2025

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Vacina contra Hepatite B

Vacina contra Hepatite B A vacina contra hepatite B é uma das primeiras vacinas administradas ao recém-nascido, sendo fundamental para a prevenção da hepatite B, uma infecção viral que atinge o fígado e pode evoluir para formas crônicas, cirrose e câncer hepático. Altamente eficaz e segura, a vacina induz uma resposta imune duradoura, sendo parte essencial do calendário vacinal infantil. Disponibilidade SUS A vacina contra hepatite B está disponível gratuitamente pelo SUS, tanto nas maternidades (dose ao nascer) quanto nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para a continuidade do esquema vacinal e para pessoas não vacinadas em qualquer faixa etária. Indicações e público-alvo Todos os recém-nascidos, preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida; Crianças e adolescentes não vacinados; Adultos não vacinados ou sem comprovação vacinal; Grupos de risco (profissionais da saúde, gestantes, pacientes imunocomprometidos, usuários de drogas injetáveis, pessoas privadas de liberdade, entre outros). Contraindicações Alergia grave (anafilaxia) a algum componente da vacina ou a dose anterior; Pacientes com quadro febril agudo devem aguardar melhora para serem vacinados. Alergia grave (anafilaxia) a algum componente da vacina ou a dose anterior; Pacientes com quadro febril agudo devem aguardar melhora para serem vacinados. Esquema vacinal (doses e reforços) Para crianças: 1ª dose: ao nascer (preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida); 2ª dose: aos 2 meses (em combinação com a vacina pentavalente); 3ª dose: aos 4 meses; 4ª dose: aos 6 meses. Nota: Em crianças, a vacina contra hepatite B é aplicada dentro do esquema da vacina pentavalente (DTP+Hib+Hep B), a partir dos 2 meses. Para adolescentes e adultos (esquema padrão): 3 doses: 0 – 1 – 6 meses (ex: 1ª dose hoje, 2ª dose após 1 mês, 3ª dose após 6 meses da 1ª). Mecanismo de Ação A vacina contra hepatite B é produzida por engenharia genética, utilizando antígenos de superfície do vírus (HBsAg). Após a aplicação, o sistema imunológico reconhece esse antígeno como estranho, produzindo anticorpos protetores. Isso garante memória imunológica e proteção duradoura contra o vírus da hepatite B. Efeitos colaterais mais comuns A vacina contra hepatite B tem um perfil de segurança excelente. Os efeitos adversos mais comuns são leves e transitórios: Dor ou vermelhidão no local da aplicação; Febre baixa; Cansaço ou mal-estar geral. Eventos adversos graves são extremamente raros. ❓ Perguntas Frequentes A vacina contra hepatite B é segura para recém-nascidos? Sim, é segura e altamente recomendada para ser aplicada nas primeiras horas de vida, inclusive em prematuros com mais de 2.000 g. E se a criança não recebeu a vacina ao nascer? Deve receber o mais cedo possível e completar o esquema normalmente com a pentavalente. É necessário reforço depois da infância? Pessoas com boa resposta imunológica não precisam de reforço. Em grupos imunocomprometidos, pode-se avaliar o reforço com base em testes sorológicos. Posso tomar a vacina mesmo se não sei se já tive hepatite B? Sim. Na ausência de histórico ou comprovação vacinal, a vacinação está indicada mesmo sem exames prévios. Gestantes podem receber a vacina? Sim, a vacina é segura na gestação e está indicada em gestantes que não estão imunizadas. Sim, é segura e altamente recomendada para ser aplicada nas primeiras horas de vida, inclusive em prematuros com mais de 2.000 g. Deve receber o mais cedo possível e completar o esquema normalmente com a pentavalente. Pessoas com boa resposta imunológica não precisam de reforço. Em grupos imunocomprometidos, pode-se avaliar o reforço com base em testes sorológicos. Sim. Na ausência de histórico ou comprovação vacinal, a vacinação está indicada mesmo sem exames prévios. Sim, a vacina é segura na gestação e está indicada em gestantes que não estão imunizadas. 📚 Referências Bibliográficas Ministério da Saúde. Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação. Brasília: MS; 2014. Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Calendário de Vacinação da Criança – 2024. Organização Mundial da Saúde. Hepatitis B vaccines: WHO position paper – July 2017. Weekly Epidemiological Record. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Hepatitis B Vaccine Information Statement. 2023. Brasil. Programa Nacional de Imunizações (PNI). Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svs/pni Deixe um comentário Cancelar resposta Conectado como Dr. Marcelo Negreiros. Edite seu perfil. Sair? Campos obrigatórios são marcados com * Message* Também pode te interessar… Vacinas Vacina Pentavalente Dr. Marcelo Negreiros abril 19, 2025 Vacinas Vacina BCG Dr. Marcelo Negreiros abril 19, 2025

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Vacina contra Poliomielite

Vacina contra Poliomielite (VIP/VOP) A vacina contra poliomielite tem como objetivo prevenir a poliomielite (paralisia infantil), uma doença viral grave que pode causar paralisia muscular irreversível e até levar à morte. Existem duas formas de vacina: a VIP (vacina inativada poliomielite), injetável, e a VOP (vacina oral poliomielite), popularmente conhecida como “gotinha”. Ambas são seguras e eficazes, sendo utilizadas em diferentes momentos do calendário vacinal. Disponibilidade SUS A vacina contra poliomielite é oferecida gratuitamente pelo SUS, estando presente no calendário de vacinação infantil. As doses injetáveis (VIP) e orais (VOP) são administradas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Indicações e público-alvo Indicada para todas as crianças menores de 5 anos, seguindo o esquema vacinal recomendado. Público-alvo: Lactentes e crianças de até 4 anos, 11 meses e 29 dias; Crianças que estejam com o esquema vacinal incompleto ou em atraso. Contraindicações VIP: Hipersensibilidade a qualquer componente da vacina; Episódios graves após aplicação anterior. VOP: Crianças imunodeprimidas ou com imunodepressão na família; Situações de imunodeficiência congênita ou adquirida; Uso de imunossupressores; Pacientes com HIV sintomático. Importante: A VOP é uma vacina com vírus vivos atenuados, por isso é contraindicada em casos de imunossupressão. VIP: Hipersensibilidade a qualquer componente da vacina; Episódios graves após aplicação anterior. VOP: Crianças imunodeprimidas ou com imunodepressão na família; Situações de imunodeficiência congênita ou adquirida; Uso de imunossupressores; Pacientes com HIV sintomático. Importante: A VOP é uma vacina com vírus vivos atenuados, por isso é contraindicada em casos de imunossupressão. Esquema vacinal (doses e reforços) Esquema de rotina (SUS): 1ª dose (VIP): 2 meses 2ª dose (VIP): 4 meses 3ª dose (VIP): 6 meses 1º reforço (VOP): 15 meses 2º reforço (VOP): 4 anos Resumo: Doses iniciais com vacina inativada (VIP); Reforços com vacina oral (VOP), que também colabora com a imunidade coletiva. Nota: Em campanhas nacionais, a VOP pode ser utilizada em crianças já vacinadas como estratégia adicional para bloqueio da circulação do vírus. Mecanismo de Ação VIP (inativada): contém vírus mortos dos três sorotipos da poliomielite. Induz uma resposta imune sistêmica com produção de anticorpos neutralizantes no sangue, prevenindo a doença. VOP (oral): contém vírus vivos atenuados. Estimula resposta imunológica local no trato gastrointestinal, onde o vírus se multiplica. Promove imunidade de mucosa e contribui para o controle da disseminação do vírus na comunidade. O uso combinado das duas formas potencializa tanto a proteção individual quanto a imunidade coletiva. Efeitos colaterais mais comuns VIP (injetável): Dor, inchaço ou vermelhidão no local da aplicação; Febre baixa; Irritabilidade. VOP (oral): Diarreia leve ou desconforto intestinal; Em casos extremamente raros: paralisia associada à vacina (VAPP) em crianças com imunodeficiência. ❓ Perguntas Frequentes Por que existem duas formas de vacina contra poliomielite? A VIP oferece proteção segura e individual; a VOP fortalece a imunidade coletiva e ajuda no bloqueio da circulação do vírus. Ainda há risco de poliomielite no Brasil? Embora o Brasil esteja livre de casos desde 1989, o risco de reintrodução existe, especialmente por viagens internacionais. A vacinação é essencial para manter o país livre da doença. Crianças que vomitam após tomar a VOP precisam repetir a dose? Se o vômito ocorrer imediatamente (em menos de 10 minutos), pode-se repetir a dose. Após esse tempo, não é necessário. A VOP pode causar paralisia? Em casos extremamente raros e geralmente associados a imunodeficiência, a VOP pode causar paralisia vacinal (VAPP). Por isso, crianças imunossuprimidas recebem apenas a VIP. Adultos precisam tomar vacina contra poliomielite? Geralmente não, exceto em casos específicos como viagens para áreas endêmicas, profissionais de saúde ou em situações de surto. A VIP oferece proteção segura e individual; a VOP fortalece a imunidade coletiva e ajuda no bloqueio da circulação do vírus. Embora o Brasil esteja livre de casos desde 1989, o risco de reintrodução existe, especialmente por viagens internacionais. A vacinação é essencial para manter o país livre da doença. Se o vômito ocorrer imediatamente (em menos de 10 minutos), pode-se repetir a dose. Após esse tempo, não é necessário. Em casos extremamente raros e geralmente associados a imunodeficiência, a VOP pode causar paralisia vacinal (VAPP). Por isso, crianças imunossuprimidas recebem apenas a VIP. Geralmente não, exceto em casos específicos como viagens para áreas endêmicas, profissionais de saúde ou em situações de surto. 📚 Referências Bibliográficas Ministério da Saúde. Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação. Brasília: MS; 2014. Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Calendário de Vacinação da Criança – 2024. Organização Mundial da Saúde. Polio vaccines: WHO position paper – March 2016. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Polio Vaccine Information Statement. 2023. Brasil. Programa Nacional de Imunizações (PNI). Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svs/pni Deixe um comentário Cancelar resposta Conectado como Dr. Marcelo Negreiros. Edite seu perfil. Sair? Campos obrigatórios são marcados com * Message* Também pode te interessar… Vacinas Vacina Pentavalente Dr. Marcelo Negreiros abril 19, 2025 Vacinas Vacina BCG Dr. Marcelo Negreiros abril 19, 2025

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Vacina Pneumo 10

Vacina Pneumocócica 10-valente (Pneumo 10) A vacina pneumocócica 10-valente (Pneumo 10) protege contra infecções causadas por 10 sorotipos do Streptococcus pneumoniae, bactéria responsável por doenças graves como pneumonia, meningite, otite média aguda e sepse. Por seu potencial de gravidade e alta incidência em crianças pequenas, essa vacina é considerada essencial na infância. Disponibilidade SUS A Pneumo 10 está disponível gratuitamente pelo SUS e faz parte do Calendário Nacional de Vacinação Infantil. É oferecida nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de todo o país. Indicações e público-alvo Indicada para crianças menores de 5 anos, com prioridade para aquelas com até 2 anos, que é o grupo com maior risco para doenças pneumocócicas invasivas. Público-alvo: Crianças a partir de 2 meses de idade; Crianças com comorbidades ou condições clínicas especiais (podem necessitar de esquemas complementares); Indivíduos não vacinados até os 5 anos (com adequações no número de doses conforme a idade). Contraindicações Alergia grave (anafilaxia) a qualquer componente da vacina ou a dose anterior; Crianças com febre ou doença aguda moderada/grave (adiar a vacinação). Alergia grave (anafilaxia) a qualquer componente da vacina ou a dose anterior; Crianças com febre ou doença aguda moderada/grave (adiar a vacinação). Esquema vacinal (doses e reforços) Esquema padrão (SUS): 1ª dose: 2 meses 2ª dose: 4 meses Reforço: 12 meses Resumo: Total de doses: 2 + 1 reforço Via de aplicação: intramuscular (preferencialmente na coxa) Nota: Esquemas alternativos podem ser usados em crianças com vacinação atrasada ou com condições de risco, seguindo orientação médica específica. Mecanismo de Ação A vacina contém polissacarídeos capsulares purificados de 10 sorotipos do Streptococcus pneumoniae, conjugados a uma proteína transportadora. Essa conjugação aumenta a resposta imune, inclusive em crianças pequenas, e promove memória imunológica duradoura, reduzindo infecções e hospitalizações por cepas incluídas na vacina. Além da proteção individual, a vacinação em larga escala contribui para a redução da circulação dessas cepas na comunidade (efeito de imunidade de rebanho). Efeitos colaterais mais comuns Geralmente leves e transitórios: Dor, vermelhidão ou inchaço no local da aplicação; Febre baixa; Irritabilidade, sonolência ou perda de apetite. Eventos adversos raros: Reações alérgicas graves (anafilaxia); Febre alta (>39 °C). ❓ Perguntas Frequentes Essa vacina protege contra todas as pneumonias? Não. Ela protege contra as pneumonias causadas pelos 10 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae incluídos na vacina, que estão entre os mais prevalentes. Existe outra vacina pneumocócica além da Pneumo 10? Sim. Existem vacinas conjugadas com mais sorotipos (como a 13-valente) e a polissacarídica 23-valente, indicadas para grupos específicos de risco ou faixa etária maior. A criança pode tomar essa vacina com outras do calendário? Sim. A Pneumo 10 pode ser aplicada no mesmo dia que outras vacinas, desde que em locais anatômicos diferentes. E se a criança perdeu alguma dose? O esquema pode ser regularizado com número reduzido de doses, dependendo da idade ao iniciar. Sempre seguir a orientação da equipe de saúde. É possível a criança ainda ter pneumonia mesmo vacinada? Sim, pois existem outros agentes causadores de pneumonia. No entanto, a vacinação reduz significativamente os casos graves e hospitalizações por S. pneumoniae. Não. Ela protege contra as pneumonias causadas pelos 10 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae incluídos na vacina, que estão entre os mais prevalentes. Sim. Existem vacinas conjugadas com mais sorotipos (como a 13-valente) e a polissacarídica 23-valente, indicadas para grupos específicos de risco ou faixa etária maior. Sim. A Pneumo 10 pode ser aplicada no mesmo dia que outras vacinas, desde que em locais anatômicos diferentes. O esquema pode ser regularizado com número reduzido de doses, dependendo da idade ao iniciar. Sempre seguir a orientação da equipe de saúde. Sim, pois existem outros agentes causadores de pneumonia. No entanto, a vacinação reduz significativamente os casos graves e hospitalizações por S. pneumoniae. 📚 Referências Bibliográficas Ministério da Saúde. Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação. Brasília: MS; 2014. Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Calendário de Vacinação da Criança – 2024. Organização Mundial da Saúde. Pneumococcal vaccines: WHO position paper – February 2019. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Pneumococcal Vaccine Information Statement. 2023. Brasil. Programa Nacional de Imunizações (PNI). Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svs/pni Deixe um comentário Cancelar resposta Conectado como Dr. Marcelo Negreiros. Edite seu perfil. Sair? Campos obrigatórios são marcados com * Message* Também pode te interessar… Vacinas Vacina dTpa Dr. Marcelo Negreiros abril 23, 2025 Vacinas Vacina contra Hepatite B Dr. Marcelo Negreiros abril 23, 2025 Vacinas Vacina contra Poliomielite Dr. Marcelo Negreiros abril 23, 2025 Vacinas Vacina contra Rotavírus Dr. Marcelo Negreiros abril 19, 2025

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Vacina contra Rotavírus

Vacina contra Rotavírus A vacina contra rotavírus é fundamental para a prevenção das gastroenterites graves causadas por esse vírus, especialmente em crianças pequenas. O rotavírus é altamente contagioso e pode levar à desidratação severa, internações hospitalares e até óbito. A introdução da vacina no calendário infantil brasileiro teve impacto direto na redução dessas hospitalizações. Disponibilidade SUS A vacina contra rotavírus está disponível gratuitamente pelo SUS, como parte do Calendário Nacional de Vacinação Infantil. É aplicada nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e deve ser administrada dentro de uma faixa etária específica para garantir segurança e eficácia. Indicações e público-alvo Indicada para crianças a partir de 1 mês e 15 dias de vida até, no máximo, 7 meses e 29 dias. Público-alvo: Lactentes que iniciam o esquema dentro do período seguro para aplicação; Crianças que estejam em acompanhamento regular do calendário vacinal. Importante: A vacina não pode ser aplicada fora do intervalo de idade recomendado, por risco aumentado de efeitos adversos. Contraindicações Crianças com imunodeficiência congênita ou adquirida; História de invaginação intestinal ou malformações intestinais não corrigidas; Alergia grave (anafilaxia) a dose anterior da vacina ou a algum de seus componentes; Doença gastrointestinal grave ativa; Febre ou doença aguda moderada a grave (adiar a vacinação). Crianças com imunodeficiência congênita ou adquirida; História de invaginação intestinal ou malformações intestinais não corrigidas; Alergia grave (anafilaxia) a dose anterior da vacina ou a algum de seus componentes; Doença gastrointestinal grave ativa; Febre ou doença aguda moderada a grave (adiar a vacinação). Esquema vacinal (doses e reforços) A vacina usada no SUS é a vacina monovalente (Rotarix®): 1ª dose: aos 2 meses de idade (a partir de 1 mês e 15 dias, até no máximo 3 meses e 15 dias); 2ª dose: aos 4 meses de idade (até no máximo 7 meses e 29 dias). Resumo: Número de doses: 2 Via de administração: oral Intervalo mínimo entre as doses: 4 semanas Nenhum reforço é necessário Atenção: Se a criança ultrapassar o limite de idade para iniciar ou completar o esquema, a vacina não deve ser administrada. Mecanismo de Ação A vacina contém vírus vivos atenuados do rotavírus humano. Após administração oral, o vírus replica-se de forma limitada no intestino, estimulando uma resposta imune local e sistêmica. Isso confere proteção contra infecções futuras, especialmente contra as formas mais graves da doença. Efeitos colaterais mais comuns Irritabilidade ou choro; Diarreia leve ou vômitos nos primeiros dias após a aplicação; Febre baixa. Eventos raros: Invaginação intestinal: raro, mas potencialmente grave. O risco é mais alto quando a vacina é administrada fora da faixa etária recomendada. ❓ Perguntas Frequentes A vacina protege contra todos os tipos de rotavírus? A vacina protege contra o sorotipo mais comum e oferece imunidade cruzada contra outros sorotipos. Reduz significativamente as formas graves da doença. Por que tem limite de idade para aplicação? O risco de invaginação intestinal aumenta com a idade. Por isso, o esquema deve ser seguido estritamente dentro dos prazos recomendados. Se a criança vomitar após tomar a vacina, precisa repetir? Não. Como a dose é pequena e rapidamente absorvida na mucosa intestinal, não é necessário repetir a dose em caso de vômito. Pode ser administrada junto com outras vacinas? Sim. A vacina contra rotavírus pode ser administrada simultaneamente com outras vacinas do calendário infantil. Por que a vacina é oral e não injetável? Porque o rotavírus infecta o trato gastrointestinal, e a imunidade local é mais eficaz quando o estímulo vacinal ocorre por via oral. A vacina protege contra o sorotipo mais comum e oferece imunidade cruzada contra outros sorotipos. Reduz significativamente as formas graves da doença. O risco de invaginação intestinal aumenta com a idade. Por isso, o esquema deve ser seguido estritamente dentro dos prazos recomendados. Não. Como a dose é pequena e rapidamente absorvida na mucosa intestinal, não é necessário repetir a dose em caso de vômito. Sim. A vacina contra rotavírus pode ser administrada simultaneamente com outras vacinas do calendário infantil. Porque o rotavírus infecta o trato gastrointestinal, e a imunidade local é mais eficaz quando o estímulo vacinal ocorre por via oral. 📚 Referências Bibliográficas Ministério da Saúde. Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação. Brasília: MS; 2014. Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Calendário de Vacinação da Criança – 2024. Organização Mundial da Saúde. Rotavirus vaccines: WHO position paper – January 2013. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Rotavirus Vaccine Information Statement. 2023. Brasil. Programa Nacional de Imunizações (PNI). Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svs/pni Deixe um comentário Cancelar resposta Conectado como Dr. Marcelo Negreiros. Edite seu perfil. Sair? Campos obrigatórios são marcados com * Message* Também pode te interessar… Vacinas Vacina dTpa Dr. Marcelo Negreiros abril 23, 2025 Vacinas Vacina contra Hepatite B Dr. Marcelo Negreiros abril 23, 2025 Vacinas Vacina contra Poliomielite Dr. Marcelo Negreiros abril 23, 2025 Vacinas Vacina Pentavalente Dr. Marcelo Negreiros abril 19, 2025

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Vacina Pentavalente

Vacina Pentavalente A vacina pentavalente é uma combinação que protege contra cinco doenças graves em uma única aplicação: difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b (Hib), como meningite e pneumonia. Por combinar várias vacinas, ela facilita o cumprimento do calendário vacinal infantil, reduz o número de injeções e aumenta a cobertura vacinal. Disponibilidade SUS A vacina pentavalente é oferecida gratuitamente pelo SUS, sendo parte do Calendário Nacional de Vacinação. Está disponível nas salas de vacina de todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Brasil. Indicações e público-alvo Indicada para crianças menores de 7 anos, com início da vacinação aos 2 meses de idade. Público-alvo: Lactentes a partir de 2 meses de vida; Crianças que não completaram o esquema vacinal ou que estejam com o calendário em atraso (até 6 anos, 11 meses e 29 dias). Contraindicações Reação anafilática à dose anterior da pentavalente ou a qualquer componente da vacina; Doença febril aguda grave (adiar a vacinação); Crianças que apresentaram encefalopatia nos 7 dias após dose anterior da vacina contendo componente pertussis (coqueluche); Crises convulsivas não controladas no momento da vacinação. Reação anafilática à dose anterior da pentavalente ou a qualquer componente da vacina; Doença febril aguda grave (adiar a vacinação); Crianças que apresentaram encefalopatia nos 7 dias após dose anterior da vacina contendo componente pertussis (coqueluche); Crises convulsivas não controladas no momento da vacinação. Esquema vacinal (doses e reforços) 1ª dose: 2 meses 2ª dose: 4 meses 3ª dose: 6 meses Reforços (com DTP): 15 meses e 4 anos Observação: Após os 7 anos de idade, a vacina pentavalente não é mais indicada. Nessas situações, utilizam-se vacinas combinadas ou individuais de acordo com o histórico vacinal. Mecanismo de Ação A pentavalente contém antígenos inativados ou purificados de cinco patógenos: Toxoides de difteria e tétano: induzem produção de anticorpos neutralizantes; Antígeno da coqueluche (pertussis): proteção contra a bactéria Bordetella pertussis; Antígeno de superfície da hepatite B: gera resposta imune contra o vírus; Polissacarídeo conjugado do Haemophilus influenzae tipo b: estimula defesa contra infecções invasivas por essa bactéria. A imunização estimula a produção de anticorpos específicos que conferem proteção ativa contra essas doenças. Efeitos colaterais mais comuns Geralmente leves e autolimitados: Febre (até 38,5 °C); Dor, vermelhidão ou inchaço no local da aplicação; Irritabilidade, sonolência ou perda de apetite nas primeiras 24-48h; Nódulo residual no local da aplicação. Reações mais raras: Convulsão febril; Choro persistente e inconsolável; Encefalopatia (muito raro, especialmente associada ao componente pertussis). ❓ Perguntas Frequentes A pentavalente substitui outras vacinas? Sim. Ela substitui a aplicação isolada da DTP, hepatite B e Hib, reduzindo o número de injeções. Pode causar febre alta? Sim, mas geralmente a febre é leve a moderada. Pode ser controlada com antitérmicos sob orientação médica. É possível aplicar fora das datas recomendadas? Sim, o esquema pode ser regularizado conforme o calendário de vacinação em atraso, desde que a criança tenha menos de 7 anos. E se a criança já tomou a vacina contra hepatite B ao nascer? Ela ainda deve tomar a pentavalente, pois a vacina ao nascer é apenas a primeira dose contra hepatite B, e a pentavalente faz parte do esquema complementar. Pode aplicar junto com outras vacinas? Sim. A pentavalente pode ser administrada simultaneamente com outras vacinas, desde que em locais diferentes do corpo. Sim. Ela substitui a aplicação isolada da DTP, hepatite B e Hib, reduzindo o número de injeções. Sim, mas geralmente a febre é leve a moderada. Pode ser controlada com antitérmicos sob orientação médica. Sim, o esquema pode ser regularizado conforme o calendário de vacinação em atraso, desde que a criança tenha menos de 7 anos. Ela ainda deve tomar a pentavalente, pois a vacina ao nascer é apenas a primeira dose contra hepatite B, e a pentavalente faz parte do esquema complementar. Sim. A pentavalente pode ser administrada simultaneamente com outras vacinas, desde que em locais diferentes do corpo. 📚 Referências Bibliográficas Ministério da Saúde. Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação. Brasília: MS; 2014. Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Calendário de Vacinação da Criança – 2024. Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Vacinas combinadas: perguntas e respostas. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). DTaP, Hepatitis B, and Hib Vaccine Information Statement. Brasil. Programa Nacional de Imunizações (PNI). Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svs/pni Deixe um comentário Cancelar resposta Conectado como Dr. Marcelo Negreiros. Edite seu perfil. Sair? Campos obrigatórios são marcados com * Message* Também pode te interessar… Vacinas Vacina Pentavalente Dr. Marcelo Negreiros abril 19, 2025 Vacinas Vacina BCG Dr. Marcelo Negreiros abril 19, 2025

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Vacina BCG

Vacina BCG A vacina BCG (Bacillus Calmette-Guérin) é uma das vacinas mais antigas em uso e tem como principal objetivo prevenir formas graves de tuberculose, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar, especialmente em crianças. Desenvolvida a partir de uma cepa atenuada do Mycobacterium bovis, a BCG é considerada essencial para o controle da tuberculose em países com alta prevalência da doença, como o Brasil. Disponibilidade SUS A vacina BCG está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sendo ofertada nas maternidades e nas salas de vacinação das Unidades Básicas de Saúde (UBS). Indicações e público-alvo A vacina é indicada para todos os recém-nascidos, preferencialmente ainda na maternidade, até os 5 anos de idade se ainda não tiverem sido vacinados ou não apresentarem cicatriz vacinal típica. A aplicação após essa idade é geralmente contraindicada, pois a eficácia protetora diminui com o tempo. Grupos prioritários: Recém-nascidos a termo com peso ≥2.000 g e bom estado geral; Crianças até 5 anos sem cicatriz vacinal evidente. Contraindicações Crianças com peso inferior a 2.000 g ao nascimento; Pacientes com imunodeficiência congênita ou adquirida (incluindo HIV sintomático); Crianças com uso de corticoides sistêmicos em altas doses ou imunossupressores; Gestantes (em casos excepcionais em adultos); Pacientes com quadro febril agudo ou doenças dermatológicas extensas no local da aplicação. Crianças com peso inferior a 2.000 g ao nascimento; Pacientes com imunodeficiência congênita ou adquirida (incluindo HIV sintomático); Crianças com uso de corticoides sistêmicos em altas doses ou imunossupressores; Gestantes (em casos excepcionais em adultos); Pacientes com quadro febril agudo ou doenças dermatológicas extensas no local da aplicação. Esquema vacinal (doses e reforços) A BCG é administrada em dose única, intradérmica, preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida. Não são recomendadas doses de reforço de rotina. Resumo: Dose: única Via de aplicação: intradérmica Local: deltoide direito Reforço: não indicado de rotina Mecanismo de Ação A BCG é uma vacina de bactéria viva atenuada, produzida a partir do Mycobacterium bovis. Ela induz uma resposta imune celular que, embora não previna a infecção pelo Mycobacterium tuberculosis, reduz significativamente o risco de desenvolvimento de formas graves da doença, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar. Sua eficácia varia conforme fatores genéticos, ambientais e nutricionais. Efeitos colaterais mais comuns Os efeitos colaterais da BCG são geralmente leves e fazem parte do esperado da resposta vacinal: Formação de pústula e posteriormente úlcera no local da aplicação (normal, ocorre entre 2 a 4 semanas); Cicatriz característica após cicatrização da úlcera; Linfadenite regional (em alguns casos, com supuração); Abscesso frio (em casos raros); Reações adversas graves são raras, mas podem ocorrer, como osteíte ou disseminação sistêmica em imunodeprimidos. ❓ Perguntas Frequentes A vacina BCG deixa cicatriz? Sim, é esperado que a aplicação da BCG evolua com a formação de uma pequena cicatriz no braço direito, sinal de boa resposta vacinal. E se a criança não desenvolver a cicatriz? Caso a criança não desenvolva a cicatriz em até 6 meses após a aplicação, pode ser necessário avaliar revacinação, especialmente se for menor de 5 anos. A vacina protege contra todas as formas de tuberculose? Não. Ela protege principalmente contra as formas graves da tuberculose na infância. Não impede infecção ou formas pulmonares leves da doença. Pode tomar outras vacinas no mesmo dia da BCG? Sim, a BCG pode ser administrada no mesmo dia que outras vacinas do calendário, mas deve ser aplicada em outro local anatômico. É perigoso vacinar uma criança com HIV? A vacina é contraindicada em crianças com HIV sintomático ou com imunossupressão significativa. Em casos de HIV assintomático, pode ser avaliada a administração conforme o estado imunológico. Sim, é esperado que a aplicação da BCG evolua com a formação de uma pequena cicatriz no braço direito, sinal de boa resposta vacinal. Caso a criança não desenvolva a cicatriz em até 6 meses após a aplicação, pode ser necessário avaliar revacinação, especialmente se for menor de 5 anos. Não. Ela protege principalmente contra as formas graves da tuberculose na infância. Não impede infecção ou formas pulmonares leves da doença. Sim, a BCG pode ser administrada no mesmo dia que outras vacinas do calendário, mas deve ser aplicada em outro local anatômico. A vacina é contraindicada em crianças com HIV sintomático ou com imunossupressão significativa. Em casos de HIV assintomático, pode ser avaliada a administração conforme o estado imunológico. 📚 Referências Bibliográficas Ministério da Saúde. Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação. Brasília: MS; 2014. Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Calendário de Vacinação da Criança – 2024. Organização Mundial da Saúde. BCG vaccines: WHO position paper – February 2018. Weekly Epidemiological Record. 2018;93(8):73–96. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). BCG Vaccine Information Statement. 2023. Brasil. Programa Nacional de Imunizações (PNI). Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svs/pni Deixe um comentário Cancelar resposta Conectado como Dr. Marcelo Negreiros. Edite seu perfil. Sair? Campos obrigatórios são marcados com * Message* Também pode te interessar… Vacinas Vacina Pentavalente Dr. Marcelo Negreiros abril 19, 2025 Vacinas Vacina BCG Dr. Marcelo Negreiros abril 19, 2025

Medicina Intensiva

Milrinona

💊 Milrinona na UTI – Drogas Vasoativas A milrinona é uma droga inotrópica e vasodilatadora pertencente à classe dos inibidores da fosfodiesterase tipo 3 (PDE-3). Ela promove aumento da contratilidade miocárdica e vasodilatação sistêmica e pulmonar, sendo especialmente útil em pacientes com disfunção ventricular esquerda e/ou direita, principalmente em contextos de insuficiência cardíaca refratária e pós-operatório de cirurgia cardíaca. Por não depender de receptores beta-adrenérgicos, é uma opção vantajosa em pacientes com uso crônico de betabloqueadores ou com downregulation adrenérgico. Mecanismo de Ação Inibição da enzima fosfodiesterase tipo 3 (PDE-3) Aumenta níveis intracelulares de AMP cíclico Efeitos principais: Aumento da contratilidade cardíaca (efeito inotrópico positivo) Relaxamento da musculatura lisa vascular (vasodilatação) Redução da resistência vascular sistêmica e pulmonar Melhora do débito cardíaco com queda da pressão capilar pulmonar ⏱️ Início de ação: 5 a 15 minutos⏱️ Meia-vida: 2,5 a 4,5 horas (aumentada na insuficiência renal) Indicações Insuficiência cardíaca descompensada refratária Quando há necessidade de suporte inotrópico com vasodilatação simultânea Síndrome de baixo débito cardíaco no pós-operatório de cirurgia cardíaca Principalmente em pacientes com disfunção biventricular ou hipertensão pulmonar Baixo débito em pacientes em uso de betabloqueadores Ação independente dos receptores beta-adrenérgicos Disfunção ventricular direita com hipertensão pulmonar Melhora do débito do ventrículo direito e redução da resistência vascular pulmonar Desmame de suporte inotrópico Quando há risco de isquemia ou arritmias com dobutamina ou adrenalina Insuficiência cardíaca descompensada refratária Quando há necessidade de suporte inotrópico com vasodilatação simultânea Síndrome de baixo débito cardíaco no pós-operatório de cirurgia cardíaca Principalmente em pacientes com disfunção biventricular ou hipertensão pulmonar Baixo débito em pacientes em uso de betabloqueadores Ação independente dos receptores beta-adrenérgicos Disfunção ventricular direita com hipertensão pulmonar Melhora do débito do ventrículo direito e redução da resistência vascular pulmonar Desmame de suporte inotrópico Quando há risco de isquemia ou arritmias com dobutamina ou adrenalina Contraindicações Hipotensão arterial significativa (PAS < 90 mmHg) Risco de piora do choque circulatório devido à ação vasodilatadora Disfunção renal grave sem ajuste de dose Acúmulo da droga pode prolongar efeitos adversos (meia-vida aumentada) Arritmias ventriculares instáveis Pode aumentar o risco de arritmias devido ao efeito inotrópico Valvopatias obstrutivas graves Como estenose aórtica ou mitral crítica, onde o débito depende da pressão de enchimento Hipovolemia não corrigida A vasodilatação pode precipitar hipotensão e piorar a perfusão tecidual Hipotensão arterial significativa (PAS < 90 mmHg) Risco de piora do choque circulatório devido à ação vasodilatadora Disfunção renal grave sem ajuste de dose Acúmulo da droga pode prolongar efeitos adversos (meia-vida aumentada) Arritmias ventriculares instáveis Pode aumentar o risco de arritmias devido ao efeito inotrópico Valvopatias obstrutivas graves Como estenose aórtica ou mitral crítica, onde o débito depende da pressão de enchimento Hipovolemia não corrigida A vasodilatação pode precipitar hipotensão e piorar a perfusão tecidual Apresentação Solução injetável: 1 mg/mL – ampola com 10 mL. ⚗️ Diluição para infusão A milrinona deve ser administrada exclusivamente por bomba de infusão, com diluição em SG 5% ou SF 0,9%. A escolha da concentração depende da velocidade desejada em mL/h e da tolerância hemodinâmica do paciente. ✅ Concentração padrão: 200 mcg/mL (0,2 mg/mL) 💉 Preparo com ampola de 1 mg/mL 20 mL de milrinona (1 mg/mL) = 20 mg Adicionar 80 mL de SG 5% ou SF 0,9% 🔹 Volume final: 100 mL 🔹 Concentração: 200 mcg/mL (0,2 mg/mL) Ideal para bomba de seringa com volume fixo e cálculo simples de mL/h ✅ Concentração alternativa: 100 mcg/mL (0,1 mg/mL) 20 mL de milrinona (1 mg/mL) = 20 mg Adicionar 180 mL de diluente (SG 5% ou SF 0,9%) 🔹 Volume final: 200 mL 🔹 Concentração: 100 mcg/mL (0,1 mg/mL) Útil para ajustes mais finos ou pacientes sensíveis à vasodilatação ⚠️ Cuidados práticos Infundir exclusivamente por bomba de infusão Monitorar: Pressão arterial (risco de hipotensão) Ritmo cardíaco (risco de arritmias) Diurese e eletrólitos Ajustar dose em pacientes com disfunção renal Evitar bolus não diluído, principalmente em pacientes instáveis 📦 Passo a passo do preparo: Aspirar 20 mL de milrinona (1 mg/mL) = 20 mg Adicionar a 80 mL de SG 5% ou SF 0,9% Homogeneizar a solução com leve agitação Identificar a seringa ou frasco Aspirar 20 mL de milrinona (1 mg/mL) = 20 mg Adicionar a 80 mL de SG 5% ou SF 0,9% Homogeneizar a solução com leve agitação Identificar a seringa ou frasco Posologia ✅ Dose de ataque (opcional) 50 mcg/kg em infusão lenta por 10 minutos⚠️ Evitar em pacientes com instabilidade hemodinâmica ou risco de hipotensão ✅ Infusão contínua (manutenção) Dose mínima: 0,25 mcg/kg/min Dose usual: 0,375 a 0,5 mcg/kg/min Dose máxima: 0,75 mcg/kg/min 🎯 Alvo clínico Melhora do débito cardíaco Redução da pressão capilar pulmonar Otimização da perfusão tecidual sem aumento da frequência cardíaca ⚠️ Monitoramento e ajustes Evitar em pacientes com PAS < 90 mmHg Reduzir dose em disfunção renal Monitorar: FC e PA Ritmo cardíaco Débito urinário Lactato e perfusão periférica Calculadora de Milrinona Calculadora de Milrinona Peso do paciente (kg): Concentração da solução (mg/mL): — Selecione —0,1 mg/mL (100 mcg/mL)0,2 mg/mL (200 mcg/mL) Calcular ❓ Perguntas Frequentes sobre o uso de Milrinona na UTI 💡 Quando devo escolher milrinona em vez da dobutamina? Quando o paciente está em uso crônico de betabloqueador Quando há necessidade de vasodilatação adicional (pacientes com pós-carga elevada) Em pacientes com disfunção ventricular direita associada à hipertensão pulmonar Como alternativa em baixa resposta à dobutamina ⚖️ Milrinona é melhor para débito ou para pressão? Milrinona é excelente para melhorar o débito cardíaco, mas não é indicada para pacientes com hipotensão, pois pode reduzir ainda mais a pressão arterial É uma droga com ação predominantemente inotrópica e vasodilatadora, sem efeito cronotrópico direto ⏱️ Quanto tempo leva para fazer efeito? Início do efeito: 5 a 15 minutos após início da infusão Meia-vida: 2,5 a 4,5 horas Pode aumentar significativamente na insuficiência renal 🧪 A milrinona precisa de dose de ataque? Sim, em geral se faz dose de ataque IV de 50 mcg/kg em 10 minutos Mas pode ser omitida em pacientes com instabilidade hemodinâmica ou risco de hipotensão 🧠 Quais são os principais efeitos

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Nitroprussiato de Sódio

💊 Nitroprussiato de Sódio na UTI – Drogas Vasoativas O nitroprussiato de sódio é um potente vasodilatador arterial e venoso, usado para o controle rápido e preciso da pressão arterial em situações críticas. Seu principal benefício é a ação imediata com fácil titulação, sendo útil especialmente em emergências hipertensivas e no manejo intraoperatório de pressão. Apesar de sua eficácia, o nitroprussiato exige monitorização rigorosa, devido ao risco de toxicidade por cianeto, especialmente em infusões prolongadas ou em altas doses. Mecanismo de Ação Libera óxido nítrico (NO) ao entrar em contato com o sangue, promovendo vasodilatação direta sobre a musculatura lisa vascular Atua tanto em veias (reduz pré-carga) quanto em artérias (reduz pós-carga) Reduz a pressão arterial rapidamente, sem comprometer a contratilidade cardíaca ⏱️ Início de ação: segundos⏱️ Duração curta: efeito cessa em 1 a 2 minutos após interrupção Indicações Crise hipertensiva com lesão de órgão-alvo Controle rápido da pressão arterial em situações de emergência (ex: encefalopatia hipertensiva) Dissecção aguda de aorta Em associação a betabloqueadores para redução imediata da pós-carga Controle da pressão arterial em cirurgias de grande porte Ex: cirurgias cardíacas, vasculares, neurológicas Insuficiência cardíaca aguda com resistência vascular elevada Especialmente quando há congestão pulmonar refratária Eclâmpsia refratária (uso restrito e com monitoramento intenso) Em cenários onde outras drogas vasodilatadoras não estão disponíveis Crise hipertensiva com lesão de órgão-alvo Controle rápido da pressão arterial em situações de emergência (ex: encefalopatia hipertensiva) Dissecção aguda de aorta Em associação a betabloqueadores para redução imediata da pós-carga Controle da pressão arterial em cirurgias de grande porte Ex: cirurgias cardíacas, vasculares, neurológicas Insuficiência cardíaca aguda com resistência vascular elevada Especialmente quando há congestão pulmonar refratária Eclâmpsia refratária (uso restrito e com monitoramento intenso) Em cenários onde outras drogas vasodilatadoras não estão disponíveis Contraindicações Hipotensão arterial (PAS < 90 mmHg ou PAM < 60 mmHg) Risco de colapso hemodinâmico imediato Hipovolemia não corrigida A vasodilatação intensa pode piorar a perfusão tecidual Disfunção hepática ou renal graves Aumentam o risco de acúmulo de metabólitos tóxicos (cianeto e tiocianato) Anemia grave ou hipoxemia O nitroprussiato pode comprometer ainda mais a entrega de oxigênio aos tecidos Deficiência de vitamina B12 Aumenta a toxicidade por cianeto, podendo precipitar encefalopatia Uso prolongado (> 48 horas) ou em doses elevadas (> 2 mcg/kg/min) Aumenta risco de toxicidade e requer monitoramento laboratorial Hipotensão arterial (PAS < 90 mmHg ou PAM < 60 mmHg) Risco de colapso hemodinâmico imediato Hipovolemia não corrigida A vasodilatação intensa pode piorar a perfusão tecidual Disfunção hepática ou renal graves Aumentam o risco de acúmulo de metabólitos tóxicos (cianeto e tiocianato) Anemia grave ou hipoxemia O nitroprussiato pode comprometer ainda mais a entrega de oxigênio aos tecidos Deficiência de vitamina B12 Aumenta a toxicidade por cianeto, podendo precipitar encefalopatia Uso prolongado (> 48 horas) ou em doses elevadas (> 2 mcg/kg/min) Aumenta risco de toxicidade e requer monitoramento laboratorial Apresentação Solução injetável: 25 mg/mL – ampola com 2 mL (Nitrop®); Pó para solução injetável: 50 mg + ampola diluente com 2 mL (Nitroprus®). ⚗️ Diluição para infusão O nitroprussiato de sódio deve ser diluído exclusivamente em SG 5% e protegido da luz durante toda a infusão. A escolha da concentração depende do perfil hemodinâmico do paciente, necessidade de titulação fina e via de administração (acesso periférico ou central). ✅ Opções de preparo padronizado 💉 Concentração: 200 mcg/mL (alta concentração) 2 mL de nitroprussiato (25 mg/mL) = 50 mg Diluir em 248 mL de SG 5% 🔹 Volume final: 250 mL 🔹 Concentração: 200 mcg/mL ⚠️ Uso preferencial por acesso venoso centralIdeal para pacientes que necessitam de menor volume infundido ou controle mais preciso da infusão 💉 Concentração: 100 mcg/mL (intermediária) 2 mL de nitroprussiato (25 mg/mL) = 50 mg Diluir em 498 mL de SG 5% 🔹 Volume final: 500 mL 🔹 Concentração: 100 mcg/mL ✅ Concentração comumente utilizada em bomba volumétrica, com segurança e boa titulação 💉 Concentração: 50 mcg/mL (mais diluída) 2 mL de nitroprussiato (25 mg/mL) = 50 mg Diluir em 998 mL de SG 5% 🔹 Volume final: 1.000 mL 🔹 Concentração: 50 mcg/mL ✅ Ideal para uso periférico ou em pacientes com risco de hipotensão gravePermite ajustes lentos e seguros em pacientes sensíveis 📦 Passo a passo do preparo: Aspirar 2 mL (50 mg) de nitroprussiato de sódio Adicionar a 498 mL de SG 5% Homogeneizar com leve agitação Proteger frasco, equipo e seringa da luz direta (usar papel alumínio ou bolsa opaca) Identificar o rótulo Aspirar 2 mL (50 mg) de nitroprussiato de sódio Adicionar a 498 mL de SG 5% Homogeneizar com leve agitação Proteger frasco, equipo e seringa da luz direta (usar papel alumínio ou bolsa opaca) Identificar o rótulo Posologia 💉 Posologia do Nitroprussiato de Sódio ✅ Dose inicial recomendada 0,3 mcg/kg/min ✅ Faixa usual de manutenção 0,3 a 3 mcg/kg/min 🔼 Dose máxima Até 10 mcg/kg/min⚠️ Requer monitoramento rigoroso por risco de toxicidade por cianeto 🎯 Alvo terapêutico Redução gradual e controlada da pressão arterial Alívio da pós-carga em insuficiência cardíaca aguda Evitar flutuações bruscas na pressão, especialmente em neurocirurgia ou dissecção de aorta ⚠️ Observações importantes Titulável a cada 1 a 2 minutos Evitar infusões prolongadas (> 48h) Monitorar: Gasometria e lactato Sinais de toxicidade (confusão, acidose, taquipneia) Tiocianato plasmático, se disponível Calculadora de Nitroprussiato de Sódio Calculadora de Nitroprussiato de Sódio Peso do paciente (kg): Concentração da solução (mg/mL): — Selecione —0,05 mg/mL (50 mcg/mL)0,1 mg/mL (100 mcg/mL)0,2 mg/mL (200 mcg/mL) Calcular ❓ Perguntas Frequentes sobre o uso de Nitroprussiato de Sódio na UTI ⚡ Quando devo preferir o nitroprussiato em vez da nitroglicerina? Quando há necessidade de redução rápida e precisa da pressão arterial sistêmica Em pacientes com crise hipertensiva grave, especialmente com lesão de órgão-alvo (encefalopatia hipertensiva, dissecção de aorta) Quando a vasodilatação arterial é o principal objetivo (nitroglicerina atua mais em veias) ⏱️ Qual é a velocidade de início de ação do nitroprussiato? O início é quase imediato: entre 30 segundos a 1 minuto A duração do efeito é muito curta: desaparece em 1–2 minutos após parar a infusão 🔄 Preciso titular a

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Nitroglicerina

💊 Nitroglicerina na UTI – Drogas Vasoativas A nitroglicerina (ou trinitrato de glicerila) é um potente vasodilatador venoso, com ação dose-dependente também sobre as artérias, amplamente utilizada no manejo de síndromes coronarianas agudas (SCA), edema agudo de pulmão e crises hipertensivas com sinais de sobrecarga ventricular esquerda. Seu uso em ambiente de terapia intensiva exige cuidado com monitorização rigorosa, ajustes finos de dose, e atenção à tolerância ao nitrato e efeitos adversos, especialmente hipotensão. Mecanismo de Ação A nitroglicerina é um doador de óxido nítrico (NO), promovendo relaxamento do músculo liso vascular. Seus efeitos incluem: Vasodilatação venosa predominante → redução da pré-carga Vasodilatação arterial em doses maiores → redução da pós-carga e da pressão arterial Vasodilatação coronariana → melhora da oferta de oxigênio ao miocárdio 🔹 Efeito rápido, com início em 1 a 3 minutos e duração curta Indicações Síndrome coronariana aguda (SCA) Alívio da dor torácica isquêmica e redução da pré-carga Melhora da perfusão coronariana, principalmente em pacientes hipertensos ou congestos Edema agudo de pulmão (EAP) Alívio rápido da congestão pulmonar associada a hipertensão, com redução da pressão capilar pulmonar Crise hipertensiva com sintomas Controle da pressão arterial em pacientes com sinais de lesão aguda de órgão-alvo (ex: disfunção cardíaca esquerda) Dissecção aguda de aorta (associada a betabloqueador) Redução da pós-carga para aliviar o estresse sobre a parede aórtica Controle da pressão arterial durante procedimentos cirúrgicos cardíacos Síndrome coronariana aguda (SCA) Alívio da dor torácica isquêmica e redução da pré-carga Melhora da perfusão coronariana, principalmente em pacientes hipertensos ou congestos Edema agudo de pulmão (EAP) Alívio rápido da congestão pulmonar associada a hipertensão, com redução da pressão capilar pulmonar Crise hipertensiva com sintomas Controle da pressão arterial em pacientes com sinais de lesão aguda de órgão-alvo (ex: disfunção cardíaca esquerda) Dissecção aguda de aorta (associada a betabloqueador) Redução da pós-carga para aliviar o estresse sobre a parede aórtica Controle da pressão arterial durante procedimentos cirúrgicos cardíacos Contraindicações Hipotensão arterial PAS < 90 mmHg ou PAM < 60 mmHg Uso recente de inibidores da fosfodiesterase tipo 5 Sildenafil, tadalafil ou vardenafil nas últimas 24 a 48 horas Risco elevado de hipotensão severa e colapso circulatório Infarto agudo do miocárdio de ventrículo direito A redução da pré-carga pode comprometer ainda mais o débito cardíaco Hipovolemia não corrigida Pode agravar a hipotensão e reduzir a perfusão sistêmica Hipersensibilidade aos nitratos ou a componentes da formulação Hipotensão arterial PAS < 90 mmHg ou PAM < 60 mmHg Uso recente de inibidores da fosfodiesterase tipo 5 Sildenafil, tadalafil ou vardenafil nas últimas 24 a 48 horas Risco elevado de hipotensão severa e colapso circulatório Infarto agudo do miocárdio de ventrículo direito A redução da pré-carga pode comprometer ainda mais o débito cardíaco Hipovolemia não corrigida Pode agravar a hipotensão e reduzir a perfusão sistêmica Hipersensibilidade aos nitratos ou a componentes da formulação Apresentação Solução injetável: 5 mg/mL (ampolas com 5 e 10 mL). ⚗️ Diluição para infusão A nitroglicerina é uma medicação fotossensível, deve ser diluída em SG 5% ou SF 0,9% e administrada exclusivamente por bomba de infusão com proteção contra luz. 💉 Concentração: 0,2 mg/mL (200 mcg/mL) Opção 1 – Com SG 5%: 10 mL de nitroglicerina (5 mg/mL) = 50 mg Adicionar a 250 mL de SG 5% 🔹 Volume final: 260 mL 🔹 Concentração: 200 mcg/mL Opção 2 – Com SF 0,9%: 10 mL de nitroglicerina (5 mg/mL) = 50 mg Adicionar a 240 mL de SF 0,9% 🔹 Volume final: 250 mL 🔹 Concentração: 200 mcg/mL ✅ Essa opção facilita cálculos com bomba programada em mcg/min 💉 Concentração: 0,1 mg/mL (100 mcg/mL) 10 mL de nitroglicerina (5 mg/mL) = 50 mg Adicionar a 500 mL de SG 5% ou SF 0,9% 🔹 Volume final: 510 mL 🔹 Concentração: 100 mcg/mL ✅ Útil em pacientes sensíveis à vasodilatação ou em início de infusão 📦 Passo a passo do preparo: Aspirar 10 mL de nitroglicerina (5 mg/mL) = 50 mg Adicionar a 240 ou 250 mL de diluente (SG 5% ou SF 0,9%) Homogeneizar suavemente Armazenar em frasco opaco ou protegido com papel alumínio Aspirar 10 mL de nitroglicerina (5 mg/mL) = 50 mg Adicionar a 240 ou 250 mL de diluente (SG 5% ou SF 0,9%) Homogeneizar suavemente Armazenar em frasco opaco ou protegido com papel alumínio Posologia ✅ Dose inicial recomendada 5 mcg/min Avaliar resposta clínica e aumentar progressivamente ✅ Faixa usual de manutenção 5 a 100 mcg/min 🔼 Dose máxima Até 200 mcg/min, em situações selecionadas e com monitorização rigorosa ⚠️ Doses elevadas aumentam o risco de hipotensão e cefaleia intensa 🎯 Alvo terapêutico Alívio da dor torácica isquêmica Redução da pressão capilar pulmonar e congestão Melhora da pressão arterial em crise hipertensiva com sintomas Redução da pós-carga em situações específicas (ex: dissecção de aorta, IM com congestão) ⚠️ Observações importantes Titulável a cada 3–5 min conforme resposta Cautela em pacientes com pressão limítrofe Uso contínuo > 24–48h pode levar à tolerância (taquifilaxia) Monitorar PAM, FC, ECG e sinais de congestão ou isquemia Calculadora de Nitroglicerina Calculadora de Nitroglicerina Selecione a concentração da solução: — Selecione —0,2 mg/mL (200 mcg/mL)0,1 mg/mL (100 mcg/mL) Calcular ❓ Perguntas Frequentes sobre o uso de Nitroglicerina na UTI 💥 Quando a nitroglicerina deve ser a droga de escolha? Em pacientes com dor torácica isquêmica associada à SCA Em casos de edema agudo de pulmão com hipertensão arterial Durante crises hipertensivas sintomáticas, principalmente com congestão pulmonar Em dissecção de aorta, quando há necessidade de controle rápido da pós-carga (em associação a betabloqueadores) ⏱️ Em quanto tempo a nitroglicerina começa a agir? O início de ação é rápido, geralmente em 1 a 3 minutos após o início da infusão A duração do efeito é curta, e a resposta é diretamente relacionada à velocidade da infusão 📉 A nitroglicerina reduz a pressão arterial? Sim, principalmente em doses maiores (> 100 mcg/min) Em doses baixas, a ação predominante é venodilatadora, com menor impacto na pressão sistêmica 💧 Qual o efeito da nitroglicerina sobre a pré-carga e pós-carga? Doses baixas: vasodilatação venosa → ↓ pré-carga Doses moderadas a

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Vasopressina

💊 Vasopressina na UTI – Drogas Vasoativas A vasopressina, também conhecida como hormônio antidiurético (ADH), é um potente vasoconstritor não adrenérgico, amplamente utilizado como agente adjuvante em pacientes com choque séptico refratário à noradrenalina. Ao atuar em receptores diferentes das catecolaminas, ela oferece efeito sinérgico quando combinada com noradrenalina, reduzindo a necessidade de doses elevadas dessa última. Além da sua ação vasopressora, a vasopressina também é usada em situações específicas como parada cardiorrespiratória e sangramentos varicosos esofágicos. Mecanismo de Ação A vasopressina age principalmente em dois receptores: V1: promove vasoconstrição periférica, aumentando a resistência vascular sistêmica (RVS) e a pressão arterial V2: atua nos túbulos renais, promovendo reabsorção de água (efeito antidiurético) Diferentemente das catecolaminas, não depende de receptores adrenérgicos nem é afetada por acidose metabólica, sendo eficaz mesmo em ambientes com pH baixo. Indicações Choque séptico refratário Associada à noradrenalina quando a PAM não atinge a meta (≥ 65 mmHg), especialmente com doses moderadas a altas de catecolaminas Redução da dose de catecolaminas (catecholamine-sparing strategy) Em pacientes com risco de isquemia miocárdica, arritmias ou disfunção induzida por altas doses de noradrenalina Parada cardiorrespiratória (PCR) Como alternativa à adrenalina em alguns protocolos, principalmente em pacientes com acidose profunda Sangramento de varizes esofágicas Reduz o fluxo sanguíneo esplâncnico por vasoconstrição mesentérica Choque vasodilatador em transplante hepático ou cirurgia cardíaca Pode ser útil em situações de vasoplegia pós-bypass ou disfunção hepática grave Choque séptico refratário Associada à noradrenalina quando a PAM não atinge a meta (≥ 65 mmHg), especialmente com doses moderadas a altas de catecolaminas Redução da dose de catecolaminas (catecholamine-sparing strategy) Em pacientes com risco de isquemia miocárdica, arritmias ou disfunção induzida por altas doses de noradrenalina Parada cardiorrespiratória (PCR) Como alternativa à adrenalina em alguns protocolos, principalmente em pacientes com acidose profunda Sangramento de varizes esofágicas Reduz o fluxo sanguíneo esplâncnico por vasoconstrição mesentérica Choque vasodilatador em transplante hepático ou cirurgia cardíaca Pode ser útil em situações de vasoplegia pós-bypass ou disfunção hepática grave Contraindicações Hiponatremia grave (< 130 mEq/L) Pode piorar a retenção de água e precipitar convulsões, edema cerebral ou coma Doença arterial coronariana grave A vasoconstrição intensa pode reduzir o fluxo coronariano e precipitar isquemia miocárdica Doença vascular periférica avançada Risco aumentado de isquemia distal (dedos, extremidades, ponta nasal) Isquemia mesentérica pré-existente Aumento do risco de necrose intestinal com uso prolongado Hipersensibilidade conhecida à vasopressina ou derivados Hiponatremia grave (< 130 mEq/L) Pode piorar a retenção de água e precipitar convulsões, edema cerebral ou coma Doença arterial coronariana grave A vasoconstrição intensa pode reduzir o fluxo coronariano e precipitar isquemia miocárdica Doença vascular periférica avançada Risco aumentado de isquemia distal (dedos, extremidades, ponta nasal) Isquemia mesentérica pré-existente Aumento do risco de necrose intestinal com uso prolongado Hipersensibilidade conhecida à vasopressina ou derivados Apresentação Solução injetável: 20 unidades/mL (ampola de 1 mL). ⚗️ Diluição para infusão A vasopressina é diluída em SG 5% e administrada por bomba de infusão contínua, geralmente em dose fixa (sem necessidade de titulação). As seguintes diluições são padronizadas e facilitam o cálculo em mL/h: ✅ Opção 1 — Concentração de 0,16 U/mL 2 mL de vasopressina (20 U/mL) = 40 U Adicionar a 248 mL de SG 5% 🔹 Volume final: 250 mL 🔹 Concentração final: 0,16 U/mL Ideal para uso prolongado em bomba de infusão ✅ Opção 2 — Concentração de 0,2 U/mL 1 mL de vasopressina (20 U/mL) = 20 U Adicionar a 99 mL de SG 5% 🔹 Volume final: 100 mL 🔹 Concentração final: 0,2 U/mL Opção prática para frascos menores ou infusões mais concentradas (uso central preferencial) ⚠️ Cuidados práticos Administrar exclusivamente por bomba de infusão Preferência por acesso venoso central Nunca fazer em bolus IV Monitorar rigorosamente: PAM Diurese Perfusão periférica Sódio sérico 📦 Passo a passo do preparo: Aspirar 2 mL de vasopressina (20 U/mL) = 40 U Adicionar a 248 mL de SG 5% Homogeneizar suavemente Rotular o frasco ou seringa Aspirar 2 mL de vasopressina (20 U/mL) = 40 U Adicionar a 248 mL de SG 5% Homogeneizar suavemente Rotular o frasco ou seringa Posologia ✅ Dose padrão 0,01 a 0,04 Unidades/minuto 🔸 Dose fixa, não é titulada como as catecolaminas🔸 A infusão é contínua e administrada por bomba de infusão volumétrica 🎯 Alvo terapêutico PAM ≥ 65 mmHg Perfusão periférica adequada Redução da dose de noradrenalina Estabilidade hemodinâmica sem acidose ou hipoperfusão ⚠️ Observações importantes Nunca administrar por bolus Monitorar: Sódio sérico (risco de hiponatremia) Extremidades e perfusão Sinais de isquemia mesentérica ou coronariana Suspender imediatamente se houver suspeita de isquemia tecidual Calculadora de Vasopressina Calculadora de Vasopressina Selecione a concentração da solução (U/mL): — Selecione —0,16 U/mL0,2 U/mL Calcular ❓ Perguntas Frequentes sobre o uso de Vasopressina na UTI 💡 Quando devo iniciar vasopressina em um paciente com choque séptico? Quando o paciente estiver em uso de noradrenalina em dose moderada a alta (geralmente ≥ 0,2 a 0,3 mcg/kg/min) sem atingir a PAM alvo (≥ 65 mmHg) A vasopressina é usada como adjuvante, nunca como droga de primeira escolha 🧪 A vasopressina substitui a noradrenalina? Não.Ela complementa a ação vasoconstritora da noradrenalina por atuar em receptores diferentes (V1). O objetivo é: Melhorar a pressão arterial Reduzir a dose total de catecolaminas, minimizando efeitos colaterais 💧 A vasopressina altera a diurese? Pode, sim. Ao estimular receptores V2, promove reabsorção de água e pode causar oligúria Em doses vasopressoras (0,03–0,04 U/min), o efeito predominante é vasoconstrição, mas a retenção hídrica pode ocorrer em alguns pacientes 🔄 É necessário titular a dose da vasopressina? Não.A dose é fixa, geralmente 0,03 U/min, sem necessidade de ajuste Doses maiores não são recomendadas devido ao risco de isquemia 🧠 Posso usar vasopressina em acidose metabólica grave? Sim.Ao contrário das catecolaminas, a vasopressina mantém sua eficácia mesmo em pH < 7,2, sendo uma boa opção em pacientes com acidose profunda 🚨 Quais são os principais efeitos adversos? Isquemia de extremidades (dedos, ponta do nariz) Isquemia mesentérica Hiponatremia por retenção de água Em uso prolongado: necrose cutânea e vasoconstrição coronariana 🩸 Vasopressina pode ser usada por acesso periférico? Sim,

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