2025

Medicina Intensiva

Dobutamina

💊 Dobutamina na UTI – Drogas Vasoativas A dobutamina é uma catecolamina sintética com ação predominantemente beta-1 adrenérgica, amplamente utilizada como inotrópico positivo em pacientes com disfunção miocárdica. Sua principal função é aumentar a contratilidade cardíaca, sendo uma droga essencial no tratamento de choque cardiogênico, baixo débito cardíaco pós-cirúrgico e insuficiência cardíaca aguda descompensada. Diferente das vasopressoras, a dobutamina não possui efeito vasoconstritor relevante, podendo inclusive causar vasodilatação leve, o que a torna ideal para suporte inotrópico em situações com perfusão comprometida, mas pressão arterial ainda mantida. Mecanismo de Ação A dobutamina age principalmente nos receptores beta-1 adrenérgicos, com efeitos adicionais em beta-2 e mínima ação alfa: Beta-1: ↑ inotropismo (contração) e cronotropismo (frequência cardíaca) Beta-2: leve vasodilatação periférica → ↓ pós-carga Alfa-1 (fraco): discreto efeito vasoconstritor compensatório 🔹 Resultado clínico: aumento do débito cardíaco com queda ou estabilidade da resistência vascular sistêmica Indicações Choque cardiogênico com baixo débito cardíaco Quando há disfunção ventricular esquerda com sinais de hipoperfusão (oligúria, extremidades frias, lactato elevado) Insuficiência cardíaca aguda descompensada com má perfusão Pacientes com perfil “frio e úmido” (baixo débito e congestão) Síndrome pós-parada cardiorrespiratória Suporte inotrópico em pacientes com disfunção miocárdica evidente Pós-operatório de cirurgia cardíaca Prevenção ou correção de baixo débito cardíaco transitório Ecocardiografia de estresse Para avaliação da reserva contrátil em pacientes com suspeita de isquemia Auxílio ao desmame ventilatório em pacientes com insuficiência cardíaca Quando a disfunção cardíaca compromete a capacidade de manter trocas gasosas durante o desmame Choque cardiogênico com baixo débito cardíaco Quando há disfunção ventricular esquerda com sinais de hipoperfusão (oligúria, extremidades frias, lactato elevado) Insuficiência cardíaca aguda descompensada com má perfusão Pacientes com perfil “frio e úmido” (baixo débito e congestão) Síndrome pós-parada cardiorrespiratória Suporte inotrópico em pacientes com disfunção miocárdica evidente Pós-operatório de cirurgia cardíaca Prevenção ou correção de baixo débito cardíaco transitório Ecocardiografia de estresse Para avaliação da reserva contrátil em pacientes com suspeita de isquemia Auxílio ao desmame ventilatório em pacientes com insuficiência cardíaca Quando a disfunção cardíaca compromete a capacidade de manter trocas gasosas durante o desmame Contraindicações Hipotensão arterial grave não tratada Dobutamina pode causar vasodilatação e piorar a perfusão se a pressão estiver muito baixa Taquiarritmias não controladas Pode agravar arritmias ventriculares ou supraventriculares (ex: FA rápida, TV) Estenose aórtica grave Aumento do inotropismo pode elevar o gradiente de obstrução e desencadear isquemia Hipovolemia severa Sem volume adequado, o aumento da contratilidade pode ser ineficaz ou até prejudicial Miocardiopatia hipertrófica obstrutiva Dobutamina pode piorar a obstrução no trato de saída do VE Hipotensão arterial grave não tratada Dobutamina pode causar vasodilatação e piorar a perfusão se a pressão estiver muito baixa Taquiarritmias não controladas Pode agravar arritmias ventriculares ou supraventriculares (ex: FA rápida, TV) Estenose aórtica grave Aumento do inotropismo pode elevar o gradiente de obstrução e desencadear isquemia Hipovolemia severa Sem volume adequado, o aumento da contratilidade pode ser ineficaz ou até prejudicial Miocardiopatia hipertrófica obstrutiva Dobutamina pode piorar a obstrução no trato de saída do VE Apresentação Solução injetável: 12,5 mg/mL (250 mg/20 mL) – ampola com 20 mL. ⚗️ Diluição para infusão A dobutamina deve ser administrada por bomba de infusão contínua, com diluição em SF 0,9%, SG 5% ou Ringer Lactato. A concentração a seguir é adequada para infusões de alta concentração em ambientes controlados, como a UTI. ✅ Concentração padronizada (concentrada): 4.000 mcg/mL (4 mg/mL) 💉 Preparo: Dobutamina: 1.000 mg (geralmente 04 ampolas de 250 mg/20mL → 80 mL) Diluir em 170 mL de diluente (SF 0,9%, SG 5% ou Ringer Lactato) 🔹 Volume final: 250 mL 🔹 Concentração final: 4.000 mcg/mL (4 mg/mL) ⚠️ Cuidados práticos Utilizar bomba de infusão contínua com controle rigoroso Administrar preferencialmente por acesso venoso central Monitorar continuamente: Pressão arterial Frequência cardíaca ECG Sinais de perfusão periférica Usar com atenção em pacientes com taquiarritmias ou hipotensão grave 📦 Passo a passo do preparo: Aspirar 1.000 mg de dobutamina (geralmente 80 mL) Adicionar a 170 mL de diluente escolhido (SF 0,9%, SG 5% ou RL) Homogeneizar bem a solução Identificar o frasco Aspirar 1.000 mg de dobutamina (geralmente 80 mL) Adicionar a 170 mL de diluente escolhido (SF 0,9%, SG 5% ou RL) Homogeneizar bem a solução Identificar o frasco Posologia ✅ Dose inicial recomendada 2,5 a 5 mcg/kg/min 🔸 Ideal para iniciar com segurança e observar a resposta clínica (perfusão, débito urinário, lactato, ecocardiograma) ✅ Faixa usual de manutenção 5 a 15 mcg/kg/min A maioria dos pacientes responde bem com doses dentro dessa faixa 🔼 Dose máxima 20 mcg/kg/min 🔸 Doses acima disso devem ser usadas com extrema cautela, devido ao risco aumentado de arritmias, isquemia e taquicardia intensa 🎯 Alvo terapêutico Melhora da perfusão tecidual: extremidades quentes, diurese adequada, lactato decrescente Elevação ou estabilização do débito cardíaco Sem sinais de sobrecarga ou isquemia miocárdica ⚠️ Observações importantes Iniciar com a menor dose possível, aumentando gradualmente Evitar iniciar dobutamina com PAM < 65 mmHg sem vasopressor concomitante Em pacientes com resposta limitada, considerar: Otimizador de pré-carga Associação com vasopressor (ex: noradrenalina) Avaliação ecocardiográfica Calculadora de Dobutamina Calculadora de Dobutamina Peso do paciente (kg): Calcular ❓ Perguntas Frequentes sobre o uso de Dobutamina na UTI 🧠 Quando devo iniciar dobutamina? Quando há hipoperfusão com débito cardíaco reduzido, mesmo com pressão arterial relativamente preservada. Situações típicas incluem: Choque cardiogênico Baixo débito cardíaco pós-operatório Insuficiência cardíaca descompensada com sinais de má perfusão 💥 A dobutamina aumenta a pressão arterial? Não.A dobutamina tem efeito vasodilatador leve (por ação beta-2), o que pode reduzir a resistência vascular e levar à hipotensão em pacientes sensíveis ou hipovolêmicos. Por isso, é comum associá-la a vasopressores como noradrenalina, especialmente em pacientes com PAM < 65 mmHg. ❤️ Quais sinais mostram que a dobutamina está funcionando? Melhora da perfusão periférica (pele mais quente, melhora da diurese) Redução do lactato sérico Melhora da pressão de pulso e débito cardíaco Elevação moderada da FC e PA sistólica em pacientes hipotensos com disfunção ventricular ⏱️ Quanto tempo demora para começar a fazer efeito? O início de ação é rápido, geralmente em 1 a 2 minutos O efeito clínico completo

Medicina Intensiva

Adrenalina

💊 Adrenalina na UTI – Drogas Vasoativas A adrenalina (ou epinefrina) é uma catecolamina endógena com potente ação sobre receptores alfa e beta-adrenérgicos, sendo amplamente utilizada em situações críticas, como parada cardiorrespiratória (PCR), choque anafilático, choque refratário e bradicardia sintomática. Sua versatilidade e potência a tornam essencial em protocolos de emergência e ressuscitação hemodinâmica, tanto em doses de bolus quanto em infusão contínua na UTI. Mecanismo de Ação A adrenalina atua nos seguintes receptores: Alfa-1: vasoconstrição periférica → ↑ resistência vascular sistêmica → ↑ pressão arterial Beta-1: ↑ contratilidade cardíaca (inotropismo) e ↑ frequência cardíaca (cronotropismo) Beta-2: broncodilatação e leve vasodilatação em leito muscular Essa combinação a torna eficaz em situações que requerem suporte circulatório, broncodilatação e reversão de hipotensão extrema. Indicações Parada cardiorrespiratória (PCR) Drogas padrão de escolha nos protocolos de reanimação (1 mg IV a cada 3–5 min) Choque anafilático grave Administração inicial por via intramuscular (IM) e, em casos refratários, infusão contínua IV Choque refratário Situações em que noradrenalina e vasopressina não restauram a perfusão adequada Disfunção cardíaca com hipotensão grave Especialmente quando há baixo débito associado a bradicardia ou disfunção ventricular grave Bradicardia sintomática refratária à atropina Alternativa quando atropina e marcapasso não são eficazes Status asmático ou broncoespasmo grave Quando há risco iminente de falência ventilatória, especialmente em pacientes com instabilidade hemodinâmica Síndrome pós-PCR (pós-ressuscitação) Como suporte inotrópico/vasopressor temporário em pacientes instáveis Parada cardiorrespiratória (PCR) Drogas padrão de escolha nos protocolos de reanimação (1 mg IV a cada 3–5 min) Choque anafilático grave Administração inicial por via intramuscular (IM) e, em casos refratários, infusão contínua IV Choque refratário Situações em que noradrenalina e vasopressina não restauram a perfusão adequada Disfunção cardíaca com hipotensão grave Especialmente quando há baixo débito associado a bradicardia ou disfunção ventricular grave Bradicardia sintomática refratária à atropina Alternativa quando atropina e marcapasso não são eficazes Status asmático ou broncoespasmo grave Quando há risco iminente de falência ventilatória, especialmente em pacientes com instabilidade hemodinâmica Síndrome pós-PCR (pós-ressuscitação) Como suporte inotrópico/vasopressor temporário em pacientes instáveis Contraindicações Hipertensão arterial grave não controlada Risco aumentado de AVC, dissecção de aorta ou arritmias Taquiarritmias instáveis (FA, TV, FV) Pode agravar a arritmia ou precipitar parada cardíaca Doença cardíaca isquêmica ativa Aumento do consumo de oxigênio pelo miocárdio → risco de infarto Cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva (CMHO) Pode intensificar o gradiente de obstrução e precipitar instabilidade Uso isolado em choque hemorrágico sem reposição volêmica adequada Vasoconstrição com hipovolemia severa pode piorar perfusão tecidual e acidose Hipertensão arterial grave não controlada Risco aumentado de AVC, dissecção de aorta ou arritmias Taquiarritmias instáveis (FA, TV, FV) Pode agravar a arritmia ou precipitar parada cardíaca Doença cardíaca isquêmica ativa Aumento do consumo de oxigênio pelo miocárdio → risco de infarto Cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva (CMHO) Pode intensificar o gradiente de obstrução e precipitar instabilidade Uso isolado em choque hemorrágico sem reposição volêmica adequada Vasoconstrição com hipovolemia severa pode piorar perfusão tecidual e acidose Apresentação Solução injetável: 1 mg/mL – ampola com 1 mL. ⚗️ Diluição para infusão A adrenalina deve ser diluída preferencialmente em SG 5% e administrada por bomba de infusão contínua. Abaixo, estão exemplos práticos com concentrações padronizadas na UTI para facilitar a titulação com base no peso do paciente: ✅ Concentrações padronizadas: 💉 Concentração de 60 mcg/mL – Preparo 1 (100 mL) 6 ampolas de adrenalina (1 mg/mL) = 6 mg Adicionar em 94 mL de SG 5% 🔹 Volume final: 100 mL 🔹 Concentração final: 60 mcg/mL 💉 Concentração de 60 mcg/mL – Preparo 2 (250 mL) 16 ampolas de adrenalina (1 mg/mL) = 16 mg Adicionar em 250 mL de SG 5% 🔹 Volume final: 250 mL 🔹 Concentração final: 60 mcg/mL ✅ Opção útil para infusão prolongada, com bomba programada em mL/h. 💉 Diluição para bólus IV (uso emergencial ou pós-PCR) 1 ampola (1 mg/mL) diluída em 10 mL de SF 0,9% 🔹 Concentração final: 100 mcg/mL Para infusão de pequenas doses (ex: 10 a 20 mcg), usar seringa com controle rigoroso de volume ⚠️ Cuidados práticos Utilizar bomba de infusão contínua Acesso venoso central preferencial Monitorar PAM, ECG, lactato e perfusão periférica Evitar administração em bolus fora dos protocolos de PCR 📦 Passo a passo do preparo: Aspirar 6 mL de adrenalina (1 mg/mL) Adicionar a 94 mL de SG 5% em frasco ou seringa Homogeneizar bem Identificar o frasco Aspirar 6 mL de adrenalina (1 mg/mL) Adicionar a 94 mL de SG 5% em frasco ou seringa Homogeneizar bem Identificar o frasco Posologia ✅ Bolus (uso emergencial) Parada cardiorrespiratória (PCR): 1 mg IV direto a cada 3 a 5 minutos Utilizar sem diluir ou diluído em até 10 mL de SF 0,9% (concentração: 100 mcg/mL) Bólus em bradicardia ou hipotensão refratária (off-label): Doses pequenas de 10 a 20 mcg (0,1 a 0,2 mL da ampola diluída) podem ser utilizadas com extrema cautela Apenas sob monitorização rigorosa e em situações críticas específicas ✅ Infusão Contínua (manutenção) Dose inicial recomendada: 0,01 a 0,2 mcg/kg/min Faixa usual de manutenção: 0,05 a 0,5 mcg/kg/min Doses acima de 0,3 mcg/kg/min são reservadas a casos graves e refratários Dose máxima relatada (uso de resgate): Até 2 mcg/kg/min, sob monitoramento rigoroso 🎯 Alvo terapêutico Pressão arterial média (PAM) ≥ 65 mmHg Perfusão periférica mantida Melhora do débito urinário e do lactato Frequência cardíaca e ritmo em níveis toleráveis 💡 Observações práticas Iniciar infusão contínua após reposição volêmica adequada Titulada com base na resposta hemodinâmica Monitorar sinais de taquiarritmia, hipertensão e isquemia miocárdica Associar vasopressina ou corticoide em choques refratários Sempre que possível, administrar por acesso venoso central Calculadora de Adrenalina Calculadora de Adrenalina Peso do paciente (kg): Concentração da solução (mcg/mL): 60 mcg/mL10 mcg/mL Calcular ❓ Perguntas Frequentes sobre o uso de Adrenalina na UTI 🆘 Quando devo usar adrenalina em infusão contínua? Quando há choque refratário à noradrenalina, principalmente com disfunção cardíaca associada Em choque anafilático grave, após o uso de adrenalina IM e necessidade de suporte contínuo Quando o paciente está em bradicardia sintomática que não respondeu à atropina Em casos de parada cardíaca revertida, para suporte inotrópico e

Medicina Intensiva

Noradrenalina

💊 Noradrenalina na UTI – Drogas Vasoativas A noradrenalina (ou norepinefrina) é considerada a droga vasopressora de primeira escolha no tratamento da hipotensão refratária em pacientes críticos. Seu uso é fundamental na sepse, choque distributivo, choque neurogênico e em outras situações de falência circulatória, sendo um dos pilares da ressuscitação hemodinâmica na UTI. Com potente efeito alfa-adrenérgico, promove vasoconstrição periférica, aumentando a pressão arterial e melhorando a perfusão de órgãos vitais. Mecanismo de Ação A noradrenalina atua principalmente nos receptores alfa-1-adrenérgicos, promovendo vasoconstrição arterial e venosa. Em menor grau, também estimula receptores beta-1-adrenérgicos, aumentando levemente a contratilidade cardíaca. Efeito principal: ↑ resistência vascular sistêmica → ↑ pressão arterial média (PAM) Efeito secundário: discreto aumento do débito cardíaco (sem aumento significativo da FC) Indicações Choque séptico (primeira escolha) Quando, mesmo após reposição volêmica adequada, a PAM se mantém < 65 mmHg Choque distributivo não séptico Ex: choque anafilático, choque neurogênico, choque por anestesia espinhal Hipotensão refratária em pacientes críticos Inclui hipotensão por sedativos, anestesia geral ou drogas vasodilatadoras Pós-parada cardiorrespiratória (PCR) Para suporte hemodinâmico em pacientes com hipotensão persistente Perioperatório em cirurgias de alto risco Principalmente em pacientes com instabilidade hemodinâmica ou uso de anestésicos hipotensores Hipotensão grave em quadros clínicos como pancreatite grave, trauma ou grandes queimados Choque séptico (primeira escolha) Quando, mesmo após reposição volêmica adequada, a PAM se mantém < 65 mmHg Choque distributivo não séptico Ex: choque anafilático, choque neurogênico, choque por anestesia espinhal Hipotensão refratária em pacientes críticos Inclui hipotensão por sedativos, anestesia geral ou drogas vasodilatadoras Pós-parada cardiorrespiratória (PCR) Para suporte hemodinâmico em pacientes com hipotensão persistente Perioperatório em cirurgias de alto risco Principalmente em pacientes com instabilidade hemodinâmica ou uso de anestésicos hipotensores Hipotensão grave em quadros clínicos como pancreatite grave, trauma ou grandes queimados Contraindicações Hipersensibilidade conhecida à noradrenalina Muito rara, mas descrita em alguns casos isolados Uso em hipovolemia não corrigida Antes de iniciar a noradrenalina, é obrigatório fazer reposição volêmica adequada Vasopressores em hipovolemia podem piorar a perfusão tecidual Graves arritmias ventriculares ativas Pode agravar instabilidade elétrica (usar com cautela ou associar antiarrítmicos) Hipertensão arterial grave não controlada Risco de crise hipertensiva, dissecção de aorta ou AVC Extremidades isquêmicas ou fenômenos vasospásticos A potente vasoconstrição pode agravar necroses isquêmicas Hipersensibilidade conhecida à noradrenalina Muito rara, mas descrita em alguns casos isolados Uso em hipovolemia não corrigida Antes de iniciar a noradrenalina, é obrigatório fazer reposição volêmica adequada Vasopressores em hipovolemia podem piorar a perfusão tecidual Graves arritmias ventriculares ativas Pode agravar instabilidade elétrica (usar com cautela ou associar antiarrítmicos) Hipertensão arterial grave não controlada Risco de crise hipertensiva, dissecção de aorta ou AVC Extremidades isquêmicas ou fenômenos vasospásticos A potente vasoconstrição pode agravar necroses isquêmicas Apresentação Solução injetável: 2 mg/mL – equivalente a 1 mg/mL de Norepinefrina base – ampola com 4 mL. ⚗️ Diluição para infusão A noradrenalina deve ser diluída em glicose 5% (SG 5%) e administrada obrigatoriamente por bomba de infusão, com ou sem acesso venoso central (preferencialmente central para concentrações mais elevadas). Abaixo, três concentrações comumente utilizadas: ✅ Opções padronizadas de preparo: 💉 1. Concentração: 64 microgramas/mL 16 mL de noradrenalina (4 mg/mL) = 64 mg Adicionar 234 mL de SG 5% 🔹 Volume final: 250 mL 🔹 Concentração final: 64 mcg/mL 🔸 Ideal para uso periférico de curta duração ou pacientes sensíveis à vasoconstrição. 💉 2. Concentração: 160 microgramas/mL 16 mL de noradrenalina (4 mg/mL) = 64 mg Adicionar 84 mL de SG 5% 🔹 Volume final: 100 mL 🔹 Concentração final: 160 mcg/mL 🔸 Boa opção para uso central, comum em UTIs, facilita ajustes finos da bomba. 💉 3. Concentração: 200 microgramas/mL 20 mL de noradrenalina (4 mg/mL) = 80 mg Adicionar 80 mL de SG 5% 🔹 Volume final: 100 mL 🔹 Concentração final: 200 mcg/mL 🔸 Indicado para pacientes com choque refratário grave, sempre com acesso central. ⚠️ Cuidados práticos Administrar exclusivamente em bomba de infusão contínua Preferência por acesso central em concentrações ≥160 mcg/mL Evitar bolus IV direto Monitorar PAM e perfusão tecidual rigorosamente Em uso periférico, monitorar extravasamento e trocar para acesso central assim que possível 📦 Passo a passo do preparo: Aspirar 16 mL de noradrenalina (4 mg/mL) Adicionar a 84 mL de SG 5% em frasco ou seringa Homogeneizar bem a solução Identificar o recipiente. Aspirar 16 mL de noradrenalina (4 mg/mL) Adicionar a 84 mL de SG 5% em frasco ou seringa Homogeneizar bem a solução Identificar o recipiente. Posologia ✅ Dose inicial recomendada 0,05 a 0,1 mcg/kg/min Iniciar na dose mais baixa e titulando conforme resposta da PAM Avaliar resposta a cada 2 a 5 minutos ✅ Faixa usual de manutenção 0,1 a 0,5 mcg/kg/min A maioria dos pacientes responde bem a doses abaixo de 0,3 mcg/kg/min Doses > 0,5 mcg/kg/min são utilizadas em casos de choque refratário 🔼 Dose máxima habitual Até 1 mcg/kg/min Pode ser usada temporariamente em choque vasoplégico grave, sempre associada a outras medidas (vasopressina, corticoide, inotrópico, correção de acidose) 🎯 Alvo terapêutico Pressão arterial média (PAM) ≥ 65 mmHg Pode ser individualizado conforme o paciente: PAM 60–65 mmHg pode ser aceitável em pacientes jovens com boa perfusão PAM 70–75 mmHg para pacientes com hipertensão crônica, AVC isquêmico ou aneurisma 💡 Observações importantes A noradrenalina deve ser titulada lentamente, com aumento ou redução progressiva da taxa de infusão O desmame deve ser feito em passos pequenos (ex: -2 mL/h a cada 15–30 min), observando a resposta hemodinâmica Associar vasopressina (0,03 U/min) pode reduzir a dose total de noradrenalina em casos refratários Em pacientes com acidose metabólica (pH < 7,2), a resposta à droga pode estar reduzida Calculadora de Noradrenalina Calculadora de Noradrenalina Peso do paciente (kg): Concentração da solução (mcg/mL): 64 mcg/mL160 mcg/mL200 mcg/mL Usar noradrenalina dobrada (concentração x2) Calcular ❓ Perguntas Frequentes sobre o uso de Noradrenalina na UTI ⏱️ Quando devo iniciar noradrenalina? Quando o paciente apresentar hipotensão refratária (ex: PAM < 65 mmHg) após reposição volêmica adequada Situações comuns incluem: Choque séptico Choque neurogênico Pós-PCR com hipotensão persistente Hipotensão por sedação profunda 🎯 Qual o alvo de pressão arterial? O

Medicina Intensiva

Rocurônio

💊 Rocurônio na UTI – Sedação Contínua O rocurônio é um bloqueador neuromuscular não despolarizante de ação intermediária e início rápido, utilizado principalmente para intubação orotraqueal de sequência rápida e paralisia muscular controlada em pacientes sob ventilação mecânica. Diferente do cisatracúrio, o rocurônio é metabolizado parcialmente pelo fígado e excretado por fígado e rins, o que exige cautela em pacientes com disfunção hepatorrenal. Ainda assim, sua ação rápida e previsível o torna uma excelente opção em contextos emergenciais e operatórios na UTI. Mecanismo de Ação O rocurônio atua como antagonista competitivo dos receptores nicotínicos de acetilcolina na junção neuromuscular, bloqueando a transmissão neuromuscular e promovendo paralisia muscular flácida. Sua ação se inicia em 30 a 60 segundos e tem duração de 30 a 60 minutos, podendo ser mantida com doses repetidas ou infusão contínua. Indicações Intubação orotraqueal de sequência rápida Alternativa segura ao succinilcolina, especialmente em pacientes com contraindicações a bloqueadores despolarizantes Paralisia muscular para ventilação controlada Em pacientes com assincronia respiratória grave não resolvida com sedação/analgesia Facilitação de procedimentos na UTI Ex: broncoscopia, troca de tubo, reposicionamento em ventilação prona Controle de movimentos em sedação profunda Situações em que o movimento pode prejudicar a oxigenação, a hemodinâmica ou a PIC Pré-anestesia para cirurgias em pacientes críticos Como agente de relaxamento muscular para facilitar manobras e intubação Intubação orotraqueal de sequência rápida Alternativa segura ao succinilcolina, especialmente em pacientes com contraindicações a bloqueadores despolarizantes Paralisia muscular para ventilação controlada Em pacientes com assincronia respiratória grave não resolvida com sedação/analgesia Facilitação de procedimentos na UTI Ex: broncoscopia, troca de tubo, reposicionamento em ventilação prona Controle de movimentos em sedação profunda Situações em que o movimento pode prejudicar a oxigenação, a hemodinâmica ou a PIC Pré-anestesia para cirurgias em pacientes críticos Como agente de relaxamento muscular para facilitar manobras e intubação Contraindicações Hipersensibilidade conhecida ao rocurônio ou a outros bloqueadores neuromusculares Pode causar reações anafiláticas graves Doenças neuromusculares como miastenia gravis ou síndrome de Eaton-Lambert Risco de bloqueio neuromuscular prolongado e hipersensibilidade à droga Disfunção hepática ou renal severa (relativa) Metabolismo e excreção dependem parcialmente de fígado e rins; usar com cautela Ausência de sedação adequada Nunca utilizar sem sedação e analgesia completas – o paciente pode estar consciente, mas paralisado Uso prolongado sem monitoramento (TOF ou clínico) Risco de paralisia residual e complicações neurológicas Hipersensibilidade conhecida ao rocurônio ou a outros bloqueadores neuromusculares Pode causar reações anafiláticas graves Doenças neuromusculares como miastenia gravis ou síndrome de Eaton-Lambert Risco de bloqueio neuromuscular prolongado e hipersensibilidade à droga Disfunção hepática ou renal severa (relativa) Metabolismo e excreção dependem parcialmente de fígado e rins; usar com cautela Ausência de sedação adequada Nunca utilizar sem sedação e analgesia completas – o paciente pode estar consciente, mas paralisado Uso prolongado sem monitoramento (TOF ou clínico) Risco de paralisia residual e complicações neurológicas Apresentação Solução injetável: 10 mg/mL – frasco-ampola com 5 mL ⚗️ Diluição para infusão O rocurônio é fornecido em ampolas prontas para uso (ex: 10 mg/mL em 5 mL ou 10 mL). Para uso em infusão contínua, recomenda-se a diluição da droga em SF 0,9% ou SG 5% para facilitar a titulação da dose e garantir maior segurança na administração. ✅ Concentração recomendada: 1 mg/mL Essa concentração é ideal para uso em bomba de infusão, facilitando cálculos e ajustes de dose baseados em peso. 💉 Exemplo de preparo: 5 mL de rocurônio 10 mg/mL → total: 50 mg Adicionar 45 mL de SF 0,9% 🔹 Volume final: 50 mL 🔹 Concentração final: 1 mg/mL ⚠️ Cuidados importantes Usar bomba de infusão contínua Preferência por via central em uso prolongado ou alta concentração Estabilidade da solução: usar em até 24h após preparo, armazenada sob refrigeração Monitorar TOF (Train-of-Four) ou sinais clínicos para evitar bloqueio excessivo 📦 Passo a passo do preparo: Aspire 5 mL de rocurônio 10 mg/mL (totalizando 50 mg) Injete em um frasco ou seringa com 45 mL de SF 0,9% Homogeneíze a solução com movimentos suaves Identifique o recipiente. Aspire 5 mL de rocurônio 10 mg/mL (totalizando 50 mg) Injete em um frasco ou seringa com 45 mL de SF 0,9% Homogeneíze a solução com movimentos suaves Identifique o recipiente. Posologia ✅ Infusão contínua (manutenção) Dose usual em UTI: 0,3 a 0,6 mg/kg/hora 📌 A dose deve ser ajustada com base no: TOF (Train-of-Four): idealmente TOF 1–2/4 Estado clínico do paciente (assincronia, necessidade de sedação profunda, recuperação neurológica) ✅ Bolus (uso único ou inicial) Para intubação orotraqueal de sequência rápida: 0,6 a 1,2 mg/kg IV Início de ação: 30 a 60 segundos Duração média: 30 a 60 minutos A dose de 1,2 mg/kg oferece bloqueio mais rápido e profundo (semelhante ao succinilcolina) Para manutenção do bloqueio por bolus intermitente: 0,1 a 0,2 mg/kg IV, conforme necessidade clínica 💡 Observações práticas Sempre associar o uso de rocurônio à sedação e analgesia profundas Reduzir dose em disfunção hepática ou renal Monitorar sinais de bloqueio residual, especialmente em uso prolongado Preferir pausas diárias do bloqueio neuromuscular para reavaliação neurológica e respiratória Calculadora de Rocurônio Calculadora de Rocurônio Peso do paciente (kg): Concentração da solução (mg/mL): 1 mg/mL10 mg/mL Calcular ❓ Perguntas Frequentes sobre o uso de Rocurônio na UTI ⏱️ Quando usar o rocurônio? Quando se deseja bloqueio neuromuscular de início rápido, como na intubação orotraqueal de sequência rápida Em pacientes que necessitam de paralisia controlada por tempo limitado, com necessidade de rápida reversão (ex: pós-operatório, ventilação controlada temporária) Alternativa ao cisatracúrio quando este não está disponível ou em situações emergenciais ⌛ Quanto tempo leva para fazer efeito? 30 a 60 segundos após administração IV, dependendo da dose É o bloqueador não despolarizante com início mais rápido, se comparado ao vecurônio e cisatracúrio 📉 Quanto tempo dura o efeito após uma dose única? Duração média de 30 a 60 minutos, podendo ser mais prolongada em pacientes com função hepática ou renal comprometida Duração também pode se prolongar com doses cumulativas ou infusão contínua 🔄 Como monitorar o bloqueio neuromuscular? Através do TOF (Train-of-Four): estímulos periféricos observando número de respostas musculares Meta em ventilação controlada:

Medicina Intensiva

Cisatracúrio

💊 Cisatracúrio na UTI – Sedação Contínua O cisatracúrio é um bloqueador neuromuscular do tipo não despolarizante, amplamente utilizado em unidades de terapia intensiva para promover paralisia muscular controlada. Seu perfil farmacocinético, com metabolismo independente da função hepática ou renal, o torna uma excelente opção em pacientes críticos, especialmente os com disfunção orgânica grave. É indicado principalmente para facilitar a ventilação mecânica, evitar assincronia e em protocolos de sedação profunda com bloqueio neuromuscular, como no controle da síndrome da angústia respiratória aguda (SDRA). Mecanismo de Ação O cisatracúrio age bloqueando competitivamente os receptores nicotínicos de acetilcolina na junção neuromuscular, impedindo a despolarização e causando paralisia muscular flácida. Seu metabolismo ocorre por degradação espontânea no plasma via eliminação de Hofmann, sendo independente de fígado e rins, o que favorece seu uso em pacientes críticos com falência de múltiplos órgãos. Indicações Facilitação da ventilação mecânica Em pacientes com assincronia respiratória, mesmo após sedação otimizada Síndrome da angústia respiratória aguda (SDRA) Casos moderados a graves (PaO₂/FiO₂ < 150), como parte da estratégia de ventilação protetora Controle da pressão intracraniana (PIC) Em lesões neurológicas com hipertensão intracraniana refratária, associada à sedação profunda Intubação orotraqueal Situações de emergência ou programação em pacientes graves Paralisia controlada em cirurgias ou procedimentos Especialmente em pacientes críticos que permanecem internados na UTI Evitar movimentação em pacientes sob sedação contínua e ventilação controlada Para permitir sincronia total com o ventilador ou prevenir elevações pressóricas Facilitação da ventilação mecânica Em pacientes com assincronia respiratória, mesmo após sedação otimizada Síndrome da angústia respiratória aguda (SDRA) Casos moderados a graves (PaO₂/FiO₂ < 150), como parte da estratégia de ventilação protetora Controle da pressão intracraniana (PIC) Em lesões neurológicas com hipertensão intracraniana refratária, associada à sedação profunda Intubação orotraqueal Situações de emergência ou programação em pacientes graves Paralisia controlada em cirurgias ou procedimentos Especialmente em pacientes críticos que permanecem internados na UTI Evitar movimentação em pacientes sob sedação contínua e ventilação controlada Para permitir sincronia total com o ventilador ou prevenir elevações pressóricas Contraindicações Hipersensibilidade ao cisatracúrio ou a outros bloqueadores neuromusculares Pode causar reações anafiláticas Miastenia gravis ou outras doenças neuromusculares Risco aumentado de resposta exagerada e paralisia prolongada Hipocalemia, acidose ou hipomagnesemia não corrigidas Alterações eletrolíticas podem potencializar o efeito do bloqueio Uso sem sedação e analgesia adequadas Nunca deve ser utilizado sem sedação profunda; pode causar paralisia consciente Bloqueio neuromuscular prolongado sem monitorização Deve ser evitado se não houver disponibilidade de TOF ou avaliação clínica frequente Hipersensibilidade ao cisatracúrio ou a outros bloqueadores neuromusculares Pode causar reações anafiláticas Miastenia gravis ou outras doenças neuromusculares Risco aumentado de resposta exagerada e paralisia prolongada Hipocalemia, acidose ou hipomagnesemia não corrigidas Alterações eletrolíticas podem potencializar o efeito do bloqueio Uso sem sedação e analgesia adequadas Nunca deve ser utilizado sem sedação profunda; pode causar paralisia consciente Bloqueio neuromuscular prolongado sem monitorização Deve ser evitado se não houver disponibilidade de TOF ou avaliação clínica frequente Apresentação Solução injetável: 2 mg/mL – ampola com 5 mL ou 10 mL. ⚗️ Diluição para infusão O cisatracúrio é fornecido em solução pronta para uso (ex: 10 mg/5 mL ou 20 mg/10 mL), mas para infusão contínua deve ser diluído em SF 0,9% ou SG 5% para facilitar o ajuste da bomba de infusão e garantir estabilidade. ✅ Concentração usual para infusão: 1 mg/mL 💉 Opção completa (concentração padrão) 50 mL de cisatracúrio 2 mg/mL (total: 100 mg) Diluir em 50 mL de SF 0,9% 🔹 Volume final: 100 mL 🔹 Concentração final: 1 mg/mL 💉 Opção 1: 10 mL de cisatracúrio 2 mg/mL (total 20 mg) Diluir em 90 mL de SF 0,9% 🔹 Volume final: 100 mL 🔹 Concentração final: 0,2 mg/mL 💉 Opção 2 (mais comum e estável): 20 mL de cisatracúrio 2 mg/mL (total 40 mg) Diluir em 80 mL de SF 0,9% 🔹 Volume final: 100 mL 🔹 Concentração final: 0,4 mg/mL 💉 Opção 3 (alta concentração, via central): 40 mL de cisatracúrio 2 mg/mL (total 80 mg) Diluir em 60 mL de SF 0,9% 🔹 Volume final: 100 mL 🔹 Concentração final: 0,8 mg/mL 📦 Passo a passo do preparo: Aspirar 50 mL de cisatracúrio 2 mg/mL (ex: 5 ampolas de 10 mL) Adicionar em frasco ou seringa com 50 mL de SF 0,9% Homogeneizar cuidadosamente Identificar solução Aspirar 50 mL de cisatracúrio 2 mg/mL (ex: 5 ampolas de 10 mL) Adicionar em frasco ou seringa com 50 mL de SF 0,9% Homogeneizar cuidadosamente Identificar solução Posologia ✅ Infusão contínua (manutenção) Dose usual: 1 a 3 mcg/kg/minuto (microgramas por kg por minuto) Equivalente a 0,06 a 0,18 mg/kg/hora Ajuste conforme resposta clínica e monitorização com TOF: Meta: TOF 1–2 respostas em 4 estímulos Reduzir dose caso não haja resposta ou sinais de bloqueio profundo 📌 Começar com 1 mcg/kg/min e aumentar gradualmente, conforme necessidade clínica (SDRA grave, PIC elevada, assincronia ventilatória persistente). ✅ Bolus (uso único ou inicial) Para intubação orotraqueal ou início de bloqueio neuromuscular: 0,1 a 0,2 mg/kg IV em injeção lenta Início de ação: 2–3 minutos Duração média: 40–60 minutos 📌 A dose de bolus pode ser repetida a cada 1 a 2 horas conforme necessidade, ou substituída por infusão contínua. 💡 Observações práticas Sempre usar em conjunto com sedação e analgesia profundas Ajustar dose em pacientes idosos, hipotérmicos ou com acidose O uso prolongado deve ser avaliado diariamente, com pausas para reavaliação neurológica e respiratória Calculadora de Cisatracúrio Calculadora de Cisatracúrio Peso do paciente (kg): Concentração da solução (mg/mL): 1 mg/mL0,4 mg/mL0,2 mg/mL Calcular ❓ Perguntas Frequentes sobre o uso de Cisatracúrio na UTI 🔼 Quando iniciar o cisatracúrio? Quando o paciente apresenta assincronia respiratória grave apesar da sedação adequada. Em casos de SDRA moderada a grave, como parte de protocolo de ventilação protetora (ex: PaO₂/FiO₂ < 150). Quando há necessidade de controle total da ventilação mecânica, como em ventilação controlada por volume/pressão. Durante intubação orotraqueal com necessidade de bloqueio neuromuscular. ⏱️ Quanto tempo leva para fazer efeito? O início do bloqueio ocorre em cerca de 2 a 3 minutos após administração IV em bolus. O pico do efeito

Medicina Intensiva

Tiopental

💊 Tiopental na UTI – Sedação Contínua O tiopental (ou tiopentona sódica) é um barbitúrico de ação ultrarrápida, utilizado principalmente em contextos de indução anestésica, controle de crises convulsivas e sedação profunda em pacientes com hipertensão intracraniana. Apesar de seu uso ter se tornado menos comum com o surgimento de agentes mais modernos, o tiopental ainda tem papel importante em situações específicas da terapia intensiva. Mecanismo de Ação O tiopental atua como agonista do receptor GABA-A, aumentando a inibição do sistema nervoso central. Isso resulta em efeitos hipnóticos, anticonvulsivantes e de redução da atividade cerebral. Sua rápida penetração no sistema nervoso central proporciona sedação em segundos, com curta duração de ação, mas pode acumular em uso contínuo devido à redistribuição tecidual e metabolização hepática. Indicações Indução anestésica para intubação orotraqueal Utilizado em sequência rápida de intubação, especialmente em neurocríticos. Controle da hipertensão intracraniana (HIC) Indicado para sedação profunda e redução do metabolismo cerebral, diminuindo a pressão intracraniana. Tratamento do status epilepticus refratário Usado como barbitúrico de última linha em pacientes que não respondem a benzodiazepínicos e anticonvulsivantes. Neuroproteção em pacientes com lesão cerebral grave Em casos de trauma ou isquemia cerebral onde se deseja “coma barbitúrico” terapêutico. Procedimentos neurocirúrgicos específicos Como parte do protocolo anestésico em craniotomias ou controle de crises intraoperatórias. Indução anestésica para intubação orotraqueal Utilizado em sequência rápida de intubação, especialmente em neurocríticos. Controle da hipertensão intracraniana (HIC) Indicado para sedação profunda e redução do metabolismo cerebral, diminuindo a pressão intracraniana. Tratamento do status epilepticus refratário Usado como barbitúrico de última linha em pacientes que não respondem a benzodiazepínicos e anticonvulsivantes. Neuroproteção em pacientes com lesão cerebral grave Em casos de trauma ou isquemia cerebral onde se deseja “coma barbitúrico” terapêutico. Procedimentos neurocirúrgicos específicos Como parte do protocolo anestésico em craniotomias ou controle de crises intraoperatórias. Contraindicações Porfiria aguda intermitente Barbitúricos podem precipitar crises graves e são formalmente contraindicados. Instabilidade hemodinâmica Pode causar vasodilatação periférica e depressão miocárdica com queda significativa da PA. Hipersensibilidade aos barbitúricos Reações alérgicas, inclusive anafilaxia, já documentadas. Disfunção hepática grave Risco de acúmulo e toxicidade devido à metabolização hepática. Doença respiratória descompensada sem suporte ventilatório Pode causar depressão respiratória acentuada. Uso prolongado sem monitoramento adequado Risco de acúmulo, imunossupressão, hipotermia e infecções secundárias. Porfiria aguda intermitente Barbitúricos podem precipitar crises graves e são formalmente contraindicados. Instabilidade hemodinâmica Pode causar vasodilatação periférica e depressão miocárdica com queda significativa da PA. Hipersensibilidade aos barbitúricos Reações alérgicas, inclusive anafilaxia, já documentadas. Disfunção hepática grave Risco de acúmulo e toxicidade devido à metabolização hepática. Doença respiratória descompensada sem suporte ventilatório Pode causar depressão respiratória acentuada. Uso prolongado sem monitoramento adequado Risco de acúmulo, imunossupressão, hipotermia e infecções secundárias. Apresentação Pó para solução injetável: 0,5 g e 1 g. ⚗️ Diluição para infusão O tiopental sódico é fornecido em pó liofilizado (ex: frasco com 1 g) e deve ser reconstituído com água estéril ou SF 0,9% para atingir uma concentração final entre 20 a 25 mg/mL, adequada para uso contínuo em sedação neuroprotetora, controle de PIC ou crises convulsivas refratárias. ✅ Concentração habitual: 25 mg/mL 1 g de tiopental (frasco-ampola) Diluir em 40 mL de SF 0,9% ou água estéril Volume final: 40 mL 🔹 Concentração final: 25 mg/mL ✅ Alternativa mais diluída: 20 mg/mL 1 g de tiopental Diluir em 50 mL de diluente Volume final: 50 mL 🔹 Concentração final: 20 mg/mL 📦 Passo a passo do preparo: Reconstituir o pó liofilizado (ex: 1 g) com SF 0,9% estéril ou água estéril Aspirar o volume total do frasco Completar com diluente estéril até atingir 40 mL (25 mg/mL) ou 50 mL (20 mg/mL) Identificar a seringa ou frasco Reconstituir o pó liofilizado (ex: 1 g) com SF 0,9% estéril ou água estéril Aspirar o volume total do frasco Completar com diluente estéril até atingir 40 mL (25 mg/mL) ou 50 mL (20 mg/mL) Identificar a seringa ou frasco Posologia ✅ Infusão contínua (manutenção) Dose habitual para sedação neuroprotetora ou controle de PIC: 1 a 5 mg/kg/h, titulando conforme resposta clínica (nível de sedação ou eletroencefalograma) Em casos de status epilepticus refratário, pode-se utilizar até 10 mg/kg/h, com monitoramento intensivo Faixa segura de uso prolongado (com EEG e suporte intensivo): De 0,5 a 3 mg/kg/h, ajustando conforme PIC, crises convulsivas ou nível de sedação desejado 📌 A dose deve ser titulada com base em: Pressão intracraniana (se monitorizada) EEG (buscando burst-suppression ou supressão completa, conforme o caso) Nível de consciência (ex: RASS -5) Condições hemodinâmicas do paciente 💉 Bolus (opcional) Indução anestésica para intubação ou sedação rápida: 3 a 5 mg/kg IV, administrados lentamente (em 20 a 30 segundos) Para controle inicial de crise convulsiva ou HIC aguda: 1 a 2 mg/kg IV, podendo repetir a dose após 5 a 10 minutos, se necessário ⚠️ O bolus pode causar hipotensão e depressão respiratória — realizar sempre com monitorização contínua. Calculadora de Tiopental Calculadora de Tiopental Peso do paciente (kg): Concentração da solução (mg/mL): 20 mg/mL25 mg/mL Calcular ❓ Perguntas Frequentes sobre o uso do Tiopental na UTI 🔼 Quando aumentar a dose? Quando o paciente não atinge o nível desejado de sedação profunda ou controle da pressão intracraniana (ex: RASS -5, controle de PIC). Também indicado se persistirem atividades elétricas no EEG em casos de status epilepticus refratário. 📌 A dose pode ser aumentada em incrementos de 0,5 a 1 mg/kg/h, com reavaliação clínica e/ou neurológica frequente. 🔽 Quando diminuir a dose? Quando houver queda da pressão arterial ou redução do débito cardíaco. Se houver sinais de acúmulo, como sedação prolongada, atraso na recuperação ou alteração no padrão respiratório. Em melhora clínica e início de desmame da sedação. 📌 Reduzir em etapas graduais (10–20%) para evitar instabilidade hemodinâmica e rebote de atividade cerebral. ⏱️ Quanto tempo leva para iniciar a sedação após começar a infusão? O início é quase imediato: ocorre entre 15 e 30 segundos após administração IV. O pico de ação é em 1 minuto, com duração de 3 a 10 minutos após bolus único, podendo variar conforme o estado hemodinâmico do paciente. 🕒 Quanto

Medicina Intensiva

Cetamina

💊 Cetamina na UTI – Sedação Contínua A cetamina é um anestésico dissociativo com propriedades sedativas, analgésicas e amnésticas. Na UTI, ela é uma excelente opção para sedação e controle da dor, especialmente em pacientes com instabilidade hemodinâmica, pois promove aumento do tônus simpático e manutenção da pressão arterial. É também uma alternativa útil em casos de broncoespasmo e em pacientes refratários a outros sedativos. Mecanismo de Ação A cetamina atua como antagonista não competitivo dos receptores NMDA no sistema nervoso central, promovendo dissociação entre a percepção sensorial e a consciência. Além disso, tem ação agonista indireta sobre receptores adrenérgicos e estimula o sistema simpático, resultando em aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial. Também possui leve ação analgésica via modulação de receptores opioides. Indicações Sedação contínua de pacientes em ventilação mecânica Ideal para controle fino da sedação devido ao rápido início e curta duração de ação. Indução anestésica para intubação orotraqueal Usado em sequência rápida de intubação ou procedimentos eletivos. Procedimentos breves na UTI ou emergência Cardioversão elétrica, broncoscopia, endoscopia digestiva, entre outros. Controle da pressão intracraniana Usado em pacientes neurocríticos por reduzir o metabolismo cerebral. Tratamento adjuvante de crises epilépticas refratárias Em status epilepticus não responsivo a benzodiazepínicos e barbitúricos. Sedação de pacientes agitados ou com delirium refratário Associado a outros sedativos/analgésicos quando indicado. Sedação contínua de pacientes em ventilação mecânica Ideal para controle fino da sedação devido ao rápido início e curta duração de ação. Indução anestésica para intubação orotraqueal Usado em sequência rápida de intubação ou procedimentos eletivos. Procedimentos breves na UTI ou emergência Cardioversão elétrica, broncoscopia, endoscopia digestiva, entre outros. Controle da pressão intracraniana Usado em pacientes neurocríticos por reduzir o metabolismo cerebral. Tratamento adjuvante de crises epilépticas refratárias Em status epilepticus não responsivo a benzodiazepínicos e barbitúricos. Sedação de pacientes agitados ou com delirium refratário Associado a outros sedativos/analgésicos quando indicado. Contraindicações Alergia ao propofol ou componentes da formulação Inclui alergia a ovo, soja ou produtos derivados (usados no veículo da emulsão lipídica). Hipotensão grave ou choque não compensado Risco de piora do quadro hemodinâmico pela ação vasodilatadora. Insuficiência cardíaca grave Pode acentuar bradicardia e reduzir o débito cardíaco. Síndrome do propofol (ou risco aumentado) Evitar uso contínuo em altas doses por longos períodos (>48h com >5 mg/kg/h). Disfunção hepática ou renal grave sem monitorização adequada A droga é metabolizada principalmente no fígado, com eliminação renal dos metabólitos. Alergia ao propofol ou componentes da formulação Inclui alergia a ovo, soja ou produtos derivados (usados no veículo da emulsão lipídica). Hipotensão grave ou choque não compensado Risco de piora do quadro hemodinâmico pela ação vasodilatadora. Insuficiência cardíaca grave Pode acentuar bradicardia e reduzir o débito cardíaco. Síndrome do propofol (ou risco aumentado) Evitar uso contínuo em altas doses por longos períodos (>48h com >5 mg/kg/h). Disfunção hepática ou renal grave sem monitorização adequada A droga é metabolizada principalmente no fígado, com eliminação renal dos metabólitos. Apresentação Solução injetável: 50 mg/mL – ampola com 10 mL (Ketamin®, genérico); 50 mg/mL – ampola com 2 mL (Ketamin NP®, Newcet NP®, genérico). ⚗️ Diluição para infusão A cetamina pode ser diluída em soro fisiológico 0,9% (SF 0,9%) ou glicose 5% (SG 5%), sendo compatível com ambas as soluções. As duas diluições mais utilizadas na prática da UTI são: ✅ Concentração usual: 1 mg/mL 2 mL de cetamina (50 mg/mL) → totalizando 100 mg de cetamina Diluir em 98 mL de SF 0,9% Volume final: 100 mL 🔹 Concentração final: 1 mg/mL 🚨 Concentração máxima: 2 mg/mL 4 mL de cetamina (50 mg/mL) → totalizando 200 mg de cetamina Diluir em 96 mL de SF 0,9% Volume final: 100 mL 🔹 Concentração final: 2 mg/mL 📦 Passo a passo do preparo: Aspire o volume necessário de cetamina (ex: 2 mL ou 4 mL) conforme a concentração desejada Injete em uma seringa ou frasco com capacidade para 100 mL Complete o volume com SF 0,9% até 100 mL Homogeneíze cuidadosamente Identifique o recipiente. Aspire o volume necessário de cetamina (ex: 2 mL ou 4 mL) conforme a concentração desejada Injete em uma seringa ou frasco com capacidade para 100 mL Complete o volume com SF 0,9% até 100 mL Homogeneíze cuidadosamente Identifique o recipiente. Posologia ✅ Infusão contínua (manutenção) Dose usual na UTI: 0,05 a 0,4 mg/kg/h Faixa terapêutica estendida (com monitoramento): Pode variar de 0,02 a 1 mg/kg/h, dependendo do objetivo (analgesia x sedação profunda) 📌 A titulação deve ser feita de forma gradual, com aumentos de 0,05 a 0,1 mg/kg/h, reavaliando sedação, analgesia e parâmetros hemodinâmicos. 💉 Bolus (opcional) Para sedação ou pré-intubação (em sequência rápida):1 a 2 mg/kg IV em dose única, com início de ação em 30 segundos Para analgesia (baixa dose):0,1 a 0,3 mg/kg IV, podendo ser repetido conforme resposta ⚠️ O bolus de cetamina é especialmente útil em pacientes com instabilidade hemodinâmica, pois tende a manter ou até elevar a pressão arterial. 💡 Dica prática A cetamina pode ser usada isoladamente ou em associação com outros sedativos (ex: midazolam, dexmedetomidina) e analgésicos (ex: fentanil) Quando utilizada para analgesia adjuvante, doses mais baixas (0,05 a 0,1 mg/kg/h) são suficientes Monitorar frequentemente: RASS, PAS, FC, respiração, salivação e reações dissociativas Calculadora de Cetamina Calculadora de Cetamina para Infusão Contínua Peso do paciente (kg): Tipo de ampola disponível: 50 mg/mL – ampola com 10 mL50 mg/mL – ampola com 2 mL Escolha a concentração final desejada: 1 mg/mL (usual)2 mg/mL (máxima) Calcular ❓ Perguntas Frequentes sobre o uso da Cetamina na UTI 🔼 Quando aumentar a dose? Quando o paciente apresentar dor intensa, agitação, resistência à ventilação ou sedação insuficiente, mesmo com outras medicações. Também pode ser indicada uma dose maior se o paciente estiver em choque séptico ou hipovolêmico, já que a cetamina auxilia na estabilização hemodinâmica. 📌 Aumentar em incrementos de 0,1 a 0,3 mg/kg/h, com reavaliação clínica frequente. 🔽 Quando diminuir a dose? Quando houver sinais de hipersalivação, alucinações, agitação paradoxal ou aumento indesejado da pressão arterial. Também se deve reduzir se o paciente atingir níveis profundos de sedação (RASS -4 a

Medicina Intensiva

Propofol

💊 Propofol na UTI – Sedação Contínua O propofol é um sedativo-hipnótico de ação rápida amplamente utilizado na terapia intensiva para sedação de pacientes sob ventilação mecânica, procedimentos invasivos e controle da pressão intracraniana. Sua principal vantagem é o início de ação e recuperação rápidos, permitindo ajustes finos na sedação contínua. Mecanismo de Ação O propofol atua potencializando a ação do GABA (ácido gama-aminobutírico) no sistema nervoso central, promovendo um efeito sedativo, hipnótico e amnésico. Sua ação rápida e curta se deve à alta lipossolubilidade, com início em 30–60 segundos e duração de 3 a 10 minutos após a suspensão da infusão. Indicações Sedação contínua de pacientes em ventilação mecânica Ideal para controle fino da sedação devido ao rápido início e curta duração de ação. Indução anestésica para intubação orotraqueal Usado em sequência rápida de intubação ou procedimentos eletivos. Procedimentos breves na UTI ou emergência Cardioversão elétrica, broncoscopia, endoscopia digestiva, entre outros. Controle da pressão intracraniana Usado em pacientes neurocríticos por reduzir o metabolismo cerebral. Tratamento adjuvante de crises epilépticas refratárias Em status epilepticus não responsivo a benzodiazepínicos e barbitúricos. Sedação de pacientes agitados ou com delirium refratário Associado a outros sedativos/analgésicos quando indicado. Sedação contínua de pacientes em ventilação mecânica Ideal para controle fino da sedação devido ao rápido início e curta duração de ação. Indução anestésica para intubação orotraqueal Usado em sequência rápida de intubação ou procedimentos eletivos. Procedimentos breves na UTI ou emergência Cardioversão elétrica, broncoscopia, endoscopia digestiva, entre outros. Controle da pressão intracraniana Usado em pacientes neurocríticos por reduzir o metabolismo cerebral. Tratamento adjuvante de crises epilépticas refratárias Em status epilepticus não responsivo a benzodiazepínicos e barbitúricos. Sedação de pacientes agitados ou com delirium refratário Associado a outros sedativos/analgésicos quando indicado. Contraindicações Alergia ao propofol ou componentes da formulação Inclui alergia a ovo, soja ou produtos derivados (usados no veículo da emulsão lipídica). Hipotensão grave ou choque não compensado Risco de piora do quadro hemodinâmico pela ação vasodilatadora. Insuficiência cardíaca grave Pode acentuar bradicardia e reduzir o débito cardíaco. Síndrome do propofol (ou risco aumentado) Evitar uso contínuo em altas doses por longos períodos (>48h com >5 mg/kg/h). Disfunção hepática ou renal grave sem monitorização adequada A droga é metabolizada principalmente no fígado, com eliminação renal dos metabólitos. Alergia ao propofol ou componentes da formulação Inclui alergia a ovo, soja ou produtos derivados (usados no veículo da emulsão lipídica). Hipotensão grave ou choque não compensado Risco de piora do quadro hemodinâmico pela ação vasodilatadora. Insuficiência cardíaca grave Pode acentuar bradicardia e reduzir o débito cardíaco. Síndrome do propofol (ou risco aumentado) Evitar uso contínuo em altas doses por longos períodos (>48h com >5 mg/kg/h). Disfunção hepática ou renal grave sem monitorização adequada A droga é metabolizada principalmente no fígado, com eliminação renal dos metabólitos. Apresentação Emulsão injetável: 10 mg/mL – ampola com 10 mL (Propovan®); 10 mg/mL – ampola com 20 mL (Diprivan®, Lipuro®, Profolen®, Propotil®, Propovan®, genérico); 10 mg/mL – ampola com 50 mL (Propovan®); 10 mg/mL – frasco-ampola com 10 mL (Provive®); 10 mg/mL – frasco-ampola com 20 mL (Lipuro®, Provive®, Spiva MCT-LCT®, Hyfol®, Oponap®, genérico); 10 mg/mL – frasco-ampola com 50 mL (Diprivan®, Lipuro®, Provive®, genérico); 10 mg/mL – frasco-ampola com 100 mL (Diprivan®, Lipuro®, Provive®, genérico); 10 mg/mL – seringa preenchida com 50 mL (Diprivan PFS®); 20 mg/mL – frasco-ampola com 50 mL (Diprivan®, Fresofol®, genérico); 20 mg/mL – seringa preenchida com 50 mL (Diprivan PFS®). ⚗️ Diluição para infusão O propofol é fornecido em emulsão lipídica pronta para uso, portanto não deve ser diluído. A administração é feita diretamente na bomba de infusão, respeitando os cuidados com estabilidade, contaminação e troca regular do equipo. 🔹 Concentração final: 10 mg/mL ⚠️ Importante O propofol não deve ser diluído com SF 0,9% ou SG 5% — isso altera a estabilidade da emulsão e aumenta o risco de contaminação. Utilizar equipo exclusivo, preferencialmente com filtro de 0,22 μm. Trocar o frasco e o equipo a cada 12 horas para evitar contaminação bacteriana. Manter o frasco sempre fechado e protegido da luz direta. 📦 Passo a passo do preparo: Verifique a integridade do frasco (propofol vem pronto para uso). Conecte o frasco ou seringa à bomba de infusão, utilizando equipo apropriado. Programe a dose prescrita em mg/kg/h, convertendo para mL/h com base na concentração de 10 mg/mL. Identifique o frasco com nome do paciente, dose e hora de início. Troque a solução e o equipo a cada 12 horas. Verifique a integridade do frasco (propofol vem pronto para uso). Conecte o frasco ou seringa à bomba de infusão, utilizando equipo apropriado. Programe a dose prescrita em mg/kg/h, convertendo para mL/h com base na concentração de 10 mg/mL. Identifique o frasco com nome do paciente, dose e hora de início. Troque a solução e o equipo a cada 12 horas. Posologia ✅ Infusão contínua (manutenção) Dose usual: 1 a 4 mg/kg/h, titulada conforme o nível de sedação desejado (ex: RASS -2 a -3) Faixa de dose segura: Mínima: 0,3 mg/kg/h Máxima: até 5 mg/kg/h (por tempo limitado e com monitoramento rigoroso) 📌 A titulação deve ser feita com aumentos de 0,5 a 1 mg/kg/h, avaliando a resposta clínica e parâmetros hemodinâmicos. 💉 Bolus (opcional) Indução anestésica: 1 a 2 mg/kg em dose única IV lenta, especialmente para intubação orotraqueal ou procedimentos rápidos Sedação em procedimentos breves (ex: cardioversão):0,5 a 1 mg/kg em bolus, podendo ser repetido conforme resposta ⚠️ Em pacientes críticos, o bolus deve ser usado com extrema cautela devido ao risco de hipotensão e bradicardia súbitas. Calculadora de Propofol Calculadora de Propofol para Infusão Contínua Peso do paciente (kg): Concentração da solução disponível: 10 mg/mL20 mg/mL Calcular ❓ Perguntas Frequentes sobre o uso de Propofol na UTI 🔼 Quando aumentar a dose? Quando o paciente estiver menos sedado que o desejado (ex: RASS 0 a +1) e apresentar sinais de agitação, desconforto com a ventilação ou movimentação excessiva. Sempre confirmar se a bomba está funcionando corretamente, e se não há dor ou delirium associados. 📌 Aumente a infusão em incrementos de 0,5 a

Medicina Intensiva

Dexmedetomidina

💊 Dexmedetomidina na UTI – Sedação Contínua A dexmedetomidina é um sedativo altamente seletivo para receptores α2-adrenérgicos, com ação ansiolítica, sedativa e analgésica leve, sem causar depressão respiratória significativa. É uma excelente opção para sedação leve e contínua em pacientes críticos, especialmente em desmame da ventilação mecânica. Mecanismo de Ação A dexmedetomidina atua como um agonista altamente seletivo dos receptores adrenérgicos α2 localizados no sistema nervoso central. Sua principal ação ocorre na região do locus coeruleus, onde inibe a liberação de noradrenalina, resultando em uma redução da atividade simpática. Esse efeito promove sedação de forma semelhante ao sono fisiológico, com o paciente podendo permanecer responsivo e cooperativo. Além disso, a droga possui leve efeito analgésico e ansiolítico, o que a torna útil tanto para promover conforto quanto para facilitar o desmame ventilatório. Um dos principais diferenciais da dexmedetomidina é que ela proporciona sedação sem causar depressão respiratória significativa, o que a torna particularmente vantajosa em ambientes de terapia intensiva. Indicações Sedação leve a moderada em pacientes intubados Ideal para manter o paciente confortavelmente sedado, mas responsivo. Facilitação do desmame da ventilação mecânica Ajuda a manter nível de consciência adequado durante a transição para extubação. Controle da agitação e delirium na UTI Especialmente útil em pacientes com risco de delirium hiperativo. Sedação consciente em pacientes críticos Como em pós-operatórios de alta complexidade ou em vigilância neurológica. Cuidados paliativos e controle da agitação terminal Alternativa segura quando há necessidade de sedação sem depressão respiratória. Substituição de benzodiazepínicos ou propofol Quando se deseja menor depressão respiratória ou evitar acúmulo de sedativos. Sedação leve a moderada em pacientes intubados Ideal para manter o paciente confortavelmente sedado, mas responsivo. Facilitação do desmame da ventilação mecânica Ajuda a manter nível de consciência adequado durante a transição para extubação. Controle da agitação e delirium na UTI Especialmente útil em pacientes com risco de delirium hiperativo. Sedação consciente em pacientes críticos Como em pós-operatórios de alta complexidade ou em vigilância neurológica. Cuidados paliativos e controle da agitação terminal Alternativa segura quando há necessidade de sedação sem depressão respiratória. Substituição de benzodiazepínicos ou propofol Quando se deseja menor depressão respiratória ou evitar acúmulo de sedativos. Contraindicações Hipersensibilidade ao fármaco Reação alérgica conhecida a dexmedetomidina ou componentes da fórmula. Bradicardia significativa Frequência cardíaca persistentemente baixa (< 50 bpm), especialmente sintomática. Bloqueio atrioventricular de 2º ou 3º grau sem marca-passo Risco de agravamento do bloqueio com uso contínuo. Hipotensão grave ou instabilidade hemodinâmica Pode piorar o quadro devido à ação simpaticolítica. Disfunção hepática avançada Exige redução da dose e monitoramento intensivo devido à metabolização hepática. Hipersensibilidade ao fármaco Reação alérgica conhecida a dexmedetomidina ou componentes da fórmula. Bradicardia significativa Frequência cardíaca persistentemente baixa (< 50 bpm), especialmente sintomática. Bloqueio atrioventricular de 2º ou 3º grau sem marca-passo Risco de agravamento do bloqueio com uso contínuo. Hipotensão grave ou instabilidade hemodinâmica Pode piorar o quadro devido à ação simpaticolítica. Disfunção hepática avançada Exige redução da dose e monitoramento intensivo devido à metabolização hepática. Apresentação Solução injetável: 100 microgramas/mL – ampola com 2 mL (Precedex®, Extodin®, Simbilex®, BDEXbraun®, Dex®); 100 microgramas/mL – ampola com 4 e 10 mL (BDEXbraun®); Solução para infusão: 4 microgramas/mL – bolsa com 100 mL (Dex Bolsa®). ⚗️ Diluição para infusão A dexmedetomidina é diluída em solução de cloreto de sódio 0,9% (SF 0,9%). A concentração final mais comum na UTI é: 4 mL de dexmedetomidina (100 mcg/mL) → totalizando 400 mcg de dexmedetomidina Diluir em 96 mL de SF 0,9% Volume final: 100 mL 🔹 Concentração final: 4 mcg/mL Essa diluição facilita o ajuste da bomba de infusão e é compatível com as doses comumente utilizadas (ex: 0,2 a 0,7 mcg/kg/h). 📦 Passo a passo do preparo: Exemplo usando Dexmedetomidina 100 mcg/mL: Aspire 4 mL de dexmedetomidina (100 mcg/mL) — total de 400 mcg Injete em frasco ou seringa de 100 mL Complete com 96 mL de SF 0,9% Homogeneíze suavemente Identifique o frasco com: nome do paciente, concentração (4 mcg/mL), data e hora do preparo Exemplo usando Dexmedetomidina 100 mcg/mL: Aspire 4 mL de dexmedetomidina (100 mcg/mL) — total de 400 mcg Injete em frasco ou seringa de 100 mL Complete com 96 mL de SF 0,9% Homogeneíze suavemente Identifique o frasco com: nome do paciente, concentração (4 mcg/mL), data e hora do preparo Posologia ✅ Manutenção (infusão contínua) Dose usual:0,2 a 0,7 mcg/kg/h Faixa segura estendida (com monitoramento):Pode variar de 0,1 até 1,4 mcg/kg/h em casos específicos Em uso prolongado, doses baixas (como 0,05 micrograma/kg/hora) podem ser eficazes 📌 A titulação deve ser feita com base no RASS e nos sinais hemodinâmicos, com aumentos ou reduções em incrementos de 0,1 a 0,2 mcg/kg/h a cada 15–30 min, conforme resposta clínica. 💉 Bolus (opcional) Dose padrão de ataque:1 mcg/kg IV diluído e administrado em 10 minutos ⚠️ No ambiente da UTI, o bolus geralmente é evitado, pois pode causar bradicardia e hipotensão acentuadas, principalmente em pacientes hipovolêmicos ou instáveis. Calculadora de Dexmedetomidina Calculadora de Dexmedetomidina para Infusão Contínua Peso do paciente (kg): Tipo de apresentação disponível: 100 mcg/mL – ampola com 2 mL100 mcg/mL – ampola com 4 mL100 mcg/mL – ampola com 10 mL4 mcg/mL – bolsa com 100 mL Calcular ❓ Perguntas Frequentes sobre o uso de Dexmedetomidina na UTI 🔼 Quando aumentar a dose? Quando o paciente estiver acima da meta de sedação (ex: RASS 0 ou +1) e apresentar agitação leve ou desconforto, mesmo com dose mínima. Também se pode considerar aumento se houver sinais de delirium ou insônia na UTI, desde que o paciente esteja hemodinamicamente estável. 📌 Dica prática: aumente em pequenos incrementos de 0,1 a 0,2 mcg/kg/h, com reavaliações clínicas a cada 15 a 30 minutos. 🔽 Quando diminuir a dose? Quando o paciente estiver com sedação profunda (RASS -4 ou -5), bradicardia (<50 bpm) ou queda da pressão arterial. Reduza também se o paciente iniciar melhora clínica e for possível iniciar o desmame da sedação. 📌 Reduza a infusão em 25 a 50%, monitorando sinais vitais e nível de consciência. ⏱️ Quanto tempo leva para iniciar a sedação após

Medicina Intensiva

Morfina

💊 Morfina na UTI – Sedação Contínua A morfina é um opioide clássico amplamente utilizado no controle da dor aguda e crônica. Na UTI, é usada principalmente para analgesia contínua em pacientes críticos, embora seja menos usada que o fentanil devido a seu perfil farmacológico (ação mais lenta e risco de hipotensão). Mecanismo de Ação Atua como agonista dos receptores opioides μ (mu) no sistema nervoso central e periférico, promovendo analgesia, sedação e euforia. Possui início de ação mais lento e meia-vida mais longa que o fentanil. Indicações A morfina é indicada quando se busca analgesia potente e contínua, especialmente em pacientes internados com dor aguda significativa. Suas principais indicações incluem: Dor aguda intensa com estabilidade hemodinâmica Pós-operatório, politrauma, pancreatite aguda, IAM, entre outros. Analgesia contínua em pacientes sob ventilação mecânica Alternativa ao fentanil, especialmente em ambientes com recursos limitados ou onde se deseja um perfil farmacológico mais duradouro. Cuidados paliativos em UTI Controle da dor e dispneia em pacientes em final de vida. Síndrome coronariana aguda (SCA) Quando há dor torácica intensa não responsiva a nitratos (morfina reduz a pré-carga e alivia a dor). Pacientes sem acesso à drogas de ação mais curta Pode ser utilizada em infusão contínua onde fentanil não está disponível. A morfina é indicada quando se busca analgesia potente e contínua, especialmente em pacientes internados com dor aguda significativa. Suas principais indicações incluem: Dor aguda intensa com estabilidade hemodinâmica Pós-operatório, politrauma, pancreatite aguda, IAM, entre outros. Analgesia contínua em pacientes sob ventilação mecânica Alternativa ao fentanil, especialmente em ambientes com recursos limitados ou onde se deseja um perfil farmacológico mais duradouro. Cuidados paliativos em UTI Controle da dor e dispneia em pacientes em final de vida. Síndrome coronariana aguda (SCA) Quando há dor torácica intensa não responsiva a nitratos (morfina reduz a pré-carga e alivia a dor). Pacientes sem acesso à drogas de ação mais curta Pode ser utilizada em infusão contínua onde fentanil não está disponível. Contraindicações O uso da morfina deve ser evitado ou feito com extrema cautela em algumas condições clínicas, devido ao risco aumentado de efeitos adversos: Hipersensibilidade à morfina Inclui histórico de reação alérgica grave. Depressão respiratória não controlada Especialmente em pacientes sem suporte ventilatório invasivo. Hipotensão significativa A morfina pode causar vasodilatação e queda da PA por liberação de histamina. Traumatismo cranioencefálico (TCE) ou hipertensão intracraniana Pode obscurecer sinais neurológicos e elevar a PIC. Obstrução intestinal, íleo paralítico ou constipação grave Risco de piora da motilidade intestinal. Insuficiência renal avançada O metabólito ativo da morfina (M6G) se acumula em pacientes com disfunção renal, podendo levar a sedação prolongada e depressão respiratória. Uso concomitante com depressores do SNC Aumenta risco de sedação profunda e depressão ventilatória (especialmente sem monitorização). O uso da morfina deve ser evitado ou feito com extrema cautela em algumas condições clínicas, devido ao risco aumentado de efeitos adversos: Hipersensibilidade à morfina Inclui histórico de reação alérgica grave. Depressão respiratória não controlada Especialmente em pacientes sem suporte ventilatório invasivo. Hipotensão significativa A morfina pode causar vasodilatação e queda da PA por liberação de histamina. Traumatismo cranioencefálico (TCE) ou hipertensão intracraniana Pode obscurecer sinais neurológicos e elevar a PIC. Obstrução intestinal, íleo paralítico ou constipação grave Risco de piora da motilidade intestinal. Insuficiência renal avançada O metabólito ativo da morfina (M6G) se acumula em pacientes com disfunção renal, podendo levar a sedação prolongada e depressão respiratória. Uso concomitante com depressores do SNC Aumenta risco de sedação profunda e depressão ventilatória (especialmente sem monitorização). Apresentação Solução injetável: 1 mg/mL – ampola com 2 mL (Dimorf®); 0,1 mg/mL, 0,2 mg/mL, 1 mg/mL e 10 mg/mL – ampola com 1 mL (Dimorf®, Dolo Moff®, genérico); ⚗️ Diluição para infusão A Morfina é diluída em solução de cloreto de sódio 0,9% (SF 0,9%) ou glicose 5%. A concentração final mais comum na UTI é: 10 mL de morfina (10 mg/mL) → totalizando 100 mg de morfina Diluir em 90 mL de SF 0,9% Volume final: 100 mL Concentração final: 1 mg/mL 📦 Passo a passo do preparo: Exemplo usando Morfina 10 mg/mL com 01 mL: Separe 10 ampolas de 10 mg/mL com 1 mL cada Aspire o conteúdo total de 100 mg de morfina (10 mL) Injete em uma seringa ou frasco com capacidade para 100 mL Complete com 90 mL de SF 0,9% Agite suavemente para homogeneizar a solução Identifique o frasco ou seringa. Exemplo usando Morfina 10 mg/mL com 01 mL: Separe 10 ampolas de 10 mg/mL com 1 mL cada Aspire o conteúdo total de 100 mg de morfina (10 mL) Injete em uma seringa ou frasco com capacidade para 100 mL Complete com 90 mL de SF 0,9% Agite suavemente para homogeneizar a solução Identifique o frasco ou seringa. Posologia Dose de manutenção usual: 0,07 a 0,5 mg/kg/hora (ajustar conforme resposta e peso do paciente) Pode ser titulada com incrementos de 0,5 mg/h Bólus (Opcional): 2 a 4 mg IV lento Pode ser repetido conforme resposta, respeitando intervalos de 4 a 6 horas Calculadora de Morfina Calculadora de Morfina para Infusão Contínua Peso do paciente (kg): Função renal: NormalAlterada Clearance de creatinina (mL/min): Tipo de ampola disponível: 10 mg/mL – ampola com 1 mL1 mg/mL – ampola com 2 mL0,1 mg/mL – ampola com 1 mL0,2 mg/mL – ampola com 1 mL1 mg/mL – ampola com 1 mL Calcular ❓ Perguntas Frequentes sobre o uso de Morfina na UTI 🔼 Quando aumentar a dose? Quando o paciente apresentar dor mal controlada, mesmo após bolus ou infusão contínua: Escala EV > 3 Escala CPOT ≥ 3 Sinais fisiológicos de dor (taquicardia, hipertensão, inquietação) 📌 Dica prática: Aumentar a infusão em 0,2 a 0,5 mg/h, reavaliando a dor e os sinais vitais após 30 minutos. 🔽 Quando diminuir a dose? Quando houver: Sedação excessiva Bradipneia ou sinais de depressão respiratória Hipotensão persistente Função renal comprometida com sinais de acúmulo 📌 Reduzir a dose de forma gradual, de preferência em 25–50%, e monitorar a resposta clínica. ⏱️ Quanto tempo leva para iniciar a sedação após começar a infusão? Após bolus:

Rolar para cima