2 mg/mL para sedação pré-procedimento em ambiente monitorado; comprimidos seguem bula própria. Não intercambiar as duas formas por equivalência de volume.

SublingualNão usar
Observações

Não há apresentação nem esquema padronizado para esta via nas bulas consultadas.

EndovenosaUsar
Observações

Via principal para sedação e indução. Sempre lenta e titulada, com monitorização cardiorrespiratória e material de via aérea disponível.

IntramuscularUsar
Observações

Absorção rápida e alta. Usada em pré-medicação e em contextos selecionados de emergência. Respeitar dose por peso e volume compatível com o sítio.

SubcutâneaNão usar
Observações

Não prevista nas bulas consultadas para as apresentações descritas.

RetalUsar
Observações

Prevista para pré-medicação pediátrica acima de 6 meses, usando a solução injetável. Absorção menos previsível que a endovenosa.

Tópica/mucosasNão usar
Observações

Não se aplica. Vias como a intranasal exigem produto e protocolo específicos, fora do escopo desta página.

SNG/SNEPreferir suspensão
Observações

Se necessário, usar a solução oral. Lavar a sonda antes e depois, pausar dieta quando aplicável e seguir protocolo institucional.

Situações especiais

Incompatibilidade

Não misturar com soluções alcalinas

Bicarbonato de sódio e outras soluções alcalinas são incompatíveis. As bulas consultadas listam SF 0,9%, glicose 5% e 10%, Ringer e Ringer lactato como compatíveis.

Infusão contínua

Rotular a concentração final

As padronizações usuais vão de 0,15 a 2 mg/mL. Programar a bomba pela concentração real do preparo, nunca pela lembrança de outro serviço.

Uso prolongado

Antecipar acúmulo e desmame

Infusão longa, insuficiência renal, disfunção hepática e doença crítica prolongam o despertar. Após uso prolongado, reduzir gradualmente em vez de interromper de uma vez.

Reversão

Flumazenil não é rotina

A prioridade na toxicidade é suporte de via aérea e ventilação. O flumazenil pode precipitar abstinência e convulsões, e sua duração pode ser menor que a do midazolam, com ressedação após melhora inicial.

Cuidados

Contraindicações, monitoramento e eventos adversos.

Nunca sedar sem capacidade de ventilar

Hipoventilação, apneia, hipotensão e parada cardiorrespiratória podem ocorrer, sobretudo com administração endovenosa rápida, doses cumulativas e associação a opioides. O ambiente precisa reconhecer e tratar depressão ventilatória de imediato.

Contraindicações4 itens

  • Hipersensibilidade ao midazolam, a outros benzodiazepínicos ou a componentes da formulação.
  • Glaucoma de ângulo estreito, conforme a bula da solução oral consultada.
  • Solução oral do produto de referência em menores de 6 meses.
  • Comprimidos: insuficiência respiratória grave, insuficiência hepática grave, síndrome da apneia do sono e miastenia gravis, conforme a bula específica.

Populações especiais

Gestação

Categoria varia

A categoria não é uniforme entre as bulas brasileiras: injetável e comprimido trazem C, a solução oral traz D. Exposição no fim da gestação pode causar sedação, hipotonia e sintomas neonatais.

Lactação

Cautela

A bula brasileira do injetável orienta interromper a amamentação por 24 horas após o uso. Rotulagens internacionais descrevem níveis baixos no leite e admitem intervalos menores em cenários selecionados.

Função renal

Sem ajuste fixo

Não há esquema fixo de redução, mas metabólitos ativos conjugados podem acumular na insuficiência renal importante e prolongar a sedação após uso repetido ou infusão.

Função hepática

Reduzir

A meia-vida aumenta e a depuração diminui. Reduzir a dose inicial, titular pelo efeito e antecipar despertar mais lento.

Monitoramento

Sinais de melhora
  • Frequência e padrão respiratório, com oximetria contínua durante sedação parenteral.
  • Nível de sedação, responsividade e permeabilidade de via aérea.
  • Pressão arterial e frequência cardíaca, sobretudo em hipovolemia ou uso associado a opioides.
  • Recuperação pós-sedação e possibilidade de ressedação após o procedimento.
Sinais de alerta
  • Em infusão prolongada, avaliar acúmulo, tolerância, função renal e hepática e necessidade de desmame.
  • Reações paradoxais como agitação e hostilidade são mais frequentes em crianças e idosos e não devem ser tratadas com escalada cega da dose.
  • Revisar inibidores e indutores de CYP3A antes do uso, principalmente por via oral ou em exposição prolongada.

Eventos adversos

Comuns>1/100 a ≤1/10
Sonolência e sedação prolongadaAmnésia anterógradaNáusea e vômitoDor ou eritema no local de aplicação
Incomuns>1/1.000 a ≤1/100
Ataxia e tonturaCefaleia e confusãoRedução da frequência respiratóriaHipotensãoTromboflebite no sítio de infusão
Raras≤1/1.000
Reações paradoxais com agitação, agressividade ou movimentos involuntáriosBradicardiaSoluços
Graves · suspender e tratarMuito raras ou pós-comercialização
Apneia e parada respiratóriaLaringoespasmo e obstrução de via aéreaHipotensão grave e parada cardíacaConvulsões por abstinência após retirada abruptaAnafilaxia

Advertências

  • Não administrar sedação parenteral sem capacidade imediata de reconhecer e tratar depressão ventilatória.
  • Administrar por via endovenosa lentamente: injeção rápida e doses cumulativas aumentam eventos cardiorrespiratórios.
  • Opioides, álcool e outros depressores do sistema nervoso central têm efeito aditivo e sinérgico, exigindo redução de dose e vigilância mais intensa.
  • Reações paradoxais podem ocorrer, especialmente em crianças e idosos; investigar hipóxia, dor e delirium antes de escalar a dose.
  • Revisar inibidores e indutores de CYP3A4 e CYP3A5 antes do uso, sobretudo por via oral ou em infusão prolongada.
  • Após uso prolongado, o desmame reduz o risco de abstinência, agitação e convulsões.
  • O flumazenil não substitui suporte ventilatório e deve ser reservado a casos selecionados.

Técnico

Farmacologia, interações e informação regulatória.

Mecanismo de ação1 componentes

Midazolam

Liga-se ao sítio benzodiazepínico do receptor GABA-A e aumenta a frequência de abertura do canal de cloreto mediada pelo GABA, ampliando a inibição neuronal. O resultado é sedação e hipnose dose-dependentes, com ansiólise, amnésia anterógrada, ação anticonvulsivante e relaxamento muscular — sem efeito analgésico.

Farmacocinética

Início rápido, duração curta, eliminação por metabólitos

A biodisponibilidade é de 100% por via endovenosa, acima de 90% por via intramuscular e cerca de 50% por via retal. Por via oral, o metabolismo de primeira passagem reduz a exposição, com biodisponibilidade em torno de 36% na solução oral pediátrica consultada.

A ligação a proteínas plasmáticas é alta, entre 96% e 98%. A meia-vida é de cerca de 1,5 a 2,5 horas no adulto jovem saudável, e se prolonga em idosos, neonatos, obesidade, doença hepática, insuficiência renal e doença crítica.

Ligação proteica 96–98%Meia-vida 1,5–2,5 hMenos de 1% inalterado na urina
Metabolismo

CYP3A explica quase toda a variabilidade

O metabolismo é hepático e intestinal por CYP3A4 e CYP3A5, formando 1-hidroximidazolam, que tem atividade farmacológica própria e depois é conjugado.

A eliminação é predominantemente renal, na forma de metabólitos conjugados. Na insuficiência renal importante esses conjugados acumulam e prolongam a sedação, mesmo sem ajuste formal de dose descrito em bula.

CYP3A4 e CYP3A5Metabólito ativoEliminação renal dos conjugados

Interações medicamentosas

Opioides, álcool e outros depressores do sistema nervoso central produzem sedação e depressão cardiorrespiratória aditivas, podendo evoluir para coma e morte: usar somente quando indicado, com dose reduzida e monitorização contínua. Inibidores fortes e moderados de CYP3A, como azóis, alguns macrolídeos e ritonavir, podem elevar muito a exposição e prolongar a sedação, com magnitude dependente da via. Diltiazem e verapamil reduzem a depuração e prolongam o efeito. Indutores potentes como a rifampicina reduzem a exposição e podem causar sedação insuficiente, sobretudo por via oral; a resposta não é compensar com escalada agressiva de dose, e sim rever a estratégia.

Informação regulatória

ControleLista B1Substância sujeita a controle especial pela Portaria SVS/MS nº 344/1998, com notificação de receita B azul e retenção.
SUSRENAMEConsta na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais em apresentações injetáveis de uso hospitalar. Confirmar a edição vigente.
ATCN05CD08Classificação ATC: benzodiazepínicos hipnóticos e sedativos.

Receituário

Tipo de receitaNotificação B azul
Número de vias2 vias
RetençãoNotificação retida
Validade30 dias

Referências

Fontes regulatórias e clínicas utilizadas.

01
Bula profissional

Dormire — comprimido 15 mg e solução injetável 1 e 5 mg/mL

Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos. Bula profissional do produto de referência, consultada em agosto de 2026.

2026
02
Bula profissional

Dormire solução oral 2 mg/mL

Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos. Bula profissional de uso hospitalar e ambulatorial, consultada em agosto de 2026.

2026
03
Regulatório

Cloridrato de midazolam — registros na Anvisa

Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Apresentações e indicações registradas devem ser confirmadas na consulta vigente.

2026
04
Regulatório

Portaria SVS/MS nº 344/1998

Regulamento técnico sobre substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial, que enquadra o midazolam na lista B1.

1998
05
Informação complementar

Midazolam Injection, USP — prescribing information

DailyMed, U.S. National Library of Medicine. Rotulagem oficial usada como fonte complementar para titulação e concentração de infusão.

2026
06
Diretriz

Treatment of Convulsive Status Epilepticus in Children and Adults

American Epilepsy Society, Epilepsy Currents. Diretriz que posiciona o midazolam intramuscular entre os benzodiazepínicos de primeira linha no estado de mal convulsivo.

2016
07
Classificação

ATC/DDD Index · N05CD08

WHO Collaborating Centre for Drug Statistics Methodology. Midazolam classificado entre os benzodiazepínicos hipnóticos e sedativos.

2026
Revisão MedFoco: agosto de 2026. Conteúdo de apoio à prática clínica — confirme apresentação, concentração, contraindicações e recomendações na bula profissional vigente e nos protocolos da sua instituição.
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