MedFoco

Midríase

Dilatação da pupila que pode ocorrer por estímulo fisiológico, uso de medicamentos, alterações neurológicas, trauma ocular ou disfunções do sistema autonômico.

Visão Geral
Características
Diagnóstico
Galeria
Tratamento
Referências
Midríase

Visão Geral

A midríase é a dilatação da pupila, podendo ocorrer de forma fisiológica ou estar relacionada a condições oculares, neurológicas, traumáticas ou farmacológicas.

Pode surgir em resposta à baixa luminosidade, ao uso de colírios midriáticos ou em situações patológicas que afetam a inervação pupilar.

Dependendo da causa, pode estar associada a fotofobia, visão borrada, anisocoria e sinais neurológicos adicionais.

A avaliação clínica é fundamental para diferenciar midríase fisiológica de situações urgentes, como lesões neurológicas, paralisia do III nervo craniano ou glaucoma agudo.

Principais achados
  1. Pupila dilatada
  2. Redução ou ausência do reflexo fotomotor
  3. Possível anisocoria
  4. Fotofobia
  5. Visão borrada para perto
  6. Possível associação com sinais neurológicos
Estrutura em destaque
Estrutura em destaque da midríase

A alteração principal envolve a pupila e seus mecanismos de controle autonômico, especialmente a musculatura dilatadora da íris e a via parassimpática responsável pela contração pupilar.

Estrutura em destaque da midríase
Características Clínicas

A midríase é caracterizada pela dilatação da pupila, podendo ocorrer de forma fisiológica, medicamentosa, traumática, ocular ou neurológica.

A avaliação clínica deve considerar se a midríase é unilateral ou bilateral, se há resposta à luz e se existem sintomas associados, como dor ocular, cefaleia ou alterações neurológicas.

Pupila dilatada

O achado principal é o aumento do diâmetro pupilar, que pode ocorrer em um ou ambos os olhos.

Resposta à luz alterada

A pupila pode apresentar resposta fotomotora reduzida ou ausente, especialmente em causas farmacológicas ou neurológicas.

Anisocoria

Quando unilateral, a midríase pode causar diferença visível entre o tamanho das pupilas, chamada anisocoria.

Fotofobia

A entrada excessiva de luz pode provocar sensibilidade luminosa, desconforto ocular e dificuldade em ambientes claros.

Visão borrada para perto

Quando associada à perda de acomodação, pode causar dificuldade para leitura e visão próxima embaçada.

Causa medicamentosa

Pode ocorrer após uso de colírios midriáticos, anticolinérgicos ou contato ocular acidental com algumas substâncias.

Possível causa neurológica

Midríase fixa, especialmente unilateral, pode estar relacionada a alterações neurológicas e deve ser avaliada com atenção.

Sinais de alerta

Dor ocular intensa, cefaleia, ptose, diplopia ou alteração do nível de consciência exigem avaliação urgente.

Diagnóstico da Midríase

O diagnóstico da midríase começa pela identificação da pupila dilatada e pela avaliação da resposta pupilar à luz, da simetria entre as pupilas e do contexto clínico.

É importante diferenciar causas fisiológicas ou medicamentosas de situações potencialmente graves, como alterações neurológicas, trauma ocular ou glaucoma agudo.

Inspeção pupilar

Avalia o tamanho das pupilas, a presença de anisocoria e se a dilatação é unilateral ou bilateral.

Reflexo fotomotor

Verifica se a pupila dilatada contrai diante da luz direta e consensual, ajudando a diferenciar causas funcionais, farmacológicas e neurológicas.

História medicamentosa

Investiga uso de colírios midriáticos, anticolinérgicos, simpaticomiméticos ou exposição acidental a substâncias que possam dilatar a pupila.

Avaliação neurológica

Deve ser considerada quando há ptose, diplopia, cefaleia intensa, alteração de consciência ou suspeita de comprometimento do III nervo craniano.

Pressão intraocular

A medição da pressão intraocular é importante quando há dor ocular, olho vermelho, halos visuais ou suspeita de glaucoma agudo.

Acompanhamento especializado

Midríase persistente, fixa, dolorosa ou associada a sintomas neurológicos deve ser avaliada por oftalmologista e, quando necessário, por neurologista.

Diagnóstico diferencial

A midríase deve ser diferenciada de anisocoria fisiológica, midríase farmacológica, pupila tônica de Adie, paralisia do III nervo craniano, trauma ocular e glaucoma agudo.

A presença de dor ocular intensa, diplopia, ptose, cefaleia súbita ou alteração neurológica exige avaliação urgente.

Galeria Oftalmológica

Abaixo estão exemplos clínicos e imagens ilustrativas relacionadas a midríase e suas principais alterações associadas.

Tratamento da Midríase

O tratamento da midríase depende da causa, da duração, da presença de sintomas associados e do risco de condições urgentes, como glaucoma agudo ou alterações neurológicas.

O manejo deve priorizar a identificação da origem da dilatação pupilar, o alívio dos sintomas visuais e a abordagem rápida de sinais de alerta.

Suspensão da causa medicamentosa

Quando relacionada a colírios ou substâncias midriáticas, a melhora costuma ocorrer após a metabolização ou retirada do agente causador.

Controle da fotofobia

Óculos escuros e redução da exposição à luz intensa podem aliviar desconforto enquanto a pupila permanece dilatada.

Colírios específicos

Em situações selecionadas, colírios podem ser utilizados para auxiliar na contração pupilar ou no controle de sintomas, sempre com orientação oftalmológica.

Tratamento do glaucoma agudo

Se houver suspeita de glaucoma agudo, o tratamento deve ser imediato para reduzir a pressão intraocular e proteger o nervo óptico.

Investigação neurológica

Midríase fixa, unilateral ou associada a ptose, diplopia, cefaleia intensa ou alteração neurológica exige investigação urgente.

Acompanhamento especializado

O seguimento com oftalmologia é importante quando a midríase persiste, causa sintomas relevantes ou apresenta sinais de causa ocular ou neurológica.

Prognóstico Visual

O prognóstico da midríase costuma ser favorável quando a causa é fisiológica ou medicamentosa transitória.

Quando associada a glaucoma agudo, trauma ocular ou alterações neurológicas, o prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e do tratamento da causa principal.

Referências Bibliográficas

As referências abaixo foram utilizadas como base para a construção deste conteúdo sobre midríase, avaliação pupilar e alterações neuro-oftalmológicas.

Livros e Atlas de Oftalmologia
  1. KANSKI, J. J.; BOWLING, B. Clinical Ophthalmology: A Systematic Approach. 9. ed. Elsevier, 2020.
  2. YANOFF, M.; DUKER, J. S. Ophthalmology. 6. ed. Elsevier, 2022.
  3. AMERICAN ACADEMY OF OPHTHALMOLOGY. Basic and Clinical Science Course (BCSC). San Francisco: AAO, 2024.
  4. REMINGTON, L. A. Clinical Anatomy and Physiology of the Visual System. 4. ed. Elsevier, 2021.
Fontes das Imagens

As imagens utilizadas neste atlas oftalmológico foram produzidas com finalidade educacional utilizando referências clínicas reais e representações anatômicas didáticas.

Parte das imagens pode ter sido editada ou aprimorada digitalmente para facilitar a identificação da pupila, da íris e das alterações do diâmetro pupilar.

Observação

Este material possui finalidade exclusivamente educacional e não substitui avaliação oftalmológica especializada, livros-texto completos ou orientação acadêmica.

Informações Rápidas
Achado
Midríase
Tipo
Aumento do diâmetro pupilar
Estrutura afetada
Pupila e musculatura da íris
Causa mais comum
Baixa luminosidade, fármacos ou alteração autonômica
Sintomas comuns
Sensibilidade à luz, visão próxima borrada e anisocoria
Rolar para cima