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Fratura em Galho Verde

Fratura incompleta do osso cortical, típica de crianças, em que um lado rompe e o outro se dobra sem fragmentar-se completamente.

Radiografia pediátrica Fratura incompleta Esqueleto imaturo
Visão Geral
Diagnóstico
Estruturas Anatômicas
Galeria
Referências
Radiografia de Fratura em Galho Verde

Visão Geral

A fratura em galho verde é uma fratura incompleta que ocorre predominantemente em crianças, cujos ossos são mais flexíveis e resistentes do que os de adultos. O nome faz alusão ao comportamento de um galho jovem de árvore que, ao ser dobrado, rompe em apenas um lado sem se fragmentar completamente.

Radiograficamente, observa-se interrupção do córtex em um dos lados do osso, com deformidade angular, enquanto o córtex oposto permanece íntegro, porém fletido. A linha de fratura pode ser sutil, exigindo atenção na leitura do exame.

O mecanismo mais comum é uma força de compressão com angulação, como quedas com apoio da mão. Os ossos mais frequentemente acometidos são o rádio e a ulna distais.

O que observar nesta imagem
  1. Interrupção do córtex em apenas um lado do osso
  2. Deformidade angular sem fragmentação completa
  3. Córtex oposto fletido, porém contínuo
  4. Ausência de desvio dos fragmentos (sem cominução)
  5. Possível espessamento periosteal associado
Estrutura em Destaque
Diagrama da Fratura em Galho Verde
Diagrama da Fratura em Galho Verde
Critérios Diagnósticos

O diagnóstico é predominantemente radiográfico e clínico, baseado na apresentação típica em pacientes pediátricos após trauma de baixa energia.

Radiografia simples

Exame de primeira escolha. Projeções AP e perfil são essenciais para identificar a angulação e o córtex acometido.

Perfil pediátrico

Ocorre exclusivamente em crianças e adolescentes com esqueleto imaturo, devido à maior plasticidade óssea.

Fratura sutil

A linha de fratura pode ser pouco evidente. Procure interrupção unilateral do córtex e discreta angulação.

Grau de angulação

Mensure o ângulo de deformidade: ângulos acima de 10–15° geralmente indicam necessidade de redução.

Diagnóstico diferencial

Diferenciar de fratura de toro (bojo) e de fratura completa, que apresentam padrões radiográficos distintos.

Projeções adicionais

Incidências oblíquas podem ser necessárias quando os achados nas projeções padrão são inconclusivos.

Atenção: Não confunda com fratura de toro, que apresenta bojo cortical sem ruptura, e com fratura plástica (deformidade sem linha de fratura visível). O contexto clínico e a idade do paciente são fundamentais para o diagnóstico correto.
Como analisar a imagem
  1. Analise os dois córtices do osso em toda sua extensão.
  2. Identifique o lado com ruptura cortical e o lado com simples arqueamento.
  3. Avalie o grau de angulação com referência ao eixo longitudinal do osso.
  4. Pesquise possível envolvimento da fise (placa de crescimento).
Conduta Geral

Fraturas com angulação mínima podem ser tratadas com imobilização e sem redução. Angulações significativas ou instabilidade podem exigir redução fechada sob anestesia.

O potencial de remodelação óssea em crianças é alto, favorecendo resultados excelentes com tratamento conservador.

Estruturas Anatômicas Envolvidas

A compreensão das estruturas ósseas e de seu comportamento biomecânico em esqueletos imaturos é fundamental para a correta interpretação radiográfica desta fratura.

Anatomia da Fratura em Galho Verde
Anatomia da Fratura em Galho Verde
Locais Mais Acometidos

As diáfises do rádio e da ulna distal são as localizações mais frequentes, especialmente após quedas com a mão em extensão (mecanismo FOOSH).

  • Rádio e ulna distais (mais comuns)
  • Diáfise da fíbula
  • Diáfise da tíbia
  • Clavícula (em lactentes)
  • Costelas (menos frequente)
Por que ocorre em crianças?

O osso pediátrico possui maior conteúdo de colágeno e menor mineralização, tornando-o mais flexível e capaz de absorver energia sem fragmentar-se completamente.

O periósteo é mais espesso e resistente, contribuindo para manter a continuidade do córtex oposto ao impacto.

Galeria Radiológica

Esta galeria reúne imagens radiográficas da fratura em galho verde em diferentes ossos, projeções e faixas etárias pediátricas.

Referências Bibliográficas

As referências abaixo fundamentaram o conteúdo deste artigo sobre fratura em galho verde no Atlas de Radiologia MedFoco.

Livros e Tratados de Radiologia
  1. BRODER, J. S. Diagnostic Imaging for the Emergency Physician. Philadelphia: Elsevier Saunders, 2011.
  2. COLEY, B. D. Caffey's Pediatric Diagnostic Imaging. 13. ed. Philadelphia: Elsevier, 2019.
  3. RESNICK, D.; KRANSDORF, M. J. Bone and Joint Imaging. 3. ed. Philadelphia: Elsevier Saunders, 2005.
  4. GRANT, H. D. et al. Emergency Care. 12. ed. New Jersey: Brady/Prentice Hall, 2014.
Fontes das Imagens

As imagens radiográficas utilizadas neste atlas foram selecionadas e editadas para fins didáticos, com foco na identificação clara dos achados típicos desta fratura.

Parte das imagens pode ter sido ajustada em brilho, contraste ou anotada para facilitar a identificação das estruturas.

Observação

Este material possui finalidade exclusivamente educacional e não substitui livros-texto, tratados de radiologia ou orientação de especialista.

Informações Rápidas
Tipo de Fratura
Fratura em Galho Verde
Localização Mais Comum
Rádio e ulna distais
Faixa Etária
Crianças e adolescentes
Exame de Escolha
Radiografia simples (AP e perfil)
Achado Principal
Ruptura cortical unilateral com arqueamento oposto
Tratamento
Imobilização; redução se necessário
Dica Importante

Analise sempre os dois córtices: um rompe, o outro se dobra. Se ambos estiverem íntegros, pense em fratura de toro ou fratura plástica.

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