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IAM com Supra de ST

Aqui não existe estratificação de risco para decidir quem reperfunde: todo mundo reperfunde, e a única pergunta é como e em quanto tempo. Artéria ocluída significa miocárdio morrendo por minuto — e num país onde a maioria dos hospitais não tem hemodinâmica, saber trombolisar bem e transferir rápido salva mais vidas do que saber a anatomia perfeita.

ECG em 10 minutos Angioplastia em até 90 ou 120 min Trombólise se a ICP demorar mais Estratégia fármaco-invasiva
Tempo de leitura: 23 min
Atualizado em: 23/08/2026

Diagnosticar

  • ECG em até 10 minutos do primeiro contato médico
  • Supra de 1 mm em duas contíguas, exceto V2 e V3
  • V2 e V3 têm corte por sexo e idade
  • Registre V7 a V9 e V3R e V4R quando indicado

Escolher a reperfusão

  • Hospital com hemodinâmica: dispositivo em até 90 min
  • Necessidade de transferência: até 120 min
  • Acima disso, trombolisar em até 30 minutos da porta
  • Choque: revascularizar independentemente do tempo

Trombolisar

  • Tenecteplase em bolus único, por faixa de peso
  • Metade da dose se o paciente tem 75 anos ou mais
  • Confira as contraindicações absolutas antes
  • Transferir imediatamente após, mesmo se melhorar

Encaminhar

  • Reperfusão falha: angioplastia de resgate imediata
  • Reperfusão bem-sucedida: cateterismo em 2 a 24 horas
  • Critérios de sucesso: dor, ST e ritmo
  • Transferência sempre acompanhada e monitorizada

O que é o IAM com supra

É a necrose miocárdica causada por oclusão total e aguda de uma artéria coronária epicárdica, quase sempre por trombo sobre placa rota, que se traduz no eletrocardiograma por supradesnivelamento do segmento ST em derivações contíguas. É o extremo mais grave e mais urgente do espectro das síndromes coronarianas agudas.

A diferença conceitual em relação às síndromes sem supra é decisiva: aqui não se estratifica risco para decidir quem reperfunde. Todo paciente com supradesnivelamento e sintomas compatíveis tem indicação de reperfusão imediata. A estratificação serve apenas para prever prognóstico e organizar o cuidado — nunca para adiar a abertura da artéria.

A necrose começa em 20 a 60 minutos de oclusão e progride do subendocárdio para o epicárdio ao longo de horas. Cada minuto de atraso significa miocárdio perdido de forma irreversível — daí o princípio de que tempo é músculo.

Os tempos que importam

O relógio do IAM com supra tem vários marcos, e confundi-los é fonte comum de erro na auditoria de qualidade. O que o paciente ganha depende do tempo isquêmico total, e não apenas do tempo dentro do hospital.

Intervalo O que mede Meta
Tempo isquêmico total Do início dos sintomas até a reperfusão efetiva. O menor possível — é o que mais se correlaciona com desfecho.
Primeiro contato até o ECG Do primeiro contato médico até o traçado interpretado. 10 minutos, incluindo o eletrocardiograma pré-hospitalar.
Primeiro contato até o dispositivo Do primeiro contato até a abertura da artéria na angioplastia. 90 minutos se o paciente chega a hospital com hemodinâmica; 120 minutos se exige transferência.
Porta-agulha Da chegada até o início do trombolítico. 30 minutos — a diretriz europeia recomenda até 10 minutos do diagnóstico.
Trombólise até a angiografia Da infusão do fibrinolítico bem-sucedido até o cateterismo. 2 a 24 horas — a estratégia fármaco-invasiva.
Três medidas comprovadamente reduzem o tempo de reperfusão: eletrocardiograma pré-hospitalar com acionamento da hemodinâmica ainda no campo, protocolo de transferência com uma única ligação e desvio da emergência, levando o paciente direto para a sala de hemodinâmica.

O que acontece na artéria

Na quase totalidade dos casos, o evento é a ruptura de uma placa aterosclerótica com exposição do núcleo lipídico altamente trombogênico, seguida de agregação plaquetária e formação de trombo rico em fibrina, oclusivo e persistente.

  • A composição do trombo explica por que o fibrinolítico funciona aqui e é contraindicado nas síndromes sem supra, em que o trombo é predominantemente plaquetário e suboclusivo.
  • A necrose avança em frente de onda, do subendocárdio para o epicárdio, o que dá uma janela de horas para salvar músculo.
  • A circulação colateral prévia pode limitar drasticamente a área infartada, mesmo com oclusão total.
  • Após a reperfusão pode ocorrer obstrução microvascular, o fenômeno de ausência de refluxo, que limita o benefício da artéria aberta.

Causas menos comuns

Nem todo supradesnivelamento vem de placa rota. Reconhecer essas situações muda a conduta na sala de hemodinâmica.

  • Embolia coronariana — fibrilação atrial, trombo intracavitário, endocardite, prótese valvar.
  • Dissecção coronariana espontânea — mulheres jovens, periparto, displasia fibromuscular.
  • Vasoespasmo intenso e prolongado, incluindo o induzido por cocaína.
  • Trombose de stent — apresentação frequentemente dramática, com alta mortalidade.
  • Ponte miocárdica, arterite e trauma torácico.
Por que isso importa na sala

Na dissecção espontânea, a angioplastia pode estender a dissecção e o manejo conservador costuma ser preferível. Reconhecer a imagem angiográfica evita transformar um problema em uma catástrofe.

A abordagem inicial

A sequência é a mesma de qualquer dor torácica — o acrônimo MOVE —, mas executada com urgência maior, porque o diagnóstico eletrocardiográfico dispara imediatamente o protocolo de reperfusão.

  1. ELETROCARDIOGRAMA DE 12 DERIVAÇÕES EM ATÉ 10 MINUTOS do primeiro contato médico, interpretado por profissional experiente.
  2. Monitorização contínua com desfibrilador imediatamente disponível — a fibrilação ventricular é mais provável nas primeiras horas.
  3. Oxigênio apenas se a saturação estiver abaixo de 90% ou houver desconforto respiratório.
  4. Veia: dois acessos periféricos calibrosos, com coleta de exames no mesmo momento.
  5. Eletrocardiograma repetido a cada 10 a 15 minutos quando o primeiro é inconclusivo e a suspeita persiste.
  6. Administre AAS em dose de ataque imediatamente, salvo contraindicação.
  7. ACIONE A REPERFUSÃO ANTES DE COMPLETAR A INVESTIGAÇÃO. Não aguarde troponina, radiografia ou ecocardiograma para decidir.
  8. Defina a estratégia pelo tempo previsto até o dispositivo e comunique a equipe receptora.
Troponina não faz parte da decisão de reperfundir. Ela sobe horas depois do início da oclusão e pode estar normal no paciente que mais precisa da artéria aberta. Aguardar o resultado é um dos erros mais custosos da emergência.

Por que os números brasileiros importam

A escolha entre angioplastia e trombólise não é abstrata: depende da geografia, do transporte e da disponibilidade local. Numa realidade em que a maioria dos serviços não tem hemodinâmica, saber trombolisar bem é competência essencial.

Disponibilidade

A maior parte dos hospitais brasileiros não dispõe de hemodinâmica 24 horas.

Distância

Tempos de transporte tornam a meta de 120 minutos inatingível em muitas regiões.

Trombólise

Continua sendo a estratégia correta quando a angioplastia demoraria demais.

Fármaco-invasiva

Trombolisar e transferir para cateterismo em 2 a 24 horas é o padrão nesse cenário.

Precocidade

Trombólise nas primeiras 2 a 3 horas aproxima os resultados dos da angioplastia.

A pior escolha não é trombolisar em vez de fazer angioplastia. É não reperfundir — ou perder duas horas transferindo um paciente que poderia ter recebido o fibrinolítico na primeira porta.

Critérios de supradesnivelamento

Supradesnivelamento novo do segmento ST, medido no ponto J, em duas derivações contíguas. Os limiares variam conforme a derivação, o sexo e a idade — e é justamente em V2 e V3 que os erros acontecem.

Derivações População Limiar no ponto J
Todas, exceto V2 e V3 Qualquer sexo e idade 1 mm ou mais
V2 e V3 Homens com menos de 40 anos 2,5 mm ou mais
Homens com 40 anos ou mais 2 mm ou mais
Mulheres, qualquer idade 1,5 mm ou mais
V7, V8 e V9
(parede posterior)
Homens com menos de 40 anos 1 mm ou mais
Demais pacientes 0,5 mm ou mais
V3R e V4R
(ventrículo direito)
Homens com menos de 30 anos 1 mm ou mais
Demais pacientes 0,5 mm ou mais
São consideradas contíguas as derivações que exploram a mesma parede: DII, DIII e aVF na inferior; V1 a V4 na anterior; DI, aVL, V5 e V6 na lateral. O supradesnivelamento deve ser novo ou presumivelmente novo — sempre que possível, compare com traçados prévios.

Localizando o infarto

A parede acometida orienta a artéria culpada, antecipa complicações e muda condutas específicas — sobretudo no infarto inferior, em que é obrigatório procurar acometimento do ventrículo direito.

Parede Derivações Artéria provável Atenção especial
AnterosseptalV1 a V4Descendente anteriorMaior área de risco, disfunção ventricular e trombo apical.
Anterior extensaV1 a V6, DI, aVLDescendente anterior proximalPior prognóstico; risco de choque e de bloqueio de ramo.
LateralDI, aVL, V5, V6Circunflexa ou diagonalPode passar despercebido com supra discreto.
InferiorDII, DIII, aVFCoronária direita ou circunflexaSempre registrar V3R e V4R; risco de bradiarritmia e bloqueio.
Ventrículo direitoV3R, V4RCoronária direita proximalHipotensão dependente de pré-carga; nitrato contraindicado.
PosteriorV7, V8, V9Circunflexa ou coronária direitaInfra em V1 a V3 com R alta é a pista indireta.
Tronco de coronária esquerdaSupra em aVR com infra difusoTronco ou triarterialAlta mortalidade; frequentemente choque.
Todo infarto inferior exige o registro de V3R e V4R. O acometimento do ventrículo direito muda completamente a conduta: o paciente depende de pré-carga, e nitrato, diurético e morfina podem precipitar hipotensão grave.

Equivalentes de oclusão e bloqueio de ramo

Nem toda oclusão coronariana aguda produz supradesnivelamento clássico. A diretriz de 2025 orienta procurar ativamente os equivalentes, que exigem a mesma urgência.

Padrão de De Winter

Ondas T altas e simétricas precedidas de infradesnivelamento ascendente do ponto J nas precordiais. Corresponde a oclusão proximal da descendente anterior.

Síndrome de Wellens

Ondas T profundamente invertidas ou bifásicas em V2 e V3, tipicamente sem dor no momento do registro. Obstrução crítica da descendente anterior — teste ergométrico é contraindicado.

Padrão de Aslanger

Supradesnivelamento isolado em DIII com infradesnivelamento em outras derivações; sugere infarto inferior com doença multiarterial.

Infarto posterior isolado

Infra de ST em V1 a V3 com ondas R altas e T positivas. Registre V7 a V9 — é a exceção em que a trombólise pode ser considerada apesar do infra.

Ondas T hiperagudas

Fase inicial da oclusão, com T amplas, simétricas e de base larga, antes do supra se estabelecer. Seriar o ECG é o que faz o diagnóstico.

Supra em aVR

Supradesnivelamento em aVR com infra difuso em 6 ou mais derivações sugere lesão de tronco ou doença triarterial.

Bloqueio de ramo esquerdo novo isoladamente não é diagnóstico de infarto e exige correlação clínica. Em paciente com sintomas típicos e instabilidade, trate como equivalente de oclusão; nos demais, aplique os critérios de Sgarbossa, preferencialmente na versão modificada.

Supra de ST que não é infarto

Condição Como diferenciar Conduta
Pericardite aguda Supra difuso e côncavo que não respeita território, com infradesnivelamento do segmento PR e sem infra recíproco fora de aVR e V1. PCR e troponina; razão alta entre PCR e troponina favorece miopericardite.
Repolarização precoce Jovem assintomático, supra côncavo com entalhe no ponto J, padrão estável ao longo do tempo. Compare com traçados prévios; ausência de dor típica praticamente resolve.
Hipertrofia ventricular esquerda Critérios de voltagem, com supra discordante em V1 a V3 e alterações de repolarização em espelho. Ecocardiograma; comparar com traçados anteriores.
Bloqueio de ramo esquerdo e ritmo de marca-passo Supra discordante esperado pela própria alteração da condução. Aplicar critérios de Sgarbossa, preferindo a versão modificada com a relação entre ST e onda S.
Síndrome de Brugada Supra em V1 e V2 com padrão em aleta de tubarão, sem dor isquêmica típica, frequentemente com história familiar. Investigação eletrofisiológica; não trombolisar.
Cardiomiopatia de estresse Mulher na pós-menopausa após estressor intenso; troponina modesta em relação à disfunção ventricular. Indistinguível na sala de emergência — vai para o cateterismo do mesmo jeito.
Hipercalemia e hipotermia Ondas T apiculadas com alargamento do QRS na hipercalemia; onda J de Osborn na hipotermia. Corrigir o distúrbio; contexto clínico habitualmente evidente.
Aneurisma ventricular Supra persistente em derivações com ondas Q profundas, estável ao longo de meses. Traçados prévios e ecocardiograma resolvem.
Na dúvida entre pericardite e infarto em paciente com dor típica e instabilidade, a conduta segura é acionar a hemodinâmica, não trombolisar. O cateterismo esclarece; o fibrinolítico dado por engano em pericardite pode causar hemopericárdio e tamponamento.

A decisão de reperfusão

A angioplastia primária é a estratégia preferida quando pode ser feita a tempo. Fora dessa janela, a trombólise imediata é superior à angioplastia tardia — e a pior conduta de todas é não reperfundir.

Cenário Conduta Meta de tempo
Hospital com hemodinâmica Angioplastia primária, com desvio da emergência sempre que possível. Primeiro contato até o dispositivo em 90 minutos.
Hospital sem hemodinâmica, transferência viável Transferência imediata para angioplastia primária, com acionamento por uma única ligação. Primeiro contato até o dispositivo em 120 minutos.
Hospital sem hemodinâmica, transferência demorada Trombólise imediata e transferência logo em seguida. Porta-agulha em 30 minutos.
Sintomas de 12 a 24 horas Transferência para angioplastia primária é razoável, sobretudo com isquemia persistente. Sem meta fixa; quanto antes, melhor.
Choque cardiogênico ou instabilidade Revascularização de emergência da artéria culpada, por angioplastia ou cirurgia. Independentemente do tempo desde o início dos sintomas.
Assintomático, artéria ocluída há mais de 24 horas Angioplastia primária não deve ser realizada, por ausência de benefício. Sem indicação, salvo isquemia, insuficiência cardíaca ou arritmia.
Trombolítico é contraindicado quando há apenas infradesnivelamento do segmento ST — a exceção é a suspeita de infarto posterior verdadeiro. Nesse cenário o risco de acidente vascular hemorrágico e de sangramento maior supera qualquer benefício.

Estratégia fármaco-invasiva

É o modelo que melhor se aplica à realidade brasileira: trombolisar na primeira porta e transferir para o cateterismo. Não é um plano B — é uma estratégia com resultados comparáveis à angioplastia primária quando aplicada precocemente.

  1. Faça o diagnóstico e confira as contraindicações do fibrinolítico com o checklist estruturado.
  2. Administre o trombolítico em até 30 minutos da chegada, associado a AAS, clopidogrel e anticoagulante.
  3. TRANSFIRA IMEDIATAMENTE após a trombólise, mesmo que o paciente esteja estável e com sinais de reperfusão bem-sucedida.
  4. Avalie os critérios de reperfusão em 60 a 90 minutos: alívio da dor, redução do supradesnivelamento em mais de 50% e arritmias de reperfusão.
  5. Reperfusão falha: angioplastia de resgate imediata, sem aguardar a janela das 2 horas.
  6. Reperfusão bem-sucedida: cateterismo entre 2 e 24 horas da trombólise.
  7. Evite a angiografia nas primeiras 2 a 3 horas após o fibrinolítico em paciente estável, pelo risco aumentado de complicações.
  8. Transporte sempre acompanhado por médico, com monitorização de ritmo, pressão e desfibrilador disponível.
A avaliação da reperfusão é clínica e eletrocardiográfica, não angiográfica. Registre o eletrocardiograma de 60 a 90 minutos e compare com o de admissão nas mesmas derivações — sem esse traçado de controle, não há como decidir sobre o resgate.

Contraindicações à trombólise

Absolutas

  • Qualquer hemorragia intracraniana prévia.
  • Acidente vascular cerebral isquêmico nos últimos 3 meses.
  • Lesão vascular cerebral estrutural conhecida, como malformação arteriovenosa.
  • Neoplasia intracraniana maligna, primária ou metastática.
  • Suspeita de dissecção de aorta.
  • Sangramento ativo ou diátese hemorrágica, excluída menstruação.
  • Trauma craniano ou facial significativo nos últimos 3 meses.
  • Cirurgia intracraniana ou intraespinhal nos últimos 2 meses.
  • Hipertensão grave não controlada, refratária ao tratamento.

Relativas

  • História de hipertensão crônica grave e mal controlada.
  • Pressão sistólica acima de 180 mmHg ou diastólica acima de 110 mmHg na apresentação.
  • Acidente vascular isquêmico há mais de 3 meses.
  • Reanimação cardiopulmonar prolongada ou traumática.
  • Cirurgia de grande porte nas últimas 3 semanas.
  • Sangramento interno recente, nas últimas 2 a 4 semanas.
  • Punção vascular não compressível.
  • Gestação.
  • Úlcera péptica ativa.
  • Uso de anticoagulante oral.
  • Exposição prévia à estreptoquinase, se for essa a escolha.
Contraindicação relativa não é proibição: é convite a pesar risco e benefício. Num infarto anterior extenso com 1 hora de evolução e sem alternativa de angioplastia, várias relativas podem ser aceitas — desde que a decisão seja registrada em prontuário.

Como saber se reperfundiu

Alívio da dor

Redução importante ou desaparecimento do desconforto torácico, geralmente nos primeiros 60 a 90 minutos.

Redução do supra

Queda de mais de 50% na derivação de maior supradesnivelamento, comparando o traçado de 60 a 90 minutos com o de admissão.

Arritmias de reperfusão

Ritmo idioventricular acelerado é o marcador mais característico; costuma ser benigno e autolimitado.

Pico enzimático precoce

Ascensão e pico antecipados dos marcadores — critério retrospectivo, sem utilidade na decisão imediata.

Falha de reperfusão — dor persistente com redução do supra inferior a 50% aos 60 a 90 minutos, ou instabilidade hemodinâmica ou elétrica — é indicação de angioplastia de resgate imediata. Não repita o trombolítico.

A terapia que acompanha a reperfusão

Abrir a artéria é o eixo do tratamento, mas a terapia adjuvante determina se ela permanece aberta e se o paciente sobrevive às primeiras 48 horas. Note que o esquema antitrombótico difere entre angioplastia primária e trombólise.

Fármaco Angioplastia primária Trombólise
AAS Ataque de 150 a 300 mg mastigados em ambos os cenários, seguido de 75 a 100 mg ao dia.
Inibidor de P2Y12 Ticagrelor ou prasugrel preferidos ao clopidogrel. Clopidogrel — ataque de 300 mg se abaixo de 75 anos, e sem dose de ataque, apenas 75 mg, se 75 anos ou mais.
Anticoagulante Heparina não fracionada durante o procedimento; bivalirudina é alternativa razoável. Enoxaparina ou heparina não fracionada, mantida até a revascularização ou por até 8 dias.
Betabloqueador Por via oral nas primeiras 24 horas, se não houver sinais de baixo débito, congestão importante, bradicardia ou broncoespasmo grave.
Estatina Alta potência, iniciada ainda na internação, sem aguardar o perfil lipídico.
IECA ou BRA Nas primeiras 24 horas em pacientes estáveis, sobretudo com infarto anterior, disfunção ventricular, hipertensão ou diabetes.
A regra do clopidogrel no idoso trombolisado é frequentemente esquecida: aos 75 anos ou mais, não se administra dose de ataque — inicia-se direto com 75 mg ao dia, pelo risco aumentado de hemorragia intracraniana.
Condutas — como usar os cards

Cada card abre o detalhamento: indicação, posologia, técnica e cuidados. Confira sempre a bula, a apresentação disponível e o protocolo institucional antes de prescrever.

Estratégias de reperfusão

O eixo do tratamento. A escolha entre elas depende do tempo previsto até o dispositivo, e não da preferência do serviço.

Terapia adjuvante

Mantém a artéria aberta, reduz a área infartada e melhora a sobrevida. O esquema antitrombótico muda conforme a estratégia de reperfusão escolhida.

Critério eletrocardiográfico de supradesnivelamento

Limiar por derivação Ajuste por sexo e idade

Aplica os limiares da 4ª Definição Universal, que variam conforme a derivação, o sexo e a idade. A medida é feita no ponto J e precisa estar presente em duas derivações contíguas.

Limiar aplicável
Medido
Critério
Leitura
Preencha os campos
O limiar depende da derivação, do sexo e da idade do paciente
Ferramenta de apoio à leitura, não substitui a interpretação por profissional experiente. O supradesnivelamento deve ser novo ou presumivelmente novo, presente em duas derivações contíguas, e interpretado no contexto clínico. Não preencher o limiar não exclui oclusão coronariana: procure ativamente os equivalentes, como De Winter, Wellens, Aslanger, infarto posterior e ondas T hiperagudas.

Qual estratégia de reperfusão

90 e 120 minutos Porta-agulha de 30 min

Aplica a hierarquia das diretrizes de 2025. Informe onde o paciente está, o tempo previsto até a abertura da artéria e o tempo desde o início dos sintomas.

Estratégia sugerida
Preencha os campos
O tempo previsto até o dispositivo é o que define a escolha entre angioplastia e trombólise
Ferramenta de apoio à organização do cuidado. Seja realista ao estimar o tempo até o dispositivo: inclua acionamento da equipe, ambulância, trajeto, admissão no destino e preparo da sala. Superestimar a própria velocidade é a forma mais comum de negar trombólise a quem precisava dela.

Fibrinolítico — dose e contraindicações

Dose por peso Meia dose se 75 anos ou mais Checklist de segurança

Percorra o checklist antes de calcular a dose. Qualquer contraindicação absoluta marcada bloqueia a indicação e redireciona o paciente para a angioplastia.

Contraindicações absolutas
Contraindicações relativas
Tenecteplase
Alteplase acelerada
Estreptoquinase
Leitura do checklist
Informe peso e idade
Confira as contraindicações antes de calcular a dose
Ferramenta de apoio à prescrição, não substitui a conferência da bula nem do protocolo institucional. A tenecteplase é a preferida pela praticidade do bolus único, o que reduz erro de administração e acelera a infusão. Associe sempre AAS, clopidogrel — sem dose de ataque se o paciente tem 75 anos ou mais — e anticoagulante parenteral.

Escore TIMI para IAM com supra

0 a 14 pontos Mortalidade em 30 dias

Escore específico do IAM com supradesnivelamento, diferente do TIMI usado nas síndromes sem supra. Prevê mortalidade em 30 dias e serve para prognóstico e nível de monitorização — nunca para decidir se o paciente será reperfundido.

Dados do paciente
Escore TIMI
0
Risco baixo
Mortalidade estimada em 30 dias de aproximadamente 0,8% na coorte original
As taxas de mortalidade derivam da coorte original de validação, construída em população trombolisada, e tendem a superestimar o risco absoluto na era da angioplastia primária. Use o escore para ordenar gravidade e planejar monitorização — nenhuma pontuação altera a indicação de reperfusão, que é universal no IAM com supra.

Complicações mecânicas

São raras na era da reperfusão precoce, mas continuam sendo catastróficas. Ocorrem tipicamente entre o segundo e o sétimo dia, e são mais prováveis quando a reperfusão foi tardia ou não aconteceu.

Complicação Quadro Conduta
Ruptura de parede livre Deterioração súbita com dissociação eletromecânica e tamponamento. Mais comum em infarto anterior, primeiro evento, idosos e mulheres. Ecocardiograma imediato e cirurgia de emergência. A pericardiocentese é apenas ponte. Suspender antitrombóticos.
Comunicação interventricular Sopro holossistólico novo, rude, em borda esternal esquerda baixa, com frêmito, seguido de choque. Ecocardiograma com Doppler; correção cirúrgica ou percutânea. Suporte hemodinâmico como ponte.
Ruptura de músculo papilar Insuficiência mitral aguda com edema agudo de pulmão súbito. O sopro pode ser discreto ou ausente pela equalização de pressões. Ecocardiograma urgente e cirurgia. Mais associada ao infarto inferior, pelo suprimento único do músculo posteromedial.
Pseudoaneurisma Ruptura contida pelo pericárdio; pode ser oligossintomático e descoberto em exame de rotina. Correção cirúrgica pelo alto risco de ruptura completa.
Aneurisma ventricular Supradesnivelamento persistente com ondas Q; risco de trombo, arritmia e insuficiência cardíaca. Anticoagulação se houver trombo; avaliação cirúrgica em casos selecionados.
Sopro novo mais deterioração hemodinâmica em paciente pós-infarto significa complicação mecânica até prova em contrário. O ecocardiograma tem que ser feito na mesma hora, e o cirurgião tem que ser acionado antes do resultado ficar pronto.

Arritmias e distúrbios de condução

Taquiarritmias

  • Fibrilação ventricular — mais provável nas primeiras 4 horas; desfibrilação imediata. A precoce não indica cardiodesfibrilador implantável.
  • Taquicardia ventricular sustentada — cardioversão se instável; corrigir isquemia, potássio e magnésio.
  • Ritmo idioventricular acelerado — marcador de reperfusão, habitualmente benigno; não tratar de rotina.
  • Fibrilação atrial — associada a pior prognóstico; controlar frequência e avaliar anticoagulação.

Bradiarritmias e bloqueios

  • Bradicardia sinusal — comum no infarto inferior, por reflexo vagal; atropina se houver repercussão.
  • Bloqueio atrioventricular no infarto inferior — habitualmente suprahissiano, com escape estável e boa resposta à atropina; costuma ser transitório.
  • Bloqueio atrioventricular no infarto anterior — infrahissiano, com escape instável e QRS largo; sinal de necrose extensa e pior prognóstico.
  • Marca-passo transcutâneo ou transvenoso conforme a instabilidade; reavaliar antes de indicar dispositivo definitivo.
A distinção entre bloqueio do infarto inferior e do anterior é decisiva: no inferior o quadro costuma reverter em dias; no anterior, indica destruição do sistema de condução por necrose extensa e frequentemente exige marca-passo definitivo.

Choque cardiogênico

Complica cerca de 5% a 10% dos infartos e continua sendo a principal causa de morte intra-hospitalar. Define-se por hipotensão persistente com sinais de hipoperfusão, na ausência de hipovolemia.

  1. REVASCULARIZAÇÃO DE EMERGÊNCIA da artéria culpada, independentemente do tempo desde o início dos sintomas — é a única medida que comprovadamente reduz mortalidade.
  2. Faça ecocardiograma imediato para excluir complicação mecânica e avaliar função ventricular.
  3. Procure e trate causas reversíveis: infarto de ventrículo direito, arritmia, hipovolemia e hipoxemia.
  4. Suporte hemodinâmico com vasopressor e inotrópico conforme o perfil, buscando pressão de perfusão adequada.
  5. Considere suporte circulatório mecânico em casos selecionados, sabendo que há aumento de sangramento, isquemia de membro e disfunção renal.
  6. Não realize angioplastia de rotina das artérias não culpadas no mesmo procedimento — nesse cenário há sinal de dano.
  7. Suporte ventilatório e correção de acidose, lactato e distúrbios eletrolíticos.
Hipotensão em infarto inferior obriga a registrar V3R e V4R antes de qualquer conduta. No infarto de ventrículo direito o tratamento é volume, e nitrato, diurético e morfina podem precipitar colapso hemodinâmico.

Outras complicações

  • Insuficiência cardíaca — classificada por Killip; tratar congestão e otimizar terapia neuro-hormonal, com reavaliação da função ventricular após semanas.
  • Trombo ventricular — mais provável em infarto anterior extenso com acinesia apical; anticoagulação por tempo definido, com controle por imagem.
  • Pericardite precoce — nos primeiros dias, com dor pleurítica e atrito. Tratar com AAS em dose anti-inflamatória; evitar corticoide e anti-inflamatórios convencionais.
  • Síndrome de Dressler — pericardite imunomediada, semanas após o evento, com febre e derrame.
  • Reinfarto e trombose de stent — dor recorrente com nova elevação do segmento ST; reangiografia imediata.
  • Sangramento — associado de forma independente a maior mortalidade; atenção especial ao paciente trombolisado.
  • Hemorragia intracraniana — complicação mais temida da trombólise; qualquer alteração neurológica nova exige suspensão dos antitrombóticos e tomografia imediata.
  • Nefropatia por contraste — hidratação e menor volume de contraste nos pacientes de risco.

Situações com manejo próprio

Cenário Particularidade O que fazer diferente
Infarto de ventrículo direito Acompanha o infarto inferior; tríade de hipotensão, turgência jugular e pulmões limpos. O débito depende criticamente da pré-carga. Volume em alíquotas de 250 a 500 mL; considerar inotrópico. Contraindicados nitrato, diurético e morfina. Manter o sincronismo atrioventricular.
Parada cardíaca recuperada Frequente nas primeiras horas. O prognóstico neurológico pesa na decisão invasiva. Angiografia imediata se houver supradesnivelamento. Controle direcionado de temperatura conforme protocolo; avaliar prognóstico neurológico antes de terapias muito invasivas.
Idoso Apresentação atípica, maior risco isquêmico e hemorrágico. Frequentemente subtratado. Angioplastia é preferida à trombólise quando viável. Se trombolisar, meia dose de tenecteplase a partir de 75 anos e clopidogrel sem ataque.
Doença renal crônica Maior risco de sangramento e de nefropatia por contraste; frequentemente subtratada. Ajustar anticoagulantes, hidratar, usar o menor volume de contraste e preferir acesso radial.
Diabetes Maior chance de apresentação silenciosa e de doença multiarterial; hiperglicemia à admissão é marcador prognóstico. Limiar baixo para suspeitar; controle glicêmico sem hipoglicemia; considerar cirurgia na doença multiarterial complexa.
Mulheres jovens Maior proporção de dissecção coronariana espontânea, sobretudo no periparto. Angiografia com leitura atenta e imagem intracoronária. Na dissecção, o manejo é preferencialmente conservador.
Gestação Rara, mas com mortalidade relevante. Trombólise é contraindicação relativa. Angioplastia primária é preferida, com proteção abdominal e menor tempo de escopia. Manejo conjunto com obstetrícia.
Uso de cocaína Vasoespasmo intenso, hipertensão e estado pró-trombótico; pode haver supra com coronárias sem obstrução. Benzodiazepínico e nitrato como base. Betabloqueador tradicionalmente evitado. Angiografia se o supra persistir.
Doença multiarterial Frequente; lesões não culpadas influenciam o prognóstico. Revascularização completa é recomendada em pacientes estáveis, no mesmo procedimento ou em segundo tempo. Não no choque cardiogênico.

Erros comuns

  • Aguardar a troponina para decidir sobre reperfusão — ela sobe tarde e não participa dessa decisão.
  • Atrasar o eletrocardiograma além de 10 minutos do primeiro contato médico.
  • Aplicar o limiar de 1 mm em V2 e V3, ignorando os cortes por sexo e idade.
  • Não registrar V3R e V4R em todo infarto inferior.
  • Não registrar V7 a V9 diante de infra em V1 a V3 com ondas R altas.
  • Prescrever nitrato em infarto de ventrículo direito, precipitando hipotensão grave.
  • Prescrever nitrato em paciente que usou inibidor de fosfodiesterase nas últimas 24 a 48 horas.
  • Transferir para angioplastia quando o tempo previsto ultrapassa 120 minutos, em vez de trombolisar na primeira porta.
  • Superestimar a própria capacidade de transporte ao estimar o tempo até o dispositivo.
  • Administrar trombolítico diante de infradesnivelamento isolado, fora da suspeita de infarto posterior.
  • Dar dose de ataque de clopidogrel a paciente trombolisado com 75 anos ou mais.
  • Esquecer a meia dose de tenecteplase a partir de 75 anos.
  • Não transferir o paciente trombolisado porque ele "melhorou" — a fármaco-invasiva vale mesmo com reperfusão bem-sucedida.
  • Deixar de registrar o eletrocardiograma de controle de 60 a 90 minutos, impossibilitando avaliar a reperfusão.
  • Repetir o trombolítico diante de falha, em vez de acionar a angioplastia de resgate.
  • Usar betabloqueador intravenoso de rotina em paciente com sinais de baixo débito.
  • Oferecer oxigênio a paciente com saturação normal.
  • Não pensar em complicação mecânica diante de sopro novo com deterioração hemodinâmica.
  • Tratar ritmo idioventricular acelerado como arritmia maligna, quando é marcador de reperfusão.
  • Dar alta sem dupla antiagregação definida, estatina de alta potência, reabilitação e retorno agendado.

Resumo do fluxo

  1. DOR TORÁCICA: eletrocardiograma de 12 derivações em até 10 MINUTOS, com monitorização e desfibrilador ao lado.
  2. Confirme o supradesnivelamento aplicando o limiar correto por derivação, sexo e idade; procure os equivalentes de oclusão.
  3. Se o infarto for inferior, registre V3R e V4R; se houver infra em V1 a V3 com R alta, registre V7 a V9.
  4. Administre AAS em dose de ataque imediatamente e acione a reperfusão sem aguardar exames.
  5. DEFINA A ESTRATÉGIA PELO TEMPO: dispositivo em até 90 minutos se houver hemodinâmica no local, 120 minutos se exigir transferência.
  6. Se o tempo previsto ultrapassa 120 minutos, trombolise em até 30 minutos da chegada, após o checklist de contraindicações.
  7. Ajuste o esquema adjuvante conforme a estratégia: ticagrelor ou prasugrel na angioplastia, clopidogrel na trombólise, sem ataque a partir de 75 anos.
  8. Transfira imediatamente após o trombolítico, mesmo com sinais de reperfusão bem-sucedida.
  9. Avalie a reperfusão em 60 a 90 minutos: dor, redução do supra acima de 50% e arritmias de reperfusão.
  10. FALHA DE REPERFUSÃO: angioplastia de RESGATE imediata. Nunca repita o trombolítico.
  11. Sucesso: cateterismo entre 2 e 24 horas, dentro da estratégia fármaco-invasiva.
  12. Inicie betabloqueador, IECA ou BRA e estatina de alta potência nas primeiras 24 horas, conforme a estabilidade.
  13. Vigie complicações mecânicas, arritmias e choque; faça ecocardiograma na internação.
  14. Antes da alta: prevenção secundária completa, reabilitação cardiovascular e retorno agendado.

Referências bibliográficas

Fontes utilizadas na construção deste artigo. Em caso de divergência, prevalecem os protocolos institucionais do seu serviço e as bulas vigentes.

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  4. Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretriz de Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnível do Segmento ST. Arq Bras Cardiol — versões vigentes.
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Aviso importante

Este artigo é uma ferramenta de apoio à decisão clínica, de caráter educacional. Não substitui a avaliação médica presencial, o julgamento clínico individualizado, os protocolos institucionais nem a consulta às bulas e diretrizes vigentes. Doses, escores, critérios e condutas devem ser sempre conferidos antes da aplicação.

Informações rápidas

Resumo do artigo e referências de bolso, reunidos em um só lugar.

O essencial

Diagnosticar

Eletrocardiograma em até 10 minutos. Supra de 1 mm em duas derivações contíguas, exceto V2 e V3, que têm cortes próprios: 2,5 mm em homens abaixo de 40 anos, 2 mm em homens de 40 anos ou mais e 1,5 mm em mulheres. Registre V7 a V9 se houver infra em V1 a V3 com R alta, e V3R e V4R em todo infarto inferior. Troponina não participa da decisão de reperfundir.

Escolher a reperfusão

Hospital com hemodinâmica: dispositivo em até 90 minutos. Transferência necessária: até 120 minutos. Se o tempo previsto ultrapassa 120 minutos, trombolise em até 30 minutos da chegada. Choque cardiogênico ou instabilidade indicam revascularização de emergência independentemente do tempo de sintomas.

Trombolisar

Tenecteplase em bolus único por faixa de peso: 30 mg abaixo de 60 kg, 35 mg de 60 a 69,9 kg, 40 mg de 70 a 79,9 kg, 45 mg de 80 a 89,9 kg e 50 mg a partir de 90 kg — com metade da dose se o paciente tem 75 anos ou mais. Confira as contraindicações absolutas antes. Associe AAS, clopidogrel — sem ataque a partir de 75 anos — e anticoagulante.

Encaminhar

Transfira imediatamente após a trombólise, mesmo com sinais de reperfusão. Avalie em 60 a 90 minutos: alívio da dor, redução do supra acima de 50% e arritmias de reperfusão. Falha significa angioplastia de resgate imediata — nunca repetir o trombolítico. Sucesso significa cateterismo em 2 a 24 horas.

Números rápidos

ECG: em até 10 minutos do primeiro contato médico.

Angioplastia: dispositivo em 90 minutos no local; 120 minutos se transferir.

Porta-agulha: trombolítico em até 30 minutos da chegada.

V2 e V3: 2,5 mm em homens abaixo de 40; 2 mm acima; 1,5 mm em mulheres.

V7 a V9 e V3R e V4R: 0,5 mm na maioria dos pacientes.

Fármaco-invasiva: cateterismo em 2 a 24 horas após trombólise bem-sucedida.

Não esqueça

Troponina não entra na decisão de reperfundir.

Todo infarto inferior pede V3R e V4R — no de ventrículo direito, nitrato é proibido.

Meia dose de tenecteplase a partir de 75 anos.

Clopidogrel sem dose de ataque no trombolisado com 75 anos ou mais.

Transferir após trombolisar, mesmo que o paciente melhore.

Em provas / residência

A banca cobra os limiares de supra em V2 e V3, a localização por parede, os tempos de reperfusão e as contraindicações absolutas à trombólise.

Decore: 90 minutos no local, 120 minutos se transferir, 30 minutos porta-agulha; infarto de ventrículo direito é volume, e nitrato está proibido.

Mais informações nas abas do artigo.

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