Escala de Hunt-Hess
Classifique a gravidade clínica da hemorragia subaracnoide aneurismática e estime o risco prognóstico inicial.
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Sobre a escala de Hunt-Hess
A escala de Hunt-Hess é utilizada para classificar a gravidade clínica da hemorragia subaracnoide, especialmente nos casos aneurismáticos. Ela auxilia na comunicação entre equipes, na estimativa prognóstica inicial e na definição da necessidade de monitorização intensiva.
Baseia-se principalmente em cefaleia, rigidez de nuca, nível de consciência, déficit neurológico focal e coma.
Quanto maior o grau, maior a gravidade neurológica e pior tende a ser o prognóstico funcional e vital.
É útil na avaliação inicial da HSA, principalmente para orientar prioridade, UTI e discussão com neurocirurgia.
Deve ser associada à TC de crânio, angiotomografia, Fisher modificada, Glasgow, WFNS e avaliação neurológica completa.
Referências
- Hunt WE, Hess RM. Surgical risk as related to time of intervention in the repair of intracranial aneurysms. J Neurosurg. 1968;28(1):14–20.
- Connolly ES Jr, Rabinstein AA, Carhuapoma JR, et al. Guidelines for the management of aneurysmal subarachnoid hemorrhage. Stroke. 2012;43(6):1711–1737.
Aviso importante
Esta ferramenta possui finalidade educacional e de apoio à estratificação clínica inicial. A escala de Hunt-Hess não substitui avaliação médica, exame neurológico, neuroimagem, monitorização e conduta especializada em emergência ou neurocirurgia.
Como interpretar na prática
Pacientes Hunt-Hess I e II geralmente apresentam melhor prognóstico e menor alteração neurológica inicial. O Grau III representa gravidade intermediária, com alteração do nível de consciência ou déficit focal leve. Os Graus IV e V indicam doença grave, frequentemente associada à necessidade de UTI, manejo neurointensivo e maior risco de morte ou sequelas.
Referências completas
- Hunt WE, Hess RM. Surgical risk as related to time of intervention in the repair of intracranial aneurysms. J Neurosurg. 1968;28(1):14–20.
- Connolly ES Jr, Rabinstein AA, Carhuapoma JR, Derdeyn CP, Dion J, Higashida RT, et al. Guidelines for the management of aneurysmal subarachnoid hemorrhage. Stroke. 2012;43(6):1711–1737.
- Lawton MT, Vates GE. Subarachnoid Hemorrhage. N Engl J Med. 2017;377:257–266.
- Macdonald RL, Schweizer TA. Spontaneous subarachnoid haemorrhage. Lancet. 2017;389(10069):655–666.
- Greenberg MS. Handbook of Neurosurgery. 10th ed. Thieme.
