2025

Medicina Intensiva

Fentanil

💊 Fentanil na UTI – Sedação Contínua O fentanil é um opioide sintético potente, de ação rápida e curta, utilizado principalmente para analgesia contínua em pacientes críticos. É comumente empregado em conjunto com sedativos como midazolam ou propofol, especialmente em pacientes em ventilação mecânica. Mecanismo de Ação Atua como agonista dos receptores opioides μ (mu), promovendo analgesia, sedação e diminuição da resposta autonômica à dor. Tem início de ação rápido (1-2 minutos) e curta duração, mas pode se acumular em infusões prolongadas. Indicações O fentanil é indicado em diversas situações clínicas que exigem controle rigoroso da dor e/ou necessidade de estabilidade hemodinâmica. Suas principais aplicações incluem: Analgesia contínua em pacientes intubados Utilizado para garantir conforto, prevenir dor relacionada à ventilação mecânica e facilitar a adaptação ao suporte ventilatório. Sedação adjuvante Frequentemente combinado com sedativos (ex: midazolam, propofol) para potencializar o efeito sedativo e reduzir a dose de outras drogas. Procedimentos dolorosos em pacientes graves Intubação orotraqueal, punções, drenagens torácicas/abdominais, cardioversão, entre outros. Controle de dor aguda intensa Em pacientes pós-operatórios, com trauma ou doenças agudas dolorosas (ex: pancreatite, IAM). Pacientes com instabilidade hemodinâmica Fentanil é preferido à morfina por ter menor risco de hipotensão e liberação de histamina. O fentanil é indicado em diversas situações clínicas que exigem controle rigoroso da dor e/ou necessidade de estabilidade hemodinâmica. Suas principais aplicações incluem: Analgesia contínua em pacientes intubados Utilizado para garantir conforto, prevenir dor relacionada à ventilação mecânica e facilitar a adaptação ao suporte ventilatório. Sedação adjuvante Frequentemente combinado com sedativos (ex: midazolam, propofol) para potencializar o efeito sedativo e reduzir a dose de outras drogas. Procedimentos dolorosos em pacientes graves Intubação orotraqueal, punções, drenagens torácicas/abdominais, cardioversão, entre outros. Controle de dor aguda intensa Em pacientes pós-operatórios, com trauma ou doenças agudas dolorosas (ex: pancreatite, IAM). Pacientes com instabilidade hemodinâmica Fentanil é preferido à morfina por ter menor risco de hipotensão e liberação de histamina. Contraindicações Embora seja uma droga segura quando bem manejada, o fentanil deve ser evitado ou usado com extrema cautela nas seguintes situações: Hipersensibilidade a opioides Inclui reações prévias adversas graves a fentanil ou drogas do mesmo grupo. Depressão respiratória sem suporte ventilatório O fentanil pode causar apneia e hipoventilação, especialmente em bolus rápidos. Hipotensão grave não compensada Apesar de ser mais estável que a morfina, ainda pode causar queda de pressão arterial, principalmente em pacientes hipovolêmicos. Uso recente de inibidores da monoamina oxidase (IMAO) Pode levar a reações adversas graves, como crise hipertensiva ou rigidez muscular intensa. Cautela em pacientes com: Traumatismo cranioencefálico (TCE) ou hipertensão intracraniana (pode mascarar sinais neurológicos) Idosos e pacientes com doença hepática ou renal (maior risco de acúmulo e sedação prolongada) Obesidade grave (risco aumentado de acúmulo em tecido adiposo) Embora seja uma droga segura quando bem manejada, o fentanil deve ser evitado ou usado com extrema cautela nas seguintes situações: Hipersensibilidade a opioides Inclui reações prévias adversas graves a fentanil ou drogas do mesmo grupo. Depressão respiratória sem suporte ventilatório O fentanil pode causar apneia e hipoventilação, especialmente em bolus rápidos. Hipotensão grave não compensada Apesar de ser mais estável que a morfina, ainda pode causar queda de pressão arterial, principalmente em pacientes hipovolêmicos. Uso recente de inibidores da monoamina oxidase (IMAO) Pode levar a reações adversas graves, como crise hipertensiva ou rigidez muscular intensa. Cautela em pacientes com: Traumatismo cranioencefálico (TCE) ou hipertensão intracraniana (pode mascarar sinais neurológicos) Idosos e pacientes com doença hepática ou renal (maior risco de acúmulo e sedação prolongada) Obesidade grave (risco aumentado de acúmulo em tecido adiposo) Apresentação Solução injetável: 50 microgramas/mL – frasco-ampola com 2 mL, 5 mL e 10 mL; Solução para infusão: 0,02 mg/mL – bolsa com 250 mL (Fentanest bolsa®). ⚗️ Diluição para infusão O fentanil é diluído em solução de cloreto de sódio 0,9% (SF 0,9%) ou glicose 5%. A concentração final mais comum na UTI é: Fentanil 50 mcg/mL: 20 mL + 80 mL de SF 0,9% Concentração final: 10 mcg/mL 💡 Essa concentração facilita o cálculo da infusão (ex: 1 mL/h = 10 mcg/h) 📦 Passo a passo do preparo: Exemplo usando Fentanil 50 mcg/mL com 10mL: Retire 2 ampolas de 10 mL de Fentanil 50 mcg/mL Aspire todo o conteúdo (totalizando 1000 mcg). Injete o fentanil em um frasco de soro fisiológico de 80 mL OU complete com SF 0,9% em uma seringa de 80 mL estéril. Misture suavemente e identifique o frasco/seringa com etiqueta legível contendo: nome da droga, concentração, data e hora do preparo Exemplo usando Fentanil 50 mcg/mL com 10mL: Retire 2 ampolas de 10 mL de Fentanil 50 mcg/mL Aspire todo o conteúdo (totalizando 1000 mcg). Injete o fentanil em um frasco de soro fisiológico de 80 mL OU complete com SF 0,9% em uma seringa de 80 mL estéril. Misture suavemente e identifique o frasco/seringa com etiqueta legível contendo: nome da droga, concentração, data e hora do preparo Posologia Dose de manutenção usual: Adultos: 0,5 a 3 mcg/kg/hora Em casos graves, pode-se usar até 5 mcg/kg/hora Bolus (opcional): 0,5 a 1 mcg/kg IV lento antes de iniciar a BIC ou para procedimentos 📌 Doses devem ser ajustadas conforme nível de dor (EV/NVPS) e parâmetros hemodinâmicos. Calculadora de Fentanil Calculadora de Fentanil para Infusão Contínua Peso do paciente (kg): Tipo de apresentação disponível: 50 mcg/mL – frasco-ampola com 2 mL50 mcg/mL – frasco-ampola com 5 mL50 mcg/mL – frasco-ampola com 10 mL0,02 mg/mL – bolsa com 250 mL (pré-pronta) Calcular ❓ Perguntas Frequentes sobre o uso de Fentanil na UTI 🔼 Quando aumentar a dose? Quando o paciente apresentar sinais de dor não controlada, como: Expressões faciais de dor Movimentação corporal aumentada Agitação com RASS elevado relacionada a desconforto Escalas de dor elevadas (ex: EV > 3, CPOT ≥ 3) 📌 Dica prática: aumente a infusão em 0,25 a 0,5 mcg/kg/h, reavaliando em 15–30 minutos. 🔽 Quando diminuir a dose? Quando houver: Sedação excessiva Bradicardia ou hipotensão Frequência respiratória < 12 irpm (sem suporte ventilatório total) Dor controlada e paciente estável por tempo prolongado 📌 Reduza a infusão em 25% a 50% e monitore sinais

Medicina Intensiva

Midazolam

💊 Midazolam na UTI – Sedação Contínua O midazolam é uma benzodiazepina de ação curta amplamente utilizada em UTIs para sedação contínua, principalmente em pacientes intubados. Possui propriedades ansiolíticas, hipnóticas, anticonvulsivantes e amnésicas. Mecanismo de Ação Age potencializando o efeito do GABA (ácido gama-aminobutírico), principal neurotransmissor inibitório do SNC, aumentando a entrada de cloro nos neurônios e promovendo depressão do sistema nervoso central. Indicações O midazolam é indicado para pacientes que necessitam de: Sedação contínua em ventilação mecânica Ajuda a reduzir a ansiedade, garantir conforto e facilitar a sincronia com o ventilador. Pode ser usado em protocolos de sedação leve a profunda, conforme metas de RASS. Indução da anestesia (em ambiente controlado) Utilizado como parte do protocolo de intubação orotraqueal, geralmente associado a opioides e bloqueadores neuromusculares. Crises convulsivas refratárias Eficaz em status epilepticus, especialmente quando há necessidade de infusão contínua após falha de benzodiazepínicos por via enteral ou bolus. Procedimentos invasivos em pacientes instáveis ou com risco de desconforto Cardioversão elétrica, punções, drenagens, entre outros. Controle de agitação severa em pacientes críticos Quando o paciente apresenta risco para si mesmo ou para a equipe. O midazolam é indicado para pacientes que necessitam de: Sedação contínua em ventilação mecânica Ajuda a reduzir a ansiedade, garantir conforto e facilitar a sincronia com o ventilador. Pode ser usado em protocolos de sedação leve a profunda, conforme metas de RASS. Indução da anestesia (em ambiente controlado) Utilizado como parte do protocolo de intubação orotraqueal, geralmente associado a opioides e bloqueadores neuromusculares. Crises convulsivas refratárias Eficaz em status epilepticus, especialmente quando há necessidade de infusão contínua após falha de benzodiazepínicos por via enteral ou bolus. Procedimentos invasivos em pacientes instáveis ou com risco de desconforto Cardioversão elétrica, punções, drenagens, entre outros. Controle de agitação severa em pacientes críticos Quando o paciente apresenta risco para si mesmo ou para a equipe. Contraindicações O uso do midazolam deve ser evitado ou usado com extrema cautela nos seguintes casos: Hipersensibilidade conhecida a benzodiazepínicos Inclui alergia a midazolam ou a qualquer componente da fórmula. Depressão respiratória sem suporte ventilatório Pode agravar a hipoventilação e levar à parada respiratória. Miastenia gravis Pode causar fraqueza muscular significativa e agravar a insuficiência respiratória. Insuficiência hepática grave Pode prolongar a meia-vida do midazolam, levando a sedação excessiva e acúmulo. Gravidez (categoria D) e amamentação Só deve ser usado se o benefício justificar o risco para o feto. É excretado no leite materno. Pressão arterial muito baixa sem suporte vasopressor Pode agravar a hipotensão e comprometer a perfusão orgânica. O uso do midazolam deve ser evitado ou usado com extrema cautela nos seguintes casos: Hipersensibilidade conhecida a benzodiazepínicos Inclui alergia a midazolam ou a qualquer componente da fórmula. Depressão respiratória sem suporte ventilatório Pode agravar a hipoventilação e levar à parada respiratória. Miastenia gravis Pode causar fraqueza muscular significativa e agravar a insuficiência respiratória. Insuficiência hepática grave Pode prolongar a meia-vida do midazolam, levando a sedação excessiva e acúmulo. Gravidez (categoria D) e amamentação Só deve ser usado se o benefício justificar o risco para o feto. É excretado no leite materno. Pressão arterial muito baixa sem suporte vasopressor Pode agravar a hipotensão e comprometer a perfusão orgânica. Apresentação Solução injetável: 1 mg/mL – ampola com 5 mL (Dormire®, Dormium® e genérico); 1 mg/mL – frasco-ampola com 50 mL e 100 mL (Prontomid®); 5 mg/mL – ampola com 3 mL e 10 mL (Dormonid®, Dormire®, Dormium®, Hypozam® e genérico). ⚗️ Diluição para infusão O midazolam é diluído em solução de cloreto de sódio 0,9% (SF 0,9%) ou glicose 5%. A concentração final pode variar, mas a mais comum na UTI é: Midazolam 5 mg/mL: 20 mL + 80 mL de SF 0,9% Resulta em uma solução com 100mL de  concentração final = 1 mg/mL 💡 Essa concentração permite fácil cálculo de dose por hora (ex: 5 mL/h = 5 mg/h) 📦 Passo a passo do preparo: Exemplo usando Midazolam 5 mg/mL com 10mL: Retire 02 ampola de 10 mL de midazolam (50 mg). Aspire todo o conteúdo (totalizando 100 mg). Injete o midazolam em um frasco de soro fisiológico de 80 mL OU complete com SF 0,9% em uma seringa de 80 mL estéril. Misture suavemente e identifique o frasco/seringa com etiqueta legível contendo: nome da droga, concentração, data e hora do preparo. Exemplo usando Midazolam 5 mg/mL com 10mL: Retire 02 ampola de 10 mL de midazolam (50 mg). Aspire todo o conteúdo (totalizando 100 mg). Injete o midazolam em um frasco de soro fisiológico de 80 mL OU complete com SF 0,9% em uma seringa de 80 mL estéril. Misture suavemente e identifique o frasco/seringa com etiqueta legível contendo: nome da droga, concentração, data e hora do preparo. Posologia Dose inicial: 0,02 a 0,1 mg/kg em bolus (opcional) Dose de manutenção: Adultos: 0,02 a 0,1 mg/kg/hora Ajustar conforme sedação desejada (RASS -5 a 0) Calculadora de Midazolam Calculadora de Midazolam para Sedação Contínua Peso do paciente (kg): Tipo de ampola disponível: 1 mg/mL – ampola com 5 mL1 mg/mL – frasco-ampola com 50 mL1 mg/mL – frasco-ampola com 100 mL5 mg/mL – ampola com 3 mL5 mg/mL – ampola com 10 mL Calcular ❓ Perguntas Frequentes sobre o uso de Midazolam na UTI 🔼 Quando aumentar a dose? Quando o paciente estiver agitado, em desconforto ou com sincronia inadequada com o ventilador. Quando o RASS estiver acima da meta (ex: RASS 0 ou +1, quando o desejado é -2). Após 3 a 5 minutos de um ajuste anterior sem resposta clínica adequada. 📌 Dica prática: aumente em incrementos de 0,01 a 0,02 mg/kg/h, reavaliando clinicamente após 15 a 30 minutos. 🔽 Quando diminuir a dose? Quando o paciente apresentar sedação profunda excessiva (RASS -4 ou -5). Em caso de instabilidade hemodinâmica (hipotensão, bradicardia) ou bradipneia. Se houver acúmulo da droga, especialmente em pacientes com disfunção hepática, idosos ou após uso prolongado (>48h). 📌 Dica prática: reduza a dose em 25% a 50% e reavalie o nível de sedação. ⏱️ Quanto tempo leva para iniciar a sedação após começar a infusão?

SInais Clínicos

Sinal de Mingazzini

🛌 Sinal de Mingazzini O sinal de Mingazzini é um teste neurológico usado para detectar paresia discreta nos membros inferiores, especialmente em síndromes piramidais iniciais. Ele é considerado um sinal precoce de fraqueza muscular e lesão do trato corticoespinal, sendo bastante útil na prática clínica por sua simplicidade e sensibilidade. Importância clínica O sinal de Mingazzini tem grande relevância na prática neurológica por sua capacidade de revelar fraquezas musculares discretas nos membros inferiores, especialmente nos estágios iniciais de doenças neurológicas. Muitas vezes, pacientes com lesões piramidais leves ainda não apresentam queixas funcionais evidentes, nem alterações perceptíveis na inspeção muscular estática, mas já demonstram incapacidade de manter os membros sustentados contra a gravidade — e é justamente nesse ponto que o sinal de Mingazzini se torna essencial. https://youtu.be/v4FRWhZRlzs O paciente deve estar em decúbito dorsal (deitado de costas). O examinador pede que o paciente flexione os quadris e joelhos a 90 graus, mantendo as pernas elevadas e paralelas ao chão (como se estivesse sentado no ar). O paciente deve manter essa posição por 20 a 30 segundos, com os olhos fechados, se possível. O teste é positivo se uma das pernas começa a cair lentamente, demonstrando fraqueza discreta ou assimétrica. Interpretação A queda da perna indica: Déficit motor de origem central (síndrome do neurônio motor superior) Fraqueza sutil inicial ou parcial do quadríceps e músculos proximais Disfunção piramidal precoce, muitas vezes antes mesmo de se notar espasticidade ou hiperreflexia Relação com o sinal de Barré Ambos os sinais testam a sustentação de membros contra a gravidade, mas: O sinal de Mingazzini avalia os membros inferiores O sinal de Barré pode ser realizado tanto em membros inferiores (em decúbito ventral) quanto superiores São complementares e frequentemente usados em conjunto para uma avaliação mais completa da força muscular. Quem Criou? Dr. Giovanni Mingazzini Giovanni Mingazzini (1859–1929) foi um neurologista italiano que contribuiu significativamente para o estudo da anatomia cerebral, doenças do movimento e diagnóstico clínico neurológico. O sinal que leva seu nome é um exemplo de sua abordagem prática e precisa na avaliação do sistema nervoso. Referências Ropper AH, Samuels MA. Adams & Victor: Principles of Neurology. McGraw-Hill, 2014. Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo de Avaliação Neurológica. DeMyer W. Techniques of the Neurologic Examination. McGraw-Hill, 2004. Snell RS. Neuroanatomia Clínica. Guanabara Koogan, 2011. Pearce JMS. Mingazzini’s sign and his contributions to neurology. Eur Neurol. 2006. Deixe um comentário Cancelar resposta Conectado como Dr. Marcelo Negreiros. Edite seu perfil. Sair? Campos obrigatórios são marcados com * Message* Também pode te interessar… SInais Clínicos Sinal de Mingazzini Dr. Marcelo Negreiros abril 10, 2025 SInais Clínicos Sinal de Froment Dr. Marcelo Negreiros abril 10, 2025 SInais Clínicos Paratonia Dr. Marcelo Negreiros abril 10, 2025 SInais Clínicos Rigidez em Roda Denteada Dr. Marcelo Negreiros abril 10, 2025

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Sinal de Froment

✋ Sinal de Froment O sinal de Froment é um sinal clínico utilizado para identificar fraqueza do músculo adutor do polegar, geralmente causada por lesão do nervo ulnar. Ele se manifesta quando o paciente, ao tentar segurar um papel entre o polegar e o indicador, flexiona a articulação interfalângica do polegar como compensação — um movimento anormal que indica comprometimento neurológico. Importância clínica O sinal de Froment é extremamente útil para: Diagnosticar lesões precoces do nervo ulnar, mesmo quando o paciente ainda não relata perda de força Diferenciar comprometimentos motores finos da mão Acompanhar progressão de neuropatias ou eficácia de intervenções (como órteses ou cirurgia) É um sinal simples, rápido e não invasivo, muito utilizado por neurologistas, fisiatras e ortopedistas. https://youtu.be/v4FRWhZRlzs O examinador pede ao paciente para segurar uma folha de papel entre o polegar e o indicador, em forma de pinça lateral. O examinador tenta puxar o papel suavemente. O teste é positivo quando o paciente flexiona a falange distal do polegar, em vez de usar o músculo adutor (que realiza a pinça lateral com o polegar em extensão). Essa flexão é feita como compensação pelo músculo flexor longo do polegar, inervado pelo nervo mediano — o que evidencia falha na função do nervo ulnar. O que significa um Froment positivo? Um sinal de Froment positivo indica fraqueza do adutor do polegar, geralmente decorrente de: Neuropatia ulnar (compressão no cotovelo ou punho) Síndrome do túnel cubital Trauma nervoso periférico Doenças neurodegenerativas que afetam motoneurônios Hanseníase (nos casos com comprometimento do nervo ulnar) Sinais associados Sinal de Jeanne: hiperextensão da articulação metacarpofalângica do polegar durante o teste de Froment (também indica lesão do nervo ulnar). Sinal de Wartenberg: abdução persistente do 5º dedo por fraqueza dos interósseos. Atrofia da eminência hipotenar: observada em neuropatias ulnar crônicas. Quem Criou? Dr. Jules Froment Jules Froment (1878–1946) foi um neurologista francês, discípulo de Joseph Babinski, com importante atuação clínica no início do século XX. Ele descreveu este sinal como parte de suas investigações sobre alterações motoras finas da mão associadas a lesões periféricas e centrais. Referências Ropper AH, Samuels MA. Adams & Victor: Principles of Neurology. McGraw-Hill, 2014. DeMyer W. Techniques of the Neurologic Examination. McGraw-Hill, 2004. Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico de Lesões Nervosas Periféricas. Dumitru D, et al. Electrodiagnostic Medicine. 2nd ed. Hanley & Belfus, 2002. Pearce JMS. Jules Froment and the signs of ulnar nerve palsy. Eur Neurol. 2004. Deixe um comentário Cancelar resposta Conectado como Dr. Marcelo Negreiros. Edite seu perfil. Sair? Campos obrigatórios são marcados com * Message* Também pode te interessar… SInais Clínicos Sinal de Froment Dr. Marcelo Negreiros abril 10, 2025 SInais Clínicos Paratonia Dr. Marcelo Negreiros abril 10, 2025 SInais Clínicos Rigidez em Roda Denteada Dr. Marcelo Negreiros abril 10, 2025 SInais Clínicos Sinal de Barré Dr. Marcelo Negreiros abril 10, 2025

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Paratonia

🧠 Sinal de Paratonia A paratonia (ou gegenhalten) é uma forma especial de alteração do tônus muscular, caracterizada por uma resistência involuntária e variável aos movimentos passivos realizados pelo examinador. Ao contrário da espasticidade ou rigidez parkinsoniana, essa resistência não é constante, mas flutua de acordo com o esforço ou atenção do paciente. É um sinal clássico de disfunção dos lobos frontais, sendo comumente observado em quadros demenciais, especialmente na doença de Alzheimer e em outras síndromes frontotemporais. Importância clínica O sinal de paratonia é valioso para: Identificar precocemente disfunções frontais em pacientes com suspeita de demência Diferenciar causas de hipertonia em pacientes idosos Avaliar progressão de síndromes neurodegenerativas Também pode estar presente em: Traumatismos frontais Encefalopatias metabólicas Estados confusionais agudos (delirium) https://youtu.be/nXOyE12tlYM Ao tentar movimentar passivamente o membro do paciente, o examinador percebe resistência imprevisível, que varia conforme a direção e a velocidade do movimento. Diferente da rigidez e da espasticidade, não há padrão fixo de resistência. Essa resistência tende a aumentar com a atenção do paciente e desaparecer quando ele se distrai ou relaxa profundamente. Tipos de paratonia Paratonia facilitadora: o paciente facilita involuntariamente o movimento (mais comum em fases iniciais). Paratonia opositora: o paciente resiste ao movimento, como se estivesse “lutando contra” o exame (mais comum em fases avançadas de demência). Diferenciação com outros sinais Sinal Característica principal Doença associada Espasticidade Aumento do tônus velocidade-dependente Lesão do trato corticoespinal Rigidez Aumento constante do tônus muscular Doença de Parkinson Paratonia Aumento irregular e involuntário do tônus Demência, lesões frontais A paratonia é única por ser inconsistente, não rítmica e flutuar com o estado de atenção. Referências Ropper AH, Samuels MA. Adams & Victor: Principles of Neurology. McGraw-Hill, 2014. DeMyer W. Techniques of the Neurologic Examination. McGraw-Hill, 2004. Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico de Avaliação Cognitiva. Walsh K, Darby D. Neuropsychology: A Clinical Approach. Elsevier, 2005. Snell RS. Neuroanatomia Clínica. Guanabara Koogan, 2011. Deixe um comentário Cancelar resposta Conectado como Dr. Marcelo Negreiros. Edite seu perfil. Sair? Campos obrigatórios são marcados com * Message* Também pode te interessar… SInais Clínicos Paratonia Dr. Marcelo Negreiros abril 10, 2025 SInais Clínicos Rigidez em Roda Denteada Dr. Marcelo Negreiros abril 10, 2025 SInais Clínicos Sinal de Barré Dr. Marcelo Negreiros abril 10, 2025 SInais Clínicos Sinal de Gowers Dr. Marcelo Negreiros abril 10, 2025

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Rigidez em Roda Denteada

⚙️ Rigidez em Roda Denteada A rigidez em roda denteada é um sinal neurológico caracterizado por uma resistência intermitente e ritmada ao movimento passivo de uma articulação, semelhante à sensação de um engrenamento mecânico. Esse fenômeno é observado quando um membro rígido é movido passivamente por um examinador, e o movimento é interrompido por pequenos “solavancos”. Esse tipo de rigidez é típico da Doença de Parkinson, especialmente quando ocorre em conjunto com tremores de repouso. Importância clínica A rigidez em roda denteada é: Um dos sinais motores cardinais da Doença de Parkinson, junto com bradicinesia, tremor de repouso e instabilidade postural. Um achado valioso em exames clínicos neurológicos iniciais, pois pode ser detectado mesmo antes da queixa espontânea do paciente. Importante para diferenciar Parkinson de outras causas de rigidez, como doenças piramidais, nas quais a rigidez é mais espástica e com reflexos exaltados. https://youtu.be/4vv3CBjgldE Ao movimentar lentamente o braço de um paciente com parkinsonismo, por exemplo durante a flexo-extensão do cotovelo ou punho, o examinador sente uma resistência que cede e retorna em pequenos intervalos, como se o membro estivesse preso a uma engrenagem. Pode ser observada em qualquer articulação, mas é mais comum nos membros superiores. Peça ao paciente para relaxar totalmente o membro examinado. Movimente passivamente a articulação (punho, cotovelo ou joelho). Perceba se há resistência contínua (tubo de chumbo) ou se a resistência é intermitente e rítmica (roda denteada). Dica: peça ao paciente que movimente o braço oposto voluntariamente — isso pode acentuar o fenômeno da roda denteada (fenômeno de ativação contralateral). Diferença entre rigidez plástica e em roda denteada Rigidez plástica (em tubo de chumbo): resistência constante e sustentada ao longo de todo o movimento passivo, sem oscilações. Rigidez em roda denteada: resistência intermitente, com “trancos” ou interrupções sucessivas durante o movimento. A rigidez em roda denteada é, na verdade, o resultado da combinação entre a rigidez plástica e o tremor de repouso, o que a torna mais característica da Doença de Parkinson. Causas principais Esse sinal é mais frequentemente associado a distúrbios extrapiramidais, especialmente: Doença de Parkinson Síndromes parkinsonianas atípicas (como paralisia supranuclear progressiva, degeneração corticobasal) Uso de medicamentos antipsicóticos (parkinsonismo induzido por drogas) Parkinsonismo vascular Referências Jankovic J. Parkinson’s Disease: Clinical Features and Diagnosis. J Neurol Neurosurg Psychiatry, 2008. Ropper AH, Samuels MA. Adams & Victor: Principles of Neurology. McGraw-Hill, 2014. Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Doença de Parkinson. DeMyer W. Techniques of the Neurologic Examination. McGraw-Hill, 2004. Snell RS. Neuroanatomia Clínica. Guanabara Koogan, 2011. Deixe um comentário Cancelar resposta Conectado como Dr. Marcelo Negreiros. Edite seu perfil. Sair? Campos obrigatórios são marcados com * Message* Também pode te interessar… SInais Clínicos Rigidez em Roda Denteada Dr. Marcelo Negreiros abril 10, 2025 SInais Clínicos Sinal de Barré Dr. Marcelo Negreiros abril 10, 2025 SInais Clínicos Sinal de Gowers Dr. Marcelo Negreiros abril 10, 2025 SInais Clínicos Sinal de Bing Dr. Marcelo Negreiros abril 8, 2025

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Sinal de Barré

✋ Sinal de Barré O sinal de Barré é um teste clínico utilizado para evidenciar paresia discreta nos membros superiores ou inferiores, especialmente em casos de lesões piramidais iniciais ou déficits motores sutis. É uma ferramenta simples e extremamente útil na prática neurológica para detectar fraqueza muscular leve que muitas vezes passa despercebida na inspeção estática. Importância clínica O sinal de Barré é extremamente valioso por ser: Fácil de executar e não invasivo Altamente sensível para detectar paresia sutil Um dos primeiros sinais motores a se alterar em lesões corticais motoras Útil em consultórios, pronto-atendimentos e triagens neurológicas É frequentemente realizado junto a outros testes como o sinal de Mingazzini, sinal de Gowers e avaliação do tônus e reflexos profundos. https://youtu.be/iRkBEurDHj0 Nos membros superiores: O paciente é orientado a elevar os braços à frente do corpo, mantendo os cotovelos estendidos e as palmas voltadas para cima (posição de supinação). Deve manter essa posição com os olhos fechados por cerca de 20 a 30 segundos. O sinal é considerado positivo quando há: Pronação de um dos antebraços Queda progressiva do braço afetado Tremores ou instabilidade postural unilateral Nos membros inferiores: O paciente é colocado em decúbito ventral (barriga para baixo) com os joelhos flexionados a 90 graus. Deve manter a posição por 30 segundos. O sinal é positivo se uma das pernas cai lentamente ou não consegue ser sustentada na posição. O que significa um sinal de Barré positivo? Um sinal de Barré positivo indica fraqueza muscular discreta, geralmente associada a: Lesão do trato corticoespinal (síndrome piramidal) Acidente vascular cerebral (AVC) leve ou em resolução Esclerose múltipla Compressões medulares parciais Doenças desmielinizantes Lesões focais motoras iniciais Quem Criou? Dr. Jean Alexandre Barré Jean Alexandre Barré (1880–1967) foi um neurologista francês, amplamente reconhecido por sua colaboração com Georges Guillain na descrição da síndrome de Guillain-Barré. Além disso, Barré descreveu diversos sinais clínicos para avaliação neurológica, incluindo este sinal que leva seu nome, e foi pioneiro na neurologia funcional durante a Primeira Guerra Mundial. Referências Ropper AH, Samuels MA. Adams & Victor: Principles of Neurology. McGraw-Hill, 2014. DeMyer W. Techniques of the Neurologic Examination. McGraw-Hill, 2004. Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo de Avaliação Neurológica. Snell RS. Neuroanatomia Clínica. Guanabara Koogan, 2011. Pearce JMS. Jean Barré and the signs of subtle paresis. Eur Neurol. 2006. Deixe um comentário Cancelar resposta Conectado como Dr. Marcelo Negreiros. Edite seu perfil. Sair? Campos obrigatórios são marcados com * Message* Também pode te interessar… SInais Clínicos Sinal de Barré Dr. Marcelo Negreiros abril 10, 2025 SInais Clínicos Sinal de Gowers Dr. Marcelo Negreiros abril 10, 2025 SInais Clínicos Sinal de Bing Dr. Marcelo Negreiros abril 8, 2025 SInais Clínicos Sinal de Schaeffer Dr. Marcelo Negreiros abril 8, 2025

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Sinal de Gowers

🧍‍♂️ Sinal de Gowers O sinal de Gowers é uma manobra observada quando o paciente tenta se levantar do chão ou de uma posição agachada, utilizando as mãos para “subir” pelas próprias pernas. Isso ocorre devido à fraqueza muscular proximal, principalmente dos músculos do quadril e coxas. É um sinal clássico de doenças neuromusculares, especialmente aquelas que afetam a musculatura esquelética de forma simétrica e progressiva. Importância clínica O sinal de Gowers é um achado clínico valioso em pediatria neuromuscular, pois: Sugere fraqueza muscular proximal precoce É fácil de observar clinicamente, mesmo sem testes laboratoriais Ajuda a diferenciar miopatias de neuropatias, já que nas neuropatias distais (como polineuropatias) o padrão de fraqueza é diferente Costuma estar presente anos antes do diagnóstico formal, especialmente na distrofia muscular de Duchenne https://youtu.be/57i9D5_Yq3s O paciente, ao tentar se levantar do chão: Inicialmente empurra o solo com os braços para ficar de joelhos. Depois, coloca as mãos sobre os joelhos ou coxas e faz um “movimento de escalada” com os braços, usando-os como apoio. Essa compensação é chamada de manobra de Gowers positiva. Esse padrão revela fraqueza da musculatura extensora dos quadris, especialmente dos glúteos e quadríceps. Em que situações aparece? O sinal de Gowers é típico de miopatias proximais, principalmente em: Distrofia muscular de Duchenne (mais comum) Distrofia muscular de Becker Distrofias congênitas Miopatias inflamatórias (polimiosite, dermatomiosite) Miopatias metabólicas Síndromes miastênicas congênitas Casos graves de miopatia induzida por corticoides Também pode ser visto em: Doenças do neurônio motor inferior com predomínio em músculos proximais Miopatias tóxicas Quem Criou? Dr. William Richard Gowers William Richard Gowers (1845–1915) foi um renomado neurologista britânico, amplamente reconhecido por sua habilidade clínica e por contribuições fundamentais à neurologia moderna. Ele descreveu esse sinal como parte de suas observações em doenças musculares progressivas, e também deixou importantes legados em epilepsia, neuroanatomia e reflexos neurológicos. Referências Ropper AH, Samuels MA. Adams & Victor: Principles of Neurology. McGraw-Hill, 2014. Dubowitz V. Muscle Disorders in Childhood. 3rd ed. Saunders, 2007. DeMyer W. Techniques of the Neurologic Examination. McGraw-Hill, 2004. Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Distrofia Muscular de Duchenne/Becker. Snell RS. Neuroanatomia Clínica. Guanabara Koogan, 2011. Deixe um comentário Cancelar resposta Conectado como Dr. Marcelo Negreiros. Edite seu perfil. Sair? Campos obrigatórios são marcados com * Message* Também pode te interessar… SInais Clínicos Sinal de Gowers Dr. Marcelo Negreiros abril 10, 2025 SInais Clínicos Sinal de Bing Dr. Marcelo Negreiros abril 8, 2025 SInais Clínicos Sinal de Schaeffer Dr. Marcelo Negreiros abril 8, 2025 SInais Clínicos Sinal de Chaddock Dr. Marcelo Negreiros abril 8, 2025

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Sinal de Bing

🦶 Sinal de Bing O sinal de Bing é um reflexo plantar patológico, indicado pela extensão do hálux (dedo grande do pé) em resposta à estimulação com um objeto pontiagudo ou agulha na região dorsal do pé, especialmente próximo à base dos artelhos. Assim como o sinal de Babinski, o sinal de Bing reflete uma liberação piramidal, sendo um indicativo clínico de lesão do trato corticoespinal ou síndrome do neurônio motor superior. Importância clínica O sinal de Bing pode ser particularmente útil em: Casos onde o reflexo plantar clássico não pode ser avaliado diretamente Pacientes com sensibilidade alterada na planta do pé Confirmação de síndrome do neurônio motor superior, quando associado a outros sinais como espasticidade, clônus, hiperreflexia e Babinski Sua presença reforça o diagnóstico de lesão do sistema nervoso central, mesmo quando sutil. https://youtu.be/j40BBhQAht0 Com o paciente em decúbito dorsal e o pé relaxado: O examinador aplica estímulos repetitivos com uma agulha ou objeto fino e não cortante na pele sobre o dorso do pé, próximo à base dos dedos. A resposta anormal (positiva) é a extensão involuntária do hálux, muitas vezes acompanhada de abertura dos outros dedos. O que significa Bing positivo? A presença do sinal de Bing positivo indica liberação de reflexos primitivos, o que ocorre em situações de lesão central, como: Acidente vascular cerebral (AVC) Esclerose múltipla Esclerose lateral amiotrófica (ELA) Mielopatias cervicais ou torácicas Traumatismo cranioencefálico Tumores do sistema nervoso central Relação com outros reflexos plantares O sinal de Bing é um dos reflexos plantares patológicos equivalentes ao de Babinski, ao lado de: Sinal de Chaddock Sinal de Oppenheim Sinal de Gordon Sinal de Schaefer Todos compartilham a mesma resposta anormal — extensão do hálux — com diferenças apenas na forma de estímulo. Quem Criou? Dr. Paul Robert Bing Paul Robert Bing (1878–1956) foi um neurologista suíço, aluno de Constantin von Monakow. Ele é lembrado por suas contribuições à neurologia clínica e por descrever esse reflexo plantar alternativo. Bing também é conhecido por trabalhos sobre a neuroanatomia funcional e pela classificação de síndromes neurológicas relacionadas ao tronco encefálico e à medula espinhal. Referências Ropper AH, Samuels MA. Adams & Victor: Principles of Neurology. McGraw-Hill, 2014. DeMyer W. Techniques of the Neurologic Examination. McGraw-Hill, 2004. Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo de Avaliação Neurológica. Pearce JMS. Paul Bing and the plantar reflex. Eur Neurol. 2005. Snell RS. Neuroanatomia Clínica. 7ª ed. Guanabara Koogan, 2011 Deixe um comentário Cancelar resposta Conectado como Dr. Marcelo Negreiros. Edite seu perfil. Sair? Campos obrigatórios são marcados com * Message* Também pode te interessar… SInais Clínicos Sinal de Bing Dr. Marcelo Negreiros abril 8, 2025 SInais Clínicos Sinal de Schaeffer Dr. Marcelo Negreiros abril 8, 2025 SInais Clínicos Sinal de Chaddock Dr. Marcelo Negreiros abril 8, 2025 SInais Clínicos Sinal de Rossolimo Dr. Marcelo Negreiros abril 8, 2025

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Sinal de Schaeffer

🦶 Sinal de Schaeffer O sinal de Schaeffer é um reflexo plantar patológico que consiste na extensão do hálux (dedo grande do pé) ao se comprimir o tendão de Aquiles. Assim como o sinal de Babinski, trata-se de um reflexo indicativo de lesão do trato corticoespinal, ou seja, de síndrome do neurônio motor superior. É um dos chamados reflexos plantares equivalentes ao Babinski, utilizado como alternativa em situações clínicas específicas. Importância clínica O sinal de Schaeffer é particularmente útil: Em pacientes com lesões plantares, amputações ou hipersensibilidade na sola do pé Quando o sinal de Babinski está ausente ou de difícil interpretação Como confirmação de síndrome do neurônio motor superior nos membros inferiores Sua presença deve ser interpretada em conjunto com outros sinais clínicos como espasticidade, hiperreflexia, clônus e reflexos plantares patológicos. https://youtu.be/4u-5l_Hru4s Com o paciente deitado (decúbito dorsal) e o pé relaxado, o examinador: Comprime firmemente o tendão de Aquiles com os dedos ou o polegar. Uma resposta positiva é observada quando ocorre extensão involuntária do hálux, podendo ser acompanhada de leve abertura dos outros artelhos. O que significa Schaeffer positivo? O reflexo de Schaeffer positivo representa uma liberação de reflexos primitivos plantares, algo que ocorre quando há perda da inibição cortical por lesão do trato piramidal. É observado em: Acidente vascular cerebral (AVC) Traumatismo cranioencefálico Esclerose múltipla Esclerose lateral amiotrófica (ELA) Mielopatia compressiva Tumores do sistema nervoso central Relação com outros reflexos plantares O sinal de Schaeffer é parte de um grupo de reflexos plantares patológicos alternativos ao Babinski, com os quais compartilha significado clínico. Entre eles: Sinal de Chaddock – estímulo ao redor do maléolo lateral Sinal de Oppenheim – pressão na face anterior da tíbia Sinal de Gordon – compressão da panturrilha Sinal de Bing – estímulo com agulha na região dorsal do pé Esses sinais são úteis para confirmar lesão piramidal quando o teste plantar clássico não pode ser realizado. Quem Criou? Dr. Max Schaeffer Max Schaeffer foi um médico e pesquisador do início do século XX que descreveu este reflexo como uma alternativa clínica ao sinal de Babinski. Embora pouco se saiba sobre sua trajetória detalhada, sua contribuição permanece reconhecida na neurologia clínica por meio deste reflexo que leva seu nome. Referências Ropper AH, Samuels MA. Adams & Victor: Principles of Neurology. McGraw-Hill, 2014. DeMyer W. Techniques of the Neurologic Examination. McGraw-Hill, 2004. Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo de Avaliação Neurológica. Snell RS. Neuroanatomia Clínica. 7ª ed. Guanabara Koogan, 2011. Pearce JMS. Historical notes on pathological reflexes. Eur Neurol. 2005. Deixe um comentário Cancelar resposta Conectado como Dr. Marcelo Negreiros. Edite seu perfil. Sair? Campos obrigatórios são marcados com * Message* Também pode te interessar… SInais Clínicos Sinal de Schaeffer Dr. Marcelo Negreiros abril 8, 2025 SInais Clínicos Sinal de Chaddock Dr. Marcelo Negreiros abril 8, 2025 SInais Clínicos Sinal de Rossolimo Dr. Marcelo Negreiros abril 8, 2025 SInais Clínicos Sinal de Tromner Dr. Marcelo Negreiros abril 8, 2025

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