MedFoco

Guia de Zoonoses • Parasitas

Ancilostomose

Geo-helmintíase intestinal causada principalmente por Necator americanus e Ancylostoma duodenale, adquirida sobretudo pela penetração cutânea de larvas infectantes no solo. A principal repercussão da infecção crônica intensa é a perda persistente de sangue intestinal, com deficiência de ferro e anemia.

Nematódeo Solo contaminado Anemia ferropriva Tratamento oral
18–22 min de leitura Atualizado em agosto de 2026

Quando suspeitar

Exposição a solo potencialmente contaminado — especialmente andar descalço — com lesão de entrada, sintomas digestivos, eosinofilia ou anemia ferropriva sem explicação suficiente.

Diagnóstico

Exame parasitológico de fezes com identificação de ovos de ancilostomídeos. Hemograma e perfil de ferro definem repercussão hematológica.

Tratamento / conduta

Albendazol 400 mg VO em dose única é esquema de referência. Mebendazol e pamoato de pirantel são alternativas. Corrigir ferro quando houver deficiência.

Prevenção

Saneamento, destino adequado das fezes, uso de calçados e tratamento das pessoas infectadas interrompem a contaminação ambiental e reduzem reinfecção.

O que é ancilostomose

A ancilostomose, também chamada de ancilostomíase, “amarelão” ou “opilação”, é uma geo-helmintíase intestinal. Os principais agentes humanos são Necator americanus e Ancylostoma duodenale. No Brasil, N. americanus é a espécie predominante.

Os vermes adultos permanecem aderidos à mucosa do intestino delgado, onde se alimentam de sangue. A morbidade depende principalmente da carga parasitária, duração da infecção, reinfecções, estado nutricional e reservas de ferro do hospedeiro.

Em anemia ferropriva sem causa evidente, pergunte sobre área endêmica, saneamento, hábito de andar descalço, trabalho rural e contato frequente com solo.

O parasito

N. americanus e A. duodenale são nematódeos com ciclo dependente do solo. Os ovos eliminados nas fezes desenvolvem-se no ambiente; larvas rabditoides eclodem e, após mudas, tornam-se larvas filariformes L3 infectantes.

Os vermes adultos apresentam cápsula bucal especializada que permite fixação à mucosa e hematofagia. A lesão mecânica e a manutenção do sangramento nos pontos de fixação explicam a perda crônica de sangue.

Ponto parasitológico:

os ovos de Necator e Ancylostoma são muito semelhantes na microscopia de rotina; o exame parasitológico identifica ancilostomídeos, mas geralmente não define a espécie apenas pelo ovo.

Histologia da ancilostomose — toque/clique para ampliar.

Fisiopatologia e ciclo de vida

A infecção conecta três ambientes: solo contaminado, migração larvária pelo hospedeiro e fase adulta intestinal. A doença clínica muda conforme a etapa do ciclo.

  1. Ovos nas fezes: adultos no intestino produzem ovos, que chegam ao ambiente pela contaminação fecal do solo.
  2. Desenvolvimento ambiental: em condições favoráveis de umidade e temperatura, surgem larvas rabditoides e depois larvas filariformes L3 infectantes.
  3. Entrada no hospedeiro: as L3 penetram ativamente a pele, com frequência nos pés. A via oral também é reconhecida, especialmente para A. duodenale.
  4. Migração cardiopulmonar: larvas alcançam vasos, coração e pulmões, atravessam alvéolos, sobem pela árvore respiratória e são deglutidas.
  5. Fase intestinal: no intestino delgado, amadurecem, aderem à mucosa e passam a se alimentar de sangue, iniciando nova eliminação de ovos.
A repercussão mais importante da fase crônica intensa é a perda persistente de sangue e ferro, capaz de causar anemia, fadiga e prejuízo nutricional.
Ciclo de vida e fisiopatologia da ancilostomose — toque/clique para ampliar.

O que determina a gravidade

Carga parasitária

Quanto maior o número de vermes adultos, maior tende a ser a perda sanguínea.

Reservas de ferro

Deficiência prévia aumenta a repercussão hematológica.

Reinfecção

Exposição ambiental persistente pode manter a carga parasitária.

Idade e nutrição

Crianças e pessoas vulneráveis sofrem maior impacto nutricional.

Gestação

Anemia e demanda de ferro tornam o cenário particularmente relevante.

Como ocorre a transmissão

A ancilostomose é adquirida principalmente pela penetração ativa das larvas filariformes infectantes através da pele íntegra após contato com solo contaminado por fezes humanas. O risco aumenta quando há ausência de saneamento e contato frequente da pele com o solo.

Penetração cutânea

É a via clássica. Pés descalços e atividades com contato direto com solo favorecem a infecção.

Via oral

Também é possível, especialmente para A. duodenale, pela ingestão de larvas infectantes.

Contaminação fecal

A eliminação de ovos nas fezes e o saneamento inadequado mantêm o ciclo ambiental.

Não há transmissão direta habitual de pessoa para pessoa: o parasito precisa completar etapas no ambiente para formar larvas infectantes.

Quem tem maior risco

Moradores de áreas sem saneamento adequado

Contaminação fecal do solo cria as condições para manutenção do ciclo.

Trabalhadores rurais e pessoas expostas ao solo

Contato repetido aumenta oportunidades de penetração larvária e reinfecção.

Pessoas que caminham descalças

A ausência de barreira física facilita contato direto entre pele e larvas infectantes.

Crianças e pessoas com baixa reserva de ferro

A infecção pode produzir maior impacto nutricional e hematológico nesses grupos.

Epidemiologia no Brasil

No Inquérito Nacional de Prevalência da Esquistossomose mansoni e Geo-helmintíases (2010–2015), foram examinados 197.564 escolares e identificados 5.192 casos de ancilostomíase, correspondendo a 2,73% dos examinados. As maiores prevalências foram registradas nas regiões Norte e Nordeste.

As geo-helmintíases estão distribuídas no país, especialmente em zonas rurais e periferias urbanas, com associação importante a pobreza e ausência de saneamento básico.

Saúde ambiental:

o controle duradouro depende de reduzir a contaminação fecal do solo. O tratamento individual sem saneamento adequado não elimina o risco de reinfecção.

A clínica acompanha o ciclo do parasito

Muitas infecções leves são assintomáticas. Quando há manifestações, elas podem refletir a entrada cutânea, a migração larvária ou a fase intestinal hematófaga.

Fase cutânea

Prurido, eritema e pápulas no local de penetração. Reinfecções podem desencadear hipersensibilidade mais intensa.

Fase pulmonar

Tosse, desconforto respiratório e eosinofilia podem ocorrer durante a migração larvária; pneumonite eosinofílica é possível.

Fase intestinal

Dor abdominal, náuseas, anorexia, diarreia e perda ponderal podem acompanhar a presença de vermes adultos.

Anemia e repercussão nutricional

A manifestação sistêmica clássica da infecção crônica intensa é a anemia por deficiência de ferro. O paciente pode apresentar fadiga, palidez, intolerância ao exercício, dispneia aos esforços, tontura e piora de desempenho físico e cognitivo.

AchadoMecanismoInterpretação prática
Anemia microcítica/hipocrômicaPerda crônica de ferro por sangramento intestinal.Confirme deficiência de ferro e avalie se a carga parasitária explica a magnitude da anemia.
EosinofiliaResposta a helminto com migração tecidual.Pode apoiar a suspeita, mas não confirma diagnóstico e pode desaparecer na fase crônica.
HipoalbuminemiaPerdas e comprometimento nutricional em doença intensa.Procure desnutrição ou doença concomitante quando presente.
Déficit de crescimentoInfecção repetida + anemia + vulnerabilidade nutricional.Particularmente relevante em crianças de áreas endêmicas.

Quando o quadro deixa de ser simples

  • Anemia grave sintomática: dispneia importante, síncope, taquicardia persistente, dor torácica ou repercussão cardiovascular.
  • Instabilidade hemodinâmica: investigar sangramento importante e outras causas além da parasitose.
  • Gestação: anemia relevante exige avaliação materno-fetal e decisão terapêutica individualizada.
  • Criança vulnerável: baixo peso, comprometimento de crescimento ou poliparasitismo mudam o manejo global.
  • Resposta inadequada: anemia persistente apesar do tratamento exige reavaliação parasitológica e procura de outra fonte de perda de ferro.

O diagnóstico combina exposição, clínica e fezes

A suspeita é epidemiológica e clínica; a confirmação habitual é parasitológica. Em áreas endêmicas, anemia ferropriva pode coexistir com diversas outras causas, por isso encontrar o parasito não elimina a necessidade de avaliar a coerência entre carga de doença e repercussão hematológica.

  1. Defina a exposição: solo, saneamento, hábito de andar descalço e residência/viagem em área de risco.
  2. Defina a síndrome: manifestações cutâneas, digestivas, eosinofilia ou anemia.
  3. Solicite exame parasitológico: busque ovos de ancilostomídeos nas fezes.
  4. Meça repercussão: hemograma e estudos de ferro quando houver suspeita de deficiência.
  5. Reavalie discordâncias: anemia desproporcional ou persistente requer investigação de causas adicionais.

Exame parasitológico de fezes

A observação microscópica de ovos nas fezes é o método diagnóstico tradicional. Técnicas de concentração podem aumentar a sensibilidade conforme o método empregado. Em programas epidemiológicos, métodos quantitativos podem estimar intensidade da infecção em ovos por grama de fezes.

Limitação importante: a morfologia dos ovos de Necator e Ancylostoma é semelhante; a microscopia de rotina geralmente não determina a espécie.

Exames complementares

Hemograma

Avalia hemoglobina, índices eritrocitários e eosinofilia. A deficiência de ferro crônica tende a produzir microcitose e hipocromia.

Ferritina e saturação de transferrina

Ajudam a documentar deficiência de ferro e acompanhar reposição, considerando o contexto inflamatório.

Reticulócitos

Podem contribuir para avaliar resposta hematológica após correção da causa e reposição de ferro.

Estado nutricional

Peso, crescimento e albumina são pertinentes quando há suspeita de repercussão nutricional importante.

Diagnósticos diferenciais

Outras helmintíases, doença celíaca, perdas ginecológicas, sangramento gastrointestinal, doença inflamatória intestinal, neoplasias, dieta deficiente em ferro e outras causas de anemia devem ser consideradas conforme idade, sexo, intensidade da anemia e história clínica.

Princípios do tratamento

O tratamento tem dois objetivos: erradicar o helminto e corrigir as consequências da perda crônica de sangue. No Brasil, o Ministério da Saúde destaca o albendazol como tratamento simples e de uso oral para geo-helmintíases.

Para ancilostomose, o CDC apresenta como esquemas: albendazol 400 mg VO em dose única; mebendazol 100 mg VO a cada 12 horas por 3 dias ou 500 mg VO em dose única; e pamoato de pirantel 11 mg/kg/dia VO, com máximo de 1 g/dia, por 3 dias.

Primeira escolha prática: albendazol 400 mg VO em dose única é o esquema de referência mais simples e aparece nas recomendações atuais para hookworm.

Esquemas anti-helmínticos

FármacoDoseDuraçãoPonto prático
Albendazol400 mg VODose únicaEsquema de referência; Ministério da Saúde destaca albendazol para geo-helmintíases.
Mebendazol100 mg VO 12/12 h3 diasAlternativa reconhecida; também existe esquema de 500 mg em dose única.
Mebendazol500 mg VODose únicaOpção de dose única em diretrizes internacionais.
Pamoato de pirantel11 mg/kg/dia VO, máximo 1 g/dia3 diasCalcular em mg; converter para mL/comprimidos somente conforme a apresentação disponível.
Esquemas de albendazol por múltiplos dias podem apresentar maior eficácia em alguns estudos, mas não devem ser apresentados como substituição automática do esquema de referência sem considerar protocolo, contexto e falha/reinfecção.

Prescrição antiparasitária

Abra os cartões para ver dose, frequência, duração e principais pontos de atenção.

Pamoato de pirantel — cálculo por peso

A dose de referência é 11 mg/kg/dia, limitada a 1.000 mg/dia, por 3 dias. A ferramenta calcula a quantidade do fármaco em miligramas e, opcionalmente, o volume se a concentração real do produto for conhecida.

Dose diária
Volume, se informado
Duração
3 dias
Atenção: apresentações comerciais variam. Não converter para “colheres” ou número de comprimidos sem conferir a quantidade real de princípio ativo.

Anemia ferropriva: tratar a consequência

O anti-helmíntico interrompe a causa parasitária, mas a recuperação das reservas de ferro depende de reposição adequada. O PCDT brasileiro de anemia por deficiência de ferro expressa a dose em ferro elementar; para adultos, o esquema clássico do protocolo utiliza 120 mg/dia de ferro elementar.

Evite erro de prescrição:

“sulfato ferroso 250 mg” não informa necessariamente quanto ferro elementar o paciente receberá. A dose deve ser conferida pela quantidade de ferro elementar da apresentação disponível.

Forma moderada a grave

Não existe um “esquema hospitalar antiparasitário” diferente apenas porque a ancilostomose é mais grave. O que muda é o suporte exigido pela repercussão clínica: anemia grave sintomática, instabilidade, incapacidade de ingestão, desnutrição importante ou necessidade de investigar outra fonte de sangramento.

Hidratação venosa, transfusão e outros suportes devem ser definidos pela condição hemodinâmica e hematológica do paciente. Bolus de cristalóide não é rotina obrigatória pelo diagnóstico de ancilostomose.

Gestação

A gestação exige separar duas situações: tratamento individual de uma infecção diagnosticada e quimioterapia preventiva populacional. A OMS recomenda albendazol 400 mg ou mebendazol 500 mg, em dose única, após o primeiro trimestre como intervenção de saúde pública em áreas que preencham critérios epidemiológicos específicos.

  • Evitar tratamento anti-helmíntico automático no primeiro trimestre sem avaliação de risco-benefício.
  • Após o primeiro trimestre, considerar gravidade da anemia, carga de doença, epidemiologia e protocolo local.
  • Reposição de ferro e avaliação obstétrica são especialmente importantes quando há anemia.
  • Pamoato de pirantel não deve ser rotulado como primeira escolha universal para gestantes.

Crianças

Crianças em áreas endêmicas são vulneráveis ao impacto cumulativo de anemia, desnutrição e reinfecção. Diretrizes internacionais utilizam albendazol e mebendazol em pediatria, mas a idade e o contexto programático devem ser conferidos antes da prescrição, especialmente em menores de 2 anos.

Em programas de quimioterapia preventiva, a OMS utiliza dose reduzida de albendazol em crianças de 12–23 meses. Tratamento individual deve respeitar idade, formulação disponível e recomendação local.

Lactação

Albendazol e mebendazol são utilizados em programas de desparasitação para mulheres lactantes. Na prática individual, considere necessidade clínica, exposição contínua, estado nutricional e possibilidade de reinfecção.

Anemia grave e comorbidades

Idosos, pacientes com cardiopatia, doença renal, doença gastrointestinal ou outras fontes de perda sanguínea podem descompensar com níveis de hemoglobina que seriam melhor tolerados por adultos jovens. A prioridade é estabilizar o paciente e não atribuir toda a anemia ao parasito sem investigação adequada.

Como acompanhar a resposta

O acompanhamento depende da repercussão inicial. Paciente sem anemia importante costuma necessitar apenas de confirmação de melhora clínica e avaliação de risco de reinfecção. Quando há deficiência de ferro, o hemograma e os marcadores de ferro devem documentar recuperação progressiva.

Clínica

Reavalie sintomas digestivos, fadiga, capacidade funcional e sinais de nova exposição.

Hemograma/ferro

Repita conforme gravidade da anemia e esquema de reposição utilizado.

Fezes

Considere novo exame se persistem sintomas, anemia, alto risco de reinfecção ou necessidade de documentar resposta.

Persistência ou recorrência

  • Confirme se o tratamento foi realmente administrado na dose e duração corretas.
  • Considere reinfecção em quem permanece exposto a solo contaminado.
  • Repita o exame parasitológico quando a persistência clínica justificar.
  • Se a anemia não melhora, investigue deficiência nutricional, perdas ginecológicas e sangramento gastrointestinal.
  • Não atribua anemia grave e persistente exclusivamente à ancilostomose sem correlação clínica e laboratorial.

Prevenção

Usar calçados

Reduz o contato direto da pele com larvas infectantes presentes no solo.

Saneamento

Destino adequado das fezes impede que ovos cheguem ao solo e mantém benefício populacional duradouro.

Higiene

Lavar mãos e alimentos complementa a prevenção, sobretudo porque A. duodenale também pode ser adquirido por via oral.

Tratamento em áreas endêmicas

Programas de quimioterapia preventiva podem ser utilizados em grupos de risco conforme critérios da OMS.

Vigilância e notificação

A ancilostomose não integra, de forma rotineira, a lista nacional de doenças de notificação compulsória individual. Eventos coletivos, surtos ou situações de relevância em saúde pública devem seguir a regulamentação de vigilância aplicável, inclusive normas estaduais e municipais.

Resumo do fluxo prático

  1. Suspeite diante de exposição a solo contaminado + clínica compatível, eosinofilia ou anemia ferropriva.
  2. Confirme com exame parasitológico de fezes quando indicado.
  3. Meça repercussão hematológica e nutricional.
  4. Trate com anti-helmíntico apropriado.
  5. Reponha ferro se houver deficiência confirmada.
  6. Reavalie anemia persistente e procure outras fontes de perda.
  7. Reduza reinfecção com saneamento, calçados e medidas ambientais.

Referências principais

  1. Brasil. Ministério da Saúde. Geo-Helmintíase — Saúde de A a Z. Página oficial, consultada em agosto de 2026.
  2. Brasil. Ministério da Saúde. Guia de Vigilância em Saúde. Conteúdo referente às geo-helmintíases e vigilância de doenças transmissíveis.
  3. Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Anemia por Deficiência de Ferro. Portaria SAS/MS nº 1.247, de 10 de novembro de 2014; página oficial vigente.
  4. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Clinical Care of Soil-transmitted Helminths. Atualizado em 3 de junho de 2024.
  5. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). About Hookworm. Atualizado em 13 de junho de 2024.
  6. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). DPDx — Intestinal Hookworm. Ciclo de vida, quadro clínico e diagnóstico laboratorial.
  7. World Health Organization (WHO). Preventive chemotherapy to control soil-transmitted helminth infections in at-risk population groups. Guideline. Geneva: WHO; 2017.
  8. World Health Organization (WHO). Deworming in pregnant women. Recomendação para quimioterapia preventiva após o primeiro trimestre em cenários epidemiológicos selecionados.
Rolar para cima