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Agitação Psicomotora

Manejo escalonado: segurança e desescalada verbal primeiro, tranquilização rápida quando necessário e contenção física apenas como último recurso. O objetivo é acalmar sem sedar em excesso, mantendo o paciente capaz de participar do próprio cuidado e permitindo o diagnóstico da causa.

Desescalada verbal Tranquilização rápida Segurança da equipe Descartar causa orgânica
Tempo de leitura: 10 min
Atualizado em: 13/07/2026

Segurança primeiro

  • Ambiente com poucos estímulos e saída acessível
  • Distância de cerca de 2 metros
  • Retirar objetos que possam virar arma
  • Equipe de apoio alerta e treinada

Desescalada verbal

  • Primeira estratégia em todo paciente abordável
  • Tom calmo, firme e respeitoso
  • Restrição de espaço a local reservado
  • Só medicar quando a abordagem verbal falha

Tranquilização rápida

  • VO no colaborativo; IM na agitação grave
  • Haloperidol + prometazina IM: 1ª escolha (1A)
  • Evitar a via IV de rotina
  • Menor dose efetiva; não combinar vias

Causa orgânica

  • Sinais vitais alterados, febre, dispneia
  • Consciência rebaixada ou desatenção
  • Primeiro episódio após os 45 anos
  • Foco neurológico, trauma ou convulsão

Definições

Agitação psicomotora

Atividade motora e verbal aumentada e desorganizada, acompanhada de tensão interna, que pode evoluir para agressividade contra si mesmo, contra terceiros ou contra o ambiente.

Tranquilização rápida

Acalmar o paciente sem sedação excessiva — idealmente sem sedar —, de modo que ele possa participar do próprio cuidado e que a causa da agitação possa ser investigada. Indicada quando as medidas não farmacológicas falham ou não são viáveis.

Agitação não é diagnóstico: é uma síndrome. Toda agitação exige busca ativa de causa orgânica, sobretudo quando não há história psiquiátrica prévia.

Sequência de manejo

A abordagem é escalonada: cada etapa só avança quando a anterior falha. Medicar não é o primeiro passo, e conter fisicamente é sempre o último.

  1. Garantir segurança e ambiente adequado.
  2. Desescalada verbal.
  3. Restrição de espaço (ambiente reservado e tranquilo).
  4. Tranquilização rápida (medicação).
  5. Contenção física apenas se as etapas anteriores falharem — sempre associada à medicação.

Princípios da tranquilização rápida

  • Objetivo: acalmar sem sedar em excesso, com a menor dose efetiva.
  • Preferir a via oral no paciente colaborativo (solução oral ou comprimido orodispersível).
  • Usar a via IM na agitação grave ou violenta e na recusa da via oral.
  • Evitar a via IV, pelo risco de depressão respiratória — reservá-la a locais com monitorização contínua.
  • Não combinar vias diferentes ao mesmo tempo (por exemplo, VO e IM).
  • Manter a mesma medicação até a dose máxima diária antes de trocar de fármaco.
  • Monitorizar antes e depois da administração, com atenção ao prolongamento do QT.

Sinais de gravidade

Agressividade

Risco iminente de violência contra si, contra terceiros ou contra a equipe.

Recusa de contato

Não responde à abordagem verbal ou não tolera aguardar.

Rebaixamento de consciência

Flutuação do nível de consciência, desatenção e desorientação — pense em delirium.

Sinais vitais anormais

Febre, taquicardia, hipotensão, dessaturação e sudorese.

Intoxicação ou abstinência

O uso de substâncias muda diretamente a escolha do fármaco.

Foco neurológico

Sinais focais, trauma de cabeça, convulsão ou cefaleia intensa.

Segurança e ambiente

Antes de qualquer intervenção, proteja o paciente e a equipe. Um ambiente mal preparado transforma uma agitação manejável em uma emergência de segurança.

  • Sala tranquila, com poucos estímulos — pouca luz, pouco ruído e poucas pessoas.
  • Saída próxima e acessível, com o profissional posicionado de modo a não ficar encurralado.
  • Manter distância segura, de cerca de 2 metros.
  • Remover objetos que possam ser usados como arma.
  • Equipe de segurança e apoio alerta, treinada e visível — mas sem postura de confronto.
  • EPI conforme a avaliação de risco, incluindo precauções respiratórias em suspeita infecciosa.

Desescalada verbal

É a primeira estratégia em todo paciente abordável e, em boa parte dos casos, resolve o episódio sem medicação. Exige tempo, postura e treino.

Postura

Tom calmo, firme e respeitoso. Apresente-se, use o nome do paciente e evite confronto verbal ou corporal.

Escuta

Ouça a queixa, valide o sofrimento e evite discutir conteúdos delirantes. Ofereça escolhas simples.

Restrição de espaço

Conduza a um local mais reservado e tranquilo, longe de plateia e de outros pacientes.

Necessidades básicas

Ofereça água, alimento, banheiro e conforto — necessidades não atendidas alimentam a agitação.

Contenção física — último recurso

A contenção física é sempre o último recurso, é sempre associada à medicação e exige reavaliação frequente.
  • Usar faixas e contenções apropriadas, com equipe suficiente e treinada.
  • Evitar contenção torácica quando houver sintomas respiratórios.
  • Reavaliar periodicamente: bem-estar, perfusão dos membros, hidratação e necessidade de manter a contenção.
  • Fazer profilaxia de trombose (heparina) quando a contenção e a imobilidade forem prolongadas.
  • Vigiar hipertermia e rabdomiólise, sobretudo em pacientes que lutaram contra as faixas.
  • Registrar em prontuário a indicação, o horário, as reavaliações e o momento da retirada.

Triagem rápida

A avaliação corre em paralelo ao manejo. Mais importante que o diagnóstico exato é avaliar o risco para si e para os outros e identificar causas orgânicas tratáveis.
  1. Entender o que está acontecendo, há quanto tempo, e quantificar a gravidade da agitação.
  2. Levantar a hipótese diagnóstica inicial e fazer a avaliação de risco (auto e heteroagressão, capacidade de autocuidado).
  3. Sempre que possível, realizar exame físico e medir sinais vitais antes da contenção ou da tranquilização.
  4. Completar com anamnese objetiva e subjetiva, exame neurológico e psíquico e diagnóstico diferencial.
  5. Conduzir a tranquilização rápida e definir o encaminhamento ou o período de observação.

Sinais de alerta para causa orgânica

A presença de qualquer um destes sinais sugere causa clínica ou neurológica (incluindo delirium) e deve disparar investigação dirigida. Toque nos itens presentes:

0
Selecione os sinais presentes
Outros sinais que reforçam a suspeita: doença física prévia, perda de peso involuntária, perda de memória, sudorese, tremor, palidez, rigidez muscular, fraqueza extrema, cefaleia intensa, primeiro episódio psicótico e tentativa de suicídio. Em idosos, presuma delirium até prova em contrário.

Diferenciar as causas — e o fármaco muda

Causa Pistas clínicas Escolha farmacológica
Transtorno psiquiátrico Psicose, mania, transtornos de humor ou de ansiedade, com história prévia conhecida. Antipsicótico (haloperidol, risperidona, olanzapina), isolado ou combinado. BZD em monoterapia não é indicado na psicose.
Intoxicação por depressores
(álcool, opioides, BZD)
Rebaixamento de consciência, hálito etílico, miose (opioides), depressão respiratória. Preferir haloperidol (melhor perfil respiratório). Evitar BZD.
Estimulantes
(cocaína, anfetaminas)
Midríase, taquicardia, hipertensão, hipertermia, agitação intensa. Preferir benzodiazepínicos.
Abstinência de álcool ou BZD Tremor, sudorese, taquicardia, alucinações, risco de convulsão e delirium tremens. Preferir benzodiazepínicos — aqui eles são o tratamento, não apenas o sedativo.
Delirium / causa orgânica Flutuação, desatenção, alucinações visuais, sinais vitais alterados, idoso. Tratar a causa. Se necessário, antipsicótico em dose baixa; evitar BZD (exceto abstinência de álcool ou BZD).

Como escolher a via

  1. Paciente colaborativo, que aceita medicação: via oral, preferindo solução oral ou comprimido orodispersível.
  2. Agitação grave ou violenta, ou recusa da via oral: via IM, de absorção e início mais rápidos.
  3. Manter a mesma medicação até a dose máxima diária antes de trocar de fármaco.
  4. Reservar as combinações para a agitação grave e monitorizar sedação e função respiratória.
A via IV não é recomendada de rotina. Se for imprescindível, usar apenas com monitorização contínua de sinais vitais e material de reanimação disponível.
Como usar esta aba

Cada card abre a prescrição prática completa: apresentação, dose por aplicação (em mg e em mL/gotas), intervalo de repetição, dose máxima em 24 h, início de ação e cuidados. Confira sempre a apresentação disponível na sua instituição.

Evidência forte (1A–1B · A)

Via IM — agitação grave ou violenta

As combinações com haloperidol têm o melhor nível de evidência para agitação grave. A prometazina acelera o início de ação e reduz os sintomas extrapiramidais; o midazolam produz sedação mais pronunciada, ao custo de maior risco respiratório.

Evidência forte a moderada (1B–2B)

Via oral — paciente colaborativo

Sempre que o paciente aceita medicação, a via oral é preferível por ser menos invasiva e preservar a aliança terapêutica. A risperidona em solução oral tem o melhor nível de evidência; associada a um benzodiazepínico oral, alcança eficácia comparável ao haloperidol IM.

Evidência baixa (4–5 · C–D)

Benzodiazepínicos isolados — situações específicas

O uso isolado de BZD tem baixo nível de evidência para tranquilização rápida em geral, mas é a escolha preferencial na abstinência alcoólica e na intoxicação por estimulantes, além de opção em agitação leve a moderada não psicótica.

Catálogo de medicações

Catálogo organizado por grupo farmacológico. Toque em uma medicação para ver a prescrição prática, o nível de evidência, os efeitos adversos e os cuidados. Doses para adultos — ajustar por idade, comorbidades, função renal e hepática, gestação e interações.

Vários fármacos com bom nível de evidência internacional não estão disponíveis no Brasil nas apresentações citadas (aripiprazol IM, olanzapina IM, ziprasidona IM, asenapina SL e lorazepam IM). Estão listados para contextualização.

Antipsicóticos de 1ª geração (FGA)

Base histórica da tranquilização rápida. Mais sintomas extrapiramidais e risco de prolongamento do QT; melhor perfil respiratório que os benzodiazepínicos.

Antipsicóticos de 2ª geração (SGA)

Menos sintomas extrapiramidais. Boas opções orais no paciente colaborativo e primeira escolha no delirium quando há necessidade de controle imediato.

Benzodiazepínicos

Preferidos na intoxicação por estimulantes e na abstinência de álcool ou BZD. Não usar em monoterapia na psicose e evitar na intoxicação por depressores do SNC, pelo risco de depressão respiratória.

Combinações recomendadas

As combinações ampliam a eficácia, mas também os efeitos adversos (sedação e depressão respiratória). Reserve-as para a agitação grave e nunca combine vias diferentes ao mesmo tempo.

Agitação por intoxicação

  • Depressores do SNC (álcool, opioides, benzodiazepínicos): preferir haloperidol, pelo melhor perfil respiratório, e evitar BZD.
  • Antipsicóticos de 2ª geração — olanzapina, risperidona e ziprasidona — são alternativas razoáveis ao haloperidol.
  • Distinguir intoxicação alcoólica de abstinência alcoólica: na abstinência, os benzodiazepínicos são a escolha.
  • Estimulantes (cocaína, anfetaminas): preferir benzodiazepínicos.

Agitação no delirium

  • Investigar e tratar a causa subjacente — hipoglicemia, distúrbio eletrolítico, hipóxia, infecção, retenção urinária, dor. Isso tem prioridade sobre a sedação.
  • Quando há necessidade de controle imediato, os antipsicóticos de 2ª geração são a primeira escolha.
  • Haloperidol e risperidona em doses baixas são aceitáveis.
  • Evitar benzodiazepínicos, que podem exacerbar o delirium — exceto na abstinência de álcool ou de BZD.
Sedar o delirium sem investigar a causa é um dos erros mais graves e mais frequentes do plantão.

Idosos

  • Presumir delirium até prova em contrário, sobretudo quando há alteração da atenção, da orientação e da consciência.
  • Tentar primeiro todas as estratégias não farmacológicas.
  • Usar antipsicóticos com cautela: começar com doses baixas e titular devagar.
  • Monitorar risco de quedas, sedação excessiva, confusão, retenção urinária e interações medicamentosas.

Gestação

  • Priorizar intervenções verbais e não farmacológicas sempre que possível.
  • Se a medicação for necessária, usar a quantidade mínima efetiva.
  • Primeira linha sugerida: haloperidol em monoterapia.
  • Segunda linha: benzodiazepínico ou risperidona em monoterapia; com menor aceitação, a combinação de BZD com antipsicótico de 1ª geração.

Paciente clínico e contexto infeccioso

Individualize conforme as demais medicações em uso e as complicações da doença de base. Verifique interações e efeitos adversos antes de prescrever.

  • Prolongamento do QT: antipsicóticos associados a fármacos como hidroxicloroquina, cloroquina e azitromicina aumentam o risco — considere ECG.
  • Evitar fenotiazinas e ziprasidona nesse contexto. A quetiapina não tem evidência para tranquilização rápida.
  • Benzodiazepínicos na menor dose possível; evitar o midazolam quando há risco respiratório aumentado.
  • Risco de trombose com contenção e imobilidade: fazer profilaxia (heparina) e evitar contenção torácica se houver sintomas respiratórios.
  • Lítio (alto risco arritmogênico) e carbamazepina (interação com antirretrovirais) exigem cuidado adicional.

Níveis de evidência

As diretrizes brasileiras graduam cada recomendação por nível de evidência (1A a 5) e grau de recomendação (A a D). Em resumo: 1A/A é forte (ensaios randomizados e meta-análises), 2/B é moderado e 4–5/C–D é baixo ou baseado em opinião de especialistas.

Esquema Via Evidência
Haloperidol isolado ou combinado a prometazina/midazolamIM1A · A
Risperidona (VO/solução oral) e asenapina sublingualVO / SL1B · A
Olanzapina VO/ODT e risperidona + lorazepamVO2A · B
Haloperidol VO e risperidona + clonazepamVO2B · B
Droperidol, droperidol + midazolam, haloperidol + lorazepam, levomepromazinaIM2B–2C · B
Benzodiazepínicos isolados (clonazepam, diazepam, lorazepam)VO4–5 · C–D

Erros e condutas não recomendadas

  • Combinar vias diferentes ao mesmo tempo (por exemplo, VO e IM).
  • Usar benzodiazepínico em monoterapia para tranquilização rápida em quadro psicótico.
  • Usar benzodiazepínico na intoxicação por depressores do SNC (álcool, opioides).
  • Associar olanzapina IM a benzodiazepínico IM — risco de hipotensão, bradicardia e depressão respiratória.
  • Usar a via IV de rotina, ou a clorpromazina por via parenteral.
  • Administrar diazepam por via IM (absorção errática).
  • Sedar o delirium sem investigar e tratar a causa orgânica.
  • Trocar de fármaco antes de atingir a dose máxima do primeiro.
  • Conter fisicamente sem medicar e sem reavaliar periodicamente.

Checklist de plantão

  • Ambiente seguro e equipe protegida.
  • Desescalada verbal tentada antes da medicação.
  • Avaliação de risco realizada e causa orgânica pesquisada.
  • Via e fármaco escolhidos conforme gravidade e causa.
  • Menor dose efetiva, com a mesma medicação mantida até a dose máxima antes de trocar.
  • Monitorização após a medicação: nível de sedação, respiração e risco cardíaco (QT).
  • Contenção física, se usada, associada à medicação e reavaliada com frequência.
  • Encaminhamento ou observação definidos e orientação compartilhada com a família.
  • Registro em prontuário de todas as etapas, incluindo a justificativa da contenção.

Aviso importante

Este artigo é uma ferramenta de apoio à decisão clínica, de caráter educacional. Não substitui a avaliação médica presencial, o julgamento clínico individualizado, os protocolos da sua instituição nem a consulta às bulas e diretrizes vigentes. As doses apresentadas são para adultos e devem ser ajustadas conforme idade, comorbidades, função renal e hepática, gestação, interações e risco cardíaco. Confira sempre a apresentação disponível antes de prescrever.

Referências bibliográficas

Conteúdo baseado nas diretrizes brasileiras da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) para o manejo da agitação psicomotora.

  1. Baldaçara L, Ismael F, Leite VS, et al. Diretrizes brasileiras para o manejo da agitação psicomotora: abordagem farmacológica 1 — tranquilização rápida. Debates em Psiquiatria. 2021. doi.org/10.25118/2236-918X-11-1-3
  2. Baldaçara L, Ismael F, Leite VS, et al. Diretrizes brasileiras para o manejo da agitação psicomotora: tranquilização rápida 2 — combinações e grupos especiais. Debates em Psiquiatria. 2021. doi.org/10.25118/2236-918X-11-1-4
  3. Baldaçara L, Silva AG, Gorender ME, et al. Manejo da agitação psicomotora em pacientes com COVID-19. Debates em Psiquiatria. 2021. doi.org/10.25118/2236-918X-11-1-5
  4. Baldaçara L, Diaz AP, Leite V, et al. Brazilian guidelines for the management of psychomotor agitation. Part 2. Pharmacological approach. Braz J Psychiatry. 2019;41(4):324-335. doi.org/10.1590/1516-4446-2018-0177
  5. Baldaçara L, Ismael F, Leite V, et al. Brazilian guidelines for the management of psychomotor agitation. Part 1. Non-pharmacological approach. Braz J Psychiatry. 2019;41(2):153-167.
  6. Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Documentos e diretrizes. Disponível em: abp.org.br

Dose rápida (adulto)

Haloperidol + Prometazina IM

5 mg (1 mL) + 25–50 mg (1–2 mL). Preferencial (1A).

Haloperidol IM

2,5–5 mg = 0,5–1 mL. Repetir a cada 30 min; máx. 30 mg/dia.

Midazolam IM

Até 15 mg = até 3 mL. Vigiar respiração.

Risperidona VO / solução

2–3 mg = 2–3 mL. Máx. 8 mg/dia.

Em provas / residência

Agitação psicomotora → desescalada verbal primeiro; contenção física é o último recurso e nunca substitui a medicação.

Decore: haloperidol + prometazina IM é a combinação preferencial (1A); BZD isolado não trata psicose; na intoxicação por depressores use haloperidol; na abstinência alcoólica e nos estimulantes, use BZD.

Mais informações nas abas do artigo.

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